"Você tem certeza?" Dumbledore perguntou criticamente à Hermione depois que ela correu para o escritório dele, tentando manter a convicção necessária para se dirigir até lá.

"Sim."

"E você tem certeza de que ele disse 'Casa do Lago da Família Zabine'?" Moody também questionou. O Auror veio quase imediatamente depois que Dumbledore o chamou através de da lareira do escritório do Diretor.

"Sim. Zabine mencionou que os elfos-domésticos de sua mãe estavam se preparando para esta noite. Bem, amanhã foi o que eu os ouvi dizer ontem, então deve ser hoje à noite", Hermione raciocinou sem jeito.

"Isso não nos dá muito tempo, Albus", Moody disse mal-humorado enquanto se virava para Dumbledore.

"Eu sei", respondeu ele, olhando pela janela. "Sabemos a localização, no entanto, sim?"

"Sim", disse Moody, "está em nosso radar há meses. Simplesmente nunca tivemos nenhum motivo para presumir que houvesse qualquer atividade nefasta no local."

Os olhos brilhantes de Dumbledore pousaram em Hermione. "Bem, parece que agora há."

Hermione se mexeu, brincando com as mangas azul-marinho do moletom que ela roubou do quarto de Draco antes de sair. Ela não teve muita escolha, considerando que ele a fez tirar todas as roupas no banheiro dos monitores. Ela combinou com calças de moletom em que ela estava praticamente nadando. Ela tinha certeza de que parecia exatamente como se ela tivesse feito as coisas que ela tinha feito com ele na noite anterior. (Ou esta manhã. Era muito difícil manter o controle do tempo com Malfoy. Ela podia rir de como ela foi ingênua anteriormente, tentando resumi-lo em um pequeno caderno azul.)

"O que significa que acontecerá a seguir, professor?" ela perguntou tão inocentemente quanto pôde reunir.

"Alastor vai se encontrar com os Aurores agora e discutir um plano de como eles vão atacar o novo quartel-general. Esperançosamente, eles vão prender tantos Comensais da Morte quanto possível, e capturar Lord Voldemort também." A maneira como Moody riu sombriamente após a palavra prisão fez Hermione querer vomitar. 'Ele prefere explosões. Ele gosta de explodir as pessoas '. "Você fez muito bem, Srta. Granger. Sua ajuda foi realmente inestimável. Estou feliz que você esteja de volta à missão."

Hermione assentiu com um quase inaudível, "Com licença", deixando seu escritório antes que ela pudesse fazer papel de boba, mas ela só conseguiu chegar à escada circular do lado de fora de sua porta antes de ter que se apoiar em uma parede, seu cérebro girando. Se ela tinha se saído tão bem, então por que se sentia assim? Por que parecia que todo o seu mundo estava desmoronando e todas as peças eram tão pequenas que ela não conseguia nem pegar uma única para tentar juntá-las? Ela caiu em um degrau e colocou a cabeça entre os joelhos, esperando que a vertigem parasse. A única coisa que parecia impedi-la de cair em um poço escuro de angústia era o cheiro de Draco, invadindo seu nariz por ter se enterrado em suas roupas. Ela respirou o mais profundamente que pôde, encontrando seu batimento cardíaco se estabilizando.


"Aí está você!" Harry gritou quando ela entrou na sala comunal, meia hora depois. "Já estamos mudando para as cores da Corvinal, é?" ele brincou bem-humorado, apontando para o moletom dela. "Bem, não demorou muito."

"É do Draco." Hermione respondeu solenemente, sabendo que ela não merecia de jeito nenhum a brincadeira amigável dele. Ela não conseguia nem olhar para ele, sabendo que poderia ter entregado Daphne também. Hermione esperava estar certa na teoria de que ela não era uma comensal. Na noite anterior, decidir entregar todos mesmo sem pensar em Daphne e Harry pareceu certo. Mas hoje? Hoje parecia uma derradeira traição à amizade dela com Harry. E o pior é que ela não sabia como iria consertar se tudo desse errado.

Harry percebeu instantaneamente que algo estava errado. "Do Draco?" Houve uma pequena pausa enquanto ele a arrastava para uma janela deserta. "O que aconteceu ontem?"

Ela ainda não conseguia olhar para ele. "Eu estava tentando ficar com Terry, sabe, para esquecer Malfoy de uma vez por todas, mas ele nos encontrou e o assustou..."

"O que você quer dizer com 'assustou'?" Harry interveio.

"Ele o ameaçou."

"E o quê, Terry apenas saiu?" Sim, exatamente isso. Hermione assentiu tristemente. "Que frouxo!" Ela estava feliz que pelo menos alguém concordasse que era uma atitude de covarde. "Então você... dormiu com Malfoy em vez disso?" Parecia que Harry realmente estava tentando se esforçar para entender as ações sua melhor amiga. Hermione não podia exatamente culpá-lo e Harry sabia que quando se tratava de Malfoy e ela, a lógica basicamente voava pela janela e os instintos assumiam o controle.

Ela não conseguiria reviver toda a história nem tão cedo; ela queria vomitar. "Sim. E agora acabei de contar a Dumbledore o que escutei ele e Zabine conversando, e acho que eles vão ser presos hoje à noite."

"O quê?" Harry exclamou, inclinando-se. "Hoje à noite?"

"Sim, haverá outro ataque dos Aurores em seu novo quartel-general." Por que seus olhos pareciam assim? Puta merda, por que estou chorando?

"Mione, Daphne… Nós não sabemos-"

"Eu sei Harry, me desculpe!" Hermione tentou acalmar Harry, colocando as mãos em ambos os ombros dele.

"Não Hermione, você foi incrível. Se isso der certo, você pode ter dado um grande passo para acabar com a guerra esta noite. Mas eu preciso ir-"

"Harry-" Hermione chamou as costas dele, mas ele não deu atenção a ela, provavelmente indo atrás de Daphne correndo o mais rápido que podia, sem olhar para trás.


Hermione ficou na beira do Lago Negro, observando a Lula Gigante nadar vagarosamente de uma ponta a outra, até que o ar frio do fim de novembro afundou profundamente em seus ossos e ela não pôde mais ignorar o roncar de seu estômago, exigindo sustento. Ela ainda não tinha ideia do que deveria fazer, mas tudo o que ela conseguia pensar, repetidamente, era Draco, Draco, Draco e como ele poderia morrer esta noite. Como talvez os Aurores pudessem lhe dar clemência por sua idade, mas ele provavelmente seria orgulhoso demais para aceitar, lutando até sua morte prematura e... qual teria sido o ponto? Qual seria o sentido de salvar um mundo se Draco Malfoy não estivesse mais nele?

Ela não podia fazer isso.

Ela não podia deixá-lo cair direto em uma armadilha mortal. Uma que ela havia montado.

Preocupada com a possibilidade de nunca mais vê-lo, Hermione correu para o Salão Principal — percebendo que já devia ser a hora do jantar — bem a tempo de ver todos os Comensais da Morte que ela conhecia se levantarem. Eles pareciam turbulentos e prontos para uma noite de sábado - e alheios, tão alheios. O que eles estão fazendo? Eles não conseguem sentir sua destruição iminente?

Hermione ficou parada na porta da sala, desejando que seu corpo simplesmente fosse embora e se sentasse na Grifinória, em seu lugar, e os deixasse ir embora, mas um olhar para Draco fez com que ela se decidisse. "Draco!" Ela gritou antes que ele tivesse a chance de passar por ela.

Ele se virou para ela confuso, separando-se do resto do grupo, agradavelmente surpreso. "Princesa, aí está você. O que foi?" Seus olhos deram um pequeno olhar apreciativo pelo corpo dela, claramente adorando que ela ainda estivesse usando suas roupas. "Eu estava procurando por esse moletom", ele brincou, com um sorriso radiante.

Ele não tinha ideia. Ele não tinha ideia de que estava prestes a cair em uma emboscada e ela não podia deixar. Eu não vou deixar.

"Eu estava pensando se poderíamos repassar algumas..." ela gaguejou, "...algumas coisas da monitoria agora?"

Ele estava olhando para ela como se ela fosse louca. "Agora? Em uma noite de sábado?" Ele riu. "Vamos lá, você é melhor que isso."

Foda-se. O que ela poderia dizer? Como ela o faria ficar?

"Podemos trabalhar nisso amanhã, certo? Eu tenho que ir-" Ele estava gesticulando para o resto de sua gangue, já meio virado, e Hermione entrou em pânico, imaginando-o morto e sem vida no chão, ou pior, sangrando, gritando como ela o ouviu fazer em seu quarto, sem ninguém para ajudá-lo. Ninguém do lado dela que se importasse o suficiente para cuidar de seus ferimentos. Ninguém que o amasse o suficiente para salvá-lo.

"Espere!" Hermione gritou desesperadamente. "Eugostodevocê", ela disse tudo em uma sequência apressada. Ela ficou ali ofegante enquanto ele olhava para ela, o rosto estranhamente vazio, como se as palavras ainda não o tivessem atingido. Ela não se importava com o quão louca parecia. Esso valeria a pena, ter certeza de que ele estava seguro valia a pena. "Eu gosto muito de você e eu..."

Sem perder mais tempo, Draco a agarrou rudemente pelo queixo com as duas mãos e colou seus lábios nos dela, beijando-a ali mesmo, na entrada do Salão Principal. Ela sabia que todos podiam vê-los e que provavelmente uma centena de pares de olhos estavam se concentrando neles, mas talvez pela primeira vez, ela não se importasse. Tudo o que importava era que ele ficaria. Ele vai ficar.

Depois que ele mudou completamente o mundo dela para fora de seu eixo, Draco se afastou. "Era sobre isso que você queria falar?" Ele parecia tão ofegante e esperançoso quanto Hermione.

Ela sorriu, um sorriso verdadeiramente feliz, e acenou com a cabeça com entusiasmo. Fique comigo. Me escolha.

Draco sorriu enquanto pegava a mão dela. "Bem, tudo bem então." Ele se afastou do olhar sério de Blaise, enquanto os conduzia pelo Hall de Entrada e para fora das vistas de todos. Hermione não perdeu o jeito que Blaise atirou suas adagas o tempo todo. Ela mal se importava com isso também. Ela confessou a Draco - bem, pelo menos sobre seus verdadeiros sentimentos por ele - e ele ficou feliz. Ele não sorriu e gargalhou disso, virou-se e cumprimentou seus amigos gritando: 'Vocês ouviram isso?', como se tudo tivesse sido uma brincadeira hilária. Em vez disso, ele ficou obsessivamente vidrado nela, como se esta fosse a única coisa que ele havia esperado dela por anos e nada pudesse arruinar a noite deles agora.

Draco a puxou para a mesma sala de aula vazia para a qual eles trouxeram Rony na noite em que ele foi ferido (também conhecida como a mais próxima) e fechou a porta atrás deles, empurrando Hermione contra ela, beijando-a antes mesmo que ela se aprumasse. "Você está falando sério?" ele sussurrou, os lábios não dando a ela qualquer espaço para responder.

Ela riu, beijando-o de volta, mas também tentando responder. "Sim-"

Seus beijos passaram de frenéticos a medidos, como se ele tivesse acabado de lembrar a si mesmo que eles tinham todo o tempo do mundo, e que se ela estivesse falando a verdade, ela realmente não iria a lugar nenhum. "Caralho, diga isso de novo!"

Hermione sabia do que ele estava falando. Ela passou os braços em volta dos ombros dele alegremente. "Eu gosto de você."

"Sim, você gosta mesmo", ele murmurou arrogantemente, puxando a bainha de seu maldito moletom, ainda adornando seu corpo e tirando-o dela. "Eu não consigo acreditar que você ainda está andando pelo castelo com as minhas roupas, Granger", ele brincou. "Muito ousado da sua parte." Ela nunca havia colocado um sutiã por baixo e ela adorou vê-lo perceber isso, seu lábio inferior instantaneamente sendo mordido por seus dentes enquanto ele olhava para ela admirado.

"O que posso dizer? Você me deixa assim, Malfoy."

Ele rosnou, tirando a calça de moletom dela enquanto ela puxava a camisa dele, não querendo ser a única tirando a roupa. Ela estava apenas admirando as linhas e vincos de seu corpo duro quando ele ficou impaciente e a pegou pela cintura, erguendo-a no ar com facilidade. Hermione gritou, sem saber exatamente o que ele estava tentando fazer, mas instintivamente envolvendo as pernas em volta do torso dele do mesmo jeito. Ele pareceu satisfeito com isso e começou a levá-los até a mesa do professor, as mãos segurando-a possessivamente contra ele pela bunda. "Espero que saiba que agora você é oficialmente, cem por cento, a minha namorada." Ele rosnou entre beijos.

"Eu sou?" Ela provocou, jogando o cabelo para trás, amando o jeito que ele ficava hipnotizado por cada movimento dela. Por que não fiz isso antes? Por que não cedi a ele desde o início? Hermione não tinha certeza se já havia se sentido tão querida em sua vida.

"Sim", ele resmungou, deitando-a sobre a mesa, ainda entre os joelhos dela enquanto desafivelava o cinto. Draco estava olhando para ela como se entrar nela fosse sua passagem para a sobrevivência, como se ele pudesse morrer no local se não a tivesse ali mesmo - o que de alguma forma sombria e distorcida, ela imaginou que poderia realmente ser o caso esta noite. Mas Hermione não estava tentando focar nisso agora. Ela não estava tentando se concentrar em como isso começou como uma diversão, porque no final do dia, sua escolha de dizer a ele como se sentia poderia ter sido a melhor decisão de sua jovem vida.

Draco puxou sua varinha e colocou em seu clitóris antes de penetrá-la, observando seu rosto o tempo todo para tentar descobrir exatamente o que ela precisava esta noite, e Hermione se apaixonou ainda mais. Com ele, ela sempre (literalmente) vinha em primeiro lugar. Com Draco, ela sempre soube que chegaria lá porque sexo com ele era fenomenal. Ele era intenso. Ele era focado. Ele analisava cada reação dela para saber exatamente como obter o melhor orgasmo de sua vida todas as vezes.

Eles trabalharam em todas as posições que Hermione poderia pensar - na mesa, na cadeira, contra a parede, porra, até mesmo no chão - como se Draco quisesse tomá-la de todas as formas para tornar isso oficial com ela, da única maneira que ele sabia. Era como se ele pensasse que esse poderia realmente ser o caminho para torná-la totalmente dele - como se todos os hormônios pós-orgásticos inundando seu cérebro fossem reconectar seus neurônios para soletrar o que seus lábios não conseguiam parar de ofegar: Draco, Draco, Draco. Hermione estava feliz em concordar com isso, porque cada hora passada dentro dela era uma hora que Draco não estava no ataque sendo morto, e sim, em uma nova posição que eles descobriam e parecia incrivelmente diferente. Ela estava aprendendo o que mais gostava, quais pontos eram mais sensíveis e, caramba, era divertido. Algumas posições permitiam que ele fosse mais fundo, para que ela pudesse senti-lo da ponta à base, esticando-a até o limite, enquanto outras a faziam perder completamente a cabeça, porque tudo em que ela conseguia se concentrar eram em seus próprios espasmos - e os ruídos eróticos e úmidos que seus corpos faziam quando eles se fundiam - assustando-a como o inferno.

O que quer que eles fizessem, qualquer posição que tentassem, Draco estava com ela a cada passo do caminho, sorrindo, observando, e dizendo a ela para gozar quantas vezes pudesse, segurando aquela maldita varinha contra seu clitóris, nunca se sentindo menos homem por causa disso - porque ele entendeu que o brinquedo não tinha absolutamente nada a ver com seus talentos como homem, mas tudo a ver com sua anatomia como mulher. (E ela gozou. Porra, ela gozou.)

Depois de muitas horas (quem sabe que horas são quando os cérebros estão tão confusos), Hermione e Draco estavam nus no chão, ofegantes e suados nos braços um do outro, contentes e extremamente exaustos.

Infelizmente, problemas mágicos não esperavam por ninguém.

"Houve um ataque." Hermione engasgou e até Draco pareceu acordar de sua bolha sexual quando um Patrono felino saltou no chão aos pés deles. As palavras de McGonagall soaram claramente. "Senhorita Granger: por favor, diga aos monitores para reunir todos os alunos no Salão Principal em suas roupas de dormir. Imediatamente." Era tão estranho ouvir o patrono de um gato soar tão esgotado. "Eu sei que você pode fazer isso rapidamente e de forma ordenada." E com isso, o gato azul desapareceu no ar.

"O quê?" Hermione bufou, confusa e se recuperando, e caramba, por que ela ainda estava tão tonta?

"Acho que estamos sendo convocados, Granger", Draco suspirou ao lado dela, parecendo igualmente exausto.

Hermione olhou para ele. Era tão difícil levar qualquer coisa a sério quando seu namorado estupendamente atraente (será que ela podia mesmo chamá-lo assim?) estava deitado lá, completamente nu, se recuperando de todas as maneiras agradáveis que ela acabara de estar com ele. Nenhum homem jamais continuou transando com ela depois de gozar- na verdade, Hermione nem sabia que tal coisa fosse possível antes de ele fazer isso. Mas como Draco havia explicado a ela, no meio do impulso, depois que eles mudaram para outra posição - contanto que não o deixassem sair, ele poderia manter sua ereção se ele apenas continuasse empurrando.

Hermione se inclinou e agarrou seu queixo, rolando para o lado para beijá-lo. Seus braços instintivamente a envolveram. Honestamente, ela sentiu que poderia continuar ali também.

"Hermione..." ele respirou, se afastando dolorosamente. "O pedido de McGonagall pareceu bastante urgente."

"Tudo bem," ela resmungou, empurrando-se para longe dele, mas ainda não totalmente decidida a se sentar. "Você cobre a Sonserina e a Lufa-Lufa e eu cuido da Grifinória e da Corvinal?"

Ele pareceu querer discutir com ela por um segundo, e só depois que disse isso ela percebeu que Terry era um Corvinal, mas a logística dela cobrindo as duas torres simplesmente fazia muito sentido. "Ok," Malfoy concordou relutantemente.

Não foi até depois que Hermione se afastou dos braços de Draco e foi em direção às escadas que seus pensamentos habituais voltaram para ela com força total. Espera... um ataque? O que McGonagall quis dizer? Por que teríamos que nos abrigar no Salão Principal por causa de um ataque?

Hermione cumpriu seus deveres de maneira eficaz, começando na Corvinal e dizendo a todos para se encontrarem no Salão Principal antes de marchar para seu próprio dormitório e fazer o mesmo. Todos pareciam confusos - afinal, era sábado à noite e eles pensaram que talvez pudessem se safar tomando um ou dois drinques em alguma festa clandestina. Hermione rapidamente se esgueirou até o dormitório para tomar um banho rápido e colocar algumas de suas próprias roupas sob as vestes, antes de se juntar à procissão pelo castelo.

Assim que Hermione entrou no Salão Principal, percebendo que todas as mesas haviam sido banidas do espaço, ela encontrou McGonagall imediatamente e foi diretamente para ela. "Professora, o que está acontecendo?"

"Agora não, Srta. Granger!" McGonagall a dispensou, claramente irritada, os olhos ainda fixos nas portas por cima do ombro de Hermione.

Hermione nunca tinha ouvido a mulher falar com ela dessa maneira. Ela estava mais do que um pouco confusa e não queria ser dispensada tão facilmente. "Professora, o que devo dizer aos monitores? Todo mundo está se perguntando o que nós-" Hermione parou no meio da frase quando o rosto de McGonagall mudou, claramente chocado e aborrecido com o que quer que estivesse acontecendo atrás dela. Hermione se virou e observou todos os garotos do 7º ano da Sonserina entrarem no corredor, enviando sorrisos maliciosos e hostis para Minerva e os outros professores da área. Que porra está acontecendo? Ela supôs que o ataque ao quartel-general dos Comensais da Morte também havia sido cancelado, devido a qualquer ataque que tivesse acontecido.

Hermione decidiu tentar novamente, "Professora-"

"Por favor, certifique-se de que todos tenham um saco de dormir, senhorita Granger." Ela respondeu secamente. "Isso é tudo."

Hermione sentiu todo o peso da repreensão de sua professora favorita, mas ela simplesmente não entendia o porquê. "Ok", ela respondeu obedientemente.

O que se seguiu foi o mais próximo do puro pandemônio que Hermione já experimentou no castelo. Os alunos mais novos choravam, os mais velhos reclamavam e quase todo mundo dizia que seus sacos de dormir coçavam e não eram bons. Hermione tentou ser paciente, ouvir e explicar a situação para todos e cada um de seus colegas, mas era surpreendentemente difícil fazer isso quando ela mesma não sabia o que diabos estava acontecendo. Ela continuou lançando olhares furtivos para Draco, também andando pelos corredores de alunos, aparentemente lutando para realizar as mesmas tarefas que ela. A única coisa que a fazia continuar era a maneira como ele olhava para ela às vezes, dando-lhe pequenas piscadelas ou revirando os olhos expressivos para o trabalho de merda que tinham acabado de receber. Isso a encorajou e a fez rir.

Ah, como ela desejava que eles ainda estivessem naquela sala de aula deserta. Hermione tinha certeza de que ele formou uma nova ruga entre suas sobrancelhas com o quanto ele a fez franzir o rosto de puro prazer esta noite.

"Atenção, atenção," Dumbledore finalmente anunciou, fazendo com que todos os murmúrios no corredor (felizmente) parassem completamente. "Tenho certeza de que todos vocês estão se perguntando por que foram convocados para dormir aqui esta noite." Sua voz amplificada ecoou pelo espaço, e todos esperaram pacientemente por alguma explicação. "A verdade é que há força nos números, não importando a situação. Uma superabundância de cautela hoje pode prever a diferença entre a vida e a morte amanhã." Houve um resmungo baixo entre os alunos quando eles começaram a tentar decifrar do que diabos ele estava falando. "Não há nada a temer porque temos uns aos outros e juntos, somos imparáveis."

Ótimo. Então realmente não vamos receber nenhuma resposta esta noite, Hermione reclamou para si mesma. Ela notou, no entanto, que o diretor era o único professor que não parecia estressado, o resto deles sussurrando entre si. Mesmo o geralmente imperturbável Professor Snape parecia distintamente desgrenhado. Algo está acontecendo.

Naturalmente, Draco e Hermione foram designados para o primeiro turno e tiveram que continuar suas patrulhas noite adentro, até que todos estivessem dormindo. Hermione pensou que era muito cruel pedir aos dois alunos mais fisicamente exaustos que fizessem essa tarefa, mas ela imaginou que esse era seu fardo. Draco, em certo momento, chamou sua atenção e apontou para um canto do salão rindo. Ela pôde ver um garoto com cabelos muito pretos, dividindo o saco de dormir com uma certa sonserina que tinha inconfundíveis cabelos cor de mel, um nos braços do outro. Então ela também o escolheu. Hermione não podia deixar de se sentir feliz por isso.

Finalmente, depois que houve muito mais roncos do que sussurros, um monitor da Lufa-Lufa e outro da Corvinal assumiram, liberando Draco e Hermione de suas funções. Draco dificilmente deu a Hermione uma escolha de onde ela estaria dormindo, quando ele quase a puxou para o canto de trás do salão. Ele conjurou para eles um saco de dormir novo e grande o suficiente para compartilhar, resmungando 'Se até Potter se deu bem essa noite, não serei eu quem vai ficar pra trás'. Ele acenou com a varinha e lançou algumas faíscas em direção ao saco de dormir. Hermione levantou uma sobrancelha cética em sua direção, rindo em silêncio. "O que foi? Você acha que eu sou um bruxo adulto que não domina um feitiço de amortecimento adequado?"

"Bom, eu ouvi você o suficiente para ter minhas suspeitas", ela rosnou para ele. Ela sabia que ele perceberia que ela estava se referindo as suas escapadas espalhafatosas pelo castelo.

Draco sorriu para ela, nada culpado. "Você sabe por que eu fiz isso."

Hermione sabia. Por mais que doesse, ela entendia sua lógica, por mais idiota que fosse. Mordendo a ponta da língua, ela se despiu e entrou no saco de dormir dele, preparando-se para a noite. Ele sorriu e se juntou a ela alguns segundos depois - depois de tirar as calças. Ela não estava surpresa por ele nem mesmo ter um pijama para dormir. "Malfoy-" ela o repreendeu.

"Relaxe, ainda estou de samba-canção. Além disso, olhe em volta, todos estão dormindo!" ele sussurrou.

Ela bufou, revirando os olhos, mas estava nas nuvens que ele estivesse se sentindo confortável ao lado dela. Claro, eles acabaram de compartilhar o melhor sexo de sua vida, mas tê-lo lá, ele ainda estar aqui, mesmo depois de tudo isso, significava o mundo para Hermione. Ela foi abandonada muitas vezes logo depois que transava com as pessoas (normalmente faltava a 'melhor' parte), para não apreciar cada segundo de sua presença contínua.

"O que você acha que está acontecendo?" Ela perguntou a ele, genuinamente curiosa.

Draco olhou para ela, satisfeito com seu feitiço de amortecimento no chão de pedra dura. Ele emaranhou seus pés nos dela, capturando-os em um aperto brincalhão e levou a mão até o rosto dela. "Você ficaria com raiva de mim se eu dissesse que não me importo?"

Hermione bufou. Claro que não se importa. "Como você pode não querer saber?"

"Eu não disse isso," Draco respondeu misteriosamente. Antes que Hermione pudesse questioná-lo, ele se inclinou para ela, beijando seus lábios gentilmente, sua mão vagando e encontrando o caminho até a parte de trás de sua camisola.

"O que você está fazendo?" Ela murmurou enquanto ele beijava o lado de seu rosto, até o ponto sensível em seu pescoço.

"O que você acha?" ele respondeu sarcasticamente.

"Você não está satisfeito?" Ela quase riu.

Ele riu em troca. "Você está?"

Bem, ela supôs que sempre estaria pronta para outra rodada. O que era mais um orgasmo entre tantos? "Nós meio que estamos cercados de pessoas, Draco..." ela o lembrou baixinho. Transar na frente de Blaise era uma coisa, mas transar na mesma sala com toda a escola, incluindo todos os professores, era completamente diferente.

"Ainda bem que sou ótimo em feitiços de ocultação", disse Draco sorrindo, enquanto puxava sua varinha e lançava uma barreira não verbal em volta do saco de dormir. Hermione estava tão grata que as únicas luzes no salão eram o brilho das estrelas no teto encantado, porque assim ela tinha quase certeza de que ninguém notara o súbito desaparecimento de dois alunos na calada da noite. "Mas você vai ter que ficar bem quietinha para mim, amor. Você pode fazer isso?" ele sussurrou, beijando-a logo abaixo da orelha.

Hermione mordeu o lábio, sorrindo mesmo assim. "Sim, senhor."

Draco se engasgou momentaneamente, muito atordoado por seu pervertido atrevimento. Rosnando antes de se mover totalmente sobre ela, Draco beijou seus lábios, puxando para longe as calças de ambos, que ousavam obstruir seu ato de amor. Fazia apenas algumas horas, mas Hermione não pôde deixar de gemer quando ele a completou mais uma vez, preenchendo-a com aquela peça que faltava e que ela, sem saber, esteve procurando por anos.

"Hermione," ele avisou, "você disse que ficaria quieta..." Opa. Eu disse? Com a sensação satisfatória dele dentro dela, ela mal conseguia se lembrar de tais eventos.

Ela puxou-o pelos cabelos para beijá-lo, silenciosamente pedindo-lhe para engolir seu êxtase por ela enquanto seus quadris deslizavam lentamente para dentro e para fora de seu núcleo no canto da sala, cercado por literalmente todos em Hogwarts. Estamos transando, no mais público dos lugares... Hermione mal podia esperar para tomar café ali na manhã seguinte e saber exatamente o que tinha acontecido na escuridão. Uma estrela cadente iluminou brevemente o teto enquanto passava.

"Você me faz tão feliz..." Draco inesperadamente sussurrou em seu ouvido, fazendo as unhas de Hermione cravarem em seus ombros, onde elas haviam migrado. Ela sabia que estava deixando dez minúsculas marcas de lua crescente, refletindo a maior no céu. "Todos os dias, só de ver você pelo castelo, me faz querer ser um homem melhor... para você."

Hermione realmente não queria quebrar todo o sistema de ética com o qual eles claramente ainda não concordavam, então ela tentou se concentrar no lado positivo de suas palavras: ela o fazia feliz. Hermione ergueu os quadris, bombeando para cima no ritmo de seus movimentos lentos, não contente em apenas ficar lá - ela queria ser uma parte ativa do prazer. "Você me faz feliz também, amor." Ela arrastou as unhas pelas costas dele e cravou-as em sua bunda, puxando-o ainda mais para ela, fazendo-o gemer. "Você me deixa louca, mas há um pouco de felicidade envolvida também."

Ele riu, a mão viajando para baixo para brincar com seu clitóris.

"Não acredito que estamos fazendo isso aqui", murmurou Hermione, muito agradecida pela magia de Draco, já que o tecido fino do saco de dormir deles mal oferecia qualquer proteção contra o chão duro abaixo dela.

"Eu acredito", Draco brincou, seu hálito quente fazendo cócegas na bochecha dela. Ele moveu sua varinha vibratória até o ápice dela para poder pairar sobre ela, seus antebraços de cada lado de sua cabeça, envolvendo-a em seu próprio casulo. Ela se sentia tão, tão segura. "Estamos predestinados, Hermione. Sempre estivemos." Era difícil para Hermione descrever a preciosidade do momento, o rosto dele tão perto do dela. Tudo o que ela sabia era que parecia frágil, mas perfeito, tão perfeito, e ela queria protegê-lo com tudo o que tinha.

Enquanto ele continuava mergulhando nela - eles preguiçosamente fazendo seu caminho para seus orgasmos individuais (porque eles realmente tinham a noite toda) - ela adivinhou que ele estava certo. Ela nunca teve uma chance contra esse destino: o que ela tinha com ele.