Boa noite, pessoal! Chegando com mais um capítulo de Ours! Espero que gostem, feliz ano novo e até a próxima!


capítulo 4 - among the flames

"Bom dia, me chamo Bella Swan, sou a R1 que está na enfermaria cirúrgica 3."

Inspirei profundamente e olhei dos meus papéis para cima. Mais de vinte pessoas me olharam de volta – consegui identificar o sorriso de Alice por baixo da máscara, e o olhar incentivador de Edward ao lado dela.

"Você é a que veio de fora?"

Olhei para o preceptor que tinha perguntado. Ele não parecia incomodado de fato, apenas entediado em estar ali. Porém, ao lado dele, um outro preceptor ergueu as sobrancelhas.

"Sim, Dr. Volturi," respondi Dr. Marcus, fazendo o possível para manter minha voz firme.

"Ah, Dra. Swan," Dr. Carlisle disse, olhando para o meu jaleco e meu crachá, "espero que esteja se adaptando bem?"

"Na medida do possível," meu sorriso forçado com certeza teria me entregado, não estivesse usando máscara.

"Bom, podemos começar então? Vá em frente, Dra. Swan."

Inspirei profundamente e depois soltei o ar. Era difícil explicar a importância desse momento para quem não é da área; em teoria, deveria ser um momento de aprendizado imenso, de definição de condutas, de revisão do caso e de ouvir opiniões de especialistas.

Na realidade, para o residente, podia ser um pesadelo: as visitas são os momentos em que os preceptores avaliam o residente, perguntam e testam conhecimento e raciocínio, fazem pegadinha e em alguns casos, humilham e constrangem – alguns dão a desculpa de que é uma forma de fixar o aprendizado. Em muitos casos (como o meu), a definição de ser um residente bom ou ruim pode interferir no futuro profissional de quem não tem parentes ou conhecidos no mundo da medicina.

E ninguém gosta de errar; ainda mais nós residentes, que somos competitivos e geralmente perfeccionistas por natureza.

"O primeiro paciente é Daniel, de 28 anos, internado devido a uma pancreatite aguda biliar leve. Teve boa aceitação da dieta ontem, sem dor ou distensão. Aguarda programação de colecistectomia."

Dra. Carmen assentiu discretamente; ela tinha me ajudado na forma que eu deveria passar os casos.

"Se ele teve boa aceitação de dieta, a pancreatite está resolvida," Dr. Eleazar disse, "pode passar dessa forma da próxima vez."

"Sim, pode deixar," repliquei, anotando imediatamente a orientação.

"Dra. Mallory, qual o tratamento basal da pancreatite aguda?" Dr. Aro, que havia sorrido para mim ao me reconhecer do Congresso, direcionou a pergunta a Lauren. Ela respondeu corretamente – era uma pergunta básica.

"E como está a tomografia dele?" O preceptor ao lado de Dr. Marcus perguntou, erguendo as sobrancelhas.

"Ele– ele não fez tomografia, Dr. Caius," respondi de imediato.

"Por que não fez?"

"Ele não tinha indicação, eu acho."

"Você acha ou você sabe?" Ele me desafiou.

"Eu sei. É uma pancreatite leve, sem dúvida diagnóstica, sem sinais de complicação, sem laboratoriais que poderiam indicar," respondi, listando mentalmente.

"E você realmente acha que devemos fazer a colecistectomia agora?" O tom de voz dele desacreditava completamente a minha sugestão.

"Sim, ele tem pancreatite biliar, tem indicação de colecistectomia na mesma internação."

"Dr. Newton, todos os pacientes com pancreatite aguda biliar têm indicação de colecistectomia na mesma internação?" Dr. Caius voltou a pergunta para Mike. Ele deu de ombros.

"Acho que sim– não, espera. Nas graves não."

"Muito bem, Dr. Newton."

"Alguém tem alguma dúvida?" Dr. Carlisle perguntou, mas como ninguém se manifestou, ele se direcionou para Dra. Carmen, "algo a acrescentar?"

"Não, estávamos esperando para ver se ele iria aceitar bem a dieta. Vai entrar em jejum hoje meia-noite para operar amanhã," ela acrescentou.

"Dra. Swan, por favor, passe os termos cirúrgicos e confirme os laboratoriais para que não tenhamos surpresas amanhã," Dr. Carlisle pediu.

"Os termos estão em prontuário e os exames estão normais – com exceção da amilase, claro."

Ele assentiu e indicou para passarmos para o próximo paciente.

"Michael, 58 anos, internado por uma diverticulite aguda complicada Hinchey 2. Está em D2 de ceftriaxone e metronidazol, aguardando hoje drenagem de coleção pericólica guiada por tomografia. Melhora da dor hoje, sem queixas no momento."

"Primeiro episódio?" Dr. Eleazar perguntou.

"Sim. Tem história de constipação crônica, com hábito intestinal uma vez a cada três dias."

"Medidas laxativas já estão na prescrição?" Dr. Carlisle confirmou.

"Sim, desde a admissão. Está de jejum para a punção, mas voltaremos com dieta laxativa e as demais medidas após."

"E a colonoscopia vai ser amanhã?" Dra. Kate tinha uma sobrancelha erguida. Franzi o cenho. Ela era irmã de Dra. Carmen.

"Hm, na verdade, não. Estava programado de voltar para o ambulatório e marcar 6 semanas depois do surto."

Dra. Kate sorriu e assentiu, "perfeito, isso mesmo. Só queria ver se estava atenta." Dr. Carlisle perguntou, então, se alguém tinha mais alguma consideração. Dr. Caius sorriu.

"Qual a classificação da diverticulite dele?"

"Hinchey II," respondi, me perguntando se eu não tinha passado isso.

"Classificação de Hinchey qualquer interno de qualquer faculdade sabe me responder. Você é residente do John Hopkins. Eu quero a classificação de WSES."

Engoli em seco.

"Eu– eu não sei de cabeça, Dr. Volturi," o sorriso dele com a minha resposta cresceu – era um sorriso sardônico.

"Sugiro que saiba, Dra. Swan. Aqui no Hopkins o nível de exigência é um pouco maior do que o que você está acostumada."

O que mais eu podia fazer nesse momento a não ser assentir e ajeitar a máscara para tentar esconder quão corado meu rosto estava (e falhar miseravelmente por causa da minha testa à mostra), seguindo para o próximo paciente enquanto segurava as poucas lágrimas que ameaçavam cair?

Senti uma mão apertando meu ombro em conforto, mas não quis olhar para me concentrar no próximo caso.

Parei em frente à próxima paciente, inspirei fundo mais uma vez e recomecei.

"Vanessa, 23 anos, internada devido a uma hemorragia digestiva alta secundária a uma úlcera gástrica Forrest IIA. Paciente teve uso recente de anti-inflamatório por período prolongado…"

*.*.*

"Relaxa, Bella. Caius é completamente desnecessário sempre."

Eu estava sentada ao lado de Alice no centro cirúrgico. Como previ, consegui terminar tudo a tempo de vir para a cirurgia eletiva do dia, que seria com Dra. Carmen e Dr. Eleazar. Alice estava comigo na sala que eu entraria, tendo a cirurgia dela já acabado, me fazendo companhia.

Coloquei meu rosto nas mãos e suspirei.

"Eu sei. Dra. Carmen me disse isso antes de começar. Ainda assim…" eu não queria falar a minha sensação, mas…

"Sim, ele pega mais pesado com quem não fez faculdade aqui," Alice falou, me salvando de ter de explicitar minha interpretação, "e ainda assim, você foi excelente. Muito melhor do que Lauren, por exemplo. Ou Mike. Meu Deus, Mike."

Segurei uma risada; Mike tinha sido um desastre. Dr. Caius não teve força nem de mostrar seu sorriso, e nem Dr. Carlisle conseguiu elogiá-lo. O R2 que estava com ele estava desesperado, tendo que intervir a todo momento.

"Logicamente, eu sei disso. Mas, no sentimento… nossa."

"Sim, é horrível. Ele é um daqueles babacas que acham que humilhação ainda precisa fazer parte do ensino médico, principalmente na cirurgia. Felizmente é minoria aqui."

Assenti sem comentar mais. Ele realmente tinha sido bem babaca com todos nós, mas era perceptível que tinha sido mais comigo. Mais até do que com Edward – provavelmente o sobrenome tinha influenciado nesse aspecto.

"Eu vou superar," repliquei com um sorriso.

"Esse é o espírito!"

Exatamente nessa hora Dra. Carmen chegou na sala, sorrindo ao nos ver juntas.

"Vai entrar com a gente, Alice?" Alice negou com a cabeça.

"Só fazendo companhia a Bella," ela respondeu.

"Vocês se conheciam antes?" Dra. Carmen depositou a bolsinha com seus pertences em cima de uma mesa na sala. Neguei com a cabeça.

"Alice viu uma pessoa deslocada e ficou com pena," brinquei. Alice revirou os olhos, mas seu rosto estava bem-humorado.

"Nós duas estávamos almoçando sozinhas," ela me corrigiu, "e eu tive um feeling bom sobre você."

Dra. Carmen riu com a fala de Alice.

"Você e seus feelings. Não foi por causa de um deles que você fez dermatologia ano passado?" Dra. Carmen questionou, erguendo uma sobrancelha.

"Não. Foi por causa desse feeling que eu não fiz cirurgia ano passado. São coisas diferentes. Esse ano é o ano certo," Alice tinha tanta certeza no seu tom que ninguém ousou falar qualquer outra coisa, "de qualquer forma, eu já vou. Edward vai ficar até mais tarde e vou pra casa aproveitar o tempo livre que eu tenho."

Agradeci pela companhia e sorri enquanto ela se despedia de Dra. Carmen. Alice era uma bola de energia; o que lhe faltava de altura sobrava em animação. Geralmente eu não me sentia muito próxima das pessoas rapidamente, mas ela era uma exceção.

"Tudo certo com nosso paciente, Bella?"

Dra. Carmen se voltou para mim.

"Sim. Última refeição seis horas atrás, sem alterações de coagulograma, hemoglobina boa. Trouxe cinta e meia, já está com a meia. Anestesio já liberou, material está em sala. Estamos apenas esperando o paciente chegar."

"Ótimo! E você já viu alguma gastrectomia?" Ela perguntou, pegando sua caneta e um pedaço de papel. Benjamin, que tinha acabado de chegar, se juntou a nós.

Quando admiti que não, ela me fez sentar ao seu lado enquanto ela desenhava o estômago, os seus principais vasos e os linfonodos, todos de relevância extrema no câncer de estômago, como no caso do nosso paciente.

Enquanto Dra. Carmen explicava, Dr. Eleazar chegou, deixando sua companheira terminar a explicação com um sorriso.

"Sim, deu pra captar o geral," respondi quando ela perguntou se tinha dado para entender.

Nesse momento, o paciente chegou em sala. Chamei Benjamin para nos lavarmos, depois nos paramentarmos com os aventais e luvas estéreis e montarmos a mesa cirúrgica.

Todo o processo era preciso e sincronizado. Dra. Carmen logo se juntou a nós, para que fizéssemos a limpeza do sítio cirúrgico e colocação dos campos estéreis. Em pouco tempo, estávamos todos posicionados e prontos para iniciar a cirurgia.

"Bella, geralmente quando o residente dono da cirurgia não está, damos o procedimento para o outro. Mas acho que você entende que não temos como deixar você fazer uma gastrectomia como primeira cirurgia," Dra. Carmen disse e eu assenti. Ela estava completamente certa, "mas vamos deixar você fazer umas coisinhas a mais. De início, lâmina 22 para Dra. Swan, por favor. A abertura e o fechamento é sempre do R1."

*.*.*

"Definitivamente o melhor dia da semana."

"Que bom que teve um bom dia, filha."

Finalmente consegui falar com Charlie no telefone. Claro, ele não entendia minha animação completamente – e eu não entrei nos detalhes com ele –, mas só de conseguir ouvir o sorriso em sua voz pelo telefone já era suficiente.

"Tive mesmo. E como foi essa semana aí? Muito sol?" ele riu com a minha piada.

"Para sua informação, ontem não choveu."

"Bom, isso sim é surpreendente. Billy está bem? Sue?"

"Todos ótimos. Vou pescar com Billy esse fim de semana. Sue prometeu fazer peixe frito se trouxermos o suficiente," o peixe frito de Harry Clearwater era famoso em La Push. Depois que Harry faleceu de um infarto, Sue se encarregava de manter a tradição com Charlie e Billy. "E, uh, como está James?"

"Bem. Trabalhando hoje. A escala dele é completamente maluca também. Mas amanhã combinamos de irmos jantar em um lugar legal aqui."

Era uma oferta de paz, na realidade, Charlie perguntar sobre James. Ele geralmente só fingia que meu namorado não existia. Falamos sobre alguns ex-colegas de Forks, sobre como a cidade estava começando a se preparar para o inverno, lhe relembrei que não tinha ainda como firmar planos para o dia de Ação de Graças ou Natal…

Tinha tanto tempo que eu não falava direito com Charlie que ficamos quase quinze minutos no telefone. Isso pode não parecer muita coisa, mas considerando nossas personalidades, era quase um recorde.

Decidi pedir uma pizza para jantar – apesar de estar sozinha, James iria gostar de ter pizza fria para o café da manhã.

O final de semana tinha um esquema diferente; como não tínhamos cirurgia eletiva, o horário da visita era mais tarde. Porém, para que pudéssemos descansar quinzenalmente, ficávamos responsáveis pela enfermaria de outro colega, então o número de pacientes quase dobrava; no outro final de semana, trocávamos.

Eu tinha ficado com a enfermaria de Mike. Por um lado era bom, porque ele era tranquilo e não me odiava. Mas ele era tranquilo até demais, e nem se preocupou em mandar algum resumo dos casos, apenas os leitos.

Para minha sorte, Kebi, a interna que estava com Mike, sabia todos os casos e me ajudou a entender o que estava acontecendo. Suas evoluções não eram tão boas quanto as de Benjamin, o que me fez ficar um tempo um pouco maior com ela revendo tudo. Esses minutos a mais foram suficientes para eu me atrasar na hora de passar a visita – e dessa vez, quem estava comigo não era Dra. Carmen.

"Swan, ainda não está tudo pronto?" Dra. Kate perguntou. Senti meu rosto esquentando com o leve tom de desaprovação.

"Não, desculpe. Eu deveria ter acordado mais cedo. Mas só falta terminar duas prescrições, não vai demorar muito," falei, torcendo para que o computador não travasse naquele momento crítico.

Dra. Kate ficou esperando ao meu lado, mexendo no celular. Quando levantei da cadeira com todas as folhas em mãos, ela me deu um leve sorriso por cima da tela.

"Podemos?"

Assenti com a cabeça enquanto Kebi se punha ao meu outro lado. Começamos pelos meus pacientes, então eu estava mais tranquila. As condutas tinham sido as mesmas da visita do dia anterior, e Dra. Kate acrescentava alguns detalhes. O paciente que iria fazer a colecistectomia já estava no centro cirúrgico, então era um a menos.

Quando chegamos na enfermaria de Mike a história foi outra. Dra. Kate me perguntava algumas condutas que não estavam no prontuário, e eu simplesmente não sabia responder.

"Newton não lhe passou essas informações?" Ela perguntou, franzindo o cenho.

"Na verdade, não. Kebi aqui me ajudou bastante," comentei. Dra. Kate suspirou, revirando os olhos.

"Esse não é o costume do serviço," ela me informou, "os residentes que não estão na escala devem passar informações relevantes para os que ficarão. Nem preciso comentar que isso tudo deveria estar em prontuário, né? Por favor, sempre coloque as informações relevantes em prontuário, principalmente de conduta."

"Certo, pode deixar," assenti, e comecei a anotar as orientações dos pacientes que ela passava. Não tinha nenhum caso muito complexo na enfermaria de Mike, então apesar da falta de informações, não demoramos muito.

Depois de se certificar de que eu não tinha dúvidas, Dra. Kate foi embora e fiquei fazendo as condutas que ela tinha passado; liberando dietas, mudando antibióticos, solicitando exames e dando altas.

Quando finalmente cheguei em casa, James estava jogado no sofá vendo um filme e mexendo no celular. Ele sorriu pra mim e abriu os braços. Sentei no espaço que surgiu e senti quando ele envolveu minha cintura.

"Fiz reserva às nove. Um colega indicou um japonês incrível," ele disse. Fiz uma careta.

"Não tinha mais cedo?" Pergunte. James franziu o cenho.

"Qual o problema do horário?"

"Eu vou pro hospital amanhã de novo, James. Queria dormir cedo."

"Mas você mesma não disse que a visita era mais tarde?"

Soltei um pequeno suspiro.

"Tem razão. Vamos aproveitar. Mas para isso, vou precisar dormir bem depois do almoço."

Ele sorriu, me levantou do sofá e me levou até a cozinha, onde um prato estava pronto no microondas pra mim. Sorri e lhe dei um beijo.

*.*.*

Eu realmente estava esgotada no dia seguinte, ainda mais por ter chegado mais cedo no hospital mesmo tendo ido jantar com James – mas consegui completar tudo antes de Dra. Kate chegar. Ela deu um sorrisinho de apreciação, principalmente ao ver que eu estava discutindo um caso com Kebi.

O domingo foi bem melhor que o sábado no hospital, de um modo geral. Encontrei Jessica também terminando de evoluir a enfermaria, e, aproveitando que James estava de plantão, fomos almoçar com Angela. Foi realmente muito bom me encontrar com minhas amigas de novo.

Ficamos três horas no restaurante perto do hospital, cada uma contando um pouco do início da residência. Jess reclamou muito, mas dava para perceber que ela estava gostando. Angie era só alegria – além de estar gostando do programa em si, já tinha feito amigos.

"Qualquer dia desses apresento ele a vocês," ela disse. Jess abriu um sorriso e ergueu as sobrancelhas.

"Ben deveria ficar com ciúmes?"

Angie revirou os olhos e eu ri das duas.

"Você sabe que não."

Jessica se juntou a mim na risada.

"Apresenta na festa semana que vem," Jessica sugeriu.

"Que festa?" Perguntei.

"Ah, uma que os internos tão organizando. Acho que é daquelas de último ano. Geralmente os residentes são convidados também. É sábado que vem, acha que consegue ir?"

"Provavelmente, devo estar folgando," comentei, "Angie?"

"Ben só vem no outro final de semana, então devo ir sim."

Elas perguntaram como estava sendo a vida com James, e fui honesta ao dizer que ainda não tinha conseguido aproveitar tanto.

"A melhor parte definitivamente é que ele está lá sempre, então consigo vê-lo relativamente bem apesar da rotina cansativa. Nós até saímos ontem à noite, pra um restaurante aqui perto."

Angie franziu o cenho, mas Jess a interrompeu, "qual restaurante? A comida é boa? Estou começando a sentir falta da culinária de NY…"

Continuamos conversando até eu começar a bocejar e decidir que precisava ir para casa. Apesar de ter sido divertido, eu já estava começando a sentir o cansaço acumulado da semana. Quando cheguei em casa, tomei banho e simplesmente apaguei na cama.

Fui acordada por James quando ele entrou no quarto, completamente desorientada. Eu jurava que tinha tirado apenas uma soneca, mas já eram mais de sete da noite, para ele já estar em casa.

"Oi, dorminhoca," ele disse rindo. Me espreguicei e sentei na cama.

"Oi, Jay. Morri quando cheguei em casa, ainda fui almoçar com Angie e Jess. Acho que tem alguma coisa na geladeira da semana…"

Fingi que não vi quando ele fez uma pequena careta para a proposta de comida antiga, e como ele não falou nada, levantei da cama e lhe dei um beijo na bochecha no caminho para a cozinha.

De fato, tinha frango e arroz. Peguei os dois e esquentei para jantarmos, além de Coca-Cola e colocar a cerveja de James no congelador.

James logo apareceu comentando sobre um caso do seu plantão, e ficamos conversando sobre as principais diferenças que achamos entre o hospital da NYU e o Hopkins enquanto comíamos. Quando acabamos de jantar, ele foi colocar um filme no quarto para assistirmos enquanto eu terminava de lavar a louça.

Eu queria poder dizer que lembrava sobre o que foi o filme, mas devo ter apagado nos minutos iniciais porque nem ao menos o nome me ocorreu quando James se preparava para dormir, os créditos subindo na televisão até que ele desligasse o aparelho sem perceber que eu tinha acordado.


Comentários são sempre bem vindos ^^