Edward Cullen PDV

Eu encarava o teto branco relembrando todos os momentos que tive com Isabella na noite passada.

Um sorriso estava no meu rosto. Nunca tinha me divertido tanto assim.

Ela era bem doidinha e corajosa por ter feito aquilo. Mal sabia onde estava se metendo.

E tudo que ela aprontou só fez eu ter a certeza que a queria como esposa.

Se alguém tivesse coragem de agir assim perante minha família, com certeza seria uma ótima esposa para ter ao meu lado.

Mesmo que meu pai não tivesse gostado dela. Fiz uma careta lembrando-se de suas palavras. Que ele cuidaria disso se Bella não se comportasse.

Eu esperava que ela começasse a entender de verdade onde estava se metendo e as consequências que suas ações poderiam trazer

E eu mal podia esperar pelo nosso casamento, ainda bem que não demoraria muito.

— Pode entrar — me arrumei na cadeira, depois de ouvir uma batida.

— Chefe, consegui mais informações sobre Isabella — Emmett falou depois de entrar pela porta.

Eu o encarei, não gostando nada daquele seu olhar sério.

— O que é?

— Não vai gostar muito disso. — estendeu um envelope pardo para mim.

Eu o abri e apertei minha mandíbula com força.

Eram fotos de Bella. Mas ela não estava sozinha.

Ela estava abraçada e beijava outro homem.

Eles riam em alguma imagem e ele parecia ligeiramente familiar.

— De quando é?

— Do dia antes do jantar.

— Por que não me mostrou isso antes?

— Você passou o dia fora com Anthony antes e depois foi o jantar. Eu queria pesquisar sobre ele também, achei que gostaria de saber.

— E quem ele é?

— É Jacob Black, filho de Billy Black.

— O que? — arfei, olhando de novo a foto e reconhecendo-o ali.

Porra, tudo tinha acabado de se complicar.

Bella Swan PDV

Eu acordei cedo aquele dia e suspirei de tristeza por não ter nenhuma mensagem de Jacob, mesmo assim mandei uma mensagem de bom dia para ele, que me respondeu quando cheguei na escola fazendo eu ficar feliz de novo.

Ele parecia tão estranho e distante, eu sabia que era essa história de casamento arranjado, pelo menos consegui convencê-lo a me encontrar depois da aula.

A apresentação do seminário de história foi tranquila e fiquei com uma boa nota na matéria. O sinal tocou e todos os alunos foram para o corredor, jogando papéis picados e spray de teia, comemorando o fim do ano letivo. Eu fugi da euforia dando um abraço rápido em Angela e saindo para me encontrar com meu namorado lindo.

Estava chegando no estacionamento, quando parei ao ver um homem encostado em uma ferrari prateada, a capota estava levantada. Ele usava óculos escuros e várias meninas olhavam para ele e cochichavam entre si.

Que diabos! Senti meu sangue ferver.

— O que está fazendo aqui? — perguntei com raiva o encarando.

— Pensei que iria ficar feliz de ver seu noivo.

— Só ficaria feliz de vê-lo se tivesse morto — respondi dura.

Ele fechou a cara. Desencostou do carro e abriu a porta para mim.

— Entra — mandou.

— Não. — Empinei meu nariz e cruzei os braços.

— Eu não vou falar de novo.

— Você não manda em mim.

— Entra logo, Isabella.

Eu já tinha percebido que me chamava assim sempre que estava com raiva ou fosse algo sério.

— Eu tenho meu próprio carro — falei.

— Que carro?

— Meu car… — apontei o dedo em direção a vaga que estava vazia. — O que fez com ele?

— Não se preocupe, ele está seguro, mas você vai entrar aqui agora.

— Nunca, prefiro ir andando para casa.

— Por que você é tão difícil?

— Por que você é tão mandão?

— Eu só quero conversar com minha noiva, será que posso?

— Eu não sou sua noiva.

— É sim, querendo ou não. Agora entra no carro, ou prefere que te carregue para dentro eu mesmo?

Percebi que muitos alunos nos olhavam com curiosidade. Eu bufei, sem querer fazer uma cena e entrei no carro.

— Pode deixar que fecho — falei e fiz questão de bater à porta que puxava de cima com muita força.

Ele trincou os dentes e deu a volta entrando no motorista.

— Isso é sequestro, sabia? — reclamei quando ele ligou o carro, tentando esconder meu entusiasmo por estar naquele carrão.

Nunca iria admitir para ele que tinha adorado aquele carro.

— Se fosse, você ia estar presa no porta malas. Acha mesmo que trato minhas vítimas assim?

Eu arfei.

— Você já sequestrou alguém? — Meus olhos se arregalaram, surpresa.

Às vezes eu me esquecia que ele era um criminoso.

— Isso não é da sua conta.

— É claro que é! Você quer se casar comigo, se lembra?

Argh. Odiava dizer aquelas palavras.

— Eu nunca sujo minhas mãos — respondeu apenas.

— Você só manda então?

— Por que a curiosidade de repente?

— Nunca conheci um criminoso.

Ele bufou, acelerando o carro.

— Eu só machuco quem faz mal a minha família e a Grand C,Bella, saiba disso de uma vez. Você faz parte dela agora.

— Você já matou alguém!? — arfei.

— Sim. — respondeu apenas, sem me encarar.

Meu coração bateu mais forte.

— Quem? Como foi? Você mataria de novo?

Ele ignorou as duas primeiras perguntas.

— Se fosse para proteger a Grand C, sem pensar duas vezes. — sem tom não dava margem a discussão.

Me arrumei no banco, não sei porque aquele modo dele falar, o timbre malvado de sua voz ... me fez sentir coisas que não deveria sentir.

Não por um assassino. Não pelo homem que eu deveria odiar.

Eu estava doida só pode. Chutei aquela parte que tinha uma queda por bad boys para longe de mim.

— Onde está me levando? — mudei de assunto.

Ele não respondeu ao contrário, aumentou o som me ignorando. Só quando estávamos chegando percebi onde estávamos indo.

Era sua casa.

— Por que me trouxe aqui? — perguntei quando ele botou a digital no sensor e o portão abriu.

— É onde vai morar a partir de agora. — respondeu parando o carro.

— O que?

Ele não respondeu até ir para o fundo da casa e parar perto de uma entrada subterrânea que imaginei ser a garagem.

Ele se virou para e jogou um envelope pardo no meu colo.

Confusa o abri e dentro dele deslizou várias fotos minhas. Minhas e de Jacob nos beijando, quando fomos ao cinema.

— Você colocou alguém para me vigiar? — estava indignada.A sensação que senti, não tinha sido a toa

— Como pode fazer isso com ele? — me encarou, seus olhos verdes pareciam em fúria.

— Jacob é meu namorado, eu o amo — admiti de uma vez. Não tinha como negar.

Edward riu sarcástico.

— Namorado? Você sabe de quem está falando?

— É claro que sei.

— Jacob é filho de Billy, um dos nossos maiores inimigos, eles já tentaram nos derrubar diversas vezes, mas é claro que nunca conseguiram. Nós destruímos o quartel que eles estavam formando há uns dois anos, eles se auto intitulam de Os lobos — falou o nome com desprezo.

— Não! Isso é mentira. Jake é um homem bom, ao contrário de você.

— Acha mesmo que ele está com você porque te ama?

— Não fale assim dele, você não o conhece.

— Mas conheço seu pai e seu tio Henry Clearwater. Eles são os piores tipos de pessoas que poderia querer ao seu lado, Bella. Eles não têm escrúpulos, sempre tentam destruir a Grand C, sem falar que sequestram e estupram mulheres e adolescentes. É isso que quer para você?

— Pare, está mentindo! — balancei a cabeça incrédula.

Eu tinha conhecido Henry na primeira vez que fui na casa de Jacob e lembrava muito bem de ter sentido uma sensação ruim quando o vi.

— Fique feliz de eu ter descoberto isso antes do meu pai, se não seu precioso namoradinho poderia estar morto agora e você também. — e saiu do carro.

Meus olhos se arregalaram. Encarei a foto, Edward deu a volta e abriu minha porta.

— Pedi que nossa governanta separasse um quarto para você, vai morar aqui e nunca mais vai vê-lo de novo. Depois que nos casarmos, passará para meu quarto.

— Você não pode me obrigar a isso. — saí do carro, sentindo meus olhos arderem.

— Posso sim. Dê adeus a seu namoro ele acabou, você é minha, entenda isso de uma vez.

— Nunca! Eu odeio você, odeio — gritei o empurrando seu peito e corri. Só parei quando cheguei na fonte e fiquei feliz de não ter ninguém ali, sentei no chão chorando.

Eu odiava Edward Cullen com todas minhas forças e preferia morrer a me casar com ele.

O que ele havia dito sobre Jacob com certeza era mentira, ele me amava. Já tinha dito isso várias vezes. E deveria ter inventado essa história do seu tio.

Escutei passos se aproximando e limpei minhas lágrimas fungando.

— Bella, querida.

— Pai — eu levantei correndo até ele e o abraçando. — O senhor tem que me tirar daqui por favor.

Eu não podia continuar ali.

— Não posso, filha. Eu te avisei que deveria parar de ver Jacob, tem sorte de Carlisle não descobrir sobre isso.

— Eu não posso ficar aqui — funguei. Eu tinha que dar um jeito de fugir e me encontrar com meu namorado, ele cuidaria de mim e diria que tudo era uma mentira.

— Sinto muito querida, mas terá que se comportar esses dias, Edward está disposto a não contar a seu pai, mas se ele descobrir, ele não mentirá para proteger você.

Eu tremi imaginando o que Carlisle poderia fazer com Jacob.

— Eu o amo, papai, não sei o que fazer. — funguei.

— Vai ter que ser forte, querida e sorrir, mesmo que tudo pareça desmoronar. Se ama mesmo o Black, o melhor que pode fazer é terminar tudo com ele. O pai dele e seu tio não prestam, Bella. Henry só escapou da cadeia, pois tinha algum pacto com o procurador. Não sei o que Jacob inventou para você, mas ele não deve ser uma boa pessoa também.

Balancei a cabeça horrorizada.

Não, isso não podia ser verdade.

— Venha, vou te levar para seu quarto, Edward mandou que trouxesse suas coisas para cá.

— O senhor vai ficar aqui também?

— Não querida, sinto muito.

Eu suspirei e limpei minhas lágrimas, passamos pelos homens armados e entramos na casa. Não havia sinal de ninguém. Meu pai me levou para o segundo andar, o corredor ali era grande e cheio de portas, a minha era uma das últimas.

— Aqui, eu sei que vai ficar bem. Mas se precisar de mim é só mandar me chamar.

Eu assenti já com vontade de chorar novamente. Ele me deu um beijo na testa e saiu.

Entrei no comando fungando. O quarto tinha uma cama de casal, com uma cabeceira estofada, o lençol que o cobria parecia muito confortável, havia três malas com minhas coisas e minha mochila escolar estava ali, ao lado de uma mesinha em um canto.

Meu coração se apertou ao pensar que poderia nunca mais voltar para casa.

— Eu te odeio, Edward Cullen, odeio você — chorei me jogando na cama e abraçando o travesseiro.

O que iria fazer agora?

Como iria ver Jacob? Seu pai e tio podiam até ser ruim, mas Jacob não era assim.

Como eu ia escapar daquela prisão que tinha tantos seguranças?

Escutei meu celular tocando e corri até minha mochila o pegando.

— Bella, onde você tá? — Jacob perguntou.

Ah merda! Ele com certeza estava me esperando na lanchonete. Íamos lanchar juntos.

— Ah Jake, você não vai acreditar no que aconteceu.

— Você está bem? — parecia preocupado.

— Não muito — funguei. — Edward descobriu sobre nós dois.

— Como?

— Eu não sei, ele tinha fotos de nós dois juntos no dia que fomos ao cinema.

— Que porra! Ele fez algo com você?

— Não, só está me obrigando a morar na casa dele. Eu não sei mais o que fazer, Jake. Minha formatura vai ser dia 22 e o casamento logo depois. Ele me trancafiou na casa dele e disse que agora eu tenho que morar aqui. E me contou uma história horrível sobre seu pai e tio.

— Cullen é um mentiroso, não acredite em nada que sair da boca dele. Agora, não se preocupe, querida. Você precisa me mandar a localização daí, você pode fazer isso?

— Você não pode vir aqui, eles podem matar você! — arfei assustada.

— Eu não vou, só quero saber onde está, Bella. Prometo que na sua formatura vamos dar um jeito nisso tudo.

— Você vai estar lá?

— É claro que vou meu amor, nunca perderia isso. Agora precisa me mandar a localização.

— Tá, eu vou mandar, espera aí tem alguém batendo na porta.

Eu passei a mão no rosto e caminhei até a porta, suspirei ao ver Esme, ela sorriu para mim.

— Bella, como está querida? Gostou do quarto?

— Ah sim, é muito bonito. — isso era verdade, mesmo que eu odiasse o lugar, o quarto era lindo.

— Suas provas já acabaram, não é?

— Na verdade, sim, nem preciso ir para a escola. — me arrependi assim que as palavras saíram da minha boca.

Eu era muito burra. Deveria ter ficado calada e usar esse pretexto para fugir.

— Ah, que ótimo! Assim vamos ter tempo de planejar seu casamento, o que acha de sairmos e irmos atrás de seu vestido? Não podemos perder mais tempo, o casamento foi marcado para o outro domingo, vai ser um dia lindo, você vai ver.

Eu forcei um sorriso.

— Claro, estou ansiosa para isso — menti.

— Ah, ótimo! Então vamos. Vou adorar passar mais tempo com você.

Ela me puxou pela mão e não pude fazer nada a não ser segui-la, bloqueando meu celular.

Depois falaria com Jacob.

— O meu vestido vai ser daqui? — arfei quando eu vi uma butique de uma estilista super conceituada.

Irina Carla era uma grande estilista e eu sempre sonhei em vestir alguma peça dela. Mas suas roupas também eram absurdamente caras. Só artistas famosas e influencers milionárias, vestiam.

— Sim, Irina é uma das minhas estilistas favoritas e ela já separou alguns modelos para você escolher. Está em cima da hora para ela desenhar um e mandar fazer, mas tem modelos exclusivos que nunca foram usados.

— Eu mal posso esperar para ver como o meu ficou — Rosalie comentou animada.

— Nem eu, quando crescer quero ser que nem ela — a prima de Rose falou. O nome dela era Alice e era mais nova que eu, era super baixa, falante e animada.

As duas fizeram questão de acompanhar-nos.

Eu fiquei até grata assim não precisava ficar falando toda hora, pois ambas falavam muito.

— Mas… mas eu não tenho dinheiro para isso — sussurrei.

— Bella bobinha, a Grand C vai pagar tudo, então pode aproveitar sem medo — Rose piscou.

— Edward deu seu cartão, depois do casamento ele vai abrir uma conta para você e depositará um dinheiro mensalmente — Esme explicou.

— Sério, isso?

— Sim, Bella. Não pense que ser uma esposa do chefão é simplesmente estar ao seu lado e ser troféu. Pode não parecer, mas você vai estar tão envolvida quanto ele nos negócios, negociando principalmente com as esposas dos membros e tem homens que sempre manda alguma namorada resolver esses negócios. Não se preocupe que vai ter tempo para eu te ensinar tudo que precisará fazer, mas agora vamos escolher seu vestido.

Eu apenas assenti engolindo em seco.

Irina era como eu tinha imaginado uma estilista arrogante e enjoada.

Assim que me viu fez uma careta pelas roupas simples, uma calça jeans e blusa, mas começou a me mostrar seu catálogo de vestido de noiva.

Eu queria escolher um feio e todo preto, mas sabia que Esme não ia gostar da brincadeira.

Selecionei três modelos que mais gostei e ela foi pegá-los.

Os três vestidos eram maravilhosos e tentei pensar que aquele casamento era com Jacob.

Me senti mais animada e participativa, com isso.

Talvez eu conseguisse fugir e levá-lo para casar com meu verdadeiro amor.

Alice e Rosalie eram bem engraçadas, parecendo duas irmãs, se provocando enquanto experimentavam os vestidos que usariam.

— Ó Bella, você está linda, parece uma princesa! — Alice comentou parecendo sonhadora, quando experimentei o último. Era o que eu mais tinha gostado.

— Eu acho que é esse — encarei minha imagem no espelho.

— Meu irmão vai pirar.

— Ótima escolha, vamos ajustá-lo ao seu tamanho e poderá voltar aqui para experimentar, com o sapato que usará. Nem vai precisar de muitas modificações. — a assistente de Irina começou a medir tudo.

— Ah, agora que isso foi concluído quero que experimente outra roupa— Esme falou.

— Mais? — suspirei.

— Sim, o aniversário de Edward e Anthony será sábado e vamos dar um baile onde vai ser anunciada formalmente como noiva dele.

— Ah — arfei surpresa, começando a ficar nervosa.

— Eu separei um vestido perfeito para você — Irina disse com seu sotaque forte pegando um cabide que estava com um protetor.

Ela abriu e eu fiquei surpresa de como ele era lindo.

— Isso… isso é…

— Divino! — Alice bateu palmas.

— Esplêndido! — Rose comemorou.

— Edward vai ficar louco quando vê-la — Esme piscou.

Eu não sabia nada sobre Edward, mas queria muito que Jacob me visse nele.

Quando nós voltamos esbarramos com Edward saindo da casa, ele sorriu assim que nos viu e eu fechei a cara. Depois que saímos do ateliê de Irina, tínhamos ido em uma loja de sapatos exclusivos e comprei o do casamento e do baile. Eram lindos e apesar de serem de saltos, eram bem confortáveis.

— Onde as damas estavam? — perguntou.

— Tive um dia muito agradável com sua mãe, Edward — respondi contendo a careta, esperando que se fosse mais educada ele me deixaria sair dali sozinha.

Ele riu.

— Ah minha noiva, isso é muito bom! — se aproximou como se fosse me abraçar.

Alice e Rosalie riram, sem entender a piada.

— O que pensar que está fazendo Anthony? — escutei uma voz atrás e me virei dando de cara com o Edward verdadeiro.

Eu arfei surpresa, percebendo que tinha sido enganada.

— Ah irmãozinho, nós sempre brincamos disso — piscou.

— Não com minha noiva, para o futuro saiba que eu uso isso — ergueu sua pulseira mostrando um E que tinha ali junto com um brasão de um leão usando uma coroa e um trevo de quatro folhas.

Eu dei de ombros, fingindo indiferença.

— Deu tudo certo nas compras?

— Ah sim, querido. Conseguimos escolher o vestido de Bella, amanhã vamos acertar todos os detalhes da decoração.

— Mas eu tenho que ir para aula.

— Você disse que já tinha acabado.

— É… mas… mas eu tenho que ir — precisava escapar para ver o Jacob.

— Com licença vou dar uma palavrinha com minha noiva.

Edward me puxou suavemente pelo braço até um canto em que ficamos sozinhos.

— Cadê seu celular?

— Para que quer saber?

— Me dê logo.

— Eu não tenho um — empinei meu nariz.

Ele riu.

— Acha que sou trouxa? — estendeu a mão — prefere me dar por bem ou por mal?

Eu suspirei e peguei meu celular entregando para ele.

Com horror vi Edward jogar meu aparelho no chão, ele caiu e quebrou todo.

— O que pensa que está fazendo seu idiota?

— Acha que não sei que poderia falar com Jacob por ele? Não vou permitir isso Bella, você é minha agora quer goste disso ou não.

— Eu odeio você — gritei indo para cima dele tentando batê-lo.

Edward segurou meus braços facilmente.

— Então entre na fila — me soltou.

— Filho da…

— Pode me xingar a vontade, mas é bom não ofender minha mãe, entendeu? O último que fez isso foi jogado no mar.

Minha boca se abriu.

— Vá para o inferno!

— Nós já vivemos nele.

Edward me soltou e puxou um aparelho do bolso.

— Comprei esse para você, se tentar entrar em contato com Black de qualquer forma, eu vou saber e acredite, Isabella não vai gostar do que eu posso fazer com seu namoradinho. Talvez o jogue no mar também e deixe os tubarões tomarem conta dele — riu.

— Você não faria isso — arfei.

— Quer ver?

Eu peguei o aparelho de sua mão, era o último modelo que tinha lançado. Suspirei olhando para meu celular no chão.

Eu precisava agir com cautela e traçar um plano de fuga perfeito.

Podia demorar mais eu iria escapar de Edward Cullen.


Nota da Autora:

Muuuuito obrigada amores, pelos comentários. Prometo que mais dois capítulos e a Bella vai desencanar do Jacob haha

O que acharam desse? Espero que tenham gostado e comentem!

Algo me diz que vai sair beijo nessa festa de aniversário dos gêmeos hehehe

Comentem, comentem, comentem please

ansiosa para saber o que acharam

beeijos