Lembretes e explicações no final do capítulo.
Capítulo ainda sem verificação, assim que possível, faremos a substituição pelo betado.
Qualquer erro, será corrigido depois!
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O céu estava escuro fora da sala em que o loiro se encontrava, contrastando perfeitamente com seu humor, que já havia alcançado todos os seus limites, que até de si mesmo ele gostaria de se ter um tempo.
Já faziam exatos nove dias que o alfa lúpus havia deixado todo o seu "reino" nas habilidosas mãos do primo. E tudo parecia estar indo bem! Tudo até aquela quinta feira fatídica, em que um dos muitos rostos da campanha de acessórios esportivos, em especial o de natação, havia quebrado o contrato por motivos pessoais, e na falta do platinado e do loiro advogado, Plisetsky se vira em meio a burocracia do que regia o contrato firmado, e em conjunto a neurose do ômega nadador!
Seung-Gil se desdobrara juntamente com Yurio para conseguirem entrar em um acordo plausível que não afetasse a imagem da empresa, bem como a do ômega atleta que se encontrava em uma gestação de risco e já com treze semanas.
A campanha havia sido toda perdida, e o russo bocudo estava uma verdadeira fera, pois foram gastos que mesmo as taxas de rescisão de contrato não iriam cobrir, tendo quem sabe, de ser usado valores a mais; o que o loiro achava ser um grande desperdício de capital. Sem contar toda essa dor de cabeça, agora estavam novamente na estaca zero, tentando escolher um profissional da área que se enquadrasse no que eles gostariam.
Bem, Yurio já não tinha muita certeza do que gostaria, pois estava tão desgastado com a situação toda que na atual posição, considerava em meter o louco com o nadador e colocar a campanha do jeito que estava. Suspirando pesadamente, recolheu todo o material fotográfico de cima da mesa, juntou os papéis que compunham o contrato e fechou tudo dentro de uma pasta, com raiva escreveu em letras garrafais na capa "arquivar" e se jogou de encontro ao encosto da cadeira.
Entendia a política da empresa, apoiava o primo cabeçudo em vários pontos, articulava com os advogados contratos perfeitos para todos, desenvolvia, analisava e compartilhava valores, a aceitação do produto pelo mercado e as projeções para o futuro da empresa, mas um ponto sempre foi questionável para o loiro, e indiscutível para os alfas da empresa: os ômegas.
Girando a cadeira aleatoriamente, acabou por ficar de frente para a janela, o céu escurecido parecia refletir melhor sua imagem no vidro. Estava cansado, muito cansado! Todos os grandes homens alfas da empresa estavam onde? Resolvendo suas vidas e ele estava fazendo o que? Apagando um incêndio por dia dentro do escritório. Yurio queria saber até quando iria aguentar esse ritmo de trabalho, pois estava estressado. E o que acontecera com o nadador fora a gota d'água.
Ômegas eram criaturas lindas por natureza, frágeis e guerreiros, mas imprevisíveis na opinião do russo, pois se pensasse friamente, não contrataria nenhum deles justamente pelas mesmas características que os descreviam muito bem. Plisetsky parou e subitamente abriu um sorriso sarcástico, considerou que se pensasse melhor ainda, dificilmente contrataria um alfa também, porque esses embora fossem o topo da cadeia, os seres perfeitos e quase deuses, não podiam ver um ômega no cio que saiam correndo atrás, perdendo suas cabeças e infernizando a vida de todos ao seu redor, pois só pensavam nos próprios umbigos. Enfim alfas eram egoístas, narcisistas e imaturos.
Ele estava generalizando? Sim, estava, e tinha ciência disso, mas não conseguia parar de pensar dessa forma, não mesmo! E ele sabia que tinha exemplos dignos de que nem todos os alfas eram iguais. Seu primo poderia ser um despistado, esquecido muitas vezes, mas era a primeira vez que o via sair atrás da pessoa que era seu destinado. Viktor Nikiforov poderia ter quem ele quisesse, ficar com as mais linda modelos, com os mais belos homens se assim o desejasse, mas nunca vira o primo se deixar envolver, ou mesmo passar mais que um mês com uma pessoa. Era discreto, e gostava de levar a sua vida assim. Sabia portar-se frente da Yellow Press e de qualquer outro tabloide ou revista sensacionalista.
Bem, mas aquilo não vinha ao caso! Não mesmo! E o problema com aquele ômega, mesmo que à primeira vista estivesse quase resolvido, ainda estava o deixando com uma dor de cabeça sem tamanho.
Massageando as têmporas, o russo tentava relaxar um pouco. Sentia sua cabeça latejar, e não conseguia se lembrar de quanto tempo fazia que estava se sentindo mal com o que parecia ser uma dor lancinante de cabeça. Não queria tomar nenhum tipo de medicamento, mas estava propenso a ir logo para seu apartamento, tomar um bom banho e tomar um analgésico.
O barulho de batidas na porta, puxaram Yurio do seu devaneio e voltou-se bem na hora que uma cabeleira ruiva entrava.
- Fala! - foi tudo que conseguiu dizer a secretaria russa do dono da empresa.
- Você vai precisar de mais alguma coisa ou posso ir embora? – Mila perguntou ao lhe sustentar o olhar.
Yurio começou a gargalhar, ele precisava de uma estrela ômega da natação que não estivesse grávida e disponível para fazer uma campanha com a metade do orçamento que deveria ter para ontem, mas não achou que a mulher à sua frente estaria à altura de resolver esse pormenor, por isso riu.
- Não Mila, o que preciso você não teria como me trazer em um passe de mágica! - ficando sério arqueou uma sobrancelha, pois a conterrânea não se moveu depois de sua negação. - Mais alguma coisa? Esqueci de algum documento? Perdi algum compromisso? Ou você virou uma estátua na minha sala? Já vou avisando que não gosto e... – parou de falar, pois a mulher levantou a mão, o que lhe lembrou muito a quando ainda se encontrava no colégio e era obrigado a levantar uma mão para pedir a palavra. Com um movimento leve de cabeça, pensou em falar cobras e lagartos para a secretária, mas não conseguira.
- Você é terrível! Tão terrível que inclusive em alguns dias tenho vontade de te bater! – ruminou a ruiva sustentando o olhar do primo do chefe. - Seu mau gênio é do conhecimento de todos e se aquele nadador te conhecesse pessoalmente, o coitado iria manter a cabeça e as pernas no lugar certo, mas nem tudo é do jeito que programamos! - ela deu de ombros. - Reconheço todo o seu enorme esforço para manter tudo nos devidos lugares e não mudar nada. - suspirou cansada. - Mas aceite um conselho, vá para casa descansar um pouco, amanhã sei que terá uma ideia genial para resolver o problema. E lembre-se que nem tudo é o que parece ser, e quando alguém lhe diz o que aconteceu com lágrimas nos olhos, pois sabe que seu melhor momento foi reduzido a mero acaso devido um descuido, acredite! Não saia julgando, pois nem eu e muito menos você podemos fazer isso! Seria antiético de nossa parte! – mordiscando o lábio inferior, resolveu reforçar. – Vá para casa, descanse, as coisa irão melhorar, eu tenho certeza e confio em seu bom senso! – sem mais nada dizer continuou sustentando o olhar mortífero do beta.
O loiro encarou a mulher durante mais uns segundos e foi o tempo suficiente para vê-la piscar um olho e fechar a porta sem fazer barulho.
"Casa..." – pensou com certo saudosismo. Nos últimos dias, sua casa fora o lugar que ia apenas para dormir e tomar banho, nada mais que isso. Não queria que o primo voltasse e se decepcionasse com sua linha de conduta e muito menos não queria perder um dos contratos mais importante da temporada, por isso dera seu melhor. Era o primeiro a chegar e o último a sair, não deixava assuntos pendentes para o regresso do alfa e com o auxílio do advogado sul-coreano, foi contornando todos os imprevistos que surgiam, mas a gravidez inesperada realmente estava fora dos planos. Suspirou baixando a cabeça sobre a madeira negra e polida da mesa.
- Merda! O que faço agora? – Plisetsky fechou os olhos com força e passou a calcular mentalmente quais deveriam ser seus próximos passos. Sabia que precisava de pelo menos uma saída para então colocar em prática, mas achar essa saída estava além de sua capacidade para o momento. Afinal, sentia-se frustrado e ir para casa nunca lhe pareceu tão difícil.
Fungando exasperado, levantou-se, fechando tudo e apagando as luzes. O dia tinha acabado e ele também, não do jeito que queria, mas do jeito que tinha nas mãos. Pegando o elevador e no automático apertou o botão do térreo, estava tão aéreo que quando as portas metálicas se abriram, tomara um susto. E, foi neste instante que Yurio viu de longe o médico encostado na recepção e lhe pareceu tão cansado ou mais que si próprio. O loiro sorriu. Talvez não tenha sido o seu melhor sorriso, mas serviu para aliviar o que sentia a pouco no peito.
- Beka! - chamou ao acenar saindo para o átrio.
O moreno o olhou de volta e com um meio sorriso retribuiu seu cumprimento.
- Vim ver se você estava vivo! – a voz grossa, o olhar sério, continuou sem dar tempo para uma resposta. - Afinal, não tem mais tempo para mim... esse seu serviço está pior que plantão hospitalar! – gracejou ao abrir os braços e receber o russo que não disse nada, apenas se jogou ali e ficou. - Está tudo bem? - preocupado, viu quando a cabeça de fios loiros negou. - Você quer comer alguma coisa ou quer ir direto para casa? – questionou achando estranho o loiro parecer tão abatido.
- Vamos para minha casa e pedimos algo para comer, o que você quiser, não me importo, só quero ficar com você hoje e nada mais. - Yurio nem pensou para responder. O que ele mais queria de verdade, era deixar aquele edifício para trás e tentar por algumas horas esquecer de seus problemas.
- Seu carro? – perguntou o médico, pois quando chegara, não havia notado se o veículo do mesmo estava estacionado em sua vaga.
- Na oficina! – murmurou o loiro que finalmente soltou-se um pouco do moreno e o mirou nos olhos. – Hoje tudo me aconteceu! – bufou sem paciência nenhuma.
- Então, creio que foi mesmo uma boa ter vindo até aqui! – Otabek lhe deu uma piscadela, e antes que o gato arisco começasse a falar algo, ou mesmo usasse seu belo humor contra o namorado, este o puxou para fora, o guiando até seu carro.
Estranhando de ver o médico sem a moto, Yuri até pensou em falar algo, mas deixou que apenas um sorriso de lado brincasse em seus lábios. Arqueando uma sobrancelha, quase gracejou ao ver como o moreno poderia ser tão galanteador, pelo simples fato de lhe ter aberto a porta para que entrasse.
- Por favor, Yura, não esqueça o cinto! – pediu ao fechar a porta e dar a volta pela frente do carro, não tardando em se acomodar atrás do volante.
Guiando calmamente pelas ruas agitadas naquele fim de tarde, o vento cortante que entrava pelas frestas das janelas com apenas pequenas brechas abertas conseguia dar uma sensação de calmaria, mesmo que enregelando um pouco o rosto do loiro, que não estava trajado adequadamente para aquela baixa temperatura. Mesmo com o cazaque se preocupando em fechar as janelas com a ajuda dos botões automáticos, o loiro parecia querer esquecer que as temperaturas estavam baixas e tornava a abrir a do seu lado. Definitivamente aquilo não importava, o que importava era sentir-se relaxar.
Em pouco tempo já se encontravam no apartamento do russo, e por mais que Altin pedisse para que o namorado fosse tomar um banho quente para relaxar um pouco, este parecia não querer sair de perto dele.
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Deslizando os dedos pelos cabelos do moreno mais uma vez, perdeu a conta de quantas vezes repetiu esse movimento na última hora, também não lembrava a em qual momento Otabek tinha dormido. Sabia que o médico se sentia cansado, estava na cara dele e por isso não reclamara quando ele sugeriu de pegarem a comida no caminho, um jantar rápido sem luxo ou requintes, apenas uma comida saborosa que saciasse a fome dos dois. E o loiro não estranhou quando o moreno saiu do banho com o pijama e se aconchegou ao seu colo, deitou a cabeça no seu peito e dormiu em poucos minutos.
Não tiveram muito tempo para conversarem a respeito dos seus dias corridos, da rotina massacrante ou de coisas do passado, apenas curtiram a companhia um do outro, mas Yurio sabia que o médico ficara quase vinte e quatro horas de plantão seguido. Pura loucura na sua opinião, só que médicos eram pessoas e como tal imprevistos também aconteciam, e foi justamente por esse motivo que Otabek havia ficado muito além do seu horário sem reclamar ou pestanejar, e agora estava desmaiado restando ao russo se conformar com isso.
Sorrindo, o loiro se ajeitou de modo a que conseguisse assistir um pouco mais do noticiário que passava na televisão. Se manter informado era bom e distrair a mente dos seus problemas do escritório era melhor ainda, muito embora não prestasse muita atenção de verdade, era só uma maneira de não ter que pensar em nada no momento e aliviar a carga do dia. E foi entre uma notícia sem graça e outra, que começaram as reportagens sobre esportes. Os assuntos variados e triviais falavam sobre os times locais, campeonatos estaduais e a preparação da seleção japonesa de natação para o próximo mundial.
Yurio se interessou e tentando se sentar na cama para ver e ouvir melhor, temeu que seus movimentos pudessem acordar ao moreno dorminhoco. Mirando o rosto bonito marcado por sombras escurecidas abaixo dos olhos, suspirou por este ainda continuar em sono profundo. Voltando a mirar com atenção para a TV, a âncora anunciava que após a saída da estrela da equipe - um alfa de princípios e o mais experiente componente do revezamento 4x100 metros livre -, que um jovem e promissor nadador assumiria o lugar vago para as próximas competições e agora faria parte da equipe que já treinava em Tóquio.
O russo empurrou o médico para o lado e pulando da cama, foi em busca do seu celular e de informações sobre o tal jovem. Ele nunca ouvira o nome daquele rapaz e as poucas informações que conseguira, falavam do seu sucesso em competições juvenis. Os seus tempos realmente eram impressionantes, e pareciam ser promissores como as próprias matérias diziam. Curioso, buscou por imagens e achou uma foto da coletiva de imprensa onde o jovem fora anunciado como parte da equipe e que a estreia desse novo quarteto seria já no próximo mundial.
Yurio ampliou a imagem e observou que a pressão em substituir o maior nome do esporte da natação nacional estava bem presente, mas o que chamou a atenção de verdade do genial russo fora a discretíssima coleira no pescoço de tal jovem. Apertando o celular na mão, tentou processar com rapidez o que estava descobrindo por acaso. Não seria possível que aquele Zé Ninguém era um nadador e ômega ainda por cima, ou seria?
Alguém definitivamente lá nos céus deveria gostar muito dele, pois era incrível, uma porta balcão havia se aberto após o fechamento com estrondo da porta principal com a desistência do primeiro contratado. Ainda estava difícil de acreditar, mas seria possível que a saída que pedira e aclamara o dia inteiro estava bem mais perto do que pensava?
Plisetsky precisava reorganizar as ideias, pensar com calma, mas estava sendo muito, mas muito difícil. Ele queria resolver logo toda aquela situação. Não poderia se dar ao luxo de outra empresa conseguisse ter aquele diamante bruto a ser lapidado antes da empresa do primo.
Aquele ômega tinha de fechar um contrato com eles! Tinha!
Após caminhar de um lado para o outro pensando em como agir, e até mesmo contatar Seung, desistiu de seus intentos, pois ao checar as horas no digital de seu eletrônico pode constatar que já era muito tarde, e não seria de bom tom atormentar o advogado, ainda mais quando este tinha a pequena estrelinha e seu companheiro esperava pelo novo filhote deles. Mordiscando o lábio inferior em um tique nervoso, tornou a olhar para a cama. Yuri não se cabia em si de felicidade, mesmo ainda não tendo feito seu movimento. Todavia, aquilo não tinha importância, pois sabia que ainda teria tempo para agir no outro dia bem cedo!
Sendo assim, resolveu voltar para a cama, e em um arroubo de felicidade pulou em cima do médico.
- Beka! – chamou. – Beka? – insistiu ao ver que o cazaque não se movia. – Beka? – mais uma vez.
O moreno sentou na cama apressado e olhou em volta tentando se orientar. Não podia imaginar nada para que fosse acordado daquela forma. Piscando algumas vezes, coçou levemente os olhos, e só depois focou no loiro. Sem conseguir conter um bocejo, o fez, para logo em seguida perguntar.
- Onde está doendo? – perguntou ao esquadrinhar o rosto bonito do loiro. - O que você está sentindo? – continuou ao ainda tentar entender o que havia feito o namorado o acordar daquele jeito.
Yurio tombou a cabeça para o lado sem entender os questionamentos e depois abanou a mão para enfatizar o que queria.
- Não estou sentindo nada, mas preciso saber se conhece esse jovem, e o que você sabe dele? - virou o celular para o moreno. - Ele é atleta da natação e é bem jovem, acho que deve ter uns 16 anos no máximo. – comentou ao tornar a olhar para a tela de seu aparelho.
Otabek bocejou e tentou fixar os olhos na imagem ficando mudo por uns míseros minutos. Sentia seu corpo ainda embotado de sono, e até mesmo pensar se tornava um ato muito, mas muito difícil, quanto mais se focar no que o outro queria.
- Beka! - o russo o chamou com urgência e o moreno revirou os olhos.
- Yura, não sei nada sobre esse adolescente! – respondeu ao arquear uma das sobrancelhas. - Mas me diz o porquê da urgência com isso agora, não podia esperar até amanhã?! - o médico passou às mãos pelo rosto cansado e voltou a se deitar ignorando o olhar de chateado do parceiro, mas antes de fechar os olhos concluiu. - Ele é um ômega, se é o que quer saber! – e indicou com o polegar, quase tocando a imagem no celular alheio, a coleira adornando o pescoço do jovem.
O russo que estava cabisbaixo por causa do puxão de orelha que acabara de receber, demorou uma fração de segundos há mais para entender a afirmação que mais queria ouvir.
- Eu sabia! Sabia! - se jogando mais uma vez por cima do médico, passou a beijá-lo repetidamente. - Você é demais! Eu te amo! – e enquanto lhe sapecava mais beijos continuou. - Eu preciso enviar uns e-mails urgente! - saiu da cama correndo em direção ao escritório, deixando para trás um confuso e sonolento médico.
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Quando toda aquela semana havia começado, Yuri Plisetsky não poderia imaginar que um tufão passaria pela empresa. A priori, como todo ser humano, o jovem beta pensara que nada daquilo aconteceria se ele pudesse contar com um respaldo maior, tendo o primo e até mesmo Christophe por perto, mas o fato é que acontecera, e ele teve de se reinventar, ser persistente e quase recriar uma nova campanha em tão pouco tempo.
Ele nunca deixaria de reconhecer que todos os profissionais que compunham aquela empresa eram espirituosos, perseverantes e corajosos. E Yuri poderia agradecer piamente a Mila, a fiel escudeira de seu primo, que arquitetara muitas coisas, e inclusive conseguira para o beta o telefone de contato com o jovem nadador em questão.
Plisetsky conseguira ele mesmo digitar o que era necessário, deixando apenas para que Mila fizesse o resto, e que o contrato fosse revisto por Seung-Gil, antes de que pudesse passar para as mãos de Viktor. E realmente o beta não havia se importado por ter colocado as mãos na massa, pois quando começara, ele havia partido de ser o secretário do primo em Saint Petersburg, trilhando seu crescimento dentro da empresa. E fora satisfatório recordar um pouco de sua trajetória. Até mesmo por isso, gostaria de mais uma vez provar o seu valor! Não que precisasse, mas ele gostaria de poder demonstrar que o primo não errara em deixar-lhe tanto tempo sozinho no comando da empresa.
E naquela manhã de segunda feira, os raios fracos do sol, mas constantes e insistentes, que cortava as janelas do edifício empresarial, iluminando tudo o que podia tocar, poderia ser comparado a luz que o jovem beta parecia estar irradiando. Conhecido por seu temperamento difícil, era estranho vê-lo sorridente e de tão bom humor! Bem, mas é claro, era preferível assim, do que o ser mal humorado que havia partido da empresa na quinta feira a noite!
Plisetsky sentia que suas energias foram revigoradas após conseguir localizar o jovem que vira no noticiário, e esperava que naquela tarde tudo pudesse sair a contento.
Em questão de poucas horas, Viktor estaria de volta bem como Christophe, e os três poderiam conversar sobre a estrela em ascensão que ele e toda a equipe havia conseguido trazer para uma primeira reunião.
Caminhando a passos lentos por sua sala, o loiro desejou que as horas passassem logo. Ele sabia que ambos os alfas iriam estranhar todas aquelas mudanças, mas tinham também de entender que o imprevisto pode ser remediado, e que ele com a ajuda de toda a equipe da NKS - Nikiforov Sportswear haviam conseguido. Realmente todos mereciam os louros da vitória, mas o beta era ciente que ainda faltava o jovem atleta aceitar o contrato, bem como Viktor aprovar o novo rosto que seria o garoto propaganda para os artigos de natação.
Yurio sabia que em situações como estas, ele teria carta branca para fazer e desfazer, mas como ele tinha ciência que o primeiro ômega, Viktor havia escolhido a dedo, o primo queria que sua ideia fosse aceita pelo platinado, e não imposta. Apesar do loiro ter pensado muito em fazer isso, e não lhe dar nenhuma alternativa, mas não! O melhor era ser profissional, o que ele sempre fora e com maestria. Queria com isso demonstrar que a confiança em si depositada não fora precipitada, ou uma escolha equivocada.
Deixando os pensamentos um pouco de lado, voltou para a mesa tão logo escutou o sinal sonoro de seu celular. Assim que teve acesso a mensagem, deixou que um sorriso apaixonado brincasse em seus lábios.
Yuri Plisetsky não poderia nunca reclamar de seu destino. Havia tido um existência sem sentido até que pode ficar ao lado de Viktor, sim havia passado por poucas e boas! Mas após isso, muita coisa tinha mudado, e sim para melhor! E por mais que ele sempre se colocasse a prova, ele tinha certeza que morreria dando o seu melhor. E nas reviravoltas de sua vida, ali estava aquele médico sisudo, a lhe desejar boa sorte, e que estaria torcendo para que seus esforços fossem vistos com bons olhos pelo platinado.
Após mandar uma respostas para o seu homem, deixou o eletrônico ao lado de seu notebook. Mirando mais uma vez as três pastas iguais com conteúdo idênticos, puxou a que estava por cima e começou a folear mais uma vez o portfólio que havia feito com informações e fotos do ômega que poderia assumir aquela campanha sem deixar margem para comparações ou qualquer outro tipo de especulações. Era um jovem nadador, ômega e apesar da pouca idade, iria desabrochar sendo o rosto da empresa!
Deslizando a ponta dos dedos sobre a foto anexa ao pequeno texto de apresentação do atleta, Yuri sorriu mais uma vez, ele esperava que o pequeno japonês realmente fosse a estrela cadente que no juvenil havia despontado.
"Takahashi Yuki... em suas braçadas e em seu rostinho de anjo, estou depositando as esperanças de nossa campanha, e eu tenho certeza que tudo dará certo!"- pensou o russo ao fechar com cuidado a pasta.
Ao voltar seus olhos curiosos para o display de seu celular, bufou ansioso. Ainda teria mais umas horas até que o primo chegasse.
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Após a recepção calorosa, mais por parte de Chris e Viktor, e de terem conversado um pouco sobre coisas triviais, que Yurio classificara mentalmente como um mal necessário, haviam sentado confortavelmente à frente da grande mesa que o alfa lúpus usava em seu escritório, localizado no último andar do prédio espelhado.
Yurio não fizera cerimônias e fora logo direto as questões que os reunia ali. Não poderia se dar ao luxo de fazer rodeios, e assim sendo, experimentou ver no rosto de seu primo, o desgosto por ter tido o infortúnio de perder o ômega que escolhera para ser patrocinado pela empresa, e também ser o garoto propaganda para artigos de natação. Todavia, ao lhe apresentar o novo ômega e seus feitos, conseguiu respirar um pouco mais aliviado, ao notar o interesse comercial no olhar do empresário. Mas fora somente aquilo, pois da mesma forma que o brilho do interesse surgira nas íris claras do platinado, elas se apagaram, deixando apenas uma pequena ruga quando este arqueava as sobrancelhas.
Viktor parecia ensimesmado, deliberando, pensando se conseguiria algo melhor que o primo. Eles sempre foram competitivos, e aquilo ajudara e muito o crescimento da empresa, mas daquela vez, ele teria de se deixar vencer, mas precisava ter calma antes de anunciar qualquer coisa, e gostaria muito de ouvir de sua área técnica, no caso seu melhor fotógrafo se aquele jovem poderia abrilhantar, e até mesmo fulgurar o que o antigo contratado passava com apenas um olhar.
Claro que sendo um jovem ainda, ele não teria aquele olhar sedutor, e nem poderiam exigir algo naquele estilo de um jovem como aquele ômega, mas sabia que Emil faria milagres e teria as melhores ideias. Mas para isso, queria que ele estivesse presente, e não em meio a novo trabalho.
E lá se encontravam os três homens em silêncio sepulcral.
Viktor precisava dizer o que queria e como queria. Assim, voltando os olhos para o primo perguntou.
- Nekola se encontra na empresa?
- Sim, está em meio de uma sessão de fotos para a campanha de artigos para vôlei. – respondeu Yuri rapidamente. – Mas creio que termine logo.
- Preciso dele aqui! – ponderou Viktor e voltando ao seu mutismo inicial.
Ele não estava bravo com ninguém, apenas sentia-se desapontado por ter escolhido uma fruta que quase apodrecera tudo o que haviam pensado em colher. Mas ele tinha certeza que Yura viria com a semente que seria cultivada e a colheita seria perfeita! Sim, claro que poderia, mas para isso, gostaria muito de saber o que o seu melhor fotógrafo achava de tudo aquilo.
Assim sendo, estavam naquele impasse já há alguns bons minutos. Yurio sentia vontade de pular no pescoço do primo, que naquele momento parecia não expressar nenhum tipo de emoção, ou uma decisão, e o mutismo parecia ter tomado conta do ser tão verborrágico e expansivo.
Era muito estranho ver Viktor Nikiforov em um silencioso e aterrador mutismo. Se caso alguém como os dois homens sentados à sua frente, não o conhecessem tão bem, saberiam dizer que poderia ser uma atitude normal, todavia, Yurio e Chris o conheciam muito bem.
Aquilo não parecia ser normal, e claro que ambos poderiam estar pensando onde estaria o homem de olhar arguto e conhecedor do mercado ao qual a empresa era focada?
Muitas perguntas rondavam a ambos, mas o melhor a se fazer, era dar tempo para que o platinado pudesse meditar sobre tudo o que havia se inteirado tão logo pisara em solo que conhecia muito bem.
Se sentindo acuado, Plisetsky tentou controlar sua língua ferina. Conhecia muito bem a Nikiforov, e tinha ciência de que o mesmo estava tentando digerir tudo o que havia acontecido naquela quinta feira, a qual o loiro russo estava considerando como um dia de grande azar!
Quando estava começando a se preocupar mais, e começava a sentir a necessidade de falar algo, qualquer coisa para quebrar aquele silêncio opressor, finalmente o platinado se resolveu.
- Vendo o que você conseguiu em tão pouco tempo...
- Viktor, eu não fiz tudo sozinho! – Yurio protestou, interrompendo o alfa, mesmo sabendo que este não gostava muito daquilo.
O alfa mirou o primo com uma das sobrancelhas arqueada. Um claro lembrete para que o outro maneirasse, e o deixasse terminar de falar.
- Pode até ser, Yurio, mas você descobriu o jovem e delegou tudo o que queria e deveria ser feito. – Christophe achou melhor intervir. Não estava nem um pouco com vontade de ter de separar uma nova desavença! Não que houvesse tido uma, o que de fato o estava preocupando, era com o gênio forte dos dois, e que eles quisessem realmente partir para as vias de fato.
- Chris tem razão, Yurio! – concordou Viktor. O alfa tinha as feições um tanto cabisbaixas, e contrastavam quase que gritantes com as do advogado. Mas antes de prosseguir seu raciocínio, se esticou pescando seu celular. Quase deixou que um saudoso suspiro escapasse por seus lábios ao avistar a foto que tirara de Yuuri sem que o mesmo tivesse notado.
Sob os olhares curiosos do advogado e de seu primo, Viktor por fim contatou a Nekola, que não demorou muito em lhe atender.
A conversa não se demorara muito. Ambos eram conhecedores de seus temperamentos, e Emil sabia que quando o chefe lhe contatava diretamente em seu celular particular, em meio a sessão fotográfica de uma campanha, era porque deveria ser algo muito importante.
Sobre os olhares curiosos de Christophe e Yuri, o platinado foi direto ao ponto, e pedindo para seu melhor profissional da área de áudio e visual dissesse o que achava das fotos que ele iria lhe enviar. O retorno positivo não demorou muito, e com um sorriso ladino, Nikiforov encerrou a chamada.
- E então? – Christophe não conseguiu se conter mais. – Teremos nosso novo contratado e o profissional que será patrocinado por nós? – curioso poderia ser o nome do meio do suíço.
Deixando que um pequeno sorriso surgisse em seus lábios, o russo mais velho voltou seus olhos para o primo, que sustentando o olhar a si direcionado, ergueu o queixo endurecendo um pouco a forma que mirava o platinado.
- Escuta aqui, Viktor, se não quer...
– Hei... Hei... Calma ai, tigre! – gracejou Nikiforov tentando quebrar aquele clima que havia criado. – Deixe eu falar, antes de você querer se lançar sobre mim como fazia quando ainda era um filhotinho! – trazendo aquelas lembranças à tona, Viktor riu divertido ao ver o primo cruzar os braços e apenas rosnar palavras sem sentido. – Sabe, Yura, você precisa parar de achar que todos não saberão reconhecer seus esforços... o seu valor! – a voz calma tranquilizando ao loiro que trocou um rápido olhar com o advogado, que lhe dirigia um sorriso pícaro. - Você tem uma grande importância nisso tudo, e eu tenho de reconhecer isso. – fez uma pausa para poder olhar de um amigo para o outro. – Você salvou a campanha! Obrigado! – agradeceu o platinado. – Nekola achou o jovem em questão até mais fotogênico que Tsubaki. – comentou ao se recordar do outro ômega. Sabia ser antiético fazer aquela comparação, mas eles podiam notar que a diferença de um para o outro era gritante.
Contendo um pouco a respiração, o beta sustentou o olhar do primo e do suíço, e soltando o ar todo de uma vez, sorriu em contentamento ao ver que após todo o suspense, e todo o impasse sua escolha havia sido aprovada pelo presidente.
- Fico feliz que tenha gostado da escolha, Viktor! E eu sei que foi um acaso do destino o que aconteceu com o outro nadador, agora Lee se preocupou com algumas cláusulas contratuais, e bem, se começarmos a fotografar nessa semana, a campanha poderá continuar com o mesmo prazo para que seja lançada no mercado. – explanou Yurio ao revisar o pequeno cronograma, que havia em sua pasta.
- Hmm... quanto a isso, Yurio... – Viktor começou pensativo, e coçando o queixo continuou. – Eu creio que podemos nos dar ao luxo de ir com calma. - ruminou um tanto pensativo. - Podemos ir refazendo todas as ideias ou quem sabe adicionando coisas novas. Vamos fazer valer cada minuto investido em nosso novo garoto propaganda. Temos também de pensar no bem estar do mesmo, e conciliar com seu tempo para não atrapalhar seu treinamento. E se atrasarmos alguns dias, não vejo problemas, porque sei que esse rosto juvenil, bem como o de Lars, serão nossas novas estrelas cadentes! – sorriu e ao encarar o advogado, estranhou um pouco seu comportamento, mas não disse nada, pois aquele não era o momento para levantar suspeitas ou mesmo conversar sobre trivialidades.
- Está bem, Viktor, mas mesmo assim, eu tentarei manter o antigo cronograma. – Yurio achava melhor ter um delimitador para poder coordenar melhor todas as coisas. Havia aprendido a pensar e agir daquela forma com o platinado, e ele queria mostrar o seu valor. Sabia que Nikiforov o reconhecia como um bom profissional, mas por ser um beta, Yurio sempre se colocava a prova. Exigia de si mesmo nada mais, nada menos de que se saísse muito bem.
- Eu sei que você fará o seu melhor, e eu confio em você, assim sendo, me surpreenda! – Viktor sorriu abertamente. – E quando esse jovem virá até a empresa para acertarmos todo o resto? – quis saber.
- Marquei uma reunião para amanhã as nove, está bem? – perguntou ao sustentar o olhar pensativo do russo mais velhos.
- Para mim está perfeito! – concordou sem pestanejar. – Temos mais alguma coisa para tratar? – Viktor perguntou ao olhar do primo para Christophe, e finalmente notar esse último um tanto retraído. Algo estava diferente, mas o empresário não sabia dizer o que seria.
- Todos os relatórios estão em sua mesa, creio que tudo deva estar ao seu contento, assim se precisar, vou estar em minha sala, e qualquer coisa... – Yurio deu uma piscadela para o primo, e decidiu sair deixando os dois alfas sozinhos, mas antes de chegar a porta, estacou onde estava, e com um sorriso matreiro cruzou o olhar com o platinado.
- Yuri, espera! – chamou o alfa. – Eu não sei como lhe agradecer por tudo! – começou. – Obrigado!
Estalando a língua, o loiro sorriu gaiatamente.
- Me dê um pequeno aumento, que fica tudo certo! – gracejou, e antes de obter uma resposta, saiu.
Sentia que havia feito por merecer, e ter sido reconhecido, receber os méritos por tudo, fora algo inesperado e surreal.
Pescando o eletrônico, buscou o número que queria, deixando que a chamada se completasse, e antes mesmo que escutasse os saudares provindos do interlocutor, disparou.
- Beka, estou tão feliz! – e com um sorriso abobalhado, começou a contar tudo o que namorado ainda não sabia.
oOoOoOo
Lembretes e Explicações:
Yellow Press: Jornalismo amarelo e imprensa amarela são termos americanos para jornalismo e jornais associados que apresentam poucas ou nenhumas notícias legítimas e bem pesquisadas, ao mesmo tempo que usam manchetes atraentes para aumentar as vendas. As técnicas podem incluir exageros de eventos de notícias, propaganda de escândalos ou sensacionalismo . Por extensão, o termo jornalismo amarelo é usado hoje como um pejorativo para condenar qualquer jornalismo que trate as notícias de forma anti-profissional ou antiética.
Em inglês, o termo é usado principalmente nos Estados Unidos. No Reino Unido, um termo mais ou menos equivalente é jornalismo de tabloide , que significa jornalismo característico de tabloides , mesmo se encontrado em outro lugar. Outras línguas, por exemplo, russo ( Жёлтая пресса ), às vezes têm termos derivados do termo americano. Uma fonte comum desse tipo de escrita é chamada de jornalismo de talão de cheques, que é a prática controversa de repórteres de notícias pagarem as fontes por suas informações sem verificar sua veracidade ou exatidão. Em alguns países, é considerado antiético pelos principais meios de comunicação. Em contraste, os tabloides e os programas de televisão tabloides, que se baseiam mais no sensacionalismo, regularmente praticam essa prática.
Fonte: Wikipédia
Revezamente 4X100 metros nado livre é uma modalidade de extrema importância para as competições em âmbito tanto nacional quanto internacional, já que esse tipo de prova aparece em praticamente todos os campeonatos de natação. A prática é realizada tanto por homens como também por mulheres, e foi no ano de 1908 que ela já foi considerada no quadro de esportes que determinou os Jogos Olímpicos, em Londres.
Certamente, grande parte das regras da Natação estilo revezamento livre 4×100 metros estão diretamente envolvidas com o modelo da prova.
Sendo assim, essa prova consiste em uma disputa em que várias equipes participam, cada uma com quatro representantes. Cada time é então formado por quatro competidores.
Cada um deles deve percorrer os 100 metros da prova, que geralmente são concluídos em uma ida e uma volta da piscina naquelas de 50 metros, e no dobro de tempo para as piscinas de 25 m.
Logo que o atleta selecionado para dar início à partida cumpre com o seu trajeto, tocando com as mãos na parede da piscina, seu companheiro é autorizado para saltar e realizar o mesmo trecho, mantendo então a própria participação da equipe no jogo.
O segundo competidor só pode saltar quando o primeiro conclui a sua participação na prova e assim por diante, criando este ciclo que é verificado com o auxílio de sensores eletrônicos. – by Resumo Escolar
Personagens OC (Original Character) – Aqui vemos Tsubaki o primeiro nadador ômega que precisou se retirar de ser o modelo do projeto das roupas para natação, bem como Yuki Takahashi, seu substituto, são nossos personagens originais, assim, qualquer semelhança é mera coincidência, e o uso indevido sem nossa autorização será por nós considerado plágio.
Cantinho Rosa e Azul:
Viktor: Elas estão vivas?
Yuuri: *baixando o livro que está lendo para suspirar inconformado* Eu as vezes acho que você gosta de aporrinhar a paciência delas!
Viktor: Eu? Imagina, apenas gosto de...
Theka: Gosta de nada, Viktor!
Almaro: Isso mesmo, platinado! Melhor não dizer mais nada, minha amiga Coelha está ainda se recuperando da crise que teve de Ansiedade, e se ela parar de escrever mais uma vez...
Yuuri: Vem, Vitya... vamos dar uma volta com o Makka! *puxando o platinado o qual ostenta um bico de ganhar de chaleira para longe*
Theka: Ainda bem que Yuuri é sensato! *suspirando aliviada*
Almaro: Sim, ainda bem!
Mais uma vez a vida corrida, as agruras das vida, e a saúde desta que vos tecla quase colocou a continuidade da fic em hiatos! Mas como as crises acontecem, elas sempre se vão! E eu tenho de agradecer muito a parça Almaro e todos vocês por compreenderem quando tudo isso acontece!
Assim, a dupla agradece por nunca se esquecerem de nós e pelo apoio recebido.
Obrigado!
Bjs
Almaro e Theka
