P.O.V. Derek - 28/06 - Lua Nova
Eu estava petrificado, a policia relatou que o Sherife após ver o filho morto após cair da escada tinha decidido se matar. Mas como pode Stiles, o jovem que sobreviveu ao sobrenatural morrer por uma simples escada?
Eu não sei o que faço. Quando Scott chega:
- Derek, eu e toda a matilha iremos ajudar a montar o funeral que só era eles dois. Vamos tentar montar tudo amanhã de manhã. Como sei sua conexão com Stiles... Eu recomendo você ir descansar...
Não questiono essa tal conexão, até porque agora não era o momento e eu não estava com minhas faculdades mentais em perfeito estado.
Olho para ele e percebe seus olhos inchados. Ele tremia, e tava para ver que sua voz estava saindo num tom de fraquejada de tanto chorar. Seu cheiro acabava sinalizando uma profunda tristeza.
Eu não estava muito diferente. Escuto ao fundo:
- Pelo menos esse caso não foi de novo do novo assassino de Bacon Hills.
E um silêncio sendo berrado por Patrick por saber que estávamos perto e depois um berro com o novo empregado solicitando respeito ao Sheriffe.
Saio junto com Scott, porem meu coração parece estar em outro lugar. Infelizmente esse lugar agora estava sendo levado para um centro de medicina legal para ser avaliado.
Como pode, um ser humano, fazer tanta diferença da minha vida. E como pode, ele ser tão egoísta a ponto de se distrair e acabar caindo da escada? Será que ele sabe como todos estão se sentindo?
Eu estava quebrado, para dizer o mínimo. Chego no loft e acabo correndo no banheiro para ir vomitar. Sinto minhas entranhas me apertando e uivo para tentar tirar toda a minha dor.
Após isso vou tomar banho. Tento relaxar mas tudo que penso é no corpo de Stiles lá, jogado no chão. Coloco minha calça de moletom e tento ir dormir. Sabendo que hoje será uma noite que passarei acordado.
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AVISO ESSA CENA PODE SER GATILHO PARA PESSOAS COM QUESTÕES DE SAÚDE MENTAL!
Flashback do dia 08/04/2011 - terceira pessoa
Claudia Stilinski já estava exausta. Ela não aguentava mais recusar o chamado. Era difícil e isso só a deixava doente. Ela começou a ter uma demência fototemporal exatamente pelo motivo de sempre recusar o chamado. Mas como ela podia? Ela tinha um filho de mais ou menos 7 ou 8 anos de idade para cuidar. Isso se ela lembra dessa data de forma correta.
Tudo começou com as dores de cabeça, depois veio as vozes. Elas diziam que estava na hora de ela morrer... Mas o que seria hora de morrer? Como assim?
As vozes diziam para ela ir com ela, que ela tinha outras coisas para fazer, mas não mais em vida e sim, agora, na morte. Claudia estava exausta sobre isso. Sua demência tinha chego a um ponto que já estava acamada. Algumas lesões por pressão já estavam presente nela.
Seus medicamentos estavam distantes, de uma maneira que qualquer tentativa de alto extermínio seja impossibilitado pelo seu marido. As almas diziam "Deixe-me leva-la você tem novas funções", mas ela se recusava. Ela sabia que se fosse com eles não ia descansar para sua morte, tem certeza disso desde que viu os olhos negros de uma criança sorrindo e dizendo "você é uma de nós."
Claudia não gosta de usar o sobrenome da família, pois esse sobrenome só trazia lembrança de pura e simplesmente morte.
As vozes a deixavam louca e esse era o castigo. Principalmente porque todos os que vão ser transformados nessa criança acabam tendo que sofrer uma perda. E essa perda, ela não estava preparada para ter.
Num momento de lucidez ela chama seu filho. Ele tinha dez ano e seu pai tinha que trabalhar e por isso, Stiles estava em casa com um babá+. O nome dele acho que é Derek Hale. Ele estava conversando com cuidadora da Claudia um pouco afastada. Dizem que era a namorada dele é a filha da cuidadora da Claudia o nome dela era Kate... O nome da filha da cuidadora... Acho.
Claudia o chama e pede para pegar um produto especifico que ela sabia que podia mata-la escondido no armário pois precisava dele para poder deixar o quarto melhor. Claudia pede para ele entregar baixinho e não contar para ninguém, afinal era a única chance do quarto ficar do jeito que eles querem. Stiles, achando que estava ajudando pega o bendito do produto e entrega para a mãe que manda ele sair do quarto.
1 hora depois, quando a cuidadora retorna do seu descanso, Claudia estava morta.
Infelizmente após o pai já preparar tudo para o luto não entendendo como ele foi tão descuidado de deixar veneno de rato no quarto de sua mulher. Chega seu filho. Stiles. Perguntando se o quarto estava do jeito que a mãe queria (ele ainda não sabia da morte da mãe).
Desde então, nem para Derek Hale, nem para a família da cuidadora (que após alguns meses se matou criando um trauma para Kate) e nem a familia Stilinski foi a mesma.
Principalmente a relação pai e filho.
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FIM DA CENA
27/06/2022 - Terceira pessoa Flashback
Três batidas na porta. É tudo que uma criança, com a pele pálida parecendo quase morta e com vestes brancas precisa para pedir ajuda para um adulto e ele oferecer para as duas crianças entrarem em casa.
Caso a pessoa não deixe a criança entrar, ela acaba, infelizmente ou felizmente, não podendo entrar na casa.
Pelo que parece a idosa Dorothy não discorda que seria uma boa ideia oferecer a entrada dessas crianças e dar lanche para as mesmas enquanto chamava a policia.
Foi ai que o terror começou. As crianças começaram a escurecer o seus olhos e com um sorriso sarcastico fala:
- Querida Dorothy a senhora está nos seus últimos minutos de vida. É culpada pelo assassinato de crianças, idosos e doentes mentais. Está na hora da sua penitência.
Dorothy no momento percebe que deveria falar com a policia por outro motivo. Tenta se afastar porem as crianças ficam em volta dela. E a segurando faz ela lembrar de tudo que ela fez de ruim na vida enquanto gerava uma dor em pontada por todo o corpo.
O corpo da Dorothy foi enfraquecendo, uma energia ia passando da Dorothy para as crianças que se alimentavam de sua alma como se nada tivesse acontecido. Até que Dorothy acaba sendo deixada no chão. Morta.
As crianças dos olhos negros. As pessoas escolhidas para castigar as pessoas antes de elas irem para o mundo dos mortos. Tirando toda a energia ruim dessa pessoa. Se a pessoa merece um castigo pelas coisas que fez na vida, elas estão lá. Elas foram chamadas pela morte e foram escolhidas para esse trabalho.
