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"Bem, ele é canhoto. E," Hermione limpou a garganta sem jeito, "obviamente eu já te contei sobre a bússola mágica que ele tem e essa foi a maior descoberta que eu fiz, sério."
Era sábado e Hermione estava no escritório de Dumbledore com ele, McGonagall, Snape e Moody. Ela não conhecia Moody muito bem, pois durante o período em que ele lecionou em Hogwarts ele era na verdade Bartô Crouch Jr, um conhecido Comensal da Morte. As trocas que ela teve com o verdadeiro Moody eram muito poucas, mas ela havia escutado tantas histórias sobre ele que pensou que estaria preparada. Acabou que ele era ainda mais formidável pessoalmente. Ele fazia Hermione se sentir uma criança completa, compartilhando um relatório sobre uma história muito abaixo de seu nível de compreensão.
"Parece que estabelecemos uma espécie de relacionamento, então." Ponderou Snape.
"Acredito que sim, senhor. Na verdade, ele tem iniciado a maioria das nossas conversas". Continuou ela, agarrando-se qualquer desculpa para tentar parecer mais útil para a causa do que ela realmente se sentia.
Quando Hermione veio até Dumbledore apenas uma hora antes, o diretor praticamente pulou em cima de sua nova informação e marcou uma reunião de emergência imediatamente. Hermione suspeitava que a urgência dele era uma forma de impedi-la de mudar de ideia novamente – realmente seria muito mais difícil desistir agora. Os acenos de cabeça impressionados que McGonagall continuou atirando em sua direção a encheram de tanta alegria. Esse orgulho e aprovação era tudo o que ela sempre quis.
"Senhorita Granger, este é um começo verdadeiramente louvável", disse Dumbledore, dando-lhe um sorriso caloroso. "Estamos muito felizes em tê-la em nossa equipe e mal podemos esperar para saber mais sobre o que o Sr. Malfoy compartilha com você."
Hermione deixou a reunião satisfeita e, na verdade, bastante animada para a reunião do dia seguinte com a Ordem completa.
"Então você voltou para a missão?" Harry perguntou, nitidamente descansado e com um grande sorriso, quando ela encontrou ele e Rony na Biblioteca aquela noite, para fazerem as tarefas da semana. Ela sempre se sentia orgulhosa de si mesma por ser a responsável por proporcionar a ele doze horas de sono, com a poção do sono.
"Sim. Acho que sim." Hermione suspirou.
"Bem, essa bússola parece um pouco assustadora, não é? Lembra um pouco o Mapa do Maroto." Rony disse.
"Sim, mas imagino que ela funcione fora de Hogwarts, o que faz dela muito mais perigosa. Com certeza explica muita coisa", respondeu Hermione, revirando os olhos. Malfoy era excepcionalmente sortudo. "Acha que tem coragem de comparecer à reunião amanhã à noite?" Disse ela olhando para Rony.
Acontece que Rony e Carlinhos não tiveram sorte na primeira tentativa. Entretanto, Dumbledore os apresentou à Ordem e quase imediatamente depois anunciou que recebeu informações de que um bando pequeno dragões jovens havia sido avistado no País de Gales e Rony havia sido designado para ajudar Carlinhos naquela semana. O estômago de Hermione revirou pelo seu amigo - e um olhar para o rosto dele disse a ela que ele também não esperava começar tão cedo.
O estômago de Hermione ainda estava embrulhado na manhã de segunda-feira quando o correio chegou. Ela tentou se manter invisível naquele fim de semana e ficou na torre da Grifinória, considerando que ela invadiu o poço das cobras na sexta-feira e ela não queria que eles a vissem e contra-atacassem com quaisquer medidas de retaliação. Esse medo se tornou ainda mais real quando ela viu a manchete do Profeta Diário.
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12 DESAPARECIDOS
Enquanto ela estava seguramente escondida no castelo tendo uma reunião com a Ordem, Malfoy e seus companheiros estiveram lá fora, perambulando por Londres, causando confusão e terror absolutos. O artigo mencionava como a falta de corpos estava confundindo os Aurores e fazendo-os pensar em usar feitiços de memória nas famílias das vítimas, para fazê-los esquecer de seus entes queridos desaparecidos. Sem provas de suas mortes, sem corpos, seria muito difícil para eles seguir em frente e permanecer alheios ao sobrenatural.
Hermione não conseguia parar de olhar para a fotografia no jornal: havia uma tenda fumegante, com bastões luminosos e copos de cerveja espalhados pelo chão, lembranças de um momento feliz, tudo ofuscado por uma caveira assustadora iluminando o céu - a mesma que ela sabia que estava tatuada no braço de Malfoy.
"Isso é terrível," Hermione sussurrou, principalmente para si mesma, ao lado de Rony. Ela não conseguia parar de ouvir as palavras de Malfoy 'Eles são primitivos', repetidas vezes. Ele esteve lá. Malfoy havia marchado por esta foto, atirando maldições e possivelmente sendo a razão pela qual pelo menos uma família trouxa estava sem um membro. Ela sentiu que iria vomitar.
"Como está o seu pescoço?" Malfoy perguntou com preocupação enquanto se jogava ao lado dela na aula de Poções, puxando a alça da mochila por cima da cabeça e do ombro até o chão.
Ela o ignorou.
Ele fingiu não perceber. "O resto do meu fim de semana foi ótimo também. Obrigado por perguntar", disse ele descaradamente, ainda sem provocar nenhuma reação de sua parceira de Poções. Ele continuou sem se perturbar, "Então, quando vamos nos encontrar novamente para falar sobre magia não-verbal? Eu não consigo dormir à noite sabendo que você está andando por aí tão vulnerável." Ele estava lançando a ela um sorriso adorável.
Isso fez sua pálpebra tremer. Como ele pode simplesmente fingir que está tudo bem? Como ele pode sair, fazer aquilo e depois flertar comigo no dia seguinte? Era absurdo.
O silêncio se estendeu entre eles se estendeu, até que ele finalmente o quebrou. "Ah, de novo não, Granger. Achei que tínhamos superado essa brincadeira infantil de ignorar", ele reclamou, parecendo totalmente irritado. Isso tornava sua mandíbula ainda mais afiada e angular.
Hermione abriu a bolsa, tirando uma cópia do Profeta desta manhã e colocando na frente dele. Ela deixou o artigo falar por ela.
Pelo menos Malfoy teve a decência de não tentar continuar a conversa depois disso.
No momento em que a reunião dos monitores começou, Hermione estava furiosa - principalmente consigo mesma. Ela sentiu como se tivesse feito tanto progresso com Malfoy na semana passada, a ponto de ele começar a se abrir e mostrar a ela seus segredos e agora ela voltou a excluí-lo. Claro, ele praticou um pouco de terrorismo nesse meio tempo, mas eu sabia quem ele era antes de começar isso, não é? Eu sabia qual era o objetivo de espioná-lo em primeiro lugar... certo?
Uma sensação desconfortável formigou em seu estômago. A minha reação foi devido aos meus próprios sentimentos em relação a ele, talvez? Quando eram apenas eles, ela conseguia esquecer que esse lado dele existia. Ele mostrou a ela uma perspectiva diferente de um homem que era observador, inteligente - inferno, engraçado até. Ela via potencial. E, sim, é claro que isso fez Hermione se odiar, mas observar Malfoy andando pela sala, falando sobre o Baile de Halloween a deixou um pouco excitada também.
Isso a lembrou de como os lábios dele estiveram em sua bochecha e o quanto ela gostou daquilo, mesmo que não tivesse sido o suficiente. Ela adorou, assim como eu adorei o sonho, e...
Merda.
Quando Dumbledore disse a Hermione que estava pedindo a ela para deixar Malfoy 'recrutá-la', sua mente foi automaticamente para o sexo e ela ficou perturbada. Ela pensou que quando chegasse a hora, se chegasse a isso, ela teria que fechar os olhos e pensar na Rainha da Inglaterra, mas... quando seus olhos azuis acinzentados passavam por ela periodicamente durante a reunião, como se silenciosamente aguardassem a sua aprovação, enquanto ele dava ordens às pessoas, ela percebeu que não precisaria. Ela queria manter os olhos abertos.
Ela queria dormir com ele. Estando totalmente acordada. E o mais rápido possível.
Corpo e hormônios traiçoeiros terríveis! Ela gritou para aquele mesmo corpo, desejando lembrar que ele era um assassino. Malfoy matou pessoas. Ele provavelmente já matou pessoas como ela. Por que ela queria saber como seriam aqueles dedos dentro dela ou todas as maneiras pelas quais aquela língua esperta poderia ser mais bem utilizada? Isso não estava certo. Isso não era normal. Pessoas normais não querem transar com maníacos homicidas.
A maioria dos maníacos homicidas não se parece com um modelo de cuecas.
Hermione estava tão confusa. "Ah, como eu gostaria de poder ler os seus pensamentos." Malfoy ronronou ao lado dela, fazendo Hermione se assustar abruptamente, quando percebeu que a reunião havia terminado e eles agora estavam sozinhos. Rony não pôde comparecer esta noite, muito ocupado se preparando para sua missão com Dumbledore.
"Não há necessidade", ela rosnou, apesar do calor crescente que sentia colorindo seu pescoço, envergonhada por seu comportamento distraído, bem como pelo conteúdo de suas reflexões, "Eu só estava pensando em como você é um ser humano horrível."
Malfoy bufou. "Claro. Bem, o que quer que tenha sido, deve ter sido muito divertido para você perder todo o final da reunião. Todos já estão com as suas funções definidas" Ele jogou um pouco do cabelo dela para trás do ombro e Hermione e se encolheu. Os olhos de Malfoy brilharam. "Eu te deixo nervosa, Granger?"
"Não." Hermione respondeu teimosamente, encarando-o fixamente.
Um sorriso lentamente cresceu em seu rosto. "Você é uma péssima mentirosa, princesa."
"Não me chame assim", ela cuspiu.
"Por quê? Você gosta muito?"
Hermione se levantou, sentindo sua pressão sanguínea subir. Como é que sempre que ela estava duvidando de si mesma e de sua missão, ele a atingia com todos os comentários certeiros? Era como se o universo a estivesse testando de alguma forma. "Eu não gosto de nada que venha de você, Malfoy." Ela estava indo para a porta. Eu dei a última palavra e vou embora, com o queixo erguido. Tudo ficará bem e eu continuarei com a missão outro dia. Em um dia que ela não tivesse descoberto que ele e sua gangue haviam ido para uma matança e ela poderia colocar a cabeça no lugar.
"Então por que você esteve me fodendo com os olhos durante toda a reunião?"
Ela poderia jurar que ele falou as palavras suavemente para torná-las ainda mais impactantes. Ela parou ao lado do canto da mesa, deixando seu quadril cair contra ela, mas se recusando a se virar para encará-lo. Então, ele percebeu, não é?
"Eu não estava", ela tentou.
"Granger..." Ela não precisou vê-lo para saber que ele estava de pé e sorrindo. "Qualquer um pode ver como você olha para mim. E," ele prolongou a palavra, como se ainda se deliciasse com a forma como a declaração anterior a fez sentir, "boas meninas não mentem."
Mil respostas surgiram em sua cabeça e a maioria delas a colocaria em apuros com Malfoy. Ela não estava com uma vara tão comprida para cutucar a onça ativamente assim. "Você não me conhece."
Ele estava se aproximando. Ela não podia se virar; ela não sabia o que aconteceria se o fizesse. "Claro que conheço." Hermione bufou, então ele continuou, "Eu sei que você mal sai nos fins de semana porque está muito ocupada estudando. Eu sei que você sai para correr quase todas as manhãs como um maldito relógio, faça chuva ou faça sol. Eu sei que se você não estiver tendo um caso com Sluggie, está preparando algum tipo de poção escondida, porque você passa muito tempo nas masmorras."
Hermione revirou os olhos. "Me perseguir com a sua pequena bússola não significa que você realmente saiba algo sobre mim, Malfoy." Ela cometeu o erro de girar e se arrependeu instantaneamente. Seus olhos estavam fundidos e ele agora estava ao alcance.
Ele se inclinou, segurando o corpo dela, com ambas as mãos descansando na mesa ao redor dela. Ela quase se sentou na mesa, apenas para ganhar alguns centímetros de espaço para respirar (não que isso estivesse ajudando). "Eu sei o suficiente," ele proclamou presunçosamente.
"Ah é? Como o quê?" Ela perguntou, tentando projetar uma indiferença que sabia não possuir.
Malfoy estava mais do que pronto para enfrentar seu desafio. "Eu sei que você enrola a ponta do cabelo quando está se concentrando em algo que você não entende de primeira" Ele estendeu a mão e fez exatamente isso com um cacho dela. "Eu sei que você quase chora de felicidade quando os elfos fazem crepes no café da manhã e que você deve ter algum Transtorno Obsessivo Compulsivo, de tão controladora que você é." Como ele ficou tão pessoal tão rapidamente? "Eu sei que você só tem dois amigos porque tem pavor de rejeição. Você acha que se não jogar o jogo, não pode se machucar, mas não entende que o jogo vai continuar sem você e vai te derrubar, esteja você em campo ou não. Você construiu essa personalidade forte, mas de verdade... Você é apenas uma garotinha assustada com problemas de abandono por dentro." Seu sorriso era muito inocente em justaposição com sua avaliação cortante. "E então, consegui?"
Hermione tremeu, congelada no lugar enquanto os olhos de Malfoy vagavam famintos por seu rosto. Ela forçou um engolir apertado. Ele dizer essas palavras não as tornava verdadeiras. Ele não sabe de nada. Suas opiniões não importam para merda nenhuma...
Ele a estava estudando e ela realmente não gostou. "Granger, eu sei que você sabe que não sou bom para você, mas você ainda está aqui. Você ainda está nesta mesa, falando comigo. Então... por que você ainda está aqui?"
Ele realmente não ia deixar isso passar, ia? Que porra eu devo dizer? Há duas verdades aqui, e ambas são desconfortáveis para caramba. Ou é, 'Ei, eu quero transar com você, seu idiota, dane-se a moralidade,' ou, 'Nosso diretor pensa que você é apaixonado por mim e me pediu para arrancar tudo que eu puder de você!' Ambas as opções faziam Hermione querer morrer.
Ela forçou sua voz a permanecer firme. "Talvez você confie demais nas minhas habilidades de tomada de decisão."
Ele pareceu realmente gostar dessa resposta. "Besteira. Você pensa demais em tudo. Então, deixe-me reformular: por que você quer sair comigo? Você está tentando salvar a minha alma?"
"Há!" Hermione finalmente teve a resposta mais fácil de todas, "Eu sei que você é uma causa perdida, Malfoy." Esse tipo de coisa importava para ele?
"E é disso que você gosta?"
O rosto dela não pôde deixar de se reajustar à arrogância dele. "Uau. Quer dizer, por que você simplesmente não me diz, já que você parece pensar que me conhece tão bem?"
"Você está sendo sarcástica, mas eu realmente conheço."
"Ah é?" Ela afastou a sensação de que tudo o que ele já havia dito a ela, ele tinha acertado em cheio.
"Sim, princesa. Eu realmente, realmente te conheço. Bem o suficiente para saber que você está cega de julgamentos e cheia de moralidade."
Hermione se afastou da invasão lenta de Malfoy em seu espaço, apoiando-se em seus braços mesmo quando ele estava diretamente sobre seu colo. Ele a estava deixando mais do que um pouco nervosa. "Legal. Bem, por que se incomodar em me perguntar se você já tem todas as respostas, hein?"
"Não fique chateada com isso. As coisas são como são."
"Não, Malfoy, as coisas não 'são como são'. Elas são o que fazemos delas. Temos livre arbítrio, temos escolhas", ela cuspiu.
"Ah, ok, Granger. Eu não sabia que estávamos ficando filosóficos aqui." Ele balançou a cabeça rapidamente para colocar uma mecha de cabelo que havia caído sobre sua testa de volta ao lugar. "Por que você não me fala sobre o assunto?"
"Falar o que?" Hermione atirou de volta com raiva. Ela não podia acreditar que ele estava tentando usar seu próprio veneno contra ela, poucos segundos depois que ela jogou o dela nele.
"Bem, parece que você tem uma opinião muito bem formada sobre o porquê de você não sair comigo, então por que você simplesmente não expõe tudo para mim? Contra qual escolha você está lutando contra?"
"Você é um filho da puta!" Hermione quase gritou na cara dele. O mesmo rosto que ainda estava literalmente bem na frente dela. Ela sabia que estava evitando completamente a pergunta dele, mas não se importou.
Malfoy soltou um bufo suave. "Esperta. A tentativa de mudar de assunto, no caso."
"Vai se foder, Malfoy."
"É o que eu quero fazer com você, Granger."
"Ah!" Hermione gritou, ficando mais irritada a cada segundo. "Você entende os seus defeitos, você os conhece, mas sabe de uma coisa? Admiti-los e reconhecê-los, porém não fazer nada para realmente mudá-los, não te livra deles! Você ainda é um idiota mesmo se você anunciar para todos que você é um idiota. Esse ônus ainda está em você. Não transfere apenas para quem está lá e permite que você aja dessa maneira."
Malfoy mordeu o lábio inferior, parecendo maliciosamente alegre. Hermione percebeu que em algum momento, ela ou ele havia separado os seus joelhos, porque ele estava parado entre eles na beirada da mesa. Ela reprimiu um arrepio. "Eu não vejo como você espera que eu mude com base nisso." Ele se inclinou, seus lábios quase roçando os de Hermione enquanto ele continuava, sua voz suave e profunda era o completo oposto de sua explosão estridente anteriormente. Ela virou a cabeça ligeiramente para a esquerda, de repente tendo que se concentrar fortemente em sua respiração para não se esquecer de realizá-la. Tentar olhar diretamente para ele agora era como olhar para o sol - ela ia se queimar.
"Perceba, do jeito que você colocou, tão elegantemente, eu estou agindo exatamente do jeito que eu quero, e eu tenho a garota que eu quero, exatamente onde eu a quero." A língua dele saiu para molhar os lábios, mas atingiu o canto da boca dela, dando-lhe o menor dos indícios do que ela cobiçava. "Então... por que eu faria algo diferente?" Hermione sentiu suas costas arquearem cada vez mais enquanto ele se aproximava. Apenas o menor dos movimentos faria seus lábios se juntarem, cutucando o nariz dele para o lado para que ela pudesse beijá-lo até o esquecimento; mas como ele acabou de apontar, de alguma forma era sua responsabilidade ser a mocinha aqui. A 'boa menina'. Ela era a única que sofreria se cedesse a ambos os seus desejos flagrantes pela carne um do outro. Não é justo, ela choramingou para si mesma.
Ela não sabia quanto tempo alguém poderia razoavelmente resistir querendo tanto outra pessoa, enquanto ainda dizia não.
"Você é como uma doença." Ela murmurou contra sua pele. Mesmo para seus próprios ouvidos, mal soava como uma advertência, mas mais como uma confissão carnal apropriada apenas para as preliminares.
"E ainda assim, você gosta de mim."
'Gostar' é uma palavra forte. Ouvir Malfoy dizer isso mexeu com algo dentro de Hermione e fez com que ela enrijecesse. Querer fazer sexo com alguém e gostar dessa pessoa eram coisas muito, muito diferentes. Ela não gostava de Malfoy - ela não o suportava. Malfoy definitivamente notou a mudança dela também. "Você estava no ataque?" Ela perguntou solenemente.
Malfoy puxou o rosto para trás, o queixo erguido, e então ele estava olhando para Hermione descaradamente. "Isso importa?"
Isso importa? Isso importa?! "Claro que importa, Malfoy!" Hermione rosnou. "Eu não sou uma das suas malditas putas da Sonserina. Se você é ou não um assassino importa para mim."
"Por quê?"
Ele está falando sério? Hermione só pode ficar boquiaberta com ele.
Malfoy continuou, "Você não está tentando se casar comigo, está? Tenho certeza de que você está apenas tentando me foder." Hermione de repente estava muito ciente de quão abertas as suas pernas estavam, porque ela não queria nada mais do que fechá-las antes que seu corpo tivesse alguma ideia de como a boca dele tinha acabado de envolver aquela palavra deliciosa. Ele sorriu e se aproveitou de seu estado distraído, inclinando-se em seu pescoço, beijando-o molhado para cima. Desta vez, Hermione não conseguiu mais reprimir o arrepio; era bom demais. "Então, quem se importa com o que eu faço?" Ele disse rispidamente enquanto seu lábio inferior se arrastava por sua pele. "Tudo o que importa é que nós dois queremos isso."
Hermione permaneceu teimosa por completo. "Você não sabe o que eu quero", ela gemeu, esticando o pescoço para cima para lhe dar melhor acesso. Seu corpo estava muito em desacordo com o que suas palavras estavam tentando dizer a ele.
Malfoy riu, seus dentes beliscando levemente sobre o ponto de pulsação dela. "Tudo bem. Se você não consegue nem admitir," ele sussurrou, "então você vai ter que me beijar primeiro, Granger."
"O quê?" A exclamação de Hermione ecoou pelo escritório deserto ainda mais alto depois do quão baixo eles estavam falando. Ela ficou tão chocada com o rumo dos acontecimentos que se esqueceu de discordar dele, alegando que não queria nada com ele em primeiro lugar.
Seu sorriso crescente disse a ela que ele definitivamente notou isso também. "Me chame de antiquado, mas eu só gosto de transar com garotas que querem transar comigo." Oh não. Não ache isso que ele disse algo respeitoso - isso é literalmente o mínimo a se fazer. "Além disso," as pontas de seus dedos percorreram suas coxas, parando na bainha de sua saia, "eu não confio em mim mesmo para parar uma vez que eu comece com você. Então, precisa ser você me beijando primeiro."
E lá estava – aquela pulsação surda entre suas pernas, desejando ser tocada, impossível de ignorar. Ela tinha que ser a única a iniciar isso. De repente, a necessidade obsessiva de Malfoy de fazê-la dizer a ele o que ela queria fez sentido: ele estava esperando por permissão para fazer exatamente isso, para começar o relacionamento físico que eles estavam tão claramente prestes a ter. Tudo o que ela tinha que fazer era ceder. Tudo o que lhe custaria era sua dignidade.
Ela sabia o que ele estava fazendo. Não se tratava de cavalheirismo. Tratava-se de ela aceitar a culpa por suas ações, porque não se engane, isso seria errado. Doze trouxas provavelmente mortos poderiam atestar isso. E possivelmente ainda mais importante no grande esquema das coisas: onde ficar com ele a levaria? Ela não tinha certeza se essa era a maneira certa de coletar informações dele. Ele basicamente disse a ela que se ela o beijasse, eles transariam, e Hermione ainda tinha a sensação incômoda de como seria isso. Se Hermione transasse com ele, ele não iria simplesmente ignorá-la no dia seguinte? Ele não a jogaria completamente de lado porque ela não significaria nada para ele? Ela tinha que ser esperta sobre isso. Ela estava indo tão bem em obter informações, peça por peça lentamente, e não queria jogar fora todo o seu progresso só para transar. Ela devia à Ordem mais do que isso.
Mesmo que a Ordem fosse a única razão pela qual ela estivesse em toda essa confusão em primeiro lugar.
Isso tudo era uma merda
"Vamos lá, Granger. O que está te segurando?" Malfoy roçou seus lábios nos dela.
"Eu pensei que eu que tivesse que te beijar?" Hermione respirou fundo, os olhos de repente bem fechados. Ela tinha que se concentrar; ela tinha que manter seu juízo sobre ela. Ela não podia deixar que os olhos de Malfoy a induzissem a uma falsa sensação de segurança. Ela não podia tomar decisões apenas pela necessidade que ela sentia entre as coxas.
"Você chama isso de beijo, Granger? Eu mal toquei em você." A voz de Malfoy estava saindo do fundo de sua garganta. Seus polegares, agora delineando firmemente seus quadris, contradiziam muito a sua afirmação.
Não desista, não desista, não desista. Por que ela estava atualmente mais excitada apenas pela proximidade dele do que por qualquer uma das transas reais anteriores?
"Abra seus olhos." Ele parecia frustrado, mas ainda autoritário o suficiente para que Hermione obedecesse por instinto. Seus olhos, seus malditos olhos - ela sentia como se eles a estivessem hipnotizando. "Aí está você…" Malfoy murmurou, acariciando sua bochecha. A outra mão tirou uma bala do bolso e a enfiou na boca.
Os olhos de Hermione se arrastaram lentamente por seus lábios, onde a guloseima laranja tinha acabado de desaparecer, de volta para os raios em sua íris acinzentada. Ela se sentia bêbada e completamente sem fôlego.
Malfoy cutucou o nariz dela com o dele e roçou os lábios nos dela mais uma vez, determinado a provocá-la até a morte, enquanto a mão em sua bochecha migrou para baixo em sua gravata, puxando-a levemente para mais perto, implorando para que ela começasse logo.
A bala dele cheirava a algo picante e Hermione queria tanto provar. Só um pouquinho…. Certamente apenas um beijinho não seria tão ruim. Não era como se ele pudesse transferir seus pecados para ela. Não era como se um amasso rápido fosse arruiná-la completamente. Certamente, ela ainda poderia permanecer como uma espiã imparcial depois de saber o gosto dele.
Por que ele é tão tentador?
"Não!" Hermione finalmente encontrou sua voz. Ela queria beijá-lo? Porra mil por cento. Ela tinha que ceder só porque queria? Não.
Malfoy levou a cabeça para trás como se tivesse levado um choque, a gravata dela escorregando por entre seus dedos. Hermione brevemente se perguntou se ele já havia sido rejeitado antes. Ele balançou a cabeça enquanto dava um passo para trás, finalmente saindo do espaço de Hermione, soltando um pequeno bufo. Hermione percebeu que ele estava realmente furioso agora, seu ego tendo acabado de sofrer um grande golpe, mas ele estava tentando esconder para não parecer afetado. Hermione tinha certeza de que demonstrar emoções sendo um Comensal da Morte era uma grande proibição. Ele claramente lançou suas próximas palavras com a intenção de machucar: "Não é de se admirar que você esteja tão tensa o tempo todo, Granger. Você passou a vida toda se reprimindo." Ele soltou uma risada sem humor enquanto bagunçava o cabelo. O olhar de Hermione se transformou em pedra. "Sabe, provavelmente é por isso que você ainda não consegue dominar a magia não-verbal também."
Ela não podia acreditar que quase beijou esse cara. Que grande babaca. Ele nunca valeria a pena - nunca. "Você realmente está se escutando? Sério?" Hermione estalou.
Malfoy sorriu, claramente feliz por ter conseguido mais uma reação dela, enquanto dava um passo para trás. Hermione ignorou seu desejo de sentir o calor dele contra ela mais uma vez. Seria muito óbvio fechar as pernas agora? Ou apenas fico sentada aqui, fingindo estar tão despreocupada quanto ele? "Não tanto quanto você que claramente finge não escutar cada frase minha, mas sim."
A arrogância. Isso nunca pararia de confundi-la. Ela sentiu suas narinas queimando enquanto tentava controlar sua raiva. Ela odiava que o sorriso dele só aumentasse cada vez mais. Sua mãe sempre lhe disse ela era um livro aberto em relação às suas emoções.
Ele provocou ainda mais, enfiando a faca um pouco mais fundo. "Isso te incomoda? A maneira como eu falo com você?"
Não havia razão para ela mentir sobre isso: "Sim".
Ele levantou uma sobrancelha. "Está com frio, Granger? "
"O que?" Ela perguntou antes que pudesse registrar para onde o olhar dele baixou. Hermione podia sentir o rubor esquentando suas bochechas enquanto ela cruzava os braços sobre o peito, certa de que seus mamilos estavam perfurando sua blusa e o fino tecido da renda de seu sutiã. Estúpido, maldito idiota. Ela lembrou de si mesma quando as meninas que ela dividia dormitório cresceram e começaram a olhar para ela torto, porque ela ainda usava roupas íntimas básicas e confortáveis. Ela se sentiu tão diminuída na época. Provavelmente se ela ainda estivesse usando os sutiãs que as meninas consideravam 'fofos' ela não estaria passando por essa humilhação. "Isso não significa merda nenhuma", ela tentou encobrir sua óbvia excitação.
"Se você diz," Malfoy falou lentamente, andando para trás, como se realmente exibisse um sorriso condescendente, antes de girar nos calcanhares e caminhar até a porta. Ela permaneceu sentada lá, atirando adagas nas costas dele e pensando em como ele nunca discutia com ela de verdade, quando ele olhou por cima do ombro, piscando para ela. Considerando como ele já a tinha pegado observando-o sair antes, desta vez não parecia tão embaraçoso. "Quando você estiver pronta para fazer o que quer - em vez do que acha que deveria querer - você sabe onde me encontrar." Ele saiu.
Ele definitivamente ganhou aquela rodada. Era tão estúpido, mas ela sabia que era verdade. Hermione enterrou o rosto nas mãos, mordendo a língua para não gritar. Mas então ela ouviu as palavras anteriores de Malfoy ecoando em seus ouvidos, dizendo a ela como ela estava se reprimindo, se segurando e isso foi a gota d'água. Ela levantou a cabeça para o teto e realmente gritou.
Ela se sentiu melhor.
