Capítulo 5: É serio Hermione?


Eu estava caminhando lentamente enquanto observava tristemente todo o horror ao meu redor, o castelo que passei tantos momentos especiais está destroçado a minha frente. Pedaços daquilo que considerava minha casa espalhados por toda parte junto de sangue e corpos que tive a infelicidade de reconhecer alguns. Eu caminhava lentamente como se nada daquilo realmente importasse, pois uma forte angústia percorria meu espírito.

Virando um dos corredores de cara com as últimas pessoas que queria encontrar, Rony e Hermione que estavam sujos e de mãos dadas.

— Harry.

Me chamou Hermione entusiasmada antes de correr na minha direção e me abraçar. Eu olhei para baixo meio confuso, mas principalmente com raiva da atitude.

— Qual é Hermione, me solta.

Ela não pareceu me ouvir continuando seu aberto até que Rony chegasse e me cumprimentasse com um sorriso meio envergonhado e um pequeno tapinha no ombro.

— Viemos ajudar cara.

— Estou vendo, mas não é um bom momento, estão todos reunido no salão principal.

Rony concordou com a cabeça e Hermione finalmente me soltou parecendo meio envergonhada também.

— Como você esta cara?

— Vivo.

Respondi enquanto já começava a caminhar para ir embora.

— E Daphne e Lilian?

Perguntou Hermione e eu nem parei para responder.

— Estão vivas também.

Nenhum dos dois perguntou mais nada enquanto eu me afastava pelo corredor.

Caminhei mais um pouco até alcançar onde deveria ficar a porta que levava a torre de astronomia, mas estava toda destruída me fazendo somente passar pelo buraco e subir as estreitas escadarias até o local que antes eu costumava estudar o céu com extrema má vontade. Assim que terminei de subir encontrei a pessoa esperada, sentada na beirada com as pernas pra fora como costumava ficar.

Conforme me aproximei ela notou minha presença e suspirou.

— Mapa do maroto?

Eu neguei com a cabeça embora a garota ainda olhasse o horizonte a sua frente.

— Não precisei, te conheço o suficiente.

Respondi enquanto me sentava ao seu lado. Assim que me sentei ela repousou sua cabeça em meu ombro. Eu a observei por um segundo e deu para notar que ela andou chorando, mas não dá pra ficar surpreso com isso.

— Sinto muito pela sua mãe Daph.

Ela negou com a cabeça lentamente.

— Aquela desgraçada — falou ela num misto de divertimento, raiva e rancor — depois de tudo que fez ainda conseguiu morrer como uma heroína e me fazer chorar sobe sua lapide.

Com isso ela limpou as lagrimas em seus olhos e eu suspirei.

— No final ela fez o que era certo, so queria que tivesse sobrevivido para assim você conseguir conversar com ela, sabe... resolver tudo que acabou ficando pendente.

— Não tem nada para resolver Harry, ela foi convivente com tudo que aconteceu, ter tentado me defender quando já era tarde demais não anula o que ela fez antes.

— Sinto que pra você anula.

Ela sufocou um suspiro antes de pegar minha mão e a apertar. Eu me confortei com seu aberto e observei o horizonte. O céu escuro parecia melancólico para combinar com todo o cenário de destruição abaixo de nós. As pontes de Hogwarts todas devastadas, algumas áreas lá embaixo pegavam fogo e eu conseguia ver diversos corpos espalhados também. Visão nada agradável, mas minha única reação a tudo isso foi um profundo suspiro que serviu para Daphne apertar um pouco mais minha mão.

— Temos que ir à sala de Dumbledore.

Eu confirmei com a cabeça meio desanimado.

— Temos, mas devo admitir que não estou entusiasmo a seguir um conselho do ranhoso.

— Eu também não, mas não é como se tivéssemos alguma opção, ele logo atacara novamente.

Eu suspirei novamente.

— Não vamos aguentar esse segundo ataque, não existe um meio de fugir, esse pode ser um dos últimos momentos das nossas vidas, quer mesmo desperdiçar isso com as memorias de Snape?

— Definitivamente não, mas se nelas existir 1% de chance de encontrarmos um jeito desse não ser os últimos momentos da nossa vida, meu tempo terá sido maravilhosamente gasto.

Eu bufei enquanto negava com a cabeça.

— Você realmente acredita que se existe uma solução, ela vira de Severus Snape?

— 1% Harry.

Eu suspirei sabendo que não tem discussão.

— Ta vamos, so vamos aproveitar um pouquinho mais aqui.

Ela suspirou enquanto eu passava meu braço pelas suas costas e a trazia mais pra perto.

— Ele não nos deu muito tempo Harry.

— Nos deu o suficiente!

Respondi enquanto ela parecia relaxar um pouco seus músculos.

— Sabe Harry, as vezes eu queria poder parar o tempo, so eu e você aqui na sala de astronomia como nos velhos tempos.

Eu dei uma pequena risada.

— A professora Aurora ficaria furiosa se soubesse as coisas que já fizemos aqui.

Ela deu uma silenciosa risada, quase imperceptível, mas foi o suficiente para me fazer sorrir também.

— Verdade, não deveríamos ter feito isso aliás, seria muito difícil explicar caso fossemos pegos.

— Essa era a graça da coisa.

Ela negou com a cabeça rindo.

— Acho que podemos fazer uma promessa então.

Eu olhei meio confuso pra ela que sorriu.

— Se sobrevivermos ao segundo ataque de Voldemort, iremos fazer amor aqui novamente.

Eu expus um sorriso divertido e malicioso em meus lábios antes de concordar com cabeça.

— E é assim que se faz para me motivar, vamos ver as memorias de Snape.

Ela deu uma risada enquanto concordava com a cabeça e se levantava lentamente. A ver sorrindo mesmo depois de tudo que aconteceu aquecia meu coração de uma forma enorme. Ela se levantou e descemos as escadas lentamente já de mãos dadas até alcançar o que antes de tudo isso era o sétimo andar. Caminhos lentamente entre os destroços, corpos e o leve som de algum chorando no fundo.

— Eu encontrei Hermione e Rony a pouco.

Comentei para Daphne que bufou.

— Eles estão aqui em Hogwarts?

Eu confirmei com a cabeça.

— Disseram que vieram para ajudar, devem ter vindo junto da ordem.

Ela rolou os olhos.

— Aliados por tempo limitado.

Eu confirmei com a cabeça sentido o mesmo rancor que ela botou para fora no tom de sua frase.

— Espero que eles não pensem que irei esquecer tudo que aconte...

— Harry acorda.

Eu despertei bruscamente com Hermione me chacoalhando. Eu abrir meus olhos meio assustado e peguei meus óculos no mesmo momento para ver Hermione parecendo levemente irritada.

— Hermione, o que você quer?

Perguntei me jogando de volta cama e olhando para o teto. Já é a segunda vez que Hermione acabava interrompendo minhas visões antes de sua conclusão, e essa parecia muito importante.

— Harry, temos que conversar.

— E não dava para esperar eu acordar?

— Isso é uma das coisas que queria conversar com você, já são 11:30h.

Eu rolei os olhos ainda deitado.

— Idai Hermione? Hoje é domingo, vou ficar zanzando pelo castelo o dia inteiro.

— Mesmo assim você não deveria perder o café da manhã dessa forma.

Eu bufei bastante frustrado.

— Que seja, é so por isso que você me acordou?

Ela suspirou me fazendo revirar os olhos.

— Não Harry, eu já disse que preciso falar com você, eu ia falar ontem, mas você resolveu não ir a Hogsmeade.

— Espera um momento.

Pedi ainda olhando para o teto tentando lembrar dos detalhes da visão que acabo de ter e tentando traçar a tal linha do tempo. Pelo jeito em algum momento Daphne e eu retornamos a Hogwarts e isso deu tragicamente errado considerando o estado do castelo, mas tem muito mais coisa a se observar.

— Harry.

Eu bufei novamente enquanto me sentava e olhava para minha melhor amiga.

— Diga Hermione, o que é tão importante?

— Por onde eu começo?

— Posso lavar o rosto enquanto você decidi?

Ela negou com a cabeça.

— Se eu te deixar escapar você some pelo resto do dia.

Nisso ela meio que tem razão.

— Então diga logo do que se trata.

Ela respirou fundo antes de começar.

— Ontem sem você saber Rony e eu marcamos uma reunião com diversos alunos em Hogsmeade, mas acabou não acontecendo como queríamos já que você decidiu ficar no castelo, mas o assunto que íamos tratar ainda é valido de ser conversado.

Eu passei a cocar meus olhos ainda meio frustrado por ter sido acordado.

— Você não pode me culpar por faltar em sua reunião sendo que você sequer me avisou de sua existência, sobre o que conversaram?

— Rony queria continuar com ela sem você, mas eu achei que não teria sentido com você ausente.

Eu suspirei meio entediado.

— Hermione, vai direto ao ponto, por que você marcou uma reunião com vários alunos sendo que todos me odeiam?

Ela desviou o olhar de forma clara me fazendo ficar ainda mais desconfiado.

— Como eu disse, Rony queria fazer mesmo sem você, eu fui contra e assim acabamos discutindo, mas ele seguiu o plano e conversou com todos. Pelo que ele contou apareceu pessoas de todas as casas para te ouvir Harry.

Eu cerrei levemente meus olhos.

— Me ouvir? Hermione, você junto um monte de alunos para tentar os convencer que não sou maluco? Com qual objetivo?

Ela negou com a cabeça.

— Juntamos os alunos pois estamos tentando formar um grupo para praticar defesa contra as artes das trevas, e queremos que você fosse nosso professor.

Eu dei uma pequena risada enquanto finalmente me levantava e fazia um pequeno alongamento com o ombro.

— Por que você acha que eu sou qualificado para ensinar defesa? Por que você acha que alguém iria querer aprender comigo? Sou pirado lembra?

Hermione negou com a cabeça expondo um pequeno e vitorioso sorriso.

— Rony seguiu com a reunião e convenceu vários alunos da sua visão, olha isso, o tanto de assinaturas.

Dito isso ela tirou um pergaminho do bolso e me entregou. Eu so pude rir da quantidade de nomes ali escrito, analisando meio segundo já notei mais de 40 nomes assinados.

— Qual é Hermione, so concordaram porque acham que sou maluco, não duvido nada metade dessa lista nos entregar a Umbridge assim que verem que não irei revelar nada sobre a morte de Cedrico.

Hermione supreendentemente concordou com a cabeça.

— Eu também estranhei Rony ter conseguido tantas assinaturas e também cheguei nessa possibilidade, mas não faz mal, teremos a primeira aula na quinta-feira e você terá esse tempo para mostrar pra escola o seu lado da história contando somente aquilo que te deixa confortável em compartilha, e caso algum não fique interessado, é so parar de frequentar e pronto, ninguém vai nos entregar porque sabem que esse papel que eles assinaram é amaldiçoado, se alguém dedurar sofrera as consequências.

Eu franzi levemente o rosto numa cara de descrença

— Todo mundo sabe que tem armadilhas no pergaminho e tanta gente assinou? Tem certeza de que Rony avisou sobre isso?

Ela arregalou os olhos enquanto negava com a cabeça.

— Agora que você me chamou atenção sobre isso tenho certeza de que ele não avisou.

Eu dei uma pequena risada enquanto negava com a cabeça e devolvia o pergaminho para a dona.

— Não faz mal, eu estou fora do mesmo jeito.

Hermione suspirou enquanto se ajeitava, acredito que ela já esperava essa resposta.

— Por que Harry?

Eu me sentei de frente para ela e respondi tampando minha boca.

— Primeiro, sou somente um bom aluno em defesa contra as artes das trevas, não chego nem perto de ser qualificado a ensinar alguém. Segundo, eu concordo que Umbridge é uma professora terrível, então consigo entender porque você tem planejado tudo isso, mas serio que você realmente pensou que eu seria uma escolha ideia a professor? A escola inteira me odeia, não analisei esse pergaminho nem por um segundo e já conseguir ver alguns nomes que cospem no chão quando me encontram nos corredores. Por que exatamente eu deveria ajudar essas pessoas?

— Porque diferente delas você sabe o que esta por vim! — exclamou Hermione agora parecendo meio surpresa — Harry, você-sabe-quem retornou e embora eles não acreditem nisso, você sabe que é verdade! Sabe que nunca precisamos de um bom professor de defesa contra as artes das trevas quanto precisamos agora. Umbridge força sua política de ensino sem as varinhas no pior momento possível, pois logo iremos nos tornar vulneráveis. Eu entendo sua raiva, mas quando essa guerra estourar como sabemos que ira, essas aulas extras com você pode salvar a vida deles.

Eu suspirei concordando que realmente a guerra vira em algum momento, eles acreditando ou não.

— E por que você acha que eu sou qualificado pra isso? sou so um quinto ano assim como você.

Ela negou com a cabeça.

— Não Harry, você já passou por coisas que nenhum quinto ano passou. — Respondeu ela num tom suave — você derrotou um basilisco com 12 anos de idade, afastou dezenas de dementadores com 13, enfrentou Voldemort frente a frente ano passado e saiu vivo, nenhum aluno de nenhuma escola possuí mais experiencia ou capacidade que você.

Eu dei uma pequena risada enquanto negava com a cabeça.

— Eu agradeço a tentativa de lisonjeiro Hermione, mas nos dois sabemos que em todas essas situações eu tive sorte, muita sorte.

Ela concordou com a cabeça.

— Então nos ensina a ter sorte também.

Eu bochechei meio sem ânimo.

— Não é algo que de para ensinar.

— Então nos ajude a melhorar nossas chances.

Eu suspirei.

— Hermione, o que eu ensinaria? Eu mal dou conta dos meus trabalhos escolares, você não seria uma escolha muito mais inteligente a se fazer?

Ela negou com a cabeça bruscamente.

— Não nessa matéria.

Eu expus um sorriso maldoso antes de responder.

— É, me contaram sobre isso, quer dizer que você foi a melhor da nossa turma em todas as matérias no primeiro e segundo ano, mas no terceiro e no quarto eu peguei as melhores notas em defesa.

Hermione revirou os olhos.

— Quem te contou isso?

— Eu não posso ter visto minhas notas e comparado com as suas?

Ela negou com a cabeça meio desconfiada.

— Você já teria falado disso se fosse o caso.

Eu ri concordando com a cabeça.

— Daphne que me contou, aparentemente Astoria tem uma pequena obsessão pelo seu feito nos dois primeiros anos, por que nunca me contou que atrapalhei no ano passado e retrasado?

Hermione revirou os olhos novamente, mas agora expos um pequeno sorriso também.

— Isso deixou de ser uma prioridade pra mim a alguns anos, acredito que por tanto que seja você na sua matéria favorita não tem problema pra mim, minhas notas ainda são fantásticas.

Eu dei uma pequena risada enquanto me levantava na esperança de poder ir lavar o rosto.

— Mas Harry, isso é outra coisa que eu queria falar com você ontem, mas não te encontrei depois daquela hora na biblioteca... dês de quando você é amigo próximo daquelas garotas?

Eu suspirei voltando a me sentar já que prevejo ser longa aquela conversa.

— Acabei fazendo uma pequena amizade com Astoria e assim fui sendo apresentado para as outras, elas são legais.

Hermione concordou com a cabeça.

— Astoria é a mais nova?

Eu concordei com a cabeça.

— Sim, irmã de Daphne.

— Daphne é a garota que você perguntou se eu conhecia no início do ano? Depois ficou esquisito e fugiu da gente pelo resto do dia?

Eu concordei com a cabeça embora eu saiba onde ela está querendo chegar.

— Essa mesmo, coincidência não?

Ela revirou os olhos antes de continuar.

— Estou meio preocupada Harry.

Eu olhei meio confuso.

— Preocupada? — Ela confirmou com a cabeça — com o que?

— Quando você perguntou sobre Daphne Greengrass, eu fiquei preocupada que você tentasse se aproximar dela, então fiz uma pequena pesquisa sobre sua família, so para ter certeza de onde você estava se metendo. Então o tempo passou e já faz semanas que estou escultando dois tipos de boatos diferentes sobre você, um falava que você agora estava amiguinho dos Sonserinos, ou das cobras como ouvir de diversos alunos. Agora o segundo é um pouco mais preocupante, pois vários alunos acrescentavam que essa tal cobra que você fez amizade é amaldiçoada e contagiante, assim te deixando doente e por isso que você tem emagrecido.

Eu dei uma pequena risada divertida, eu sabia que estava rolando boatos, mas nunca imaginei algo parecido.

— Sério? Acham que Daphne ou Astoria que está me passando doenças?

Hermione fechou a cara para meu tom sinalizando que ela estava falando sério apesar dos argumentos cômicos.

— As pessoas estão espalhando que a mais nova está amaldiçoando você.

— Isso é ridículo Hermione.

Ela confirmou com a cabeça.

— Eu também pensei isso, até porque eu tinha esquecido daquela sua pergunta sobre a Greengrass então não acreditei que você fosse realmente amigo de nenhum Sonserino, mas depois de encontrar você com elas ontem foi impossível não lincar com o que li sobre a família delas.

Eu fechei levemente a cara meio desconfiado.

— Como assim?

— Após ver você com elas ontem, fui até alguns livros para conferi tudo já tinha lido, a família Greengrass sofre com maldições a centenas de anos, mas não afeta todo mundo da família, geralmente so 1 ou dois bruxos por geração. O último com um problema grave foi o senhor Frederik Greengrass, que viveu a uns 140 anos atras. Aparentemente a maldição dos Greengrass envolve problemas de saúde e esse homem possuía uma que era transmissível. Lincando com o que os alunos estão espalhando agora, os Greengrass acabaram ficando com essa fama, principalmente quando um fica doente, mas e se for verdade? E se de alguma forma todos sabem que a mais nova contém algo contagioso e contém a chance dela está passando pra você mesmo que involuntariamente?

Eu neguei com a cabeça ficando levemente irritada com o comentário mais estupido que já vi Hermione fazendo.

— Qual é Hermione, isso me parece no máximo algo que alguém inventou já que Astoria realmente tem um probleminha de saúde e toma poções por isso. Você realmente acredita que ela é contagiosa porque um velho era a 140 anos atras?

Hermione franziu levemente a cara sabendo que esse era um assunto complicado, mas respondeu mantendo a firmeza na voz.

— 140 anos paras os padrões bruxos não é muita coisa Harry, Dumbledore mesmo deve ter conhecido esse senhor pessoalmente.

Eu dei uma pequena risada enquanto negava com a cabeça.

— E como exatamente esse argumento te ajuda na questão sobre Astoria?

Hermione embora o sorriso provocado por sua piada voltou seu foco.

— Você mesmo disse que ela tem problemas de saúde, realmente tem uma enorme chance dos alunos assim como eu ter lido sobre os Greengrass e espalhado que a mais nova é contagiosa já que seu bisavô era, mas e se não for somente boatos Harry? E se realmente ela tiver um problema que possa ser passado por proximidade ou algo semelhante?

Eu neguei com a cabeça levemente indignado.

— Hermione, pensa direito no que você ta falando, se fosse o caso ela estaria estudando de casa e isolada, não em uma escola cheia de crianças onde ela supostamente poderia causar uma epidemia. Se você pensar direito vai ver que isso não faz nenhum sentido.

Ela estampou uma cara bastante irônica que me irritou um pouco.

— Qual é Harry, não seria a primeira vez que Dumbledore esticaria a linha para além da segurança coletiva dos alunos, Lupin estudou aqui.

Nisso meio que concordo, a segurança dos alunos realmente não parece ser a prioridade principal de Dumbledore.

— Mesmo assim Hermione, se fosse o caso ela mesmo já teria me contato.

— Claro que não Harry! — exclamou Hermione no mesmo momento. — Não existe jeito fácil nem pra falar "Estou gripada e posso ter te passado", imagina em casos mais graves?

Eu neguei com a cabeça meio perplexo.

— Porque você ta botando tanta fé nisso? Realmente não parece pra você somente uma mentira inventada por um monte de alunos maldosos? Quantas vezes eu já passei por algo semelhante? Com pessoas por todo castelo disseminando informações sobre mim como se fosse verdade absoluta?

Ela concordou com a cabeça.

— Pode ser Harry, eu também não quero acreditar em nada disso, mas se existir 1% de chance dela representar 0,5% de perigo a você, deve sim ser considerado e muito bem pensado.

Eu rolei os olhos enquanto me levantava agora decidido a ir lavar o rosto.

— A chance de isso ser verdade é 0. Não 1% ou 0,5, é 0! Hermione, eu sei que voce so está preocupada comigo e também sei que a conheço a pouco tempo, mas Astoria não machucaria nem uma mosca, ela teria me avisado se existisse qualquer possibilidade dela representar qualquer tipo de perigo a mim ou a qualquer outra pessoa. Eu sei bem como é todos afirmaram algo como se me conhecesse ou algo semelhante a isso, é horrível Hermione.

Então caminhei lentamente na direção do banheiro.

— Espero que você não esteja errado sobre isso Harry.

— Não estou!

Respondi abrindo a porta e saindo do meu dormitório.