Capítulo 2: Interagindo com uma Greengrass
Eu encarava o céu completamente nublado com uma clara tristeza em meu semblante e uma raiva descomunal em meu subconsciente. Novamente não sei como vim parar aqui, mas de alguma forma sei que o momento é delicado. Tirando os olhos do horizonte eu vi Daphne Greengrass saindo de uma pequena tenda que imagino ser bem maior por dentro. Ela se aproximou meio receosa e se sentou na minha frente, mexendo nos bolsos a procura de algo.
— Ela ainda está dormindo?
A garota a minha frente confirmou com a cabeça parecendo meio cansada. Não tenho ideia quanto tempo passou dês da minha última visão, mas deve ter se passado um longo período. Daphne estava bem mais magra do eu tinha notado anteriormente, seu cabelo continuava a brilhar intensamente mantendo seu glamour, mas era notário que não estava tão bem cuidado quanto antes. O impressionante é que mesmo com a aparência de algum que claramente não tem se cuidado muito, ela continuava deslumbrante.
— Eles foram embora, certo?
Perguntou ela finalmente encontrando o que procurava nos bolsos e retirando um pequeno pacote do que parece ser cigarros que os trouxas fumam. Ignorando isso como se não fosse importante, eu confirmei com a cabeça seu questionamento.
— Como esperávamos que eles fizessem. — Respondi abaixando meu olhar para o chão — So imaginava que eles conversariam comigo, não que sairiam escondido no meio da madrugada como se fossem prisioneiros.
Ela negou com a cabeça enquanto abria o pequeno maço de cigarros e pegava um lentamente.
— Eles levaram o medalhão?
Eu neguei com a cabeça e tirei de dentro da camisa um medalhão que carrego no pescoço.
— Estava em cima da cama de Hermione.
Daphne fez uma pequena careta enquanto guardava novamente o maço junto do cigarro nos bolsos e se levantou.
— Você não deveria usar essa coisa hoje. — Falou ela me dando um rápido beijo e tirando o medalhão do meu pescoço. — Isso so vai piorar as coisas.
Acrescentou ela logo após colocar o medalhão em seu próprio pescoço. Eu não resisti nem um segundo que ela tirasse o medalhão, mas a ver usando me deixava levemente desconfortável. A notar meu desconforto ela sorriu.
— Relaxa Harry, não vai me matar carregar um pouco essa coisa.
Eu acenei com a cabeça observando a garota se sentar e tirar novamente do bolso o cigarro e acendê-lo com um pequeno isqueiro que também tirou dos bolsos.
— Não gosto quando você fuma.
Ela sorriu novamente antes de levar pela primeira vez o cigarro a sua boca e o puxar lentamente.
— Me ajuda a relaxar. — respondeu ela já soltando um pouco de fumaça. — É disparada a melhor coisa que encontrei no lado trouxa.
Eu dei uma pequena risada enquanto negava com a cabeça.
— Isso vicia e te mata aos poucos, definitivamente não foi a melhor invenção dos trouxas.
Ela deu uma pequena risada enquanto levava novamente aquela coisa a boca.
— A por favor Harry, olha o mundo que vivemos, acha mesmo que vai dar tempo do cigarro me matar?
Por mais que ela tenha dito para ser engraçado, me entristecia a quantidade de verdades ali.
— Acho que nossas chances diminuíram ainda mais agora.
Ela negou com a cabeça.
— Não acho que vai mudar muita coisa. Estava difícil antes, continua difícil agora.
Eu suspirei profundamente.
— Acho que você está certa, definitivamente está difícil a muito tempo, não temos muito para onde ir e isso me leva a outro assunto...
Ela deu uma pequena risada possivelmente já sabendo o que eu iria dizer.
— Não vou te abandonar e nem pense em usar a Lílian como justificativa.
Eu neguei com a cabeça um pouco cansado.
— Daph, entenda, aqui estamos correndo perigo o tempo todo! Não importa pra onde eu vá, vai ter pessoas que reconhecerão meu rosto e me entregara. Mas ninguém procura por você tão intensamente, você não está tão famosa como bruxa procurada! Va para o mundo trouxa com Lílian e viva uma vida mais segura. Pelo menos até essa poeira abaixar um pouco ou a guerra finalmente acabar.
Ela fechou bastante a cara enquanto puxava pela última vez seu cigarro e o jogava fora como sempre vazia.
— Então você sugeri que eu faça o mesmo que o Weasley e a Granger? Simplesmente vá embora e tente esquecer que te conheço?
— Daph, isso é melhor para Lílian.
Ele me fuzilou com os olhos.
— O melhor para Lílian é ficar junto dos pais dela, e isso inclui você.
— Você tem ideia do que irão fazer com ela se a encontrarem comigo e descobrirem que é minha filha? Tem ideia do que irão fazer com você se te encontrarem comigo? Daphne por favor entenda, você-sabe-quem está desesperado para me pegar, se ele me capturar vai me matar no mesmo momento e só. Porém, as pessoas que me ajudaram ou que significam muito pra mim terão um destino bem pior que a morte. Então pare de agir com o coração e comece a usar a lógica, nesse buraco que o mundo se tornou estou puxando você e nossa filha mais pra baixo a cada segundo.
Daphne engoliu em seco sabendo que eu tenho razão.
— Por mais que eu concorde com a premissa, não existe nenhuma possibilidade deu abandonar você durante essa guerra.
— Você não está pensando direito Daphne, a proteção de Lílian tem que ser nossa prioridade.
Ela fechou bastante a cara parecendo levemente indignada.
— Você também deveria pensar Harry. Verdade que meu rosto não é tão popular entre os comensais quanto o seu, então seria sim mais fácil eu me esconder, mas eu também sou procurada! A traidora do sangue que fugiu coincidentemente ao mesmo tempo que seu amigo Harry Potter. Acha mesmo que meu rosto não tem se tornado cada vez mais popular entre os comensais e malditos caçadores? Nesse cenário pontuado por você, Lílian so estaria segura se nenhum de nós dois estivéssemos por perto.
Eu erguer as sobrancelhas meio confuso.
— Está sugerindo...
— Eu não disse isso.
Me interrompeu ela parecendo envergonhada.
— Mas pensou.
Acrescentei para a garota abaixar ainda mais a cabeça antes de acená-la confirmando.
— É o único jeito dela ficar segura Harry. Meu nome já apareceu no radio como sua aliada, minha presença é tão perigosa quanto a sua.
Eu me arrastei para mais perto dela agora observando seus olhos que pareciam tristes.
— Prefiro que ela cresça escondida com você do que órfã como eu, ela precisa da mãe dela.
— Ela também precisa do pai! Por isso voltaremos por ela.
— Daph, encare a realidade, não vamos conseguir voltar, não vamos vencer essa guerra! Você sabe disso.
Ela negou com a cabeça bruscamente.
— Ainda mantenho todas as minhas esperanças em você. Eu sei que a partida do Weasley junto da Granger pode sinalizar que não tem mais jeito, mas muitas pessoas acreditam em você Harry. A estação Observatório Potter acredita que existe um futuro sem você-sabe-quem, a ordem ainda acredita que esse futuro exista. E eu também acredito nisso Harry, acredito em você!
Eu a abracei e ela sufocou um longo suspiro enquanto seus ombros relaxavam em meus braços. Ali abraçado com ela durante vários segundos, senti como se a situação não estivesse uma tragedia, pois mesmo quando nem mesmo eu acredito, ela mantem suas esperanças em mim.
Da mesma forma que o sonho começou, ele terminou, sem aviso e nem sinal. Num momento eu tinha Daphne em meus braços e no outro me encontrava sozinho no dormitório com os olhos cheios de lagrimas. Definitivamente tem alguma coisa errada comigo. Cada sonho que tenho mais convencido fico que isso não é normal e que não estou imaginado tudo isso.
Eu me sentei na cama tentando relembrar cada pedaço da visão e tentando relacionar com as anteriores. Acredito que esse se passou depois da última que tive, então posso presumir que ela fugiu "comigo". Pelo jeito, seguindo essa linha de raciocínio, nossa filha nasceu e decidíamos o que fazer para manter a garota segura o maior tempo possível. A resposta parece logica para mim, mesmo com o crescimento sem controle de Voldemort como parece, acredito que a melhor pessoa para pedir ajuda seria Dumbledore. Onde será que está o velho em toda aquela história? por que eles fugiram ao invés de se protegerem em Hogwarts? principalmente considerando que ela estava gravida, a escola não seria o único lugar seguro da terra? Eu sei que Voldemort aparenta está poderoso ali, mas o bruxo não se atreveria a invadir o castelo com Dumbledore presente, certo?
Como eu disse, eu estava muito curioso com as aparentes partes que faltam nesse quebra-cabeça, mas tem mais uma coisa que me chamou atenção e que pode ser uma pista valiosa, aquele medalhão que Daphne tirou do meu pescoço. Aquilo parecia importante! Não sei por que, mas o jeito que olhei para o objeto despertou minha curiosidade.
Eu sequei meus olhos lentamente antes de pegar meus óculos e olhar meu dormitório. No movimento da minha mão para buscar os óculos, sentir uma onda dolorosa e encarei a ferida assim que coloquei os óculos na cara. "Não devo contar mentiras" essa frase estava agora gravada em carne viva em minha mão. Ontem conseguir me controlar na aula de Dolores, mas tinha que cumprir detenção. Aquilo rapidamente se tornou uma sessão de tortura. E eu reclamando de Snape.
Me levantei e bochechei, definitivamente não estou muito preocupado se irei chegar atrasado para a aula, ontem descobrir que contrataram uma torturada para dar aula e sequer consigo pensar que ela é a pior professora que já tive nessa matéria, então não sei mais quanto respeito tenho pelo castelo ou pelas regras dele. Se me expulsarem em algum momento paciência.
Eu tomei um banho tentando a todo custo evitar que minha mão esquerda entrasse em contato com a água quente, pois a ferida estava doendo mais do que quando a fiz, e a água quente piorava dez vezes essa dor.
Não melhorou depois que sair do banheiro já trocado, eu sequer conseguia abrir e fechar minha mão.
Todos esses sonhos têm colocado minha cabeça no futuro ou em outra realidade, fazendo eu esquecer que a minha não está um passeio no parque. Na verdade, eu me pergunto se eu tive um ano sequer de "passeio no parque" sempre tinha alguma coisa nas sombras preparada para me atacar.
Eu agradeci mentalmente por Hermione e Rony já terem descido para tomar café, então pude simplesmente sair do salão comunal escondendo minha mão machucada no bolso.
Ao invés do costumeiro salão principal para tomar café, guiei meu caminho para o primeiro andar afim de chegar na enfermaria. Quero pelo menos enfaixar essa droga para que todos não fiquem me perguntando o que aconteceu. So espero que Pomfrey não esteja tomando café.
Não demorou nada para que eu chegasse no primeiro andar que estava quase vazio. É até razoável, afinal não tem muito o que os alunos estejam fazendo aqui nesse horário em específico. Com esse pensamento eu caminhei até a biblioteca esperando não encontrar ninguém por lá também, então fiquei um pouco surpreso quando entrei no recinto e encontrei madame Pomfrey sentada em uma das macas junto de uma garota da Sonserina, parecia uma segundo ano, mas não tenho certeza.
A garota segurava uma poção laranja e conversava com Pomfrey num baixo tom de voz enquanto eu me aproximava, sinto que nenhuma das duas tinham notado minha presença.
— Acha mesmo que preciso desse exame?
Perguntou a garota parecendo bastante chateada.
— Acho! — exclamou em resposta madame Pomfrey — E beba logo sua poção.
Nesse momento eu fiz um pequeno som com a garganta para notarem minha presença. Me pareceu rude ficar ouvindo uma conversa privada sem nenhum motivo.
— Potter? — perguntou Pomfrey se virando — como foi que você se quebrou dessa vez?
Eu bufei levemente com o comentário, mas não posso dizer que foi desnecessário.
— Problemas do dia a dia, poderia enfaixar um machucado e me dar alguma poção para dor ou algo parecido?
— Bom, vamos ver. — falou ela se levantando lentamente — E você beba a poção.
Acrescentou ela para a garota que já começava a guardar o frasquinho no bolso.
Eu me sentei numa maca enquanto madame Pomfrey se aproximava.
— Deixa eu ver a ferida.
Pediu ela e eu tirei a mão do bolso e a mostrei meio receoso. Ela engoliu em seco assim que viu a ferida.
— Isso é muito grave Potter, que fez isso com você?
Eu levei minha outra mão a nuca meio se jeito.
— Sabe que não posso contar, mas posso inventar uma desculpa se é necessário.
Ela me olhou feio por conta da piada antes de ir até um armário e pegar alguns itens para tampar a ferida.
— Tem remédio na faixa Potter, deve cicatrizar melhor.
Informou ela enquanto já passava a faixa fazendo minha mão arder um pouco com o tal remédio tendo contato com a pele.
— Eu entendo você não querer contar o que aconteceu, mas eu não sou estupida! Sei exatamente o que causou isso e somente uma pessoa te machucaria com essa frase em específico. Saiba que irei alertar Dumbledore sobre o assunto.
Eu confirmei com a cabeça enquanto analisava minha mão enfaixada realmente não me importando muito com Pomfrey contando a Dumbledore que Umbridge me torturou.
— Dumbledore já tolerou coisas piores. — Respondi meio indiferente — Então, teria alguma poção para aliviar a dor?
Ela confirmou com a cabeça e se levantou da maca que estava.
— Eu vou tem que pegar, espera aqui. E Greengrass, beba logo essa poção.
A garotinha gemeu antes Pomfrey sair da sala, mas nesse momento minha mente estava em alerta por outro motivo. Greengrass? Essa garota é parente de Daphne? Não me lembro dela em nenhuma das minhas visões.
— Aconselho você a beber logo — comentei para a garota que quase se assustou a notar que eu falava com ela — já cometi o erro de ficar do lado errado do humor de madame Pomfrey.
Eu esperava que a menina bufasse ou simplesmente ignorasse, mas ela deu uma pequena risada antes de responder me surpreendendo bastante.
— Também já cometi esse erro! — Afirmou ela se virando para mim — Mesmo assim não dá pra beber essa coisa sem reclamar, cheira aqui.
Ela esticou o frasquinho na minha direção e rapidamente fui até ela e cheirei rapidamente o vidro aberto. Falar que tinha um cheiro ruim era um eufemismo enorme. Tinha um cheiro azedo, como leite vencido a muito tempo, mas o cheiro também era forte e picante, me fazendo ir pra trás assim que sentir tal fragrância. Eu fiz uma pequena careta antes de me sentar de frente para ela.
— Isso porque você não viu o gosto.
Eu dei um pequeno sorriso enquanto negava com a cabeça.
— Eu acho que vou ficar na ignorância sobre isso.
Ela abriu novamente um sorriso antes de olhar para frasquinho novamente aparentemente tomando coragem. Ela tampou o nariz e engoliu toda a poção num único gole. A careta involuntária que acabou aparecendo em seu rosto graças ao provável gosto horrível me entristeceu um pouco. No instante seguinte vi o rosto da garota ficar levemente vermelho e ela bater nos bolsos atras de alguma coisa. Pensando rápido eu tirei minha varinha e entreguei pra ela que conjurou água dentro do frasquinho que andes bebia sua poção e bebeu a água num único gole. Pelo jeito assim como o cheiro, o gosto também é apimentado, por isso seu rosto ficou vermelho.
— Obrigado Potter.
Agradeceu ela após respirar aliviada e devolver minha varinha.
— As pessoas que em algum momento usaram minha varinha podem me chamar pelo primeiro nome.
Ela riu um pouco confusa.
— É uma regra um pouco estranha.
Eu confirmei com a cabeça.
— Talvez um pouco, mas ninguém nesse castelo pode dizer que sou um exemplo de normalidade.
Seu sorriso se transformou numa risada novamente.
— Talvez eu esteja sendo um pouco intrometido, mas pra que você tem que tomar uma poção que parece ser tão horrível? — sua risada se transformou numa cara seria e levemente abatida no mesmo momento, fazendo eu me arrepender de ter perguntado no mesmo instante — desculpa, não precisa responder.
Ela parecia meio confusa com meu arrependimento, então respondeu parecendo curiosa.
— Eu conto sobre minha poção se você contar o que aconteceu com você... É que eu meio que ouvir você falando com madame Pomfrey.
Eu mordi meus lábios enquanto pensava. Não é como se Umbridge tivesse me pedido segredo sobre isso, mas definitivamente não quero meu nome sendo alvo de mais uma fofoca. Eu já conseguia ouvir alguns argumentos que certamente falarão caso essa história se torne pública. "O pirado do Potter agora resolveu inventar que uma professora o torturou", mas sério, como isso pode ser pior do que o que já estou passando agora? O máximo que pode acontecer é a escola me chamar um pouco mais de pirado, mas a essa altura sinto que é chover no molhado.
— Isso? — perguntei erguendo minha mão enfaixada. — Detenção com a professora Umbridge.
Ela ergueu levemente a sobrancelha.
— Detenção? Ela te machucou durante uma detenção?
— Mais ou menos — respondi balançado a cabeça — ela me fez usar uma espécie de pena que machuca. Pelo tanto que usei ontem, acho que ganhei uma tatuagem nova na mão.
A garota a minha frente franziu bastante a testa com o que eu contava.
— Ela te fez usar uma pena de sangue? Isso é crime! Denuncie a Dumbledore.
Eu não tinha certeza se esse era o nome da pena, mas fazia sentido que fosse. De qualquer forma eu neguei com a cabeça.
— Já passei por coisas piores — Respondi dando os ombros — Mas agora é sua vez, por que você beber isso?
A garota suspirou antes de responder com a cabeça levemente abaixada.
— É Stenokardiya. Tenho que tomar pra cuidar de alguns problemas que tenho no coração. Também tomo alguns outros remédios para alguns outros probleminhas de saúde, mas comparado com Stenokardiya parecem vitaminas.
Eu tentei sorrir embora ela não passasse muita felicidade no que a garota contava.
— Eu juro que não irei tentar pronunciar o nome da poção. — Ela riu me trazendo um pouco mais de tranquilidade antes que eu concluísse. — E sinto muito que você tenha que tomar isso, espero que você melhore logo.
Ela abaixou ainda mais seu olhar antes de falar algo que não entendi muito bem.
— Você não passa muito tempo entre os bruxos certo Harry?
Eu não esperava que ela realmente fosse me chamar pelo primeiro nome, mas isso não é importante, o importante é que não entendi muito bem o que ela quis dizer e não parecia algo positivo.
— Realmente não, mas como você...
Nesse momento fui interrompido pela porta abrindo novamente mostrando madame Pomfrey que carregava uma garrafa inteira de uma poção roxa.
— Desculpa a demora Potter, a poção estava bem escondida lá dentro.
Eu apenas confirmei com a cabeça enquanto a mulher botava a poção num frasquinho extremamente parecido com o que a Greengrass bebia sua poção a pouco e me entregou.
— Beba e vá tomar café, se você sentir dor mais tarde volte aqui para tomar mais.
Eu confirmei com a cabeça e bebi a poção num único gole, tinha um gosto até que agradável, um pouco doce demais, mas aceitável. Quando eu devolvi meu frasquinho, a Greengrass se levantou e entregou o dela também, rendendo uma sobrancelha erguida de madame Pomfrey.
— Não me diga que você jogou na pia?
A garota deu uma pequena risada.
— O grifinório é minha prova.
Eu dei uma pequena risada enquanto confirmava com a cabeça.
— Ela bebeu sim.
Madame Pomfrey parecia surpresa, mas concordou com a cabeça.
— Bom Potter, já que você conseguiu a convencer a beber tão rápido, deveria vir aqui toda manhã, é sempre uma briga.
Eu confirmei com a cabeça com um meio sorriso.
— Pode deixar.
Falei disfarçando bastante minha surpresa. Ela bebe aquele treco todos os dias? Parece ser uma poção fortíssima. Não é surpresa que ela de problema para beber.
— Eu vou ignorar vocês e vou tomar café.
Reclamou a garota já caminhando para fora.
— Pera eu vou também. — falei me esticando — obrigado madame Pomfrey.
Ela confirmou com a cabeça parecendo desconfiada, mas deu os ombros quando comecei a andar na direção da porta de saída junto da Greengrass.
— Eu não esperava que você teria a coragem de ser visto com uma cobra nos corredores.
Brincou ela me fazendo rir.
— Isso é besteira! As pessoas têm falado coisas bem piores de mim, e imagino que você saiba que tenho um certo talento para entender o que as cobras pensam.
Ela riu sabendo do que me refiro.
— A sim, minha irmã me comentou. Eu falo com o legitimo herdeiro de Salazar certo?
Eu confirmei com a cabeça rindo, mas percebendo bem o que a garota tinha falado.
— Você não estava aqui a três anos? Quantos anos tem?
— Sou um segundo ano Harry, mas tenho 14 embora todos na minha turma tenham 12.
Eu confirmei com a cabeça me perguntando se isso é normal ou algo recorrente. Depois tenho que perguntar a Hermione.
— Deve ser legal ser mais velha, pode usar isso ao seu favor.
Ela me olhou confusa.
— Como?
— Qual é Greengrass, dois anos mais velha deve significar que você pode ir a Hogsmeade embora todos da sua turma não possam, isso sem contar que por sua idade mais avançada você pode bater nos seus colegas que ousarem te contrariar.
Ela deu outra risada espontânea.
— Embora as pessoas aqui no castelo geralmente ganham aceso ao vilarejo com treze anos, obviamente eu so terei a permissão junto da minha turma, então não tem muitas vantagens nessa parte. Agora sobre eu ser mais velha, olha meu tamanho Harry, ta mais provável que eles me batem. — Eu dei uma pequena risada notando que ela realmente parecia um segundo ano embora tenha idade para ser uma aluna do quarto ano. — E acho estranho te chamar pelo primeiro nome enquanto você me chama pelo sobrenome, então pode me chamar de Astoria.
Eu abrir meu sorriso enquanto confirmava com a cabeça. Embora eu tivesse quase certeza, agora é absoluta, essa é a irmãzinha de Daphne. Embora nunca tenha aparecido de fato nas visões que tive, seu nome era constantemente comentado. Daphne sempre falava dela.
— Que honra.
Falei exageradamente enquanto chegávamos no salão principal fazendo a garota revirar os olhos.
— Até mais herdeiro de Salazar.
Eu que rolei os olhos agora antes de responder e me encaminhar para a mesa da Grifinória.
— até mais senhorita cujo a pronuncia da ofensa é tão difícil que nem irei tentar pronunciar.
Ela riu antes de caminhar na direção da mesa da Sonserina.
