Mais um capítulo quentinho saindo do forno. Espero que apreciem!
Capítulo 16 – A borboleta selvagem
"Quem teve essa ideia estúpida de te acompanhar nesse encontro do ensino médio?". House reclamava a caminho do evento.
Após a decisão dos nomes das meninas eles informaram Rachel que amou. Afinal, ela amaria qualquer coisa sobre as irmãs, ela estava feliz demais com a chegada de duas meninas. Blythe ficou eufórica, ela e Cuddy passaram a falar regularmente, ambas estavam se dando bem. Arlene, por outro lado...
"Que nomes ridículos são esses?".
"Não são nomes ridículos".
"Deixa Cuddy, o que uma mulher que se chama Arlene pode saber sobre nomes...". House dizia bem humorado.
"Pois saiba o senhor que eu nomeei minhas filhas com dois belos nomes".
"Joy e Jordan também são dois belos nomes". Cuddy falou.
"Joy Ann? Jordan Iris?".
"Boa coisa é que não precisamos dar qualquer satisfação para você, velha com os cabelos de fogo". House respondeu.
"Pelo menos vocês finalmente vão se casar". Arlene falou vitoriosa.
"Não por que você quer isso". House respondeu.
Arlene riu.
"Você não tem nada a ver com isso".
"Ok bastardo, independente da razão, vocês finalmente tomarão vergonha na cara e oficializarão essa sem vergonhice".
House mostrou a língua pra ela.
"Quão adulto!". Arlene balançou a cabeça.
"Mamãe, você está se alimentando bem?". Cuddy perguntou preocupada.
"Olha o tamanho dela, Cuddy. Claro que ela está comendo tudo o que vê. Mais do que você...".
"Falando nisso, segunda-feira farei os exames". Arlene informou sem dar atenção ao que House dizia.
"Já? Como passou rápido". Cuddy disse, pois ela esteve envolvida com tanta coisa que nem viu as semanas passando.
"Pra você que não a acompanhou em cada sessão de quimioterapia passou rápido, já pra mim...".
"Cala a boca! Você amou cada minuto disso". Arlene o provocou.
House riu alto exageradamente escandaloso. "Eu só espero que meu sacrifício tenha valido a pena e que essas células defeituosas tenham sido eliminadas em sua maior parte".
"Você precisa de companhia para te acompanhar enquanto você faz os exames, mamãe". Cuddy falou. "Você não deve ir sozinha".
"Julia irá comigo".
"Oh, agora ela vai? Que surpreendente".
"Eu não quero incomodar o seu noivo bastardo".
"Oh Graças a Deus!". House disse.
"Mas ele irá comigo quando eu for levar os exames ao meu médico".
"O quê?". House perguntou confuso.
"Eu quero um médico comigo. E um dos chatos".
"Você acha que eu sou o seu babá? Ou o seu enfermeiro, velha louca?".
"Não, eu acho que você é o noivo da minha filha, pai das filhas dela e não vai querê-la infeliz".
"Você não vale nada". House respondeu.
"Que bom que nos entendemos".
Essa era a maneira de Arlene mostrar que confiava e gostava da companhia dele.
"Como disse, eu sinceramente espero que todo o meu tempo tenha valido a pena".
Essa era a forma de House mostrar que se importava.
Eles eram assim.
House ajudou Cuddy a descer do carro, pois eles haviam chegado ao local do encontro com os colegas do ensino médio de Cuddy.
Ela vestia um vestido solto, bem conveniente para uma gestação gemelar, mas ainda assim a deixava bem. Muito bem. House estava orgulhoso de como sua namorada ficava gostosa mesmo grávida.
"Eu devo encontrar aqui o cara que tirou a sua virgindade e a deixou tão sedenta por sexo realmente bom que fez com que você me atacasse na faculdade?".
Ela riu. "Espero que não".
"Oh, vamos ver se o atleta virá reencontrar a antiga líder de torcida".
"Eu não era uma líder de torcida".
"Você entendeu...".
Ela balançou a cabeça, ajeitou o vestido e pegou na mão dele para entrarem.
"Você me prometeu se comportar".
"Eu vou tentar".
"House!".
"Eu serei o homem mais sedutor dessa festa, suas amigas vão morrer de inveja de você".
"Menos...".
"Nem mais nem menos, comigo é sempre assim: no limite".
Cuddy respirou fundo. Ela estava preocupada.
Ele a pegou pela mão e entraram. Todos viraram para olhar. Aquela era Lisa Cuddy? A garota popular do ensino médio?
"Lisa?". Uma loira se aproximou.
Cuddy gelou. "Olá".
"Oh meu Deus, eu não acredito!". A mulher a abraçou.
"E ele é seu marido?".
"Eu sou o noivo dela, por enquanto".
"E pai do rebento, imagino...". A mulher disse.
"Sim. House... Gregory é meu noivo e pai de meus gêmeos".
"Oh meu Deus! Gêmeos? Tinha que ser Lisa Chuta Bundas Cuddy". A mulher disse. "A borboleta selvagem".
House segurou uma risada. Cuddy apertou a mão dele.
"Desculpe a falta de educação". House disse gentil. "Você é?".
"Wilma".
"Oh, Wilma. Muito prazer! Eu sou Gregory House".
"Cuddy estava vermelha".
"Oh Greg, posso te chamar assim?".
"Claro".
"Lisa era uma figura no ensino médio. Fez muitos garotos chorarem por ela. Nós fazíamos algo hilário... Eu dizia que Lisa estava a fim do garoto e ele ia a esperar no pátio, mas mandávamos Nora, que era uma gorda bem feia, no lugar dela". A mulher ria. "Isso era muito engraçado".
House olhou surpreso para Cuddy que corou ainda mais. "Eu não me orgulho disso".
"Ah... Mas nos divertimos. Lembra-se de Nolan? Ele te amava e você só o esnobava. Ele está aqui".
House estava surpreso com as revelações. "Ora, ora... Quer dizer que você era uma borboleta selvagem?".
Cuddy olhou feio para ele. "Eu preciso ir... Acabei de chegar e quero ver todos".
"Oh claro!".
Cuddy puxou House de lá. "Eu não me orgulho de algumas atitudes imaturas que tomei em minha adolescência, e essa mulher é maligna, não quero ficar perto dela".
"Pareceu-me que você se divertiu muito... Só não sabia que você fazia bulling e era gordo fóbica".
"Eu era imatura".
"Lisa!".
"Oh Becca, graças a Deus!". Cuddy sentiu um imenso alivio. "Pensei que só encontraria gente que não gosto aqui".
"Você já viu Wilma?".
Cuddy acenou com a cabeça.
"Oh, sinto muito por isso!".
"Como eu consegui ser amiga dela?".
"Me pergunto isso há cinco minutos". House falou divertido.
"Ela é insuportável. Eu vou procurar Cris pra trazê-la aqui". Becca avisou.
"Ok".
Nesse momento Lisa viu Fred, o atleta com quem ela perdeu a virgindade.
"Oh, podemos ir pegar uma bebida?". Ela tentou arrastar House que percebeu a coisa toda.
"Ele é o cara?".
De repente Lisa olhou melhor e Fred estava muito fora de forma, completamente diferente do cara que ela se lembrava.
"Sim". Ela respondeu por osmose.
"Então ele já foi atleta um dia, pois agora o máximo de esporte que ele faz é levantar o copo de cerveja".
Cuddy riu.
"Não gosto de pensar que ele já esteve... onde eu estou atualmente, se é que me entende. Nas profundezas profundas de Lisa Cuddy".
"House!". Cuddy disse em um misto de irritação e vergonha.
"Ei Lisa". Era Wilma outra vez.
"Você viu Cris? Sabe que ela é lésbica? Trouxe até a namorada. Que audácia!".
"Eu sou amiga de Cris e de Cleo, sua esposa. Não acho que seja de bom tom você falar assim". O rosto de Wilma corou.
"Não fez no passado, está corrigindo no presente". House falou sarcástico. "Boa garota".
Wilma saiu de lá muito irritada.
"Agora entendo o apelido de borboleta selvagem".
"House, por favor!". Cuddy disse arrependida de ter ido àquele evento.
"Lisa Cuddy!". Um homem se aproximou.
"Desculpe... Não te reconheço".
"Sander".
"Oh, Sander?".
"Sim".
"Você está diferente".
"Todos dizem isso".
"Que bom vê-lo!". Cuddy disse o cumprimentando. "Esse era um colega de classe". Ela apresentou para House.
"Você é um cara sortudo. Lisa sempre foi gentil comigo, apesar de minha origem. Eu não era de origem judaica e ela nunca me discriminou por isso. Até me ajudou com matemática".
"Matemática? Eu não sabia que você era boa em matemática".
"Não era tão boa...". Cuddy disse.
"Eu é que era muito ruim mesmo".
Eles riram.
Quando Sander se foi...
"Você estudava matemática no seu quarto?".
"Tire sua cabeça da sarjeta! Ele sofria muito preconceito e eu só queria ajudá-lo".
"Estou confuso. A borboleta selvagem também era a borboleta gentil?".
"O ser humano é complexo". Ela respondeu divertida. "Sobretudo os adolescentes".
Então Becca voltou com seu marido, Cris e Cleo. House pegou uma cerveja e tentou ignorar o marido da amiga de Cuddy, aquele cara era extremamente entediante.
Após alguns minutos Fred se aproximou quando Cuddy estava voltando do banheiro".
"Quer dizer que você virou uma dançarina de clube de stripper e engravidou do cliente velho?".
"O quê?". Cuddy perguntou confusa.
"É o que dizem por aí".
"Quem diz isso?".
"Wilma".
Cuddy balançou a cabeça. "Exatamente isso. Só que aquele cliente velho tem a maior bengala que eu já vi, e ele sabe como usá-la".
Fred corou.
"E também é um médico renomado. E eu também, sou reitora de hospital durante o dia e dançarina a noite. Considero isso um hobby".
E ela se afastou deixando Fred confuso. Ele nunca foi muito inteligente mesmo, não mudou nada.
"Olha que absurdo!". Cuddy contou a fofoca mentirosa que Wilma estava espalhando.
"Oh, mas isso é um prato cheio para a borboleta selvagem agir". House disse.
"Ele sabe do seu apelido?". Cris perguntou rindo.
"Wilma!".
"Ah, claro que sim".
"O que você sugere?". Cuddy perguntou.
"Vingança pelos velhos tempos!". House disse.
"Eu gosto de como você pensa!".
"Então... Que tal...". House cochichou.
"Estou dentro!". Todos disseram.
Minutos depois...
"Ei você é Wilma, certo?".
"Sim. Claro que sim. E você?".
"Eu sou Becca".
"Oh sim, a nerd da sala 10".
"Pode se dizer que sim". Becca engoliu a raiva e tentou disfarçar.
"Você está bem? Casou-se? Posso ver a aliança em sua mão".
"Sim, me casei e estou muito bem, obrigada. Mas Lisa nem tanto". Becca começou a colocar em pratica o plano.
"Por quê?". Wilma perguntou curiosa.
"Porque o noivo dela é muito devasso... Com certeza por ser bilionário ele pensa que pode fazer o que bem entender".
"Oh... Eu sabia! Bilionário?".
"Ele é um famoso herdeiro que não faz nada da vida além de... sexo insano. Dizem que ele é o rei do sexo e que ele é muito generoso com as mulheres. Para Lisa ele já deu casa, carro e muitas joias".
"Uhh...".
"Ele é ufólogo, paga milhões para ir atrás de alienígenas pelo mundo a fora".
"Sério?".
"Sim. Ele é um alienado. Mas dizem que é um gênio e muito rico".
"Por isso Lisa engravidou dele".
"Claro que sim!".
"Eu sabia que Lisa não iria estragar o corpo dela com uma gestação a toa".
"E o mais esquisito é que ele me perguntou sobre você, parecia interessado".
"Realmente?".
"Sim".
Nesse momento Wilma abriu um sorriso e ajeitou o cabelo.
"Mas você é casada, certo?".
"Divorciada".
"Oh".
"Onde ele está?".
"Gregory?".
"Isso".
"Eu o vi indo para aquela direção". Becca apontou o jardim.
"Ótimo! Distraia Lisa por mim".
E a mulher saiu.
"Tão fácil! Tanta vaidade que fica cega". Becca falou sozinha.
Todos foram para aquela direção quando Becca e Cris deram o sinal e ficaram observando a chegada de Wilma. Ela encontrou Fred no jardim.
"Eu sempre soube!". O homem correu em direção à Wilma.
"O quê?".
Mas não houve resposta, o atleta fora de forma a pegou nos braços e a beijou.
"Você está louco?". Wilma se afastou.
"Você sempre foi apaixonada por mim".
"Do que você está falando?".
Ele foi novamente para cima dela.
"Me solta! Me solta!".
"Mas você me chamou...".
"Você está louco?".
"Aquela morena lésbica me disse".
Nesse momento Wilma se tocou sobre o que acontecia ali enquanto a turma de Cuddy ria. House cumprimentou a namorada com um gestual adolescente.
"A borboleta selvagem ataca novamente".
Eles riram.
Antes de ir embora Cuddy encontrou um sujeito que a lembrou de alguém. "Nolan?".
"Lisa Cuddy?".
"Sim. É bom te ver". O sujeito estava sozinho, como costumava acontecer no passado.
"Sim". Ele respondeu sem graça.
"Me desculpe por tudo... Pelo bullying, pelas ofensas e brincadeiras sem graça".
Nolan arregalou os olhos.
"Eu era uma adolescente estúpida as vezes".
"E quem não é?".
"Você era legal".
"Eu era um idiota".
"Eu também".
Ele sorriu.
"Espero que você tenha uma boa vida".
"Eu sou enfermeiro".
"Oh, sério? Eu sou médica e esse é meu noivo também médico".
"Você sempre foi inteligente".
"Se você precisar de alguma coisa me encontra no Princeton Plainsboro".
"Realmente? Pois eu estou desempregado...".
"Me mande o seu currículo".
"Obrigada!".
Cuddy sorriu e puxou House de lá.
"Como você acha que me sentirei sabendo que você dará emprego para um admirador antigo?".
Ela sorriu. "Mas ele tinha um crush em mim, a recíproca nunca foi verdadeira. Só que eu fui maldosa, preciso compensar se a vida está me dando essa oportunidade".
"Então eu estou ferrado".
"Por quê?".
"Se eu tiver que compensar tudo o que fiz na adolescência... Onde estão todas as moças que eu levei para o mau caminho? Serão longos meses à procura...".
"Cala a boca!".
House riu e eles saíram de lá.
Em casa Cuddy não deixou House entrar antes de atacá-lo. Ela estava hormonal, com desejo, parecia uma leoa predadora. Ao final ficaram abraçados e deitados juntos, cada vez era um desafio maior e maior abraçá-la com a barriga tão avantajada.
"Eu me sinto sua".
"O quê?". House perguntou sonolento após o sexo.
"Eu me sinto completamente sua com esses seus bebês dentro de mim".
House sorriu com o comentário inesperado.
"É como se você me possuísse completamente. Colocou os seus genes dentro de mim pra reafirmar isso".
"É porque eu sou bom assim".
"Eu te amo!". Ela se virou e o beijou com intensidade.
Nesse momento eles sentiram movimentos no ventre dela. Cuddy sorriu.
"As gêmeas estão alvoroçadas".
"Joy e Jordan, as chame pelo nome".
"O grande J feminino dessa família está alvoroçado".
"É porque elas te amam também".
"Elas não têm consciência pra decidir isso".
"Isso não é algo consciente".
"Se fosse você jamais...".
"Eu amo te amar!". Cuddy o cortou. "Assim como Wilson, sua mãe e Rachel. Jordan e Joy não terão escolha, você é irresistível".
Ele riu acanhado, Cuddy tinha esse poder de deixá-lo desconfortavelmente feliz.
Continua...
