Hermione e Rony caminharam até a sala da Monitoria não muito depois da intensa conversa que ela e Harry tiveram. Hermione teve que lidar com muitos resmungos irritados com as novas regras de McGonagall.

"Isso é só até pegarmos quem está atacando, certo?" Ernie, um Corvinal do 5º ano, perguntou.

"Sim, eu acho que sim," Hermione respondeu, distribuindo folhas de inscrição para as rondas. Até então, ela não tinha absolutamente nenhum novo monitor para a noite seguinte e ela realmente não gostava da ideia de ter que patrulhar novamente. Especialmente depois que Malfoy e os outros monitores de seu time de Quadribol anunciaram que não poderiam fazer isso por causa do treino.

"Ótimo, então vamos apenas encontrar os bastardos."

"Acho que é isso que McGonagall espera que façamos." Malfoy falou lentamente, parecendo ter mil coisas melhores para fazer do que liderar esta reunião em um sábado. Ele estava lançando pequenos olhares acalorados para Hermione durante a última hora e ela odiava admitir, mas gostava bastante deles.

Infelizmente, essa não era a única reunião que ela tinha aos sábados. Momentos depois ela se encontrava no escritório de Dumbledore, sendo interrogada por membros da Ordem.

"Mas você não descobriu porque ele insistiu em te ensinar magia não-verbal com tanta urgência?" Perguntou Snape.

"Não exatamente." Hermione respondeu sem jeito, "Eu perguntei e ele disse que me contaria mais tarde."

"Táticas clássicas de distração—" resmungou Moody.

"Alastor, o disfarce dela é importante demais para comprometer a tentativa de obter todos os detalhes de uma só vez." McGonagall repreendeu. "Tenho certeza de que ela descobrirá a informação no devido tempo."

Hermione sorriu para ela. "Eu vou. E enquanto isso, acho que devo informar a vocês que acho que ele está realmente gostando de mim. Ele realmente me trata muito bem, o que acho que será útil."

Os olhos de Dumbledore brilharam, mas ele permaneceu em silêncio sobre o assunto.


No domingo, Hermione já havia superado completamente o número de reclamações que ela recebeu dos monitores sobre o novo horário das rondas. (Ela também passou a noite anterior em profunda expectativa, esperando que Malfoy viesse procurá-la para tentar reagendar seus planos de ir à uma boate, mas, infelizmente, isso não aconteceu).

Hermione também não conseguiu evitar as patrulhas no restante do fim de semana, mesmo tendo pegado o horário logo após a reunião da Ordem, mas pelo menos ela foi capaz de intimidar o quintanista da Lufa-Lufa a patrulhar do lado de fora enquanto ela vagava pelo castelo. Ela sabia que eles deveriam ficar juntos, mas ela não aguentaria conversar sobre amenidades agora - provavelmente sobre como os NOM's eram difíceis - parecia uma tortura.

Ah, pelo amor de Merlin, ela pensou ao ouvir um som muito familiar. Ela só queria fazer uma ronda rápida, com problemas mínimos e zero anotações. Então, por que diabos ela estava ouvindo uma risadinha estúpida seguida por um profundo gemido masculino que de alguma forma vibrou até a sua barriga?

Hermione revirou os olhos enquanto investigava a origem do barulho, segurando a varinha na mão e pronta para disparar um feitiço pungente. Ela descobriu que geralmente essa era a melhor maneira de separar casais que já estavam um pouco envolvidos demais em seus encontros, já que a alternativa era uma batida tímida e um 'com licença' desajeitado que muitas vezes passava despercebido. Uma boa e forte sacudida era boa para arruinar o clima e chamar a atenção de todos bem rápido.

Virando a esquina, ela se concentrou no som. Eles estão brincando? Eles nem fecharam a maldita porta? Hermione riu para si mesma. Alguém está muito desesperado hoje. Os ruídos úmidos, misturados com palavras ásperas que ela ainda não conseguia compreender, eram particularmente eróticos e ela só queria acabar com isso, antes que sentisse a necessidade de encontrar Malfoy e colocá-lo de joelhos para ela novamente. Não que ouvir barulhos de sexo devesse levar você a pensar assim, merda, Mione.

Ela caminhou até a porta entreaberta e de repente se sentiu presa ao chão. Porque parado ali, há apenas alguns metros de distância e de frente para a porta, estava Malfoy. Com sua camisa do treino de Quadribol jogada no chão, ela assistiu, morbidamente fascinada, enquanto seu braço esquerdo segurava firmemente o rabo de cavalo improvisado de uma garota, sua mão juntando uma bagunça de cabelo ruivo e emaranhado. Seu corpo magro estava bombeando para longe, seus quadris se projetando para frente, fazendo todos os músculos acima se moverem e se contraírem brilhantemente e Hermione mal conseguiu olhar para qualquer outro lugar. Aquele corpo era dela - que porra ele estava fazendo dando ele para outra pessoa?

Hermione mordeu o lábio inferior, os olhos se arrastando da maneira dolorosa como os joelhos da garota deviam estar machucados no chão de pedra até as mãos dela, uma no pau dele, ajudando-o a entrar na boca dela, e a outra no quadril dele, tentando moderar seus movimentos. Ela deveria correr, mas não conseguia parar, seus olhos avidamente absorvendo cada detalhe. Ela interrompeu algo íntimo e cru, e absolutamente ela não deveria estar ali. Então, por que ela não conseguia parar de olhar?

Boas meninas não olhariam.

Ela piscou lentamente e quando ela abriu os olhos, encontrou Malfoy já olhando para ela de volta. Ela não sabia que expressão encontraria, mas com certeza não era essa: ele estava sorrindo. Boca torta, covinha pronunciada, olhos enrugados nas bordas e brilhando, com a promessa de problemas e sorrisos maliciosos. Ele estava feliz por Hermione tê-los encontrado... ou ele estava feliz por ela ficar para admirar?

Malfoy soltou outro gemido profundo, o olhar fixo no dela e Hermione não pôde evitar, ela se contorceu, sentindo sua própria umidade se acumulando em sua calcinha. Que porra estava acontecendo? Sua reação - de que tudo estava normal e que ele não estava fazendo nada de errado - de alguma forma a convenceu da mesma coisa? Por que diabos ver Malfoy recebendo um boquete de outra pessoa era tão gostoso? Os músculos ágeis de seu braço ondulavam, veias aparentes, enquanto ele segurava o cabelo da garota com mais força e seus ruídos sufocados aumentavam conforme seus quadris se moviam mais rápido e de forma mais punitiva. Malfoy estava usando essa garota como um brinquedo sexual e Hermione queria se tocar vendo isso. Seu núcleo doía positivamente quando seus lábios se separaram e sua cabeça começou a cair para trás, tornando aquela garganta sexy dele ainda mais pronunciada, os olhos nunca deixando os dela.

A mão de Hermione finalmente se moveu entre as pernas dela, incapaz de suportar a pressão, e Malfoy soltou seu gemido mais satisfeito enquanto ela se recostava no batente da porta para se apoiar. Ela mordeu o lábio para não dar um gemido embaraçoso em resposta, seu corpo instintivamente ansiando por corresponder ao prazer dele. Uma onda de emoções cruzou através dela, fazendo sua cabeça nadar enquanto seu núcleo pedia mais, mais, mais. Havia vergonha de olhar, saudade de seu corpo, traição inexplicável e fome. Fome total e imprudente por finalmente conseguir vê-lo assim. Uma coisa era querer transar com Malfoy. Outra coisa completamente diferente era vê-lo fazer isso e ter uma visão clara de como seria a aparência dele absolutamente se dando para a ela, mesmo que fosse apenas para a boca dela.

Os lábios da garota deram um estalo molhado quando ela deu uma pausa em seu pênis, substituindo a boca pela mão e abaixando o rosto para lamber suas bolas. Hermione quase engasgou quando ela finalmente reconheceu quem estava transando com ele: era Gina Weasley, a irmã de Rony.

Os olhos de Malfoy se fecharam. "Boa menina."

Uma raiva incandescente bombeou nas veias de Hermione com as palavras, fazendo seu corpo se contorcer e sua mandíbula cerrar. Como ele ousa chamar outra pessoa assim? Ela era sua boa menina, ela deveria ser a pessoa que o deixava louco, e não Gina. Ninguém mais. Malfoy estava sorrindo para Hermione como se tivesse acabado de obter a reação exata que estava tentando persuadir dela. Isso a fez se esfregar com mais força.

Malfoy olhou para baixo para colocar a cabeça de Gina de volta onde ele queria, segurando-a com ambas as mãos enquanto ele empurrava em sua boca mais uma vez e Hermione poderia dizer, sem nunca ter visto ele vir antes, que ele estava perto. Seu abdômen estava mais definido do que nunca e sua testa franzida, e foda-se, vou vê-lo gozar. Hermione mal podia esperar. Ela estava com ciúmes de que não seria a única a prová-lo, mas incrivelmente excitada por não ser ela quem estava sendo usada. Era a experiência mais estranha da vida dela e Hermione se odiou por sentir isso.

Hermione soube exatamente quando Malfoy gozou porque ele estava olhando diretamente para ela, que ainda estava se contorcendo na porta, com uma mão sob a sua saia e a outra cobrindo a própria boca. Como ele era tão sexy? Como esse homem era real? Ela teve dificuldade em manter os olhos abertos, seu corpo lutando contra ela, punindo-a por ainda não ter ido até ele e tomado o que era dela.

"Engula", ele ordenou asperamente e a palavra quebrou algo dentro de Hermione, fazendo-a finalmente perceber que o que ela tinha visto, ou talvez ouvido, era o suficiente. Ela não podia fazer isso, ela não podia ser essa pessoa - o tipo que se entregava ao inferno que fosse.

Hermione forçou seus pés a se moverem, fugindo para qualquer lugar, literalmente para qualquer outro lugar onde ela não tivesse que fazer parte disso. Claro, foi meio que uma desculpa dizer que ela havia saído antes que a ação terminasse (quais eram minhas outras opções, afinal? Ficar e entrar? Pedir minha vez?) Mas ela teve que admitir para si mesma que precisou. Ela não queria viver com o incômodo de saber que ver Malfoy daquele jeito – arrogante e controlador – era exatamente o que a excitava. Por que não posso simplesmente gostar de fazer amor em lençóis de cetim com pétalas de rosa? Hermione supôs que ela nunca tentou isso especificamente, mas apenas pensar sobre isso agora mal tinha a mesma reação do que se lembrar do que ela acabou de ver Malfoy fazer. Hermione estremeceu, fechando os olhos e as coxas, apressadamente.

"Saiam!" Ela ordenou secamente quando chegou à torre de Astronomia, apenas para encontrar outro casal no auge da paixão. Eles pareciam confusos por sua falta de punição, mas correram para pegar suas roupas e fugir, antes que ela pudesse reconsiderar seu curso de ação. Hermione mal notou, indo até a borda da murada da torre e olhando para os terrenos de Hogwarts.

Que porra. O que diabos ela acabou de ver, sentir e... experimentar? Ela ainda estava com falta de ar e sabia que não tinha nada a ver com o esforço físico de subir até ali - era tudo psicológico. 'Sexo é mais do que penetração...' Ela ouviu a sabedoria sussurrada de Malfoy em sua cabeça. Como ele fazia isso? Como ele controlava seus pensamentos tão completamente? Isso tudo era demais, demais, e Hermione temia que ela estivesse prestes a se perder para sempre - ou talvez apenas perder o que havia de bom nela.

Além disso, uma pequena parte dela se sentia muito decepcionada. Ela não podia acreditar que ela realmente pensou que fosse especial para ele. Sexta à noite, depois que ele a fez gozar na floresta, ele foi sua versão doce e atenciosa, e a beijou como se ela fosse tudo o que ele sempre quis. Mas agora, ela teve que se deparar com ele sendo chupado por outra garota. Doeu como o inferno. Mas o que você esperava, Mione? Você sempre soube quem ele era.

"Quer falar sobre isso?" Desta vez, sua voz não foi imaginada. Ele estava ali, atrás dela.

Hermione respirou fundo, deixando a brisa de novembro esfriar suas bochechas coradas. Ela se recusou a olhar para ele. "Eu não gosto de quem você está me transformando, Malfoy." Ela admitiu suavemente. "Eu não sou assim."

Com o canto do olho, ela podia vê-lo parando bem ao lado dela, apoiando os próprios antebraços contra o parapeito. "Ah, princesa," ele respondeu gentilmente, como se estivesse prestes a dar uma notícia terrível para ela "você está me dando muito crédito. Você acha que eu poderia realmente forçar você a fazer qualquer coisa que você não quisesse?"

As sobrancelhas de Hermione franziram, penduradas em cada uma de suas palavras.

"Você é a garota mais obstinada que conheço. Não estou obrigando você a fazer nada. Só estou deixando você fazer o que sempre quis, mas era honrada demais para admitir antes. É uma coisa da Grifinória, tenho certeza."

Ela sentiu o sorriso dele agora, brilhando em sua direção, batendo em sua bochecha. Seus olhos permaneceram singularmente focados na chaminé de Hagrid à distância, a fumaça de seu fogo ondulando repetidamente em um padrão silencioso.

"Isto é quem você é", ele pressionou. "Eu sou do mesmo jeito. E está tudo bem-"

Ela virou o rosto para ele com raiva, seus cachos compridos voando atrás dela descontroladamente. "Eu não quero ser como você. "

Seus lábios se curvaram de forma provocante enquanto seu olhar percorria todo o rosto dela, memorizando cada um de seus pontos de beleza. Ele ainda estava falando com tanta ternura, sua própria interpretação patética de empatia irritando-a até o último nervo. "Você não pode evitar o que te excita, amor."

Ela não teve resposta; ela sabia que ele a tinha visto se tocar em seu pequeno show lá atrás, não havia como negar. Sua única esperança era que o fogo em seus olhos, de alguma forma, o pulverizasse no local.

"Está tudo bem," ele repetiu, estendendo a mão e pousando na curva do pescoço dela "somos todos adultos, ninguém está se magoando. Todos nós sabemos o que estamos fazendo."

Hermione zombou, feliz por finalmente ter algo para argumentar contra ele. "Gina não sabe." Ela não podia acreditar que estava saindo em defesa daquela traidora (tudo bem que ela não sabia de seu envolvimento com Malfoy e elas já não eram mais tão próximas, mesmo ela sendo irmã mais nova de Rony - e não era justo julgar Gina dessa maneira - ela nunca teve um problema com a garota antes - mas ela não podia evitar. Seu ciúme mesquinho no momento era esmagador), mas tempos desesperados exigiam medidas desesperadas.

"Ela não se importa. Blaise nos observa às vezes."

"O quê?" Hermione gritou em descrença. "Vocês são tão... tão," ela gaguejou, procurando a palavra certa, "pervertidos!"

Ele a puxou pelo pescoço. "E você é uma de nós, Granger."

"Não, eu não sou!" Hermione se defendeu, mas ambos notaram que ela deixou a mão dele sobre ela. Outro pensamento a atingiu. "Você apenas a largou lá?!"

Malfoy riu de sua expressão incrédula. "Tenho certeza de que ela está bem."

"Que porra é essa, Malfoy?"

Ele parecia tão divertido. "Você está surpresa?"

Não. Não, ela não estava nem um pouco. Ela bufou e olhou para os terrenos.

Ainda olhando para ela, ele perguntou: "Você está com ciúmes?" Ela estremeceu e ele parou de tocá-la para tirar a própria capa e colocá-la sobre os ombros dela. Hermione a sacudiu desafiadoramente e a deixou cair no chão. Malfoy apenas suspirou a pegando, limpando e colocando de volta nela. Dessa vez ela deixou ficar. "Com certeza parece que você está com ciúmes."

"Ciúmes implicam carinho, o que eu não tenho por você." Ele nem sequer dignificou sua mentira descarada com uma resposta, então ela acrescentou "Eu deveria te dar uma detenção."

Malfoy soltou uma gargalhada alta. "Bem, então eu também deveria ter te dado uma detenção sempre que ficamos sozinhos."

O olhar de Hermione para ele apertou. "Você deveria ter dado uma detenção para nós dois, sempre que ficamos sozinhos."

"Só um de nós está aproveitando."

O quê? A compreensão transformou suas feições. "É disso que se trata? Você está tentando me irritar porque eu não estou retribuindo? Esse foi o meu castigo?"

"Não. Quer dizer, claro, é sobre isso, mas você não precisa fazer nada. Você sabe disso. Só não acho justo ficar com raiva de mim por precisar procurar outra garota." Ela odiava admitir, mas ela meio que podia entender o que ele queria dizer. Ela mentiu para ele e lhe disse à queima-roupa que não queria o pau dele perto dela, mas ainda assim aceitou seus repetidos avanços sexuais para agradar a si mesma. Claro, ela não devia nada a ele, mas ela poderia realmente estar brava com ele por fazer sexo com outras pessoas? Eles não estavam juntos - ela estava rejeitando suas ofertas para isso também. Malfoy esperava que ele estalasse os dedos e ela mudasse de ideia?

Hermione cerrou os dentes. "Eu não estou brava." Ele deu um sorriso cético tão largo que todos os seus dentes apareceram. Ela odiava isso. "Eu não estou. Você pode transar com quem quiser. Obviamente. Isso não me afeta nem um pouco."

"Ah não? Então por que esse mau humor?" Ele a incitou sarcasticamente, girando-a para que suas costas ficassem contra o parapeito de pedra enquanto ele se movia diante dela.

Uma emoção crepitante atravessou-a. "Talvez da próxima vez, apenas feche a maldita porta."

"Excelente conselho", ele murmurou enquanto descia até o pescoço dela, seus dedos já na metade dos botões de sua camisa. O garoto trabalhava rápido.

Ela o empurrou ligeiramente para trás. "Você literalmente estava beijando Gina há dez minutos atrás. Não encoste essa boca em mim."

Ele bufou antes de retomar sua atenção ao corpo dela. "Eu não a beijei, princesa."

"Você não pode apenas... não, apenas..." ela parou sem fôlego, perdendo completamente sua linha de pensamento quando o toque dele dominou seu sistema, suas mãos deslizando em sua camisa aberta, arranhando suas costas.

"Não posso o quê, Granger?" Ele provocou, empurrando seu sutiã para cima para que seus seios saltassem livres.

"Você não pode... apenas-" ela engoliu em seco, tentando conseguir formular uma frase coerente, mas se distraindo lamentavelmente com os dedos inquietos que ele estava passando pelos lados de seus seios, "-só..."

"Me diga. Agora estou curioso, o que eu não posso?" Ele sussurrou com a voz rouca em seu ouvido.

Ela desistiu, submetendo-se a sua boca quando ele a trouxe para a dela, deslizando sua língua para dentro e gemendo quando Hermione o encontrou ali com a sua. O corpo dele a prendia contra a parede baixa, bem no alto do castelo, mas não era por isso que Hermione se sentia no topo do mundo. Seus beijos apenas a faziam se sentir leve de uma forma que ela não conseguia descrever.

"Isso mesmo," Malfoy disse, caindo de joelhos, subindo a saia dela enquanto se abaixava. Ele arrastou as mãos pelas pernas dela, apenas para levantá-las de volta e puxar para baixo sua calcinha, expondo sua pele sensível ao ar áspero de novembro. "Eu posso fazer o que eu quiser com você, não posso?" Ele puxou uma das pernas dela para frente, colocando-a em seu ombro e abrindo-a para ele.

Hermione se apoiou contra a borda atrás dela, os joelhos tremendo. Ele estava certo, mas isso não lhe dava o direito de dizer isso em voz alta. "Você é tão idiota."

Dois de seus dedos deslizaram facilmente para dentro dela. "E isso te deixa molhada."

Hermione jogou a cabeça para trás, sentindo seu corpo responder ao chamado dele, apertando-se ao redor dele, tentando atraí-lo ainda mais. Ela tinha acabado de vê-lo receber uma chupada de outra pessoa, mas agora ele estava aqui de joelhos para ela? Ele estava tentando fazê-la perder a cabeça. Ela estava sendo burra. Tão burra. Mas ela não podia evitar, mesmo que ela quisesse.

"Foda-se, eu adoro ver você assim." Ele gemeu, bombeando seus dedos rápido e forte, a boca beliscando seu osso ilíaco. "Ver que você está finalmente se permitindo ser você." Em um ato que parecia uma recompensa, Malfoy puxou sua varinha, colocou- a para vibrar contra seu clitóris.

"Merda, Malfoy- " ela gritou.

"É isso, princesa", ele balbuciou, sorrindo para ela. Ele retirou os dedos de dentro dela, correndo-os em torno de seus próprios lábios antes de rapidamente passar a língua sobre eles, querendo um pouco de sabor antes de mergulhar os olhos nela. "Olha para mim."

Hermione nem mesmo teve escolha de obedecer ou não quando Malfoy trouxe seu rosto para o centro dela e deslizou sua língua dentro de suas dobras enquanto sua varinha continuava zumbindo contra seu clitóris constantemente. A varinha era o impulso físico que ela precisava para chegar lá, mas o visual de seu rosto, lambendo, seu olhar a adorando de forma arbitrária por baixo, definitivamente seria aquele empurrão psicológico que a levaria ao limite, substituindo todas as suas preocupações ansiosas e sentimentos vergonhosos sobre o assunto. Malfoy era gostoso. Malfoy era habilidoso. Malfoy estava fodendo ela com a língua.

"Caralho-"

Ele a segurou quando o joelho dela começou a dobrar, sua mão livre a empurrando solidamente contra a parede. Seus dedos cravaram em seu couro cabeludo, querendo provocar algum tipo de sentimento dele em troca - mesmo que fosse dor. "É isso, princesa" ele disse, substituindo a língua pelos dedos novamente para que pudesse observá-la totalmente. "Geme para mim."

Hermione choramingou ao fazê-lo, de repente não tendo certeza se a varinha era demais, seu clitóris estava gritando, e tudo era apenas cru e intenso e - "Foda-se, amor, eu vou gozar -" ela ofegou.

Seus olhos se abriram quando ela percebeu como ela o chamou, mas ela não viu nada além de uma satisfação não adulterada escrita em todo o rosto dele.

"Então goza, amor."

Ela gozou. As mãos de Malfoy se moveram para baixo para segurar sua bunda e ela sentiu algo dentro dela quebrar quando um gemido agudo foi arrancado de sua garganta. Seus quadris flexionaram, usando os dedos dele para ordenhar a sensação enquanto ela podia. Hermione estava vagamente ciente de que estava tagarelando bobagens, suas pernas se contraindo um pouco até que ela teve que empurrar a varinha dele para longe dela, totalmente sobrecarregada.

Malfoy deu uma última curvada em seus dedos, fazendo Hermione choramingar uma última vez, antes de removê-los e dar um doce beijo em seu núcleo. "Eu nunca vou me cansar de ver você gozar para mim, Hermione. Nunca."

Foi um pouco estranho para Hermione quando ela tirou a perna dele e vestiu a roupa de volta, tentando pelo menos parecer um pouco organizada apesar da repentina sensação de leveza de seu corpo, mas ela conseguiu. "Bem, Malfoy," ela tentou dizer formalmente. "vejo você na aula amanhã, então."

Malfoy deu a ela um olhar estranho. "Vou acompanhá-la até seu dormitório, Granger. Não seja ridícula."

"Eu sou perfeitamente capaz—"

Malfoy revirou os olhos e colocou o braço em volta do ombro dela, conduzindo-a até a escada. "Não é sobre o que você é capaz, é sobre o que é certo." Hermione se assustou estranhamente com essa afirmação, mesmo que fosse de uma maneira completamente oposta. "O que meu pai diria se descobrisse que não te acompanhei até em casa?"

Hermione bufou. "Seu pai provavelmente iria preferir que você me empurrasse dessa torre."

Malfoy parou e Hermione se perguntou se a resposta dela sobre o pai dele o faria explodir como da última vez, no baile. Ela sabia que seus pais eram sempre um assunto delicado - especialmente para um aparente filhinho da mamãe. Infelizmente, ela parecia mais do que disposta a pressionar todos os seus botões. Eventualmente, ele bufou, dando-lhe um sorriso. "Acho que não vamos contar a ele então, vamos?"

Huh. Certo. Porque eu sou seu segredinho sujo. Hermione ficou em silêncio o resto do caminho até a Grifinória, só voltando à realidade quando Malfoy lhe deu um beijo na testa. "O que-?"

"Tenha uma boa noite, Granger." Ele se afastou sem olhar para trás.


Dois pensamentos lhe ocorreram enquanto ela se despia para dormir naquela noite. Primeiro: ela ainda estava usando a capa dele, e tinha estado todo o tempo que eles estiveram juntos na torre. Cheirava bem, e ela odiou o quanto adorava abraçá-la. Segundo: ele era o monitor-chefe. Malfoy conhecia muito bem o horário das rondas e sabia que ela estava escalada para fazer as rondas sozinha dentro do castelo naquela noite, já que ninguém mais havia se voluntariado. Ela flagrá-lo recebendo um oral, do outro lado de uma porta aberta, não foi um acidente infeliz, foi planejado.

Aquele filho da puta!