AVISO: A cena do final do capítulo envolve aspectos de BDSM. Se isso te incomodar, você foi avisado.


Era incrível como a vida de Hermione se tornava fácil sem Malfoy andando pelos corredores complicando tudo para ela. Ela ria com Harry e Rony nas refeições, ela deixava Terry carregar seus livros entre as aulas, caramba, ela até deixava ele dar um beijo de boa noite nela na segunda-feira, depois de terem passado a noite estudando juntos na biblioteca. A vida era boa. A vida era ótima.

Seus dias eram dela novamente, mesmo que as suas noites ainda fossem atormentadas por fantasias e memórias e - Merlin, ela não conseguia parar de pensar na maneira como Malfoy mencionara casualmente ter sexo a três com Zabine. A ideia disso consumiu completamente sua mente e era uma maravilha que ela pudesse até mesmo adormecer com o quão quente e incomodada ela ficou pensando nisso. Que posições eles fariam? Quanto eles dividiram? Como tudo funcionava? - Não vá por esse caminho, Mione. Pare com isso.

Independente de tudo isso, seus dias agora eram zonas livres de Malfoy. Exceto à noite, quando ela tinha que ir visitá-lo para verificar os seus ferimentos, certificando-se de ir em uma hora em que todos os outros também estivessem no dormitório. Era difícil pensar em qualquer coisa sexual quando Crabbe estava sentado na cama ao lado.

Quando ela entrou no quarto aquela noite, encontrou Draco cochilando com um moletom azul marinho que ela nunca tinha visto antes. Ele aconchegou a cabeça no ombro com o capuz levantado e, por algum motivo, isso queimou algo dentro dela. Ele parecia tão angelical e pacífico e...

"E aí, querida!" Blaise disse, feliz como o inferno por tê-la pegado cobiçando seu melhor amigo adormecido.

Hermione limpou a garganta. Ela não conseguia olhá-lo nos olhos desde que ele assistiu ao seu clímax, embora ele nunca tivesse aludido a isso como se não fosse grande coisa, apenas uma ocorrência cotidiana. Ela também sentiu que quanto mais ela fingia que Blaise não existia, mais ela podia fingir que nada tinha acontecido. "Estou aqui para verificar a recuperação dele."

"Então verifique." O menino bonito cruzou as pernas na altura dos tornozelos, ainda descansando na cama, virando a página da revista de um jeito que parecia legal e sem esforço.

Hermione se sentou ao lado de Malfoy, não tendo ideia de como ele conseguia dormir com toda a confusão que seus colegas de quarto estavam fazendo. Ele deve ter se acostumado depois de seis anos. "Malfoy", ela disse suavemente, empurrando seu ombro. "Malfoy", ela repetiu um pouco mais alto. Droga, até o modo que ele acordou, todo atordoado e confuso, estava fazendo seu coração aquecer. Ela sentiu um terrível puxão nas cordas do seu peito. Ela empurrou o sentimento para baixo. "Acorda dorminhoco."

"Granger", ele resmungou, sua voz rouca e sexy demais para o bem dela.

"Levante seu moletom."

Ele sorriu fazendo isso. "Bem. Prossiga, então", ele repetiu sua frase anterior de volta para ela.

Ela mordeu o lábio traidor para que ele não pudesse nem pensar em formar um sorriso. "Sabe, eu acho que gostava mais de você quando estava todo dopado e fofo."

"Ah, é? É só me deixar bêbado." Ele piscou. "Dá praticamente no mesmo."

Ela teve dificuldade em acreditar nisso. "Sério?" Ela desafiou. "Você está me dizendo que Draco Malfoy é um bêbado sentimental?"

"Sim." Ele encolheu os ombros. "Às vezes."

Ela queria fazer-lhe algumas perguntas de complemento, mas em vez disso se engasgou quando finalmente olhou para seu abdômen, azulado e muito mais magro do que quando o tinha visto pela última vez. "Malfoy, que merda - você comeu alguma coisa?"

Ele parecia um pouco envergonhado, uma expressão que ela nunca tinha visto nele antes. "Eu tentei-"

"Tentou?!" Ah, ela estava brava. "Malfoy, se minha magia não funcionou, você precisa ir para a ala hospitalar, pelo amor de Merlin!"

"Eu não posso deixá-la descobrir-"

"Madame Pomfrey não vai saber que foi por causa do ataque, apenas diga que Blaise fez algo estúpido e você precisa consertar seu estômago, ela vai acreditar!"

"EI!"

Hermione ignorou Blaise, muito ocupada criticando Malfoy. "Você precisa comer... Apesar de ter aprendido muita coisa, eu só estudei medi-bruxaria por conta própria. Ainda sou apenas uma aprendiz e claramente você precisa de uma curandeira profissional. Ela não vai te prender, ela só vai querer ter certeza de que você fique vivo!"

Hermione não podia acreditar que Malfoy realmente parecia estar murchando sob sua ira, mas, novamente, ela supôs que poucas coisas a faziam se irritar tanto quanto as pessoas que não cuidavam de si mesmas.

"Tudo bem."

"Ótimo", ela disse com firmeza. "Não faça todo o meu trabalho duro para salvar sua bunda ir para o lixo." Ela puxou seu suéter de volta para baixo sobre seu estômago. "Além disso, provavelmente seria bom mostrar seu rosto novamente pelos corredores, para que os alunos não comecem a achar que você realmente morreu. As pessoas falam. E eu não quero ser acusada de finalmente surtar e matar você."

Ele lambeu os lábios e deu a ela um sorriso tímido. "Você seria a suspeita número um."

Ela riu e se levantou, finalmente olhando para Blaise. "Certifique-se de que ele vá para a ala hospitalar ou será a sua cabeça que eu vou espetar."

"É uma coisa de curandeira ser tão mandona?" Ele gritou atrás dela. Hermione sorriu enquanto escapava pela porta. Ela supôs que era.


Oh, Merlin... Hermione pensou enquanto subia as escadas da masmorra e entrava no Hall de Entrada. Quando tudo ficou tão... assim? Ela nem sabia mais em que pé ela e Malfoy estavam - não realmente. Ele foi sua missão, então seu interesse amoroso, se transformou em seu pesadelo e então em seu paciente - que era tão fofo e carente… ela só queria envolver seus braços em volta dele e - pare com isso.

Ela tinha que lembrar que Malfoy não era a pessoa que ele era quando estava dopado – honesto e afetuosamente vulnerável. Ele era quem ele tinha sido na floresta. Frio. Calculista. Manipulador. Ele era um sonserino e Hermione nunca seria igual porque ela escolheu não ser - e isso é tudo. Claro, um pouco de sua personalidade alterada pela poção parecia persistir em todas as suas interações desde então, quase como se ele estivesse com muito medo de mostrar essa parte de si para ela antes, mas depois de ver o quanto Hermione realmente gostou, ele deixaria sair um pouco mais - mas não. Era muito pouco e já era muito tarde. Sim, talvez se esse fosse o único lado dele, seria uma história diferente, mas não era. Ele matava pessoas. Esse era o trabalho dele.

Enquanto isso, ela sonhava em salvar pessoas. Realmente há um abismo muito grande aqui. Por que dizem tanto que os opostos se atraem?

"Hermione!" Ela se assustou com o som da voz de Terry quando ele entrou pela porta da frente com uma vassoura no ombro, seu cabelo varrido pelo vento e um sorriso alegre no rosto. Ela observou os companheiros de equipe, com quem ele entrou, começarem a subir as escadas de volta para o dormitório, claramente com a intenção de dar a eles um pouco de privacidade. "O que você está fazendo aqui?"

"Uh," Hermione começou nervosamente, sentindo-se como se estivesse traindo alguém. Era ridículo, porque ela era uma mulher solteira e podia fazer o que quisesse, mas a sensação de desconforto permaneceu. A única pergunta era: quem ela sentia que estava traindo neste momento? Draco, de cujo quarto ela havia acabado de sair e que poderia subir esses degraus atrás dela a qualquer momento - considerando que ela disse a ele para ir para a ala hospitalar - ou Terry, que não havia feito nada de errado (durante a vida?) e o único crime parecia ser querer passar mais tempo com ela. A escolha deveria ser fácil, mas não era. "Eu estava na sala de poções", ela mentiu, balançando a cabeça um pouco demais. Pelo menos ela estava preparando a poção de Harry antes de ver Malfoy...

Terry a lançou um sorriso afável. "Uau. Tem certeza de que não deveria estar na Corvinal? Fazendo crédito extra até tão tarde da noite?"

Ela o agradou com uma risadinha. Ela mentiu pelo bem de Malfoy antes, mas sob ameaça de danos corporais às pessoas que ela amava. Mas ele não pediu para ela mentir sobre isso... ela apenas mentiu. Ela se sentia suja, mas faria isso de novo. "O que posso dizer, eu simplesmente não me canso", ela forneceu desajeitadamente, brincando com seu cabelo.

"Hermione," Terry disse sério, dando um pequeno passo à frente, instantaneamente deixando Hermione alerta. Ela se forçou a não olhar por cima do ombro para ver se alguém estava vindo. "Eu não consigo de parar de pensar naquele beijo."

Hermione sentiu o ar esvaziar seus pulmões - Malfoy disse quase exatamente a mesma coisa na detenção, todas aquelas semanas atrás e seu coração quase parou com isso. Agora, seu coração quase fez o mesmo, mas não por causa de Terry, mas porque ele acabou de lembrá-la da última vez que ela ouviu essa frase. Aquela vez com Malfoy. Hermione fechou os olhos com força. Ela estava muito mais envolvida do que ela percebeu. Aparentemente não importava o que ela tinha visto na floresta ou o que Malfoy fazia com as pessoas; seu coração sangrava por ele do mesmo jeito, apesar de tudo o que aconteceu e dos desejos de sua própria mente. Ela não queria continuar pensando nele, ela não queria ansiar por ele, mas aparentemente ela não tinha absolutamente nada a fazer sobre o assunto. Assim como ela meio que sentia que não tinha voz em mais nada em sua vida.

Ela precisava de uma intervenção.

Que porra estou fazendo? Ela abriu os olhos para ver Terry, sua expressão nervosa por ter sido deixado esperando, mas ainda tão ingenuamente esperançoso de que ela pudesse encontrá-lo ali em sua confissão, que ela entrou em pânico. Ela queria gostar dele, desse cara maravilhoso que claramente se importava com ela e queria conhecê-la. Terry seria absolutamente perfeito e lhe daria uma vida perfeitamente feliz – quer dizer, se ela apenas lhe desse uma chance. Quem se importava com o que Malfoy pensava de tudo isso - ele era uma pessoa má, e sua obsessão por ele acabaria agora. Acabou hoje.

"Bem, isso é ótimo." Ela sorriu com a risada resultante dele e olhou para o chão, tentando esconder o rubor dele. Ele realmente era tão fofo. "Você quer ir a algum lugar?" As palavras saíram de sua boca antes que ela realmente pensasse nelas, desesperada para sair deste corredor aberto, mas ela desejou muito poder retirá-las quando viu os olhos dele se arregalando, olhando para os dela. Porra. "Merda - me desculpe, eu não quis dizer isso - eu não estou tentando transar com você ou qualquer coisa, pelo menos não ainda-" Merda. Ela não deveria ser permitida falar em público. "Droga", ela murmurou baixinho.

Terry riu, pegando a mão dela e tentando acalmar os seus nervos abalados. "Sim, podemos ir a algum lugar, e sim, vou garantir que você não tente transar comigo ainda."

Você é perfeito, Terry. Hermione sentiu uma pequena borboleta bater asas em seu estômago enquanto ele a levava para um passeio ao redor do lago, alegremente complacente em não fazer nada além de segurar sua mão e conversar. No final daquela hora, foi a primeira vez que Hermione realmente pensou que talvez ela não estivesse tentando usá-lo como muleta para esquecer outra pessoa. Talvez ela pudesse gostar dele e ponto final.


"Aí está a minha curandeira favorita." Hermione ouviu a voz dele poucos segundos antes de um braço comprido envolver seus ombros, pesando-a mais do que apenas fisicamente. Ela sabia que Malfoy esteve na ala hospitalar por alguns dias, mas aparentemente ele tinha acabado de receber alta, bem na hora do café da manhã de sexta-feira.

Ela desconfortavelmente se livrou de seu aperto, esperando que ninguém tivesse visto o movimento enquanto eles cruzavam a soleira do Salão Principal. Ela se virou para encará-lo, vendo-o controlar o lampejo de traição que brilhava por trás de seus olhos, temperando-o com fria apatia. "Você está se sentindo melhor?"

Ele sustentou seu olhar por cerca de três segundos a mais, avaliando-a. Ele realmente precisa descobrir como funciona o contato visual. "Muito." Ele lançou um olhar para seus amigos na mesa da Sonserina, já esperando por ele. "Podemos falar sobre isso com crepes?" Havia um tom definitivo em sua voz que ela não ouvia há algum tempo.

"Hum," Hermione disse desajeitadamente, puxando a ponta de sua própria trança, "talvez mais tarde." Ela se virou, sentindo que dar as costas para ele não era a ideia mais inteligente, mas ainda bastante orgulhosa de si mesma por estar indo embora. Ela reconheceu que algo era ruim para ela, então ela parou de se envolver. Hermione mentalmente se deu um tapinha nas costas por seu trabalho bem feito.

Terry a puxou para um beijo na bochecha enquanto ela se acomodava no banco ao lado dele. Eles começaram a dividir as refeições entre as mesas da Corvinal e da Grifinória, apenas para que Hermione pudesse ter uma folga dos amigos dele. Eles eram extremamente falantes e esnobes pela manhã, de um jeito que Hermione não estava preparada. Qual era o sentido de todas as suas corridas se ela ficava estressada e logo depois precisava de outra para relaxar? "O que é que foi aquilo?" ele perguntou curioso, apontando com a cabeça para Malfoy, que só agora parecia estar começando a caminhar para a mesa da Sonserina.

"Só coisas da monitoria." Hermione mentiu, de novo. "Ele esteve na ala hospitalar a semana toda, então tem muito o que atualizar."

"Bem, estou feliz que ele vai começar a fazer seu próprio trabalho novamente por aqui. Você tem estado muito sobrecarregada esses dias." Hermione deu a ele um sorriso caloroso, tentando amenizar suas preocupações e deixá-lo saber que ela tinha tudo sob controle. "Torrada?" Ele ofereceu.

Hermione olhou para suas opções. "Nah, eu nunca consigo deixar passar quando os elfos fazem crepes."


"Você está brincando com fogo, Granger!" Daphne disse enquanto se sentava ao lado de Hermione na aula de Herbologia no final do dia, enxotando rudemente sua parceira, Hannah Abbot, para o lado.

Hermione calçou as luvas de jardinagem, mexendo os dedos. "Como assim?"

Daphne cerrou os olhos. "Sério? É assim que você vai agir? Como se você não soubesse?" Hermione se recusou a dar a mínima atenção para ela, pegando a tesoura e removendo uma sujeira residual da manga. Parecia que Daphne realmente não tinha paciência para ficar falando nas entrelinhas. "Você está sendo uma vadia egoísta."

Hermione jogou o objeto metálico pontiagudo em sua estação de trabalho - sem nenhum motivo específico - apontando na direção da sonserina. "Do que diabos você está falando?"

"Você sabe. Você sabe, porra, essa é a pior parte de tudo isso."

Hermione deu uma olhada rápida na sala, vendo se Malfoy sabia que seu cachorro estava à solta. Parecia que ele estava notavelmente ausente desta aula. Ela se perguntou se ele apareceria para Poções mais tarde. "Eu sei do que você provavelmente está falando, mas não tenho ideia do porquê..."

Daphne jogou a cabeça para trás, gemendo. "Ugh. Você tem uma voz tão política às vezes, sabia disso? O pai do Draco faz a mesma coisa—"

"Eu não sou nada como ele!" Hermione rosnou, mostrando os dentes.

Daphne a lançou uma risada seca. "Então prove. Não fuja do assunto."

"Diga-me qual é a porra do problema e talvez eu não fuja." Hermione estava ciente de que elas estavam recebendo alguns olhares de seus colegas vizinhos, inclusive de Harry, mas felizmente a aula ainda não havia começado. Ela lançou um sorriso falso para Daphne, só para que as pessoas não pensassem que ela era louca. Ela não tinha certeza se teve o efeito pretendido.

"Draco. Draco é o problema. O que diabos você está fazendo com aquele mauricinho da Corvinal?"

"Eu estou namorando com ele", Hermione grunhiu, sentindo-se como um ventríloquo.

"Besteira."

Suas mãos começaram a tremer, tentando manter a voz e o rosto de acordo com a etiqueta socialmente aceitável dentro de sala de aula. "Eu realmente não pensei que curar Malfoy significasse que jurei lealdade ao seu lado-"

"Foda-se os lados, Granger." Daphne interrompeu Hermione, bastante vermelha. "Você esqueceu que eu estou com Harry? Que é uma merda fingir que apoio uma causa para proteger ele? Se meus pais descobrissem que eu quero jogar tudo para o alto e ficar com ele, nenhum de nós dois estaria a salvo."

Respire, respire, respire. Hermione realmente esperava que isso fosse algo que Daphne nunca admitiria para ninguém, pelo bem de seu melhor amigo. Tanto quanto Hermione estava tentando se recompor, Daphne parecia determinada a se autodestruir, contando toda a verdade, tentando fazer com que Hermione seguisse pelo mesmo caminho. Hermione observou as orelhas da tímida Hannah da Lufa-Lufa ficarem vermelhas e ela se afastou rapidamente, claramente tentando sair da zona de guerra, fingindo trocar de planta. Hermione gostaria de poder se juntar a ela para não ter que ouvir toda essa confissão também. "O que isso tem a-?"

Daphne ainda não tinha terminado. "Você acha que Draco sai por aí rastejando atrás de qualquer garota?" Ela jogou uma mão para cima. "Você não sabe a sorte que tem por ele gostar de você!"

Na ferida. "Eu não-" Hermione tentou, ainda mortificada "-eu não sei como ele se sente, porra-"

"E o pior de tudo, você nem mesmo dá valor a Draco. Você nem ao menos é recíproca com ele!"

O queixo de Hermione caiu. Ela se inclinou e considerou seriamente puxar a orelha de Daphne junto com ela. "Você está brava por eu não correr atrás do seu melhor amigo para transar?", ela sibilou. "É sobre isso?" A mente de Hermione disparou, pensando na vez em que Malfoy disse especificamente a ela que não estava fazendo nada com o corpo dela para obter algo em troca. Isso também era mentira?

"O quê? Claro que não, eu estou falando de sentimentos Granger e não de sexo!" Daphne respondeu como se fosse uma pergunta absurda - o que de fato era, "apesar de que isso também faz parte e seria uma coisa legal de se fazer." Hermione já tinha ouvido o suficiente. Ela se levantou para sair, mas Daphne agarrou seu pulso. "Olha. O cara gosta mesmo de você. Muito. Você sabe disso. Então pare de fingir que também não sente o mesmo."

Hermione ficou furiosa. "Vindo da pessoa que não tem coragem o suficiente de dar as costas para as suas crenças porque Harry tem um alvo nas costas" Ela puxou a mão violentamente.

"Eu largaria tudo para fugir com ele, se ele quisesse. E ele sabe disso. Mas você e eu sabemos que Harry vai lutar. E ele não vai ficar comigo abertamente, mesmo que eu abandone tudo, porque a primeira coisa que irão fazer é me caçar para atingi-lo."

Hermione não tinha como rebater isso.

"Só porque você e Harry se gostam de verdade, não significa que Malfoy tenha 'sentimentos' por mim." As aspas no ar vinham de sua crença teimosa de que os psicopatas não eram capazes de amar. "Só porque ele acha que me reivindicou, não quer dizer que eu tenha que me curvar aos desejos dele. Eu tenho permissão para fazer o que diabos eu quiser." Daphne abriu a boca com raiva, mas Hermione continuou o seu sussurro furioso. "Além disso, você quer que eu pare de brincar com ele? É ele quem está transando com outras pessoas! Vocês são tão hipócritas e insanos!"

Ela não deveria ter dito isso, porque Daphne pulou sobre ela como se isso fosse a pequena pepita de ouro que ela estava procurando o tempo todo. "Huh," ela sorriu, relaxando em sua cadeira, "então se ele parar de fazer isso, você vai dar a ele uma chance real?"

Hermione pressionou os olhos fechados e esfregou a testa. Se ela realmente quisesse estar com esse cara, claro, teria sido um primeiro passo brilhante e não algo que ele deveria ser informado - mas ele não o fez. Fim da história. "Olha, por que você não tenta resolver as coisas com Harry ao invés bancar o cupido para o seu amigo? Eu não sei como dizer isso a você de forma mais clara: eu não tenho interesse em Malfoy. Eu quero namorar Terry. Então, se vocês três pudessem me deixar em paz, isso seria ótimo." Ela incluiu Zabine na questão, pensando que tinha ficado muito boa em mentir nas últimas semanas, já que ela havia sido capaz de dizer isso sem tremer a voz.

"Covarde. Pelo menos eu disse a Harry que o amo", foi a frase que a apunhalou nas costas, enquanto Daphne caminhava até Sprout para coletar sua amostra do dia. Hermione tentou ignorá-la, mas doeu do mesmo jeito.

Parecia cada vez mais claro para ela que a única chance que ela tinha de realmente lutar para sair dessa tempestade de merda - para si mesma e, aparentemente, também para os outros - era se apaixonar. Ela precisava. Só não por Malfoy. Por qualquer pessoa que não seja Malfoy.


"Hermione! Para onde estamos indo?" Terry riu enquanto ela o puxava por um corredor, na direção oposta de seu dormitório. Eles passaram uma ótima noite com Harry, Rony e Lilá na sala comunal da Grifinória, Terry levando na esportiva todas as zombarias que recebeu deles sobre estar 'perdido' e 'um pouco longe de casa'. Hermione decidiu que estava pronta. Ela estava decidida a explorar até onde esse relacionamento poderia ir com ele, como seria fisicamente (ela estava muito curiosa sobre isso) e aprofundar essa conexão imediatamente. Além disso, ele perguntou maliciosamente se ela gostaria de visitar o dormitório da Corvinal assim que saíssem da Grifinória e Hermione não era ingênua o suficiente para não saber que provavelmente era porque ela poderia caminhar até o quarto dele, enquanto ele não podia ir até o dela.

"Você vai ver", ela gritou por cima do ombro, brincando, enquanto o puxava, procurando o retrato de Boris, o Pasmo. "Aqui está. Cooperação." Ela deu a senha e o puxou para dentro, observando seus olhos brilharem quando ele entrou no banheiro dos monitores pela primeira vez.

"Uau", ele disse suavemente, olhando em volta para as janelas multicoloridas e a banheira gigante do tamanho de uma piscina, com cerca de um trilhão de torneiras. "Eu realmente gostaria que ser um monitor não fosse um posto tão concorrido na Corvinal."

Hermione riu, fechando a porta que deveria ter aberto com a corrente de ar do corredor. "Não se preocupe, é para isso que você me tem."

Ele deu a ela um sorriso, antes de coçar a nuca. "Então você me trouxe aqui para tomar banho?"

Hermione sorriu, dando um passo para mais perto dele e colocando as mãos em seu peito. "Quer dizer, nós poderíamos se você quisesse..." Ela sorriu para a expressão apavorada dele antes de se inclinar para beijá-lo. Ele sempre a fazia se sentir segura com seus beijos e talvez, depois das experiências que ela teve, ela precisasse disso.

Ela inclinou o rosto, movendo as mãos para o cabelo dele para que ela pudesse virar a cabeça dele para o outro lado, aprofundando o beijo. Ele era bastante tímido na forma como se agarrava a ela, mas ela esperava que fosse apenas porque eles estavam começando. Ela esperava tirar um pouco mais de paixão dele esta noite. "Você beija muito bem", ele disse sem fôlego quando eles se separaram, dando a ela um sorriso bobo.

"Ela beija, não é?"

Hermione gritou e Terry pulou cerca de meio metro no ar, ambos se virando para o fundo do banheiro onde Malfoy estava descansando no parapeito da janela, sua bússola ao lado dele. A sereia de vitral atrás dele lançava um estranho brilho vermelho em seu rosto. "Lábios perfeitos, gemidos perfeitos, quantidade perfeita de mordida..." ele disse lentamente, olhando para a boca de Hermione. Maldito feitiço da desilusão.

Terry olhou entre Hermione e Malfoy confuso, ambos se encarando como se estivessem congelados no lugar. "Hermione... o que está acontecendo?"

Hermione desviou os olhos de Draco, olhando para Terry suplicante. "Eu não..." ela parou, não muito certa de si mesma.

"Você tem até cinco segundos para sair daqui antes que eu quebre todos os ossos do seu corpo no meu próprio tempo, e então deixe você engasgado com seu próprio sangue por beijar a minha garota", Malfoy disse em uma voz que soava entediada, a coisa mais aterrorizante que Hermione já havia escutado.

"Malfoy, que porra é essa? Qual é, cara. Nós só estávamos..." Terry tentou.

"Um."

"-eu não sabia que ela era sua garota!" Hermione empalideceu. Ela disse a Draco que ela não era, do que ele estava falando?

"Dois."

Terry lançou a Hermione um olhar de desculpas e correu para a porta no momento em que Malfoy começou a dizer "Quatro".

A porta bateu atrás dele e Hermione olhou para ela em estado de choque, não acreditando que Terry realmente a deixou lá assim. Deixou-a com ele. "Você pulou o três", ela sussurrou.

Ela esperava que ele risse ou talvez brincasse dizendo que queria ver o menino se contorcer e correr. Ele não disse nada. Hermione sentiu como se o quarto tivesse despencado vinte graus e o único calor que restasse era o olhar ardente dele em suas costas. Todos os pelos de seu corpo se eriçaram ao mesmo tempo, enviando um arrepio poderoso por ela. Será que ela já sentiu tanto medo de ficar sozinha com ele?

"Usando sua bússola para me espionar?" ela tentou novamente com indiferença, qualquer coisa para fazê-lo parar de olhar para ela, como Hermione sabia que ele estava. Draco não respondeu, então ela se virou, ansiosa pelo que poderia ver. Ele não se moveu, como se esculpido na pedra sobre a qual estava sentado.

"O que você está fazendo, Hermione?" Ele perguntou, sua voz com uma calma mortal que ela não acreditou nem por um segundo. "Achei que finalmente estivéssemos chegando a algum lugar."

Ela engoliu em seco, forçando a pouca saliva que tinha pela garganta ressecada. Ela não podia mentir para ele quando ele parecia tão furioso, ela simplesmente não conseguia aguentar. "Não podemos ficar juntos. Você sabe disso." Ele lambeu o lábio superior e ergueu o queixo. "Não posso ficar com alguém que machuca pessoas. Não vou fazer isso."

"Mesmo que você queira?"

Hermione fechou os olhos com força, tentando abafar a declaração dele. Ela decidiu revelar o verdadeiro cerne da questão, sentindo que tinha poucas opções neste momento. "Você nunca será meu. Não realmente. Você sempre pertencerá a ele primeiro." Ela não queria admitir seus sentimentos para ele - isso a fazia se sentir fraca e patética e, francamente, uma idiota. Se ele quebrasse seu coração novamente ou pior, se a matasse, ninguém teria pena dela. Ela seria a maior piada da história - a garota que foi burra o suficiente para se apaixonar pelo homem que estava tentando destrui-la.

Quando os olhos dela se abriram novamente, o rosto impassível dele se quebrou, como se finalmente visse qual era o problema. "Então é realmente sobre lealdade?"

"Malfoy -" ela respirou fundo, "- Draco." Ela desejou que ele apenas descesse do parapeito da janela e fosse até ela. "Somos muito diferentes. Defendemos coisas diferentes. Nós..." sua voz vacilou quando ela olhou para o chão, não querendo desmoronar aos seus pés com o olhar furioso que ele estava dando a ela, com a porra do rosto que ele tinha "você não é o que eu quero."

Draco se encolheu antes de seu lábio se curvar ameaçadoramente. "Olhe para mim e diga isso de novo."

A blusa dela estava muito apertada? Por que parecia tão difícil expandir o peito para respirar de repente? "Eu não quero você", ela sussurrou, forçando sua boca a pronunciar palavras que ela sabia serem falsas, todo o seu corpo tremendo. Ela o queria, ela o queria com cada fibra de seu ser - mas eu não deveria querer. "Você não significa nada para mim. Nunca significou."

Todos os músculos do rosto de Draco pareceram enrijecer. "Então você está tentando me dizer que ainda é apenas sexo para você?"

"Sim."

"Você só gosta do meu pau."

"Você não é nada para mim. Você é apenas uma boa transa." Ela estava divagando nervosamente, dando um suspiro. Será que ela estava perdendo a cabeça? Ela pensou que poderia estar. Por que minhas mãos ainda estão tremendo?

Ele bufou, a boca se curvando em um sorriso. "Por que eu acho isso tão engraçado, Granger?"

"Porque você é insano."

"Ah. Obrigado," ele respondeu sarcasticamente.

Ela poderia fazer isso. Tudo o que ela tinha que fazer era ficar forte por mais um minuto, mais um minuto e ele com certeza sairia da sala e passaria para sua próxima vítima. Quer dizer, parece que ele tem muitas candidatas se for contar as garotas ele já está dormindo...

"Tire a camisa", Malfoy ordenou monotonamente.

Hermione se assustou, sentindo como se tivesse sido eletrocutada por um de seus próprios feitiços de choque elétrico. "O que-"

"Tire. Sua camisa", ele repetiu, inclinando a cabeça ligeiramente para o lado, claramente com a intenção de exercer o seu poder sobre ela.

Com os dedos trêmulos, Hermione cruzou os braços sobre o tronco, estendendo a mão para a bainha do top azul marinho que ela escolheu depois da aula, sua mente definitivamente não pensando em como a cor tinha ficado boa nele quando ela o encontrou em seu moletom. Com os olhos fixos nele, ela puxou a camisa para cima, observando enquanto a cabeça de Malfoy se inclinava para ver sua barriga lisa e sutiã estampado branco, feito para parecer uma concha. Saber como ela deveria estar agora, a fazia se sentir ainda mais inocente sob seu olhar predatório.

"Agora seu jeans."

Ele realmente iria fazê-la se despir para ele do outro lado da sala? E por que estou fazendo isso? Bem, ela sabia o porquê. Mas isso não significava que ela não pudesse ficar desapontada com sua própria falta de força de vontade. Hermione encontrou seus dedos abrindo seu botão e deslizando o material colante para baixo de suas pernas, revelando uma linda calcinha preta. Ele ainda não havia se mexido. Contra seu melhor julgamento, ela queria que ele se aproximasse.

Do nada, Malfoy soltou uma risada seca e sem humor, antes de se levantar e se aproximar dela lentamente - muito lentamente. Hermione não conseguia parar de acompanhar o progresso dele, cada passo ecoando pela sala como uma sentença de morte. Ele parou fora de alcance, completamente vestido, com Hermione se sentindo nua e vulnerável diante dele. "Seu sutiã?", disse ele, quase como uma pergunta, como se ela tivesse a escolha de dizer não, de dizer: basta. Mas ela não o fez; Hermione estendeu a mão para trás e desabotoou o fecho com facilidade, deixando seus seios saltarem livres enquanto jogava a roupa no chão. Agora ela estava realmente exposta.

"Feliz?" Ela sussurrou, meio que esperando que ele estivesse e meio que desejando que ele não estivesse. Ela gostava dele quando ele estava com raiva. Ela gostava dele quando ele queria lhe ensinar uma lição. Isso a excitava de uma forma que nada mais conseguia.

Ele ignorou a pergunta dela. "Sabe de uma coisa," ele disse suavemente enquanto começava a circulá-la, deixando Hermione completamente imóvel, encarando a janela como se aceitasse o seu destino. "Eu não posso acreditar que eu costumava pensar que os garotos com quem você saía eram os que te tratavam como merda." Ele estava atrás dela, sua respiração em seu ombro. "Porque... é você. Você trata as pessoas como merda."

Me toque, me toque. "O que você quer dizer?" ela respirou.

Ele recuou, voltando para seu pequeno círculo ao redor dela. "Você usa as pessoas, Hermione." Ah sim. Assim como Daphne disse, ela pensou com desdém. Ele continuou: "Você usou todos aqueles garotos com quem transou antes de mim como brinquedos sexuais, para tentar se consertar. Para tentar encontrar uma maneira de se satisfazer, mesmo que você não se importasse com eles." Foi duro, mas um tanto verdadeiro. Ela não iria admitir isso embora. "Você usa Potter para se sentir menos sozinha." Hermione abriu a boca em choque, mas ele continuou, "Você usa seus professores para validar seu próprio senso de autoestima-"

"Tenho certeza de que isso é o normal", interrompeu Hermione, rangendo os dentes.

"É mesmo?" Draco esfregou o maxilar, como se a leve barba crescendo ali o estivesse irritando. "A maioria das pessoas que eu conheço realmente não dá a mínima para o que seus professores pensam sobre eles. Não realmente e definitivamente não o suficiente para mudar seu comportamento. E ainda assim, eu ameacei McGonagall uma vez e você acatou." Ele estava na frente dela novamente, com a cabeça inclinada para baixo. "A maioria das pessoas não hesitaria se achasse que poderia impedir o que considera 'mal', mesmo que isso significasse que um professor fosse se machucar no processo. Então", ele juntou as mãos atrás das costas, "ou você não é tão entusiasmada por seus ideais como você diz que é ou você tem alguns problemas sérios de autoestima. Você não sabe quem você é até que alguém te diga o que você deveria ser."

Hermione cerrou os punhos. "Você não pode falar-"

"Hermione," ele deu um passo mais perto dela, invadindo seu espaço, "nós já conversamos sobre isso, princesa." Ele se inclinou em seu ouvido sorrindo quando viu a maneira como ela reagiu à sua proximidade. "Eu posso dizer, e fazer, o que eu quiser com você, e para você, quando eu quiser... porque você gosta."

Foda-se.

Ele continuou murmurando impiedosamente, sem tocá-la, mas ainda fazendo todos os seus nervos entrarem em curto-circuito e fritarem. "Você diz que eu sou uma pessoa terrível, amor, mas você ainda dorme comigo. Você acha que pode me tratar como merda, por causa de quem eu sou e do que eu faço..., mas o que isso diz sobre você?" Ele colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha dela, finalmente tocando-a, roçando seu pescoço e Hermione não achou que qualquer parte de seu corpo já tivesse se tornado uma zona erógena tão rápido. "O que significa se você não consegue nem mesmo mostrar o mínimo de respeito pela pessoa com quem está se deitando? Isso não faz de você o cara mau?" Os dedos que seguravam seu cabelo tornaram-se possessivos, puxando-a pela base do pescoço, inclinando seu rosto para ele.

Com a boca dele pairando diretamente sobre a dela, ela sabia que ele não perderia uma sílaba de sua provocação sussurrada: "Não, isso apenas significa que você não merece o meu respeito."

Malfoy abriu os lábios, parecendo que estava pensando em engoli-la inteira por sua desobediência, mas apenas ofegou, seus olhos queimando e suas narinas dilatando, considerando seu próximo movimento. "Você acha que isso é fácil para mim?" ele rosnou. "Você acha que eu quero gostar de você? Você acha que isso não me faz parecer um idiota? Perseguir uma garota que os meus amigos desaprovam?" Hermione tentou respirar, mas descobriu que realmente não conseguia. Ele estava tão perto e suas palavras eram tão assustadoras e ali - bem ali, no rosto dela. Esse era o tipo de coisa sobre a qual ela vinha se perguntando há tanto tempo; ela não podia acreditar que ele estava finalmente abordando isso, com um tom mais do que um pouco irreverente. "Eu não quero gostar de você, Hermione. Isso me deixa fraco. É embaraçoso. Até o Lorde das Trevas desaprova."

Seu coração parou. Voldemort sabia que Draco gostava dela? Que porra é essa? Ela supôs que Dumbledore sabia que ela havia dormido com ele, mas isso não significava... não era como... isso não podia ser possível. "Então pare", ela desafiou, o pescoço doendo pelo ângulo que ele a estava mantendo presa. "Me deixe ir."

As sobrancelhas de Draco franziram, sua expressão parecendo aflita. "Você acha que eu não tentei?" ele sussurrou.

"Não o suficiente", ela cuspiu, contraindo o nariz.

Draco zombou, o aperto no cabelo dela finalmente afrouxando um pouco, como se desejasse retomar o ritmo. "Me diga você então. Já que toda vez que eu te olho, você fica molhada."

Foda-se sua arrogância e foda-se suas observações e sua obsessão e seu poder e charme e - tudo sobre ele. Verdadeiramente. "Vai se foder."

"Eu já estou fodido. Mas cansei de fingir que não quero mais você." Com a mão livre, ele alcançou o cinto, desafivelando-o, o som tão alto no silêncio absoluto da sala. Hermione engoliu em seco, sabendo o que ele estava prestes a fazer. Ela não tinha tido Malfoy assim ainda, mas isso não significava que ela não havia pensado nisso por semanas – lembrando de seu rosto quando ele gozou na boca de Gina. Ela estava pronta para prová-lo.

"Que diabos você está fazendo?" Malfoy perguntou enquanto Hermione tentava cair de joelhos, ainda segurando-a pelos cabelos. A compreensão surgiu em seu rosto. "Que porra é essa, Granger? Você acha que me chupar é um castigo?"

Hermione não tinha ideia do que dizer. Ela não achava que fosse, ela realmente gostava de dar aos meninos seus orgasmos, mas... como não era onde ele estava indo com isso?!

Ele bufou quando puxou o cinto para fora das calças, girando-a sobre os calcanhares e envolvendo o couro em torno de ambos os antebraços dela atrás das costas, puxando-a para o peito instantaneamente. "Você é uma garota cruel, Hermione." Ele sussurrou em seu ouvido antes de invocar uma vela acesa do candelabro acima. "E vai ser castigada por isso." Ele abaixou a vela, derramando uma pequena gota de cera quente no peito dela.

Hermione gemeu, deixando cair a cabeça para trás em seu ombro, sentindo a cera formigar antes de endurecer em sua pele. Ele mal lhe deu tempo para processar a nova sensação antes de pingar mais e mais, formando pequenos rebites vermelhos de calor em seus seios. "Draco..." ela gemeu.

"Você sabe o que você fez de errado esta noite, Hermione?" Ele perguntou com condescendência, movendo a vela sobre o mamilo dela. Ela sabia que doeria muito se ele a derrubasse ali. Ela estava dividida entre incentivá-lo e desistir.

"Sim", ela soltou, contorcendo-se contra ele, tentando esfregar a ereção dele com sua bunda. Ele puxou o cinto mais baixo, fazendo o corpo dela arquear para longe dele. Draco não estava com disposição para seus jogos de retaliação.

"O que você fez de errado, Hermione?"

O atraso de um segundo que ela levou para responder deu a ele tempo suficiente para derramar a cera quente que restava de sua aréola, pingando até o estômago antes de secar. "Eu beijei outra pessoa", ela choramingou.

"Você beijou, não foi?" Hermione assentiu levemente com a cabeça, sem saber o que ele queria que ela dissesse. Ela já estava literalmente se curvando para ele. Seus lábios roçaram sua mandíbula sensualmente. "Você vai parar?"

Quanta petulância. "Você vai?" ela atirou de volta para ele.

Ela o sentiu sorrir contra sua pele, pensando que tivesse vencido. "Sim. Se você quiser. Podemos ser exclusivos."

Ela mal segurou uma risada nervosa. Não é assim que se pede uma garota em namoro, Malfoy, simplesmente não é.

Ele interpretou o silêncio dela como rejeição. Ela podia sentir isso. "Curve-se", disse ele, apagando a vela e dando um passo para trás, como se não pudesse mais suportar sua presença.

"Como é?" Ela gaguejou, tentando se firmar sem o apoio dele atrás dela.

Um único dedo arrastou a parte inferior de sua coluna, provocando um arrepio. "Só sirvo para te comer, certo?" A voz dele cortou até o âmago dela: excitando-a, aterrorizando-a. "Então," seu dedo pegou em sua calcinha, puxando-a sobre a curva de sua bunda e deixando a gravidade fazer o resto, "Eu vou cumprir meu único propósito com você... e te comer a noite toda."

Hermione se engasgou, sem ter certeza se já tinha ouvido uma ameaça mais deliciosa em sua vida.

"Não me faça repetir, Granger: Se. Curve."

Ela fez. Com os braços ainda amarrados nas costas, Hermione dobrou a cintura, abrindo os pés, pronta para ele.