Espero que gostem do capítulo a seguir. ;)
E Huddy nunca vai morrer (apesar de David Shore etc e etc).
Capítulo 21 – Coisas de bebês
Naquela tarde, enquanto ele tentava se concentrar no diagnóstico depois de uma noite mal dormida...
"Greg!".
Todos olharam para a porta e lá estava a morena. House sentiu que viajou no tempo, de volta para o passado.
"Stacy?".
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Chase arregalou os olhos, Foreman tossiu, Taub e Masters pareceram não entender a reação dos dois.
"Posso falar com você?".
"Eu estou no meio de algo importante aqui".
"É apenas um minuto". Stacy insistiu.
"Um minuto pode decidir se esse pobre homem viverá ou morrerá".
"A paciente é uma mulher". Masters o corrigiu e House olhou feio pra ela.
"Independente... Eu prezo pela vida humana".
"Greg, o seu time pode tocar o diagnóstico por cinco minutos? Eu sei o quanto você se importa com a vida, prometo não te prender demais".
House respirou fundo e levantou-se com dificuldade caminhando até seu escritório anexo.
"Eu te pago um café. Que tal?".
"Eu não estou com sede".
"Mas eu não me alimentei ainda. Por favor! É só um café...".
"Um café apenas".
"Certo".
E saíram.
"O que aconteceu aqui?". Taub perguntou curioso.
"Essa é a ex-namorada dele". Chase falou.
"Ex-namorada de House?". Masters estranhou.
"Na verdade eles viveram juntos por anos. Era mais como: O amor da minha vida".
"O quê?". Taub estranhou.
"Até que aconteceu o que aconteceu com a perna dele".
"E Cuddy?".
"Cuddy sempre foi a mulher certa pra ele". Foreman disse. "Agora vamos focar no paciente".
"NÃO!". Todos responderam.
"Ela era o amor da vida dele antes da perna e antes de Cuddy". Chase explicou.
Foreman riu.
"O que foi?".
"Ela nunca foi o amor da vida dele, essa sempre foi Cuddy".
Agora foi Chase quem não entendeu nada.
"Eles estiveram juntos e se deram bem por alguns anos, mas aí veio a perna e... só o amor verdadeiro suporta o que Gregory House se tornou".
"Faz sentido". Masters disse.
"Você romantiza muito as coisas". Chase deu de ombros.
"Oh não, você é quem se envolveu com Cameron e quem se acabou com o divórcio".
"Eu não me acabei...".
"Saí com todas as mulheres de Nova Jersey pra compensar".
"Cala a boca! Desde quando isso é sobre mim?".
E a discussão continuou.
"Obrigado pelo café". House disse assim que ela lhe trouxe o copo quente.
"Por nada!".
Ficaram um tempo sem palavras enquanto estavam sentados no restaurante. Quem passava olhava intrigado para os dois ex-namorados, o hospital inteiro sabia sobre Stacy.
"Greg eu... Suas filhas nasceram?".
"Sim, Joy e Jordan".
"É estranho...".
"Eu imagino que sim".
"Você nunca quis filhos".
"Mas sempre gostei de sexo, as vezes as coisas acontecem. Uma coisa leva a outra".
"Você sempre me questionava sobre os anticoncepcionais. Você tinha pânico em pensar que eu podia pular algum".
"Você também não queria ter filhos, você tinha mais pânico do que eu".
"Porque eu estava batalhando por minha carreira. Não era o momento".
House não estava entendendo o rumo que aquela conversa estava tomando.
"Stacy eu tenho um paciente. Na verdade, uma paciente".
"Eu sei".
"Então? Você está aqui para discutir se queríamos ou não filhos no passado?".
"Eu vim atender um cliente em Nova Jersey".
"Ótimo...".
"Eu pensei em passar por aqui".
"E?".
Ela respirou fundo. "Desde que eu soube sobre você ser pai dos filhos da Lisa eu não pude deixar de pensar nisso".
House permaneceu calado.
"Por que não tivemos filhos?".
House bufou. "Sério Stacy?".
"Sim. Por quê?".
"Porque você não queria. Porque eu não queria. Você mesma disse que não era a hora, que estava focada em sua carreira". Ele respondeu confuso. "Nunca conversamos sobre isso, de onde isso vem agora?".
"Não sei!". Ela estava confusa.
"Você ainda pode ter um filho, com Mark".
Ela riu com desdém. "Eu não quero um filho com Mark, eu... eu queria um filho com você".
House franziu os olhos. "Desculpe, mas isso não será mais possível. A fábrica de produção de bebês está fechada".
"Eu estou falando sério".
"Eu também. Stacy, eu não entendo o que está acontecendo, mas eu estou com Lisa, nos casamos". Ele mostrou a aliança pra ela. Stacy ainda não tinha reparado e arregalou os olhos. "Tenho uma família agora, eu sei que essa coisa de House sendo pai de família soa esquisito, até pra mim... Mas... Mas eu estou feliz".
"Eu não quero atrapalhar a sua felicidade".
"E não vou doar esperma pra você nem para ninguém".
"Não é isso...".
"Então o que é?".
"Eu só... Eu só queria entender onde erramos".
"Eu tenho uma lista no bolso da minha jaqueta velha, e não é pequena. Mas a jaqueta de tão velha está mofada e sem uso".
Ela respirou fundo.
"Stacy, eu realmente preciso ir".
House ia se levantando e ela o segurou pela mão.
"Como são as suas filhas?".
"São como bebês. Bebês muito lindos, uma evolução da raça humana, mas bebês".
Ela sorriu. "Espero que elas sejam muito felizes e saudáveis".
"Eu também. Ok... Obrigado?".
"E que elas tenham os seus olhos". Nesse momento ela acariciava a mão dele.
"Ok. Bom. Eu vou...". House puxou a mão rapidamente.
"Eu sempre vou te amar, Greg".
"Sinto muito por isso".
E ele se foi.
"Stacy esteve aqui?".
"Eu acho que esse hospital é realmente um reality show".
"Responda!". Wilson insistiu meia hora depois da morena deixar as dependências do hospital.
"Você não é minha esposa e tão pouco minha mãe".
"Mas eu sou o seu amigo. Seu único amigo".
"E um fofoqueiro".
"House!".
"Eu não sei o que ela queria".
"O quê? Como assim?".
"Acho que nem ela sabia".
"Mas o que ela te disse, afinal?".
"Que sempre irá me amar".
Wilson arregalou os olhos. "Ela falou isso?".
"Sim".
"Que atrevida!".
"Espero que você não conte pra Cuddy sobre isso".
"Oh ela vai saber... Tenha certeza".
"Wilson seu linguarudo!".
"Não por mim, mas ela conhece todos no hospital. Ela já deve estar sabendo... Eu acho que você deveria se antecipar e contar pra ela".
House ficou pensativo. "E o que eu vou dizer?".
"Tudo menos o que você me disse".
"Faz sentido...".
Naquele dia todos olhavam para House e comentavam, ele estava irritado, mas tentou se trancar em sua sala e não dar atenção. Apesar de que seu time também o olhava desconfiado.
"Stacy e eu estamos tendo um affair enquanto Cuddy cuida das gêmeas. Alguém tem algo a dizer?". Ele anunciou sarcástico.
"Sério?". Masters perguntou em choque.
"Claro que não. Ele está sendo sarcástico". Chase explicou.
"Vamos ao que interessa... O paciente".
"É uma mulher!". Masters falou irritada.
"Querida cheguei!". House anunciou assim que entrou em casa naquela noite.
"Shhhhh, as meninas dormiram". Ela apareceu na sala, completamente descabelada e com olheiras tão grandes que era impossível disfarçar.
"Cuddy, onde está Marina?".
"Ela e a sobrinha acabaram de sair".
"Você precisa aproveitar para descansar enquanto elas estão aqui".
"Eu sei, mas... Eu gosto de estar com as meninas".
"Mas você ficará com elas por toda a noite, precisa descansar durante o dia".
"Eu não gosto de me sentir inútil".
"Você não é inútil".
"Eu sempre estou ocupada e cuidando de algo... Não gosto de simplesmente dormir ou assistir a televisão enquanto alguém cuida de minhas filhas".
"Alguém que você paga pra fazer isso".
"Eu sei que eu sou estranha".
House riu e caminhou até lá. "Por isso nos damos tão bem". Ele disse a envolvendo em seus braços.
Cuddy deixou-se relaxar nos braços dele. "Eu estou feliz, muito feliz! Mas cansada".
"Compreensivo".
Cuddy respirou fundo. "Que história é essa de Stacy ter ido falar com você hoje?".
"Você soube...".
"É claro que eu soube".
"Admira-me você não ter dito nada até agora... mandado nenhuma mensagem ou aparecido no hospital".
"Eu tenho duas bebês em casa e uma criança".
"É verdade".
"O que ela foi fazer lá?".
"Não sei. Ela queria entender porque nós dois não tivemos filhos".
"O quê?". Cuddy se afastou dele bruscamente, mais surpresa do que irritada.
"Acho que essa história da sua gravidez mexeu com ela".
"Ela foi até o meu hospital para perguntar ao meu marido, pelas minhas costas, por que você não teve filhos com ela?".
"Basicamente. Mas ela desejou felicidades para nós".
"É muito cara de pau".
"Cuddy!".
"Não a defenda!".
"Eu não vou".
"Você gostaria que um ex-namorado meu aparecesse lá e fizesse o mesmo?".
"Não! E não estou a defendendo".
"Ótimo. O que você disse pra ela?".
"Que não tivemos filhos porque não queríamos e que ela ainda pode tentar com Mark".
"Sério que você perdeu o seu tempo explicando isso pra ela?".
"O que você queria que eu dissesse?".
"Não sei, talvez... 'Vá a merda Stacy!".
House riu.
"Não é engraçado!".
"É meio que engraçado você com ciúmes".
"Você acha que eu me senti como?".
"Quem te falou?".
"Não importa".
"É claro que importa".
"Eu tenho amigos lá...".
"Leonora?".
"Não!".
"Donna?".
"Não vou dizer".
"Ok, eu disse o que ela foi fazer lá. Espero que também seja sincera".
"Três pessoas me falaram".
"Quem?".
"Linda, Bella e Richard".
"Richard? O Oftalmologista?".
"Sim".
"Babaca!".
"Não mude de assunto".
"Você também não! Eu não sabia dessa sua intimidade com Richard".
"Não há intimidade, nós somos colegas".
"Ele fofoca sobre tudo pra você?".
"Não".
House a encarou.
"Ok, Richard é fofoqueiro, ele gosta de espalhar as notícias".
"E eu que duvidei de Wilson...".
"O que mais Stacy disse?".
"Nada, ela ficou nessa conversa sem sentido e depois me levantei e voltei pra minha sala. Eu tinha um paciente, sabia? Não é como se eu estivesse lá me divertindo".
"Se ela te procurar novamente eu quero saber".
"O que você fará?".
"Arrebentarei a cara dela!".
"Ok, essa não perderei por nada. Podemos usar um ringue com gelatina?".
"Eu te odeio!".
"Não, você me ama!".
"Você é um idiota!".
"Ei, eu não tenho culpa aqui... Não fui eu quem fui atrás dela, eu nem queria mais vê-la. Já estou com a casa cheia de mulheres, se você não se lembra".
Com essa frase Cuddy se desarmou totalmente e sorriu. "Você é um fofo!".
"Eu não sou fofo!".
"Você é!".
"Eu sou muitas coisas, mas fofo não é uma delas".
"Ah você é fofo sim!". Ela o abraçou e quando iniciou o beijo...
"Buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa".
"Jordan!". Os dois disseram ao mesmo tempo.
"Sua mãe virá para o jantar?".
"Sim. Ela e o novo namorado".
"Ela tem um novo namorado?".
"Ela o conheceu durante a radioterapia".
"É um médico?".
Cuddy riu. "Não, é um paciente. Câncer de pele".
"Oh, entendo... conforto mútuo".
"Não fale nada assim perto deles".
House bufou. "E as meninas?".
"Marina ficará até mais tarde para termos tempo de preparar tudo".
"Marina deve sonhar com choro de bebês...".
Cuddy riu.
Arlene estava muito bem desde a cirurgia, ela fazia sessões de radioterapia pós cirúrgico, mas o tratamento estava sendo bem sucedido.
Naquela noite ela chegou.
"Filha, esse é Robin".
"Muito prazer Robin!".
House arregalou os olhos quando viu a mulher com a peruca rosa, não era preciso, ela já tinha cabelos, ainda curtos, mas tinha.
"Olá minha sogra unicórnio".
"Esse é o ogro do meu genro".
House estendeu a mão para o homem. "Você teve câncer cerebral?".
"Não eu...".
"Porque só isso explica você estar com essa senhora".
"House!". Cuddy disse indignada.
"Oh desculpe, não sabia que tínhamos que ser formais e enganar o pobre homem".
"Deixa ele Lisa, é bom que Robin já conheça a família no seu pior". Arlene falou.
Robin estava desorientado.
"Desculpe Robin, minha mãe e meu marido são... excêntricos".
House e Arlene riram. "Excêntricos?".
O jantar transcorria animado. Arlene e House faziam as piadas mais diversas e peculiares um com o outro. Cuddy tentava trazer alguma normalidade e Robin sentia-se no meio de um tiroteio. Rachel estava muito bem comportada ao lado dos adultos, ela ria muito com a avó e House. De repente um choro.
"Ah não, Jojo. Outra vez!". A menina reclamou fazendo os adultos rirem.
"Jojo é nossa filha, gêmea". Cuddy explicou.
"Ela é a mais Heavy Metal". House disse.
"Ela é louca!". Rachel disse e House riu.
"Não chame sua irmã assim". Arlene a repreendeu.
"Mas ela é!".
House riu.
"Olha a educação que você está dando para a minha neta".
"Ok velha dos cabelos pink, Rachel está só brincando".
"Jordan é excêntrica como o pai". Cuddy explicou tentando manter o humor mesmo com sua mãe tentando quebra-lo. "Joy é mais calma". Cuddy foi buscar a filha que chorava.
"Joy é um amor de bebê". Rachel disse. "É a minha preferida!".
"Filha, você não deve ter uma preferida, suas duas irmãs merecem seu amor e carinho". Cuddy respondeu à distância.
"Deixa ela... Rachel é criança". House dizia.
"Se a sua mãe não te educou desde cedo, minha filha está fazendo o que é certo".
"Oh, então nossas mães deveriam dar as mãos, Arlene, porque aparentemente você foi criada por uma loba".
Rachel riu alto.
"Ótimo exemplo de paternidade". A senhora reclamou.
"Vocês dois... Eu preferia quando vocês concordavam". Cuddy falou.
"Você dizia o contrário naquela época". House a lembrou.
"Eu estava equivocada".
"Você está equivocada desde o momento em que se apaixonou por esse ogro". Arlene respondeu e House encheu a boca de comida e respondeu com a boca cheia: "Eu também te amo, sogra".
O tempo passou. Meses e meses... Jordan continuou sendo a bebê mais terrível e incontrolável das duas. Rachel sabia mais sobre troca de fraldas do que muitas meninas mais velhas. Na verdade, mais do que muitos adultos.
"Posso trocar a fralda dela?".
"Você pode ajudar a mamãe".
Jordan ria alto e em um gesto descuidado bateu a mão no rosto da garota.
"Mãe, Jojo me bateu!".
"Ela não fez por mal". Cuddy respondeu querendo rir.
"E se eu bater nela também?".
"Bahhhhh". A menina balbuciava e babava mordendo a mão e sorrindo. Lindos e brilhantes olhos azuis.
"Você já é grande e sabe que não deve, ela é muito pequena".
"Jojo você não pode fazer isso!".
"Buhhhhhhhhhhhhh".
"O que ela está dizendo?".
"Não sei, eu infelizmente não falo a linguagem dos bebês".
"House fala".
"Sim, ele fala". Cuddy riu.
Nos dias anteriores as meninas ficaram extremamente falantes, sobretudo Jordan. E House se divertia com esse fato.
"Bahhhhhhhhhhhh". House gritava e as bebês riam alto.
"O que vocês estão falando?". Rachel perguntou curiosa.
"Eu disse pra elas que eu estou imitando um marreco".
"Elas entendem o que você diz?". A menina perguntou encantada.
"Claro que sim".
"Então fala pra elas que eu quero que elas possam brincar comigo logo".
"Ok. Deixe me preparar! Buaaaaaaaaa Bahhhhhhhhhh Behhhhhhhh. Pronto!".
De repente Jojo gritou. "Buuuuuuuuuuuuuuuuuuu".
"Ela respondeu!". Rachel disse muito empolgada. "O que ela disse?".
"Que ela também não vê a hora de tirar essa fralda fedida e poder correr por aí".
Rachel riu. "Fralda fedida?".
"Isso. É fedida".
A menina ria muito.
"Biiiihhhhhh". Agora era Joy.
"O que ela disse?". Rachel perguntou acariciando os cabelos loiros da irmã (essa é outra história que contarei em breve).
"Ela disse que vai querer todas as suas bonecas pra ela".
"NÃO!".
House riu porque a menina respondeu irritada.
"Eu dou uma boneca pra ela".
"Poxa, então que tal dividir 50%?".
"O que é 50%?".
"Metade. Se você tem quatro, dá duas pra elas".
"Não!".
Cuddy, que se aproximava, ouviu aos últimos diálogos. "Rachel vai aprender a dividir agora que tem irmãs".
House riu. "Que bom que eu nunca tive irmãos".
"Um mal que a humanidade tem que lidar agora". Ela respondeu rindo.
Então... Sobre os cabelos das meninas... Elas nasceram extremamente carecas, quer dizer, um ou outro fio sutil, mas a cabeleira começou a surgir no último mês e, para a surpresa geral, era uma cabeleira loira.
Naquela ocasião...
"Não é possível. Eu suspeitaria de que não eram minhas filhas se não tivesse certeza de que elas são".
"Cuddy, claro que elas não são suas filhas. Eu troquei os seus óvulos e implantei óvulos de Cameron em você".
Cuddy deu a ele um olhar extremamente reprovador. "Nunca mais fale isso!".
"Eu estou brincando...".
"Nem de brincadeira".
"Cuddy, não é como se mais gêmeas tivessem nascido no hospital naquela mesma hora".
"Eu sei que são minhas filhas, mas de onde vem esses cabelos?".
"Minha mãe repetiu mil vezes que meus cabelos eram loiros".
"Mas e quanto aos meus genes, eles não importam?". Ela perguntou nitidamente magoada.
House riu.
"Eu estou falando sério. Nunca fui nem perto uma loira".
"Os cabelos mudam com o tempo, relaxa Cuddy".
"Eu acho minhas filhas lindas, mas estranhei os cabelos, só isso...".
"Elas são as Barbies dos bebês". House disse fazendo Cuddy rir.
De volta aos tempos atuais...
"Eu amo minha mãe e dou graças a Deus que ela está bem de saúde, mas ela cansa minha beleza".
House riu.
"As meninas estão dormindo?". Cuddy perguntou exausta.
"Depois de fingir que eu as amamentava com meus seios em formato de mamadeira, sim".
"Você sabe que não precisa fazer isso...".
"Amamentá-las?".
"Não. Isso você precisa. O que você não precisa é fingir que a mamadeira é seu seio".
"Mas essa é a parte mais legal".
"Você sabe que muitas mulheres ficariam perturbadas com isso, não?".
"Eu sei que prefiro mamar nos seios da minha esposa".
"House!". Cuddy fez cara de nojo. "Eu ainda estou amamentando...".
"E daí?".
"Você é nojento!".
"Você é gostosa. Venha aqui!". Ele a puxou e a deitou de costas para a cama.
"Eu estou cansada...".
"Não pra sexo".
Ela sorriu.
"Eu sei como te despertar em um minuto. Sei como despertar a Cuddy loba".
"Oh não, não diga isso... Eu pareço uma velha na menopausa".
"Se você fosse velha, seria a mais gostosa".
"Você não está ajudando...".
Há quatro meses Cuddy e House puderam finalmente voltar a vida sexual. Foram quase dois meses de abstinência depois de tudo o que aconteceu. Desde então Cuddy estava tomando anticoncepcional novamente para evitar surpresas.
"Você sabe que eu te amo?".
"Não vale dizer isso depois do sexo...". Cuddy falou divertida se aconchegando no peito do marido.
"Você quer que eu diga que te odeio depois do sexo?".
"Você entendeu...".
Nos próximos meses a loucura na casa dos Cuddy-House continuou. Cuddy voltou ao trabalho, mas as crianças não saiam da mente dela. Foi preciso muito esforço para conseguir estar mentalmente no hospital. Marina e sua sobrinha ajudavam muito, se não fosse por elas...
Agora as meninas contavam com seis meses. House e Cuddy as estimulava o tempo todo, Jordan era extremamente focada e arteira. Joy era doce.
"Diga papai!". House falava para as duas meninas enquanto Cuddy e Rachel se vestiam no quarto.
"Papai! Diga!".
As meninas riam alto.
"Não é pra rir, é pra dizer: PAPAI".
"As meninas gargalhavam".
"Por que elas acham graça em tudo o que eu falo?".
"Por que será?". Cuddy respondeu.
"Ei... Papai. Eu sou o papai de vocês".
Rachel estava quieta nos últimos dias, Cuddy notou, mas respeitou o tempo da filha.
"Ei Rachel, está tudo bem?".
"Sim mamãe".
"Algo está te incomodando?".
"Não".
Da sala ouvia-se o riso das meninas e House insistindo: "papai, papai". Ele apostou com Cuddy que as meninas falariam primeiro "papai" e não "mamãe".
"Mãe". Rachel a chamou.
"Sim querida!".
"House também é o meu papai?".
Continua...
