Mais um capítulo quentinho nesse domingo ensolarada (pelo menos aqui em São Paulo). Espero que divirtam-se!


Capítulo 14 – O pedido

"Ok, tudo normal. Ótimo! Agora... Cadê os pênis dos bebês?". House perguntou.

Cuddy arregalou os olhos. "House, que grosseria!".

"Olha House, me desculpe, mas não vejo nada de pênis".

"Eles estão em uma posição ruim?". House perguntou.

"Não, estão em uma ótima posição, especialmente essa menininha com as pernas abertas. Suas filhas são lindas!".

[H] [H] [H] [H] [H]

"O quê? Meninas?". House perguntou descrente.

"Sim. Parabéns papai e mamãe, são duas meninas!".

Cuddy riu alto e logo começou a chorar de emoção.

"Você só me dá noticias difíceis". House falou para Dra. Patrícia.

Ela também riu.

"Oh meu Deus! Duas garotinhas". Cuddy apertou a mão dele.

"Eu estarei cercado por... vaginas!".

As duas mulheres riram.

"Isso não é bom?". Dra. Patrícia perguntou.

"Se julgar que na adolescência de três dessas vaginas eu terei uma fila de pênis no portão da minha casa...".

"Só você para pensar assim...". Cuddy disse.

"Tão machista, Dr. House".

"Ok, se uma delas for lésbica será um sonho".

Cuddy riu. "Nós iremos respeitar a vida de cada uma delas e suas escolhas. Por enquanto concentre-se nas suas filhas que nem nasceram ainda e não têm interesse sexual".

"Oh, porque se puxarem pra mãe elas serão maníacas por pênis".

"House!". Cuddy corou e Patrícia riu alto.

"Meu pênis. Para que fique claro. Ela tem interesse no meu pênis".

"Você não ajudou muito". Cuddy falou se levantando muito envergonhada.

"Como eu vou lidar com quatro mulheres em casa?".

"Pense pelo lado bom, você será o único pênis. O único macho alfa da família". Patrícia disse bem humorada.

"Uh... Pensando por esse lado...".

"Oh Patrícia não estimule o machismo retrógrado do meu namorado, por favor".

"Desculpe por isso". Ela respondeu.

As mulheres riram.

"Se elas forem bonitas... Estaremos ferrados!". House falou na saída do consultório.

"Que machismo!". Cuddy falou divertida.

"Se elas puxarem você... Eu estarei ferrado!".

"Obrigada pelo elogio meio torto...".

"Por nada. Esses são minhas especialidades".

Então Cuddy o puxou para uma área isolada do hospital. E o beijou em seguida.

"Serei atacado em publico?". Ele perguntou surpreso após o beijo.

"Você está reclamando?".

"Não, só quero saber para poder te agarrar logo".

Ela sorriu. "Em casa tigrão! Aqui eu só quero celebrar com você... Nossas filhas. Obrigada por isso!".

"Até outro dia você não estava tão feliz assim".

"Eu estava surpresa, tensa, preocupada. Mas nunca estive infeliz".

"Você não está mais preocupada?".

"Sim, estou. Mas eu sinto que as coisas vão dar certo e que em breve teremos nossas filhas conosco".

Aquelas palavras entraram fundo no coração de House e ele quase surtou.

"Eu te amo!". Cuddy o beijou e logo saiu rebolando para o beneficio do namorado, mas ele nem notou, House estava tenso e preocupado demais agora.


"Wilson... São meninas".

"O quê? Oh... Cuddy... Meninas? Suas filhas? Duas meninas?". Ele ficou confuso.

House se jogou no sofá.

"Wow! Eu sempre quis ser pai de meninas". Wilson disse. "Você pode enfeitá-las".

House olhou pra ele e franziu a testa. "Seja homem, Wilson!".

"Mas isso não faz de mim nada menos do que um homem com bom senso estético".

"Ok, melhor mudarmos de assunto se você não quiser sofrer bulling".

"Você está bem com isso?".

"Bem em ser pai de duas meninas? Além de ter mais duas em casa?".

"Sim".

"Não!".

"Por quê?".

"Imagine viver em uma casa com quatro mulheres! Elas vão implicar com Monster Truck. Elas vão largar escovas de cabelo e creme hidratante pela casa toda. Vai haver roupas rosa por todos os lugares. Eu não terei meu espaço de macho".

Wilson riu.

"Não ria. É sério!".

"House, você é ridículo".

"Wilson, você é gay!".

"Não será assim como você pensa. No mais... Você será o homem da casa, o único. Acho que isso cai melhor em você do que ter competição masculina em casa".

House respirou fundo.

"No mais... Quero muito vê-lo como um pai coruja com as garotinhas". Wilson riu.

"Vai se foder, Wilson!". Ele se levantou e Wilson ria sem parar.

"Idiota!". House disse quando saiu da sala.

Quando House se afastava viu Chase chegar sorrindo.

"O que foi?". Ele já suspeitava.

"Nada!".

"Vá se foder!".

Chase riu. "Só porque daqui a alguns anos você terá garotos entrando pela janela de sua casa em surdina e fazendo sexo com as suas filhas...".

"Minha casa terá sistema de alarme e câmeras de segurança". House respondeu. "Monitoramento vinte e quatro horas. E as minhas filhas terão cinto de castidade e chip implementado em alguma parte do corpo aleatória que só eu saberei".

Chase riu.

Durante o dia continuou o bulling com House. Chase e Taub, sobretudo.

"Se as meninas puxarem Cuddy, serão muito assediadas".

"E se os garotos forem iguais a você, Taub, não terão nenhuma chance com as minhas filhas. E se tiverem o pênis como o de Chase também não".

"Aquilo não era real". Chase contestou irritado.

"Pare de bobagem, as meninas nem nasceram ainda". Foreman disse.

"Quem diria que eu concordaria com Foreman algum dia?". House falou.

"Vocês são machistas escrotos". Masters estava indignada.

"E que também concordaria com Masters. Hoje é um dia histórico". House disse.

"House, você é o mais machista de todos nós". Foreman falou.

"Eu? Nunca! Minha namorada ganha mais do que eu. É minha chefa. Eu adoro o empoderamento feminino, sobretudo na cama...".

"Cale-se!". Masters disse saindo irritada.

"Você tá ferrado com tantas mulheres em casa". Chase falou.

"É... Isso é verdade". House concordou em tom de voz baixo, praticamente inaudível.


Naquela noite Cuddy tentou relaxá-lo. Ela deu um banho de banheira nele que teve um final feliz, e depois na cama o segundo round começou. Eles dormiram juntos e pela manhã nova rodada de sexo, e sexo muito bom. Eles estavam especialmente pegajosos no elevador no dia seguinte, não conseguiam manter as mãos longes um do outro. Cuddy roubou um beijo dele e House se animou demais, a coisa estava saindo de controle quando a porta abriu e o CEO entrou.

"Dra. Cuddy". Ela estava com o batom borrado, o cabelo desgrenhado e a roupa amassada. Era nítido que algo havia acontecido dentro do elevador.

"Dr. Clauss, bom dia!". Ela falou corando.

"Dr. House".

"Oi". Ele respondeu com a boca borrada de batom.

Cuddy sorriu sem graça e saiu com House no próximo andar.

"Não é aqui...".

"Vamos House!". Ela o puxou com força.

"O que estamos fazendo nesse andar?".

"Era o CEO! Ele nos viu nos agarrando no elevador".

"Não, ele não nos viu na pegação, ele pressupôs que estávamos...".

"Pressupôs? Ele teve certeza".

"E daí?".

"E você falou 'oi'? Só 'oi'?".

"E?".

"Pelo menos diga 'Bom dia'".

"Ele não me disse 'Bom dia'".

"E agora?".

"O que tem de mais? Somos namorados".

"Eu sou a reitora e fui pega... Nesse estado. Em flagrante!".

"A reitora que também é mulher e tem uma vida sexualmente ativa e muito feliz".

"Não no hospital".

"Bom... Já fizemos coisas mais devassas aqui".

"Que ninguém deveria saber".

"Ele não viu".

"E as câmeras? E se ele pedir acesso as imagens?".

"Ele não fará isso. A menos que queira se masturbar olhando...".

"House pare! Você só está piorando tudo".

"Não há câmeras onde ficamos de sacanagem. Você sabe disso".

"Não piore as coisas...".

"O que você quer que eu diga para melhorar?".

"Não há nada que possa melhorar".

"Então?".

"Vá ao banheiro e tire essa mancha de batom. Eu vou me ajeitar e começar o trabalho".

"Ganho um beijo de despedida?".

Ela balançou a cabeça e nada respondeu.

"Bom dia!". House gritou sarcástico enquanto ela se afastava. "Mulheres! Como conviver com elas? Como viver sem elas?".

Cuddy estava envergonhadíssima antes de entrar na reunião com o CEO e com toda a alta gestão. Mas ela pensou que agiria com naturalidade, ela era mulher, House era namorado dela e ponto. Não era uma situação ideal, mas ela não se apegaria a isso. Cuddy precisava fingir naturalidade.

"Bom dia, senhores".

"Bom dia, Dra. Cuddy".

"Eu não vou tomar muito tempo dos senhores, apenas preciso mostrar o orçamento para esse novo ano fiscal". Cuddy colocou o pen drive conectado ao laptop e começou a projetar números e gráficos.

Ela tinha total domínio da situação e, como sempre, deixou todos espantados com a clareza de detalhes na apresentação, e com seu carisma natural.

"Alguma pergunta?".

Ninguém tinha questões adicionais, a apresentação foi clara e satisfatória.

"Ótimo! Agradeço a presença dos senhores e vamos seguir com o orçamento...".

"Dra. Cuddy, eu preciso falar com você". O CEO disse.

"Claro". Ela tentou fingir naturalidade novamente, mas estava tensa demais.

Quando todos saíram, ela sentou-se na cadeira oposta ao Dr. Clauss.

"Dra. Cuddy, a imagem que presenciei essa manhã é inadmissível".

"Eu dei um beijo em meu namorado antes de iniciarmos o expediente, não vejo isso como algo terrível".

"Vocês estavam... Mais do que beijando".

"Você viu isso?".

"Não, mas a julgar por tudo...".

"Desculpe-me Dr. Clauss se a cena o incomodou, irei tomar cuidado redobrado para que isso não aconteça dentro do hospital, mas eu tenho anos de trabalho profissional aqui sem qualquer mancha em meu currículo, então julgo que um beijo em meu namorado, no pai de meus filhos, antes do trabalho, não deva ser algo tão intolerável assim".

"Não é intolerável...".

"Então eu preciso ir, pois terei outra reunião importante com doares e não posso me atrasar, esse hospital demanda muito do meu tempo e atenção, e gostaria de permanecer motivada para continuar o trabalho, se me permite".

"Claro que sim... Mas...".

"Obrigada! E foi um prazer vê-lo". Cuddy saiu rapidamente. Ela tinha o dom de reverter o jogo a favor dela, e usou isso mais uma vez.


Naquela tarde House foi com Arlene para a sexta e última sessão de quimioterapia antes dos exames. Em poucos dias eles saberiam se o tratamento estava funcionando e qual seria o prognóstico.

"Sexta sessão, hein?".

"Quem diria que você teria me acompanhado em todas elas?".

"Meu karma".

"Não reclame que sou eu quem tenho essa droga injetada no meu corpo".

"E sou eu quem recebo suas reclamações nos meus ouvidos através de ondas sonoras tóxicas".

Arlene riu. Eles tinham se aproximado muito durante essas semanas.

"Como está Lisa?".

"Você não sabe?".

"Ela é minha filha, logo... Não fala essas coisas pra mim".

"Fato!".

Eles riram.

"Cuddy está bem. A gravidez vai bem, mas ela ainda está apreensiva com a coisa dos gêmeos e tudo mais. Ela disfarça, mas eu sei. Ela também está preocupada com você, ela tenta ser otimista, mas eu a vejo chorando pelos cantos".

"Quem diria... Você pai de duas meninas". Arlene ignorou totalmente a parte que lhe tocava.

"Três. Temos Rachel".

"Verdade. Você se saiu melhor do que o previsto".

House corou.

"Fico feliz por Lisa ter você por perto. Eu não estaria tão tranquila agora se ela estivesse sozinha, ou... com aquele moleque estúpido".

"Lucas?".

"Esse".

House riu.

"Se eu não resistir ao tratamento e ao câncer, quero que me prometa que cuidará de todos eles. Já fiz o marido de Julia prometer o mesmo, mas aquele ali... É diferente. Ele não vai a esquina sem que Julia dê as cuecas para ele".

House riu. "Eu pretendo cuidar delas...".

"Pretende?".

"Se Cuddy não me deixar...".

"Ela não faria isso".

"Como você tem tanta certeza?".

"Ela sempre te amou, seu idiota!".

"O amor não é suficiente".

"Então ela seria uma idiota e você estaria livre da promessa. Mas... Se ela não te deixar, você precisa me prometer".

"Você não vai morrer Arlene".

"Você é Deus?".

"Melhor! Eu existo".

"Oh cala a boca. Odeio discutir com ateus".

House riu. "Eu prometo, no que depender de mim. Farei o melhor. Pode não ser muita coisa".

"Então se esforce mais".

"Eu já estou fazendo isso".

"Faça mais ainda. Senão eu virei puxar o seu pé depois de minha morte".

"Oh Arlene, se você morrer tudo termina, não existe essa bobagem de espírito".

"Eu não acredito nessa teoria tão sem graça, e nem você acreditará quando me vir depois de morta".

House balançou a cabeça.

"Agora me dê aquele Donuts".

"Você quer comer fazendo quimioterapia?".

"Claro que sim!".

"Você é peculiar, sabia?".

"Não é a toa que Lisa é minha filha".

"Fato!". House passou o Donuts pra ela.

"Esse não, quero o de morango".

"Mulher chata!".

Ela riu.

"Como está o seu namorado?". House perguntou.

"Ele não gostou dos meus cabelos novos".

"Quem não gostaria de cabelos púrpuras?".

"Pois é! Quem?".

House riu. "Um idiota".

"O fato é que eu amei esses cabelos então é isso o que importa. Que se danem os homens!".

"Que se danem os homens!". House e ela brindaram com o Donuts.

...

Antes do fim da sessão eles estavam sozinhos na sala de quimioterapia.

"Culpa sua que quer ficar com toda a quimioterapia pra você". House a provocou.

"Cala a boca, bastardo".

House sorriu e ficou em silêncio. Arlene estranhou.

"O que foi?".

"Você não sabe que eu sou de fato um bastardo".

"O quê?".

House não sabia a razão, mas se abriu com a senhora sobre a coisa toda do pai.

"Seu pai era um bastardo!".

House riu. "Vamos embora Arlene".

"Finalmente você disse algo útil".


"Como está mamãe?". Cuddy o recebeu ansiosa.

"Tudo bem Cuddy, ela está reagindo muito bem as sessões".

"Mamãe é durona".

"Isso ela é".

"Quando ela fará os exames?".

"Daqui a dez dias".

"Dez dias?".

"Sim".

"Oh...".

"Passará voando". House tentou consolá-la.

Ela o abraçou com força, House e Rachel eram os únicos que conseguiam fazê-la sentir-se melhor. E os gêmeos, claro.

O fato é que, passado dez dias, os exames de Arlene foram bons, mas não o suficiente para que a quimioterapia fosse abandonada. Foi agendada nova sessão de seis quimioterapias. Ela e House teriam mais alguns compromissos e meses mais de ansiedade para Julia e Cuddy.


Cuddy estava tendo um dia difícil.

"Dr. Jefferson eu não aceito esse comportamento inadequado".

"Eu só falei a verdade".

"Você falou o que supõe ser verdade de acordo com a sua consciência equivocada, e eu, como a reitora desse hospital, não sou obrigada a me sujeitar a sua falta de senso moral".

"Hahaha engraçado, pois se eu fosse House...".

"Se você continuar nós vamos resolver isso no departamento pessoal".

Ele se calou.

"Dr. Jefferson, eu tenho muito respeito pelo profissional competente que você é, mas não irei tolerar absurdos por conta disso, existem outros profissionais gabaritados no mercado".

"Isso é uma ameaça?".

"É um aviso".

E ela se retirou.

Mais tarde Cuddy precisou lidar com uma briga física entre duas enfermeiras, uma reclamando de negligência médica e uma crise na pediatria.

Perto das quatro da tarde ela ligou para House.

"Eu só quero ir embora".

"Então vamos!".

"Não posso... Ainda...".

"Cuddy faça algo por você as vezes".

"E eu farei. Eu vou embora assim que terminar essa papelada, e eu preciso de um favor...".

"O quê?". Ele perguntou apreensivo.

"Eu preciso que você me foda".

"O quê?".

"Hoje eu preciso que você me foda forte".

"Cuddy...".

Tudo bem que eles falavam sujo com frequência, era excitante, mas aquilo era diferente.

"Sério. Eu preciso disso".

House ficou pensativo pelo resto da tarde. E preocupado. Algo precisava mudar. Cuddy estava grávida de gêmeos e levando uma vida estressante, não fosse pelo hospital com seus inúmeros problemas e desafios, ainda tinha Arlene e a coisa do câncer e o problema de encanamento na nova casa. House estava se esforçando muito para evitar levar mais dores de cabeça pra ela, ele nunca esteve em melhor comportamento.

Aquela noite de sexta-feira Cuddy o convidou para um jantar com amigos dela, House recusaria com certeza em outros tempos, mas agora... Ele aceitou. Por ela.

Cuddy se vestia, apesar da gravidez ela ficava linda naquele vestido verde escuro.

"Pensei que íamos foder como coelhos".

Ela sorriu e mordeu os lábios. "Quando voltarmos".

Rachel estava na casa de Julia aquela noite.

No restaurante receberam Becca e seu marido Brandon. Também estavam presente Cris e sua esposa Cleo.

"Não faça piadas com minha amiga homossexual, não seja tão infantil". Cuddy orientou o namorado no caminho do restaurante.

"Eu me comportarei como um cavalheiro". Ele disse.

"Sério, House".

"Eu estou sendo sério, no mais... Eu prefiro amigas lésbicas, elas tem mais bom gosto".

"Nem isso...".

"O que?".

"Não vá lá, não elogie, não critique".

"O que você quer que eu faça então?".

"Fale de assuntos aleatórios, nada sobre sexo ou orientação sexual".

"Você limita minhas possibilidades".

"House!". Cuddy olhou desconfiada.

"Confie em mim!".

No restaurante eles foram apresentados, essas eram amigas de ensino médio de Cuddy.

"Vamos ter o reencontro da turma semana que vem, você tem que ir!". Cris avisou.

"Não sei se eu poderei...".

"Por favor, Lisa!".

Cuddy sabia que talvez fosse demais para ela e House, duas semanas seguidas de compromissos sociais. No mais, ela não via aquelas pessoas desde que concluiu o ensino médio.

"Eu vou pensar". Ela disse tentando evitar olhar para House.

E ele evitou expressar qualquer reação. Ele estava lá por Cuddy, para ser um bom namorado, mas não sabia como reagiria se forçassem muito a situação.

"Bom, vocês querem beber alguma coisa?". House perguntou solicito tentando ser educado e mudar de assunto.

Todos fizeram seus pedidos e a pior hora começou, para House, a hora da conversa.

"Você viu o último jogo dos Patriots?". Brandon perguntou para ele.

"Eu não sou um cara de esportes". House respondeu.

"Sério?".

"Sim. Eu prefiro outros entretenimentos". House respondeu tentando ser simpático.

"Quais?".

"Clube do livro, por exemplo". Ele respondeu sarcástico e Cuddy franziu a testa esperando pelo pior.

"Eu estou brincando". House falou divertido.

Todos na mesa riram. Cuddy respirou aliviada.

"Eu tenho pouco tempo para acompanhar esportes, meu trabalho exige turnos diversos e quando tenho algum tempo livre e posso ficar com minha namorada e a filha dela, eu prefiro focar em outras coisas". Ele respondeu e Becca suspirou.

"Aprenda com ele, Brandon". Ela disse provocando o marido.

Cuddy gostou da resposta do namorado e sorriu. Apesar dele estar forçando a barra, era agradável sentir-se especial em frente as amigas.

O jantar seguiu com House em seu melhor comportamento, ele conquistou todos na mesa, exceto Brandon que queria matar o sujeito que estava agradando as mulheres. Cuddy estava tão solta, leve e feliz que deixou de lado toda e qualquer cautela. House era o homem que ela queria do lado, definitivamente. Em dado momento Cuddy fingiu receber uma ligação do hospital. "Me desculpem, mas eu preciso roubar House por um minuto".

"Não! Ele estava contando uma história...". Cleo contestou.

"Eu já volto para terminar a história, o final será surpreendente".

Elas concordaram e ele saiu com Cuddy.

"O que foi?".

Cuddy o prensou na parede do corredor. "Olá Dr. House sedutor. Você fez todas as minhas amigas se apaixonarem por você".

"Até as lésbicas?".

"Principalmente elas". Cuddy respondeu sorrindo.

"Eu sou bom assim".

"Quando você quer...".

"Você me ama de qualquer jeito, quando me comporto bem ou não. Na verdade... Você até prefere quando eu me comporto mal". Ele disse malicioso fazendo Cuddy o beijar com intensidade. As mãos dele correram para baixo, mas ela interrompeu o beijo.

"Calma aí, meu garanhão".

"Você quer me deixar louco?".

"Em casa". Ela sorriu e saiu.

"Então o que foi tudo isso?". Ele conseguiu dizer antes dela se afastar.

"Preliminares".

House balançou a cabeça frustrado. 'Essa mulher ainda me mata'.

De volta a mesa House continuou sua performance. Ao final, todas imploravam para Cuddy ir ao encontro dos ex-alunos do ensino médio e levá-lo.

No carro a caminho de casa eles mal conseguiram não se tocar. Quando chegaram em casa nem a porta eles conseguiam abrir antes de se agarrarem.

"Os vizinhos vão reclamar...". House avisou. "Somos novos no bairro".

"Que se danem os vizinhos!".

"Wow, ansiosa. Eu gosto...". Mas ele foi interrompido pelo rompante apaixonado dela.

Cuddy arrancou com urgência a roupa dele e a própria, ela era a própria imagem da mulher excitada e com urgência.

"Se eu soubesse que me comportar bem faria isso com você... Devia ter feito isso há muito tempo".

Primeiro eles fizeram sexo quente. Tão quente que os vizinhos certamente ouviram, sorte Rachel não estar em casa. Depois eles fizeram amor suave. O fato é que Cuddy estava tão extasiada. Os últimos meses haviam sido maravilhosos, ela nunca esteve mais feliz em um relacionamento. Essa noite, o sexo, o amor, a convivência, o desejo... Ela se permitiu se soltar definitivamente.

"House... Case-se comigo!".

Ele olhou pra ela ainda suado e riu.

"É sério!".

"Você está mesmo me pedindo em casamento depois do sexo? Quão clichê é isso?".

"Não me importa, eu te amo, eu estou muito feliz, seremos pais...".

"De onde vem isso?".

"Eu acabei de explicar".

"Isso só pode ser hormonal".

"Não, é real". Ela começou a mudar a fisionomia antes relaxada.

"Cuddy, não vamos estragar um bom momento com essas bobagens institucionais".

Ela se levantou tão rapidamente que ele mal teve tempo para pensar. Cuddy foi em direção ao banheiro e se trancou. House a ouviu chorando, então ele respirou fundo e foi até a porta.

"Cuddy abra!".

"Não!".

"Vamos conversar".

"Não!".

"Eu não sabia que você queria se casar".

"Como você não sabia? Eu disse várias vezes que gostaria de vestir branco no meu casamento".

"Mas era uma forma de dizer...".

"Não, não era".

"Mas por que você quer se casar se estamos tão bem?".

"Será que é exatamente por isso?".

"Estar bem não significa que algo tem que mudar, podemos viver isso, sabia?". House estranhou estar dizendo aquela frase, ele que sempre foi pessimista e esperava o pior a cada momento.

"House, me deixe sozinha".

"Eu não vou deixar você trancada no banheiro a noite toda".

Silêncio. Alguns minutos depois a porta se abriu e ela estava com os olhos inchados de chorar, passou por ele em direção a cama. "Não fale comigo hoje, por favor".

"Cuddy seja razoável".

"Eu estou sendo. Por favor, me dê espaço".

"Você quer que eu saia?".

"Não, só... A cama é grande, fique do seu lado".

House respirou frustrado em como tudo mudou tão de repente. Mas ele iria respeitar o tempo dela e deitou-se bem afastado.

Naquela noite nenhum deles dormiu.


No dia seguinte, sábado, House acordou e estranhou o silencio. Rachel geralmente deixava a televisão alta aos sábados, havia vozes femininas pela casa. Então ele foi até lá. Nada... Ninguém... Apenas um bilhete na geladeira.

Ai ele se lembrou que Rachel não estava em casa. Leu o bilhete.

Eu preciso ficar só. Por favor não tente falar comigo e nem me localizar, estou bem e Rachel também. Só preciso de um tempo.

C

Continua...