Olá, pessoal, finalmente a continuação do encontro deles. Gostaria de pedir para que vocês comentassem com o feedback de vocês, suas opiniões e o que estão achando da história. Isso incentiva muito o autor e eu fico muito feliz quando leio tudo. Esse é o maior capítulo da fic até agora, então tem muito Dramione pela frente. Espero que gostem!
Draco e Hermione deixaram a boutique uma hora depois, saciados e radiantes, tendo também encontrado um vestido prateado que brilhava a cada movimento que Hermione fazia, agarrando-se aos seios e parando um pouco antes do meio da coxa. Assim que Draco o viu adornado em seu corpo, ele declarou com orgulho que mal podia esperar para ver os rostos de todos os outros homens na boate quando eles a vissem, apenas para perceber que eles não poderiam tê-la como ele podia. (Foi assim que Hermione felizmente soube que ele a levaria para sair depois do jantar). Foi divertido ver que, embora ele fosse insanamente possessivo, essa parte dele não era tão avassaladora quanto a parte que queria exibi-la e que sentia prazer em provar ao mundo que ela o escolheu, apesar de todas as probabilidades.
Hermione estava atualmente usando um outro vestido preto muito menos chamativo - que ele também comprou para ela - que provavelmente valia mais do que todo o guarda-roupa de Hermione, mas ela tentou não se concentrar nisso. Draco tinha escolhido um paletó elegante para si mesmo, com o qual ele naturalmente parecia impecável e Hermione imaginou que agora eles estivessem indo jantar. Onde, entretanto, ela não tinha ideia, considerando que eles pareciam muito chiques para a maioria dos lugares que ela conseguia imaginar.
Draco a estava levando de volta para as docas, agora muito menos lotadas, mas ainda habitadas por alguns estranhos boquiabertos. Estamos vestidos como se tivéssemos acabado de sair de um anúncio da GQ. Draco não prestou atenção aos trouxas enquanto conjurava uma rosa branca, do nada, entregando-a a ela.
"Draco," ela advertiu, movendo-se rapidamente para escondê-lo atrás das costas enquanto empurrava a varinha dele para baixo, "ainda há pessoas aqui e, julgando por seus rostos, eles não estão acostumados com magia-"
"Eu não tenho vergonha de quem eu sou Hermione, então eu me recuso a me esconder", ele a cortou. Ela queria brigar com ele sobre isso, suas pálpebras piscando rapidamente enquanto pensava em sua refutação, porque não era disso que se tratava, mas ele era muito persuasivo. "Você também não deveria. Tenha orgulho de quem você é." Ele colocou um pouco de seu cabelo atrás da orelha. "Eu sei quem eu sou." Droga, ele é bom. "A propósito, chegamos." As sobrancelhas de Hermione franziram em confusão, procurando por algum restaurante flutuante que ela não viu. Porque não havia um. Em vez disso, eles estavam parados na frente, não do maior - havia outro gigantesco barco de festa na fileira que detinha aquele título - mas talvez um dos iates mais chiques atracados na marina.
"Como assim?"
Ele apontou com a cabeça para o barco atrás dele, e Hermione leu o nome Lealty pintado em seu casco. "É o iate da minha família. Achei que fosse aqui que poderíamos comer e passar a noite."
A mandíbula de Hermione se contraiu, tentando processar a abundância de informações que ele acabou de lançar sobre ela. Eles possuem um iate? Por que está na França? Com que frequência eles usam isso? Que tipo de pessoa possui seu próprio iate, aliás? Vamos ficar ancorados a noite toda? Espere... "À noite? O que quer dizer com passar a noite? "
"Bem, sabe, quando o sol se põe no céu, além do horizonte, e toda a luz desaparece, o que acontece é essa coisa chamada..."
Há! Esse cara pensava que era hora de fazer piadas de repente. Ela o encarou. "Malfoy-"
"Nós temos que dormir em algum lugar, princesa!" Ele disse como se fosse óbvio. "Não é uma boa ideia aparatar bêbado - especialmente até aqui. Basta perguntar à Daphne." Hermione não tinha pensado nisso. Ela nunca tinha tentado aparatar tão longe, nem mesmo estando sóbria.
Ela levantou uma sobrancelha cética. "E nós vamos ficar bêbados hoje à noite?"
Ele sorriu para ela. "Eu disse a você que iríamos para uma boate, não disse? De que outra forma você poderia fazer isso?"
Draco levantou um ponto justo, mas o fato permaneceu. "Então voltamos para o castelo logo pela manhã, antes das aulas?"
"Veremos." Ele colocou a mão quente nas costas dela e a conduziu até a rampa para embarcar no iate, ajudando-a a subir.
"Veremos?"
"Granger, relaxe. Podemos voltar assim que você quiser, mas confie em mim... você vai querer ficar mais tempo."
"Bastardo arrogante", ela murmurou.
"Nah," ele respondeu arrogantemente, juntando-se à ela e, por alguma razão, seu pequeno pulo ao lado dela lembrou Hermione do quão alto e gostoso ele era. Ela gritou consigo mesma para parar de cobiçá-lo tão obviamente. "Apenas confiante."
Uh huh. "E o que faríamos amanhã?"
Ele liderou o caminho para o deck da frente, onde uma mesa à luz de velas os esperava, um vaso vazio no centro, pronto para a rosa de Hermione. Droga, droga, droga, ele pensou em tudo. Ela o olhou furtivamente e se perguntou se era apenas a sua imaginação ou se as pétalas realmente se abriram um pouco mais quando o caule mergulhou na água, quase brilhando ao liberar seu cheiro maravilhoso. "Relaxar. Nadar. Aproveitar." A maneira travessa com que a luz em seus olhos dançou disse a ela exatamente o que ele queria dizer com aproveitar.
"Eu não trouxe um maiô."
Draco pareceu adorar que ela nem estava lutando contra ele sobre a sua suposta diversão, feliz por eles terem pelo menos superado esse pequeno obstáculo. "Ah, não?" Seus lábios se curvaram diabolicamente. Por que eu estou lutando contra o desejo de beijar todo o rosto dele? "Sério?"
Draco puxou a cadeira para ela e a empurrou de forma cavalheiresca depois que ela se sentou. Hermione não estava acostumada a usar roupas tão restritivas. "Você sabe muito bem que não, Malfoy." Ela revirou os olhos. "E acabamos de sair de uma loja."
"Hum." Draco sentou-se na frente dela, desabotoando o blazer e pegando a garrafa de champanhe, abrindo-a com um floreio e fazendo-a rir quando a rolha voou direto do barco e caiu no oceano com um pequeno estalo. "Devo ter me esquecido."
Ela sorriu para ele enquanto aceitava o copo que ele serviu. "Deve ter."
Hermione não achava que foi um acidente ele esperar até que ela trouxesse a bebida gaseificada aos lábios para dizer: "Acho que vamos ter que nadar pelados".
"O-o quê?" ela cuspiu, tossindo surpreendida.
A maldita covinha resolveu aparecer de novo logo agora. "O que, Granger? Não me diga que você ainda tem medo de um pouco de nudez?"
Ah, foda-se. Ela jogou a cabeça para trás e bebeu o copo, oferecendo-o de volta para ele encher novamente. "O que você desejar, Malfoy."
Ele mordeu o lábio, amando a atitude dela antes de esvaziar sua própria taça e encher cada uma delas de novo, generosamente. Hermione estava vagamente ciente de que isso não era algo chique, encher uma taça de champanhe até ele quase transbordar, mas que se dane. Eu vou desperdiçar o dinheiro dele se isso é algo que ele realmente quer.
Um elfo doméstico apareceu para atendê-los e partiu logo depois, seguindo as instruções de Draco de levar o barco ao redor do porto para que Hermione pudesse se deliciar com a vista da cidade. Se ele estava tentando impressioná-la, realmente não precisava ir tão longe. A coisa mais elaborada que qualquer cara já tinha feito por ela antes disso foi levá-la para um piquenique, mas realmente, Hermione pouco apreciou o gesto. Ela supôs que gostasse um pouco mais da atual companhia.
Hermione ficou surpresa ao ver o maxilar de Draco cerrar quando olhou para ele. Havia uma qualidade suave em sua voz quando ele perguntou a ela: "Então, o que você acha, Granger? Quais são as minhas chances de conseguir outro encontro depois deste?"
Hermione o olhou com curiosidade. "Não é um pouco cedo para me perguntar isso?"
Draco encolheu os ombros, mas ela podia dizer que ele estava estranhamente nervoso. "Eu gosto de planejar com antecedência." Ela duvidava que isso fosse verdade. Por outro lado, ele afirmou que gosta de você há anos... "Quer fazer uma aposta?"
Hermione jogou a cabeça para trás, concentrando-se em cortar o Filé à Chateaubriand em seu prato. Ela achava que as chances de ele simplesmente convidá-la para sair novamente e ela aceitar, seriam maiores do que fazer uma aposta. "O que você tem em mente?"
Draco observou Hermione erguer a carne com um garfo delicado e colocá-la na boca, lambendo o molho dos lábios. Como ele me faz sentir que algo tão normal quanto comer seja de repente erótico? Esse menino é obcecado por mim. "Quadribol." Ele limpou a garganta áspera e tentou novamente. "Vamos apostar no Quadribol. Se dermos uma surra em vocês neste fim de semana, posso levá-la para outro encontro."
Então ele ainda gosta desse jogo de perseguição, embora a partida já esteja praticamente ganha? Hermione descobriu que não estava surpresa. "O que constituiria uma surra?"
Draco sorriu perversamente. "Ah! Você saberá quando acontecer."
Ela bufou. "Cuidado. Se você ficar mais convencido, vai ter que se transferir para a Grifinória."
"Obrigado por admitir que os grifinórios são todos idiotas arrogantes."
"É uma espécie de efeito colateral de ser sempre o melhor", ela retrucou.
Ele parecia muito feliz ponderando a declaração. "Você diria isso sobre o sexo também?"
Droga. "Foco, Malfoy." Ele jogou a cabeça para trás rindo, claramente se divertindo muito. Hermione teve que morder a bochecha quando ele a encarou novamente, seu estômago em nós completos.
Ele já pareceu tão lindo? Quer dizer, ele sempre foi injustamente bonito, mas... Merda, o que diabos está acontecendo comigo? Que tipo de euforia hormonal eu estou passando atualmente? Ela tentou sentir um pingo de vergonha e até mesmo um pingo de culpa por amar cada segundo deste momento, mas descobriu que ela realmente, verdadeiramente, não sentia
"Temos uma aposta?"
"Claro. Se você acha que consegue pegar o pomo antes de Harry, deixando o destino da nossa relação ao acaso, fique à vontade."
Draco a estudou por cima da borda de seu copo, claramente refletindo sobre as suas próximas palavras. "Sabe, você realmente não se encaixa muito bem na Grifinória."
Hermione mastigou sua refeição um pouco mais devagar, o molho de pimenta de repente parecendo mais salgado em sua boca. Ela evitou seu olhar. "O que você quer dizer com isso?" As luzes cintilantes flutuavam enquanto eles navegavam vagarosamente ao longo da costa.
"Não é um insulto, princesa. Eu só acho que você sabe que poderia ter sido classificada em outro lugar." Os olhos dela se fixaram nos dele. Como ele sabe? "Comigo."
Ela tinha que descobrir. Isso realmente foi longe demais. "Como você sabe tanta coisa sobre mim?"
"Amanhã. Eu te conto amanhã." Draco ofereceu com tanta facilidade, sem nenhuma resistência, que ela se sentiu compelida a acreditar nele. Era como na vez em que ele disse a ela que explicaria sobre bússola, e então ele de fato o fez. Amanhã. Posso esperar até lá. "Mas essa é bastante fácil. Já disse isso antes e vou dizer de novo: somos iguais"
"Então, como você sabe que não deveria ter sido um Grifinório?"
Draco deu a ela um olhar apressado e incrédulo, cortando seu próprio pedaço de bife. "Hermione... por favor!" Ele disse, a voz gotejando com o tom baixo. Não era a primeira vez que ela se perguntava como teria sido a vida dele se talvez Draco tivesse tido melhores influências. "Mesmo no básico, você simplesmente não pertence àquele lugar. Você quase não fez amigos", ele não estava dizendo isso como uma piada, mas a pele dela se arrepiou do mesmo jeito, "na verdade, seu primeiro amigo na escola quase foi parar na sonserina também - escolha terrível inclusive." Hermione bufou, pegando sua taça de champanhe, imaginando que precisaria de mais álcool para esta conversa. "Você é incrível em poções e essa matéria é ensinada pelo meu chefe de casa. Você é uma de nós, você sempre foi - você deveria ter sido.
"Essas coisas são superficiais diante da escolha, Malfoy."
Draco continuou sem se abalar. "Você é astuta, você é implacável, você está disposta a fazer o que for preciso para cumprir suas tarefas, e isso inclui brincar com o coração de um homem." Hermione engoliu um nó na garganta, afogando-o na bebida enquanto ele lhe lançava um novo sorriso. "Você acha que a maioria das pessoas gosta do tipo de coisa que nós gostamos?"
Hermione soltou um suspiro de alívio, grata por receber um ponto sobre o qual ela poderia debater. "Eu não acho que o chapéu seletor considere as nossas inclinações sexuais em sua decisão—"
"Você não acha que o que nos excita é um reflexo das nossas personalidades?"
Merlin, espero que não. Hermione estava bastante certa de que o que ela desejava num quarto era completamente diferente do tipo de mulher que ela era. Pare de ter vergonha, não é que o que eu quero seja tão ruim assim. Sua cabeça se inclinou com uma nova percepção. "Além disso, você faz parecer que a compatibilidade sexual é o aspecto mais importante de um relacionamento."
Draco riu e se inclinou sobre a mesa, apoiando os cotovelos na borda. "E eu não acho que seja. Mas eu sei que definitivamente ajuda."
Hermione se inclinou também, espelhando-o. "Então, qual você acha que é a parte mais importante?"
Seus olhos mergulharam em sua clavícula, demorando-se para arrastá-los para cima, fazendo amor com cada parte dela que ele tocava com seu olhar. Hermione reprimiu um arrepio. "Química", ele disse a ela sensualmente. "O que eu diria que temos em massa, você não acha?" Era difícil discutir com ele quando ela estava literalmente sendo forçada a cruzar uma perna sobre a outra para recuperar a compostura. Ele cutucou o queixo para cima. "Como estou indo, a propósito?"
A pergunta a pegou completamente desprevenida. "Hã?"
"Nessa entrevista que você está fazendo comigo. Estou passando?"
Então eu fiz algumas perguntas. Grande coisa. "Desculpe-me se não entendi exatamente o porquê de você ainda me querer."
Foi a vez de Draco ficar totalmente desconcertado por uma pergunta. "O quê?"
Ela precisava saber, não importava se ela estava praticamente pedindo elogios: "Por que você gosta de mim?" Ela lambeu os lábios e apressadamente, desajeitadamente, acrescentou: "Eu pensei que talvez fosse para me usar para arrancar segredos quando você descobriu que eu estava trabalhando para a Ordem -"
"Foi você quem fez isso!" Ugh, cutuque a ferida.
"- mas agora não estou mais fazendo!" Ela realmente esperava que ele lhe desse uma resposta real.
Draco sorriu. Ele sorriu um sorriso tão encantador que ela sentiu suas entranhas derreterem em uma bolha distorcida. "Porque você é extremamente inteligente e é mais talentosa do que muitas pessoas de família totalmente mágica, mesmo tendo nascido trouxa. Porque você sabe o benefício de as pessoas subestimarem você até que seja tarde demais para elas." Calculista. "Você não pensa como as outras pessoas; você sempre aborda os problemas de diferentes ângulos e percebe coisas que ninguém mais percebe. Isso também se aplica às pessoas - você vê coisas nas pessoas que os outros ignoram. E você sabe exatamente a maneira certa de usar isso, para cair em suas boas graças." Astuta. "Às vezes você dá às pessoas a cortesia de vê-las como elas realmente querem ser vistas. Você é gentil, mesmo quando as pessoas não merecem." Ele riu. "E, principalmente, quando as pessoas não merecem, quase como se você estivesse tentando ensinar-lhes uma pequena lição sobre como você é secretamente melhor do que elas." Sonserina. " Você também é engraçada e atrevida, e cheia de um fogo que os outros só conseguem desejar. Resumindo, você é fascinante."
"Bem. Eu acho que eu gostei de ouvir isso" ela zombou com altivez.
"Além disso, porra, você é boa em mentir. Quer dizer, seu rubor te denuncia às vezes, mas você pode simplesmente contar uma mentira como se sua vida dependesse disso em qualquer dia da semana. Eu sinto que pode até ser patológico nesse ponto, mas, eu juro, às vezes você é tão boa que até se convence de que o que está dizendo é verdade."
"Você sempre me disse que eu era uma péssima mentirosa" rebateu Hermione, olhando para ele com ceticismo.
Draco sorriu para ela. "Bem, sim. Você é péssima em mentir para mim." Ele fez uma pausa e seu rosto mudou para uma expressão de quem iria admitir uma derrota. "E para Potter também, por mais que eu odeie ter que admitir isso". Nesse ponto, Hermione sorriu. "Mas com todo o restante, isso é quase uma segunda natureza para você, tão fácil quanto respirar e é apenas... impressionante." Hermione não sabia como responder a isso, mas felizmente ele continuou. "Então, agora que cantei seus elogios, querida, diga-me o que você ama em mim."
Foda-se. Hermione se inclinou e puxou o rosto dele sobre a mesa, com a intenção de beijá-lo até fazê-lo esquecer a pergunta que ele havia feito com a intensidade de seu beijo. Os lábios de Draco se contraíram, sabendo o que ela estava fazendo – evitando a pergunta. Porra, eu realmente não pareço uma Grifinória às vezes, não é mesmo? - mas ele estava mais do que feliz em brincar com a distração dela, inclinando a cabeça e aprofundando o beijo, enquanto suas próprias mãos subiam para segurar suas bochechas de volta, seus lábios e palmas disparando pequenas faíscas de eletricidade que explodiram suas veias em chamas. Ela sabia que ele tinha o mesmo fogo que tinha visto nela.
Draco se afastou, ainda segurando o rosto dela diante dele. "Uau, esclarecedor, amor, de verdade. Mas meio que prova o meu ponto de vista de que você está disposta a explorar minhas fraquezas."
Hermione não tinha certeza se era pelo calor do momento ou uma tentativa de refutar a avaliação depreciativa dele, mas respondeu: "Tudo". Seus olhos se arregalaram com a verdade de suas palavras, de repente se sentindo presa: em seu alcance, seu olhar, dentro do iate.
Draco não a deixou entrar em pânico por muito tempo, as mãos a soltando e pegando seus dedos. "Então você confia em mim de novo?" ele perguntou esperançoso.
Sim. Não. Talvez? Os olhos dela piscaram entre os dele, o cinza nunca havia projetado um tom de prata tão reconfortante. "Não tanto quanto se você deixasse de ser um Comensal da Morte." Draco recuou, ainda segurando as mãos dela, mas sentando-se ereto na cadeira. Ele a olhou sério. Ela tinha que falar isso, ela precisava dizer. Parecia que enquanto ele seguisse Voldemort, ele sempre estaria em perigo - do lado dela, porra, talvez até do seu próprio se ele continuasse escolhendo estar com ela. "Deserte."
Draco balançou a cabeça com um bufo, olhando por cima da água. "Você acha que posso fazer isso?"
"Bem, eu não sei, deve haver algo-"
"Não há!" disse ele secamente, voltando-se para ela. Ele parecia zangado. "Você está me pedindo para morrer."
Hermione puxou as mãos para trás, odiando a mudança de humor dele, meio que desejando não ter dito nada, mas sabendo que isso era importante demais para deixar passar. "Não. Estou pedindo para você escolher!"
"Eu já escolhi. Eu escolhi você, Hermione!" ele disse desesperadamente, passando uma mão ansiosa pelo cabelo. "Você sabe disso, certo? Eu escolhi você."
Hermione brincou com o guardanapo no colo, sem saber o que dizer. Ele escolheu? Ainda parecia que ele havia escolhido os dois - ela e Voldemort, e (pelo menos no momento) ainda tinha permissão para isso. Mas o que acontece quando a paciência de Voldemort acabar? Ela não poderia viver de acordo com os caprichos de um psicopata.
Draco continuou frustrado. "Olha, eu nunca pedi para você mudar. Para mim, você já é perfeita. Cabeça-dura, grifinória, pervertida e perfeita. Minha pequena quase víbora."
Como ele faz tudo soar bem de uma forma que ninguém mais consegue?
"Hermione..." ele começou incerto já que ela havia parado completamente de falar. "Podemos deixar isso para amanhã e ainda nos divertir esta noite? Você pode fazer isso por mim?"
A lista de perguntas cruciais que eles abordariam no dia seguinte já estava se acumulando. Mas sim, ela daria isso a ele, porque sinceramente, ela queria que o encontro continuasse mais do que as respostas. (E quão tóxico era isso?)
"Como você encontrou aquele feitiço de hoje?" ela perguntou. Hermione observou os ombros dele relaxarem, a tensão deixando seu corpo enquanto ele soltava um grande suspiro, bastante agradecido que ela estava dando a ele uma saída por enquanto. Sua postura melhorou, sentindo-se bastante satisfeita consigo mesma.
Draco pegou a mão dela de volta na sua, entrelaçando seus dedos. "Eu tive que fazer minha pesquisa depois que eu soube que você tinha dificuldade para gozar. Você sabe, no caso do meu truque da varinha não funcionar." Ele piscou.
"Sim, eu nunca consegui encontrar aquele feitiço na biblioteca."
Suas sobrancelhas se contraíram, olhando para ela confusa. "Eu não te disse que o inventei?"
O queixo de Hermione caiu. "Espera, você estava falando sério? Achei que você estivesse exagerando!"
"Por que eu precisaria fazer isso, quando sou tão talentoso quanto sou?"
Ele claramente quis dizer parcialmente como uma piada - ela esperava - mas isso é completamente insano! "Malfoy, isso é - como-?" Ela podia sentir seu cérebro gaguejando, tentando encontrar palavras. Quão fodidamente inteligente ele é?!
Draco sorriu. "Você me inspira, Granger." Seu polegar começou a subir e descer no dela. "Além disso, já era hora de você ter um orgasmo real, não acha? Eu acredito que você mais do que mereceu finalmente gozar adequadamente."
Hermione ainda estava muito ocupada, processando o quão louco era ele ter inventado um feitiço, para ela apreciar suas palavras. "Ensine-o para mim."
"Há, de jeito nenhum, princesa. Esse é o meu plano de contingência. Tenho que ter certeza de que você sempre voltará para mim." Engraçado, para voltar eu precisaria ir embora. "Seu prazer é o meu prazer, amor." Ele levou a mão dela aos lábios, beijando-lhe os nós dos dedos.
"Por quê? Porque você o detém?" Como tudo mais sobre mim? Hermione aceitou que o conceito a emocionou.
"Nah. Porque eu preciso dele."
Tudo sempre foi tão alto? As coisas são tão barulhentas? Ou meu cérebro está tão alterado quanto parece apertado, espremido dentro do meu crânio?
Então, ela pode ter bebido demais. Mas quem poderia culpá-la quando o precursor das suas doses de bebida se tornou lamber sal do pescoço de Draco Malfoy- seu delicioso, agora muito picante, pescoço?
O clube era bruxo, com dançarinos flutuando no ar em gigantes bolhas luminescentes roxas e luzes estroboscópicas explodindo de todos os cantos, movendo-se, mudando e brilhando, aparentemente passando por eles tanto quanto a batida pesada da música, mas a bebida parecia distorcer tudo ao seu redor.
Draco vestiu jeans, mas manteve a camisa de botão cinza que ele preenchia tão bem. Ele parecia um pedaço suculento de carne e ela estava louca para morder um pedaço.
Hermione estava bebendo. Draco estava bebendo. Estava tudo bem, estava tudo certo.
Eles mal haviam saído do barco depois que Hermione vestiu seu vestido prateado de costas nuas, porque depois de congelar brevemente no local, com os dedos em seu cabelo, Draco de repente a achou simplesmente irresistível e começou a acariciá-la com as mãos. Ela teve que empurrá-lo rindo, insistindo que ele disse a ela que eles iriam dançar, e ele ia manter a sua palavra. Ela queria tanto isso, desde o cancelamento dos planos de encontro duplo com Daphne e Harry. Draco resmungou, mas os levou embora, deslizando para o segurança do lado de fora do clube uma daquelas bolsinhas ridículas cheias de dinheiro, com as quais ela não podia acreditar que já estava se acostumando, para que eles pudessem pular a fila enorme para passar pela porta. (Hermione fez questão de não fazer contato visual com nenhuma das dezenas de pessoas que ela estava passando a frente.)
E então eles estavam ali, suados e quentes e - como ela deveria se controlar agora que ela sabia como Draco dançava? Ele era ainda melhor do que suas reflexões luxuriosas do passado imaginaram que ele seria: quadris exigentes, mas ainda flexíveis o suficiente para seguir seu ritmo, como se ele estivesse silenciosamente deixando-a saber que ele iria em qualquer direção que ela o guiasse. Seus braços muitas vezes a envolviam completamente, puxando-a para ele, dando-lhe estabilidade para moer e rolar seu corpo contra o dele, mesmo quando sua cabeça começou a girar com a bebida correndo por seu sangue, tornando seus saltos cada vez mais precários. Suas mãos percorriam, beliscando, puxando, brincando, enquanto ele nunca parava de sussurrar em seu ouvido o quão malditamente sexy ela era, e como ele ainda não conseguia acreditar que ela era dele.
Sinceramente, Hermione é que não podia acreditar que Draco era dela. Ela pegou mais do que algumas bruxas olhando para ele apreciativamente e ela com certeza não estava acima de fazer um grande show envolvendo seus braços em volta de seus ombros largos e reivindicando-o com um ou dois amassos vistosos (especialmente depois que eles se encontraram devidamente embriagados). Depois que ela enviou a uma segunda garota um olhar mortal após um beijo quente e pesado, Draco pode ter percebido o que ela estava fazendo. A realização o levou até a lua, com alegria.
"Calma, amor. Você pode retrair essas garras." Ele sussurrou em seu ouvido depois que ela girou de volta e continuou dançando, a bunda pressionando contra ele de uma forma que ela percebeu que ele amava. Hermione não faria absolutamente nada disso - as garras permanecerão para fora, muito obrigada. Draco riu como se tivesse visto isso escrito em seu rosto. "Eu preciso ir ao banheiro," ele disse a ela, o sorriso radiante enquanto seus dentes afundavam no ombro de Hermione por trás, a palma da mão pressionando sua virilha. Eles começaram com toques mais inocentes, mas seu decoro há muito tempo voou pela janela depois de algumas músicas, tateando um ao outro cada vez mais, tentando ver o que eles poderiam fazer em público. (A melhor coisa sobre a música estar tão alta é que ninguém mais podia ouvi-la quando Hermione começou a gemer enquanto ele massageava seus seios no ritmo da batida os balançava no meio da pista de dança lotada). Hermione tinha quase certeza de que Draco estava basicamente usando o corpo dela para esconder a furiosa ereção que esteve presente na última hora. "Você vai ficar bem?"
Hermione jogou a cabeça para trás, descansando-a contra o peito dele. "Sim." Ela piscou para ele. "Eu só vou ao bar."
"Certo." Draco murmurou, inclinando-se praticamente de cabeça para baixo. Ele deixou um beijinho na ponta do nariz dela. "Não faça nada que eu não faria."
"Entendi, então esse clube inteiro ainda está à minha disposição", ela brincou.
Ele deu um tapa na bunda dela, mas riu, afastando-se e reajustando-se. "Gostosa."
Hermione o observou se afastar, um pouco menos gracioso do que o normal, certamente verificando sua bunda apertada enquanto ela mordia o lábio antes de ela mesma tropeçar até o bar.
Ela ficou sozinha cinco segundos antes de um bruxo se aproximar dela. "Posso te pagar uma bebida?"
"Não, obrigada," ela tentou ignorá-lo, mas o homem foi persistente, continuando a oferecer suas opções até que ela viu Draco voltando, encontrando-a instantaneamente. Seu rosto se abriu em um sorriso tortuoso, nem um pouco surpreso ao ver a situação dela, seus olhos quase dizendo a ela 'Eu deixei você sozinha por um minuto... e olhe para isso.' Hermione sabia que ele a estava observando enquanto chamava a atenção do barman e pedia uma nova dose. "Pensando bem, sim. Você pode", disse ela ao estranho.
O rapaz pareceu muito feliz, pensando que todas as suas cantadas cafonas finalmente a conquistaram, pedindo algo doce açucarado para ela em um copo de Martini. "Então, o que eu ganho com isso?" ele perguntou quando o barman colocou o coquetel na frente dela.
"Não tenho certeza," ela disse, tomando um gole inocente, seus olhos continuamente deslizando para Draco por cima do ombro dele. Ele pareceu entender a deixa, contornando o homem, mas sem dizer uma única palavra, ficando logo atrás de Hermione e movendo todo o cabelo dela para um ombro para que ele pudesse abaixar os lábios no pescoço dela e passar a mão na parte superior da coxa dela. Hermione mordeu a borda do copo de seu Martini quando sentiu os dedos dele se arrastarem para cima, levantando a bainha de seu vestido, como se estivesse provocando o estranho mostrando que ele poderia fazer com seu corpo algo que o homem nunca poderia sonhar. Como se afirmasse: 'Você vê isso? Ela é minha. É uma merda ser você. Não contente em apenas eviscerar o homem, Draco torceu a faca ainda mais fundo, lambendo um rastro no lado de sua garganta antes de adicionar uma pitada de sal em sua pele.
Hermione sorriu perversamente, ainda olhando para o homem cujos olhos haviam se arregalado como pires, observando o que estava acontecendo com horror. "Você acha que eu valho apenas o preço de uma bebida?" Ela inclinou a cabeça para o lado, desafiando-o a responder. A onda de poder que ela sentiu foi incrivelmente estimulante.
Draco riu enquanto colocava uma rodela de limão entre os dentes dela, como fizeram a noite toda, e lambeu o sal de seu pescoço antes de engolir sua dose, seu rosto enrugando desconfortavelmente antes de girar Hermione para ele e agarrar o rosto dela com as duas mãos, puxando sua boca para a dele, mordendo o gosto ácido, tentando neutralizar o sabor da tequila. Nenhum deles sequer se preocupou em olhar se o público ainda estava lá quando Draco cuspiu o limão no chão e a mordida começou a se transformar em um amasso contra o bar, a mão dele agora subindo pela parte de trás da coxa dela enquanto a outra cavou em sua espinha.
"Eu preciso tirar você daqui amor, eu não sei quanto tempo mais..." Draco gemeu, sua expressão de dor quando ele puxou para trás apenas um pouquinho, seu lábio inferior em risco de ser mordido por seus próprios dentes.
Hermione não aceitaria nada disso. Aqueles lábios eram dela para morder. Ela se inclinou para trás e o liberou, dando-lhe uma mordida provocante para que ele entendesse a mensagem. Suas pupilas dilataram ainda mais enquanto sua língua tentava verificar se havia sangue, mas não encontrou nada. "Feito. Leve-me de volta, Draco."
Apesar de suas palavras, foi Hermione quem agarrou seu antebraço e começou a arrastá-lo para fora do clube, querendo que Draco pudesse saborear como todos os olhos a seguiram durante a saída, querendo dar a ele aquela emoção possessiva de que ela era sua. Foi ele quem levou a garota que todos estavam de olho para casa e foi ele quem se abaixou e apertou sua bunda sem levar um tapa na cara. (E sim, também foi incrível para Hermione ver os rostos de todas as garotas que o desejaram durante a noite parecerem desanimados enquanto saíam pela porta dos fundos.)
Draco a puxou para baixo do braço quando eles atingiram o ar frio do lado de fora, sacando sua varinha para fazer um feitiço de aquecimento, já que realmente não havia lugar para a dela naquela roupa. "Foda-se, isso foi-"
"Quente!" Hermione terminou por ele, dando um beliscão em seu quadril. Ela se lembrava claramente das palavras que ele havia dito na boutique, mesmo que todo o resto fosse uma bagunça confusa e nebulosa. 'Faremos amor mais tarde, tudo bem?' Merlin, ela esperava que ainda fosse o plano.
Hemione imaginou que tudo dependia de eles voltarem ou não para o iate. Havia algo no ar frio da noite que parecia fazer com que o álcool em ambos os sistemas os atingisse ainda mais.
"Eu ia dizer incrível, assim como tudo sobre você, mas quente também serve."
Oh sim, ela quase esqueceu: Draco bêbado era um ursinho de amor absoluto.
"Meus pés estão me matando!" Hermione lamentou, talvez apenas dez passos depois de sair da boate. Em sua defesa, ela dançou a noite toda com saltos de quebrar as costas e superou isso.
"Não diga mais nada, milady!" Draco disse teatralmente, levantando-a e voltando para a marina. Ela já esperava que ele fizesse algo cavalheiresco como aquilo, ainda mais estando tão afetuosamente embriagado quanto estava. Inferno, ele faria isso sóbrio também, só seria um pouco mais sarcástico antes de me levantar, ela percebeu.
Hermione deu uma risadinha bêbada enquanto o abraçava. "Meu herói", ela respondeu, combinando com seu drama. Ele respondeu girando-os em um círculo, fazendo-a rir e gritar e ela rezou para Merlin para que eles não caíssem no paralelepípedo.
Um estranho assobiou para ela do outro lado da rua - claramente tendo visto sua calcinha, considerando como Draco a estava segurando em um vestido tão curto - mas Draco não perdeu tempo, equilibrando Hermione em um braço e usando a varinha que ainda sustentava o feitiço de aquecimento, fundindo os lábios do homem. "Olhar, não tocar" ele anunciou antes de fazer uma pequena pausa pesada. "Nem falar!" Ele terminou, aparentemente para si mesmo, enquanto reajustava Hermione para uma posição mais confortável em suas mãos.
Hermione observou divertida enquanto o trouxa machista agarrava onde sua boca um dia estivera em pânico total, lágrimas já brilhando em seus olhos antes de ele correr para se proteger. Bom. Espero que ele tenha aprendido a lição. Hermione ouviu em algum lugar que os instintos básicos das pessoas afloram quando elas bebem, e definitivamente parecia ser o caso dela. Seu desejo implacável de ver justiça e igualdade no mundo não era mais temperado por sua necessidade de parecer tão perfeita, assim que o álcool passou a estar envolvido. O homem pecou, tentando fazer uma mulher se sentir insegura na rua, tentando exercer seu poder sobre ela e deixá-la saber que ele a via como alguém abaixo dele, alguém que ele poderia simplesmente gritar e sexualizar, por capricho. Era como Draco havia dito: olhar, não falar. Hermione gostava de ter olhos nela, ela adorava se sentir desejada, mas quando alguém cruzava essa linha, ela não se sentia mais no controle ou segur. Então, por que o homem não deveria ser punido? Por que ela deveria apenas cerrar os dentes e sorrir em vez de deixá-lo ser colocado em seu lugar? Atacá-lo de volta parecia fazer muito mais sentido para ela - e ela estava grata por Draco ter feito isso. "O que ele disse?"
Draco inclinou Hermione para mais perto de seu rosto e deu-lhe um forte beijo na têmpora. "Nada que você devesse ouvir."
"Então você fala francês, hein?"
"Oui!" Draco respondeu sem dar mais detalhes.
Ela tinha uma forte suspeita de que ele estava mentindo para ela. "Você é cheio de merda."
"É merde para você."
"Uou, estou bastante impressionada" ela brincou.
Draco deu-lhe outro beijo. "Ei, só porque minha mãe me obrigou a ter aulas de francês, não significa que eu me lembre de merde nenhuma"
"Mas você se lembra de merde. Parece que é a única coisa de que você se lembra."
"Cala a boca, sua sabe-tudo insuportável!" Draco disse, olhos desfocados, mas alegres. Hermione teve que se perguntar como ele estava encontrando o caminho de volta, já que a pouca concentração que ele ainda tinha parecia estar totalmente focada nela, mas ela podia ver seu iate aparecendo. Ele se inclinou em seu ouvido quando sua voz ficou sensual. "Eu vou molhar até os seus ouvidos só de falar doces e românticas palavras inglesas neles a noite toda, amor."
Hermione jogou a cabeça para trás rindo, fazendo Draco lutar para mantê-la segura em seus braços - mas felizmente ele aceitou o desafio. "Merlin-" ela ofegou.
"Estava aqui pensando," ele interrompeu contemplativamente. "A cera de ouvido é o que acontece quando seus ouvidos ficam excitados?"
"Não!" Hermione gargalhou, aconchegando-se de volta em seu peito. "Não, Draco, definitivamente não é assim que funciona."
"De qualquer forma," eles estavam bem na frente de seu barco agora, as gaivotas grasnando loucamente para eles, "espere ficar toda molhada."
Ela inalou o cheiro amadeirado dele que tanto amava. "Eu pensei que você fosse contra sexo bêbado?" Memórias do baile da escola inundaram seu cérebro.
"Psh. Eu sou contra o sexo quando uma pessoa deliberadamente embebeda a outra com o único propósito de transar com ela, como aquele baterista estava tentando fazer com você. Não contra duas pessoas que já queriam transar quando estavam sóbrias. Há um mundo de diferença."
Hermione tinha que admitir, isso realmente fazia muito sentido, e ela concordou com ele de todo o coração.
Draco os carregou a bordo de seu iate e disse a Skippy, o elfo doméstico (elfo do barco?), para levá-los embora antes de encaminhá-los ao convés da frente, colocá-la de pé e banir sua antiga mesa de jantar. Assim que o barco saiu do cais, ele os transfigurou em uma cama gigantesca, branca e fofa.
"Exibido", ela resmungou.
"Você não gostou?" ele perguntou, parecendo um pouco desanimado enquanto apontava para a estrutura maciça que ia de um corrimão ao outro, mal cabendo a bordo.
"Draco, estamos no convés de um barco; não precisamos de uma maldita cama, só precisamos de um cobertor e alguns travesseiros!"
Ele soltou um grande bufo, mas voltou para sua obra. "Tudo bem", ele concordou, e sua magia resultante foi terrivelmente similar à de seu primeiro tempo completo com ele na Floresta Proibida. Ela estava tão insegura com ele naquela época, até com medo - mas não mais.
Hermione segurou o cotovelo dele enquanto alcançava o tornozelo, tentando desabotoar a fivela do salto.
"Não." Ela olhou para ele assustada, surpresa ao encontrá-lo já olhando para ela suplicante. "Fique com eles."
Hermione sorriu. Eu realmente deveria imaginar. "Ok, rei da safadeza."
Draco gostou disso. Ele agarrou os braços dela e a empurrou, assustando Hermione, que pensou que ela estivesse prestes a bater o cóccix no chão de madeira mal coberto. Eu deveria saber que ele nunca faria isso comigo também. Sua bunda saltou quando ela se acomodou sobre o cobertor que ele claramente tinha magicamente feito para parecer como um colchão aquecido.
Ele começou a desabotoar a camisa, elevando-se sobre ela, sua expressão de alegria escura. "Isso faz de você minha rainha?"
Hermione jogou o cabelo para trás enquanto se apoiava nos cotovelos, observando-o tirar a camisa, seus olhos percorrendo cada um de seus abdominais conforme eles apareciam. Não, ainda não estou acostumada. Ela instantaneamente se sentiu péssima por todos os outros pobres meninos que já tiveram que dividir um vestiário com ele. Dificilmente parecia justo ter que se comparar a um físico tão magro e perfeito que parecia desafiar todas as leis da anatomia normal. Tão rasgado, tão alto e com um belo pau? Fala sério, Hermione suspirou internamente. Alguns homens realmente têm tudo. "Acho que posso aceitar isso."
"Aceitar, hein?" ele demorou, deixando-se cair bem ao lado dela. "Agradeço a Merlin por isso."
Ela rolou para encará-lo. "Obrigada por hoje, Draco." Ela se sentiu meio estúpida em admitir isso, mas ela disse, de qualquer maneira. "Eu tive uma noite incrível."
Ele se iluminou vertiginosamente, alcançando uma mecha de seu cabelo. "Sério?"
Ela assentiu. "Sério." Como se ele não pudesse dizer o quanto ele me fez rir e sorrir para ele a noite toda.
Draco parecia estar se perdendo no mar avelã de sua íris, seu dedo indicador girando em seus cachos castanhos. "Obrigado por confiar em mim." Como isso realmente fazia sentido para ela agora? Quão bêbada ela estava? Ele continuou sinceramente, seus próprios olhos brilhando como a estrela mais brilhante no céu, "Eu posso ficar com você?"
Em qualquer outro contexto, Hermione poderia ter rido da pergunta. Poderia ter parecido bobo, talvez até um pouco ridículo, considerando o quão possessivo ele sempre foi, mas não parecia mais assim para ela. Ele estava pedindo por amor. Draco a amava, de uma maneira especial, e ele não fez nada além de provar isso repetidamente. Ela queria se demorar em suas palavras, marinar nelas e se entregar a ele tão completamente que nem se lembraria de quem era ela sem ele. O peito de Hermione parecia muito pesado e cheio quando ela o expandiu, forçando o ar para dentro.
"Sim."
O rosto de Draco se abriu em um sorriso genuíno, fazendo-o parecer pelo menos um ano mais jovem. Ele tinha um charme de menino desse jeito; ele parecia inocente assim - não é uma palavra que ela pensou que viria a associar ao seu parceiro monitor-chefe no início do ano. "Promete que não vai mais fugir? Não importa o que aconteça?"
A mão dela subiu para a dele, agarrando o pulso ao lado do rosto. Era uma promessa completamente imprudente, tendo em mente que ele tinha uma grande revelação para ela no dia seguinte e ele não havia feito promessas de mudar nenhuma de suas atitudes desviantes, mas ela descobriu que não se importava mais. Ela não sabia se isso era amor verdadeiro. Ela não sabia se isso era obsessão. Honestamente, ela nunca soube o suficiente sobre o primeiro para saber a diferença entre os dois. Tudo o que ela sabia era que, a menos que fosse exatamente assim - ela não queria.
"Prometo" ela jurou, ardentemente.
Hermione o percebeu mudar diante de seus olhos, suas pupilas focando e mostrando a ela o mundo - seu mundo, convidando-a completamente de uma forma que ele nunca tinha feito antes. Assim como ela tinha sua própria pequena guarda com ele, sua própria pequena barreira protetora, agora estava tão dolorosamente claro que ele havia feito exatamente a mesma coisa com ela. Era ainda mais óbvio agora que todas as suas barreiras haviam caído, com sua vulnerabilidade exposta.
Draco se inclinou e carinhosamente roçou seus lábios contra os dela, a mão vagando por sua perna, puxando-a para cima dele, gemendo quando ela se acomodou e apertou seus quadris. Ele beijou um ponto diferente no rosto dela - os cílios, o nariz, o canto da boca - entre cada palavra, seu hálito cheirava a tequila. "Eu te amo tanto, Hermione Granger."
Ela se afastou um pouco, a alegria dançando em seus olhos. "Eu sei." Ele rosnou e tentou puxá-la de volta para sua boca, mas ela escapou, endireitando-se em cima dele. "Nah ah. Agora sexo."
"Hermione!" ele advertiu, suas mãos apertando os quadris dela, ainda descansando em cima dele. "Eu estava tentando ter um momento aqui!"
Ela piscou para ele enquanto lentamente começava a levantar o vestido e tirá-lo, ficando apenas de calcinha, absolutamente adorando o olhar faminto que seus olhos tinham enquanto observava seu corpo se revelar a ele - de repente sem palavras e se afogando em um coquetel letal de amor e luxúria. Ela arrastou as mãos dele para cima e as colocou em seus seios, dando a ele e, portanto, a si mesma, um bom aperto. Ela teve a sensação mais louca de déjà vu, mas com o quão sujos todos os seus sonhos tinham sido ultimamente, ela supôs que era perfeitamente normal.
Agora, se eles não estivessem tão longe da costa para que ninguém mais pudesse vê-los, Hermione meio que teria gostado disso. "Podemos continuar tendo esse momento com você dentro de mim," Hermione sussurrou. Ela precisava dele, pura e simplesmente, e agora, por favor.
Draco grunhiu roucamente enquanto os virava, suas mãos subindo pelos pulsos dela e prendendo-os em sua cabeça. "Você vai ser a minha morte, você sabia disso?" As palmas das mãos dele deslizaram sobre as dela, seus dedos se curvando delicadamente ao redor dos dela.
Hermione adorava quando ele estava em cima dela assim, manipulando seu corpo da maneira que ele queria. Assim como o tempo deles no Salão Principal, ter o rosto dele pairando sobre o dela enquanto ela podia ver o céu acima deles era tão romântico quanto quente e, honestamente, completamente avassalador. Ele era tão malditamente atraente, não estava certo. Isso a fazia querer lambê-lo da cabeça aos pés ou esmagar alguma coisa, ou eu não sei, sufocá-lo por causa do tanto que ela estava sentindo, o quanto suas emoções estavam tomando o controle dela, no momento.
Então, novamente, ela também adorava, muito, quando ela estava no comando. Ela lançou-lhe um olhar petulante. "Eu quero ficar por cima hoje à noite."
"Paciência, princesa" ele disse hipocritamente, dada a velocidade de suas próprias ações tropeçantes. Ele despiu sua metade inferior antes de despi-la de sua calcinha, a jogando para o lado. "Eu disse a você que faríamos amor e eu sei como você fica quando sobe em mim. Você simplesmente não consegue evitar." Ele sorriu como se a verdade o agradasse completamente.
Hermione deu de ombros inocentemente, quase confirmando suas suspeitas. Seja como for, ela não podia evitar que algo sobre essa posição a fizesse enlouquecer. E esse 'algo' é totalmente o quão bom seu pau fica dentro de mim nesse ângulo. "Certo."
Ele riu se alinhando. "Certo." O mais gentilmente que pôde, ele começou a empurrar para dentro dela, os olhos feitos de calor líquido enquanto ele sustentava o olhar dela, absolutamente obcecado com cada centelha de prazer que via passar pelo rosto dela. Ela estava tão feliz que estava bêbada, caso contrário, a intensidade de seu olhar poderia ter sido demais para ela. "Eu te amo", ele começou a cantar repetidamente enquanto acariciava seu pescoço, ainda se movendo tão lentamente em cima dela. "Eu te amo, eu te amo, eu te amo."
Hermione tinha que ser a primeira garota para quem ele dizia isso. Ele era como um garotinho em uma confeitaria que havia acabado de descobrir seu novo doce favorito e estava determinado a consumir o máximo possível, adorando o sabor inovador em sua língua, até que ficasse enjoado.
Bem, ela realmente rezava para que ele nunca enjoasse dela.
Hermione choramingou, puxando o rosto dele de volta para o dela enquanto ela envolvia seus braços e pernas ao redor dele, querendo se sentir tão fisicamente perto dele quanto suas confissões estavam fazendo com que ela se sentisse emocionalmente. Eles estavam apaixonados. Loucamente, irrevogavelmente apaixonados, e ela sabia que eram eles contra o mundo, todo o caminho até ali, no meio daquela baía. "Diga de novo, amor. Diga de novo."
