Lembretes e explicações no final do capítulo.

Capítulo ainda sem verificação, assim que possível, faremos uma substituição pelo betado.

Qualquer erro, será corrigido depois!

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Assim que a porta se fechou, o silêncio acabou por tomar conta da sala. O som da risada cristalina, bem humorada e feliz de Yurio pareceu se quebrar.

Olhando perdidamente para o local em que o loiro havia sumido, o lúpus deixou que um pequeno sorriso surgisse enquanto pensava que o primo nunca iria mudar, e aquilo era muito bom, pois Viktor sabia que o dia em que isso acontecesse, no dia em que Yuri Plisetsky agisse como um cara normal, ah! Nesse dia poderiam fazer uma oração, pois algo não estaria a contento.

E era impossível ao platinado deixar de pensar que o pestinha loiro, mal humorado e encrenqueiro havia o surpreendido e muito com tudo o que havia feito nos últimos dias. E Viktor havia enumerado os fatos, e mesmo que buscasse por algo a se corrigir, ou mesmo a refazer por falta de dados, tudo estava perfeito. Havia sustentado as decisões que tomara bem como as de seu presidente, no caso do russo mais velho, e comandou tudo e a todos sem titubear, conseguindo ainda contornar as situações adversas que apareceram pelo caminho.

Fez com que Nikiforov se sentisse orgulhoso, pois havia feito muito, muito mais do que se esperava, mas não menos do que ele poderia com certeza fazer.

Yurio sempre fora a melhor das apostas!

Quem sabe, se o platinado pensasse friamente, poderia se sentir tranquilo com relação ao que se dizia a empresa, e aos seus domínios empresariais, mas por outro lado, o seu pessoal, ou deveríamos dizer seu emocional parecia craquelar, e por isso mesmo quando um suspiro surgido do fundo de sua alma acabou por escapar, o lúpus pareceu se dar conta do vazio que sentia e que o estava acompanhando desde que deixara Yuuri em uma fria Hasetsu.

O outono ainda estava em seu ápice quando deixara o moreno para trás, e parecia fazer um estranho contraste com seu espírito. Os ventos cortantes lembravam muito ao seu modo de agir e até mesmo pensar, inconstantes e por vezes até mesmo tenebrosos.

Perdido em pensamentos, e sem se dar conta que desde que a porta fora fechada havia fixado seu olhar em um determinado ponto da madeira polida, caiu em si dando a entender o que estava fazendo ao escutar o pigarro vindo de onde o amigo de infância se encontrava sentado. Voltando os olhos um tanto confusos na direção de Giacometti, o empresário não pode deixar de sentir a solidão cada vez mais gritante, e a falta que o ômega lhe fazia!

Piscando algumas vezes, tentou não deixar transparecer o que lhe ia na alma. Não queria que ninguém sentisse pena por seu infortúnio!

Christophe matinha seu semblante estranho, e se não bastasse isso, estava mais calado do que o amigo e chefe poderia se lembrar. E era tão esquisito vê-lo naquele mutismo todo, pois descolado como era, àquela hora já teria bombardeado a Viktor com perguntas das mais indecente e certeiras sobre como deveria estar o coração do platinado e seu pseudo romance.

- Diga alguma coisa, Chris! - pediu ao arquear uma sobrancelha, e estranhando tudo aquilo. Viktor sabia que o loiro havia compartilhado de um período com um ômega, e bem, talvez quiçá ele estivesse esgotado, o que explicaria tudo, mas o lúpus gostaria de ouvir da boca do advogado o que quer que fosse que estava acontecendo. – Chris... conte-me as novidades! – insistiu ao perceber que o alfa a sua frente se inquietara mais ainda.

Novo silêncio, em que tanto o loiro como o platinado pareceram agoniados. O ar ficando mais pesado, onde estar sentado parecia começar a deixar as bandas das coxas adormecidas, as pernas pesadas, o sapato apertando em demasia. Um verdadeiro incômodo!

Tudo o que Viktor fizera, fora apenas tentar iniciar uma conversa calma, que eles não tinham já bem alguns bons dias. A pergunta fora trivial, uma maneira para se começarem uma conversa entre amigos e confidentes, então porquê raios Christophe estava agindo daquela forma?

- Você vai me contar o que está te incomodando ou vou ter que adivinhar? – a voz levemente mais baixa e desconfiada do platinado pareceu abalar a pouca tranquilidade que Giacometti parecia ter perdido.

De um estalo, Chris levantou-se e deu a volta na cadeira, em pé se apoiou no espaldar alto e encarando o amigo, abriu e fechou a boca algumas vezes antes de deixar que um sorriso tosco tomasse conta de seus lábios, e passasse as mãos tentando ajeitar os cabelos levemente desalinhados.

- Primeiro me diga como foi tudo lá com seu Yuuri? – perguntou por fim, mas sem aparentar ter a leveza de quem pode perder o amigo, mas não perder o momento para sapecar um questionamento apimentado.

Cruzando as mãos sobre o tampo da mesa, Viktor começou a falar, contou detalhes dos seus dias na companhia dos irmãos Katsuki, falando da beta e futura cunhada tomando o devido cuidado e omitindo os segredos que ao platinado foram confiados. Empolgado, o alfa lúpus falou muito sobre Yuuri e como se sentiu muito bem ao lado deste. Falou sobre os planos frustrados e dos desejos reprimidos, mas algo não estava casando com toda sua oratória. Para o platinado, não era difícil perceber que o alfa loiro parecia longe, desatento. Não havia ouvido nenhuma gracinha característica de que estava prestando atenção, e assim arqueando uma sobrancelha e ainda parecendo apenas preocupado em falar sobre os dias com o japonês.

- E o melhor de tudo, participei de uma orgia com vários alfas! – Viktor emendou a frase ao acaso esperando uma reação rápida e indignada da parte do amigo. Todavia, como esperado, Christophe continuara sorrindo e balançando a cabeça como se estivesse em um entendimento absurdo de tudo. Não aguentando mais, o lúpus parou de falar de supetão, e encarando severamente ao outro acabou por notar algo que antes não havia sequer percebido. Farejando o ar, finalmente se atinou para o cheiro do suíço, algo que talvez até houvesse percebido a priori quando se viram, mas que ficara esquecido por achar que poderia não ser nada, mas lá estavam as notas adocicadas mais uma vez. - Você é meu amigo e confidente, meu funcionário e um excelente jurista, um alfa galanteador, mas não se esqueça que te conheço melhor do que ninguém e se isso não bastasse, sou um lúpus e posso perceber que você não está bem só pelo seu odor. - apoiando as mãos na mesa o russo puxou a cadeira mais para frente. - Vai me dizer o que está acontecendo? – perguntou já quase sem paciência.

Christopher empalidecera, poderia dizer até que estava apavorado e seus lábios tremeram em um sorriso nervoso.

- Vik... eu... eu... conheci uma pessoa. - seu sorriso se tornou bobo. - Nunca achei que passariam quanto mais encontrasse um par para chamar de meu... e isso aconteceu! – Christophe deixou que o que estava sentindo fosse sendo colocado para fora aos poucos.

Nem de longe o suíço lembrava ao amigo articulado e bem resolvido, e até mesmo por isso Viktor aliviando um pouco sua expressão tentou passar a tranquilidade, que não conseguia sentir, ao amigo, pois era sabedor que o momento do imprinting era sempre delicado.

- Meu amigo, estou feliz por você! – Nikiforov se pronunciou buscando ser mais condescendente.

- Não sei quanto tempo irá durar essa felicidade... – murmurou tentando não ser ouvido. O loiro estava evitando olhar diretamente para o amigo de anos, suas mãos mexiam no celular e ele parecia em um conflito interno gigante.

- Por que diz isso? – Viktor perguntou ao não conseguir deixar passar aquele desabafo quase inaudível. - Por um acaso, acha que não sou capaz de ficar feliz por você? – continuou sem dar tréguas para que o loiro pudesse lhe responder. - Que espécie de amigo eu seria? – questionou ao se sentir ofendido com o comentário, mas algo por fim acabou por estalar na mente lupina e este pareceu se colocar em estado de alerta. - Chris, quem é seu soulmate? – indagou ao arquear as sobrancelhas. O suíço não precisava se preocupar ou se colocar tanto na defensiva como agora.

Sabendo que essa conversa não poderia ser adiada, não por muito tempo, e mesmo se preparando para o inevitável, Christophe encarou seu melhor amigo. Pode perceber por fim que o simples fato de fazer aquele pequeno gesto, algo, ou quem sabe uma avalanche de sentimentos misturados e conturbados poderiam estar invadindo o platinado, como ele já havia vivenciado.

Apertando o celular nos dedos e o sentindo vibrar, o advogado não precisou olhar para saber que a mensagem que chegara era do seu ômega e o patinador contratado, que o alfa havia sido informado e alertado para se manter afastado! Fechando os olhos, fez uma pequena prece pedindo para que soubesse colocar em palavras o que precisava. Não seria nada fácil, mas ele teria de tentar, e Viktor depois poderia fazer com ele o que bem entendesse.

- Viktor, tudo foi muito rápido, eu não fui lá de propósito e muito menos esperava que algo tão sublime me acontecesse! - o loiro parou e considerou o que tinha a dizer. - Agora entendo o que você passou e sentiu no hospital.

Viktor lhe sorrira triste. O que fez o loiro quase perder todo a coragem que havia conseguido encontrar no fundo de seu ser.

Ainda passo meu amigo... – murmurou, a voz quase nem lembrando a forte e decidida. - Não sabe a força que fiz para vir embora e a força maior ainda que faço para não sair correndo atrás dele neste instante. – confessou ao baixar um pouco a cabeça e deixar seu olhar vagar até seu aparelho de celular.

O suíço concordou com a cabeça, entendia perfeitamente bem o que o amigo de infância estava dizendo. Desviou o olhar para a enorme janela atrás do russo e concluiu.

- Dói muito, não é mesmo?! – e ao voltar os olhos na direção do outro, mordiscou levemente o próprio lábio inferior em um tique nervoso.

- Dói demais não senti-lo! - Viktor abanou a mão no ar como se quisesse dissipar um pensamento ruim, ou algo parecido. - Mas fale de quem ganhou seu coração e como estão as coisas. – preferia saber como fora tudo com o amigo, do que ficar frustrado pensando no que poderia ter sido se tudo tivesse seguido por outro caminho entre ele e seu destinado.

Um pigarro alto tomou conta do ambiente, pareceu-lhe mais um engasgo e Chris não sabia por onde começar ou terminar. Nikiforov arqueou mais uma vez as sobrancelhas.

- Viktor... as coisas estão bem, acho que até bem demais... – começou pensativo.

O platinado tornou-se sombrio, quiçá dizer que se parecia até mesmo assustador, afinal soubera assim que chegara na empresa pelo primo, que o advogado havia se ausentado do posto por força maior. Nada a mais e nada a menos. Yurio nunca iria contar o que não lhe cabia. E naquele caso, aquele beta deixaria para quem é de direito colocar o chefe a par de tudo!

- Onde você esteve esses dias? – Nikiforov por fim havia lhe feito a pergunta do milhão.

Christopher havia engolido a própria língua, pois abriu e fechou a boca um par de vezes e nada saia. Parecia que em um piscar de olhos havia perdido sua capacidade de raciocinar e de responder algo tão simples. Viktor já havia lhe feito perguntas desta mesma forma, e a queima roupa, e quando ela se repetiu – mais pela impaciência do chefe -, viu-se na beira de um abismo.

- Viktor quero que me escute até o fim, como disse nada foi programado. – tentava se justificar, era fato, mas nunca se sentira dessa forma na presença marcante do amigo lúpus.

- Então me responda, por que faltou todos esses dias do escritório? Você sabia que o Yurio estava sozinho! - o platinado mostrava seu lado mais forte de comando e para comprovar isso, um tapa dado no tampão da mesa polida explodiu. - Responda Chris, você passou o cio com seu soulmate, é isso? – naquele momento Viktor Nikiforov não tinha filtros. Ele queria uma resposta, e para isso estava sendo direto. Não queria rodeios, e a resposta deveria ser simples.

- Viktor... - o advogado suspirou e desistiu de enrolar, por isso fora direto ao ponto. - Sim, eu passei o ciclo com o meu destinado. - o suíço tinha certeza que esse diálogo seria importante e muito difícil, mas não imaginava quão difícil poderia ser.

Bufando, o seu chefe e amigo girou a cadeira e lhe deu as costas, mas mesmo assim o lúpus não conseguia esconder os seus sentimentos, pois a respiração ruidosa e o cheiro ácido de seus feromônios tomavam todo o recinto não lembrando o característico a pinheiros... calmamente...

- E isso não é tudo, Viktor... – Christophe não sabia onde estava se metendo.

- Ainda tem mais?! - o tom sarcástico moldou a voz de timbre sempre alegre do lúpus e puxado por um magnetismo, Viktor voltou a cadeira para o seu devido lugar. - O que mais você fez? – perguntou ao grunhir sem sequer perceber que o fazia. - Só falta me dizer que mordeu o seu... - a voz se calou quando finalmente entendeu o que havia acontecido. O doce cheiro que captava de vez em quando de forma muito sutil, era na verdade o elo de alfa e ômega.

De repente, um balde de água de entendimento pareceu cair sobre a cabeça do russo!

Seu melhor amigo, o loirinho espevitado que crescera juntamente consigo como se fossem irmãos, havia consumado o seu destino e o selado com seu par! De maneira tão fácil, em um momento único, não precisou de nada e nenhuma burocracia o impediu disso.

"Por que a vida não era justa e igual para todos?" – pensou o empresário ao quase querer fulminar o advogado à sua frente com os olhos.

Viktor começou a procurar por respostas para suas próprias desilusões e problemas. Na verdade não tinha que ser igual, ele era um lúpus e como tal estava assim acima de todos até mesmo do alfa a sua frente, então por quê raios não conseguia o que mais queria? Por que tinha que se contentar com as poucas migalhas que se permitiu em ter com o seu soulmate? Por que estava sentindo raiva agora?

Christophe percebeu todo o conflito que o platinado vivia naquele instante, estava na sua cara o desgosto pela conclusão que chegou sozinho, e como havia dito um pouco antes, a tal felicidade por sua pessoa estava se esvaindo e evaporando-se por todos os poros de Nikiforov.

- Meu amigo... – fez uma breve pausa para lhe chamar a atenção. - Eu sinto muito por você, mas quero que entenda, não programei nada, não procurei, apenas achei o que mais precisava nessa vida.

Uma risada anasalada fez o advogado calar a boca.

- Jura que sente muito?! - Viktor passou a mão na franja e tentou mais uma vez colocá-la no lugar. - Eu também sinto muito, mas você parou para pensar em mim de verdade? Pensou como eu me sentiria em saber que você conseguiu em uma semana o que não consigo há meses? – perguntou com acidez e sem se preocupar se iria ou não magoar ao melhor amigo.

Agora fora a vez de Chris rir, não era capaz de acreditar nas palavras que ouvira.

- O mundo não gira ao seu redor, Viktor Nikiforov! Todos temos chances e oportunidades, não as mesmas, mas temos! E como disse, sinto muito por você e Yuuri, mas você não pode me tratar assim por conta do meu imprinting ter se concretizado e o seu não. - respirando fundo buscou pela calma que não conseguiria encontrar naquele momento. - Meu amigo, estou aqui com você para te ajudar, sempre estive aliás, sei que seria complicado ter essa conversa com você, mas não vou mentir e te enganar só para você não ficar assim... - fez um gesto indicando o seu chefe.

- E de que jeito eu estou? – Viktor perguntou sem pensar duas vezes.

Mais uma respiração profunda e Chris concluiu.

- Com ciúmes e inveja! – sem travas na língua o suíço sustentou o olhar mortal que recebeu de volta e não desviou nem por um segundo, nem mesmo quando o azul cedeu lugar para o vermelho. - Está com ciúmes pelo que fiz, e inveja pelo que conquistei! – pronto havia dado o tiro de misericórdia. Christophe nunca iria mascarar nada para enganar, ou mesmo agradar a Viktor. Eram amigos de longa data, haviam crescido juntos, se conheciam muito bem que poderiam dizer que eram irmãos de pais diferentes. E até mesmo por isso, preferia ser o amigo de sempre, a ser um pulha e tentar esconder o que era inevitável. Viktor precisava ter um choque de realidade, e esperava que isso não os afastasse.

Viktor se calou mesmo com seu lobo uivando de raiva dentro do peito. Christophe tinha razão, estava com ciúmes, inveja e, no momento, cobiçava a vida fácil que o amigo tinha. Continuava não entendendo o porquê de na sua vida miserável tudo tinha que ser mais difícil, complicado e cheio de empecilhos. Não podia simplesmente passar o resto dos seus dias enroscado no corpo de Yuuri tendo todos os filhotes possíveis que queria. Respirando fundo ponderou o que iria falar.

- Você tem razão, mas tenho meus motivos. - fechando os olhos tentou se controlar um mínimo possível, afinal descontar no seu melhor amigo toda a sua frustração, não era certo e muito menos bom para a relação que mantinham. - Me desculpe... - tentou sorrir transparecendo uma serenidade que não tinha. - Estou feliz por você e por... - não sabia o nome da pessoa que dobrou e encoleirou o amigo galanteador. - Me desculpe meu amigo, mas qual o nome do seu soulmate? – perguntou enfim.

Christophe riu nervoso mais uma vez e levantou-se de novo pegando o celular na mesa, dava a entender que bateria em retirada sem responder ou dar uma chance para a frágil trégua que aparecia. O nome de Lars era um ponto crucial e colocaria a amizade, bem como o convívio dos dois à prova, e já prevendo mais uma cena com o russo, o advogado se preparou para o pior.

- Não precisa se desculpar... – parou um pouco, pensando em como deveria prosseguir - Acho que na verdade quem te deve desculpas sou eu! – massageando a têmpora esquerda e de olhos fechados, abriu um lindo sorriso. - Ele é um ômega lindo, destemido e me aceitou do jeito que sou, mas acho que meu dever aqui com você, meu amigo e meu chefe, é colocar meu cargo a sua disposição, pois sei que você não vai gostar ou entender! – e dando um passo para trás, buscou um ponto estratégico inconscientemente.

O russo arqueou uma sobrancelha e apoiando as duas mãos sobre a mesa disparou.

- Um nome, Chris! – o olhar penetrante poderia enregelar qualquer um, e não que aquilo não tivesse acontecido com o loiro, mas aquilo não vinha ao caso. Ele queria respostas, e as teria nem que fosse a última coisa que pudesse fazer naquela tarde.

- Lars Masumi... - Christophe parecia cantar ou recitar um poema ao proferir o nome do amado. - Eu sei que você me avisou e... - parou de falar quando ouviu um trovão ressoar na sala.

- Saia! - Viktor gritava. - Saia da minha sala, eu preciso ficar sozinho!

Sem alternativa, o advogado loiro se dirigiu a porta, tocou a maçaneta e antes de a abrir, olhou para trás mais uma vez, sentia-se mal por sua felicidade escancarar uma dor no peito do amigo, podia ver o que estava acontecendo e sabia que o platinado estava sofrendo muito, mas não podia mudar os fatos ou omitir para que não o machucasse, não era o certo a se fazer.

- Estarei na minha sala se precisar. – informou e sem esperar mais nada, saiu a passos apressados fechando a porta ao deixar o lúpus sozinho.

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Assim que ficara sozinho, o platinado deixou que suas costas caíssem de encontro ao espaldar alto de sua cadeira. Estava se sentindo tão abatido que lhe era custoso entender tudo o que havia acontecido. Tinha de colocar os pensamentos no lugar antes de tomar qualquer atitude. E por mais que seu lúpus exigisse, ele não poderia se deixar levar pelos sentimentos mesquinhos de a pouco.

Ninguém merecia ter de aturar o humor desgastado de Nikiforov, nem mesmo Chris. O lúpus tinha consciência disso, mas agora, naquele exato momento, não conseguiria muito progresso, e o melhor a se fazer, seria colocar seus pensamentos no lugar, e não tomar nenhuma atitude que viesse a se arrepender depois.

De verdade, não se sentia confortável com o ataque de ciúmes o qual havia sofrido. Era consciente que fora muito egoísta em só enxergar seus próprios problemas, e não se sentir genuinamente feliz por seu melhor amigo.

Talvez, se arrependimento matasse já estivessem por fazer-lhe as exéquias! O arrependimento estava o deixando pensativo o fazendo ponderar um pouco, e havia chegado rápido, mas ao mesmo tempo um pouco tarde!

Deveria controlar seu temperamento! Mas por vezes era deveras complicado calar seu lobo interior.

Suspirando, Viktor buscou por seu celular, e perdendo-se nas poucas fotos que ele havia conseguido imortalizar sem que seu ômega houvesse notado divagou lembrando o que viveu. E... ah! Como sentia a falta dele! Nem parecia que estavam a poucas horas que haviam se despedido no jardim da casa de Yuuri!

Voltando seus olhos na direção dos janelões, Viktor se identificou um pouco com o tempo frio um tanto intempestivo.

Ele não poderia ficar se remoendo, e muito menos sendo tão insensível, afinal, o que seu lindo Yuuri iria pensar se o visse daquele jeito: carrancudo, mal humorado e irredutível?

Não! Definitivamente o alfa não poderia mostrar essa faceta tão mesquinha, e que ele não gostava! Não queria ter deixado esse seu lado primitivo surgir, mas o empresário era humano suscetível a acertos e erros, todavia ainda assim não conseguia se acalmar.

Ah! Como ele almejava ter a essência envolvente de cerejeiras ao seu redor!

Massageando as têmporas, fechou os olhos com força tentando buscar sua calma, e reorganizar seus pensamentos.

Com um suspiro pesaroso, dera-se conta, que devido ao seu arroubo grotesco não tratara dos assuntos que deveriam ser prioridade para ele, e nesse momento parecia poder ouvir a voz com sapiência de sua mãe a lhe dizer que: "A inveja, Vitenka, faz mais mal para quem sente do que para o alvo propriamente dito! Pense nisso, meu filhote, você é o único e maior prejudicado!"

E Viktor tinha de dar razão à altiva Lilia Baranovskaya Nikiforova!

"Mais tarde pedirei desculpas a Christophe!" – pensou ao deslizar a imagem, e sorrir gentilmente e enamorado ao desejar ter ao seu lado a Yuuri e a estrelinha, como naquela única foto deles três juntos!

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Ainda se sentindo chateado, Christophe adentrou ao seu escritório evitando olhar para os lados. Parecia que todos que estavam nas mesas em suas baias naquele andar, pareciam o mirar enquanto seguia para sua sala com pesar, ou não... Mas o alfa não tivera vontade de parar para descobrir.

Poderia ser desconfiança, incredulidade ou quiçá vergonha? Um tanto confuso, e o melhor seria não se preocupar, afinal, apenas os dois alfas estiveram juntos quando tudo acontecera, mas o simples fato de ser observado com interesse, conseguira mexer com os brios já abalados de Giacometti.

Massageando as têmporas com insistência redobrada, bufou ao girar a cadeira e fixar seus olhos em um ponto qualquer sem dar a devida atenção no que ou o que estava realmente focando.

Tentava se colocar no lugar do melhor amigo, mas de verdade, não conseguia entender por que este havia se enfezado tanto. Sabia os motivos, mas talvez por ser sempre um cuca fresca, o cara que sempre colocava panos quentes em tudo, não estava sentindo-se apto para tentar entender o lúpus.

Deixando o corpo cair pesadamente na cadeira, o alfa suíço pensou em ligar para Lars, mas não queria o incomodar com mais um batalhão de problemas visto o que já haviam enfrentado juntos. E apenas por se recordar disso, sentiu a cabeça doer um pouco mais.

Que bela enxaqueca havia ganhado!

Lembrar do cunhado e o show que este havia orquestrado ao descobrir a marca e a ligação do irmão consigo, fazia sentir vontade de colocar para fora tudo o que havia comido na hora do almoço em tão boa companhia.

Era claro como cristal, que Lars e ele haviam decidido começar seu relacionamento não levando em conta os ditames da sociedade e o que era considerado politicamente correto. Não, aquilo não funcionaria com eles! E não adiantava o Gautier mais velho exigir alguma coisa, pois Lars não era um garotinho, ele era um homem, senhor de seu nariz, e um ômega maravilhoso, um campeão mundial e medalhista Olímpico! No que dependesse do advogado, ele não deixaria ninguém, nem mesmo o irmão de seu destinado, menosprezá-lo ou duvidar de suas escolhas.

Ninguém tinha esse direito! E Christophe não deixaria nada acontecer com seu ômega!

Suspirando, mirou a tela de cristal de seu celular. Uma mensagem havia chegado, e com um sorriso, o primeiro genuíno da tarde, destravou o aparelho e leu e releu a mensagem até enviar uma resposta para tranquilizar seu homem, que pela ligação que tinham, poderia sim estar sentindo sua angústia.

Por hora, seria bom não preocupá-lo, e assim fora feito. Uma mensagem significativa, mas que não teria problemas fora enviada.

Novo suspiro, e agora seguido de um pequeno solavanco, ao ser surpreendido pelo barulho característico da chegada de uma chamada de vídeo de Seung-Gil Lee. Christophe sabia que não poderia recusá-la, pois tinham coisas pendentes a serem tratadas. Assim, tentou suavizar seu semblante para não preocupar ao outro alfa, o que seria uma tarefa difícil visto que já se conheciam a tempos, e o loiro tinha certeza que o astuto sul-coreano notaria algo de diferente.

- Pelo visto assustei você! – Lee deixou um pequeno sorriso astuto surgir ao mirar o loiro com interesse. Os olhos cinzentos fincados nos verdes do suíço.

- Desculpe, Lee... eu... eu havia me esquecido de nossa videoconferência! – tentou se justificar o loiro.

Agitando a mão livre, o moreno quis dar a entender que não havia problemas. E notando o suíço um tanto inquieto, resolveu que o que tinham para tratar poderia esperar um pouco. Alguma coisa havia acontecido, e ele gostaria de saber com o que estaria lidando.

Seung, sabia que Giacometti era um exímio advogado, e vê-lo tenso era o mesmo que ter alguém agitando uma bandeira vermelha sem se aperceber que um touro bravio está à espreita.

- Seu imprinting... – começou, e arqueando as sobrancelhas, o outro advogado não se surpreendeu ao ser mirado com notório ar de: "fui pego fazendo algo errado!"

- Bem, acho que isso logo não será mais novidade para ninguém... – Christophe começou pensativo, o que acabou por chamar mais a atenção do outro alfa.

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- Você sempre foi o mais próximo de Viktor após Yurio, Chris! – Seung começou. Havia escutado com calma tudo o que o suíço queria dizer. Se ele precisava desabafar, seria seu ombro amigo, mesmo sendo uma pessoa adversa, quieta e centrada. O advogado sul-coreano queria entender o que estava acontecendo e para isso, deixara o loiro desabafar, e também para poder lhe dar algum conforto.

Fora a melhor coisa que ele havia decidido fazer!

- Sim, eu sei disso, é exatamente por isso que ainda não consigo o entender. – o suíço baixou um pouco os olhos evitando assim ter de ficar sustentando o olhar do outro.

- Talvez não tenha entendido, ou não se deu conta, devido ao fato de que ambos são muito ligados. – Seung ponderou com calma. Queria com isso buscar as palavras e a forma correta para se dirigir ao amigo. – Você não agiu errado, se é isso que te preocupa.

- Como não, Lee? – elevando um pouco o tom de voz, Christophe encarou o amigo surpreso. – Eu fui avisado por Viktor para não me envolver com Lars! Acabei colocando nossa amizade à prova! Falhei com ele! – a voz quase se tornando um fio baixo, nem lembrando o alfa enérgico de antes.

- Não, você não fez nada de errado! – Seung tornou a bater na mesma tecla. – Vocês são destinados, e seria muito difícil vocês não acabarem juntos. – ponderou o sul-coreano. – Vocês não tinham nada que os proibisse, não havia nenhum impedimento, e ambos quiseram isso! Você foi contra uma solicitação da chefia, sim foi, mas se era o destino de vocês, não há o que se fazer! Seria hoje, amanhã ou depois. Iria acontecer, querendo Viktor ou não! – ponderou.

- Isso ficou um tanto controverso, Seung, mas eu entendi o que quis dizer. – Chris respondeu um pouco sem graça. Realmente, mesmo que Yurio tivesse ido ter aquele dia no ensaio fotográfico, Lars e ele iriam se encontrar, mais dia menos dia, e no coração ninguém manda. A maior prova era o amigo platinado e seu amor por um ômega casado.

- Então, se já entendeu onde errou, espere a poeira baixar, Viktor é uma boa pessoa, logo ele vai entender que o que fez foi muito pessoal e inesperado, e aos poucos tudo voltará ao normal. – Seung tentou melhorar o astral do loiro.

- Eu coloquei meu cargo à disposição de Viktor! – Chris comentou por fim.

- Mas ele não é nem louco de te mandar embora! – a voz cortante juntamente ao de uma porta batendo ao se fechar acabou por deixar os dois alfas em conferência sem ação.

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Após ter deixado os alfas sozinhos na sala do platinado, Yurio havia conversado um pouco com Otabek. Não fora uma conversa longa, mas havia valido a pena. E claro, quem o viu caminhando pelos corredores com um enorme sorriso, acabaria achando que o mesmo não estava em seu estado normal.

E enquanto fazia seus afazeres, vez ou outra, lembrava de seu primo e principalmente do amigo advogado. Como o mesmo parecia não estar bem, Plisetsky preocupou-se ao seu modo com o mesmo, e assim, saiu de seu escritório, seguindo para o do alfa.

Yurio queria confirmar que estava enganado, e que o mesmo talvez nem estivesse mal, como havia pensado a priori.

Assim que chegou às portas do escritório alheio, achou estranho que a secretária do mesmo não se encontrava, assim ao se aproximar da porta para bater, estacou entrando em estado de choque, Giacometti havia dito o que?

"Não, não pode ser!" – pensou Plisetsky ao parar o movimento de sua mão. Estava prestes a bater na porta quando ouvira aquelas palavras, não podia acreditar nos seus ouvidos e muito menos no que implicava a saída do advogado suíço da empresa. Assim, movido por sua razão, bem mais que pelo coração, entrou na sala como um furacão.

Abriu a porta já gritando, só para ter certeza do que tinha escutado por detrás da mesma e ao ver a surpresa nos olhos do alfa e o silêncio constrangedor do ambiente foi que finalmente a ficha havia caído no lugar certo. Ouvira corretamente!

- Por que colocou seu cargo à disposição do Viktor?! Enlouqueceu de vez? Vai casar ou sei lá o que vocês alfas fazem quando encontram o amor da vida de vocês, é isso? - as perguntas diretas e a queima roupa eram suas características mais marcantes por assim dizer, mas nesse momento sua mente funcionava como um turbilhão e todas as variáveis que vinham em sua mente davam sempre na mesma resposta negativa. - E aí? Estou esperando! – exigiu Yurio. Sua pouca paciência havia sido desintegrada. Não conseguia realmente entender aqueles alfas! Muito drama, muito isso, muito aquilo. Não, não tinha paciência mesmo!

Christophe olhou para a tela do seu note e viu Seung sorrir de lado. O coreano nunca admitiria em voz alta o quanto apreciava o jeito do russinho, mesmo sendo o mais jovem entre todos, também, era o mais esperto e rápido pegando as coisas no ar e analisando as oportunidades, não se importando de verdade em abandonar alguma que não fosse o que esperava.

- Acho que preciso ver meu ômega e cria, Chris! – disse rapidamente. Não poderia se deixar ser envolvido mais do que já havia. - Boa sorte, pois sei que vai precisar e muito! – com um aceno de cabeça e antes que o suíço ou russo começassem a discussão ou pudessem dizer alguma coisa, encerrou a vídeo chamada.

Atordoado, Christophe ficara alguns minutos ainda olhando para a tela de seu notebook. Estava sozinho com o Tigre Russo, como o loiro era conhecido, e sem alternativas de fuga para alegar que estava em uma reunião de suma importância com o outro advogado, o que não deixava de ser verdade, o loiro fechou o computador e respirou fundo. Teria que enfrentar um Yurio irritado que havia deixado o bom humor provavelmente do lado de fora e para comprovar isso, ouviu um rosnado e a ordem.

- Fala! Pode começar... sou todo ouvidos. – olhos verdes penetrantes pareciam o dissecar buscando pelo o que queria.

Revirando os olhos e sem focar por muito tempo no belo rosto do russo em sua sala, suspirou cansado. Aquela situação estava mesmo sendo muito atípica. Esperava por algo dramático, mas não com essa grandeza! Sem alternativas, passou a falar tudo que tinha acontecido e não viu, e nem queria ver as reações que o loiro deixava transparecer, pois sabia que para ele não ter o interrompido até aquele momento, era porque deveria estar se contendo a muito custo com caretas e olhares fulminantes.

- Não tive alternativa Yurio, desobedeci uma ordem direta do Viktor. – Chris encerrou seu relato, e finalmente voltou seus olhos na direção do russo.

O loiro que havia sentado em algum momento, sustentou o olhar a si direcionado, e com a boca aberta, do nada começou a rir.

- Vocês só podem estar de brincadeira? – perguntou ao parar de rir mais rápido do que começara fechando a cara. - Isso é brincadeira, não é? – trincou os dentes contendo a vontade de voar no pescoço daquele loiro, e depois fazer o mesmo com o primo.

- Não Yurio, isso é minha vida! – o alfa se ofendeu e não escondeu o seu desagrado. Por vezes, Yurio passava de seus limites, e era bom fazê-lo perceber isso, mesmo que não tivesse efeito nenhum.

- Sim, Christophe! É sua vida! – concordou rapidamente. - Então, faça o caralho de assumir o controle! – Yurio exigiu sem se importar quando viu o loiro endurecer o maxilar. - Você sabe que nada e nem ninguém conseguiria evitar esse encontro, você tinha e tem consciência do que implicava esse imprinting e o Viktor não pode fazer nada contra. - massageando a têmpora direita, o beta tentou achar uma forma de ajudar aqueles dois. - Existem leis que te garantem o emprego, pois a lei do imprinting está acima de tudo. – nem sabia como havia conseguido se lembrar tamanho o seu desconforto. Não poderiam perder ao suíço.

O advogado se recostou na cadeira e cruzou as mãos sobre o colo, não havia entregado o cargo por conta das leis que regiam a todos. Ele as conhecia de cabo a rabo e sabia que por direito, chefe nenhum poderia puni-lo pelo enlace com o ômega destinado, mas quando colocou seu cargo à disposição de Viktor, não fora por isso. Fora sim pela amizade que tinham, pelo elo que mantinham e que de uma forma o suíço havia maculado, quebrado.

- Yurio, não quero dificultar as coisas com o Viktor, ele é meu melhor amigo e entre isso e o emprego, prefiro salvar a minha amizade! - ponderou o alfa. Não seria o melhor momento para ficar desempregado, mas estava decidido.

O jovem pareceu considerar algo importante por míseros dois segundos e depois disso abriu seu vasto repertório de palavrões. Assustando o advogado à sua frente e este estava para se levantar quando ouviu.

- Senta aí! Não acabei! - a voz baixa fria e deveras impessoal.

Chris achou por bem obedecer, pois o Yurio no momento não devia nada para o lúpus que estava na sala do final do corredor.

- Vocês querem me enlouquecer, é isso? - esbravejou. - Passei dias sozinhos aqui, pois vocês alfas estavam onde? - fez nova pausa para dar maior ênfase ao que dizia. - Correndo atrás de suas vidas perfeitas e quando voltam, conseguem trazer mais confusão a minha vida nada perfeita! O que vocês têm na cabeça? - respirou fundo e tentou se acalmar um pouco. Passando as mãos pelo cabelo, bufou exasperado.

- Vou pedir uma água para você... - Chris pensou em novamente levantar, mas parou quando trovejou na sala.

- Senta o caralho dessa bunda na cadeira e não saia daí, pois do contrário sou capaz de jogar alguém pela janela! - respirando fundo mais uma vez, Yurio continuou. - Não quero água, estou bem! - sua voz irritada em nada lembrava o timbre de mais cedo, leve e feliz.

Na certeza e por não estar no seu melhor, Chris preferiu ficar mudo e se fingir de morto, pois temia o temperamento do loiro rebelde.

- Yurio só quero que entenda o que fiz. - o alfa tentou se explicar mais uma vez.

- Sua atitude é nobre! - mirando o loiro alto com interesse, Plisetsky prosseguiu. - Entendo que a sua lealdade ao paspalho do Viktor está acima de tudo, mas isso não dá o direito dele fazer o que bem entende! - o russo arrumou a gravata e tentou se recompor um pouco. - Viktor é um CEO e não pode agir assim…

Dessa vez foi o suíço que riu, um sorriso nervoso e soprado.

- Ele é um lúpus, meu chefe e pode agir como quiser!

Yurio começou a gargalhar.

- Jura? - perguntou galhofo. - Você está falando do homem que por conta do imprinting que sofreu, roubou um bebê e considerou em cometer um assassinato? - vendo que suas palavras atingiram o ponto continuou. - Insuportável... intolerante... e é um idiota! Ou melhor... você e ele! Dois alfas apaixonados e idiotas que não sabem fazer as coisas da forma correta. - levantando-se com tudo, deixou que seus olhos fincassem nos do suíço. - Se ele te demitir, vou junto, pois não vou aguentar sozinho aquele ser e todas as merdas que faz! E boca fechada! - mandou e não pediu.

Marchando, saiu da sala em direção a do lúpus. Pelo caminho as pessoas praticamente iam se atirando no chão ou saindo da sua frente quando passava. Seu olhar decidido, sério quiçá raivoso, colocava qualquer um em estado de extremo alerta.

oOoOoOo

Lembretes e Explicações:

O Ciúme surge como um sinal de alerta, quando acreditamos que algo não está indo bem ou como desejamos. Pode ser um problema real ou estar presente apenas no imaginário. Só que faz parte do nosso instinto querer eliminar toda e qualquer ameaça que nos tornam inseguros, desprotegidos ou em desvantagem. – Fonte: Psicólogos Berrini

Exéquias: cerimônias ou honras fúnebres.

Cantinho Rosa e Azul:

Viktor: Yuu, vem cá! Elas estão vivas!

Yuuri: Vitya, se eu fosse você, deixava as duas em paz!

Viktor: É... talvez você tenha razão, Yuu! Vamos sair de fininho enquanto parece que as duas estão pensando em como agradecer a todos! *puxando o nipônico para longe*

Theka: Ah! Que sem graça isso! *risinho de lado*

Almaro: Eles nem deixaram a gente implicar com eles!

Theka: Ah! Mas sempre pode ter uma próxima vez!

*risos*

Olá para todos, estamos bem!
Apenas demorando um pouco mais a postar, pois estávamos trabalhando em ideias para serem usadas nos próximos capítulos, e lidando com as agruras da vida, e falta de inspiração para escrever!

Agradecemos a todos que não esquecem de nossa fic, e pelas palavras de carinho e apoio! Obrigado por não desistirem de nós

Beijos e até o próximo capítulo

Almaro e Theka