Bom dia pessoas maravilhosas!
Chegamos ao último capítulo dessa fic- adaptação dá para acreditar?!
Espero que vocês tenham gostado dessa estória tanto quanto eu.
Agradeço a todos que favoritaram, seguiram e comentaram.
Vocês têm algum livro que queiram que eu adapte?
Na manhã seguinte, Emmet estava falando com Quik quando Bella saiu do box de Amira.
Ambos a olharam como se fosse uma miragem.
— Que foi? — ela perguntou, mas se arrependeu imediatamente, pois os dois eram bons amigos seus. — Desculpe. Não dormi bem essa noite. — Então ela percebeu como eles interpretaram esse comentário e corou. — Quero dizer... Ainda sinto dor no corpo todo, e não encontro posição para dormir. Vou tirar satisfação com Batal.
— Não pode. — Quil a olhou de modo estranho. — Vossa Alteza foi para Zamira e levou Batal com ele.
Bella tirou um pedaço de feno do cabelo.
— Bom, acerto com ele quando voltar, aquele brutamontes.
Emmet empalideceu.
— Edward machucou você?
— Edward, não. Estava falando de Batal. — Bella franziu a testa para eles. — Caí de cima dele, lembram? E a distância até o chão é grande. Eu me senti caindo do Empire State.
Os dois trocaram olhares.
— Vossa Alteza não disse quando volta. Foi uma viagem inesperada. Ele foi visitar a princesa Tanya, com quem planeja se casar.
Bella sentiu como se tivesse caído do cavalo de novo. Tudo nela doía.
— Certo. Bem... — Ela deu um sorriso de esguelha. — Tenho coisas a fazer. Vou sair para cavalgar com Amira.
— Mas ainda está machucada...
— O que não mata, cura.
Bella voltou para o estábulo sentindo-se desorientada. Depois da conversa da noite anterior, ele fora procurar sua futura esposa. Por que isso doía tanto quando ela sempre sabia que ele faria isso?
Apoiou a cabeça em Amira e fechou os olhos.
Porque não esperava que ele fizesse tão rapidamente.
Ficou arrependida. Talvez devesse ter aceitado o que ele oferecera. Pelo menos, teriam tido mais uma noite juntos.
Lembrando a si mesma de que uma noite a mais só intensificaria o sofrimento ao invés de diminuir, colocou a sela em Amira e a levou para o pátio.
Subiu toda rígida os degraus da pequena escada que usou para auxiliá-la a montar, fazendo caretas toda vez que sentia dor.
Não sabia aonde estava indo.
Só sabia que queria ficar um pouco sozinha no deserto.
— Aquela pancada na cabeça deve ter me afetado — disse à égua, impelindo-a para fora do pátio. — Há dois meses atrás eu venderia tudo em meu armário para fugir daquela areia toda. Agora, não só não tenho um armário de roupas, como não ligo para isso, e não posso imaginar nada mais relaxante do que cavalgar no deserto.
Amira relinchou e começou a trotar, mas Bella puxou as rédeas com um gemido de dor.
— Assim, não. Eu me sinto numa coqueteleira. Pode simplesmente andar?
A égua pareceu não se opor, ou talvez tenha percebido o estado frágil de Bella, e começou a caminhar com cuidado, abrindo caminho através de superfícies acidentadas até alcançaram a trilha arenosa que levava ao deserto.
Um lagarto atravessou seu caminho e Bella sentiu um nó na garganta ao lembrar-se das noites que ela e Edward passaram juntos olhando as estrelas.
Conversando. Rindo. Fazendo amor.
Era por isso que estava voltando ao deserto?
Para se torturar com lembranças?
Aprendera a amar as ruas estreitas de Al-Rafid, com seus mercados coloridos e muros de pedra. Amava os estábulos e os amigos que fizera ali. Mas, acima de tudo, amava Edward de uma maneira que não sabia ser possível amar alguém. Queria o melhor para ele, e sabia que não era ela.
Mas conseguiria continuar a viver ali e vê-lo casado? Aguentaria vê-lo sorrir para outra e carregar o filho de outra em seus braços?
— Seria como cair em cima de um cactos e depois levantar e fazer de novo. Não sou tão masoquista. Seria mais fácil se recuperar longe dele.
Dinheiro não seria problema. Seu pai cortara sua mesada, mas não precisava mais dela. Edward pagava bem a sua equipe e ela economizara tudo o que ganhara. Tinha mais do que o suficiente para um voo de volta à Inglaterra.
Talvez voltasse para a mansão Swan e fizesse as pazes com seu pai. E arrumasse um emprego em um estábulo. Ou talvez num campo de equitação. Algum lugar em que fizesse parte de uma equipe e pudesse contribuir.
Se trabalhasse duro o bastante, não teria tempo de pensar no quanto estava sofrendo.
Edward voltou do deserto e encontrou todos mortos de ansiedade.
— Bella não voltou — Emmet informou enquanto Edward tirava Batal do box.
Edward não pensara em outra coisa a não ser em Bella nos últimos dois dias, e sentiu a cor sumir de seu rosto.
— De onde?
— Do deserto. — Emmet encheu a rede de feno e recuou a uma distância segura das patas dos cavalos. — Saiu no mesmo dia em que você. Levou Amira. Os cavalos estão sentindo falta dela. Ficam colocando a cabeça para fora e relinchando para chamá-la.
Irritado, Edward tentou controlar seu tom de voz.
— Deixou que ela levasse Amira para o deserto?
— Ela não nos disse aonde ia e, só quando estava demorando a voltar, encontramos seu bilhete. É sua última viagem — Quil disse entristecido. — Disse que precisa voltar lá antes de nos deixar.
— Está sozinha? — Edward sentiu o mesmo medo de quando descobriu que era Bella que estava montando Batal. — Não tentaram impedi-la? Tem ideia do quanto está vulnerável lá? Não sabe nada sobre sobrevivência no deserto. Nada!
Emmet olhou para ele.
—Alguém impede Bella de fazer o que quer? Montou Batal apesar dos conselhos de todos. Ela tem suas próprias ideias, Edward.
Ele sabia disso.
Sabia exatamente como a cabeça de Bella funcionava.
— Ela está bem — Quil disse. — Ligou ontem à noite de um telefone via satélite para dizer que estava bem. Só disse que estava em um lugar especial. Achamos que devia estar no retiro, mas sabe que eles nunca divulgam o nome de seus hóspedes. Deve estar aproveitando seus últimos dias. Disse que vai sentir muito nossa falta, mas isso nem se compara à falta que vamos sentir dela, Vossa Alteza. É a melhor tratadora que já tivemos. Não sei como Amira vai reagir quando ela partir. Já tenho quatro veterinários prontos para cuidar dela, mas sei que ela vai sofrer de saudade. Os cavalos amam Bella. Até os cachorros gostam dela.
— Todos gostam dela — Emmet falou, olhando preocupado para o deserto. — Talvez eu tenha cometido um erro. Sam disse que eu deveria mandar alguém acompanhá-la, mas ela é teimosa...
— Sam — Edward os olhava cada vez mais decepcionado. — O que Sam tem a ver com isso? Ainda está no hospital.
— Bella o visitava todos os dias — Emmet contou. — Mostrava fotos dos cavalos. Fazia piadas péssimas. Realmente o fazia rir.
Edward conhecia suas piadas.
— Por que todos vão sentir falta dela? Aonde ela vai?
— Voltar para a Inglaterra.
Foi como uma facada no peito de Edward.
— Por que ela faria isso?
— Ela não disse. Só disse que era a coisa certa a fazer.
— Ela não devia ter ido para o deserto!
Quil pigarreou.
— Impedir Bella é como tentar conter Batal quando está a galope, Vossa Alteza. Uma causa perdida.
— Deve estar perdida a uma hora dessas — Edward disse entre os dentes.
Quil ruborizou-se.
— Está preocupado com Amira, claro. O que deseja que façamos, Vossa Alteza?
Percebendo que sua preocupação com Bella o fez esquecer sua égua favorita, Edward passou a mão pelos cabelos. Esperavam uma decisão sua e, pela primeira vez na vida, seu lado racional lhe faltou.
Dominado pela preocupação com Bella, ele montou em seu garanhão.
— Vou atrás dela.
— Vou com você — Emmet disse.
— Não.
Quil e Emmet se olharam.
— Pelo menos, leve seus guardas. Quer que liguemos para o retiro para dizer que está a caminho?
— Nada de guardas. E não quero que liguem para o retiro. - Edward sabia que ela não estaria lá. E, ao imaginá-la sentada em posição de lótus, bebendo chá herbal, ele quase gargalhou. Mas sua vontade de rir desapareceu ao lembrar que ela corria perigo.
Ela achava que conhecia o deserto...
E ele sabia que pressupor conhecimento era mais perigoso do que admitir ignorância. Não dava para esquecer o que acontecera na última vez em que Bella cavalgara sozinha pelo deserto.
Ao lembrar-se dela deitada na areia, seriamente desidratada, Edward apressou Batal e rezou para que não fosse tarde demais.
Bella estava boiando de costas no lago quando ouviu patas de cavalo e viu surgir uma nuvem de areia.
— Nossa paz acabou, Amira.
Mas seu coração ficou apertado, pois sabia quem estava chegando.
Será que a prenderia por roubar seu cavalo pela segunda vez?
Amira relinchou, com as orelhas voltadas para frente e as narinas infladas.
Ao ver que não daria tempo de pegar suas roupas, Bella ficou em pé para que só sua cabeça aparecesse.
Edward cavalgava até o acampamento como um guerreiro indo para a batalha. Ao observá-lo, Bella se perguntou se sua dor cessaria quando estivesse a milhares de quilômetros dele.
— O que aconteceu com a princesa? — ela perguntou, fingindo indiferença. —Não era bonita o bastante? Ou não quis você? — Ela passou as mãos sobre a água e ficou olhando as ondulações na superfície.
— Mesmo depois de semanas em meu país, você não adquiriu nenhum respeito pela aridez do deserto. — Edward disse num tom furioso e desmontou com uma graça atlética que Bella não pôde deixar de admirar.
— Calma. Está se irritando à toa.
Ele lhe lançou um olhar de advertência e foi até Amira.
— Ela bebeu água?
— Não, estou observando-a morrer de sede lentamente. — Bella se perguntou quanto tempo levaria para ele ter um ataque de raiva e ir embora. Não muito, ela esperava, porque cada palavra, cada olhar, estavam matando-a. — Claro que bebeu. Acha realmente que sou burra, não é?
— Não. Burra, não. Acho que é uma mulher muito inteligente e muito equivocada — ele disse vagarosamente.
Bella olhou para ele surpreendida.
— Bem... nesse caso, fico feliz em dizer a você que a alimentei, dei água, mantive-a sob a sombra e fiquei de olho em cobras e escorpiões, como me ensinou. Cheguei a dormir ao lado dela com uma faca ontem à noite, só por precaução. Esqueci algo?
Edward observou a égua.
— Ela parece bem.
— Ótimo. O que faz aqui, a propósito?
— Vim contar que vou me casar. Bella sentiu-se apunhalada.
— Percorreu essa distância toda para me dar a notícia pessoalmente? — Queria urrar de dor. — Certo, agora já sei, então pode ir embora e me deixar em paz.
— Vai voltar comigo.
— Não! — Bella mordeu os lábios, abalada demais para pensar em qualquer observação irreverente. — Por favor, Edward. Adoro esse lugar; me dê mais um dia. Prometo que não vou causar nenhum dano à Amira. Trouxe comida para ela, bastante água... Pensei em tudo. — Ela estava pronta para implorar, mas a expressão dele mantinha-se rígida.
— Preciso de você em Al-Rafid.
— Isso é totalmente injusto! — Ela não se importou com formalidades. — O que quer de mim? Um presente de casamento? Quer que lhe dê um jogo de toalhas e uma torradeira? — Então percebeu o quanto estava sendo indelicada e conteve suas lágrimas, irritada consigo mesma. — Desejo felicidades a você. Realmente espero que seja muito feliz. Verdade. Espero que esse casamento dê certo, e tenho certeza de que irá, pois sempre faz as coisas tomarem o rumo que deseja. Só não quero estar ali para ver isso acontecer. Não pode esperar isso de mim.
— Posso. E você vai estar lá.
Bella olhava para ele e se perguntava se ele fazia alguma ideia do que ela sentia por ele.
— Você é idiota?
Ele ficou chocado.
— Está me chamando de idiota?
— Bem, ou você é idiota ou tremendamente insensível, e não dá para se vangloriar de nenhum desses atributos — Bella rebateu. — Se não consegue pensar em meus sentimentos, pelo menos pense em sua esposa. Como ela vai se sentir?
— Espero que se sinta orgulhosa de estar ao meu lado.
— Estou certa disso. E não quero estragar o dia dela estando lá. Ex-namoradas anônimas. Qual é, Edawrd. Vá torturar outra. — Sentindo seu nó na garganta aumentar, Bella virou-se e se concentrou nas tamareiras que sombreavam o lago, furiosa consigo mesma por não ser forte o suficiente para comparecer ao casamento. — Não consigo. Não posso estar lá quando você se casar.
— Então temos um problema, habibiti — ele disse suavemente. — Pois não posso me casar sem você lá.
Lágrimas turvaram lhe a visão.
— Por quê?
— Porque você é a mulher com quem vou me casar.
As palavras pareceram vir de muito longe. Ia falar, mas nenhum som saiu de sua boca. Amira relinchou, sentindo a mudança no ambiente.
— Saia da água, Bella! — Ele andava para lá e para cá à beira do lago. —Diga algo!
Ele estava sensacional, com o sol dando um tom de ouro aos seus cabelos acobreados e com um olhar intenso que exigia que o olhasse. O choque transformou-se em alegria, para depois virar angústia. Como poderia?
— É um sacrifício muito grande só para ter sexo, Edward.
— Acha que estou pedindo você em casamento para poder ter sexo?
— Não me pediu de verdade em casamento...
Bella sentiu algo roçar em seu tornozelo e deu um gritinho.
— Edward, tem alguma coisa no lago! Ele ergueu uma sobrancelha.
— Pensei que os animais do deserto não a incomodassem.
— Gosto de lagartos, mas isso é viscoso. — Ela estava pulando em um pé só, e Edward riu, tirou a roupa e mergulhou no lago.
Veio à tona diante dela e a pegou em seus braços.
— É uma alga.
— O quê?
— Em volta de seu tornozelo. — Ele a retirou. — Não é um animal viscoso.
— Parecia viscoso. Solte-me, Edward. Estou sem roupa.
— É como prefiro você — ele murmurou com os olhos fixos em sua boca, puxando-a contra si.
Bella sentia o calor do corpo dele contra o seu.
— O que está fazendo?
— Pedindo-a em casamento — ele murmurou de encontro a sua boca. — Pode dizer "sim" logo para podermos pular para a parte mais excitante?
Fascinada por seu olhar lascivo e pela reação explosiva de seu próprio corpo, Bella gemeu.
— Não... Não posso. — Precisava ser forte. Tinha que se lembrar do que aprendera, de como estava determinada a viver sua própria vida. — Não, Edward.
Edward suspirou.
— O que é agora?
— Eu disse "não".
— Por que não? Sei que me ama, não tente negar.
— Sim, eu amo você. Mas você não me ama. E não quero me casar por dinheiro ou status. Nem por estar apaixonada. Só vou me casar se for por amor de ambas as partes. Quero que sejamos um casal por termos uma ligação sentimental, não no papel.
— Bella...
— Não importa o que digam, não sou como sua mãe. Não me casaria sem amar. Você me mostrou o que é possível sentir, e não quero menos do que isso. E quero um homem que sinta o mesmo por mim; senão, que chance teríamos? Não aceito uma relação que não seja baseada em amor, pois já vi o que acontece quando se aceita.
Seus olhos verdes estavam fixos aos dela.
— O que a faz pensar que não a amo?
— Talvez o fato de nunca ter me dito?
— Também nunca me disse.
— Disse, sim — ela reagiu. —Quando caí de Batal, eu disse "eu amo você". E você nunca mencionou esse fato.
Edward deu um longo suspiro.
— Achei que estava falando com o cavalo.
— Achou que eu estivesse me declarando para o seu cavalo?
— Estava sempre dizendo esse tipo de coisa aos cavalos. Os outros funcionários me diziam que conversava com eles o tempo todo, dizendo que os amava e como eles eram bonzinhos.
Bella corou.
— Bem, isso é verdade.
— Então pode entender que eu não achei que estava se declarando para mim quando caiu em meus braços.
Bella colocou a mão no peito dele, sentindo os contornos de seus músculos.
— Está dizendo... — Ela pigarreou, com medo de falar e estragar a magia. — Quer dizer que...
— Eu amo você. É isso que estou dizendo. De repente, ela ficou tonta.
— Você considera o amor uma fraqueza.
— Acho que meu pai teve um relacionamento desequilibrado com minha madrasta, e isso o tornou fraco. — Edward franziu a testa. — Eu ficava horrorizado por ele parecer incapaz de resistir a ela. Vê-lo ser dominado pela sedução daquela mulher foi uma das coisas mais difíceis para mim. Prometi nunca cometer o mesmo erro.
— E foi por isso que ficou tão irritado comigo quando flertei com você?
— Estava determinado a não cair na mesma armadilha.
— Pensei que fosse arrogante e dominador. Ele sorriu.
— E agora?
— Ainda acho — Bella sussurrou. — Mas também é uma gracinha, e, se ficar muito mandão, eu vou reagir.
— Tenho certeza disso — ele respondeu, puxando-a contra si. — Eu a amo, Bella Swan.
Bella estremeceu, e uma pontada de insegurança abalou sua felicidade.
— Essa é a parte difícil, não é? Minha irmã Angela seria melhor para você. Ela é prática e sensível. Eu liguei para ela, a propósito...
— Ótimo. E?
— Ela também estava preocupada, sentia-se culpada pelas coisas que disse. Tivemos uma boa conversa. E falei com Rennesme em Nova York, ela estava tentando me contatar.
— Então suas preocupações terminaram.
— Não completamente. Algum dia seu povo vai aceitar que esteja casado com a Bella Malvada?
— Meu povo a considera Bella Corajosa. — Ele segurou se rosto e lhe deu um beijo suave nos lábios. — Para eles, você é Bella Valente e Linda Bella. Serve de modelo e inspiração para todos.
Bella ficou ali parada, com outro nó na garganta.
— Sempre digo a coisa errada...
— Adoro que você seja passional e honesta em relação aos seus sentimentos.
— Nunca servi de modelo para ninguém.
Ele sorriu.
— É sempre bom passar por novas experiências. Todas as garotas de Al-Rafid vão copiá-la.
— Vão ler fofocas sobre mim — Bella murmurou. Ele deu um suspiro e estreitou os lábios.
— Não censuramos a imprensa, mas também não permitimos o nível de intromissão que a imprensa de seu país usa. Não vai haver jornalistas subindo nos muros do palácio, nem se escondendo nos estábulos.
— Mas o passado...
— O passado não conta. Meu povo só dá importância ao que sabe e ao que vê, não a boatos. Viram uma garota que arriscou sua vida por algo importante para nosso país.
— Essas histórias sobre mim... a maioria delas não era verdade. - Bella tentou se defender pela primeira vez na vida.
— Metade do que escreveram sobre mim era mentira. Mais da metade, na verdade. Nunca tive aqueles romances, mas eles estavam determinados a escrever o que queriam, e deixei que continuassem. Toda vez em que eu cumprimentava algum homem, supostamente era um novo romance! -Ela corou.
— O que diria se eu dissesse que só tive um homem, e que foi há muito tempo atrás?
Edward acariciou seu rosto.
— Diria que ele foi bobo de deixar uma mulher como você escapar.
— Foi por causa dele que fui eliminada da competição de equitação quando era adolescente — Bella confessou. — Percebi que estava só me usando e o rejeitei. Então ele espalhou boatos horríveis e os selecionadores decidiram que eu não era um bom exemplo.
— Acredito em você.
— Mesmo? Não tem ideia do quanto isso é bom. E aqui... — Ela olhou para a areia dourada que se estendia majestosamente ao redor deles. — Eu me sinto em casa.
— Está em casa.
— Encontrei meu caminho no deserto. Tem razão quando diz que não é tudo igual. Que não é só areia. Sinto que meu lugar é aqui. Quero vir aqui todo ano. Olhar as estrelas e cavalgar pelas dunas. Quero contribuir com algo para o povo de Al-Rafid. Sou tratada como se fosse daqui. Para mim, esse é o lugar mais especial do planeta. Como também é para você.
— Para mim, o lugar mais especial do planeta é onde você está, habibiti — Edward disse, abraçando-a. — E é aqui que tem que estar. Com meu povo, meus cavalos e, principalmente, comigo.
Com os olhos brilhando, Bella olhou para ele, deleitando-se com a sensação de ser amada pelo que era.
— Dignidade — ela disse, passando os braços em volta do pescoço dele. — Essa é minha regra Swan e vou viver para honrá-la, prometo.
— Dignidade é importante, contanto que não mude quem você é. Bella sorriu.
— Sou sua — ela sussurrou e fechou os olhos quando ele a beijou. — Sua para sempre.
Fim
