P.O.V. Stiles - 30/06 - Lua Crescente - Apartamento do clã

Acordo e percebo que estou num quarto em tons amarelos. Era um quarto simples com uma cômoda e uma cadeira além da cama. Vejo Allison em minha frente, me encarando. Com aqueles cabelos brancos que traziam um contraste estranho para ela.

- Oi! Stiles. Não desmaie agora pelo amor de deus! Juro que vou te contar tudo!

Pisco algumas vezes enquanto lhe olho e espero ela continuar. Allison respira fundo e começa:

- Bom Stiles, como posso explicar... Você está morto, porém, foi um dos escolhidos pela morte a não passar pelo pós vida e sim recebeu - Allison continua, mas utiliza os dedos como se fosse colocar umas aspas no diálogo com os dedos - "Uma dádiva"

- Eu não pedi dádiva nenhuma... Allison que porra está acontecendo?

- Você já ouviu falar sobre as crianças dos olhos pretos?

- É uma lenda urbana que eu saiba. - Falo

- Bom, podemos dizer que toda lenda urbana tem seu fundo de verdade. Essa lenda nasceu quando um de nós foi acidentalmente visto. Nós somos ceifadores

- Ceifadores? Mas que porra... - Fico um pouco transtornado com a notícia.

- A morte escolhe quem será um ceifador. Ela escolheu você. E para podermos fazer nosso trabalho ela escolhe três protetores, normalmente eles são bem chatos e podemos nos transformar neles quando precisamos.

Penso na criança, no velho e na mulher que estão infernizando minha cabeça

- Mas, por quê?

- Porque a morte quer ué. E infelizmente não temos escolhas, é o que nós somos agora. Todas as noites em que a morte nos chamar nós nos transformamos em ceifadores e nos alimentamos das energias das pessoas para poder sobreviver e é isso. A lua nova é nosso momento de maior força.

Fico refletindo, acredito que ela não vá falar tudo hoje, pois é muita coisa para eu absorver. A morte então me escolheu, mas que porra.

"Você vai se acostumar tio Stiles não se preocupe" - escuto a voz da criança que mora dentro de mim.

- Agora o que vou fazer? - Pergunto

- Você ira morar comigo e com a Marin Morrell que foi a outra escolhida para recolher as almas nessa região.

- Marin Morrel? Aquela que morreu a 5 anos atrás? Irmã do veterinário Deaton? A conselheira da escola?

- Ela mesma e inclusive não sei se você já olhou no espelho. Vamos lentamente por enquanto...

Ela me leva até o banheiro onde posso me ver. Não estou muito diferente de Allison, minha pele é branca como a neve, meu cabelo está branco e meus olhos estão um pouco mais escuros que o normal. Agora era oficial eu virei essa coisa.

- Meu deus...

- Eu sei é bem difícil essa questão é por isso que sua mãe recusou.

- Minha mãe se matou isso não tem nada a ver com isso.

Allison me encara com pena e explica:

- Sua mãe se matou para não ser um de nós e para não matar você ou seu pai no processo. É que para sermos receptáculos temos que sugar uma energia de alguém que amamos então para isso a melhor alma seria você...

- Minha mãe então eu com meu pai... Mas pelo que vi disseram era suicídio.

Allison desvia o olhar e fala:

- Não vamos falar sobre isso. Logo, logo você lembrará tudo que aconteceu na sua transformação.

- Allison... Quem você matou?

E ela sem olhar para mim e saindo andando fala:

- Meu pai.

Allison me reapresentou a Marin. Sua pele brilhava de tão pálida. Dava para perceber que ela estava a um bom tempo sendo ceifadora. Seus cabelos brancos estavam presos num coque desleixado e contrastava com tom de sua pele e ela usava calça jeans e camiseta.

O apartamento era relativamente grande com 3 suítes, uma sala e uma cozinha. Porém, todas as janelas se encontravam fechada, como se a luz os incomodassem. Ela me olhava de cima a baixo como se já tivesse passado por muita coisa e estava pensando em como me fazer agir corretamente:

- Eu sou Marin, a líder desse pequeno clã. Siga o que a morte de manda e todos os nossos treinamentos. Eles serão feitos a noite, pois é o momento que a morte fica mais forte. Seu quarto é aquele que você acordou. Seja bem-vindo.

Não pensei que viria a ex conselheira da escola em toda essa frieza. Penso o que ela passou para ficar assim. Peço licença a Allison e volto ao meu quarto. Abro a janela, mas o sol me dá uma sensação de fraqueza e sono. Prefiro fechar a janela.

Que ótimo! Além de ceifador agora tenho que viver escondido igual um vampiro. Pelo menos Bacon Hills não faz muito sol. Abro meu armário e vejo que colocaram duas camisetas, um pijama e duas calças jeans.

Penso que como uma pessoa morta não posso encontrar nenhum dos meus amigos. Não vou me formar e nem ser perito. Nunca mais vou falar com Scott, Derek, Lydia e nem ninguém... Pelo que parece minha vida vai mudar radicalmente.

É, o inferno começou.

P.O.V. Lydia - 30/06 - A noite, na casa de Lydia - Lua Crescente

Estava andando pelas ruas de Beacon Hill quando de repente vejo um frio me cobrindo. Olho no espelho e vejo que não era mais Lydia e sim uma das meninas que estudava na minha escola,

"Merda" eu penso, pois, sei que estou tendo uma visão como Banshee de algum assassinato.

Sinto um arrepio na espinha enquanto algo passa por trás de mim. Sem controle por esse corpo viro para trás e não encontro nada. Quando de repente escuto quase como um sussurro:

- Bethany...

Bethany começa a correr o coração saia pela boca, enquanto era escutado uma voz no fundo, rindo dela. Ela tenta entrar numa pequena loja, porém a mesma estava fechada.

Escuto um:

- Não tão rápido Bethany...

Vejo uma sombra, sua energia era sombria a encostar. De repente o corpo dela começa a ferver. E toda a sua alma se esvai.

Acordo com um berro. Vejo Peter acordar num pulo e vir me abraçar enquanto falava:

- Shiii vai ficar tudo bem...

Tento voltar a minha respiração e quando eu consigo eu falo:

- Temos um novo ser maligno em Beacon Hills ele acabou de matar alguém.

Ele me abraça enquanto manda uma mensagem para matilha marcando para nos encontrarmos.