Olá pessoal, estou postando rapidinho, pois devo ficar alguns dias sem postar outro capítulo. A fic deve ter mais uns 10 ou 12 capítulos, então ainda teremos bastante coisa para ler. Eu adoro o relacionamento de Daphne e Harry e, particularmente, Daphne é meu personagem favorito dessa fic. Talvez eu faça mais algum capítulo Haphne, mas ainda estou me decidindo. Divirtam-se!


E então, na aula do dia seguinte, Hermione foi encurralada.

"Nós vamos a um encontro, Granger."

"Você está-?"

"Um encontro apropriado. Eu ainda não levei você a um desses. E eu realmente deveria levar a minha namorada para sair."

"Eu não sou mais sua namorada—"

Malfoy inclinou a cabeça, fingindo confusão. "Oh, desculpe, acho que você não percebeu: essa posição é vitalícia."

Hermione esperava que Draco não se lembrasse do momento de ternura que eles compartilharam enquanto ele estava bêbado, mas não apenas parecia que ele se lembrava, como ele também parecia ter se encorajado com a conversa deles.

Hermione se irritou, agarrando-o pelo antebraço e arrastando-o para o canto da sala de Transfiguração antes que McGonagall saísse de seu escritório para começar a aula. Parecia ter havido algum acidente com um aluno que havia sido transformado em um furão e que estava demorando muito para voltar ao normal.

Hermione olhou por cima do ombro antes de encará-lo com um olhar que pulverizaria qualquer bruxo no lugar dele - mas não Malfoy, embora. "Olha. Pare com isso. As coisas mudaram..."

"Não, elas não mudaram," Malfoy respondeu teimosamente. "Não pra mim."

Hermione se conteve para não gritar 'BEM, VOCÊ ESTÁ MENTINDO PARA SI MESMO', porque pareceria um pouco dramático demais. "Malfoy -"

"Draco", ele insistiu. "Você não pode simplesmente voltar aos sobrenomes porque está tentando me desumanizar. Você mesmo disse isso, você não me superou e, obviamente, eu nunca vou superar você..."

"Isso não é-" Hermione se interrompeu, fechando as pálpebras e cravando as unhas na pele dele, só o soltando quando a ação a fez perceber que ela nunca havia largado o braço dele. Ela sussurrou, totalmente irritada, "Você sabe por que eu não posso ficar com você. Você sabe o porquê."

"Daphne e Potter conseguiram ficar juntos, porque também não podemos?" Draco sussurrou apenas para ela.

Ela sentiu quase como se estivesse ficando um pouco louca com sua insistência repetida de que tudo estava bem - e que tudo o que deveria importar era como eles se sentiam um pelo outro. Como se fatores externos (como pequenos casos de assassinato em massa) nunca afetassem o desenrolar dos relacionamentos.

O rosto de Malfoy se transformou em aborrecimento, e ele se inclinou para ela, colocando uma mão furiosa na parede ao lado da cabeça dela. Hermione cometeu o erro de olhar por cima do ombro dele enquanto era encurralada na parede, chamando a atenção de Terry e seus amigos, que estavam observando a interação deles. Assim como todos os outros, ela não viu absolutamente nenhuma simpatia em seu olhar - como se ele estivesse dizendo a ela: 'Você arrumou a sua cama com o diabo. Agora deite-se nela'. Ela sentiu como se todos estivessem olhando para eles, mas ninguém estivesse fazendo nada, provavelmente com medo dele e de todas as maneiras que Draco poderia retaliar contra eles, se tentassem interferir. Se eles quisessem interferir em primeiro lugar... Hermione se perguntou se alguém poderia entender o que eles estavam falando de onde estavam sentados.

Sua voz gutural tirou Hermione de suas reflexões autoconscientes. "Olha, Granger. Eu sei que você está brava, eu entendo isso-" ela bufou, mas ele continuou, "-mas você tem que parar com esse padrão que você segue. É cansativo." Sua mão livre passou por seu cabelo loiro. "É difícil."

Ela olhou para ele, horrorizada e boquiaberta. "Você acha que eu terminei com você porque eu estava tentando ser difícil?!"

Draco revirou os olhos. "Em primeiro lugar, você não terminou comigo, não seja ridícula. Um término exigiria uma conversa adulta e real sobre o assunto, em vez de você apenas me ignorar na esperança de que eu fosse embora. O que claramente não irei." Ela queria estrangulá-lo. "Em segundo lugar, não. Se você estivesse tentando ser difícil, eu sei que seria porque você está com medo, mas, eventualmente, você terá que começar a caminhar com seus próprios pés—"

"Ahhh!"ela gritou, empurrando-o para trás com as duas mãos contra o peito dele. "UGH!" O ruído foi gutural, saindo das profundezas de sua garganta. Ela não teve escolha em sua entrega, como se sua raiva e frustração precisassem apenas de alguma forma que sair do seu corpo.

Ele sorriu, dando um pequeno passo para trás. "Princesa-"

"Pare. De. Me. Chamar. De. Princesa!" Hermione gritou, sem pensar, mas instintivamente agarrando sua varinha e jogando o primeiro feitiço que ela conseguiu pensar em sua direção.

Malfoy se abaixou no último minuto e Hermione assistiu, horrorizada, quando Terry, sentado bem atrás dele na linha de fogo, se dobrou de dor. Porra.

Os lábios de Malfoy se contraíram. "Boa pontaria, princesa."

"Cala a boca, cala a boca, CALA A BOCA!" Hermione estava vagamente ciente de que estava perdendo o controle, fazendo de si mesma um grande espetáculo do qual ela não queria absolutamente fazer parte. Todos os sussurros e olhares apressados e suspeitas, tantas malditas suspeitas, que vinham a seguindo por semanas, finalmente a quebraram, a pressão deixando-a pronta para explodir. Ela tinha certeza de que ele estava adorando ver sua compostura desmoronar, esquecendo-se completamente de si mesma em uma sala cheia de pessoas, mas nem todo mundo deveria simplesmente dizer amém para ele. Ela tinha que controlá-lo.

Draco parecia não ter intenção de deixá-la fazer isso. Entre bloquear suas maldições, ele de alguma forma encontrou tempo para arregaçar as mangas - para lembrá-la de sua Marca Negra camuflada por um feitiço - ou braços sexys, ela não tinha ideia. "Calma, Granger... você está perdendo o controle" Draco disse, nem mesmo se preocupando em esconder sua diversão enquanto passeava casualmente pela sala, como se essa luta tivesse se tornado uma demonstração para a classe.

"Vai se foder!" Hermione gritou, aumentando a briga deles para um duelo completo, embora unilateral, jogando todas as maldições que ela já havia aprendido nele, ficando cada vez mais frustrada com cada bloqueio e desvio que ele fazia. Draco fazia parecer tão fácil - se ela não estivesse tão brava como o inferno, teria sido realmente sensual o quão fácil ele sempre dominava até mesmo o mais complexo dos feitiços. Ela se perguntaria o quão poderoso ele realmente era e ponderaria se ele estava desperdiçando todos os seus talentos em coisas estúpidas como pegadinhas e tortura. E ser o segundo em comando de outra pessoa.

"Se você sair comigo, pode me foder quantas vezes quiser." Ele deu a ela a piscadela mais irritante, mas diabolicamente charmosa de toda a sua vida.

Hermione se contorceu quando algumas garotas na sala de aula se engasgaram. Ela viu Pansy jogar o cabelo do ombro e se afastar com altivez do drama que havia atraído toda a classe, como se se ela não visse o problema (Hermione), ele não existiria. Malfoy tinha acabado de convidar todos para sua conversa anteriormente privada e Hermione viu tudo vermelho.

"Eu te já te disse, Malfoy. Eu não quero sair com você nunca mais!" Um de seus feitiços finalmente o acertou, fazendo um pequeno corte em sua bochecha. Ela instantaneamente se arrependeu e lutou contra tudo o que tinha para não se desculpar imediatamente e ir curá-lo.

Não. Ele mereceu isso.

Malfoy parou e Hermione poderia jurar que toda a classe prendeu a respiração, observando para ver o que ele faria. Ela não tinha certeza se alguém já havia ousado ferir fisicamente Draco Malfoy assim. Enquanto ela estava lá, varinha pendurada frouxamente ao seu lado, esperando por sua inevitável retaliação, Malfoy alcançou sua bochecha com as costas da mão como se estivesse em câmera lenta e limpou o sangue, olhando-o criticamente.

Hermione engoliu em seco. Os segundos pareceram durar meses e, estranhamente, ela sentiu seu corpo ganhar vida - seja por adrenalina ou luxúria, era muito difícil dizer. Me possua, amor, sua mente choramingou, sabendo que ele estava prestes a puni-la de alguma forma e, francamente, ela mal podia esperar.

De repente, ele estava em modo de ataque total, lançando maldições e feitiços para ela tão rapidamente que ela perdeu totalmente o fôlego. Cega e desequilibrada, ela só podia ver o contorno dele, caminhando em sua direção enquanto sentia suas roupas rasgando, percebendo que de alguma forma ele havia cortado apenas as alças do sutiã e as duas pontas da calcinha, fazendo o tecido cair no chão. Se ela tivesse tido algum tempo para reflexão, ela teria ficado impressionada com o nível de habilidade e controle sobre a magia que ele deve ter levado, não apenas para cortar debaixo de sua saia e suéter, mas também para localizar o corte, de modo que nenhum pedaço de sua pele foi ferido. Ela não teve tempo de ficar impressionada, no entanto - apenas completamente humilhada e de alguma forma molhada.

Draco estava agora diretamente na frente dela, seus movimentos de braço quase tocando sua própria varinha estendida, tentando inutilmente se defender, quando um olhar de pura maldade ultrapassou seu rosto - e Hermione sabia que ela estava totalmente ferrada. "Saia comigo, Granger."

Hermione tentou jogar mais uma maldição nele, uma igualmente humilhante que o deixaria pendurado de cabeça para baixo pelos tornozelos como ele merecia, mas ele apenas deu um tapa na varinha da mão dela, como se fosse uma mosca irritante. Ele então atirou nela com um feitiço que ela não reconheceu, e Hermione se engasgou imediatamente com o golpe. Um calor começou em seu estômago antes de afundar como água entre suas pernas, aumentando e aumentando em vapor até que não era mais calor, e sim prazer. Hermione conhecia muito bem esse sentimento - era idêntico ao que ela experimentou todas as manhãs, pendurada em seu galho.

Ela engoliu audivelmente quando seus olhos se voltaram para ele, sabendo o que ele tinha acabado de fazer, mesmo que ela não tivesse ideia de como. Esse filho da puta. Ele inventou um feitiço de orgasmo também? Quão inteligente ele é?

Sem varinha para gritar 'Finite Incantatem', Hermione apenas ficou lá, começando a tremer, olhando para ele desesperadamente, pedindo uma ajuda silenciosa, já se perdendo no sentimento que crescia em seu núcleo.

Voltando à sua pose anterior de colocá-la contra a parede (só que agora ainda mais arrogante, com as palmas das mãos espalmadas e inclinadas), ele sussurrou: "Admita a derrota, Granger." Hermione tentou ignorá-lo, inclinando a cabeça para trás, sem saber para onde olhar enquanto sentia o clímax crescendo dentro dela. Ela se contentou em fechar os olhos, tentando fingir que ele não estava tentando fazê-la gozar na frente de quase toda a turma observando-a. "Admita a derrota e talvez eu deixe você gozar."

Esse desgraçado. A única coisa pior do que não gozar agora seria...gozar agora. Ele a pressionou ainda mais. "Não há realmente nenhum motivo em nos negar, amor." Hermione abafou seu maior gemido até então, mordendo o interior de sua bochecha enquanto uma de suas mãos instintivamente alcançava o cinto dele, agarrando-o. Com Draco de costas para a classe, ela esperava que pelo menos ninguém tivesse visto o movimento. "Se todos já assumem o pior de você, você pode pelo menos se permitir um pouco de diversão." Uma de suas mãos segurou seu rosto, os dedos descendo por sua bochecha. "Você não quer ganhar um pouco desse ódio? Você sabe, fazer algo perverso para realmente merecer isso?"

Ele estava certo, caramba, ele estava certo. Não era como se ela pudesse cair ainda mais em desgraça aos olhos de todos. Por que ela ainda se agarrava tão desesperadamente a uma imagem primitiva que não existia mais? "Tudo bem", ela grunhiu, puxando os quadris dele para mais perto, querendo muito algo que a estabilizasse.

Ele se inclinou em seu ouvido, colocando a mão em sua cintura. O movimento sozinho quase a empurrou para a borda. "Tudo bem o quê, princesa?"

Ela quase esqueceu com o que estava concordando, muito desesperada por outra coisa no momento. "Eu vou a um encontro com você", ela choramingou. "Por favor, pare com isso." Ela apertou as coxas juntas, se contorcendo. Não passou despercebido por ela que ele pegou o jeito que ela o convidou para sair no primeiro encontro – no meio de um duelo - e virou de volta para ela, fazendo o mesmo. Ela estava curiosa para saber se brigar entre si excitava os dois, ou se era só a ela. Eu duvido. "Termine isso mais tarde", Hermione acrescentou com voz rouca.

Ela sentiu o sorriso malicioso dele quando ele acenou com a varinha e a sensação imediatamente foi embora, deixando-a ofegante, desmoronando contra a parede. "Isso não foi tão difícil, agora foi?" Ele inesperadamente roubou um selinho, como se não pudesse se conter e que se danasse o público. "Pego você hoje à noite às 7. Venha com fome, vamos jantar juntos."

Ele se virou para ir para seu lugar, como se alguém pudesse ter uma aula normal de Transfiguração depois disso, e Hermione apenas o encarou. "Mas é dia de semana..." Se ele ouviu seu protesto silencioso, ele não demonstrou.

Com um timing verdadeiramente milagroso, McGonagall entrou na sala segundos depois e Hermione observou o mesmo garotinho que pisou no pé de Malfoy no Salão Principal na manhã seguinte ao bloqueio, sair correndo pela porta, envergonhado como o inferno. Pelo menos ele não é mais um furão...

McGonagall parecia bastante irritada com o fato de todos estarem conversando e totalmente distraídos ao longo da próxima hora, mas pelo menos um aluno foi capaz de fazer a nova transfiguração que estavam aprendendo na primeira tentativa. Infelizmente para McGonagall - e para Hermione - aquele aluno era Malfoy.


"Bom, ouvi dizer que você tem um encontro hoje à noite." Harry disse, jogando o Mapa do Maroto na mesa mais isolada da biblioteca, sentando-se com Daphne nas cadeiras ao lado de Hermione, depois das aulas. Ela queria desesperadamente terminar todas as suas tarefas para o dia seguinte, pois ela tinha a sensação de que iria até tarde com Malfoy naquela noite.

"Você teria ouvido em primeira mão se ao menos tivesse se dado ao trabalho de aparecer na aula de Transfiguração hoje." Hermione respondeu, sem tirar os olhos do livro.

"Dormimos demais." Harry respondeu, corado.

"Dormimos demais? É sério?" A loira jogou seus cabelos compridos para trás e se dirigiu à Hermione. "Perdemos a hora porque acordei com Harry tirando a minha calcinha e acabamos fazendo um sexo matinal incrível e-"

"Daphne!" Harry exclamou, escandalizado.

"Ué, achei que um dos nobres lemas da Grifinória fosse falar sempre a verdade e toda essa merda." Daphne bufou rindo, enquanto Harry parecia cada vez mais mortificado com a namorada.

"Mas você é uma sonserina, amor."

Daphne sorriu, passando os braços pelo pescoço de Harry e dando um beijo delicado em sua mandíbula. "Graças a Merlin por isso, querido."

Hermione revirou os olhos. O porquê de Harry se apaixonar por Daphne sempre será um mistério. A loira então virou-se para Hermione. "Bom, Granger. Estou feliz que sua cabeça não esteja mais enfiada na sua bunda e que você finalmente resolveu dar a Draco uma chance real. A propósito, espero que vocês transem bastante hoje, para ver se esse seu mau humor todo melhora."

Hermione olhou para ela irritada, mas logo se interrompeu percebendo algo: toda a razão pela qual Daphne a chamou para conversar na aula de Herbologia foi porque ela também sabia. Se Draco sabia que Hermione era uma espiã na época, é claro que a melhor amiga dele também saberia. Não foi à toa que Daphne disse que ela estava cheia de merda quando reclamou sobre as intenções desconhecidas de Draco - ela sabia que era Hermione quem realmente o usava e não o contrário.

Caramba. Isso é estranho. Ela não gostava de admitir que estava errada.

"Meu amor, será que você não consegue ficar por pelo menos cinco minutos sem tentar nos envergonhar com comentários sexuais?" Harry estava rindo, aparentando estar quase desistindo de tentar fazer a sonserina se comportar. Daphne revirou os olhos, enquanto retirava os braços que estavam em volta de Harry e relaxava em sua cadeira.

"Vocês grifinórios são tão puritanos." Daphne suspirou dramaticamente "Certo. Vamos fazer isso apenas quando Draco também estiver por perto, tudo bem para vocês?" Hermione sentiu o rubor de suas bochechas se estendendo até o peito. Isso fez Daphne rir. "Ah, não sejam tímidos. Qual o problema de falar sobre sexo?"

"Daphne, por favor!" Harry exclamou, horrorizado.

Oh, meu Merlin. "Você tem andado muito preocupada com a minha vida sexual ultimamente, Greengrass. Tem algo que você queira me dizer?"

Daphne sorriu como um lobo. "Eu apenas prezo pela felicidade do meu melhor amigo, e já que ele decidiu que você é uma parte fundamental nessa equação, é uma preocupação justa, você não acha?" Parte fundamental para a felicidade de Draco? Hermione estremeceu de prazer com o comentário. "De qualquer forma, não se preocupe, Granger. O meu tipo é magro, cabelos pretos bagunçados e lindos olhos verdes... então você passou longe." Harry revirou os olhos, mas em seguida enviou a Daphne um olhar apaixonado que a loira absolutamente correspondeu. Hermione bufou enquanto Daphne se levantava. "Bem, aproveite a noite com Draco, Granger... Não faça nada que eu não faria." Daphne deu uma piscadinha para Hermione. Degenerados. Todos os três, pensou Hermione, se referindo mentalmente ao trio de amigos sonserinos.

Daphne parou atrás da cadeira de Harry e logo em seguida puxou a cabeça dele para trás, dando um selinho demorado, de cabeça para baixo. "Te encontro nas cozinhas para jantarmos, gatinho." Daphne sussurrou nos lábios de Harry, dando mais um selinho nele e se afastando logo após, com um andar de extrema elegância.

Harry acompanhou a namorada com o olhar, parecendo estar em transe, até ela desaparecer de vista. "Eu tenho vontade de arrancar as roupas de Daphne quando ela faz esse tipo de coisa, sabe?"

"Eca." Hermione estremeceu ao imaginar a cena. "Bom. Ela nitidamente tem exercido uma má influência sobre a sua timidez."

Harry balançou a cabeça e riu. "Você implica com ela, mas no fundo você está contente por estarmos juntos."

"Sabe de uma coisa, gatinho?" Hermione interrompeu, zombando do apelido que Harry recebeu da namorada. "Tudo bem você namorar uma sonserina, e eu amo o fato de ela te fazer tão feliz, eu juro, mas você tinha mesmo que escolher justamente a mais inconveniente de todas?" Havia momentos em que Daphne dava nos nervos de Hermione, mas ela tinha que admitir: a garota tinha personalidade.

"Me diz você, princesa. Alguma vez você já conseguiu resistir a toda essa confiante depravação sonserina?" Bem, ela sabia que não, ela não resistia a Draco, então não havia motivo para negar. Era quase ridículo considerar que ela não iria transar esta noite, pelo menos uma vez. Quem estou enganando? Provavelmente pelo menos três vezes. Ela mal podia esperar. "Quer dizer, pelo menos não me apaixonei por Parkinson." Hermione estremeceu por puro horror, refletindo sobre sua terrível piada, enquanto Harry ria da expressão amiga. Hermione acabou se juntando às risadas dele um pouco depois.


"Você está linda!" Malfoy disse enquanto Hermione saía do retrato da Mulher Gorda.

Ela não tinha ideia do que eles iam fazer, então ela escolheu seu casaco habitual, jeans e uma camisa preta de mangas compridas e gola alta. "Você não me disse o que vestir."

"Bom, sua bunda parece letal com essa calça, então você escolheu bem mesmo assim."

Por que ela gostou tanto do elogio? Não foi nem um pouco bom. "Como você sabe? Você não pode nem me ver de costas agora."

"Eu reconheci os seus jeans pela frente, Granger. Essa é a minha calça favorita em você, abraça sua bunda da maneira certa." Ele deu a ela um sorriso inocente que estremeceu nas bordas quando ele estendeu a mão. "Está pronta?"

Ela ainda estava tentando controlar a sua empolgação com a perspectiva de sair com ele novamente, sabendo que realmente não deveria estar tão ansiosa. Ela sentiu como se ele pudesse ler isso escrito em seu rosto, de qualquer maneira. "Aonde vamos?" Jogue com calma, jogue com calma. Por mais que ela estivesse tentando lutar contra isso, ela ainda estava emocionada com a ideia de escapar do castelo. Fora dessas paredes, seria ainda mais fácil esquecer a guerra e ter que fingir que Draco era tudo o que ela sempre quis de um homem, mas tinha muito medo de admitir em público. Os casais não precisavam concordar em tudo, não é?

"Sério, Granger?" Ele ergueu a palma da mão mais alto. "Você acha que eu estragaria a surpresa assim?"

Eu nunca sei o que você está prestes a fazer. Ela colocou a mão na dele, o calor subindo por seu braço.

"Essa é a minha garota." Ele piscou, e um segundo depois, Hermione se engasgou quando sentiu os sinais reveladores de aparatação tomando conta de seu corpo, apertando-a contra Draco através daquele túnel entre o tempo e o espaço.

Ela caiu de pé trêmula. "C-como você fez isso?" ela sussurrou, olhando para ele em descrença. Tanto quanto ela sabia, ninguém poderia desaparatar de Hogwarts. Ninguém.

Ele se inclinou para um selinho, claramente encantado com a maneira como a boca dela se transformou em admiração surpresa. "Depois que Pomfrey me baniu da ala hospitalar, eu descobri como lançar proteções localmente por alguns segundos, incluindo as proteções em torno do castelo," ele sussurrou contra os lábios dela. "Ninguém pode me impedir de ir até você agora." Hermione engoliu em seco, observando avidamente o brilho de seus olhos. "Ninguém." Um inferno acendeu em sua barriga, implorando para que ela o arrastasse para algum beco deserto e fizesse o que quisesse com ela. Uma de suas mãos apertou sua cintura. "Eu não contei isso a mais ninguém."

A implicação era simples: você vai?

Hermione sabia que deveria, teoricamente, dizer a alguém que um Comensal da Morte poderia deixar o castelo quando bem entendesse, mas um flash da bengala de Moody enfiada em seu pescoço durante o interrogatório a fez decidir por ela. "Eu também não vou contar." Afinal, se ele disse que não havia contado a mais ninguém, isso significava que ele não havia contado especificamente a Voldemort. Sua punição abalou a lealdade de Draco a ele? Draco realmente não parecia a Hermione como um homem que respondia bem às lições baseadas no medo. No mínimo, ela podia ver o ataque de Voldemort sobre ele tendo o efeito oposto em sua devoção e afastando-o.

Por assim dizer, parecia que Draco estava oferecendo a ela um pequeno ramo de oliveira, dizendo 'não preciso fornecer armas para o meu lado, se você puder fazer o mesmo'. Talvez isso pudesse permanecer como seu pequeno segredo - e ser o começo de muitos mais.

Hermione também não perdeu o fato de que ficar longe dela, mesmo que apenas por uma hora, o deixou tão louco que ele aprendeu a decifrar uma magia de séculos. Quando ela encontraria outro homem não apenas poderoso o suficiente para fazer isso, mas que também a amasse o suficiente para tentar fazer isso por ela?

Ele sorriu antes de beijá-la novamente, mas lentamente agora, tomando seu tempo para roubar completamente o fôlego dela, suas mãos atrás de suas orelhas e sua língua tortuosamente girando em torno da dela. Ele se afastou com um leve puxão de seu lábio inferior, seus olhos absorvendo cada pedacinho de sua expressão embriagada. "Merda, eu te amo para caralho."

Como diabos ela deveria sobreviver a esse encontro? Hermione desviou o olhar, as mãos ainda segurando os antebraços dele, tentando não balançar no lugar. Ele realmente nunca foi bom para ela, mas ela estava começando a se importar cada vez menos com isso. Alguém é realmente tão apaixonado assim? Ela com certeza sabia que não era - todos ao seu redor a lembravam disso. Mas um fato permanecia: ela o amava.

"Eu não posso acreditar que você me obrigou a vir a um encontro com você."

Draco bufou. "Hermione," ele cutucou o rosto dela de volta para o dele, "nós estamos sozinhos agora. Você pode parar com o ato 'eu-te-odeio'. Ninguém tem que saber que você está cedendo a mim de novo." Ele sorriu quando sentiu o arrepio quente que a percorreu com sua declaração.

"Eu vou saber", ela respondeu teimosamente.

"Sim", ele disse, "mas você vai gostar, porque você gosta de mim. Espere, desculpe", ele se inclinou em seu ouvido, "você me ama." Ela riu, pois ela tinha acabado de se comportar de uma forma que dizia exatamente o contrário.

Ele realmente não vai deixar isso passar, vai?" De novo. Você me sequestrou, então, na melhor das hipóteses, o que sinto por você é a Síndrome de Estocolmo."

"Não", disse ele, girando nos calcanhares enquanto começava a arrastá-la consigo, "se fosse assim, você não poderia ter gostado de mim desde o começo."

"Eu não gostei-"

"Continue repetindo isso para si mesma, princesa."

Ela bufou, mas de repente, o ar salgado do mar atingiu seu nariz e Hermione olhou em volta, completamente assustada quando viu que eles estavam no meio de alguma marina com pessoas circulando. Aparatamos na frente deles?!Havia uma garotinha olhando para eles com a boca aberta e uma bola de sorvete esquecida e derretendo a seus pés, então presumivelmente: sim. Hermione estava tão completamente consumida por Malfoy que ela perdeu tudo ao seu redor. "Espere, onde estamos?"

Ele soltou uma risada baixa, apertando a mão dela na sua maior. "Cannes"