Olá, olá leitores. Vim aqui antes da estória dar alguns detalhes sobre o que ela é. Para começar, todos, ou 99% dos personagens que aparecerão ao longo da estória são OCs(ou seja, personagens originais)que eu fiz e usei em um roleplay a alguns anos atrás.

A estória em si também é a mesma em seu núcleo, e com isso digo dos eventos mais importantes e da backstory dos personagens, mas que eu alterei para deixar de uma forma melhor e mais centrada nos meus personagens.

Com isso, aproveitem o melhor vilão que eu já fiz em toda a minha vida.


Capítulo 1

[ Sukar Arper ]

As batidas eram fortes, talvez fortes o suficiente para destruir um muro normal. Entretanto, este não era um muro normal; era feito de aço reforçado da mais alta qualidade, mantendo-se firme contra os grandes impactos que sofria.

As centenas de soldados se posicionam de frente ao único portão do muro de aço, segurando firmemente suas espadas e com medo no coração, todos fazendo a mesma pergunta: o que iriam enfrentar?

Bem, seja lá quem, ou o que for, não passaria tão facilmente visto como cada um destes homens se protegia com armaduras prateadas reluzentes e grossas. Dificilmente alguma arma penetraria na sua carapaça blindada.

E, mesmo assim, sentiam um grande medo. Até o capitão do esquadrão, um cavaleiro de armadura mais leve e carregando duas espadas ao invés de uma com um escudo.

"Mantenham-se firmes, homens! Está na hora." Sua voz tenta fingir bravura, mas a hesitação ainda era notável.

Então, sem aviso prévio, o portão foi arrancado do muro e erguido no ar, onde foi amassado até virar um cubo de metal por forças psíquicas poderosas.

Do outro lado, ao contrário do que todos esperavam, não havia um exército. Pelo contrário, apenas três figuras estavam presentes, o que aliviou um pouco a tensão dos soldados.

A primeira era um homem, jovem e de cabelos verdes, vestindo um traje tribal verde com mangas brancas longas semelhantes a asas. De acessórios, haviam vários colares primitivos em seu pescoço e um único selo de papel vermelho no seu cabelo, pendurado por entre os olhos.

O segundo já não era humano e sim um grande lagarto humanóide e esguio, com um longo pescoço e uma mandíbula sorridente cheia de dentes pequenos mas pontiagudos. Sua cabeça era protegida por um elmo dourado segurado por seus chifres, seus braços e pernas por outras peças iguais e mais nada em seu corpo, nem mesmo roupas.

Porém, o terceiro, claramente o líder, era uma serpente com torso e braços humanóides, com garras afiadas em suas mãos. Suas escamas são de um azul claro como o céu, seus olhos vermelhos como sangue fresco recém tirado do corpo, e suas presas grandes como facas. Ele tinha uma postura que gritava superioridade, de peito estufado e exibindo suas roupas reais brancas, dignas de um rei, tal como seu cajado dourado.

"My, oh my... Que bela festa de boas-vindas." Até a voz do nagi era cheia de orgulho e arrogância. Para alguém em desvantagem, ele sorria confiantemente enquanto sibilava de forma sutil.

Sem mais espera, o capitão ordena "Homens, avante!" e todos correm em direção aos três sem mais medo e sem saber que este seria seu maior erro.

Sem mover seu corpo, o nagi esbugalha seus grandes olhos vermelhos de forma que cada um dos soldados pudesse os ver. Em questão de segundos, todos ficaram parados, congelados em seus lugares. Seus próprios olhos... brancos e vazios.

Foi então que todos caem de joelhos em sincronia, cravando suas espadas ao chão, abaixando as cabeças e gritando do fundo de suas cordas vocais: "Todos saúdem o grande imperador Sukar!"


Registro de personagem.

Nome: Sukar Arper

Sexo: Masculino

Espécie: Nagi

Arma principal: Hipnose

Facção: Império Arper


A invasão estava completa, toda a guarda da populosa cidade Spring foi tomada pelos invasores e usada para tomar controle de tudo. O novo exército do imperador arrombou cada casa, apreendeu cada cidadão, todo homem e mulher, sejam crianças ou idosos, e os agruparam no centro da cidade feito gado.

As saídas foram todas bloqueadas, e o gado voltado à grande estátua de uma naga, onde Sukar e seus lacaios estavam. Os dois ao seu lado se sentam à base da estátua logo antes do imperador começar a falar.

"Eu vim ao continente Bloom por duas razões; para começar a minha dominação mundial e, principalmente, vingança." Rastejava ao redor do monumento lentamente, fazendo questão de que todos estivessem focados nele e apenas nele. "Dito isto, eu ordeno que me tragam o homem chamado Elliot Devon Fonners!"

Por um minuto inteiro ele esperou, e esperou, e esperou. Todavia, ninguém lhe deu uma resposta além do silêncio frio e cruel, mas não tanto quanto a crueldade do próprio Sukar.

Frustrado, ele suspirou. "Entendo... Se vai ser assim, só me resta uma opção." Mais uma vez seus olhos se esbugalham, fazendo contato visual com cada um dos reféns indefesos. "Agora, me tragam quem eu procuro!"

Com seu livre arbítrio roubado de si, um dos grupos de reféns se levanta do chão, obedecendo ao comando de seu imperador e andando por uma rua específica. Então, momentos depois, eles voltam carregando um homem muito acima do peso, de cabelos loiros e um paletó branco incrivelmente sujo e apertado.

Ele estava apavorado, tremendo incontrolavelmente. Sukar rasteja até ele, parando diretamente à sua frente e abrindo o capuz serpentina do seu pescoço como uma forma de se mostrar intimidador, o que facilmente fez efeito no homem.

"Olá, Fonners." Diferente de antes, que falava com uma voz orgulhosa, ele agora usava um tom mortalmente sério e frio.

"P-perdão... Eu t-te conheço?" Gaguejava sem parar, com medo até de olhar nos olhos de Sukar sabendo bem de sua habilidade hipnótica.

"Olha só para você. Ajoelhado e assustado, mas dessa vez por minha causa." Sem cuidado algum o imperador tirano agarrou-o pelo pescoço e ergueu-o no ar com a sua forte cauda, o forçando a olhar diretamente nos seus olhos. "Sim, você me conhece. Eu diria até que conhece a minha cabeça."

Seus olhos ativam seu efeito, tomando conta de cada canto da mente fraca deste homem. Assim, sua vontade de resistir desaparece rapidamente e seus piores medos entram na sua cabeça como um dilúvio.

Enquanto se divertia vendo o homem que tanto odeia se remoendo com seus piores traumas e pesadelos, Sukar só podia pensar na razão de o odiar, a fonte de toda a sua raiva.

[•••]

Flashback

Dezoito anos atrás.

As portas de metal maciço se abrem sozinhas com a ativação de seus sensores de movimento, causada pela aproximação de dois indivíduos. Assim, eles entravam no que era um extenso túnel branco com inúmeras portas nas laterais.

Pessoas de diversas espécies, humanos e não humanos, andavam de um lado para o outro, todos vestindo jalecos brancos e segurando algo, seja uma prancheta, tubo de ensaio ou algo além. No teto transparente podia-se ver o fundo do oceano, com dezenas de peixes nadando por toda a parte em grandes e pequenos cardumes.

Mas não era nenhuma dessas coisas que os interessavam. Ou, pelo menos, ao adulto. O jovem nagi ciano não parava de olhar os arredores, achando impressionante a quantidade de pessoas alí e se encantando com a visão do oceano.

O adulto, de escamas vermelhas como sangue e vestindo um terno branco, segurava o braço direito do filho firmemente enquanto seguiam até o final do extenso túnel. Lá, encontram uma porta de metal diferente do que as demais; maior, mais espessa.

Do outro lado havia um laboratório pequeno, muito escuro e extremamente frio. A temperatura negativa fazia o jovem Sukar se soltar de seu pai e abraçar o próprio corpo, tremendo descontroladamente, enquanto dito pai não parecia estar nem um pouco incomodado.

O jovem se afastava para sentar no canto, quando ouve seu nome sendo chamado. "Sukar." Ele para e retorna para perto de seu pai, sem a menor idéia do que iria experienciar. Seu pai então chamou pelo cientista, dono deste laboratório.

O indivíduo que se aproxima, segurando um tablet em suas mãos, era 'ele', o primeiro e único Elliot Devon Fonners, um homem magro e loiro, vestindo um limpo jaleco de laboratório, um par de luvas pretas e um grande visor cobrindo seu rosto para cima da boca. Dito visor exibia dois traços azuis na tela, representações de seus olhos.

"Sukar, acompanhe o senhor Fonners à mesa." O pai ordena, frio e cruel como sempre, mas Sukar obedece e segue o humano até uma mesa retangular de metal no centro do laboratório.

Elliot pôs seus braços por baixo dos dele e o ajudou a subir, então o deitando sobre a mesa. "Mestre Sukar, eu realizarei alguns testes em você e preciso que você fique o mais estável que puder." Ele o dizia, amarrando fivelas nos pulsos, na cauda e no pescoço do garoto.

"Tipo, brincar de estátua?" Ele pergunta inocentemente.

"Isso mesmo, como brincar de estátua..." Uma vez que terminou, Elliot puxou uma mesa auxiliar para perto da que continha Sukar. Esta possuía fileiras de equipamentos médicos como bisturis, desfibriladores e luvas descartáveis. Após trocar suas luvas pelas descartáveis, Elliot pega um bisturi e se posiciona atrás da ponta onde fica a cabeça de Sukar. "Isso vai doer só um pouquinho..." Então ele começa, fazendo os cortes na parte de cima de sua cabeça.

[•••]

Não sabia quanto tempo se passou desde então, e nem mesmo conseguia se lembrar do que aconteceu. A última coisa da qual se lembra foi se deitar sobre esta mesa.

O jovem Sukar acaba de acordar sozinho naquele mesmo laboratório. Elliot não estava lá, e nem mesmo o seu pai. Os últimos momentos são apenas um borrão em sua mente, uma página em branco.

Ele tentava se lembrar, tentava muito. Mas toda vez que chegava perto, só sentia uma dor insuportável. Só lembrava de estar desesperado, ofegante e resistindo para não gritar, com longas trilhas de lágrimas escorrendo por seu rosto.

Essa dor... Ele não aguentava, era demais para uma criança tão jovem...

Sentia como se milhares de agulhas cutucassem seu cérebro ao mesmo tempo e ele não podia fazer nada para isso parar. Podia apenas segurar sua cabeça e grunhir em tremenda agonia.

Na verdade, tinha mais. Ele sentia novos desejos. Desejos vis, cruéis. Não restavam mais pensamentos típicos de uma criança, nada de brincadeiras, desenhos ou amigos, apenas maldades, ganância, fúria.

"O que... O que FIZERAM COMIGO?!" Gritava, incapaz de conter sua angústia e dor. Ele apressadamente se levantou e tentou rastejar até a porta, esbarrando em outras mesas e cadeiras pelo caminho, derrubando tudo em cima delas.

Sua visão estava muito distorcida, mal conseguia enxergar o que estava na sua frente. No entanto, de alguma forma, ele conseguiu chegar até a porta, então tentando ao máximo apertar os botões na lateral para abrí-la. No entanto, não conseguia acertar o botão tão pequeno e escuro, camuflado na ambientação naturalmente escura do laboratório.

Desesperado, Sukar bateu a cabeça direto na porta de metal repetidas vezes. Estava pronto para aceitar qualquer coisa para tirar essa dor insuportável, porém nem essas batidas o distraiam dela. Nada parecia ajudar.

Todavia, quando ele menos esperava, Sukar ouviu uma voz, jovem, pura e inocente. "Olá? Tem alguém aí?" Ouvindo essa voz, toda a dor que sentia anteriormente desapareceu. Ela sumiu e Sukar pôde se acalmar finalmente.

Ao se virar em direção à ela, vê que dentro das grandes cápsulas havia alguém. Estas cápsula eram grandes suficientes para caber um ser humano grande, mas estavam cheias de algum tipo de substância azulada, e dentro dela havia algo semelhante a um feto de dragão, pequeno e encolhido.

Entretanto, este feto estava com os olhos abertos, encarando Sukar enquanto o mesmo se aproximava lentamente. Nenhum dos dois diz nada por alguns segundos, apenas ficam se olhando atentamente.

"Quem é você...?" Novamente, aquela voz inocente. Ela não veio do feto, ela veio como um eco dentro da cabeça do jovem nagi. Seja lá quem for, tinha uma força psíquica suficiente para usar telepatia. "Você parece o papai..."

"... Como?" Pergunta sem pensar, curioso. Esta criatura estava falando de seu pai? Ela o conhecia?

"Você é igual a ele. Você... é meu irmão?" Pobrezinho. Ele deve estar tão confuso. Sukar não deixava de sentir um pouco de pena e empatia pela pequena criatura. "Você também vai... me machucar?"

... O que? Ele pensa. Seu pai também machucou essa criatura adorável e inofensiva? Por quê? Ele não fez nada para merecer isso.

A criatura agora esperava por uma resposta enquanto o encara inocentemente. "Sim, eu sou o seu irmão, mas não vou te machucar..." Lentamente punha uma mão no vidro. O pequeno se aproxima, encostando levemente sua cabeça no mesmo local. "Papai já machucou nós dois... Ele não nos ama, não vai nos proteger..."

A criatura fica triste, evidenciado por sua expressão. Ele fecha os olhos como se estivesse prestes a chorar, quando Sukar apertou um botão do lado da cápsula, a abrindo. A criatura sem nome saiu, estando dentro de toda aquela substância, que na verdade era algum tipo de gosma gelatinosa. Rapidamente essa gosma, ou plasma, assumiu uma forma copiando a do ser, com dois longos tentáculos balançando de suas costas. O plasma o fazia flutuar sobre o ar graças ao seu poder psíquico poderoso.

"Qual é o seu nome?" O pequeno dragão pergunta, chegando mais perto de seu rosto.

"Sukar... Apenas Sukar." Toda essa dor que seu pai o causou... Ele nem reagiu, ou sequer deve ter reclamado do que Fonners fez com ele. Ele só tinha um desejo agora, claro como o dia, forte como diamante... Vingança. No entanto, isso podia esperar. Ele agora tinha outra prioridade, um outro dever. "E o seu?"

"Papai nunca me deu um nome... Talvez você possa me dar um?" Sua expressão mudou, agora parecia e soava bem feliz, recebido.

O jovem nagi pensou por poucos segundos, tentando pensar em um nome para ele. "Chik. Você será Chik." Espera por uma reação à idéia. Chik deve ter gostado, visto como ele flutuou ao redor dele algumas vezes. "Eu vou ser seu irmão mais velho... Eu vou te proteger, vou cuidar de você... E vou te levar para longe daqui, onde só querem nos machucar." Estendeu os braços, recebendo-o em um gentil abraço.


Registro de personagem.

Nome: Chik Arper

Sexo: Masculino

Espécie: Desconhecida

Arma principal: Telecinese

Facção: Império Arper


[•••]

Satisfeito. Ele já estava satisfeito. Sua dor já o saciou por agora, e o grande e imbatível imperador jogou o homem gordo para o chão, ainda deixando-o sob efeito da hipnose.

Dois de seus soldados próximos vão à ele, erguendo-o pelos braços e levando o homem para se juntar ao resto do gado, onde era seu devido lugar.

"Hmph." O imperador bufou. Ele analisava os arredores da cidade, procurando alguma construção que fosse minimamente digna de seu status. Foi quando ele avistou ao longe um grande castelo. Não do tipo feito para realeza, um bem simples, mas que serviria. "Alí. Meu exército, leve os reféns para o castelo e os prendam lá. Capturem qualquer um não hipnotizado que tentar resistir."

Todos os soldados batem um pé em contingência antes de prosseguir com seu comando. Logo restaram apenas as três figuras que vieram à cidade; Sukar, o homem tribal e o lagarto.

Aquele com peças de armadura dourada se levanta, erguendo os braços enquanto se espreguiça. "Detonou com eles! Mas é claro, o grande imperador Açúcar não precisaria da nossa ajuda!" O lagarto brincava com o nome do seu chefe, completamente descontraído e alegre.

A serpente azul se vira para ele, apontando o cajado ao seu rosto. "Sudjine, eu já te falei. É 'Sukar', não 'Açúcar'!" Logo abaixa o cajado, voltando à sua postura de nobre. "Enfim, faça-me o favor e traga o resto da minha família, certo?"

"Ao seu comando, imperador Açúcar!" Gargalhava ao andar de volta ao portão de entrada da cidade, deixando Sukar reclamando sozinho.

O homem de cabelo verde deixava escapar uma curta risada. "Aquele Sudjine é uma figura..." Se levanta, juntando as mãos na frente de seu corpo. "Como posso ser útil, vossa majestade?"

"Xanath, eu quero que você acompanhe os soldados. Eu irei logo atrás."

"Seu desejo é uma ordem." Se curva e segue os soldados distantes, correndo um pouco até os alcançar.

Agora toda a cidade Spring pertencia a Sukar e seu novo exército hipnotizado. Ele não tinha nada a temer, ninguém poderia o enfrentar. A cada dia seus números crescem, e a elite dele, Xanath e Sudjine, são muito mais do que capazes de o proteger. Claro, o próprio Sukar também é um exímio lutador, com várias surpresas escondidas para aqueles que ousarem se opor.

E todos sabiam disso. Afinal, ele é um Arper, um membro da família dos piores vilões da história de todo o mundo. Somente o nome já causava certo medo aos inimigos, e isso incluía os quatro o espiando por trás de um beco neste exato momento.

Os quatro, escondendo-se nas sombras, assistiram toda a situação desde o momento que Fonners foi capturado para o imperador. Mas apesar de estar sozinho agora, ainda seria muito arriscado de o enfrentar cara a cara.

"Qual o plano?" A primeira das quatro figuras pergunta, uma abelha humanóide.

"Temos que nos esconder. Vamos voltar para o quartel-general." O segundo responde, um tipo de homem com corpo de madeira, com uma cabeça flamejante e uma máscara preta cobrindo seu rosto. "Noir, vá na frente."

"Positivo." Respondeu o terceiro, este sendo um gato preto com um uniforme ninja. Noir, como foi chamado, começa a andar pelo beco cautelosamente, espreitando cada curva para garantir que não havia ninguém lá.

O resto do grupo o seguia a alguns metros de distância só por segurança. Eventualmente sairiam da área e estariam de volta em seu esconderijo, onde Sukar não chegaria. Por ora isso era tudo que importava.

A este ponto já estavam perto do dito quartel-general e fora dos becos, em uma rua completamente deserta. Um de cada vez eles atravessam até o outro lado, começando por Noir, então o golem de madeira, e em terceiro a abelha.

De repente o chão se estremece, desequilibrando-os no meio do caminho. A quarta figura, uma humana com uma jaqueta verde e cabelos amarelos, grita à abelha: "Em baixo!" Entretanto foi tarde demais. Grandes vinhas podres saiam do chão, passando pelo asfalto como se não fosse nada e agarrando a abelha pela perna. As vinhas continuam se enrolando mais e mais até imobilizá-la completamente.

A seguir, um enorme monstro com o formato de uma flor murcha e escura fechada como um broto abre um buraco no chão. Suas pétalas de abrem, revelando uma enorme boca, com fileiras de pequenos dentes ao longo de todas as pétalas enquanto aproximava a abelha. Na base da flor have um enorme olho amarelo virado verticalmente, encarando-a desesperada para se soltar.

"Vejamos o que temos aqui... Alguns vermes se esgueirando pelas sombras!" O monstro disse com uma voz distorcida e aterrorizante. Além de estar gritando, então havia grandes chances de Sukar ter ouvido-o.

"Avareza, o que está fazendo aqui? Servindo Sukar?" A abelha pergunta, tentando se manter longe da longa e fina língua vermelha e cheia de saliva ácida.

"Ah, minha cara Liz... Você me conhece, sabe que eu não sirvo ninguém por boa vontade, e não estou hipnotizado, estou?" Olhava os outros três tentando o cercar, um de cada lado, todos apontando suas armas para Avareza. "Abaixem essas coisas, não vim aqui lutar, por mais que soe divertido."

Eles ficam relutantes, visto que um monstro como Avareza jamais hesitaria em atacar caso se sentisse ameaçado, como um instinto animal de sobrevivência, mesmo sendo uma planta viva. No entanto eles obedecem, visto que Liz estava a uma mordida para morrer.


Registro de personagem

Nome: Avareza

Sexo: Assexuado(Masculino)

Espécie: Titã

Arma principal: Vinhas

Facção: Ordem dos Titãs


"Ok... Só não faça nada precipitado." Eles deixam suas mãos a mostra para provar que não farão nada contra ele. A criatura deveria estar sorrindo no momento, estando no controle da situação. "O que você quer?"

"Eu? Não quero nada, só ser um incômodo para vocês." Balançava Liz dentro da boca, ameaçando fecha-la. "Mas já que está oferecendo algum pagamento, eu aceito uma informação; como planejam vencer Sukar sem um exército?"

Todos ficam quietos. Mesmo não admitindo, Avareza tinha razão sobre isso. Enquanto Sukar poderia muito facilmente criar um exército ao redor de todo o continente, este pequeno grupo de rebeldes não haviam nem dez membros, nunca que conseguiriam enfrentar o inimigo.

O titã percebeu o silêncio e riu. Sem dizer mais nada ele largou Liz no chão e se enterrou de volto no buraco por onde veio, deixando a dúvida no ar.

Enfim, por ora o grupo prossegue no seu caminho até um outro beco sem saída. Não havia nada lá além de uma lata de lixo, um muro e várias pichações. Ah, mas tinha algo mais, um bueiro. Noir caminhou até ele e o abriu, saltando para dentro imediatamente, seguido de seus companheiros.

Fim do capítulo 1