E é aqui que as coisas começam a esquentar. Comentem o que estão achando, é muito importante o feedback de vocês!
Toc. Toc. Toc. Toc.
Hermione bateu sua pena impacientemente em seu pergaminho no dia seguinte, mal ouvindo as palavras da aula de McGonagall, ainda atormentada pelas imagens e sentimentos do dia anterior. Harry e Rony perguntaram a ela como foram as coisas com Malfoy na reunião e ela teve que resistir ao impulso de correr para o dormitório das meninas e nunca mais falar com eles. Mas teria sido muito rude ir para a cama antes de perguntar a Rony como andava o trabalho de preparação para sua missão com os dragões e como Harry estava em relação aos pesadelos. No final, ela apenas mentiu e disse aos seus melhores amigos que havia sido tranquilo.
Como se Malfoy não tivesse se pressionado contra ela. Como se ele não tivesse lhe dado um ultimato.
Ela tinha que ser a primeira a beijá-lo. O pensamento ricocheteou em seu cérebro a noite toda, forçando-a a prestar atenção em seus próprios desejos e no que ela estava disposta a sacrificar por eles.
Toc. Toc. Toc. Toc.
Sua corrida matinal não ajudou em nada. Tudo o que ela conseguiu ver enquanto balançava em seu galho era ele - uma combinação de coisas que ele já havia feito com ela e momentos que ela podia facilmente imaginar. Hermione se contorceu em seu assento pensando em como ela gozou enquanto estava fantasiando sobre Malfoy puxar seu cabelo, batendo seu corpo no dela por trás.
Isso era um pesadelo. Ele estava fazendo ela ceder, e o pior de tudo, ele definitivamente sabia disso. Ela não precisou olhar por cima do ombro para saber que ele provavelmente já estava olhando para ela, observando-a como sempre fazia.
Ela precisava de ajuda. Uma profunda ajuda psicológica.
"Pare com isso!" Hermione ouviu uma voz exasperada gritar ao virar a esquina do corredor enquanto ela se dirigia para a aula de Defesa contra as Artes das Trevas. O corredor era um atalho menos conhecido, até onde ela sabia, então ela ficou meio surpresa ao ouvir alguém ali.
"Achei que você estivesse bastante orgulhoso disso", respondeu um homem, "Ele não estava apenas se gabando de como foi bom usá-la, Blaise?" Porra. Aquele era definitivamente o Malfoy.
"Com certeza estava, irmão. Com certeza estava." Zabine suspirou dramaticamente. "Hum. Talvez ele estivesse mentindo?"
Hermione andou mais rápido, com um pouco de medo do que ela estava prestes a encontrar. Ali, no meio do corredor estreito, estavam Malfoy e Zabine, varinhas apontadas para um de seus antigos encontros, balançando-o de cabeça para baixo enquanto Greengrass simplesmente observava. Córmac estava tentando empurrar suas vestes de volta, para cima de suas pernas, mas elas continuavam caindo e batendo em seu rosto, curiosamente no mesmo ritmo da contração da varinha de Malfoy.
"O que diabos está acontecendo?" Hermione rugiu, entrando em cena.
"Falando no diabo…" Greengrass disse alegremente enquanto se virava para ela.
"Deixem-no ir." Ela concentrou toda a sua raiva em Malfoy. "Você percebe que é o monitor-chefe agora, certo?"
Malfoy deu de ombros com indiferença, girando Córmac em círculos pequenos.
"Tenho certeza de que está na descrição da função impedir o bullying."
Hermione não pôde evitar - seus braços voaram à sua frente, palmas para cima, balançando-os para frente e para trás na bagunça diante dela. "E como você está fazendo isso exatamente?" Ela sibilou histericamente.
"Ensinando-lhe uma lição. Às vezes você tem que ser o valentão, para parar o valentão."
Zabine assentiu, concordando com a total loucura de seu melhor amigo. "Isso foi lindamente perspicaz, cara."
Malfoy piscou para ele, porque claramente nada era sério para eles e a vida era um jogo. "Obrigado, irmão."
Córmac estava gemendo, parecendo prestes a vomitar toda vez que Hermione o via passar. "Solte ele agora, Malfoy!"
Malfoy sorriu para ela. "Como quiser." Ele largou Córmac no chão, onde ele ficou imóvel, gemendo.
Os olhos de Hermione se estreitaram para Malfoy, sem quebrar o contato visual enquanto ela ordenava a Zabine que levasse Córmac para a ala hospitalar. Greengrass tentou brigar com ela sobre isso, mas Malfoy a dispensou também, dizendo que os alcançaria mais tarde. Hermione tinha a sensação de que Zabine e Greengrass fariam qualquer coisa que Malfoy pedisse a eles - esse era o poder que Malfoy tinha sobre as pessoas.
E então, havia apenas os dois, sozinhos, parados em lados opostos do corredor. Hermione tinha quase certeza de que podia sentir o vapor saindo de suas orelhas. Como sempre, Malfoy não parecia tão intimidado por ela quanto ela gostaria que ele parecesse. "Granger, você tem que parar de dar desculpas para vir falar comigo", ele disse.
"Seu pequeno arrogante-"
"Pequeno? Assim você me magoa, princesa." Ele começou a caminhar em direção a ela. "Eu sou muitas coisas, mas pequeno não é uma delas."
Sério? Piadas de pau? Quanta maturidade. "Você me dá nojo."
Ele inclinou a cabeça, sorrindo para ela. "Eu duvido muito disso, na verdade."
"Você é o maldito monitor-chefe! Você deveria dar o exemplo! Você deveria parar as brigas, não as iniciar!" Os gritos de Hermione estavam ganhando força enquanto toda a agressividade reprimida que ela tinha contra ele estava finalmente encontrando uma saída aceitável. Ela jogou a mochila no chão e sentiu como se estivesse há cerca de dois segundos de bater os punhos contra o peito que ele tão generosamente trouxe para perto dela. Seria um belo saco de pancadas, mesmo que provavelmente machucasse um pouco os nós dos dedos. "Eu não suporto você! Você é mau, teimoso, vaidoso, uma ameaça para a sociedade..."
De repente, as palavras pararam de ser articuladas e Hermione experimentou a sensação totalmente desorientadora de tentar falar sem nenhum som sair. Ela tentou várias vezes, sua boca se movendo através dos movimentos, sem sucesso. Sua testa franziu e seu queixo caiu quando ela percebeu o que tinha acontecido: Malfoy havia silenciado sua voz sabendo que ela ainda possuía dificuldade com a magia não-verbal.
Ah! Esse cara de furão repugnante e maligno!
Malfoy riu. "O que há de errado, Granger? Você parece um pouco perturbada aí." Hermione sentiu suas mãos tremerem enquanto suas unhas se cravavam na parte carnuda de sua palma. Ele ousou dar mais um passo em direção a ela, como se ela não fosse um vulcão pronto para explodir, fechando quase completamente a distância entre eles. "É uma pena que você ainda não tenha dominado a magia não-verbal, hein?"
Hermione viu vermelho. Sem opções, ela arremessou violentamente sua varinha, agora inútil, bem no rosto dele, observando enquanto ela ricocheteava em sua testa antes de cair no chão, rolando para longe. Malfoy só teve um segundo para parecer chocado antes de seus reflexos de Quadribol entrarem em ação, pegando o pulso direito de Hermione quando ela foi dar um soco em seu rosto.
"Agressão física de novo, princesa, sério? A isso que você foi reduzida? Temos 13 anos novamente?" Ele riu dela, riu completamente. "Você não deveria ficar tão brava, eu tive a ideia quando você fez a mesma coisa com Blaise."
Ele finalmente passou dos limites. Hermione estava definitivamente gritando por dentro, mesmo que um pio não escapasse de sua boca. Ela tentou atacar, chutando as pernas e batendo os braços contra ele, finalmente acertando um golpe com a palma da mão esquerda. O tapa resultante que reverberou pelo corredor vazio foi tão incrivelmente satisfatório.
Malfoy rosnou enquanto a empurrava contra a parede de pedra, prendendo as mãos dela de cada lado da cabeça e finalmente prendendo as pernas dela com as dele. Seus olhos brilharam enquanto ele absorvia algumas de suas tentativas mais violentas de se libertar. "Cuidado, Granger. Já acabei com pessoas por muito menos."
Acabou? Hermione mal teve tempo de refletir sobre o que exatamente ele quis dizer com essa palavra, porque ela ainda estava presa ali, contra a parede, encurralada pelo corpo de seu inimigo. Ela tentou esticar os braços com toda a força, franzindo o rosto com o esforço, mas eles não se mexiam. Ela ofegou enquanto lutava, recusando-se a desistir, mesmo que a biologia (e qualquer rotina idiota de treino que Malfoy fizesse), claramente não estivesse do seu lado nesse caso. Como isso continuava acontecendo? Como ele continuava ficando sozinho com ela e tirando total proveito disso? E por que você gosta?
"É isso. Coloca tudo para fora", ele murmurou arrogantemente.
Os olhos de Hermione se fixaram nos dele e com esse olhar, o olhar de desprezo inequívoco que ela estava lançando para ele, ela sabia que não precisava de uma voz para transmitir sua mensagem alta e clara.
Malfoy sorriu. "Ah, qual é. O que você esperava que fosse acontecer? Você não pode sair por aí batendo nas pessoas e ficar ofendida quando eles têm que te prender para impedir."
Te prender. Malfoy estava literalmente prendendo-a contra a parede. O ar ao redor deles mudou e ela percebeu que ele também sentiu.
Sua voz quase soou gentil quando ele a provocou. "Você fica tão fofa quando está com raiva." Malfoy lentamente arrastou os pulsos dela acima de sua cabeça para juntá-los e segurá-los em uma de suas mãos, para que a outra pudesse ficar livre. Ele não perdeu tempo enterrando a mão livre nos cachos de Hermione, logo atrás de sua orelha, enquanto inclinava o rosto para ela.
"Vamos, Granger. O que eu sou?" Hermione percebeu que deveria ter parado de tentar chutá-lo, porque agora ele estava empurrando uma das pernas entre as coxas dela, dando a ela a quantidade certa de fricção, exatamente onde ela queria. Sua voz era tão rouca que ela mal conseguia entendê-lo. "Diga-me o quanto você me odeia."
Ela o beijou.
Ela poderia ter feito qualquer coisa (bem, além de se mover, ela imaginou), mas em vez disso, ela ficou na ponta dos pés e firmemente, deliberadamente, pressionou seus lábios contra os dele e... bem. Ela não tinha certeza do que exatamente ela tinha feito a seguir, porque os instintos assumiram totalmente o controle.
Malfoy não pareceu nem um pouco surpreso quando soltou as mãos dela para poder reivindicar seu quadril, puxando-o possessivamente com mais força contra seu corpo enquanto sua boca a consumia completamente.
Ela tinha sido beijada antes - mas nada tinha sido nem remotamente parecido. Ela se sentia tonta e faminta e louca e ansiosa e cerca de mil outros sentimentos, tudo embrulhado em um só, mas nada disso importava, porque parecia impossível fazer qualquer coisa além de beijar, beijar, beijar, enquanto ela colocava os braços em volta dele, em seus ombros e soltava um gemido baixinho. (Se ela tivesse em seu juízo perfeito, ela teria achado muito interessante descobrir que é claro que ela ainda poderia fazer isso. Ela se perguntaria se isso aconteceria com todos os feitiços silenciadores ou se Malfoy tinha feito este apenas para ela, porque é claro que ele ainda iria querer ouvir aquele barulho, mesmo que fosse o único que ela pudesse fazer.)
Neste momento, as implicações de suas ações eram irrelevantes. Tudo o que importava era o fluxo constante de dopamina e serotonina que seus lábios estavam dando a ela, enquanto deslizavam sobre os dela, a sensação de sua língua abrindo sua boca, a leve dor em seu lábio inferior quando Malfoy o puxou com os dentes.
Ela enfiou os dedos no cabelo dele e isso desencadeou algo primitivo em Malfoy, que o fez gemer antes de pegar Hermione pela bunda e depositá-la alguns passos no parapeito de uma janela, nunca interrompendo o beijo. Ela envolveu as pernas ao redor de sua cintura, puxando-o para mais perto, precisando sentir cada maldito centímetro dele. Com dedos desajeitados e exigentes, ela puxou a gravata dele, tentando afrouxá-la. Era a primeira vez que Malfoy parecia surpreso com o que estava acontecendo.
Mas Hermione não pôde evitar. Enquanto ela pressionava sua pélvis contra a dele, tentando reprimir aquela sensação que crescia entre suas pernas, ela percebeu o quanto precisava dele. Francamente, ela não se importava onde eles estavam, ela teria empurrado sua calcinha para o lado ali mesmo se isso significasse que ela poderia sentir Malfoy empurrando dentro dela agora.
Claro, em toda a sua ação, eles não perceberam que havia um novo ocupante no corredor com eles. "Oh, nossa!"
Hermione e Malfoy estremeceram, pulando para olhar para um professor Slughorn de rosto vermelho, parado e mortificado em seu caminho com dois frascos em sua mão. Oh, pelo amor de Merlin … sério?! Tudo desabou sobre Hermione quando ela desenganchou os tornozelos de trás das costas de Malfoy e o empurrou para longe dela. Mas o estrago já estava feito: ela não apenas o beijou - e quem sabe que tipo de outras atividades isso desencadearia - mas também havia uma maldita testemunha. E era um professor. Que embaraçoso.
Slughorn estava praticamente rindo.
"Nossa, me parece que ser parceiros de poções realmente uniu vocês dois, não acha, Sr. Malfoy?" Claro que ele estava tentando levar o crédito.
Hermione queria negar que eles estavam juntos - não que ela tivesse certeza de que admitir isso tornaria o que ele já tinha visto melhor - mas então relutantemente lembrou que ela ainda não conseguia falar.
"Sim, professor. Eu definitivamente tenho que agradecer ao senhor por isso." Que puxa saco.
Slughorn inchou de orgulho como um baiacu enquanto acariciava sua barriga. "Bem, por mais que eu esteja feliz por vocês dois, temo que tenha que repreendê-los por... mostrarem suas afeições tão publicamente." Ele piscou para Hermione. Ela queria morrer. "Vocês dois estão em detenção." Ele deu a Malfoy um aceno paternal. "Mas não se preocupe, vocês podem realizá-la juntos. Encontrem-me amanhã às 8 da noite na sala de suprimentos de Poções." Ele saiu assobiando.
Ela beijou Malfoy. Slughorn tinha visto. Ela estava em detenção. Ela ficaria presa sozinha com ele em uma sala mal iluminada mais uma vez.
Isso tudo era demais. Sem poupar outro olhar para Malfoy, ela correu até sua mochila, pendurou-a no ombro e saiu correndo o mais rápido que pôde.
Hermione estremeceu quando entrou tarde na aula de Defesa contra as Artes das Trevas, tentando ignorar o olhar penetrante que o Professor Snape estava lançando em sua direção enquanto ela se sentava ao lado de Harry. "5 pontos da Grifinória."
Ótimo, como se ele já não me odiasse.
Harry deslizou suas anotações para que ela pudesse alcançá-lo. "Onde você estava?" Ele sussurrou.
Hermione apontou para sua boca e tentou exagerar o movimento de seus lábios. "Estou silenciada!"
A testa de Harry franziu. "Hã?"
Hermione suspirou e pegou a varinha dele na mesa, colocou na mão dele e apontou para a boca dela. Ele entendeu a mensagem então.
"Ah, graças a Merlin—"
"Mione, o que diabos aconteceu?"
Ela desenhou os lábios em uma linha muito fina e olhou para ele severamente com o canto do olho. "Malfoy."
Antes que Harry pudesse fazer qualquer pergunta, um segundanista muito assustado entrou na sala, pulando de nervoso quando o Professor Snape perguntou se ele estava perdido. "Não, senhor, me desculpe. Me disseram para entregar isso à Monitora-chefe."
Hermione afundou ainda mais em seu assento enquanto toda a classe observava a criança devolver sua varinha, embrulhada em um grande laço vermelho. Havia uma nota anexada.
Você deixou cair isso.
Beijos, DM.
Quero. Morrer. Agora
Hermione não falou pelo resto da aula na esperança de que Snape parasse de dar a ela olhares conhecedores. Pelo menos Malfoy aparentemente havia resolvido matar essa aula, pois ele não estava à vista. Menos uma distração para ela então.
"Eu dei uns amassos no Malfoy."
"Ha-ha-ha, ok. Você está pronta para o jantar? Estou morrendo de fome." Rony respondeu, enquanto Harry a encarava boquiaberto.
"Na verdade, não. Eu -" Hermione fez uma careta, "- eu realmente dei. Tipo, mesmo."
Rony parou de andar, a alça da bolsa caindo de seu ombro. Vários alunos bufaram, agora tendo que contornar o bloqueio que estavam causando no meio do corredor. Mas foi Harry quem perguntou. "Espere, o quê?"
"Caramba Hermione, que nojo!" Disse Rony enquanto imitava sinais de vômito.
Hermione fechou totalmente os olhos para poder fingir que nada disso era real. "Eu sei."
Quando ela os abriu, Harry estava apenas olhando para ela. "Você está bem?"
Essa é uma pergunta estranha. "Sim?"
"Quer dizer, eu sabia que você estava atraída por ele, mas realmente não imaginei que você iria fazer algo sobre isso."
Bem, agora ela se sentia uma grande decepção por toda parte. "Eu não sei o que aconteceu." Ela passou a mão frustrada pelo cabelo. "Ele me prendeu em uma parede e não sei, os hormônios meio que assumiram o controle."
As sobrancelhas de Harry ergueram-se sob seu cabelo. "Bem. Isso explica muita coisa."
"Harry, o que eu faço?" Hermione perguntou desesperadamente. Ela pegou um dos braços dele e o colocou em volta dos ombros dela enquanto eles caminhavam para o Salão Principal, querendo alguma aparência de conforto. Por sorte, Harry não brigou com ela.
"Eu não sei. Então isso não foi sobre a missão?"
Hermione inclinou a cabeça para ele. "Eu não sei? Talvez? Eu não tenho certeza. Tudo o que sei é que se não fosse por essa missão estúpida, isso nunca teria acontecido."
Harry deu-lhe um pequeno aperto solidário.
"Então... o que você pretende fazer a seguir?" Rony indagou pensativamente.
Hermione olhou para eles, suplicante. "Vocês se importariam de me proteger nos próximos dias? Claramente, não posso confiar em mim mesma para ficar sozinha."
Rony riu. "Claramente. O guarda-costas Weasley está ao seu dispor."
"Você é o melhor."
"Mas… Então... quando você diz 'prendeu'...?" Hermione empurrou Harry furiosa, enquanto os dois meninos riam.
Harry e Rony mantiveram a sua palavra, nunca saindo do lado de Hermione por mais do que alguns segundos durante as aulas e refeições, e praticamente se revezando na porta do banheiro nas vezes que Hermione precisava ir. A princípio, ela pensou que talvez eles estivessem exagerando, mas quando ela começou a notar a agitação de Malfoy, o vendo sentado nas mesas ao lado dela, e tentando se aproximar algumas vezes para fazer parceria com ela nas aulas, ela percebeu que Harry e Rony era seus guardiões. Seus anjos.
O que foi que eu fiz? Malfoy realmente não iria parar de tentar perseguir ela agora. Ela sentiu como se tivesse vendido sua alma ao diabo. Ela nunca deveria tê-lo beijado - isso revelou demais.
Quanto mais próxima sua detenção com ele chegava, mais sua ansiedade aumentava. Eu posso fazer isso. Posso durar algumas horas na presença dele. Caramba, ela imploraria a Slughorn para ficar e supervisionar se fosse necessário - qualquer coisa para garantir que ela não escorregasse novamente. Ela era uma mulher, não um saco de hormônios e desejos. Como ela tão veementemente disse a Malfoy: ela tinha livre arbítrio. Ela poderia escolher não ficar com ele.
Por que ela mal conseguia acreditar em si mesma? Se Malfoy tentasse seduzi-la agora, mesmo que sem muito entusiasmo, fizesse alguns movimentos, ela sabia que desmoronaria como um castelo de areia por ele.
"Professor-" Hermione disse enquanto entrava na sala de suprimentos de Poções, pronta para implorar a Slughorn por detenções separadas. Ela chegou dez minutos antes para poder falar com ele a sós, implorar e rastejar, fingindo ser uma colegial apaixonada que simplesmente não conseguia lidar com sua paixão, mas aparentemente ela chegou tarde demais. Malfoy já estava lá, sem a capa escolar e com as mangas arregaçadas até os cotovelos, sua marca negra hoje escondida por algum feitiço. Ele parecia relaxado.
"Senhorita Granger! Olha quem chegou mais cedo que você aqui!" Slughorn anunciou alegremente. "Parece que tenho dois alunos que estão muito ansiosos para cumprir a detenção esta noite."
Malfoy deu a ela um pequeno sorriso. O idiota. Era quase como se ele soubesse do plano dela e tivesse decidido frustrá-lo antes mesmo que ela pudesse tentar.
"Agora, como eu estava dizendo ao Sr. Malfoy, eu acho que tem um ladrãozinho por aí. Alguns ingredientes estão desaparecendo a torto e a direito, e eu gostaria que vocês dois fizessem um inventário para que eu possa ter uma lista do que está faltando. Talvez assim eu possa deduzir quais poções ele está fazendo." Slughorn apontou para duas pranchetas. "Deixei as quantidades que devo ter de tudo, então, por favor, listem o que está errado."
Ele deu um tapinha no ombro de Malfoy antes de sair do quarto e fechar a porta atrás de si.
Era oficial: o mundo a odiava.
"Você tem me evitado." Não era uma pergunta.
Hermione adivinhou que eles estavam mergulhando naquela lembrança ao mesmo tempo. Ela olhou o corpo dele de cima a baixo, encostado no armário com os braços e as pernas cruzadas enquanto ele a observava. A resposta dela ficou presa na garganta, enquanto seus olhos travaram nos antebraços dele. Ela podia ver cada músculo e tendão magro, maravilhosamente exibido sob a sua camisa branca, fazendo seus músculos saltarem ainda mais do que o normal. Em vez de responder, ela endireitou os ombros e decidiu começar a trabalhar, caminhando até a prancheta e pegando-a. "Por onde você começou?"
Malfoy zombou. "Ainda não comecei."
Hermione revirou os olhos, "Você pode pelo menos uma vez na vida-"
"Não consigo parar de pensar naquele beijo."
Hermione largou a prancheta e apertou a ponta do nariz, a outra mão no quadril, pedindo a Merlin forças para lidar com esse homem. Eles estavam sozinhos, há o quê? Trinta segundos? Ele não poderia dar a ela, eu não sei, um maldito momento de paz?
"Por favor, me diga que para você também foi incrível." Ele estava se aproximando dela por trás; Hermione não pôde deixar de se perguntar se era o predador nele. Ela tentou ignorar o apelo sincero que era tão evidente em sua voz, porque era uma encenação. É apenas um jogo de poder para ele.
Sim. É tudo em que consigo pensar, tanto, que tenho quase certeza de que estou indo mal em todas as minhas aulas agora, obrigado por perguntar. Era difícil pensar em outra coisa, especialmente porque ele não a deixava pensar em mais nada. Durante todo o dia, uma olhada em seu rosto e isso se tornava óbvio. "Malfoy, nós temos que cumprir a detenção." Ela pegou uma bacia com orelhas de cabra, mas ele apenas estendeu a mão e a tirou de suas mãos, colocando-a de volta na prateleira.
"Malfoy -"
"Vamos ter que falsificar todos os números de qualquer maneira. Você sabe, considerando que nós dois somos os ladrões." A espinha de Hermione se endireitou; várias coisas passaram por sua mente ao mesmo tempo. Em primeiro lugar, ela pensou que ele estava brincando quando adivinhou que ela estava preparando uma poção sem permissão por causa de todo o tempo que ela passava nas masmorras, mas suas palavras agora diziam que isso era mais do que apenas um mero palpite. Ele sabe que estou fazendo a Poção do Sono sem sonhos? Ela adivinhou que não seria muito difícil, considerando que ele sabia do elo mental de Harry..., mas ainda era humilhante que ele descobrisse que ela estava roubando os ingredientes para prepará-la. Em segundo lugar... por que diabos ele estava roubando ingredientes?
"Você andou roubando?" Ela sibilou por cima do ombro.
Malfoy riu. "Isso é um julgamento bastante hipócrita vindo de alguém que faz exatamente a mesma coisa."
Hermione bufou enquanto pegava a bacia novamente. "Não é a mesma coisa. Estou fazendo isso para ajudar alguém."
"Como você sabe que eu não estou?"
"Ajudar Voldemort não é ajudar as pessoas, Malfoy."
"Você está dizendo que ele é um ser inferior, Granger? Você parece uma Comensal da Morte."
Hermione bateu a bacia no chão. A frase 'advogado do diabo' nunca se encaixou tão perfeitamente. Tantas respostas passaram por sua cabeça, mas ela podia facilmente imaginar como ele distorceria todas elas. 'Eu te odeio para caralho,' seria respondido com um presunçoso, 'Sim, quanto?' 'Você é mau', com um, 'Mas você gosta disso'. 'Você é um idiota maldito e essas duas coisas não dão no mesmo e você sabe disso', provavelmente ele iria apenas girá-la e repetir a performance de ontem.
E ela deixaria.
Então ela decidiu não retrucar e enfiou a varinha no líquido, separando as orelhas para poder contá-las. Claro, como Malfoy havia apontado antes, só porque ela se recusava a jogar, não significava que ela não estava no jogo. Ela o sentiu se pressionar atrás dela, sua respiração fazendo cócegas em seu pescoço, enquanto suas duas mãos reivindicavam seus quadris. Ela tentou ignorá-lo, mas sentiu seu corpo reagir do mesmo jeito, de repente sentindo muito calor em suas vestes. Ela decidiu pressioná-lo, desejando que sua voz não falhasse. "O que você andou preparando?"
"Você quer mesmo saber?"
Hermione maldosamente empurrou seus quadris para trás, sua bunda socando dolorosamente em sua virilha. Ele sibilou quando deixou cair a testa contra a parte de trás do ombro dela, aterrando um abafado, "Caralho".
"Sim, Malfoy. Eu gostaria." Ela respondeu, falsamente inocente. Ela devolveu a bacia ao seu devido lugar, pegando uma pena e anotando um número.
"Isso foi cruel."
Hermione encolheu os ombros, empurrando a cabeça dele para longe dela. "O que você espera de uma ladra?"
"Poções da Imortalidade."
"O quê?" Hermione perguntou, olhando por cima do ombro, completamente desconcertada por ele estar realmente respondendo à sua pergunta anterior.
"O Lorde das Trevas está tentando preparar uma poção para viver para sempre. Até agora não obteve sucesso." Por que diabos ele está realmente me dizendo isso? Isso era grande. Hermione tinha certeza de que a Ordem não sabia disso e puta merda. "Agora. Onde estávamos? Ah sim." Malfoy puxou a capa de Hermione para trás de seus ombros, deslizando-a por seus braços, de modo que caiu no chão. "Bem aqui."
Ela não podia deixar isso passar - ela tinha que se aprofundar. Ela olhou de trás para frente, cegamente pegando uma jarra para que ele não visse como seu rosto estava ansioso agora. "É você quem está preparando?"
"Granger, Granger... tão curiosa," ele murmurou na curva de seu pescoço, sua mão vagarosamente passando por seu seio para brincar com o primeiro botão de sua blusa. Ela tirou a gravata assim que as aulas terminaram. "Você tem um pescoço muito bonito, alguém já te disse isso?" Ele parecia estar tendo dificuldades com o botão e Hermione percebeu que era porque ele estava fazendo isso com a mão direita. Então, de repente ele se preocupa em manter sua Marca Negra longe de mim? "Não é de se admirar por que você ama tocá-lo tanto."
Como ele é tão confiante nisso? Hermione supôs que não tinha sido muito sutil em suas respostas físicas a ele. Ela forçou um gole seco, sentindo sua garganta absolutamente ressecada. Era difícil ignorar a tensão sexual que ele estava construindo tão habilmente dentro dela. Ela pensou que ele era bastante corajoso por empurrar seus quadris contra ela mais uma vez, considerando o que ela tinha acabado de fazer com seus bens preciosos momentos antes. Ela sentiu a cutucada reveladora de seu pênis na parte inferior das costas, e foda-se isso fez seu núcleo apertar em antecipação o que ela estava tentando negar. "Ontem foi um erro, Malfoy!" Ela tentou mesmo assim.
"Foi mesmo?" Ele finalmente abriu o segundo botão para que pudesse arrastar a gola sobre o ombro, revelando uma pele mais branca e cremosa para ele. "Porque eu me lembro de você estar bastante envolvida."
As mãos de Hermione encontraram a borda do balcão à sua frente, suas unhas cravando na madeira, deixando pequenas marcas de lua crescente em seu rastro enquanto ela começava a balançar para frente e para trás. Ela tentou não se imaginar fazendo exatamente as mesmas marcas nas costas dele. Ele estava realmente a pressionando. Era como se ele tivesse de alguma forma descoberto que Hermione tinha um fraco por ser acariciada, quase antes mesmo dela, e estava apostando alto- usando isso a seu favor.
"Está tudo bem - me querer..." Malfoy começou a massagear o ombro exposto dela, movendo-se para dentro em direção a sua clavícula. Ele aparentemente ficou irritado com a alça do sutiã ao longo do caminho - ousando obstruir suas carícias- e arrastou-o sobre o ombro. "Você tem medo do que as pessoas podem pensar?" Ele murmurou suavemente. "Medo da fofoca que pode surgir se a garota de ouro estiver com gente como eu? Sabe Granger," ele finalmente soltou a alça do sutiã, demorando-se na curva de seu bíceps, "Sonserinos são muito bons em guardar segredos." Hermione sentiu sua cabeça começar a cair para trás, seu corpo se inclinando para o peito dele enquanto ela se derretia sob seu toque. "São os grifinórios que são ruins nisso." O braço esquerdo dele serpenteou em volta da cintura dela, a mão dele deslizando sob a blusa dela e pressionando-a mais perto dele, enquanto a boca dele finalmente seguia seu caminho até o lóbulo da orelha dela. Sua pele queimava por ele. "Muito, muito ruins."
Ele a segurava com tanta firmeza que a sua respiração havia ficado superficial.
"Malfoy-"
"Ninguém precisa saber, Hermione," ele sussurrou, antes de tomar o lóbulo dela entre os dentes. Porra, ele já a chamou pelo primeiro nome antes?
Espere. Ninguém precisa saber... tipo, seria mais de uma vez? Hermione se encontrou mais do que um pouco surpresa. Era como se ele quisesse que essa coisa, fosse o que fosse, fosse um arranjo contínuo. Se ele estava tentando seduzi-la para algum tipo de caso secreto, isso implicava que eles estariam saindo com bastante regularidade. Ela teve que perguntar: "O que você quer, Malfoy?"
Sua mão subiu para segurar seu queixo, inclinando-o para trás para que pudesse vê-la. "Você." Hermione mal teve tempo de pensar antes que ele se inclinasse, beijando-a novamente, os lábios famintos enquanto percorriam os dela.
O ângulo era estranho como o inferno, mas de alguma forma ela não se importava. "Eu não deveria estar fazendo isso-" ela se engasgou entre os beijos, suas palavras saindo murmuradas enquanto ele mal lhe dava espaço para reconsiderar. "Isto está errado-"
Ele se separou dela a uma distância microscópica para que seus olhos derretidos pudessem rapidamente escanear seu rosto enquanto sua respiração difícil a preenchia. "Você sabe que pode me impedir, certo?"
Eu sei. Pena que esse conhecimento significava foder com tudo, considerando que ela queria continuar beijando-o tanto que estava quase a matando. "Sim, mas-"
Ele a interrompeu ao cravar seus lábios nos dela, engolindo sua consciência inteira e afogando-a com uma forte dose de luxúria mútua. Era tão difícil lutar contra o mal quando ele o fazia ser tão bom. Malfoy beijava como se ele fosse o próprio satanás, atraindo Hermione para uma vida de maldade pura e não adulterada. Ela queria que os lábios dele nunca mais deixassem os dela; respirar de repente parecia um luxo desnecessário.
Ela sentiu a mão esquerda dele viajar de sua cintura para baixo sobre seu quadril, deslizando sob sua saia e entre suas pernas. Seu corpo gaguejou quando seus dedos facilmente encontraram seu clitóris sobre o material fino de sua calcinha e começou a trabalhar nele esfregando-o em círculos apertados e firmes. Quanto mais prazer seus dedos extraíam dela, mais agressiva sua boca se tornava.
O que está acontecendo? Ela errou uma vez antes, só um pouco, e deu a ele um beijo pequeno (monumental, fodidamente incrível), e agora? Seu corpo inteiro era um jogo para ele? Não era tarde demais, ela poderia desviá-los desse caminho, salvar-se de cometer um pecado capital. Ela não precisava ser má.
Mas foda-se ela queria ser. Ela sabia que não era uma garota má, mas estava disposta a fazer tudo de ruim por ele.
Logo depois que ela soltou um gemido vergonhosamente carente em sua boca, Malfoy se afastou, tirando a mão de dentro da saia dela. "Pense sobre isso."
Hermione mal teve tempo de processar suas palavras antes que ele saísse do cômodo e batesse a porta atrás dele.
Pensar no quê?! Ela caiu para a frente no balcão, suada e irritada. Por que diabos ele saiu? Ela estava quase pronta para transar com ele ali mesmo.
Não, sua imbecil, você é melhor que isso. Ele sair foi bom. Ele era um idiota - claramente, quem deixa uma garota necessitada assim? (Ela pensou que todos os caras com quem ela já estivera, mas isso estava além da questão) - e ela estava melhor sem ter transado com ele. Ele só quer brincar com você, lembre-se disso. Ele provavelmente fez uma aposta doentia com seus amigos, para ver se ele poderia fazê-la implorar por ele, apenas para negá-la e depois rir dela. Ele era um sociopata - e esse tipo de pessoa não poderia nem começar a imaginar o que é o verdadeiro afeto e amor.
Ele era mau. E isso era tudo. Então, por que ela se sentia tão desapontada?
Bem, provavelmente porque agora você tem que dar conta da detenção sozinha. Hermione bufou enquanto voltava à detenção (E sim, ela falsificou um pouco os números dos ingredientes que ela estava roubando. Isso era direito dela como a pessoa que realmente ficou para fazer todo o maldito trabalho).
