Hermione abriu os olhos lentamente na manhã seguinte, ainda exausta e um tanto confusa. A noite anterior havia sido brutal. Todos no quarto foram dormir, exceto ela e os dois melhores amigos de Draco, já que eles estavam trabalhando duro, lado a lado, para regenerar o corpo danificado de Draco. Ok, então Hermione e Daphne trabalharam duro, Daphne sendo uma ajudante muito eficaz, seguindo as orientações de Hermione com perfeição. Blaise apenas se manteve acordado lançando perguntas estúpidas sobre os feitiços e às vezes segurando sua varinha para dar a elas uma melhor iluminação.

Draco flutuou dentro e fora da consciência enquanto Hermione tornava seus novos músculos invisíveis para que ela pudesse ver exatamente o que faltava do seu estômago, começando a suar pela pura concentração necessária para criar um novo. E então, sabe-se lá a que horas da noite, ela pacientemente começou a aplicar camada após camada de fina derme e epiderme, até que ela mal pudesse dizer que Draco havia se machucado. Ela se deu um momento para admirar o seu trabalho manual, passando a mão com muito cuidado sobre a nova pele macia e fresca, até que Zabine tornou isso estranho e perguntou se ela precisava que eles saíssem do quarto. 'De qualquer maneira, vamos todos dormir' Daphne anunciou exausta, enquanto dava um aceno de cabeça para Hermione e caminhava para fora do dormitório.

Hermione percebeu algumas coisas, em rápida sucessão, enquanto seus olhos se ajustavam à luz. Um: Draco também estava acordado e olhando para ela sem fôlego, a boca entreaberta e os olhos brilhantes. Dois: ele ainda estava dopado com a poção entorpecente. Três: ele estava acariciando o cabelo dela e isso parecia muito bom. "Você não deveria estar deitado de lado agora", ela disse autoritária.

Draco sorriu para ela, seu rosto emanando nada além de adoração. "Eu me sinto ótimo." Ele puxou o elástico azul de veludo que segurava os restos de seu coque bagunçado, prendendo-o em seu pulso, de modo que seus cachos caíram livres.

"Certo," ela assentiu ainda grogue de sono, empurrando seu ombro para colocá-lo de costas. "Mas deite-se." Ela olhou ao redor da sala, percebendo que devia ter adormecido enquanto permanecia para observá-lo. A última vez que Hermione se lembrava, ela estava sentada contra a cabeceira da cama, esfregando uma mão calmante no cabelo dele, coçando levemente seu couro cabeludo. Mesmo dopado, Draco realmente parecia adorar - soltando pequenos suspiros e se aprumando cada vez mais no colo dela. Ela pensou que poderia pelo menos dar a ele aquele pequeno prazer, considerando tudo o que ele tinha acabado de suportar.

As cortinas de sua cama não foram fechadas, assim ela podia ver que o quarto estava vazio, exceto por Zabine, dormindo profundamente em sua cama, de frente para eles, ainda com as roupas da noite anterior. "Espere um segundo," Hermione perguntou, o medo enchendo seu estômago. "Que horas são?"

"Uhh," Malfoy olhou para seu pulso, "quase 10."

"Porra!" Hermione gritou, movendo-se para se levantar, mas Malfoy segurou seu pulso com força. "Por que você não me acordou?! Eu perdi quase toda a aula de Poções!"

Ele sorriu, observando-a, as pálpebras ainda ligeiramente cerradas. "Bem, você dificilmente pode preparar Poções sem seu parceiro de aula, não é?"

Hermione revirou os olhos, "Ok, Romeu, eu poderia ter feito sem você perfeitamente"

"Fique." Malfoy implorou, sua mão esquerda se movendo para baixo de modo que eles estivessem palma com palma, entrelaçando seus dedos. "Eu preciso de carinho."

"Ah, sério?" Hermione brincou, recusando-se a mostrar a ele seu divertimento por seu estado alterado.

"Oh, sim." Ele assentiu vigorosamente. "Eu acordei pensando que tivesse morrido. Veja, havia um anjo dormindo ao meu lado, banhado pelo brilho da manhã—"

"Merlin, Malfoy —"

"E então eu lembrei que quase morri— "

"Mas você não morreu-"

"Só por sua causa", ele a cortou novamente, mas desta vez mais sério. Hermione olhou para o lado dele, onde sua obra se movia no ritmo de sua respiração — se movia com a vida que ela havia devolvido para ele. "Eu nunca poderei agradecer o suficiente. Obrigado."

Os olhos de Hermione se voltaram para os dele. "Esta poção faz você ficar com os sentimentos aflorados."

"Eu quero mesmo dizer isso, Granger." Seu braço direito cruzou o corpo dela para colocar um pouco de cabelo atrás da orelha dela, não a deixando fugir da gravidade da situação. Seus olhos começaram a brilhar.

"Nem pense nisso, Malfoy!" Ela disse, tentando interrompê-lo antes que ele seguisse o caminho que ela suspeitava que ele estava querendo. "Você foi fortemente sedado."

"Humpf", ele suspirou. "Abuse de mim então."

Ela bufou. "E se eu te disser que já abusei?" Ela brincou sombriamente.

Ele sorriu, o sorriso mais feliz do mundo. "Eu perguntaria se foi bom."

Hermione passou dois dedos pelo peito nu dele. "Oh sim, foi excelente." Ela chegou ao seu mamilo e deu um tapinha nele. "Nisso você não me decepcionou."

Malfoy sibilou, cobrindo seu peitoral com a mão. "Por que você fez isso?"

"O quê?" Hermione se assustou. Um tapinha no mamilo dificilmente constituiria um interrogatório completo.

"Me salvar, por que você fez isso?"

Hermione bufou como se o que ele estivesse perguntando fosse totalmente ridículo. "Eu quero ser uma curandeira, Malfoy." Ela esperava que fosse uma explicação suficiente, assim como tinha sido para Daphne.

Não era. "Sim, mas eu sou um Comensal da Morte. Se eu tivesse morrido, teria sido um bruxo a menos para o seu lado matar. Um bruxo a menos que eles tentaram matar."

Hermione engoliu em seco, ficando tonta sob seu olhar desobstruído. Ele realmente tem os olhos mais lindos do mundo, cheios de estrelas brilhantes de prata. Ela não conseguia entender o fato de que quase o havia perdido. Que se ela não tivesse aparecido quando apareceu, haveria uma grande chance de que ela nunca fosse capaz de se afogar em seus olhos novamente. "Malfoy, o que aconteceu?"

Ele continuou arrastando os dedos pelo cabelo dela até o ombro, antes de trazê-los de volta e começar o processo novamente. "Aurores invadiram nosso quartel-general. Mataram um bando de caras mais velhos. Tentaram matar Blaise, então eu pulei na frente."

"Mas isso não foi uma maldição da morte." Sua voz estava tremendo.

Malfoy fez uma careta, como se lembrasse do feitiço que havia arrancado um pedaço sólido de seu corpo. "Não acho que a maldição da morte seja dramática o suficiente para o Olho-Tonto, ele acha que tira as pessoas do caminho com muita facilidade. Ele prefere explosões. Ele gosta de explodir as pessoas." Os olhos dele ficaram duros por um momento e Hermione parou de respirar completamente. "Me contaram que ele começou a fazer isso depois que perdeu um de seus melhores homens durante a Primeira Guerra. O cara tentou matar o Lorde das Trevas, então ele teve que se defender. Moody nunca se perdoou por isso. Ele sentiu que perder Benjy Fenwick foi culpa dele, então ele quer punir todos nós por isso, desde então."

Hermione empalideceu com a história, percebendo que este era um homem que ela via uma vez por semana. Ele gosta de explodir as pessoas? O quê? Ela forçou um gole. "Ele viu o seu rosto?"

Os olhos de Draco mergulharam em sua boca. "Não."

Hermione lambeu os lábios, olhando para o corpo dele, ela não queria enfrentá-lo agora, não queria ser tentada a beijá-lo. "Bem, estou feliz que você esteja bem, Malfoy", ela disse em sua melhor voz profissional. Eles ainda estavam de mãos dadas.

"Graças a você." Um pouco do charme fácil de Malfoy estava de volta. "Realmente, estou emocionado que você me queira tão bem."

"Cala a boca-"

"A propósito, pijama fofo, você realmente dorme com isso?" Os dedos dele desceram até a blusa dela, cheia de unicórnios coloridos estampados, puxando uma alça fina.

Ela empurrou a mão dele de brincadeira. "Sim. Algumas pessoas não querem deixar todo mundo desconfortável com a própria nudez."

"Eu não ficaria nem um pouco desconfortável com a sua nudez", ele respondeu imediatamente.

"Tudo bem. Outras pessoas em nossa companhia, então."

Malfoy ergueu a cabeça comicamente para olhar em volta, encontrando apenas a forma inconsciente de seu melhor amigo. "Blaise também definitivamente não ficaria desconfortável."

Hermione não pôde deixar de rir. "Como você pode estar com tesão agora?"

"Princesa," Draco disse, com um sorriso pateta de um jeito que ela nunca tinha visto nele antes, mas ela já gostava muito, "eu quase morri."

Hermione balançou a cabeça, obviamente. "Sim. Eu estava aqui."

"Então, evolutivamente, estou me sentindo bastante desapontado comigo mesmo. Daí o tesão. É a minha necessidade biológica de espalhar minha semente antes que seja tarde demais."

"Oh, meu Merlin," Hermione riu. "eu não posso acreditar que você apenas-" ela congelou, os olhos arregalados de horror.

"O quê?" Draco perguntou preocupado. "O quê?"

Hermione deu um tapa na própria testa. "Merda. Acabei de lembrar que preciso pegar outra poção de emergência com Pomfrey."

As sobrancelhas de Draco franziram. "Poção de emergência?"

"Contracepção de emergência", ela sussurrou a primeira parte, "você sabe, depois de Hogsmeade."

"Oh." Draco fez sua covinha aparecer quando uma sobrancelha se ergueu, positivamente encantado. "Certo. Depois daquilo." Ele se inclinou e beijou seu ombro. "Você está tentando engravidar de mim, amor?"

"Não!" Hermione gritou, empurrando-o pela testa. Ele era como um cachorrinho ansioso agora. "Eu só nunca planejo fazer sexo com você." Ela sabia que estava vermelha como um tomate. "Isso meio que acontece."

Ele se arrastou de volta para o lado dela, implacável e achando o ombro dela irresistível demais para deixar passar. "Sabe, quando eu te disse que queria ser pai..." Oh, pelo amor de Merlin… "Eu quis dizer depois de realizar algumas coisas primeiro-"

"Cala a boca "

"—mas eu realmente aprecio você se esforçar para tentar fazer meus sonhos se concretizarem antes disso."

Hermione virou de costas, incapaz de lidar com ele assim. Ela olhou resolutamente para o topo de seu dossel. "Puta merda. Eu sinto que o efeito já deveria ter passado."

Draco riu em sua clavícula, rolando sobre ela e beijando seu pescoço. "Não se preocupe, Granger. Eu nunca esqueço de me prevenir. Mas estou nessa sozinho, entendi."

Ela não tinha literalmente acabado de dizer a si mesma que tudo o que ele dissesse não importaria quando se tratasse da saúde de seu próprio corpo? Ela tentou se sentar. "Eu estou indo para a ala hospitalar agora."

"Espere!" Malfoy disse desesperadamente, empurrando-a de volta para seu colchão. Ela sabia que ele queria se meter em problemas apenas por seu sorriso maroto. "Vamos fazer valer a pena."

Hermione pegou sua sugestão, mesmo antes de sua mão começar a varrer seu corpo. Ela agarrou o pulso dele antes que caísse muito para baixo. "Em primeiro lugar, não é assim que eu deveria usar esse tipo de poção, em segundo lugar—"

"Tudo bem, você tem uma varinha agora! Faça um feitiço!"

Ela revirou os olhos e em seguida olhou para o corpo dele para enfatizar seu ponto, mas estava com medo de que a ação apenas intensificasse sua vontade de ceder ao desejo dele. "Em segundo lugar, eu não vou dormir com você enquanto estiver dopado." Ela sorriu quando a piada perfeita veio a ela. "Você sabe que eu não gosto de garotos alterados." Sua sobrancelha se levantou desafiadoramente.

Ele bufou, sabendo que ela estava dando uma alfinetada nele pelo dia em que ele disse não para ela, neste mesmo quarto, depois do baile. "Amor, eu mal estou chapado!" Ele fez beicinho. Ela lançou a ele um olhar que gritava, 'Besteira'. Ele cedeu, deixando escapar um gemido choroso e nada parecido com Malfoy. "Por que não?"

"Isso é errado."

"Prrr!" Malfoy soprou alguns cabelos rebeldes de sua testa. "Tão errado que é certo?" Ele tentou dizer charmosamente.

"Não."

"Vamos lá, Hermione" ele reclamou. "Eu realmente quero!"

"Draco," ela riu enquanto a boca dele descia sobre ela, a mão dele acariciando seu sutiã, liberando um de seus seios e fazendo o som mais vertiginoso antes que ele o agarrasse. Ela tentou não rir ou gemer. "Você está machucado... você não deveria fazer nenhum exercício físico por pelo menos mais dois dias..."

Os braços de Draco rodearam as costas dela, pressionando seu peito mais alto contra a boca dele. "Eu não estou tão ferido." Seu grunhido de desaprovação se transformou em um gemido quando os dentes dele roçaram seu mamilo antes de chupá-lo, tornando-o arrepiado para ele, antes de passar a língua preguiçosamente ao redor dele. "Deixe-me agradecer, princesa. Me deixa fazer você se sentir bem. É o mínimo que posso fazer."

Era tão difícil negar-lhe qualquer coisa quando ele já tinha o peito dela na boca. Ele sorriu como se soubesse, puxando a outra alça lentamente para liberar seu segundo seio para ele, pronto para esbanjá-lo com toda a atenção que merecia. Ela adorava vê-lo ali, adorando seu peito arfante, perto, mas não tão perto que o tornasse estranho e fora de foco. Ela estava dividida entre rastrear sua língua habilidosa, afastando-se rapidamente, e seus olhos, observando-a por sua vez - querendo ver o que funcionava e o que não funcionava tão claramente em sua íris.

Um ronco a lembrou de que eles não estavam sozinhos. "Draco," ela sibilou, empurrando gentilmente os ombros dele, "Zabine ainda está aqui!"

Ela sentiu a boca dele se curvar em um sorriso contra a sua pele. "Isso te incomoda... ou te excita?"

Um olhar para ela deve ter mostrado a ele como suas pupilas explodiram com o mero pensamento de serem pegos juntos. Ela estava deitada ali, seminua na cama dele, e tudo o que faltava era Blaise abrir os olhos para ver tudo. Ela queria que ele fizesse? Ela queria que ele assistisse? Hermione se contorceu nos braços de Draco. Ela pensou que poderia querer.

A voz rouca de Draco a trouxe de volta ao momento. "Você confia em mim?"

Havia uma pergunta carregada de significado. Ela raciocinou que parte dela precisava confiar, porque ela estava descansando em seu colchão, novamente, sabendo exatamente ao que isso a levara da última vez. Ela não tinha certeza se isso era confiança ou se era o seu próprio desejo masoquista de arruinar a sua própria vida. Que ele arruinasse a vida dela por ela... ou apenas para que ele a arruinasse, ponto final.

Seus olhos brilharam de diversão quando ele viu seus pensamentos passarem por seu rosto. "Relaxe, Granger. Você vai gostar, eu prometo."

"Você não tem como saber." Hermione zombou, enquanto ele empurrava a blusa dela para cima, as mãos subindo pelos braços dela, levantando-os acima da cabeça dela.

Ele sorriu para ela enquanto se movia para montá-la. "Eu sei, no entanto."

De repente, Hermione sentiu uma corda envolvendo seus pulsos. Ela ergueu os olhos assustada, percebendo que ele havia pegado sua varinha - provavelmente debaixo do travesseiro de novo - para amarrá-la na cama. "Malfoy, o que-"

"Sh sh shhh..." Ele murmurou, agora tomando seu próprio tempo para beijar desde a parte interna do seu pulso até o ombro.

"É sério, seu ferimento ainda está fresco-" sua repreensão derreteu em um gemido quando ele encontrou aquele ponto doce em seu pescoço, logo abaixo de sua orelha, e o mordiscou suavemente.

"Confie em mim."

Lá estava aquela palavrinha imunda de novo - confiança. Hermione não tinha certeza se realmente havia confiado em alguém desde que seus pais foram embora. Harry e Rony, claro, mas era basicamente isso. Todos os outros sempre a decepcionaram. Talvez não McGonagall..., mas quão patético seria admitir isso em voz alta?

Antes que ela pudesse responder, Malfoy empurrou as calças de pijama dela para baixo e separou suas pernas, amarrando seus tornozelos nos postes inferiores da cama.

Ela estava amarrada. No quarto dos Comensais da Morte. Nua.

Hermione, que porra você está fazendo?!

"Você tem alguma ideia de como você é deslumbrante?" Malfoy perguntou enquanto se reposicionava cuidadosamente ao lado dela, uma mão apoiando sua própria cabeça, enquanto a olhava descaradamente, de braços abertos e nua diante dele. Seus dedos roçaram onde seus lábios estiveram antes, descendo por seu braço, mas ainda longe, evitando propositalmente seus seios, colocando fogo na pele de sua caixa torácica. "Linda para caralho." As pontas de seus dedos dançaram sobre seu abdômen, seu quadril, então pressionaram um pouco mais possessivamente sobre sua coxa, fazendo-a estremecer contra ele. "E totalmente minha."

Bem, pelo menos ele está começando a soar como antes. Hermione se contorceu, testando suas restrições, mas ela realmente deveria ter pensado melhor antes de duvidar das proezas mágicas de Malfoy. Ela olhou para ele. "Bem. Prossiga, então."

Ele olhou para ela por um momento antes de cair na gargalhada. Hermione resmungou, não compartilhando de sua alegria enquanto lançava um rápido olhar para Zabine, certificando-se de que ele ainda estava dormindo na cama ao lado. Ela nuna conseguiu evitar sentir um tesão insano pela manhã, mas normalmente ela fazia algo a respeito, sozinha. Exceto agora, Malfoy - que não estava ajudando em nada parecendo criminalmente em forma e estando incrivelmente sem camisa - havia tirado essa habilidade. Portanto, o mínimo que ele podia fazer era substituir o lugar dela.

"Prossiga, então? Merlin, Granger. Não é de se admirar que você costumava ter tanta dificuldade para gozar."

"Vai pro inferno!"

Malfoy se inclinou em seu ouvido e o movimento repentino fez a respiração de Hermione ficar presa na garganta. "Eu não vou, e eu não acho que você realmente quer que eu faça isso, amor." Ele sussurrou enquanto seus dedos subiam pela parte interna da coxa dela.

Hermione soltou um gemido embaraçoso, tentando mexer o corpo o suficiente para mover o toque dele para onde ela realmente queria – não, precisava. Ele estava em cima dela e parou um pouco.

"Paciência, Mione, paciência." Seus olhos se fixaram nos dele ao ouvir seu apelido sair de sua língua. Ela sentiu como se ele a estivesse provocando, por usá-lo apenas no calor do momento.

Ele pairou seus lábios sobre os dela. Hermione tentou esticar o pescoço, pelo menos querendo tirar um bom beijo de todo esse negócio frustrante, mas ele recuou com o movimento dela, seus olhos observando os lábios dela, hipnotizados, enquanto ele lambia os próprios. Hermione rosnou.

"Eu também gosto de você assim" Malfoy sussurrou.

"Completamente irritada e sexualmente frustrada como o inferno?" Hermione cuspiu de volta.

"Desesperada. Carente." Ele sorriu e se inclinou para beijar seu pescoço, murmurando as próximas palavras em sua pele. "Tão malditamente pronta para mim que poderia simplesmente explodir." A mão dele continuava explorando todas as áreas mais inocentes dela. "Eu vou provocar você até que você não aguente mais, Granger. E então, só então, eu darei o que você quer."

Ah, ele era ruim. Tão pecaminosamente, deliciosamente ruim que era bom. Malfoy foi fiel à sua palavra e continuou fazendo cócegas e beijando seu corpo, ou às vezes apenas soprando ar quente em sua pele para provocar um exército de arrepios, até que Hermione pensou que ela ia perder o controle, emocionada por estar a um grito de ser descoberta por um terceiro, até que finalmente, finalmente, ela sentiu o toque dele, leve como uma pluma, contra seus lábios internos.

"Obrigada!" Ela choramingou, fechando os olhos e jogando a cabeça para trás no travesseiro. Se ela tivesse pensado em suas palavras, ela teria ficado embaraçada além da crença, mas ela estava longe demais para registrar coisas como vergonha. Ela quis isso, bem, qualquer coisa realmente, por pelo menos meia hora, e ela aceitaria o que ele estivesse disposto a dar a ela neste momento. Seus dedos se arrastaram para cima e para baixo sobre ela, com muita ternura. "Obrigada, Malfoy -"

"Draco."

Os olhos de Hermione se abriram para vê-lo olhando para ela, seus próprios olhos famintos e quase negros de luxúria. "O quê?" Ela perguntou confusa.

"Eu gosto quando você me chama de Draco."

Ela engoliu em seco, contemplando seu pedido. Parece... íntimo demais. Ela estava vagamente ciente de que tinha começado a escorregar recentemente, desde o encontro deles, mas... ele não era um Draco para ela; pelo menos, ele não deveria ser. Os primeiros nomes implicavam familiaridade, uma relação amigável que eles com certeza não tinham - Isso o tornava mais humano, declarava que ele não era um monstro, significava - Ele lentamente começou a tirar os dedos dentre as pernas dela, e Hermione percebeu que estava ferrada. "Foda-se, não, tudo bem - Draco. Vou chamá-lo de Draco."

Ele abriu um sorriso quando seus dedos a separaram. "Sim, Hermione?"

Oh, esse maldito idiota. Ela não tinha acabado de dar a ele o que ele queria? Ela empurrou para baixo seu orgulho. "Por favor, Draco."

Seu sorriso foi torto. "Isso não foi tão difícil, foi?" Ele deslizou um dedo dentro dela enquanto se inclinava para beijá-la, engolindo seu suspiro. Ele estava certo, a provocação, a negação proposital de sua satisfação por minutos (horas?) tinha feito até mesmo o pequeno ato de ser tocada parecer o paraíso. Ela chegava ao terceiro nível desde os 15 anos, em alcovas desajeitadas, em momentos apressados, mas nunca se sentiu assim, como acontecia com ele. Antes, sempre parecia que os meninos descobriam como o corpo feminino funcionava e reagia, mas não como fazê-lo cantar. Os dedos anteriores nunca a fizeram balançar os quadris, tentando foder a merda da mão do cara.

Draco se afastou rindo. "Calma, amor. Você vai machucar seus tornozelos."

"Por favor, Draco, por favor-" ela não sabia mais pelo que estava implorando (mais dedos, mais pressão, seu pênis?), mas ela sabia que ele poderia dar a ela.

"Caralho, eu amo ouvir você implorar." Era a primeira vez que sua voz se aventurava no reino da urgência. Hermione se sentiu pelo menos um pouco melhor sabendo que seu próprio desespero deve ter sido transferido para ele. Não seria justo ter tanto tesão sozinha.

Draco acrescentou outro dedo, fazendo Hermione gemer. "Sim." Ele bombeou dentro e fora dela enquanto seu polegar encontrava seu clitóris, esfregando círculos apertados.

"O que você quer, Hermione?" Ele perguntou suavemente, sua voz mais grave do que ela jamais tinha ouvido, enquanto ela se balançava o máximo que podia no ritmo de suas ministrações, os sons úmidos de seus dedos nela saqueando seu núcleo como música para seus próprios ouvidos.

Hermione mordeu o lábio, não querendo ceder a ele novamente. Ela estava conseguindo exatamente o que queria e não via mais razão para se rebaixar por causa do prazer doentio dele. Ela era uma deusa e sendo adorada e—

Porra! Hermione se engasgou quando a mão livre de Draco beliscou um de seus mamilos com força. Depois de seus doces toques e beijos por todo o corpo dela, a ação parecia ainda mais brutal. "Achei que fosse para você me agradecer..." ela sibilou.

Draco sorriu para ela inocentemente, antes de tirar a mão de dentro dela e se inclinar para beijar melhor o mamilo dolorido, misericordiosamente lambendo a língua sobre ele. "Espero uma resposta quando faço uma pergunta."

Ai, esse filho da puta. Ok, então a poção definitivamente tinha passado e seu eu arrogante e sedento de poder estava de volta com força total. Hermione apertou os lábios em uma linha fina teimosamente, recusando-se a ceder. Dois poderiam jogar este jogo. Então novamente... ela ainda estava amarrada a sua cama. Uma emoção a percorreu, fazendo seu corpo tremer por um segundo. Estar amarrada à cabeceira da cama de um Draco chapado parecia ter conotações muito diferentes de estar amarrado à cama do Malfoy normal - quando ele estava alerta e atirando com todas as suas habituais sinapses obscuras. Ela se perguntou o que diabos ele estava prestes a fazer com ela, considerando que ele poderia fazer praticamente qualquer coisa que quisesse.

Os dedos ainda úmidos de Draco deslizaram para o outro seio dela, a sensação sublime que ainda prometia problemas. Hermione curvou os dedos dos pés, pensando que estava começando a entender o que estava para acontecer a seguir e qual seria a sua reprimenda por continuar fugindo de sua pergunta.

Draco riu, gostando de observar a expectativa dela. "Você pode me parar, você sabe. Apenas responda à pergunta, Hermione." Seus dedos continuaram circulando, fechando-se em sua auréola. "Apenas me diga o que você quer."

Hermione mordeu a língua, olhando-o bem nos olhos enquanto sua mente gritava, você, você, você, repetidamente.

Ele levou o lábio inferior à boca, a imagem do autocontrole quando o polegar e o indicador se fecharam ao redor do mamilo endurecido. "Última chance, amor."

Hermione ergueu o queixo desafiadoramente, quase dando permissão a ele para maltratá-la. E talvez ela estivesse; talvez, se ela realmente pensasse sobre isso, ela perceberia que queria sentir um pouco de dor neste mar de prazer. Ela queria uma sacudida para mantê-la presa a esta Terra e lembrá-la de quem ela era e o que ela estava fazendo com esse homem. Ela queria um pouco do castigo que só ele parecia ser capaz de lhe dar.

Os olhos de Draco brilharam e ele apertou, fazendo a mandíbula de Hermione cair para deixá-la gemer enquanto seu mamilo ardia ferozmente. Ela se recusou a quebrar o contato visual com ele, querendo que ele visse que ela não tinha medo dele.

Ele se inclinou e a beijou, afundando a mão em seu cabelo, embalando-a perto. "Você é uma garota tão boa para mim, não é?"

O quê? Ela não tinha acabado de desafiá-lo?

Ele beijou sua mandíbula, seu pescoço, seu peito, abrindo caminho entre suas pernas, onde se acomodou. "Aguentando essa dor por mim, amor."

Por que ela gostava tanto desse cara?

A língua de Draco deu-lhe uma lambida vigorosa de sua entrada até seu clitóris, e, ah sim, ela se lembrou exatamente por que estava atraída por ele. Porque ele podia fazê-la se sentir assim. Hermione choramingou e lutou contra suar cordas novamente, querendo nada mais do que soltar as mãos para que pudesse afundar os dedos em seus fios lustrosos e segurá-lo lá contra seu sexo latejante até que ele fizesse algo a respeito.

"Draco -"

"Sim?" Ele respondeu imediatamente, como se não esperasse nada menos do que o completo desmoronamento dela agora.

"Me fode, por favor", ela implorou. O fato de que isso era tudo o que ele havia pedido para ela admitir momentos antes, estava completamente perdido para ela.

"É isso que você quer, amor?" Ele murmurou contra seu clitóris, sua língua passando de um lado para o outro.

"Sim, sim, Draco, isso é o que eu quero. É tudo o que eu quero-" Ela se engasgou com as palavras quando os lábios dele cercaram sua protuberância e ele a chupou com força. "Porra-"

"Mas você me disse que eu não podia." Ah não. Ah não, não, não. Este bastardo não ia fazer isso com ela. De todas as instâncias possíveis que ele poderia ter escolhido para ouvi-la, ela faria isso agora?! Hermione queria gritar. "Você me disse que eu tinha que me recuperar." As mãos de Hermione se fecharam em punhos perto de seus postes. Talvez Malfoy amarrá-la não tivesse nada a ver com intensificar o prazer dela, mas tudo a ver com impedi-la de matá-lo quando ele fizesse uma façanha como essa. "Você não quer que eu me machuque, não é?" Ele provocou, seus lábios carnudos e já brilhando com seus sucos.

"Honestamente, eu não dou a mínima para isso agora", ela rosnou.

Ele riu, parecendo estranhamente orgulhoso. "Não se preocupe, Hermione. Eu só vou ter que te fazer gozar com a minha boca hoje. O que você acha?"

Não era como se ela tivesse uma escolha no assunto. Draco ficou confortável entre as coxas dela, passando os braços por baixo delas, e parecia que ele estava experimentando todas as formas e movimentos diferentes do universo, vendo o que a fazia gemer mais alto. Hermione assistiu, forçando a cabeça para ver, enquanto a língua dele corria para a esquerda e para a direita, para cima e para baixo, seus lábios às vezes sugando e puxando os lábios dela para trás suavemente, lambendo e passando. A visão era tão erótica. Ela nunca se cansaria de vê-lo ali, entre suas pernas, lambendo-a como se fosse o primeiro sorvete de casquinha que ele já havia provado em sua vida, e a experiência por si só fosse o suficiente para levá-lo ao êxtase. Ele queria mapeá-la e conhecê-la por dentro e por fora - era óbvio em seu rosto. Ele levava o prazer dela mais a sério do que qualquer outra pessoa, estudando-o, memorizando-o, fazendo tudo ao seu alcance para aprender sobre seu corpo melhor do que ela mesma. Sua língua nunca parava de se mover, hesitante, descontroladamente, de vez em quando abaixando-a para molhá-la novamente com os sucos dela. Pelo amor de Merlin. Ela já queria desesperadamente algo nela. Ela podia sentir as cordas cortando seus pulsos enquanto tentava puxá-las, tentando se libertar...

Porra. Suas sobrancelhas se franziram e um gemido patético saiu de sua garganta. Ela realmente gostava de lambidas deliberadas com a língua plana. Ele beijou seu núcleo com um sorriso. "Boa menina. Da esquerda para a direita e lentamente para cima. Entendi. Vamos ver como você se sente sobre os círculos."

Hermione gritou um pouco alto demais, aparentemente também amando círculos, apertando os olhos fechados enquanto sentia seus quadris estremecerem em sua boca, forçando-o a desembaraçar seu braço e firmar sobre ela, mantendo seus quadris baixos - e ela soube. Ela soube que havia acordado Zabine e que agora ele os estava observando. Ela mordeu o lábio, tentando suprimir um novo som imodesto.

"Merda, Hermione, você acabou de ficar muito molhada." Ele não precisava dizer a ela, ela já sabia disso também. Ela sentiu isso. A única coisa que ela ainda não estava pronta para olhar era para o público. Claro, isso não a impediu de se perguntar se Zabine agora estava se tocando, começando a observar Draco agradando sua... bem, o que quer que Hermione fosse para ele.

"Dentro, por favor..." Ela implorou, esperando que ele desse a ela seus dedos de novo, mesmo que não fosse seu pênis. Ele pareceu ter pena dela e cedeu, afundando dois dedos em seu centro quente e aveludado. Ela arqueou as costas, empurrando o peito para o céu. Ela tinha o desejo irresistível de dar um show, de projetar seu prazer em vez de sufocá-lo, porque Draco a estava agradando. Ele a colocou a um centímetro de sua vida, e ela pensou que o mundo - ou apenas qualquer um que estivesse lá para observá-los - deveria saber disso.

"Foda-se." Aquela voz era áspera como a de um fumante. Essa voz não era tão profunda. Aquela voz pertencia a Zabine.

Hermione continuou recusando-se a reconhecer sua presença, enquanto secretamente se deleitava com isso. "Essa é a minha garota", Draco sussurrou para ela, bombeando seus dedos ritmicamente, fazendo uma onda que fazia os dedos dos pés dela se apertarem. "Goza para nós, amor."

Nós. Hermione se engasgou com a palavra, abrindo os olhos para poder ver o rosto emocionado de Malfoy, querendo deixá-lo vê-la obedecê-lo, querendo ganhar seus elogios. Ele trouxe sua boca para seu clitóris mais uma vez, chupando-a sobre a borda de seu precipício, absorvendo seus espasmos com um braço ainda prendendo seus quadris na cama.

Hermione sentiu como se tivesse demorado uma eternidade para voltar do alto. Quando ela o fez, Draco havia se reajustado ao seu lado, e ela ouviu a porta do banheiro se fechando. Ela olhou ao redor da sala, ainda bastante fora de si. "Onde ele foi?"

O sorriso de Draco dobrou de tamanho quando ele voltou a traçar as pontas dos dedos delicadamente para cima e para baixo no meio do peito dela. "Tomar um banho frio, provavelmente."

Hermione assentiu, relaxando no colchão como se fosse sua nuvem pessoal. "Certo, certo."

"Então, gostou do seu agradecimento?" Ele questionou arrogantemente.

"Sim." Ela não via sentido em mentir.

Ele riu enquanto pegava sua varinha mais uma vez e a desamarrava, levando um de seus pulsos de cada vez aos lábios, para beijar as marcas que suas cordas deixaram nela. "Você precisa ter mais cuidado, Hermione", ele murmurou.

Ela bufou, inclinando a cabeça para ele. "Ou talvez você só devesse ser ruim no que faz."

Ele parecia tão, tão feliz agora, brincando com os dedos dela. "Você gostou dele nos observando, não é?"

Merda. Então eles realmente iriam falar sobre isso mais um pouco? Hermione imaginou que se ele insistisse nisso, ela poderia muito bem usar o tempo para obter mais informações dele - mas desta vez, informações apenas para alimentar sua própria curiosidade, e a de mais ninguém. "Vocês dois já...?"

Ele inclinou a cabeça graciosamente enquanto seus dedos se entrelaçavam. "Já o quê?"

Vamos... trabalhe comigo. "Vocês dois já..." ela engoliu em seco, "experimentaram juntos?"

"Eu? Com Blaise? Não," Malfoy respondeu com um encolher de ombros. "Sempre soube que era hétero."

Certo, claro. Isso faz sentido. Hermione não ficou desapontada em si, mas ela sentiu como se algo tivesse sido roubado dela.

Ele levou as costas da mão dela aos lábios, com um sorriso malicioso. "Nós já transamos com garotas juntos, se foi isso que você quis perguntar." E estamos de volta ao jogo! Draco estudou a reação dela de perto, tentando decifrá-la, seus olhos brilhando. "Por quê?"

"Curiosidade", Hermione guinchou um pouco rápido demais.

Seu sorriso se contorceu, mas ele pareceu satisfeito em deixar o assunto para lá, desta vez. "Você quer almoçar comigo?"

Hermione se engasgou, girando seus pulsos para virar o relógio para ela. "Merda! Que diabos, Malfoy?"

Ele riu. "O quê? Eu já te disse que horas eram mais cedo. Eu deveria te dar atualizações de hora em hora?"

Hermione gemeu, recolhendo suas roupas e puxando-as ao acaso. "Droga, preciso pegar a capa com Daphne. Será que ela está no dormitório?"

Draco se empurrou para a cabeceira da cama, curtindo o pequeno show que ela estava dando ao pular na frente dele, pulando em suas calças. "Duvido. Conhecendo Daphne, ela aproveitou que você esqueceu a capa com ela e deve ter invadido a Grifinória para dormir com Potter."

Hermione parou por um segundo, estudando ele. "Isso não te incomoda?"

"O quê?"

"A sua melhor amiga gostar de Harry."

Ele pareceu refletir alguns segundos, como se não fosse a primeira vez que pensava sobre o assunto. "Ela luta contra isso há anos. Obviamente não gosto da ideia de ela querer um cara que já nasceu com um alvo grudado na testa, mas é ele quem ela quer. Infelizmente essas coisas não se escolhem." Malfoy olhou para ela intensamente.

Ela engoliu em seco, de repente não querendo mais se aprofundar no assunto. "Posso pegar suas vestes emprestado? "

Draco riu. "Elas vão te deixar pequena, mas aposto que você vai ficar adorável."

Hermione lhe mostrou a língua, mas achou que era a melhor solução que ela tinha. "Tudo bem. Mas você não vai almoçar." Ele estava prestes a protestar, então ela continuou: "Estou falando sério, seus ferimentos foram graves. Descanso e cama." Ela passou a língua pelos dentes sob o lábio superior, travando um pequeno debate interno consigo mesma. Não importa de que maneira ela caísse, ela sabia que estava perdendo. "E sem sexo por alguns dias."

Ele ergueu uma sobrancelha encantado. "Essas são as ordens da minha curandeira... ou suas?"

"Ambas." Ela não se importava com o que ela estava insinuando, que ela estivesse basicamente pedindo para ele parar de fazer sexo com meninas aleatórias, porque pelo menos no momento, ambos eram realmente verdade.

"Bem, você pode pelo menos me trazer um pouco de comida, então?"

"Não," ela bufou, pegando um dos sobretudos do guarda-roupa dele e colocando-o em torno de seu corpo - ele estava certo, isso a fazia parecer uma criança pequena. "Peça a um dos seus amigos para fazer isso. Eu voltarei depois das aulas para verificar o meu trabalho. Fique na cama." Ela apontou um dedo para ele.

"Sim, senhora."

Hermione pensou no sorriso malicioso que ele lançou para ela o dia todo.