Mais um essa semana, estou superando a meta.
Espero que gostem!
Capítulo 07 – Do céu ao inferno em três segundos
Cuddy estava quase em êxtase. House sempre soube o que fazer durante o sexo, seja com a boca, seja com as mãos, seja com o pênis. De repente...
"Mamãe, você está bem?".
Cuddy pulou ao ouvir a voz da filha a seu lado.
"Rachel!".
No momento do desespero ela deu uma joelhada na boca de House. Ele colocou o rosto para fora do lençol sem entender nada. Sua boca sangrava.
"O que diabos aconteceu?".
"Rachel aconteceu". Cuddy tentava puxar a calcinha que estava na altura dos tornozelos.
"Rachel!". House tentava fechar o zíper da calça, o que estava sendo difícil por conta de seu membro rígido por baixo da boxer.
"Eu estou com medo. A menina que assombra o banheiro está no meu quarto, e mamãe estava fazendo uma cara esquisita e um barulho estranho".
Cuddy corou ainda mais, se é que era possível.
House bufou. "Não existe nenhuma menina que assombra banheiros".
"Tem sim, lá na escola".
Cuddy tentava alcançar a blusa, mas não conseguia. House notou e puxou a blusa pra ela.
"Obrigada!". Ela pegou e se vestiu por baixo do lençol.
"O que vocês estavam fazendo?". Rachel perguntou e Cuddy começou a tossir de nervoso.
"Nós estávamos brincando de esconde-esconde". Cuddy respondeu e House segurou uma risada.
"Mas por que você estava com aquela cara estranha?".
Cuddy arregalou os olhos. E House não conteve a risada.
"Eu não estava com a cara estranha". Cuddy disse olhando feio para House.
"Não culpe minhas habilidades". House falou.
"Você estava sim... Assim ó". E a menina imitou a mãe.
House riu ainda mais.
"Rachel!". Cuddy chamou atenção da filha.
"O que foi mamãe?".
"Eu... eu estava me concentrando".
House não se controlava de tanto rir a essa altura, e Rachel começou a rir dele.
"Ok, eu vou levar você pra cama".
"Não mamãe! Me deixa dormir aqui, por favor!". A menina estava desesperada.
"Não existe nenhuma garota loira que fica no banheiro assombrando crianças, isso é invenção de alguém para assustar vocês".
"Como você sabe que ela é loira? Você já viu ela?".
"Ok, eu cuido disso. Vamos Rachel". House pegou na mão da menina.
"Da próxima vez tranque a porta". Cuddy falou pra ele.
"Você foi quem entrou por ultimo e estava... muito empolgada".
"Cale-se!".
Ele sorriu e saiu com Rachel.
"Ok, você tem que entender que a garota que assombra os banheiros não gosta de quartos, ela só fica nos banheiros. E no banheiro da escola, ela não pode vir pra casa das pessoas".
"Por quê?".
"Por que... Porque é proibido".
"Quem manda nela?".
"O grande monstro do banheiro".
A menina arregalou os olhos. "Existe um grande monstro do banheiro?".
'Oh droga!', House pensou. 'Eu definitivamente não sirvo para ser um pai'.
"House, existe um grande monstro do banheiro?". A menina perguntava em pânico.
"Não. Eu estou brincando. Não existe ninguém no banheiro, isso é uma bobagem, fantasmas não existem".
A menina olhou desconfiada.
"Vamos para o seu quarto, eu vou ler pra você".
E House assim fez, mas Rachel não dormia. Ele já estava muito cansado. "Ok, eu desisto".
"Eu quero dormir com você e com mamãe".
"Ok, você ganhou baixinha".
Eles entraram juntos no quarto. Cuddy já dormia, mas acordou quando ouvia a voz da filha.
"Rachel?".
"Ela vai dormir aqui essa noite".
"O quê?".
"Eu tentei, mas não fui bom o bastante".
"Rachel, só essa noite. Ok?".
"SIM MAMÃE!".
"Você acabou de acordar todos os vizinhos". House disse enquanto entrava no banheiro. Ele precisava de um banho e de vestir algo mais confortável. Ele chegou e mal teve tempo de nada antes de Cuddy atacá-lo.
Minutos depois ele ouviu a porta do banheiro abrindo.
"Cuddy?".
"Você tem que começar a fechar portas quando Rachel está presente".
"Quem não fechou a porta do quarto foi você...".
"Cale-se! Precisamos terminar o que começamos".
"Mas Rachel...".
"Dormindo profundamente. Vamos logo!".
"Aqui?".
"Claro". Cuddy trancou a porta do banheiro. "Sente-se".
House obedeceu e sentou-se no vaso sanitário. Cuddy começou a se despir e a beijá-lo.
"Temos que ser silenciosos".
"O barulhento nessa relação não sou eu". Ele respondeu.
Mas em pouco tempo Cuddy o montava e tentava sufocar os gemidos. Não demorou muito para ambos chegarem ao orgasmo, e Cuddy fez isso mordendo o ombro de House para abafar os gemidos.
"Ai!".
"Desculpe por isso...".
"Eu vou ficar com uma marca de mordida".
"Desculpe... Mas pelo menos não vai aparecer...".
"Ok, acabou valendo totalmente a pena. Se alguém perguntar eu digo que estou tendo um relacionamento com uma vampira sexy como o inferno".
Ela sorriu e mordeu os próprios lábios. "Eu não poderia dormir sem isso".
"Eu amo como você fica insanamente excitada quando está grávida".
Eles tocaram nesse assunto pela primeira vez de forma natural, e Cuddy gostou disso.
Os dias seguintes foram uma batalha para convencer Rachel de que não existia nenhuma assombração no quarto dela. House e Cuddy fizeram de tudo, até que uma dica que House leu na internet pareceu funcionar.
Ele colocou uma caixa brilhante no quarto dela e disse que aquela luz a protegeria de qualquer coisa. Nada chegaria perto do quarto dela e nem da casa deles. A menina pareceu estar tão encantada com as luzes que acreditou. Aquilo só podia ser algo muito poderoso, a menina pensou.
Depois disso a garotinha passou a dormir no quarto dela novamente, mas ela andava grudada com aquela luz brilhante pra cima e pra baixo.
A professora chamou Cuddy para uma conversa, pois a menina não queria usar o banheiro da escola e urinou nas calças no dia anterior.
"Isso está saindo do controle...". Cuddy reclamou pra House. "Aquela luz ajudou, mas não é a solução ideal".
"Então qual é? Se você souber eu agradeço".
"Eu agendei uma consulta com um psicólogo infantil".
"Por conta disso?".
"Por conta disso e de todo o resto".
"Todo o resto?".
"Ela é adotada e eu preciso começar a abordar isso com ela, uma ajuda especializada vem a calhar. Além do mais, haverá um bebê que será nosso filho biológico, Rachel e nós iremos precisar lidar com isso".
"Oh...". House não havia pensado em nada disso. Como ele seria um bom pai?
"Levarei Rachel hoje, assim que sair do trabalho".
"Você está saindo do trabalho tarde...".
"Vou sair mais cedo".
"Aliás, acho bom você cogitar sair mais cedo todos os dias. Você está grávida".
"Eu sei".
"E não tem vinte anos".
"Obrigada por isso...".
"Não estou te ofendendo, é a realidade".
"Eu sei".
House parecia alheio a esse fato, mas ele sempre reparava se Cuddy tomava as vitaminas, se ela parecia saudável, ele estava constantemente a observando. Até invadiu a rede do hospital para checar os últimos resultados dos exames dela, todos normais.
Mas pra ele era difícil conversar sobre isso ainda, ele preferia fazer tudo em surdina a ter que falar sobre o assunto. Talvez porque ele sentia-se totalmente incapaz de assumir o papel de pai, ele sentia-se uma verdadeira fraude.
Naquela noite os dois estavam na cama e falaram sobre a terapia. Cuddy disse como a profissional era capacitada, renomeada e como Rachel e ela criaram um vinculo logo de cara.
"O que você está lendo?".
"Uma bobagem". House respondeu.
"Essa é uma daquelas revistas adolescentes idiotas?".
"Culpe o dentista que só tinha isso no consultório".
"Você foi ao dentista e roubou a revista dele?".
"Não roubei... Não havia nada dizendo que eu não poderia levá-la comigo".
"House!".
"O quê?".
"Você roubou uma revista adolescente do consultório do dentista".
"Agora que você coloca assim...".
Ela riu. "Deixe-me ver".
Cuddy começou a ler as manchetes da revista em voz alta. "Minha menstruação atrasou, e agora? Minha amiga está apaixonada pelo meu namorado, o que fazer? Minha mãe não entende minhas escolhas". Cuddy lia e ria. "Você realmente está lendo isso?".
"É instrutivo. Não esqueça de que Rachel vai crescer".
Cuddy achou fofo, mas não deixou de rir.
"Uh... Tem um teste aqui. Eu adorava esses testes quando era adolescente. Veja: Saiba se o seu namorado te ama".
"Sim, porque uma revista com dez perguntas vai te dar essa resposta". House ironizou.
"Já que estamos aqui e temos a revistas... Vamos fazer o teste".
"O quê? Não!".
"Primeira pergunta... Seu namorado sempre se lembra das datas importantes?". Cuddy leu e já começou a rir.
"Irrelevante".
"É a revista... Não estou mentindo". Ela virou a revista para ele.
"Isso não diz nada sobre o seu namorado. O cara pode lembrar-se de todas as datas e ser um filho da puta". House argumentou
"Ok, vamos as opções. A. Meu namorado sempre lembra e me presenteia em datas importantes".
"Com certeza ele tem outra...". House comentou. "Ou é impotente e precisa compensar".
"B. Ele se lembra de algumas datas importantes. C. Ele nunca lembra sem que eu diga ou faça algo. D. Ele não liga pra essas coisas, mas me compensa de outras maneiras. Uh... Acho que vou de D".
"Uh... Até que não foi tão ruim...".
Cuddy riu. "Próxima... Seu namorado diz que te ama? A. Várias vezes ao dia".
"Você já teria largado um idiota desses".
Cuddy riu. Mas ele tinha razão, ela pensou. "B. Ele diz que me ama pelo menos uma vez ao dia. C. Ele nunca me disse isso. D. Raramente, mas quando diz sei que é real. Essa também é D".
"Uh... Não é tão mal assim, certo?".
"Você poderia dizer que me ama com um pouco mais de frequência de qualquer forma...". Cuddy disse.
"Anotado no meu diário de namorado exemplar". Ele falou e Cuddy balançou a cabeça divertida.
"Próxima... Seu namorado te elogia? A. Sempre".
"Essa eu pontuou bem!". House se exibiu.
Cuddy sorriu. "B. Nunca, ele só te critica. C. Raramente. D. As vezes, mas isso só torna o momento especial. No seu caso... A. Sempre".
"Yes!". House comemorou e Cuddy riu.
"Seu namorado te ajuda com os afazeres diários?".
"O que uma adolescente tem de afazeres diários?". Ele contestou.
"Essa é boa... A. Sempre, não posso reclamar. B. As vezes, mas sempre reclamando. C. Nunca, ele finge que não vê. D. Ele é mais ocupado do que eu. Uh... Desculpe, mas é a C".
"O quê? De jeito nenhum".
"Você nunca ajuda".
"Até parece. Eu sempre olho Rachel pra você".
"Não sempre".
"Isso é um absurdo!".
"Ok. Então B. Porque você faz raramente e sempre reclamando".
House olhou pra ela em choque.
"Desculpa, mas é a realidade. Próxima...".
"Não espere... Ainda não concluímos a questão anterior".
"Já terminamos". Cuddy deu alguns tapinhas no ombro dele. "O seu namorado se interessa pelo seu bem estar?".
"Claro que eu me interesso".
"A. Sempre. Ele cuida de mim com muito zelo".
"O homem que faz tudo o que é descrito nas 'alternativas A' desse teste... só pode ser gay".
Cuddy o ignorou e continuou. "B. Ele nem liga para o meu bem estar. C. Ele cuida de mim, mas eu esperava mais, as vezes me sinto negligenciada. D. Ele cuida de mim, mas não declaradamente. Bom... Aqui é C".
"Sério? Você se sente negligenciada por mim?".
"Você nem fala comigo sobre a gestação".
"Eu não preciso, eu sei como você está".
"Você nem perguntou sobre meus últimos exames...".
"Gestação de aproximadamente sete semanas. Beta HCG 44.500. Creatinina 0.7. Ácido úrico 2.6. Bilirrubina direta 0.25. Hemograma normal. Sangue O+. Glicemia 75. HIV negativo. Hepatite negativo. Urina normal. Fezes normais. Ultrassonografia transvaginal normal".
"Você pegou esses resultados na rede do hospital, certo?".
"Não foi difícil"
"Instalamos algumas ferramentas de segurança há dois meses".
"Vocês precisam reavaliar...".
"Eu não acredito que você preferiu invadir a rede a falar comigo".
"Não foi bem assim...".
"Eu só quero que você fale comigo, que você mostra que se importa. Que você esteja comigo".
Ele ficou calado.
"Saber o resultado não é o mais importante, mas estar junto é".
"Ok. Eu realmente sou um péssimo namorado e serei um péssimo pai".
"Você não é um péssimo namorado e não será um péssimo pai mesmo que você acredite nisso".
"Eu me importo"
"Eu sei, mas gostaria de vivenciar isso e não apenas saber disso. Eu sei que você observa tudo e deve saber de mim melhor do que eu mesma, mas eu preferia conversar as vezes pra dizer como estou ao invés de imaginar que você já sabe".
House balançou a cabeça em concordância. "Como você está?".
"Muito sonolenta, cansada, mas disposta ao mesmo tempo. É contraditório".
House sorriu. "Você está linda!".
"Eu devo estar um bagaço".
"Não, você está linda como nunca! E eu te amo, como sempre".
Cuddy mordeu os lábios e o abraçou. "Você é o melhor namorado que eu poderia ter".
"Você não preferia o homem do teste? O homem das alternativas A?".
"Nunca! Cara chato".
Eles tiram.
"Eu prefiro alguém mais complicado e menos previsível".
"Então não reclame...".
"Mas eu posso tentar ajustar...".
"Nada te impede".
"Ela sorriu e o beijou".
Naquela madrugada House acordou com muito tesão. Ele havia tido um sonho erótico com a namorada. Então ele começou a beijar o pescoço dela na esperança dela acordar também excitada. As vezes ele fazia isso e Cuddy acordava irritada por ele tê-la despertado, mas não foi o caso. Sem dizer palavras eles se atracaram. O sexo foi quente, selvagem. Ao final Cuddy escorou-se no peito dele.
"House você é um puta gostoso". Cuddy disse sonolenta antes de voltar a pegar no sono.
"A recíproca é totalmente verdadeira".
"Nunca me largue, tá ouvindo?".
"É você quem pode me largar a qualquer momento".
"Se eu te largar nunca mais encontrarei outro homem capaz de fazer isso comigo".
"Ainda bem que você sabe disso".
Ela sorriu e beijou os cabelos do peito dele antes de pegarem no sono.
Nos dias seguintes Cuddy passou a pegar no pé de House para cada pequena coisa, não que ela já não fizesse isso eventualmente, mas por alguma razão isso intensificou.
"Você poderia ao menos tirar o pó dos móveis as vezes".
"Você não paga uma faxineira semanal pra fazer isso?".
"E daí? Há coisas que nós mesmos podemos e temos que fazer".
"Nem está tão empoeirado...".
"Não? Isso está nojento". Cuddy passou o dedo pela cômoda.
"Você está exagerando".
Ela bufou, se vestiu e saiu.
Dias depois...
"House você não tirou o lixo novamente?".
"Eu me esqueci...".
"Outra vez? É sempre a mesma desculpa, você nunca faz nada...".
Ele riu nervoso.
"O que foi?".
"Nada...".
"Fala!".
"Sabe o que parece? Parece que constantemente eu estou enfrentando testes e mais testes para provar minha ineficiência como seu namorado".
"Isso é ridículo".
"É assim que me sinto. Você nunca me elogia, nunca diz que faço nada certo, você nem me deixa vender o meu apartamento".
"Eu não te deixo vender o seu apartamento? Sério House? Você quer ir lá?".
"Toda vez que toco nesse assunto você diz que é ainda cedo. Você realmente pensa que eu vou te decepcionar no próximo minuto, mas será que não é você quem está forçando essa situação? Sabotando o nosso relacionamento?".
Cuddy ficou muda, ela não esperava por isso.
"Eu acho que você não quer que... isso entre nós funcione"
"Depois de tudo o que eu fiz?...".
"E o que você fez? Largou o noivo babaca pra ficar comigo? Assumiu publicamente que namora um louco?".
"House...".
"Desculpe se te engravidei... Com certeza não chego a seus pés, já que você é tão fodidamente superiora e perfeita".
"Mamãe, o que está acontecendo?". Rachel apareceu chorando.
"Nada filha... Desculpe se te assustamos... Estávamos brincando...".
"A culpa é minha Rachel, sempre é!".
Ele pegou a chave da moto e seguiu em direção à porta.
"House, você não pode sair assim...".
"Eu não posso ficar aqui assim".
"House...".
Mas ele a ignorou e saiu.
Continua...
