A semana seguinte - quando os chupões em seu pescoço desapareceram e os músculos doloridos de suas coxas finalmente pararam de estar tão doloridos - foi uma das mais confusas da vida de Hermione. Ela ainda estava tentando entender por que ela fez sexo com Malfoy, apesar de tudo o que ela sabia sobre ele - e o fato de que ela não conseguia encontrar uma resposta decente a assustava pra caramba. Claro, ela gostava dele. Ela gostava muito dele, mas esses sentimentos não poderiam ainda estar perdurando depois de todo o resto. Ele a enganou, ele a traiu de uma forma inimaginável e agora que seus olhos estavam abertos, ela poderia começar a tentar se livrar da imagem completamente incorreta que tinha dele em sua cabeça. O homem por quem ela se apaixonou não existia - ele nunca existiu.

Então, se tudo o que ele precisava para fazê-la esquecer os motivos de ela não poder estar com ele, era dar um jeito de ficar sozinho com ela, ou mais especificamente, levá-la para a cama, Hermione sabia o que tinha que fazer. Ela precisava evitá-lo a qualquer custo, mesmo que academicamente isso fosse impossível, e não se deixar levar como quando ela esteve na missão (e ela meio que ainda queria estar perto dele). Isso acabaria agora - ela estava começando uma nova página em branco e ela tentaria ter uma existência normal, e não a versão pervertida de Hermione Granger.

Isso não significava que ela não estava mais pensando em Malfoy, por mais que ela detestasse admitir. Isso não significava que ela não escorregava às vezes, sendo pega o observando enquanto ele brincava com o nó da gravata, atraindo os olhos dela para o comprimento de seu pescoço delicioso ou tendo que lutar para não morder o lábio se o suéter dele se levantasse um pouco acima da cintura quando ele se alongava na aula, dando a ela uma dica dos músculos magros que ela sabia que cobriam seu estômago. Ela era humana. Os humanos cometiam erros. (Mas chega de grandes erros. Chega de Comensais da Morte, Mione.)

Sua barriga também revirava toda vez que ela vislumbrava aquele pescoço, porque ela ainda podia ver o leve ferimento rosa que ela havia deixado nele com a adaga de Pansy. Ela sabia que ele tinha uma pomada mágica que apagava todas as cicatrizes, então por que ele não a usava? Toda vez que ela o via, ela se sentia mal, porque se lembrava do que quase havia feito. Era esse o ponto? Ele o manteve lá para assombrar sua própria existência e lembrá-la de que ela quase se tornou uma assassina como ele? Ou talvez fosse outro troféu que ele havia colecionado - este comemorando a vez em que ele tirou a pequena e perfeita Srta. Granger completamente dos trilhos. Ou talvez fosse para lembrar a noite em que ele finalmente me pegou: a garota que ele jamais pensou que teria. Hermione nunca em sua vida se sentiu tão longe de ser perfeita. A própria palavra fazia a sua pele arrepiar.

Não ser capaz de contar a Harry o que realmente havia acontecido naquela noite foi definitivamente a parte mais difícil, no entanto. Ele compreendeu muito bem Hermione ter conseguido terminar depois de um encontro tão adorável e sexo aparentemente extenuante e alucinante. Ele e Daphne viviam em um impasse constante, ficando juntos, mas nunca cedendo o suficiente. Hermione tentou dizer a ele para tentar conhecer outra menina, sendo ignorada quando ele respondeu 'É mais fácil falar do que fazer', porque sim. Realmente era.

Infelizmente, a aparente falta de atenção de Hermione estava claramente irritando Malfoy. No que ela só podia deduzir que fosse ele tentando 'mostrar a ela o que ela estava perdendo', pareceu que nenhuma de suas patrulhas ocorreu sem que Hermione não o encontrasse transando com uma nova garota em alguma sala de aula aberta. Ele havia memorizado o horário dela e ela não sabia como ele fazia isso, mas ele sempre escolhia as garotas mais barulhentas. Eventualmente, ela começou a fugir das salas de aula onde o ouvia transando com suas conquistas, tentando fechar as pernas no meio da ronda ou simplesmente correndo para longe. Ela suprimia seu desejo de pegar emprestada a Capa da Invisibilidade de Harry e voltar para observá-los, sem o conhecimento de Malfoy, apenas para que ela pudesse reviver o tempo em que ele havia dado a ela todo aquele prazer rude e animalesco. Se ele não sabe, não conta, não é? Hermione queria espancar a si mesma. Sim. Sim, certamente conta e não fazemos mais merdas assim. Hermione era melhor do que isso.

As coisas ficaram pessoais em uma manhã, duas semanas após a operação-evitar-Malfoy, porém, quando em sua corrida matinal, ela descobriu algo que a fez querer gritar e arrancar os cabelos. Alguém havia cortado o galho resistente e perfeito de sua árvore. Foi um corte limpo, claramente feito com magia, o galho ainda caído inutilmente no chão da floresta. Hermione sabia que poderia encontrar outro galho ou algo assim para fazer seus exercícios matinais, mas isso pareceu calculado e cruel. Em uma inspeção mais aprofundada, ela descobriu que um entalhe havia sido gravado na árvore onde seu galho se conectava: era um pomo contendo as iniciais DM e HG. Ele deve tê-la espionado e descoberto como ela gostava de sair todas as manhãs.

Ele estava brincando com ela. Hermione não ia ignorar isso no início da manhã.


"Você está de sacanagem comigo!" Hermione rosnou enquanto se jogava em seu banquinho na aula de Poções, quase tendo perdido o sinal com o quão minuciosamente ela vasculhou a biblioteca, procurando pelo feitiço que faria sua varinha vibrar para ela como a de Malfoy tinha feito. Se ela não pudesse ter seu galho de árvore, deveria pelo menos poder se masturbar com sua varinha.

Ela não havia encontrado nada.

"Bom dia, Granger!" Malfoy disse alegremente, sem se preocupar em erguer os olhos do pergaminho. "Teve um bom fim de semana?"

"Eu vou acabar com você."

"Acabar comigo?" Ele finalmente levantou uma sobrancelha em sua direção, o canto da boca levantando-se em diversão. "Uau, Granger. Você parece um pouco tensa. Você provavelmente deveria fazer algo sobre isso."

"Seu filho da p-"

"Posso ajudar. Quer dizer, não sou uma árvore, mas acho que estou pronto para o desafio de fazer você gozar." Seus lábios franziram por um segundo em falsa contemplação. "Eu já fiz antes, não é?" Ele provocou. "Isso é, se você estiver disposta a descer ao meu nível, é claro."

Ha. Então é disso que se trata. Ele só queria que ela estivesse desesperada o suficiente para voltar rastejando para ele. Ele está superestimando grosseiramente o quão bom ele é, Hermione disse a si mesma, fervorosamente (desonestamente). Ela sabia que suas bochechas estavam vermelhas de vergonha, mas lembrou a si mesma que não deveria ter vergonha de se masturbar, já que ele claramente não estava preocupado com todas as vezes que queria que ela o pegasse fazendo sexo. "Eu prefiro morrer sem nunca mais gozar, do que gozar uma única vez com você."

Ele a olhou profundamente nos olhos, enquanto sua boca se curvava em um sorriso lento e provocador. "Eu gosto que você saiba que essas são basicamente suas duas únicas opções."

Por que não havia boas ferramentas de corte em sua mesa quando ela precisava empalar alguém? "Na verdade, eu vou a um encontro neste fim de semana. Então, quem sabe", ela respondeu de repente, inventando na hora. Ela ainda não tinha marcado um encontro para Hogsmeade, mas pretendia. Ela estava falando sério sobre tentar voltar a uma vida de uma simplicidade entediante, e o que era mais simples do que levar um cara para Hogsmeade e esperar que ele te beijasse para ver se vocês tinham ao menos um pouco de química? Hermione poderia fazer isso funcionar.

"É mesmo?" Seu olhar se estreitou. "Com quem?"

Hermione bufou. "Por que você quer saber? Para que você possa matá-lo antes do meu encontro? Acho que não."

"Eu nunca matei outro bruxo antes."

Hermione não achava que essa afirmação fosse tão indulgente quanto Malfoy pensava.


"Terry, espere!" Hermione chamou enquanto Terry Boot conversava com outro Corvinal depois da aula. Ele era um cara legal, bonito também, e tinha feito parte da Armada de Dumbledore. Hermione não podia acreditar que ela nunca tinha realmente parado para apreciar seu cabelo castanho chocolate ou olhos azuis amigáveis. Ele era educado, mas não sem humor e Hermione passou muitas noites ouvindo suas colegas de quarto fofocarem sobre como ele era um sonho. Se os rumores estivessem corretos, ele e sua namorada de longa data haviam acabado de se separar no início do ano letivo.

"Hermione, oi!" Terry disse surpreso, se desvencilhando de seu grupo de amigos.

Ela não tinha nada a perder. "Você gostaria de ir à Hogsmeade comigo neste fim de semana?"

As sobrancelhas de Terry subiram em sua testa. "Uau, nossa," ele piscou rapidamente algumas vezes, "você e Harry terminaram?"

Hermione estava acostumada com isso. "Na verdade, sempre fomos apenas amigos."

"Oh, certo. Legal, eu gostaria de ter sabido disso antes." Ele estava olhando para ela estranhamente cheio de esperança. Era agradável. Era fofo. Eu gosto de fofo, Hermione disse a si mesma com determinação.

"Então, o que você me diz?" Ela pressionou.

"Claro que sim!" Ele riu, parecendo um pouco envergonhado, apenas aumentando seu apelo. "Eu adoraria levar você para sair. Podemos conversar sobre os detalhes em Feitiços?"

"Perfeito. É um encontro." Hermione sorriu para ele enquanto jogava seus cachos compridos por cima do ombro e se virava para ir embora, rindo do jeito que ele olhou para ela - muito feliz com o desenrolar da conversa - em troca.

Isso foi legal. Ele é bem bonito. Foi normal. Eu gosto de normal. Eu não estou usando ele.

O olho de Hermione estremeceu.


"Com quem?"

"Terry."

"Terry Boot?"

"Temos mais de um Terry em Hogwarts?"

"Ele é bastante inteligente."

"Eu sei."

"Espera, por que você não parece animada com isso?"

"O quê?" Hermione perguntou do seu lado da mesa na biblioteca, olhando pela primeira vez para Rony e Harry durante o interrogatório promovido pelos dois. Ela disse aos meninos que estava pesquisando algo sobre um feitiço raro para um crédito extra na aula de Flitwick, mas na verdade ela ainda estava tentando encontrar aquele maldito truque de vibração da varinha. Por que as coisas que ajudavam as mulheres a chegar ao clímax não eram priorizadas e espalhadas por toda a escola em pôsteres?

"Estou animada", ela se defendeu, monotonamente.

"Não, você não está. Hogsmeade é amanhã e esta é a primeira vez que ouço sobre isso." Harry argumentou. "Para o seu encontro com Malfoy—"

" Encontro falso—"

"—nós revisamos todo o seu guarda-roupa e você me perguntou à queima-roupa qual vestido fazia seus seios parecerem maiores—"

"Aquilo foi nojento, a propósito." Acrescentou Rony.

"E agora eu já sei qual!"

"Você vai usar o mesmo vestido neste encontro?!" Rony perguntou escandalizado, inclinando-se para frente.

"Não!" Hermione respondeu rindo, antes de murmurar baixinho, "Ele rasgou." Harry deu a ela um pequeno olhar confuso, então Hermione se apressou. "Estou animada, só não quero ficar animada demais, sabe? Veja onde isso me levou da última vez."

O sorriso sumiu do rosto de Harry "Ah, Mione. Terry não é assim. Ele é um cara legal."

"Olha, Lilá me contou que o último relacionamento dele durou, o quê? Dois anos? E só acabou porque ela se formou. Isso é praticamente para sempre para nós garotos." Rony ainda tinha a amplitude emocional de uma colher de chá.

"Também mostra que uma garota está disposta a aguentar ele por bastante tempo, então ele não pode ser um fracasso absoluto." Harry fez cara feia para Rony e Hermione riu com as pessoas que ela mais amava na vida.

Seus meninos estavam certos; Hermione nem tinha percebido isso. Você provavelmente deveria ter percebido isso. Hermione queria estrangular seu próprio diálogo interno. Cale-se.

"Bem, merda. O que eu faço amanhã agora?" Harry disse desanimado.

"Você pode ficar comigo e Lilá, cara".

"Eu particularmente prefiro a morte."

"Ei!" Rony bufou, indignado.

Hermione gargalhou. "Droga, me desculpe, Harry. Por que você não se junta a nós então?"

"Segurar vela no seu primeiro encontro?" Sua sobrancelha levantada estava julgando-a completamente. "Passo."

Sim. Essa era uma ideia estúpida.

"Posso ver se Daphne está livre." Harry balbuciou. O olhar de Hermione se estreitou apesar de seus melhores esforços para não parecer crítica. Os dois estavam cada vez mais próximos e Hermione tinha medo de que eles acabassem sendo pegos por alguém. Parecia que eles estavam sempre se olhando ultimamente, no limite de correr para os braços um do outro. Ela achava que a relação deles estava cada vez mais firme, porque não havia um dia em que não estivessem juntos por pelo menos por algumas horas. Ela torcia muito para que eles conseguissem manter tudo em segredo, principalmente porque que ela estava começando a desconfiar que Daphne não possuía a Marca Negra. Hermione se lembrava muito bem de não ter visto Daphne na Floresta Proibida, naquela noite fatídica, e isso a havia intrigado. Porém, havia algo na personalidade de Daphne - provavelmente o fato de a loira fazer comentários cirúrgicos, sendo grosseiramente sincera - que mesmo gostando de Harry, irritava os nervos de Hermione.

"Acho que agora sou eu quem prefere morrer a te acompanhar a Hogsmeade, cara." Disse Rony suspirando.

Harry percebeu a profunda preocupação de seus amigos. "Não se preocupem, estou apenas brincando. Não é como se isso fosse funcionar, de qualquer maneira."

"Ótimo." Rony disse, enquanto Hermione observava um Harry muito corado se esconder atrás de seu livro.


Hermione alisou os amassados invisíveis de sua saia xadrez nervosamente enquanto esperava no Hall de entrada que Terry chegasse para o encontro deles em Hogsmeade. Ela havia provado a si mesma que de fato se importava se ela ficaria bonita combinando a saia xadrez com uma camisa de mangas compridas, apertada e preta que também fazia seus seios parecerem ótimos, terminando o look com meias calças apropriadas para o clima frio. Ela parecia em forma e os olhares que recebeu enquanto esperava ali, esperançosamente não por muito tempo, confirmavam isso.

Ela realmente precisava trabalhar a sua mania de chegar adiantada aos compromissos.

"Ei! Aí está você." Hermione sorriu quando se virou para encontrar Terry andando até ela, vestido com um belo par de jeans e um suéter água-marinha. Ele parecia muito bonito. Hermione tinha sido uma idiota - ela iria se divertir neste encontro e não pensar em Malfoy como ela fazia quando colocava meias ou toda vez que ela via alguém subir a escada das masmorras. Ou agora.

"Oi!", ela respondeu alegremente. Pelo menos ela estava alegre até que viu Michael Corner e Antony Goldstein, que ele acabara de deixar, olhando para ele, dando-lhe pequenos e nem um pouco sutis polegares para cima. Hermione sacudiu a cabeça na direção deles. "Uhh... o que foi isso?"

Terry corou, arrastando o pé no chão. Hermione teve que admitir, foi um movimento muito fofo. "Ah, desculpe por isso. Meus amigos são idiotas." Ele passou a mão pelo cabelo e ela lembrou como os fios loiros de Malfoy - droga, Mione, pare com isso. "Eles não acreditaram em mim quando eu disse que você me convidou para sair, então eles ficaram tirando sarro de mim a semana toda."

Bonitinho. Doce. Normal.

"Desculpe o meu interesse em você ser tão inacreditável, eu acho." Ela brincou.

Ele lançou a ela um sorriso tímido. "Sim. Talvez se você parasse de ser tão perfeita, ajudaria." Hermione sentiu seu rosto desmoronar tanto quanto ela viu o pânico nos olhos de Terry. "Merda. Eu já comecei falando besteira? Eu quis dizer isso como um elogio, mas... quero dizer, eu sou um corvinal, então obviamente eu entendo sobre a pressão para ser o melhor em tudo, e não quis dizer isso, e sim sobre o fato de que você é linda e inteligente, mas guarda para si mesma e é meio misteriosa e..." Ele fechou os olhos e respirou fundo. Hermione não conseguiu evitar que o canto de sua boca tremesse. No que dizia respeito a 'bolas fora', este foi o mais adorável que ela já tinha visto. "Merda. Me desculpe." Ele abriu os olhos de volta e lançou lhe um sorriso exuberante. "Quer tentar isso de novo?" Ele estendeu a mão. "Oi. Sou Terry."

Nerd também. Ele é adorável. Eu posso trabalhar com isso.

"Oi. Eu sou Hermione."

"Huh. Que nome imperfeito."

"Obrigada. Quer ir à um encontro imperfeito?"

"Por favor." Terry ofereceu seu braço e Hermione alegremente o aceitou, enquanto eles começavam a sair do castelo.

Terry era ótimo. Ele tinha duas irmãs mais velhas e amorosas que lhe ensinaram tudo o que ele sabia (palavras dele, não dela), seus pais tinham empregos respeitáveis e ele havia estagiado no Ministério no verão anterior, logo ele estava preparado para se formar e ter uma profissão promissora. Uma carreira. Claro, ele não era excitante, mas suas personalidades combinavam muito bem, eles tinham os mesmos valores, ele a fazia rir e estava segurando a sua mão. Tudo estava indo bem. Ela podia realmente ver isso funcionando. Ela podia vê-los chegando à algum lugar.

Então, por que diabos Malfoy e seus amigos se sentaram em uma cabine diretamente na linha de visão dela e por que ele nem estava tentando esconder que estava assistindo os dois como se fossem uma partida de futebol na televisão?

Hermione tentou se concentrar nas palavras de Terry - alguma dúvida sobre como ela poderia ainda estar solteira - mas Malfoy trouxe sua caneca aos lábios, olhando diretamente para ela e balançou a cabeça para a esquerda e para a direita. Ele estava tentando silenciosamente dizer não para ela, presumivelmente gritando sem palavras: 'Não saia com ele.'

Como ele ousa?!

Hermione esperava que fosse um momento apropriado para rir, um pouco loucamente, junto a Terry. "E você? Por que você ainda está solteiro?" Ela forçou seus olhos a voltarem de seu ombro direito para seu rosto.

Ele pareceu um pouco desconfortável. "Eu, uh. Acabei de sair de um relacionamento, na verdade", ele admitiu, esfregando a nuca.

Porra, eu sabia disso. Foco, Mione! Foco! "Sinto muito por isso."

"Não, não sinta", Terry a acalmou genuinamente. "Foi amigável, sabe. Uma decisão mútua." Ele arriscou um olhar para ela. "Provavelmente o mesmo que aconteceu entre você e Fred no ano passado?"

Droga. Este menino estava prestando atenção. Era hora de ela começar a prestar atenção de volta. Hermione intencionalmente ignorou Malfoy (e Blaise, que revirou os olhos depois de olhar por cima do ombro e perceber para onde o seu melhor amigo estava olhando o tempo todo) e pelo resto da tarde, ela desfrutou de cervejas amanteigadas e da presença calorosa de Terry. Ela supôs que seria muito bom se esse encontro terminasse com um beijo. Ela até tinha esperanças nisso.

Mas não havia como um beijo acontecer sob o olhar atento e sempre presente de Malfoy.

"Ei, você gostaria de andar um pouco pelas lojas? Está ficando um pouco abafado aqui", ela sugeriu, terminando sua caneca.

"Sim, sim, isso parece ótimo!" Terry concordou facilmente.

"Perfeito, só vou ao banheiro me refrescar. Volto já." Hermione não pensou muito e se inclinou para beijar a bochecha dele a caminho do banheiro, sorrindo durante todo o caminho porque ele praticamente derreteu na palma da mão dela com seu pequeno gesto de afeto.

Isso foi legal.

Hermione estava reaplicando seu batom, todo o resto de sua maquiagem ainda em bom estado, quando ela viu o rosto de Malfoy no espelho, refletido atrás dela. Ele tinha o mesmo olhar da noite do Baile, quando ela percebeu que ele realmente era um Comensal da Morte.

"Saiam!" Ele disse às duas meninas do 3º ano lavando as mãos ao lado dela, seus olhos nunca deixando seu reflexo. As garotas pareciam estar prontas para discutir com ele, mas então compartilharam um olhar assustado quando viram quem era e passaram correndo, dando-lhe um amplo espaço.

Ela deveria ter previsto isso, realmente; ela definitivamente deveria ter esperado por isso. "Eu não pensei que teria que explicar como os banheiros funcionam para você, Malfoy." Hermione voltou a pintar os lábios com um vermelho carmesim profundo que ela pretendia espalhar por toda o rosto de Terry até o final da noite.

Malfoy deu um passo para dentro do banheiro, trancando a porta atrás de si. "O que você está fazendo?" Ele perguntou baixinho, perigosamente.

"Reaplicando meu batom."

"Não se faça de desentendida."

"Então não seja inconveniente." Ela fechou o tubo com um clique satisfatório enquanto se endireitava na frente da pia.

Malfoy deu outro passo predatório para frente, movendo-se para ficar atrás dela. Ela fingiu que não ficou nem um pouco enervada enquanto passava as mãos por seus cachos, afofando-os. "Você está linda." Sua voz profunda estava impregnada de desejo e Hermione lutou para manter seus olhos longe dele.

"Não é para você."

A mão dele (finalmente) alcançou um dos quadris dela. "Tem certeza? Porque parecia que você não conseguia parar de olhar para mim durante o seu encontro com ele."

Há! A coragem deste homem... "Bem, é difícil não se incomodar quando alguém não para de olhar para você."

Malfoy deu mais um passo à frente, sua segunda mão agarrando o outro quadril dela enquanto ele ficava atrás dela, puxando-a levemente contra seu corpo. "Você está saindo com outro homem," ele falou lentamente, tão perto dela que ela teve que assumir que seu cabelo estava prestes a grudar em seus lábios. "O que você esperava que eu fizesse?"

"Ciúmes?" Ela perguntou, muito ofegante.

"Claro que estou. Eu pensei que convidar um cara para o Três Vassouras fosse o nosso lance."

Huh. Ela meio que repetiu o encontro deles com Terry, não é? Na verdade, foi um movimento tão insensivelmente cruel que ela teria se sentido mal por fazê-lo com alguém intencionalmente - qualquer pessoa que não fosse ele. Hermione pegou sua bolsa na pia e enfiou o batom dentro. "Bem, não se preocupe, Malfoy. Este encontro não vai acabar comigo vendo-o torturar ninguém, então tenho certeza que vai ser muito melhor do que o nosso foi."

Seus dedos cavaram possessivamente em seus quadris, fazendo Hermione congelar, seus olhos se fixando nos dele no espelho. Ele não pareceu se divertir com a provocação dela. "Cuidado, Granger."

Ela bufou, olhando para ele com descrença. "Vai à merda você e a sua cobrança hipócrita. Eu ouvi você. Você tem feito sexo com uma garota nova duas vezes por semana."

Ele sorriu atrás dela, feliz por tê-la irritado. Ele é mau, ele é mau, ele é mau. "Eu não posso foder a única garota que eu realmente quero foder." Hermione forçou um gole seco, não querendo reagir às palavras dele. Dizer a alguém que você queria foder apenas ela dificilmente era uma declaração romântica. "Então me diga: o que devo fazer?"

"Eu não perco meu tempo pensando no que você deveria ou não fazer, Malfoy", ela mentiu.

Ele riu. "Você é sempre bem-vinda para participar."

"Ah!" Hermione definitivamente estava ficando louca, porque o pensamento do que Malfoy acabara de sugerir realmente disparou um arrepio em sua espinha. "Não, obrigada. Estou bem."

"Certo, certo. Com Terry."

"Deixe-o em paz, ele é um doce-" Hermione tentou se defender.

"Mas você não é." Ele disse isso tão resolutamente que Hermione desejou, mais uma vez, que ele saísse de sua maldita cabeça. Eles apenas se encararam por um instante.

"Eu posso ser." Sua voz quase tremeu com esperança melancólica quando ela respondeu.

Quando Hermione fechou os olhos, ela ainda podia ouvi-lo claramente gritando 'Crucio'. Ele não tinha se dirigido a ela na época, mas poderia muito bem ter sido, já que seu corpo reagiu visceralmente à palavra, tatuando-a em seu frágil coração. Pior ainda, o comando de sua voz quando ele disse isso - mesmo em suas memórias - ainda fazia seu corpo tremer, e não de um jeito ruim. Ela secretamente admirava a confiança com que ele vomitava sua magia. Ela sempre admirou.

Malfoy tirou todo o cabelo dela do ombro esquerdo, jogando-o para o outro lado, revelando a extensão cremosa do pescoço dela para ele - o mesmo trecho que ele havia marcado tão minuciosamente durante seu último encontro. Ele plantou um beijo único demorado contra ela. "Pare de lutar contra quem você é." As mãos dele estavam (finalmente) à espreita, uma se arrastando para baixo pelo queixo dela e demorando-se levemente contra sua garganta, enquanto a outra levantou a saia dela lentamente, prendendo-a na cintura. Hermione tinha certeza de que não estava respirando de novo. Em vez disso, ela ficou ali observando o progresso dele no espelho, com os lábios soltos. "Pare de se segurar."

Merda, merda, merda, merda, Hermione suspirou, sabendo exatamente o que (ela esperava) estava prestes a acontecer agora. "Por que você está fazendo isso comigo?" Ela choramingou, uma última tentativa valente de impedir sua própria desgraça.

"Eu já te disse." Draco empurrou os ombros dela ligeiramente para a frente, inclinando-a sobre a pia, pressionando a bunda dela contra sua ereção clara. "Eu falei que queria você. Você toda. E o 'só para mim' estava implícito." Ela ouviu o zíper dele abrir e ela só queria que ele tivesse se apressado para que ela não tivesse mais tempo de pensar demais nisso, começando a perceber que ideia colossalmente ruim era pensar apenas com a pulsação que ela podia sentir, como um batimento cardíaco constante entre as pernas.

"Você nunca vai ficar com ele, princesa." Malfoy sussurrou enquanto se inclinava em sua orelha esquerda, mordendo o lóbulo enquanto ela sentia seus dedos ágeis arranhando a parte inferior de suas costas, brincando com a ponta de sua meia-calça.

"Por que não?" Ela respirou, esticando o pescoço e abrindo-se para ele, seus quadris empurrando lascivamente contra os dele, implorando por sua fricção. Ela estendeu a mão para trás e o sentiu, firme e duro e pronto para ela. Ela deu-lhe um puxão hesitante.

"Porque você pertence a mim."

Hermione engasgou quando ele rasgou suas meias bem no meio, sem perder tempo, empurrando sua calcinha para o lado, tirando a mão dela para fora do caminho e empurrando nela com um golpe poderoso. Sua mão instintivamente subiu para se apoiar contra o espelho, observando enquanto o rosto dele se transformava em uma expressão de intensa satisfação - por causa da sensação dela ou pelo fato de que ele a tinha mais uma vez. Ela não sabia dizer, provavelmente os dois. Tudo o que ela sabia era que agora que ela começou a vê-lo transar com ela, ela não conseguia parar de olhar. Na primeira vez, ela foi inflexível em manter os olhos fechados para ele e na segunda vez ele esteve atrás dela a maior parte do tempo, mas agora? Havia uma espécie de graça hipnotizante na maneira como ele se movia, seu rosto aberto e vulnerável, exibindo com orgulho o quão bom era o núcleo dela envolvendo-o e o quanto ele queria continuar tomando-a. Ele era poderoso, ele era possessivo, ele era lindo para caralho.

Draco puxou o cabelo dela para trás, trazendo Hermione para seu peito e mantendo-a lá com uma mão lenta rastejando sobre seu seio, parando em sua clavícula. Ele teve que encolher mais os quadris, dobrando os joelhos, para manter a ação, mas parecia valer a pena para tê-la de volta em seus braços. Ele tirou a varinha do bolso, ativou-a e colocou-a no clitóris que o aguardava. "Menos olhares e mais gemidos, Granger."

Por que não ambos? Ela disse em sua cabeça, recusando-se a desistir de seu novo passatempo. Aqueles olhos estavam sempre sobre ela de qualquer maneira, então por que não os ver enquanto ele a fodia, para que ela pudesse repetir esta imagem, mais e mais, quando ele inevitavelmente a cobiçasse novamente na próxima semana? Isso com certeza faria suas aulas passarem mais rápido no futuro. Ela choramingou quando ele começou a ganhar velocidade, agora que sua varinha estava fazendo seu extraordinário trabalho em seu clitóris.

"É isso, amor", ele murmurou em seu pescoço, seus dentes provocando sua pele.

"Não se atreva a me marcar," ela gemeu, passando ambas as mãos pelo cabelo dele atrás da cabeça. Ela se deliciava em ver seus olhos mergulharem em seus seios, saltando em sua camisa apertada no ritmo de seus impulsos.

Quando seus olhos se encontraram no espelho mais uma vez, ele pareceu ainda mais voraz do que nunca. Algo sobre dizer a ele o que ele poderia ou não fazer com ela o havia desencadeado. "Eu quero que você pense sobre isso quando o doce Terry estiver falando com você." Ele bombeou dentro dela com força extra, fazendo as coxas de Hermione tremerem e suas unhas cravarem em seu couro cabeludo. "Eu quero que você se lembre de como meu pau batia dentro de você enquanto ele estava sentado do lado de fora desta porta, esperando pacientemente." Hermione mordeu o lábio, seu gemido escapando de qualquer maneira. Ouvir esse tipo de coisa não deveria ser tão excitante. Sua mandíbula estava aberta e as entranhas de Hermione pulsaram ao ver sua excitação tão claramente sinalizada em seu rosto. A mão de Draco viajou mais alto, em torno de sua garganta novamente, enquanto sua esquerda se juntava à dela em seu ápice, empurrando sua varinha com mais firmeza contra ela, sorrindo para seu gemido carente resultante. "Eu quero que você goze para mim de novo, amor, e eu não quero que você fique em silêncio."

Merda. Ela não achava que houvesse realmente outras opções ali, de qualquer maneira.

"Olá?" Uma batida na porta fez Malfoy pular para trás, fazendo Hermione instantaneamente lamentar a perda dele dentro dela. "Essa porta não pode ser trancada." Era Madame Rosmerta.

Hermione se virou para Malfoy em pânico. "O que diabos vamos fazer?" Ela sussurrou freneticamente. Não era como se o banheiro tivesse alguma janela pela qual eles pudessem escapar.

Seu sorriso arrogante voltou facilmente. "Ainda não terminei com você", ele rosnou enquanto a pegava, levando-a com ele para uma das baias e trancando-os lá dentro. Hermione nunca tinha ficado tão grata pela total privacidade do chão ao teto que os banheiros europeus ofereciam.

Hermione estava um pouco chocada com a rapidez dele para reagir, mas um segundo depois, ela ouviu a dona do bar abrir a porta do banheiro e entrar. "Olá?"

Malfoy sorriu para ela maliciosamente, tendo-a encostada na parede, as pernas dela ao redor de seus quadris e o pescoço bem na frente de sua boca. Ele levou dois segundos para começar a tirar vantagem dessa nova posição, aninhando-se nela. Hermione lutou para manter seu juízo sobre ela.

"Oi, me desculpe!" Ela guinchou, tentando não rir. Parecia que o objetivo de Malfoy agora era menos sobre sedução e mais sobre apenas fazê-los serem pegos. Ela deu um tapa em seu ombro, mas ele continuou tentando fazer cócegas em sua garganta com beijos.

"Você está bem aí?" Rosmerta parecia suspeita.

"Sim, sim!" Hermione respondeu ofegante, apontando um dedo bravo para o rosto de Malfoy. "Só não me sinto bem, só isso."

"Ah. É a Hermione, certo?" Ela parecia estranhamente curiosa. "Seu encontro está indo bem?" Malfoy e Hermione congelaram olhando um para o outro, Hermione se perguntando se a mulher sabia que Malfoy estava na baia com ela agora. "Você quer que eu o mande embora?"

Oh, certo. Meu encontro. Aquele em que eu deveria estar. "Não, não," Hermione respondeu rapidamente, "está indo bem, eu realmente só estou bastante enjoada." A alegria desapareceu do rosto de Malfoy, parecendo completamente ofendido.

"Tudo bem, querida. Você quer que eu diga isso a ele? Ele parece um pouco preocupado com você."

"O que você está fazendo?" Hermione sussurrou para Malfoy irritada enquanto ele a reajustava em seus braços para que ele a segurasse pela bunda e se reposicionasse na entrada dela. Ele não iria - ele fez. Hermione engasgou quando ele voltou a transar com ela, de alguma forma ainda esperando que ela fosse capaz de continuar a conversa, mesmo quando ele colocou sua varinha entre eles.

"Hermione?" Rosmerta perguntou preocupada.

"Sim?" Hermione respondeu, olhos fechados, sendo fodida contra a parede e esquecendo do que elas estavam falando. Ela ouviu as risadas suaves de Malfoy enquanto ele as abafava em seu pescoço, seus quadris se afastando e aproximando deliciosamente.

"Você gostaria que eu dissesse ao seu acompanhante que você vai sair em breve?"

"Sim-" as unhas de Malfoy cravaram em sua bunda e seus olhos se abriram para se afogar nos dele, observando enquanto ele retirava o rosto de seu pescoço para observá-la, "sim, por favor."

"Ok, espero que se sinta melhor logo, querida." E com isso ela saiu.

"Você se sente melhor?" Malfoy rosnou, seu pênis agora batendo nela em uma velocidade punitivamente rápida.

Hermione envolveu os ombros dele com os braços, ajustando-se de modo que era difícil dizer onde ele terminava e ela começava, pronta para assumir o trabalho. "Malfoy, cala a boca."

Foi a vez dele de gemer e jogar a cabeça para trás quando ela começou a balançar os quadris em círculos, cavalgando-o tentadoramente enquanto ele a segurava firmemente contra seu corpo. Esse ângulo era tudo e ela sabia que provavelmente a levaria até lá, mesmo que a varinha dele não estivesse mais presa entre eles. Enquanto ela sentia seu clímax crescendo dentro dela, como se cada torção de seu corpo estivesse enrolando seu pênis cada vez mais apertado, ela se perguntou se talvez sua falta de experimentação tivesse desempenhado um papel em sua vida sexual anterior, sem brilho. Em suas três vezes juntos, Hermione sentiu como se ela e Malfoy tivessem realizado mais posições do que ela jamais havia feito antes. Ela gostava de experimentar e gostava de fazer isso com ele. (Bem, eu gosto de experimentar, ponto final.)

O som de vozes entrando no banheiro e conversando na pia assustaram Hermione, mas Draco permaneceu ferozmente concentrado nela, atraindo-a com sua intensidade. Seu contato visual era difícil de negar, impossível de resistir.

Eles provavelmente deveriam ter parado já que havia ainda mais pessoas no banheiro, mas não pararam. Draco meramente a prendeu contra a parede para que ele pudesse liberar uma de suas mãos para cobrir sua boca. A insinuação dele foi bem clara: você não vai sair daqui e ainda vai gozar. Hermione estremeceu. Ela observou seus olhos brilharem e oscilarem entre os dela, nunca perdendo o foco em seu alvo. O momento parecia íntimo, apesar de sua localização atual.

"Eu sabia que elas estavam mentindo. Como se Malfoy estivesse aqui dentro", disse uma garota.

"É por isso que não se deve acreditar em meninas de 13 anos. Elas provavelmente nem sabem quem é Malfoy."

"Todo mundo sabe quem é o Malfoy."

Draco piscou para ela sorrindo torto e Hermione revirou os olhos. Claro que elas estavam fofocando sobre ele. Mesmo quando ela estava transando com ele, ela não conseguia deixar de ouvir sobre Malfoy.

"Ele é tão gostoso."

"Ugh, eu sei. As coisas que eu o deixei fazer comigo, você nem imagina."

Mas eu imagino. Hermione sentiu-se desesperada por alívio agora, tentando igualar as estocadas dele com as dela. "Goza, amor", ele sussurrou com a voz rouca e, por algum motivo, sua ânsia de obedecer e agradá-lo acabou com ela.

Ela gemeu em sua mão, arqueando-se para fora da parede para ele, tentando colocar o corpo dele o mais longe possível dela. Ele estava tão fundo, até o final, mas nunca parecia ser o suficiente. Ela o queria em seu sangue, em suas veias, em cada poro de seu corpo. Ela abriu os olhos quando ele tirou a mão de seus lábios e a reajustou para dar mais algumas estocadas profundas, buscando a sua própria ruína. Hermione agarrou o rosto dele avidamente e o forçou a olhar diretamente para ela, pairando acima dele, para que ela pudesse assistir a cada segundo. A ondulação de sua testa, a flexão de sua mandíbula, a maneira como seus olhos se fundiram em um olhar tão puro e imaculado. Tão, tão bonito.

Eles prenderam a respiração, olhando um para o outro por alguns segundos, antes de Malfoy colocá-la de pé, fechar o zíper de suas calças e abrir o box do banheiro, saindo antes de fechá-lo atrás dele.

Houve um silêncio mortal. "Senhoras", ele disse em sua voz baixa e agradável, antes que ela ouvisse a porta do banheiro se abrir e fechar levemente atrás dele.

Risadas e caos geral se seguiram.

"Que porra foi essa?"

"Não sei!"

"Você acha que ele está bêbado e entrou no banheiro errado?"

"Não! Ele parecia bêbado para você?!"

"Sei lá, ele estava muito corado - PORRA! Você acha que ele nos ouviu ?!"

Silêncio. Mais risadas. Hermione sentou a bunda no vaso sanitário, sabendo que não poderia sair até que essas garotas o fizessem.

Talvez cinco minutos depois, Hermione finalmente conseguiu voltar para o espelho, muito grata por nenhuma das meninas ser cleptomaníaca quando ela encontrou sua bolsa intocada. Merda, ela disse ao seu reflexo, vendo que precisava reaplicar o batom mais uma vez - a pequena tarefa que começou toda essa confusão. Seu coração deu um pulo de horror quando ela percebeu que Malfoy havia saído sem limpar o próprio rosto, mas então ela percebeu... eles não tinham se beijado. Como ela acabou de fazer sexo com alguém deixando seus lábios intocados - e ainda assim gozar? Isso quase tornou tudo ainda mais tórrido, se não um pouco pervertido.

Hermione estalou os lábios - ignorando o contorno de sua mão, manchada no espelho - certificando-se de que suas roupas estavam todas de volta no lugar, e rezou para Merlin para que Terry não notasse que ela tinha ido ao banheiro usando meias e tinha saído com as pernas nuas.

"Hermione! Você está bem?" Terry perguntou, obviamente preocupado. Isso fez Hermione se sentir uma vadia total. "Rosmerta disse que você estava enjoada…"

Ugh. Hermione realmente não queria que esse garoto bonito pensasse que ela tinha vomitado no banheiro. Honestamente, qualquer coisa era melhor do que isso (além da verdade, é claro). "Desculpe, apenas aquela época do mês." Foi baixo? Absolutamente. Ele teria alguma pergunta ou dúvida? Não. Nenhuma mesmo.

"Ah, que droga, vamos ao boticário comprar alguma coisa para isso", sugeriu Terry prontamente, envolvendo a capa dele sobre os ombros dela. Hermione quase se esqueceu: ele tinha irmãs. Dane-se, esse cara era perfeito.

E você é uma vadia, vadia, vadia.

Os olhos de Hermione percorreram o bar por conta própria quando eles saíram e vacilaram quando ela viu Malfoy, sentado com seus amigos. Porque ele não apenas estava sorrindo para ela, observando-a sair, mas também levantou a mão em um aceno educado. O único problema era que ela podia ver seu batom carmesim, borrado no formato de seus lábios, contrastando fortemente contra a palma da mão dele, de quando ele abafou seus gritos orgásticos.

Hermione se encolheu e deixou Terry levá-la embora.