P.O.V. Derek - 05/07 - Lua crescente
Meus sonhos com Stiles continuam. Não o consigo tirar da cabeça. As crianças felizmente sumiram da minha vida. Fico pensando em como vou fazer para chamar um espírito. Até porque ser um lobisomem e ter loucuras com sobrenatural e ficar cantando em cemitério são coisas totalmente diferentes pelo amor de Deus.
Olho no meu bestiário e apesar de falar algumas categorias de demônios de possessão como aquele que enfrentamos antigamente o Nogtsune não encontro nada de chamar espíritos. Pelo que parece minha família nunca sofreu disso o que pode dificultar um pouco a minha vida
Pesquiso na 'internet' para ver se aparece algo interessante. Mas se não for para chamar a loira do banheiro acredito que não tenha muitos rituais por lá. Penso em ir conversar com a Lydia. Lydia é uma Banshee e acredito que de todos ela seria a mais conectada com a morte.
Por ser a mensageira dele.
Mando uma mensagem para ela combinando de reunir com ela no loft num horário que eu sabia que a Cora e o Peter estariam fora de casa. Por sorte, tanto meu tio quanto minha irmã não são ligados de ficar muito em casa.
Aproveito e preparo um bolo de cenoura e uma pipoca para poder recebê-la. Pode parecer besteira, mas sempre gostei de cozinhar, principalmente se pensar que morei sempre sozinho.
Escuto três batidas na porta informando que a Lydia chegou. Abro a porta e ofereço para ela entrar. Sentamos no sofá e coloco um filme de comédia para ela assistir enquanto come. Nada melhor do que convencer a Lydia a ajudar do que a distraindo. Sabemos que ela adora coisas em troca, mas não sei se estou com cabeça para isso agora.
- Então Lydia. Quando você treinou lá com a outra Banshee ela te deu algum livro ou algo assim para estudar?
Lydia o olhou suspeitando de algo enquanto levava um pedaço de bolo na boca. Maldita Banshee namorada do Peter. Malvada igual a ele da para entender porque os dois se amam.
- Algo assim, por quê?
Respiro fundo e penso que o mais prático era falar de uma vez.
- Preciso falar com o Stiles. Estou tendo sonhos com ele desde que um ser obscuro me atacou.
Ela engasga com o bolo e pergunta:
- Que ser? Você foi atacado?
Concordo com a cabeça pensando que continuo não sendo ótimo com as palavras e falo:
- Três crianças me salvaram de sugarem minha energia. Achei melhor não contar, pois tenho certeza que as crianças são do bem e não sei como Scott e você reagiriam. Conversei com o Deaton, pois, além disso, estava tendo sonhos com o Stiles e ele disse para chamar o Stiles para conversar antes de decidir o que fazer.
Vejo Lydia olhar um pouco transtornada e falar:
- Sonho com o Stiles, mesmo ele falecido…
Mesmo não sentindo que foi uma pergunta, eu concordo com a cabeça. Encaro ela enquanto ela fala:
- Eu senti essa coisa também no assassinato de uma colega de sala. Acredito que ele seja o novo assassino. Mas, não tava acreditando muito em minhas palavras. Eu e o Peter conversamos com o Scott ele disse para esperar mais para ver o que fazer sobre isso.
Concordo com a cabeça, então o Scott sabe sobre a coisa. Menos mal.
Espero para ver se a Lydia vai continuar a falar algo, mas vejo que ela continua pensando e de repente fala:
- Irei te passar como fazer o ritual... Eu posso fazer com você também já que tenho conhecimento disso.
Eu olho-lhe e falo:
- Acredito que preciso fazer isso sozinho, por favor me explique como fazer.
Ela fica um pouco com raiva e insiste que irá ver de ir junto por ser rituais perigosos. Concordo com a cabeça pensando que depois tenho que avisar o Peter para ele impedir ela de participar. Acredito que tenho que fazer isso sozinho.
Ela explica o ritual detalhadamente e combinamos que juntaríamos o material e amanhã no cair da noite iniciaremos o ritual.
P.O.V. Stiles - Lua Crescente - 05/07
Derek era teimoso. Nunca pensei que ele seria tão teimoso assim. Chamar os mortos? Mentira que ele vai me chamar. Deve ser uma piada mal feita. Pelo amor de deus que dificuldade ele tem para me deixar ir e morrer em paz igual o Scott fez? Facilitaria tanto.
Pelos deuses ele só precisaria me deixar. Era simples, pratico e indolor. Ele é o meu carma e não o contrário. Era só aceitar sofrer nessas primeiras semanas e fim. E não ter a criança e a mulher duas das divindades na minha cabeça me enchendo o saco e ansiosas porque o Derek vai me chamar.
Estava tomando café da manhã e penso o que posso fazer. Vejo Marin Deaton e a Allison chegando. Às duas de pijamas e bocejando. Hoje fazem 7 dias que me transformei num ceifador. Amanhã ia começar a trabalhar com a Marin e a Allison. Pelo menos se Derek me permitir.
Marin e Allison disseram que é perigoso não fazer o trabalho por conta das consequenciais que podemos sofrer. Ela não entrou muito em detalhes. Mas, percebi ser a maneira de ela ensinar as coisas. Viro para às duas e digo:
- Derek ira tentar me invocar com um ritual do livro da Lydia.
Vejo Marin que estava com o leite engasgar e dizer:
- Pelos deuses! Isso deve ser uma piada! Temos que impedir!
Allison concorda apressada e começamos a conversar como impedir ele sem que ele nos veja até porque ele conhecia nós 3. Apesar de a Marin não estar conosco a uns anos tenho certeza que ele lembraria. Ouvi dizer que eles já foram... Hum... Ficantes na escola ou algo assim. Não vou entrar ao caso.
Allison num momento fala:
- Poderíamos mandar ele se afastar com o pior pesadelo dele. Nós ceifadores podemos castigar almas e não seria um problema tão grande! Com nossos parceiros inclusive se decidirmos ficar afastados a prática é recomendada para a diminuição do vínculo.
Encaro ela atentamente e escuto seu plano dela.
A NOITE
O plano era simples. Eu ia à casa dele a noite e com um poder que a Allison e Marin me ensinaram hoje a tarde ia fazer ele ter um pesadelo no qual, eu - Stiles - colocava fogo em toda a matilha enquanto ele assistia.
Igual a Kate fez com sua família. E, depois disso, mandar uma mensagem para ele num formato algum espírito que ele goste muito. Mandando ele não fazer isso.
Entretanto, não consegui fazer isso. Derek era Derek. Forte, duro, frio e totalmente quebrável. Eu nunca poderia fazer isso com ele. Só de pensar meu coração bate rápido.
Num ato de desespero, pensando no que fazer. Pego um batom esquecido por Lydia e escrevo
"PARE" e coloco uma folha em cima da bancada da pia escrito:
"Espíritos foram feitos para descansar nos deixe ir"
E depois disso fiquei lá, velando o sono dele. No meu último dia de descanso.
