Gostaram do último capítulo com Harry e Daphne? Hoje vamos voltar com nosso casal principal. As coisas entre eles são um pouco lentas, mas eu acho que essa é a melhor parte. Aproveitem!


Hermione acordou sobressaltada, levantando-se rapidamente. Ela imediatamente se arrependeu quando a ação abrupta sacudiu sua cabeça latejante. Porra, o quanto eu bebi ontem à noite? Ela tomou algumas respirações calmantes, tentando trabalhar com o desconforto. Ela se sentia estranhamente fria. Hermione arriscou um olhar para baixo e viu que estava completamente sem camisa. Que porra, por que eu fui para a cama assim? Seus olhos dispararam dos lençóis verdes para as cortinas verdes completamente perplexa. Isso é estranho, nós não temos... algo clicou em sua mente quando seu coração parou e ela percebeu que esta não era sua cama.

Ah não. Ah não, não, NÃO! Ela rapidamente deu uma espiada sob o lençol para ver se sua calcinha ainda estava vestida e soltou um grande suspiro de alívio quando viu que sim. Ela esperava, por Merlin, que ela tivesse permanecido no lugar com segurança a noite toda.

Como se fosse uma deixa, ela sentiu alguém ao seu lado rolar. Alguém, também sem camisa e com um abdômen de aço, que ela não deveria estar encarando - que horas esse cara se exercita? Com a monitoria, o quadribol, as aulas e – se virou para olhá-la.

"Fecha a boca para não entrar mosca, Granger.", disse uma voz presunçosa.

Seus olhos dispararam para os de Malfoy e ela odiou como seu estômago revirou ao ver como ele era bonito. Ele não é bonito, Mione. Ele é um maldito Comensal da Morte. Ele se ajustou e juntou as mãos atrás da cabeça, a imagem do relaxamento autoconfiante. E ali, está bem ali. A porra da Marca Negra dele, ela tentou se repreender. Nenhum homem deveria parecer tão sexy enquanto tinha uma maldita tatuagem em seu corpo que mostrava o quão distorcido e cruel ele realmente era.

Hermione tentou se afastar para o mais longe possível dele (era uma cama pequena) enquanto apertava o lençol estupidamente verde contra o peito. "Já os vi, princesa. Você esteve de topless a noite toda." Seu sorriso estava completamente torto. "Você tem mamilos perfeitos, a propósito. Absolutamente nenhuma reclamação."

Um buraco se abriu em seu estômago. Oh, Merlin... a noite toda. Eu estive aqui, na cama com Draco Malfoy, a noite toda. Não... eu não poderia. "Nós...?" Hermione perguntou suavemente, forçando-se a engolir enquanto seus olhos estavam grudados no teto com vergonha.

"Nós o quê?" Ele respondeu, fingindo ignorância.

Ela lançou a ele um olhar de irritado, seus lábios apertados. "Você sabe o que estou perguntando."

Malfoy revirou o pescoço, estalando-o ao longo do caminho. "Acho que não." Sua arrogância a repelia. "Explique para mim."

Ela ficou sentada ali com uma raiva ardente, sentindo seu pulso quase trovejando ao longo de seu pescoço. Ele permaneceu lá, apenas sorrindo para ela, observando enquanto ela se contorcia. "Nós transamos?" Ela finalmente resmungou, os dentes cerrados com tanta força quanto os punhos.

Ele estava observando seus lábios agora, enquanto lambia os próprios. "Por quê? Você quer?"

"Não foi isso que eu perguntei, Malfoy!" Ela ia matar esse cara. Ela ia matá-lo, bem aqui na cama dele e ir para Azkaban pelo resto da vida e sabe de uma coisa? Na verdade, poderia valer a pena.

"Quer dizer, se você está com medo de termos transado, isso deve significar que você quer, não?"

"Eu estava bêbada!"

"Você costuma fazer coisas que não quer quando está bêbada?"

"Oh meu Merlin, nós transamos ou não?" Hermione estava à beira das lágrimas agora, pronta para ir se esfregar no chuveiro. Ou pular da janela. (Até que ela lembrou que estava atualmente em uma masmorra subterrânea - a masmorra da Sonserina - então isso não era nem uma opção.)

"Não", ele finalmente, misericordiosamente, respondeu. "Nós não transamos. Eu quero que você se lembre da nossa primeira vez."

Sua respiração ficou presa na garganta. "Não haverá uma primeira vez, Malfoy!" Ela cuspiu.

Ele sorriu perversamente. "Se você diz."

Ela resistiu ao impulso de esbofeteá-lo e começou a revirar os lençóis, procurando por suas roupas. "Por que diabos estou nua, afinal?"

"Só porque eu não deixei você me foder, não significa que eu poderia impedir você de se despir." Ele soltou um suspiro exageradamente satisfeito. "E você parecia estar se divertindo muito."

"Eu me despi para você?" Hermione se engasgou, positivamente mortificada. De repente, todos os flashes, misturados em sua mente e chegaram até ela em um caleidoscópio de sensações e sentimentos, carne quente e pressão deliciosa por todo o corpo, fizeram sentido.

"Ah, sim. E você realmente gostou. Eu estava com medo de ter que começar a dar gorjetas." Ele ainda estava sorrindo, saboreando sua vergonha. "Você praticamente me deu um Lap Dance, girando e gemendo o tempo todo. Eu tive que silenciar minha cama."

Seu corpo era um traidor sujo e podre. "Bem, eu espero que você tenha gostado do show."

"Eu gostei." Ele não perdeu o ritmo, passando a mão pelo cabelo, despenteando os fios muito claros. Hermione tinha uma leve suspeita de que ela tinha feito a mesma coisa ontem à noite.

Pela primeira vez, ela notou uma série de chupões roxos profundos viajando da borda daquela mandíbula forte que ela odiava gostar até o final de sua garganta. Uma lembrança de se esfregar contra seu corpo, contra uma protuberância muito perceptível, enquanto ela agarrava seus ombros e devorava seu pescoço, saboreando sua pele salgada, a atingiu. Era obra dela que ele atualmente estivesse todo marcado.

Ele tinha visto seus olhos se desviarem. "Eu deveria saber que você gostava de morder. Pequena víbora, você."

Ela desviou o olhar em uma vã tentativa de esconder o rubor que sentiu florescer em suas bochechas. "Onde está o meu maldito sutiã?" Ela murmurou. Malfoy apontou para cima e eis que estava lá, preso na cabeceira da cama.

Quero. Morrer. Agora. "Obrigada", ela murmurou ainda mais baixinho.

"Tem certeza de que precisa dele de volta? Parece perfeito lá em cima. Meu próprio pequeno troféu para lembrar da noite."

Hermione o ignorou, tentando puxar o lençol para cima enquanto pegava o sutiã, mas ele ficou preso embaixo do corpo de Malfoy, que se recusou a se mover. Ela resmungou, tentando soltar o lençol, mas o peso dele provou ser mais forte do que os braços dela. "Malfoy-" ela puxou com mais força, "me ajude aqui."

"Agora, por que eu faria isso?"

Ela o encarou. "Tudo o que você faz tem que ser irritante para caralho?"

"Não foi o que você disse ontem à noite."

Hermione soltou um meio grito, juntando os seios com uma mão para que pudesse manter pelo menos um pouco de sua dignidade enquanto pegava o sutiã, puxando-o para baixo e se afastando de onde Malfoy estava deitado para colocá-lo. Ela sentiu seu olhar predatório e quente em suas costas o tempo todo.

"Por que você finge que não é uma pessoa sexual, Granger?"

Hermione sentiu como se tivesse acabado de gaguejar, embora nem estivesse falando. "Com licença?"

"Você me ouviu. Ontem à noite... por que você mantém essa parte de si escondida?"

Hermione se virou, pronta para dizer a ele o que pensava. "Olha Malfoy, eu não me lembro da maior parte da noite passada, e eu nem quero, droga - eu estava bêbada, ok?" Ela, frustrada, empurrou o cabelo que havia escapado de seu coque, para trás de seu rosto. "Não era eu, eu não gosto de você e vamos fingir que isso nunca aconteceu. Tudo bem?" Ela sabia que sua insistência provavelmente parecia desespero, mas não podia evitar. Ela estava, em uma palavra, desesperada. Ele continuou deitado ali, os olhos fixos nos dela como se tentasse ler sua alma. Isso a irritou ainda mais. "Olha, nós tivemos um momento de bebedeira, ok? Pare de olhar para mim assim."

Ela notou quando ele sorriu diabolicamente, a covinha mais fofa apareceu em sua bochecha. A mesma que ela esperava que poderia, de alguma forma, provar que ele ainda tinha um pingo de inocência nele. Aquele sorriso, com aquela covinha, era a maior justaposição que ela não sabia que precisava em sua vida. Porque eu não preciso disso, pelo amor de Merlin!

"Assim como?" Sua voz pingava mel.

"Chega, Malfoy." Ela estava cansada de jogar este jogo ou o que diabos isso era para ele. Ao mesmo tempo, ela não podia deixar de ficar curiosa sobre o que havia acontecido entre eles na noite passada. Obviamente, ela sabia sobre sua paixão secreta (oculta, deplorável, muito, muito ruim) pelo corpo desse homem - mas ela realmente esperava que no final do dia ela fosse mais forte que seus hormônios. Ela era mais do que apenas uma libido dentro de um corpo... não sou? "Eu disse alguma coisa ontem à noite?"

"Sim."

Ela ia rasgá-lo membro por membro - depois de transar com ele. Merda, Hermione, não. "Malfoy, o que eu disse?"

Seu olhar desceu por seu corpo, seu sorriso se tornando lascivo enquanto permanecia em suas curvas. "Tantas coisas. Mas não se preocupe," seus olhos se voltaram para os dela, "nada que fosse novidade para mim."

Hermione engoliu em seco, sentindo seu núcleo apertar. Ela não conseguia nem entender as reações de seu próprio corpo na presença dele. "Tipo…?" Ela respirou, quase um sussurro.

Malfoy sentou-se, inclinando-se no espaço dela, olhando para os lábios dela agora. "Como o quanto você ama meus ombros." Ele murmurou, usando os dedos para escovar o cabelo dela para trás sobre o próprio ombro, as pontas dos dedos roçando seu pescoço ao longo do caminho. Isso é verdade, ele tem ombros muito bonitos, não posso ser muito dura comigo mesma por admitir isso. Ele continuou se inclinando mais e Hermione avidamente acompanhou seu progresso. "Como você queria saber qual era o meu gosto." Hermione prendeu a respiração. Ok, essa é um pouco pior, mas sabe de uma coisa? As pessoas dizem coisas incriminatórias, podemos nos recuperar disso. Ela se encolheu internamente. Há mais de uma maneira de provar um homem. Malfoy agora estava bem contra sua orelha e Hermione não pôde evitar o arrepio que balançou seu corpo quando a respiração dele atingiu sua pele sensível. "E então você implorou, realmente implorou, para que eu te fodesse, Hermione..."

Merda.

Sua mente parou ao ouvir seus lábios envolverem seu nome assim, sabendo que não havia como voltar atrás. Ela não pôde deixar de flexionar os quadris, sentindo todo o calor da noite anterior e o desejo começando a se acumular entre suas pernas mais uma vez.

Ela implorou para ele transar com ela. Aquele segredo obscuro que ela vinha carregando há semanas (aquele que ela freneticamente tentou suprimir, sufocar e positivamente extinguir), que ela estava loucamente atraída sexualmente por Draco Malfoy, finalmente foi contado a alguém - e tinha sido para ele. Hermione ofegou, uma combinação de tesão e medo tomando conta dela. Ela estava com medo de que, agora que esse desejo havia sido expresso, seria ainda mais difícil contê-lo e negá-lo.

De repente, enquanto ela ainda estava sentada ali atordoada - imaginando o que diabos ele faria a seguir e esperando, uma esperança embaraçosamente grande de que ele simplesmente começasse a beijá-la novamente para que eles pudessem continuar de onde pararam na noite passada, mesmo tudo isso sendo um grande erro - Malfoy puxou as cortinas da cama atrás dela, deixando a luz subaquática entrar. Hermione gritou com a exposição repentina, lembrando que ela ainda estava lá em nada mais do que suas roupas íntimas. "Aí está." Hermione levou um momento para perceber que ele estava falando sobre o vestido prateado dela, jogado no chão ao lado da cama dele.

Ele não estava brincando sobre silenciar suas cortinas, porque o quarto era uma cacofonia de barulhos, com garotos lutando uns contra os outros e brigando e, oh meu Merlin, estou sentada aqui só de sutiã.

Zabine foi o primeiro a notá-los. "Como você dormiu, querida?"

Suas palavras chamaram a atenção de todos no quarto para ela, parecendo um cervo pego pelos faróis. Ela lutou para pegar seu vestido, correndo para jogá-lo sobre a cabeça assim que as vaias e aplausos começaram.

"Ah, não fiquem envergonhados. Estamos felizes que vocês se divertiram ontem à noite, certo, rapazes?" Zabine caminhou entre as camas com os braços bem abertos, parecendo um rei acalmando uma corte cheia de camponeses turbulentos. Hermione não tinha ideia de como ele conseguia, mas ela realmente odiava o nível de confiança desse garoto. Não era justo que dois dos garotos mais gostosos de Hogwarts tivessem se encontrado e de alguma forma unido forças para se alimentar o ego e a maldade um do outro. Zabine se virou para ela e tirou uma maçã do bolso, mastigando-a satisfatoriamente alto. "Tenho que dizer, eu não fazia ideia de que você sabia o primeiro nome do Draco até que você começou a gemer ontem à noite."

"Vai se foder." Disse ela, saindo de sua cama e ficando de cabeça erguida. Claro, ela sabia que tinha cometido um erro flagrante, mas Blaise Zabine não iria tirar sarro dela por isso.

"Ainda malcriada." Ele sorriu, olhando por cima do ombro dela, claramente falando com Malfoy. "Talvez agora eu esteja começando a entender o que você vê nela."

Ela sentiu Malfoy ficar de pé atrás dela e tentou camuflar o jeito que seu corpo estúpido ansiou por se inclinar um pouco para trás para que ele pudesse segurá-la como fez na noite anterior (ela tinha uma memória breve, mas tentadora disso), da maneira como ela desejava tocá-lo. Seria ainda mais difícil reprimir esse desejo estúpido que ela sentia por ele. É como você temia então... será muito pior agora. Ela tinha experimentado. Ela teve uma ideia de como um mundo sem moralidade poderia ser e era bom. Draco Malfoy acabara de se tornar heroína para ela e ela já estava ansiosa pela próxima dose.

"Desculpe, não sabia que ela era tão barulhenta." O idiota respondeu enquanto passava por ela. Hermione ficou surpresa quando viu, bem, a bunda dele em toda a sua glória nua.

Zabine riu ao perceber exatamente para onde ela estava olhando. "O quê? Não deu uma boa olhada ontem à noite, querida?"

Ela odiava quando ele a chamava assim. Caramba, ela odiava todos os seus apelidos estúpidos e condescendentes.

"Eu não sabia que ele estava nu." Além disso, quem diabos apenas se pavoneia em uma sala com tantos colegas?! O que havia com esses psicopatas?

Crabbe decidiu que queria adicionar seus dois centavos à situação. "Bem, não me admira que você não tenha me defendido com McGonagall." Ele zombou. "Você poderia apenas ter me dito que estava tentando transar com a sangue-ruim, Malfoy."

O sangue 'ruim' de Hermione ferveu. "Nós não transamos." Ela anunciou inflexivelmente.

"Sério?" Zabine perguntou a Malfoy que estava a caminho do banheiro.

"Você sabe que eu não encosto em garotas alteradas." Malfoy respondeu indiferente. A pele de Hermione se arrepiou, parecendo que ela era apenas mais um de seus casos nojentos. Claro que ela sabia que isso não significava nada, e não podia significar nada, mas ela era descrita nesses termos? Isso a fez se sentir ainda mais suja.

"Você conseguiu fazer uma garota gemer tão alto sem seu pau nela? Caramba, irmão. Você tem que começar a dar aulas."

Enquanto Malfoy soltou uma pequena zombaria divertida, Hermione decidiu que já era o suficiente. Ela rapidamente pegou seus saltos, recusando-se a se submeter novamente à sua altura extenuante e correu para a porta.

Hermione não tinha certeza se já havia ficado mais envergonhada do que quando voltava para seu dormitório. Claro, ela já tinha voltado para torre pela manhã antes, mas nunca tinha sido tão ruim. Normalmente, quando ela voltava para a Grifinória na manhã seguinte, ela pelo menos estaria usando uma roupa mais casual, que as pessoas não notariam que ela estava usando na noite anterior. Hoje não. Todo mundo a tinha visto com este vestido no baile.

E todos podiam ver facilmente que ela estava escapando das masmorras da Sonserina (Hermione quase pensou que não escaparia ilesa pela sala comunal das cobras, considerando quantas garotas ela sentiu tentando matá-la com os olhos enquanto mantinha os seus próprios pés e no chão de pedra fria quando ela passou). Ela nunca teve que andar tanto para chegar em casa antes.

No entanto, 'em casa' não estava muito melhor. Assim que ela entrou em seu dormitório, recostando-se contra a porta e deixando escapar o maior suspiro de alívio, ela ouviu toda a conversa parar.

"Oi." Ela tentou desajeitadamente.

"Ei!" Apenas Lilá respondeu.

"Eu só vou..." Ela apontou para a cama e desmoronou lá dentro, fechando as cortinas e as silenciando. Algumas coisas eram melhores não serem ouvidas.

Ela só queria uma noite divertida e sem estresse. Ela sentiu como se de alguma forma tivesse piorado tudo.


Hermione ainda se sentia enjoada naquela noite quando chegou a hora de contar a Snape, McGonagall, Dumbledore e Moody as descobertas de Malfoy desta semana, mas Hermione continuou a falar - as tentativas de Voldemort pela imortalidade pareciam um pouco mais urgentes do que procurar uma cura para a ressaca.

"Interessante. Não é o caminho que eu esperava que ele seguisse." Dumbledore meditou do lado oposto de sua mesa. "Talvez ele esteja usando isso como um backup."

"Um backup para quê, senhor?" Hermione perguntou, sua curiosidade levando a melhor sobre ela.

"Quem sabe." Dumbledore respondeu (ou melhor, não respondeu) misteriosamente.

"Você acha que o Sr. Malfoy suspeita que você o está espionando, Srta. Granger?" McGonagall perguntou sinceramente a Hermione.

Hermione nunca deixaria de se sentir tocada pelo quanto a professora se importava com ela. "Não. Eu acho que não. Honestamente, eu mal tive que pressioná-lo por essa informação, foi meio estranho", ela admitiu. Hermione mordeu a língua, insegura de como formular suas próximas palavras. "Ele é... hum." Apenas cuspa. Somos todos adultos aqui. "Ele está se tornando mais possessivo comigo."

Moody arqueou a sobrancelha sobre seu olho mágico. "Como assim?"

"Bem," Hermione suspirou, "ele parece bastante insistente que nós-" Oh Merlin, quão estranha uma conversa pode ser? "- fiquemos juntos. De certa forma."

"Ele deseja namorar você?" Snape pressionou.

"Não tenho certeza. Talvez?" Hermione semicerrou os olhos. Ela não iria mencionar a essas pessoas que Malfoy a estava perseguindo sexualmente de forma muito agressiva - ela absolutamente não iria.

"Bem, senhorita Granger, mais uma vez, não podemos agradecer o suficiente." Hermione ficou completamente aliviada, se não um pouco confusa, por ele estar terminando a reunião aqui. Talvez todos eles se sintam tão desconfortáveis em discutir toda essa situação quanto eu? "O que você compartilhou conosco hoje é inspirador - você deveria estar muito orgulhosa."

Pelo menos você não estragou tudo. Desta vez.

Moody, Minerva e Snape recolheram suas coisas e se despediram, mas Dumbledore pediu a Hermione que ficasse um momento para conhecer sua fênix, Fawkes. Hermione estava estranhamente tonta quando se aproximou do pássaro majestoso, sua plumagem de um vermelho vivo e ouro brilhante. Fawkes olhou para ela brevemente antes de soltar um pio e pular em seu ombro.

Dumbledore soltou um grito de alegria. "Merlin, ela geralmente não gosta de afeto. Ela deve realmente gostar de você."

Hermione sorriu para Fawkes, acariciando gentilmente o peito dela com as costas dos dedos. Hermione descobriu que gostava muito dela também. "Criaturas incríveis, as fênix. Poderosas, leais, inteligentes... e incrivelmente sortudas também."

"Sortudas, senhor?" Hermione sabia que ele tinha uma história para contar.

"Sim, senhorita Granger. Veja bem, enquanto nós, humanos, temos apenas uma vida para viver, apenas uma chance de acertar as coisas, as fênix têm infinitas oportunidades. Se não tiverem sucesso nesta vida, sempre há a possibilidade na próxima, se eles apenas trabalharem um pouco mais."

Ah. Não era uma história que ele estava transmitindo, era uma mensagem. Estou tentando, juro...

"Você sabia que às vezes as varinhas são feitas com penas de fênix?"

"Sim, senhor!" Ela respondeu obedientemente, ficando mais desconfortável a cada segundo.

"A própria Fawkes já deu suas penas para uma varinha antes. Mas duas e apenas duas. Você sabe que uma delas pertence a Harry. Você consegue adivinhar a quem pertence a segunda?"

"Ao senhor?"

"Não, mas um bom palpite. A varinha com a pena de Fawkes pertence a um homem chamado Tom Riddle, que você conhece hoje como Lord Voldemort."

Hermione se engasgou ao olhar para a fênix atualmente empoleirada em seu ombro. Como algo tão doce e puro poderia ajudar a dar origem ao maior mal? Sentindo seu horror, Fawkes gentilmente cutucou seu bico contra sua bochecha, como se estivesse se desculpando. "Não é sua culpa." Hermione sussurrou suavemente.

"É por isso que eu a mantenho por perto." Dumbledore continuou. "Sabe, para derrotar seus maiores inimigos, você tem que saber tudo sobre eles. Você tem que saber o que os faz funcionar para que você possa aprender o que será necessário para superá-los." Dumbledore ofereceu seu antebraço e Fawkes pulou alegremente. "Você vê, tendo Fawkes, eu conheço Tom Riddle mais intimamente." Ele olhou para ela por cima dos óculos. "Você entende o que estou dizendo, Srta. Granger?"

Hermione realmente gostaria de não ter feito isso, mas a palavra 'intimamente' meio que acabou com suas dúvidas. Ela não estava errada em sua primeira avaliação do pedido de Dumbledore. De alguma forma, o maior bruxo de todos os tempos sabia exatamente para o que Malfoy estava tentando atrai-la e ele estava pedindo a ela para permitir. De alguma forma, ele tinha certeza de que ela estar com Malfoy não seria um erro, e sim a ajudaria em sua missão. Era como se ele soubesse que ela estava se segurando.

Hermione olhou para Fawkes e reuniu toda a sua coragem grifinória. "Professor, só para ficar bem claro: você está me pedindo para namorar ele, se houver oportunidade?" Claro, ela se acovardou e trocou 'transar' por 'namorar', mas ela tinha certeza de que a implicação ainda estava lá.

"Sim."

Caralho. E com uma única palavra, todas as desculpas atrás das quais Hermione estava se escondendo, dizendo a si mesma que isso era uma péssima ideia, um desastre, a pior e mais egoísta decisão da minha vida, voaram pela janela. Dumbledore devia saber de algo que ela não sabia, porque ela ainda não estava convencida de que levar Malfoy para a cama funcionaria. Ela estava tão fodida - ou melhor, estava prestes a ser.


Hermione passou o resto do fim de semana com os meninos na enfermaria, tentando animar Rony e mantê-lo ocupado até que ele recebesse alta no domingo. Enquanto isso, Harry passou todo esse tempo distraído e pensativo. Hermione tinha certeza de que tinha algo a ver com Daphne e o sumiço deles em algum momento do baile, mas decidiu não incomodar o amigo com isso. Ela o conhecia bem o suficiente para saber que ele só falaria se quisesse.

Na segunda-feira, Hermione nunca esteve tão feliz em fazer um teste de Poções para que Malfoy não tivesse a oportunidade de emboscá-la - já que eles deixaram as coisas no sábado de manhã sem uma resolução. Antes mesmo de vê-lo, ela ouviu através do boato excessivamente ativo de Hogwarts que ele havia sido visto desfilando pelos corredores, nem mesmo tentando esconder a linha de chupões em seu pescoço. (Porque é claro que ele não estava tentando escondê-los - o garoto não tinha vergonha.) A reputação de Hermione estava em frangalhos, porque mesmo que apenas algumas pessoas tivessem visto Malfoy carregá-la na noite de sexta-feira, muitos a viram sair da Sonserina na manhã seguinte, e ainda mais do que isso, a viram bêbada no baile.

"Granger, espere!" Hermione ouviu Malfoy gritar quando ela saiu da sala de Poções. Ela se apressou no teste, certa de que poderia terminá-lo antes de qualquer outra pessoa e, portanto, escapar cedo sozinha, mas ele deve ter apenas entregado o que quer que estivesse pronto para que pudesse segui-la. Deve ser bom não ter que se preocupar com suas notas, porque seu pai vai conseguir qualquer emprego que você queira, de qualquer maneira.

"Não." Hermione respondeu, sem ajustar seu andar.

"Precisamos conversar sobre sexta-feira." Malfoy insistiu, alcançando-a.

"Eu não preciso fazer nada."

"Granger—"

Ele pegou a mão dela, mas ela a puxou de volta, girando para ele. "Por quê? Para você poder me dizer o quanto você não gosta de garotas bêbadas de novo? Uma vez não foi o suficiente para você, Malfoy?"

Malfoy olhou para ela interrogativamente. "Espera, você está com raiva de mim?"

Ela não iria responder isso. Era óbvio. "Você me fez de idiota, Malfoy."

Ele bufou, olhando para baixo enquanto ajustava a alça da bolsa antes de olhar para ela lentamente mais uma vez. "Não, você se fez de idiota. Eu tirei você de lá."

Hermione revirou os olhos. "E me levou para sua cama."

"Olha, você não precisa acreditar em mim, mas eu tentei te impedir. Sem te amarrar na cabeceira da cama-" O pescoço de Hermione se contraiu e seu estômago revirou. Aquilo foi estranho. Malfoy sorriu para ela maliciosamente enquanto continuava, "-não havia realmente nada que eu pudesse fazer. Eu sou apenas humano, princesa. É difícil para mim dizer não quando Hermione Granger sobe em cima de mim."

Hermione cravou as unhas na mão, tentando se lembrar de que a bajulação dele não significava nada e de ficar furiosa. "Você poderia pelo menos cobrir os chupões", ela murmurou.

"Você não me deixou ficar com o sutiã," ele respondeu inocentemente com um sorriso atrevido enquanto segurava suavemente o queixo dela, implorando para que ela olhasse em seus olhos acinzentados. Pare com isso, pare com isso...! Ele não era fofo, ele não era fofo... "eu precisava guardar algum tipo de recordação. Se você nem se lembra do nosso tempo juntos, eu tenho que lembrar por nós dois."

Ele deu uma piscadinha encantadora. Ele ainda é um idiota, Hermione disse a si mesma. Isso importa? Não, na verdade não, ela respondeu enquanto pensava nas instruções de Dumbledore, mais claras do que nunca. Ela tinha que flertar de volta. Ela tinha que continuar com isso e, de alguma forma, provocar as suas tentativas de corrupção total para que desta vez ela pudesse concordar. Desta vez ela diria que sim.

"Olha Malfoy, tudo b—"

"Eu tenho que ir." Ele a interrompeu irritado enquanto passava por ela, inesperadamente deixando Hermione comendo poeira. Ela ficou boquiaberta atrás dele, imaginando o que diabos tinha acabado de dar errado. A tensão quebrou em seu rosto apenas um segundo antes de ele sair.

"Tudo bem, então." Ela murmurou para si mesma, tentando não cair em um desespero de autopiedade. Suas mudanças de humor não a impediam de pensar que Malfoy estava nisso apenas para jogar algum tipo venda sobre os olhos dela. Confie em Dumbledore. Ele sabe o que está fazendo. Ele precisa saber