Samara e Gina estavam concentradas no jogo de baralho aberto. Sentadas na cama, Samara virou mais uma carta. Os amantes.
- Sabe o que isso significa, Samara? – Gina sorriu maliciosamente.
- Que vou ter que beijar um sapo para ele virar um príncipe? Esquece. Sapos são criaturas nojentas, feias e...
- Apavorantes. – Colin completou para ela. – Como as garotas conseguiam vestir essas coisas?
- Só porque você não consegue ver os seios das garotas dessas fotografias, não critique toda uma geração. Aposto que nossos filhos e netos vão se desdobrar de rir das roupas que usamos.
- Está falando igualzinho a Patrícia Watson, Samara. Que tal usar um vestido rosa?
- Só se for no seu enterro. Você sabe que odeio rosa! – Samara respondeu a Virginia, que riu.
- Podem explicar-me uma coisa? Que estão fazendo no meu quarto?
- Desde que nos tornamos personas non gratas da Grifinória, você é o único que fala conosco sem nos criticar ou fazer cara feia.
- Até porque não adiantaria enfeiar a sua cara mais do que ela já é. – Samara acrescentou no discurso de Virginia. – E o único que eu confio para tirar copias das fotografias que estão nesse livro.
- Que você roubou de quem?
- Eu peguei emprestado da biblioteca, sem a permissão de Madame Pince. – a bibliotecária de Hogwarts jamais saberia que o livro de formatura do ano em que os pais de Harry saíram da escola iria estar por três dias no Salão Comunal da Grifinória. Nem que Samara pedira a Colin para fazer cópias das fotografias de Cassandra Cavendish.
Colin estava criticando a roupa das garotas, em especial as túnicas usadas por elas. Samara confidenciara a ele e Gina, que existia uma enorme semelhança entre Cassandra e ela, e então o grifinório pedira que ela colocasse uma foto sua para comparar. O garoto observava todas as fotos com uma lupa, ao mesmo tempo que fazia gracinhas com as mesmas.
Quando colocou sua foto, Samara não observou onde encaixara a mesma.
- Samara tenho duas noticias para você. Uma boa e a outra ruim. O que prefere ouvir primeiro?
- É mesmo? A ruim é que você deixou de amar Luna, e a boa é que ela deixou de ser pata?
- Não. – Colin ignorou a brincadeira, e exibiu um sorriso maldoso. – A boa é que achei a sua foto, a ruim é que ela estava junto com a do Snape.
Gina e Colin riram da expressão que surgiu no rosto de Samara.
- Isso alegra muito o meu dia. – ela voltou a olhar a carta virada de Gina. Será que valeria a gozação depois, para pedir uma explicação sobre o que a carta significava?
- Agora eu tenho uma pergunta e quem sabe uma péssima noticia para você, Samara. Quando foi que roubou o seu pingente do Snape?
- Quanta água do vaso sanitário da Murta-que-Geme você tomou, Colin? Eu roubando alguma coisa do Snape? Você está doido? Melhor, tem que parar de andar com a Luna., que isso parece ter saído da cabeça dela.
- Explica Colin. – Gina balançou a cabeça para Samara, que continuou resmungando.
- O pingente que Samara está usando agora era do Snape.
- Escuta aqui, Sherlock, que provas você tem disso? – Samara pos-se de pé, aproximando-se com os olhos estreitados.
- Sua foto e esse álbum. – passou os mesmos para Samara. Ela passou os olhos rapidamente pelas expressões entediadas, e mal-humoradas dos retratos. Sob uma luz semelhante, os pingentes destacavam-se nas roupas escuras. Ou eram pingentes idênticos, ou era o mesmo. Samara pegou a lupa de Colin apenas para confirmar.
- Não pode ser, Colin. O pingente de Samara é um amuleto de família, pelo que o professor Flint falou, só vai sair quando ela tiver um filho. Se Samara está usando, e se foi do Snape, sabe o que isso significa?
- Repita essa insinuação novamente, e eu não vou mais no seu casamento com o Malfoy. Isso se a doninha sobreviver aos seus irmãos e tiver juízo de lhe pedir.
- Caracas, eu não queria estar na sua pele. Se ser clone do Snape é ruim, imagina então ter um pai que... – Colin fechou a boca depressa, quando Samara o encarou. – Não vai me bater por causa disso, vai?
- Eu bati em Dino porque ele me beijou, não porque me chamou de clone do Snape. – Samara largou tudo em cima da cama e foi em direção a porta.
- Vai onde? – Gina a questionou, depois de trocar um olhar com Colin.
- Perguntar ao próprio Snape se sou filha dele. Algumas detenções a mais não vão me matar e os pontos a menos da Grifinória eu recupero nas aulas de Herbologia e Trato das Criaturas Mágicas.
- Sabe que horas são? – Gina questionou. Sabia que um "você está louca?" seria totalmente ignorado.
- Hora de saber a verdade, talvez? – Samara se virou para ela. – A única coisa que eu sempre soube, Gina, é que fui adotada. Meus pais nunca esconderam isso. Quando voltamos para a Inglaterra, eles tentaram localizar meus pais biológicos, não conseguindo nenhuma resposta. Eu até tinha desistido, mas depois de ver isso... Se você acha que um Sanders foge de uma boa briga, então ainda não me conhece, Virginia. – antes que eles piscassem, Samara já estava fora do quarto.
- Não precisamos do exame de DNA. Ela é filha dele. – Colin falou. – Reparou o tom gelado e sarcástico que só o Snape consegue combinar, dando um toque assim, apavorante? A Samara fala igualzinho desde a viagem do trem, no primeiro ano. Por que acha que... Vai me deixar falando sozinho?
- Samara é minha amiga, Colin. Por mais fria que possa parecer, ela é humana.
- Enquanto não conviver tanto com ele. – ele falou para ninguém. Desceu as escadas, apostando consigo mesmo quanto tempo um segredo desses ia demorar para vazar. Da sua boca, ninguém iria saber. Ele queria chegar a idade de Dumbledore! E não duvidava que Snape ou a própria Samara se encarregariam de mata-lo, se ele falasse alguma coisa.
Quando estava no Salão Comunal da Grifinória, viu Ronald Weasley parado na porta do retrato. Ele impedia Samara de sair.
- Samara, não posso lhe deixar sair! Você sabe que desde que Harry e Hermione sumiram, todos os alunos estão proibidos de saírem a noite!
- É uma questão importante, Rony! Me deixa passar! – ela praticamente rosnou para o grifinório.
- Nem pense nisso.
- Pois saiba que você não é homem suficiente para me impedir de fazer alguma coisa. – nem bem tinha terminado de falar, Samara já enfiava um pé no meio das pernas de Rony.
Com ele se contorcendo, Samara saiu. Encontrou-se com Neville, pelo corredor, que estava distraído.
- Oi Samara, está in... – ela o ignorou.- Garota maluca. – referia-se mais aos trajes que ela usava. Embaixo de um sobretudo laranja, que usava aberto, Samara tinha uma blusa cigana de musselina preta, com rosas vermelhas bordadas na borda. Completando o traje, uma calca de montaria negra, com botas de salto alto e cano longo da mesma cor.
O pingente que ela sempre usava, refletia a luz das tochas. Neville ficou observando ela se afastar pelo corredor. Os únicos lugares que Samara ia durante a noite, eram a Torre de Astronomia e a cabana de Hagrid. Com o tempo de neve, Samara deveria voltar logo. Ela odiava o frio. Ao entrar no Salão Comunal, Neville ficou surpreso ao ver Rony no meio de uma pequena aglomeração.
- O que aconteceu?
- Samara "Furacão" Sanders responde a sua pergunta? – Simas ergueu a sobrancelha.
- Ela passou por mim com uma expressão que ia matar alguém.
- Matar? Ela nunca chegaria a esse ponto se não fosse por uma boa causa. – Gina defendeu-a – E Rony já devia conhece–la para saber que ela estava sem paciência.
- E desde quando Samara tem paciência? – Neville brincou.
- Sei lá. – Dino respondeu e completou. – Mas hoje não tinha, caso contrario não teria acertado Rony em cheio.
- Acertou em você?
- Bem no meio. – Neville fez uma careta de dor.
- O pior é que ela saiu para se encontrar com um sonserino. – Colin falou, como se não quisesse nada.
- Com um o que? – todos ao redor taparam os ouvidos. Aquele volume só era usado com Samara.
- Se quer ser fabricante de berradores, não precisa treinar conosco. – Neville nem escutou Simas reclamando, já que já saia pelo retrato.
- Será que vocês dois podiam fazer o favor de não deixar Neville fazer nenhuma besteira?
- Neville é incapaz de bater em Samara.
- Depois dizem que a Grifinória forma homens. – o tom de desprezo de Gina fez Dino e Simas protestarem, o que ela ignorou. – Quando procuramos HOMENS de verdade na Sonserina, ficam ofendidos.
- Pare de falar como Samara! – Colin quase riu das caras dos outros adolescentes.
- Vamos atrás de Neville não porque você mandou, mas porque ele é nosso amigo!
- Que seja! – Dino e Simas saíram protestando contra as mulheres.
- Dois minutos e nos vamos atrás dela.
- Virginia, se você acha que eu vou...
- Ronald, quer levar outro chute?
Sssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss
Samara não encontrou ninguém nas masmorras. Voltando lentamente para o Salão Comunal, lembrou-se que Hagrid lhe chamara de Cassandra no inicio do ano, quando pintara os cabelos de loiro. JJ ia lhe pagar, ah, se ia!
Quase se batendo, deu meia volta e saiu do castelo. Com a varinha iluminando-lhe o caminho, foi até a cabana do professor de Trato das Criaturas Mágicas. Bateu com insistência, até que o próprio abriu a porta, com o rosto amassado pelo sono.
- O que aconteceu, Samara, para que...
- Professor, posso entrar? Tenho um assunto muito importante para falar com o senhor.
Depois de hesitar um minuto, e percebendo no rosto de Samara a urgência, Hagrid a deixou entrar. Samara desde o primeiro ano o procurava para conversar sobre animais mágicos.
Desde que Hagrid se tornara professor dela, o fascinio havia apenas aumentado. Hagrid já a vira de diversos humores: alegre, zangada, irônica, teimando com o mundo (em especial com Neville), mas surpreendeu-se com a angustia que viu Samara sentindo.
- O que aconteceu? Você está tão branca!
- Prof. Hagrid, se eu lhe perguntar uma coisa, muito séria, o senhor não vai mentir?
- E por que eu faria isso Samara? Agora acalme-se e melhor... Vou fazer um chá porque perece que você viu Você–Sabe–Quem.
- Se eu tivesse visto não estaria tão assustada! – Samara resmungou, sentando-se em uma cadeira com braços.
Enquanto Hagrid fazia o chá, dava olhadas de esguelha para a jovem grifinória. Resolveu quebrar o silencio.
- Sabe Samara, ao mesmo tempo que você é muito parecida com Cassandra, é muito diferente também. Acho que por conta de seu pai.
- Cassandra? – aquele nome pareceu acorda-la.
- Sua mãe. Não lembro direito quanto tempo faz, mas ela também uma noite entrou dessa maneira que você. Ela estava chorando muito, e quase não consegui entender o que ela dizia.
- E o que ela falou? – Samara falou com ressentimento.
- Que apesar de tudo o que ele dissera, continuaria a manter as próprias convicções... Não iria jamais revelar um segredo que não lhe pertencia, ainda mais sendo de um amigo.
- Que segredo ela descobriu?
- Isso ela não falou. Mas acredito que tenha tido a a ver com Remo.
Samara ficou interessada.
- Como assim?
- Ela não me contou. - Hagrid deu de ombros. – Mas no final disse que tinha destruído a confiança que Severus depositava nela.
- O prof. Snape. – ela deu um sorriso zombeteiro.
- É, ele mesmo. Mas Cassandra recuperou a confiança que perdera, caso contrario, como a beijaria e acariciaria o bebe na barriga da mãe?
- Como assim? Eu...
- Você mesma, Samara. Bom, eu não sei o que aconteceu mais tarde, o porque Cassandra abandonou Snape, porque quando ele voltou... Estava muito diferente. Não que ele fosse um poço de alegria, mas... – Hagrid levou um susto ao ver a porta se fechando com um estrondo.
Por um momento, ficou estático, mas por fim, deu de ombros, tomou um pouco de chá e voltou a dormir.
SSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS
Gina e Colin encontraram Samara na Torre de Astronomia. A garota estava agachada a um canto, chorando. Quando Gina tentou abraça-la, ela se esquivou.
- O que aconteceu? - Gina questionou, mesmo já sabendo a resposta.
- Eu pe-pedi a Há-Hagrid.-id. Ele me disse-se que... - falou entre soluços.
- Calma, Samara! - Gina a abraçou, mesmo a outra tentando fugir.
- O Snape é seu pai, não é? – Colin falou, recebendo um olhar duro de Gina. Samara assentiu. Depois que saira correndo da cabana do professor, fora direto ali.
Adorava as estrelas, sendo capaz de ficar por ali por horas a fio. As palavras de Hagrid ficaram ecoando nos ouvidos... Os últimos anos repassaram-se na sua frente, ela não conseguindo identificar nenhum olhar diferente em direção a ela, dos outros grifinórios..
Severus Snape tinha vergonha de ter uma filha grifinória. Samara sabia que precisava se controlar, mas... Quando por fim se acalmou, tinha a cabeça no ombro de Gina. Colin estava sentado ao lado das duas, segurando sua mão.
- Samara você quer falar alguma coisa?
- Além que o Snape é um idiota? – Colin sugeriu.
- Colin! – Gina o repreendeu.
- Eu é que sou uma idiota. Eu sempre achei que tinha acontecido alguma coisa com meus pais biológicos, para que eles não ficassem comigo. Mas... Os dois nunca me quiseram, verdadeiramente.
- Samara, quem lhe garante que não aconteceu?
- Você é muito romântica, para não dizer idiota, Virginia. Os dois nunca me quiseram. Essa mulher... Cassandra... – falou como se cuspisse o nome. – Ia me matar se os Sanders não ficassem comigo.
- O quê? – Virginia arregalou os olhos. Samara levantou-se e ficou olhando para o céu, por um pequeno tempo.
- Quando Leonard e eu tínhamos seis e sete anos, estávamos na 1ª e 2ª serie respectivamente. Nós morávamos em outro pais, e numa tarde, os professores resolveram dispensar os alunos para fazer um conselho de classe, no meio do período vespertino. – a voz de Samara estava tensa, conforme falava. – Nós voltamos correndo para casa, queríamos jogar no vídeo game novo que Leonard tinha ganho no aniversario. Minha mãe tinha nos avisado, que se chegássemos perto do aparelho, sem ter os deveres feitos, a chinela ia cantar.
- Nós entramos escondidos, pela porta da cozinha. – ela se virou e continuou a falar. – Quando estávamos subindo as escadas, meus pais estavam discutindo. "Eu não vou voltar para a Inglaterra, Ed, não importa o que você me diga. Eu não vou deixar aquela mulher cumprir a promessa que fez!" "É uma oportunidade única na minha carreira! E se aquela mulher chegar perto de Samara, nós a denunciamos!" "Samara não estaria viva se não fossemos nós! E eu não quero mais sa... Samara!" Eu só sai correndo... Não vi por onde estava indo, como aconteceu... Não lembro. Só sei, que fui encontrada três dias depois, em uma cidade a trezentos quilômetros da minha casa...
Samara parou de falar, seu rosto pálido, com as sobrancelhas, os cabelos e os olhos de outra cor.
- Porque eles tentaram encontrar os seus pais depois disso?
- Porque eles atenderam a um pedido meu, quando voltamos. Achei que meu pai podia querer me encontrar, mas... – deu um suspiro, fechando os olhos. Desde que recebera a carta de Hogwarts, as perguntas que se fizera em relação aos pais biológicos eram respondidas. Eles gostariam ter uma bruxa na família? Não era mais que a sua obrigação, ser uma deles. Ficariam contentes por ela estar na Grifinória? Não, seu verdadeiro pai desprezava e humilhava os grifinórios, incluindo ela... – Eu estava enganada. Que dupla boa tenho como pais, não é?
- Não fale com tanta amargura, Samara. Talvez alguma coisa realmente tenha acontecido.
- Eu não acredito mais em contos de fadas... - Samara desviou os olhos e debruçou-se sobre o parapeito. – se tivesse acontecido, não acham que na primeira oportunidade, ele não falaria? Ele teve cinco anos para chegar perto de mim. Para me falar a verdade. Simplesmente não quis. Agora sou eu quem não quer. Talvez Cassandra tenha engravidado e tentado o casamento... Como ele não quis, perdi a importância para ela. E me jogou na primeira casa trouxa que encontrou.
- Mas uma coisa não bate na sua teoria. Por que ele entregou o amuleto a você?
- Feitiços de paternidade são realizados com eficácia desde 1903... Talvez ele não quisesse que o legitimo puro-sangue que estivesse planejando em fazer em alguma égua reprodutora sonserina se envolvesse com a irmã... Não sei. Só sei que esse assunto para mim vai ser esquecido, entenderam? – ela lançou um olhar significativo aos dois.
- Pretende ignorar o Snape? – Gina a questionou, recebendo um balançar de ombros.
- Ele me ignorou por quinze anos. Eu tenho uma vida própria, Gina e não vou perder o meu tempo com alguém que não me quer. Ele teve cinco anos para me falar. E me ignorou. Agora é a minha vez, simples assim. E melhor: o assuntou morreu! – ela ergueu a sobrancelha.
- Sem problemas. – Colin ergueu a mão direita.
- Virginia?
- Minha consciência não vai ficar calada, Samara. Pode ter certeza disso.
- Contanto que ela não fale no meu ouvido, eu não me importo.
- Posso pensar no seu caso.
O trio grifinório andava o mais silenciosamente que podia. Nenhum dos três era monitor, o que significava que provavelmente iriam levar uma boa bronca, no mínimo. A morena ainda ia brincando com o pingente, ao mesmo tempo que as idéias ferviam.
- O pessoal está louco para por as mãos em você. Especialmente o Rony. – Colin comentou, tentando afastar o silencio incomodo. Gina deu uma risadinha.
- Só perde para Neville.
- Ora, por favor, vocês dois. Porque vocês não... ATCHIM! - Samara começou a espirrar.
- O que foi? – eles ficaram preocupados.
- Gato. – ela tampou o nariz, a tempo de ver um gato branco, correndo. Tinha olhos azuis e os pelos eram compridos. Ele passou rente a ela, e antes de fazer a curva, virou a cabeça para olha-la.
Samara continuou a espirrar, por um tempo, depois que o gato sumiu. Por fim, conseguiu acalmar-se.
- Eu AMO gatos. – Samara resmungou.
- Precisa ir para a enfermaria?
- Dessa vez não. – ela tinha a testa franzida. – Nem parece que é um gato... – bateu de leve no próprio nariz. – Já passou, vamos. – ela ficou de testa franzida, dando umas olhadas para trás.
Ao chegarem no retrato que servia como porta, a Mulher Gorda esta ressonando. Eles a acordaram e ao observar Samara...
- Eu não acredito! – ela reclamou. – Você outra vez?
- Eu AINDA estudo aqui. E a senha é neve azul. – Samara falou friamente.
- Ah, é você Samara.
- Queria que fosse quem? Harry Potter?
- Não é a toa que herdou os maus-hábitos da mãe. – Samara ergueu a sobrancelha.
- Vai abrir ou precisamos chamar a professora Minerva?
A Mulher Gorda abriu a porta com relutância, resmungando que Samara era mau educada. Ao entrarem, eles perceberam que Dino estava agarrando Simas pelo colarinho da camisa enquanto falava.
- Me diga logo. Onde ela está?
- Atrás de vocês dois. – Mark Evans, primeiranista, respondeu.
- Não enche Mark. Estamos falando serio. - Simas retrucou, fingindo fechar a cara. - E eu que vou saber? Samara esta na sua casa, Longbottom. Mas se ela veio atrás de mim, é porque sou feito de mel. – nesse momento, Dino fingiu dar um soco em Simas. E depois outro, outro, outro, outro... Aos poucos Simas foi se abaixando mas Dino continuou a "bater". Ao perceber que Samara estava observando a cena com um olhar perplexo, Simas apoiou a cabeça com a mão, sorriu e acenou para ela.
- Oi Samara, tudo bem?
- O que foi isto?
- Isto? Nada de nada.
- Simas e Dino estavam mostrando como Neville bateu em Zabini. – Mark dedurou, levando uma carranca do resto do pessoal, e três expressões atônitas dos recém chegados.
- E o melhor da surra não deu tempo de mostrar. – Dino continuou, com a expressão divertida.
- Surra? Neville batendo em Blaise? – Samara duvidou.
- É. Foi assim. – ele se virou para Simas que continuava deitado e apontou o dedo para ele. – SE chegar perto da MINHA NAMORADA outra vez eu termino o que comecei, entendido?
- Ai nos conseguimos trazer Neville para ca. – Simas se levantou.
- Vocês não tem vergonha de ficarem mentindo descaradamente assim? – Samara colocou as mãos na cintura.
- Pode ir ate o salão da Sonserina, agora. Blaise está todo machucado.
- Estou me referindo ao fato que foi Neville quem bateu em Blaise. A opção contrária é mais certa.
- Não mesmo. – Simas levantou-se. – aconteceu do jeito que contamos.
- Menos a parte que você e Dino ajudaram Neville a bater em Blaise. Que vergonha!
- Nós? Nós ajudamos aquele palerma, isso sim!
- Quase arrancamos Neville de cima dele! -Dino comentou.
- Ta legal. Agora só falta vocês dizerem que o príncipe William é gay. – as gargalhadas foram inevitáveis, quando ela terminou. – Porque se for, eu me mato!
- Vamos sentir falta de você, Severus Snape 2. – Dino falou curvando a cabeça.
- Thomas, você beija muito mal. – Samara retrucou, sem olhar para ele. – Ele disse que eu sou namorada dele?
- Quem? – Colin não se habituara a constante troca de assuntos, quando Samara estava por perto.
- Pelo visto sim. – Gina respondeu a Samara.
- Quem ele pensa que sou, para fazer isso? Eu tenho opinião própria e não vai ser um idiota que vai mandar em mim! – Samara tomou o rumo do dormitório masculino. Os garotos abriram espaço pois ela tinha um brilho muito claro nos olhos.
- Se eles não se matarem, vão se entender. – Gina falou, com um sorriso.
- Você acha? Eu tenho certeza disso. – Colin deu um pulo quando escutou a voz de Samara como se ela estivesse ali, após um estrondo de porta sendo fechada.
- Os dois primeiros degraus são nossos. – Gina e Colin foram os primeiros a se mexer para escutar a discussão dos dois de mais perto.
Harry e Hermione foram os únicos a não se mexer do sofá para ir ate as escadas. Estavam mais interessados em se beijarem e quando Minerva McGonagall, diretora da casa Grifinória, falou após ter sido avisada por John Albert que eles estavam no Salão Comunal, deram um pulo.
- Então foi por isso que os dois desapareceram por uma semana! Francamente, srta. Granger, eu esperava mas responsa... – ela parou, ao escutar a voz de Samara em um tom de pânico. – Outra vez não! - Minerva simplesmente lançou um olhar irritado ao casal grifinório. – Não ousem sair daqui.
Intrigada com o fato que Samara não estava no seu dormitório, já descia as escadas quando escutou Colin falar em voz alta.
- Será que da para vocês discutirem mais alto? Nós estamos tentando escutar! – abaixando a voz continuou. – No próximo verão, vou comprar orelhas extensíveis... Olá prof. McGonagall.
- O que esta acontecendo aqui? - observou com atenção a reação dos alunos. Enquanto alguns enrubesciam, outros ficavam mais brancos que folha de papel.
- Bem...
- A senhora tem que compreender...
- São fatos da vida, que ninguem pode ignorar...
- Já estava mais que na hora disso acontecer! – alguns alunos começaram a falar ao mesmo tempo. Do nada, Trevo fugiu das mãos de Simas, que foi atrás dele.
- Vou repetir a pergunta. E Evans vai responder. – ao escutar aquilo, Mark deu um pulo.
- Por que eu?
- O que esta acontecendo aqui?
- Simas perdeu o sapo de Neville, que abriu a porta para colocar ele para fora, para ele conversar com Samara.
- Longbottom e Sanders estão discutindo outra vez?
- Se ela gritar para ele que ele é um idiota, imbecil, retardado, tapado e cego porque não percebeu que ela estava apaixonada por ele e ele gritar de volta que ela não prestou atenção direito por onde andava AI! - Colin gritou quando Mark chutou-lhe a canela e Gina deu-lhe um beliscão.
- Evans?
- Isso que Colin falou. - Mark ficou vermelho. Apesar do tom debochado com que o tratava, Samara sempre lhe ajudara a fazer os deveres.
- Srta. Patil, porque essa cara aflita?
- NÃO TE INTERESSA! EU VOU NAMORAR BLAISE E VOU TE ESQUECER! EU JURO!
- AH, NÃO VAI NÃO! – Neville retrucou, prensando Samara na parede e beijando-a. Quase que imediatamente, ela começou a retribuir o beijo e quando Minerva abriu a porta, os dois adolescentes não a escutaram. Apenas após chama-los três vezes é que se separaram ofegantes.
Samara piscava com o olhar espantado, e não conseguia pensar, muito menos responder a prof. Minerva.
- O que está acontecendo aqui?
- Acontecendo? Nada, prof. Só Samara e eu estávamos nos beijando.
Samara enrubescia a cada palavra de Neville. Quando ele terminou, estava da cor dos cabelos de Gina.
- Eu queria ter a sua cara de pau. – Samara sussurrou, mortificada.
- Pois eu prefiro a sua boca. – Neville falou, antes de beija-la novamente. Minerva arregalou os olhos.
No andar de baixo, Harry e Hermione conversavam. Quando escutaram os ritos do pessoal que tinha ficado na escada, sorriram um para o outro. "Até que enfim!" "Milagres acontecem!"
- Eu é que não quero estar perto do Snape quando ele descobrir QUEM é o novo namorado de Samara. - Harry soltou um sorriso maldoso.
- Ele não vai poder fazer nada para prejudicar Neville.
- Esse teve sorte em escapar das aulas de Poções.
- Harry. Pensei que Neville fosse seu amigo!
- E eu desejo toda a felicidade e sorte do mundo para ele. Se ser filho do Snape já seria um castigo tremendo, imagina então ser GENRO dele!
Ambos riram, suspirando em seguida. Um certo sentimento de paz os invadiu, quando os colegas desceram, comentando entre risos, o que acontecera com Samara e Neville.
- Acabei de tomar uma decisão. – Harry falou com o olhar determinado.
- Que decisão? – Mione estava surpresa.
- Decidi que de hoje em diante, não vou me preocupar com o futuro.
- Ahn? – ela perguntou, franzindo a testa.
- Eu não vou mais me preocupar com o futuro.
- Ainda não entendi.
- Não vou mais me preocupar com o futuro, só com o presente, pois o que importa é o presente, não o que virá.
- Não entendi, mas... – ela fez uma pausa de suspense. – Cala a boca e me beija.
- Era nesse ponto que eu queria chegar. – os dois começaram a se beijar e só se soltaram quando Minerva desceu, acompanhada por um Neville sorridente e uma Samara olhando a ponta dos sapatos, ambos vermelhos.
Bem, pessoal é isso. Duas mulheres ACABOU! Agora, a continuação só no próximo Snapefest (grupo do Yahoo)... que não sei quando vai acontecer. Obrigada pela paciencia, desculpem pela demora... Ah! quero comentários por esse capitulo, ok? Daqui a pouco, ja vou postar o trailler da continuaçao (só para vocês ficarem com agua na boca, como sou máligna...)
Sugestão: para passar o tempo, eu recomendo ler a fanfic "Se eu não te amasse tanto assim" da Regina McGonagall , que está no forum Grimmauld Place, neste link:
http/ como dizem lá no forum... Comentar não dói! Beijos e até o próximo Snapefest!
