Desejo um Feliz Natal a todos os amigos que seguem essa fanfic. Tenham um Natal iluminado!


Capítulo 18 – Momentos difíceis

Ele acordou pela manhã e sentiu um desconforto. Estava úmido, molhado. Oh Deus, não! Ele não urinou na cama ao lado de sua noiva que havia feito uma cirurgia recente, não é? Nervoso ele colocou a mão. Sangue?

"Cuddy... Cuddy?". Ele levantou-se tão rápido que sobrecarregou a perna.

"O quê?".

"Você está... sangrando!".

"O quê?". Ela se assustou.

Era muito sangue. House entrou em pânico. "Enfermeira!".

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House correu para chamar alguém. Ele estava em pânico realmente, havia esquecido qualquer coisa sobre medicina, naquele momento ele era um homem comum desesperado com o sangue que vinha de sua noiva.

As enfermeiras entraram acompanhadas por um médico que estava de plantão.

"Vamos levá-la para a sala de cirurgia".

"O quê?". House perguntou completamente chocado.

"Ela precisa de cirurgia".

"O quê?". Agora foi Cuddy quem perguntou.

"Você teve um rompimento uterino, precisa de cirurgia urgentemente". O médico explicou.

"E quem fará isso?". House perguntou preocupado.

"Rompimento uterino?". Cuddy perguntou ainda em choque.

"Não temos tempo... A pressão começou a reduzir". O médico falou começando a levar Cuddy imediatamente dali.

"Brandon!". Cuddy ordenou que ele parasse.

"Dra. Cuddy, você precisa de cirurgia imediatamente". O médico respondeu.

House pegou o telefone e ligou para seu funcionário.

"Chase, preciso de você aqui e agora!".

"O que houve? Paciente?".

"Cuddy. Você precisa entrar na sala de cirurgia".

"Dr. House, temos outros médicos". Dr. Brandon falou.

"Eu confio em Chase, não confio em nenhum outro de vocês".

"House!". Cuddy o chamou.

"Vai ficar tudo bem. Chase vai chegar!".

"Se algo acontecer...".

"Nada vai acontecer!".

"Cuide das meninas. Das três".

"Cala a boca Cuddy!".

"Por favor! Prometa!".

"Você estará comigo!".

"Por favor!".

Os médicos e enfermeiras começaram a levá-la rapidamente ao centro cirúrgico.

"Por favor!". Ela pediu pela ultima vez enquanto House andava o mais rápido que podia ao lado da maca pelos corredores do hospital.

"Eu prometo!".

Ela deu um último olhar de alivio para ele e foi levada dali.

House estava totalmente em choque. Ele não sabia o que fazer. Tudo parecia um sonho, um pesadelo.

"Dr. House". Uma enfermeira neonatal se aproximou.

"Sua filha, Joy, ela… teve uma piora".

"O quê?".

"Venha!".

House correu com a enfermeira, ele não queria sair de perto de Cuddy, mas sua filha precisava dele. Cuddy esperava que ele estivesse lá para a menina enquanto ela não podia estar.

"A condição respiratória dela se agravou, pensamos que é bom um pai por perto, isso trás efeitos melhores do que o imaginado".

"Você está dizendo que minha filha vai morrer e você quer que eu me despeça dela?".

"NÃO! Ela só está pior e precisa sentir a presença de um dos pais. Como Dra. Cuddy...".

"Sim". House a cortou bruscamente. Ele se vestiu, higienizou-se e entrou na UTI Neonatal.

Ele ficou ali olhando para Joy que respirava com dificuldades, um ser tão pequeno e fazendo tanto esforço para puxar o ar. Como alguém pensa que Deus existe? Que Deus permitiria que isso acontecesse?

O coração de House doía, Cuddy estava no centro cirúrgico com um órgão rompido e hemorragia. Sua filha naquela situação... Era demais pra qualquer um.

Ele colocou o dedo sobre o peito da menina, se ele pudesse, ele mesmo puxaria o ar para ela, ele doaria o seu pulmão, sua vida. Aquilo era amor incondicional? Ele só sabia que doaria tudo o que tinha por qualquer uma delas, e Cuddy, e Rachel.

"Ei garota, você tem o nome que sua mãe sempre sonhou em colocar em uma filha. Joy! Quer dizer alegria. Você será a alegria de nossas vidas, você tem muito pela frente. Trate de fazer esse pulmão puxar muito ar porque é um longo caminho a percorrer para me fazer feliz". Ele disse sarcástico. "Eu sou complicado garota, desculpe por isso. Mas a sua mãe é incrível! Ela será a melhor mãe que você podia querer. Ela é ótima mãe, administradora, filha, namorada. E eu idiota pensando mil vezes antes de me casar com ela? Quão idiota eu sou, hein? Espero que você não puxe a mim".

De repente lágrimas desciam pelo rosto dele.

"Eu não tenho muito jeito com as coisas, mas... Eu prometo que vou tentar. Se eu tiver outra chance de fazer melhor com sua mãe, e com vocês.
Sabe... você tem uma irmã incrível também, Rachel. Ela é uma garota diferente dessas meninas chatas e mimadas, culpa de sua mãe que soube como educá-la, pois eu não estive lá desde o início, mas com vocês... Eu estarei! Prometo que tentarei não estragar muito as coisas".


Chase chegou e foi direto para a sala de cirurgia.

"O que você está fazendo aqui?".

"Cumprindo ordens do meu chefe e também porque eu quero ajudar".

O médico responsável pela cirurgia bufou, mas seria inútil contestar.

Cuddy teve um rompimento uterino realmente, seu útero se dilatou demais para a gestação e demorou para regredir, apesar de toda a medicação.


"O quê?".

"Sim Dr. Wilson. É de dar pena do Dr. House". Uma enfermeira o informou assim que Wilson chegou ao hospital naquele dia.

"Como está Cuddy?".

"Em cirurgia. Dr. Chase está no centro cirúrgico".

"E House?".

"Com a filha".

"Oh... Eu vou ao centro cirúrgico". Ele disse e se dirigiu para lá.


House ficou ali, calado, enxugando as lágrimas e com os dedos no tórax de sua pequena filha. Ele não podia admitir que entubassem a menina, não... Ela era muito pequena. House então elevou os seus pensamentos para qualquer ser superior que pudesse existir e pediu com fervor, se alguém existisse que deixasse sua família bem. Ele riu dessa coisa estúpida, mas o desespero faz os homens tomarem medidas estúpidas.

De repente ele notou um choro, era Joy. Ele se assustou. "O que houve filha?".

A menina chorava e chorava. A médica plantonista chegou e pegou a menina para examinar. House tremia.

"Ela está respirando melhor. O choro dela está mais forte, o pulmão está trabalhando bem".

"O quê?".

A médica riu. "Não sei o que você fez, mas funcionou".

"Realmente?".

"Sim. Veja...".

A médica passou o estetoscópio para ele.

"Parece... normal".

"Exatamente!".

House sorriu aliviado.

"É importante você estar aqui. A presença dos pais, isso pode mudar tudo".

"Se precisar eu fico aqui 24 horas".

A médica sorriu. Era diferente ouvir tanta coisa sobre Dr. House e vê-lo como um pai atencioso agora. "Ela vai dormir, você pode ir. Soube sobre Dra. Cuddy, ela precisa de você agora, mas ela ficará bem, tenho certeza disso".

House respirou fundo, por um momento ele havia se esquecido disso. Como ele pode se esquecer? O que ele faria sem Cuddy?

"Ok".

E aconteceu exatamente assim. Joy foi alimentada por House, ele a segurou e a alimentou. Parecia bobagem, mas aquilo significou muito para ele. Depois Joy dormiu e ele foi até o centro cirúrgico. Jordan estava bem, era uma garota forte, não precisava dele agora. Cuddy sim.

"House, como você está?". Wilson estava na sala de espera quando House chegou. House ainda tinha sangue em suas roupas, era um tanto chocante aquela cena.

"Como está Cuddy?".

"Eles ainda não vieram dizer nada, estão no meio da cirurgia".

"E Chase?".

"Está lá".

"Bom".

"House, eu sei que é um saco tudo isso...".

"Wilson, sem sermão do conforto, por favor".

"Ok".

"Ok".

"E Joy?".

"Está melhor".

"Oh, que bom!".

"Sim".

E eles sentaram em silêncio por uns cinco minutos. A mente de House estava em todos os lugares ao mesmo tempo.

De repente eis que surge Julia, John e Rachel.

"House!". A menina correu para ele.

"Ei". House respondeu surpreso e tenso.

"Cadê minhas irmãzinhas?".

"Elas estão dormindo".

"Quero ver!".

"Eu sei. Depois nós vamos, Rachel".

"Cadê Cuddy? O que houve?". Julia perguntou para Wilson.

"Ela está em uma cirurgia".

"O quê? Por quê?".

Wilson explicou.

"Oh meu Deus!".

"Acalme-se! Ela ficará bem".

"House!". Julia correu para ele.

"Julia controle-se! Rachel...".

"Oh...".

Como se não pudesse piorar...

"Filho!".

"Mãe!".

Ela o abraçou. "Como eu estou feliz!".

Wilson estava compadecido pelo amigo que só queria um pouco de paz e silêncio.

"Mãe, não é uma boa hora".

"O que houve?".

House olhou para Wilson que se aproximou de Blythe e a levou com ele. House pegou a mão de Rachel e saiu de lá.

"Vamos dar uma volta?".

"Sim!".

Ele levou a menina até o telhado do hospital, afinal, haveria melhor lugar para se estar sozinho e sentindo o vento que parecia levar embora todos os problemas?

"Nossa, que legal aqui!".

"É o telhado".

"Legal!".

Ela sorriu. "Rachel, sua mãe está passando por uma cirurgia".

"O que é isso?".

"Os médicos estão abrindo a barriga dela pra consertarem".

"Como naquele jogo?".

"Exatamente".

"Mamãe vai ficar boa".

Ele só queria ter a certeza que a ingenuidade da menina proporcionava.

"Venha aqui!". Ele levou a menina até uma área no telhado onde ela podia ver os arredores.

"Wow!".

"Ali fica nossa casa. Naquela região atrás das árvores".

"Eu não a vejo".

"É que ela fica escondida, e bem pequenininha daqui".

"É engraçado!".

"O que é engraçado?".

"Que nossa casa é grande, mas aqui ela fica pequena".

Ele sorriu. "Sim, é verdade".

House ficou ali por alguns minutos. A presença de Rachel o acalmava.


"Onde ele está?".

"Ele foi dar uma volta para arejar a mente". Wilson respondeu Julia.

"E deixou minha irmã?".

"A sua irmã está em cirurgia". John falou irritado. A dramaticidade de Julia o incomodava.

"Olá, sei que não é a hora mais propicia, mas eu sou a mãe de House". Blythe disse.

"Oh, muito prazer!". Julia respondeu.

"Como estão as meninas?".

"Bem. Estão na UTI neonatal por precaução".

"Oh, mas elas estão bem mesmo?".

"Sim! Joy teve um problema respiratório mas já está melhor".

"Graças a Deus!". A senhora respondeu.

Todos ficaram ali, meio sem graça, tensos e preocupados. Até que House apareceu.

"Filho...".

"Mãe essa é Rachel".

"Que menina linda!". A senhora respondeu abaixando para cumprimentar a garotinha.

"Ela é minha mãe". House explicou pra Rachel.

"Que legal!". A menina estava dizendo muito isso atualmente. Era uma fase.

"Você é linda, sabia?".

"Sim".

Todos riram. A menininha era a única coisa que ajudava a desanuviar o clima. Naquela sala fria e tensa a menina e sua graça davam certa leveza para o ambiente. Blythe e a garotinha se deram bem logo de cara. House estava mais calado, na expectativa de uma noticia a qualquer momento.

De repente Chase saiu. House gelou.

"A cirurgia terminou. Nós pudemos conter o sangramento e o útero já está integro novamente".

"Ela não precisou retirá-lo?". House perguntou.

"Não".

"Ótimo".

"A pressão arterial está sob controle, mas ela precisou de uma bolsa de sangue".

"Ok".

"Ela está repousando e vamos observar nas próximas horas".

"Quero vê-la!".

"Ainda é cedo".

"Quero vê-la!". House insistiu.

"Ok". Chase sabia que aquela seria uma batalha perdida. "Eu vou levá-lo, ela está na sala pós-cirurgica".

House foi com ele.

"Você devia tirar essa camiseta e essa calça". Chase disse.

"Por quê?".

"Há sangue por toda parte, não é uma boa impressão".

"Isso não é nada. O que vi foi mais assustador".

"Imagino".

"Como estava o útero?".

"Não tão mal... Parecia pior antes de abrirmos".

Quando House chegou ele viu sua noiva branca como papel. Ela ainda estava dormindo profundamente. Era a segunda Cuddy do dia que estava passando por uma situação difícil e isso o deixava em frangalhos.

"Vou deixá-los a sós".

House não respondeu, só se aproximou dela e com cuidado a tocou.

"Ei, eu estou aqui".

Nenhuma reação.

"Eu estava com Joy. Ela estava passando por dificuldades em respirar, mas de repente ela se superou e começou a respirar e a chorar como uma verdadeira Cuddy. Ela é forte! Ela está bem agora".

House segurava a mão gelada de Cuddy e apertava para que ela sentisse que ele estava ali.

"Eu queria que você visse Joy respirando como uma campeã. Essa menina será especial. O nome que você deu fará todo o sentido". Ele tentava estimulá-la. "Jordan não teve nenhum problema, ela chegou sabendo o que fazia, impressionante. É como se ela nem precisasse de nós".

"Dr. House, precisamos que saia".

"Eu sou médico".

"Mas não o médico dela. Dra. Cuddy precisa descansar, ela perdeu muito sangue".

"Mas ela está bem agora. Ouviu Cuddy: Você está bem agora".

"Sim, ela está bem, mas ainda precisa se recuperar".

"Ok, eu vou. Só me dê mais um minuto".

"Um minuto".

Quando estava sozinho House beijou a testa de sua noiva carinhosamente. "Você tem que saber que eu quero me casar com você assim que você estiver recuperada. Não me importa se será aqui no hospital, na sua casa, onde for... Eu só quero me casar com você".

Então ele saiu.

Continua...