Bella Swan PDV
— Ah Bella, você está esplêndida! — Esme disse arrumando em meu cabelo a diadema que meu pai havia dado. Era da minha avó materna e ele mandou colocar uma pedra de safira, para eu usar no meu casamento. Disse que minha mãe usou no dela e assim poderia sentir uma parte dela comigo, neste dia e depois poderia até passar para minha filha.
O presente tocou meu coração profundamente.
— Acha mesmo? — me senti nervosa encarando-me no espelho.
Esme pegou em minhas mãos e deve ter notado como estavam suadas.
Eu estava nervosa. Era meu casamento, afinal.
Minha vida mudaria completamente depois que eu dissesse sim a um homem que eu não amava. Eu sabia que não estaria dizendo só sim a ele, mas também a sua família e a Grand C. Essa decisão impactaria toda minha vida e, apesar de tudo, me sentia preparada para dar esse passo.
— Ah querida, não fique nervosa. Esse é um dos dias mais importantes na vida de uma mulher que sonha casar. Sei que sua mãe não está aqui, mas a partir do momento que disser sim para meu filho, se tornará minha filha também, a protegerei, Bella.
Eu funguei emocionada. Eu podia odiar Edward, mas eu amava sua mãe e suas palavras me tocaram profundamente. Eu sentia muita falta da minha.
— Obrigada — respondi sincera.
— Não chore, por favor. Sei que não está se casando por amor, querida. Mas eu sinto que você e Edward vão se acertar, desde o momento que a vi com aquela maquiagem ridícula e fazendo de tudo para parecer mal educada, — nós rimos — eu soube que você era a mulher certa para ele. Pode não saber disso, mas um dia vai sentir em seu coração.
Eu balancei a cabeça sem conseguir concordar, não via como isso poderia acontecer.
Eu podia não odiá-lo mais, mas eu nunca conseguiria amá-lo.
— Está na hora — Rosalie entrou no quarto logo seguida de meu pai. Ela estava linda com um vestido em um tom azul serenity. O de Esme era longo no tom azul mais escuro
Ele parou e vi a emoção tomar conta de seu rosto.
— Você está linda, filha.
Eu sorri para ele e passei a mão na saia do meu vestido, ele era estilo princesa. A saia era de tecido zibeline liso, no quadril começava um tecido de renda francesa bordado que decorava toda a parte de cima incluindo as mangas longas. O decote era em V, mas nada escancarado demais seguindo para as costas também e tinha mangas longas. Era lindo e elegante. Eu me senti uma princesa quando o vesti pela primeira vez. E o véu por cima, apenas dava um toque de realeza.
— Obrigada, o senhor também está. — e ele realmente estava vestido com um smoking preto, que caia perfeitamente em seu corpo.
— Eu pareço um pinguim.
— Um pinguim muito charmoso.
Ele sorriu, ressaltando as rugas em sua bochecha.
— Vamos então — Esme saiu do quarto.
Eu saí e desci as escadas com cuidado para não cair, sendo ajudada pela moça do cerimonial. O casamento seria realizado na mansão Cullen e era restrito apenas a membros importantes da Grand C, deveria ter cerca de uns 60 convidados.
Carlisle realizaria a cerimônia. A música mudou e a marcha nupcial começou a tocar.
Segurei o braço do meu pai com firmeza e encarei o caminho que me levaria até o noivo.
Meu coração derreteu, com o que encontrei.
O jardim estava completamente transformado, cheio de flores em ornamentações que iam de cima abaixo. Edward me esperava debaixo de um pergolado de madeira coberto com uma trepadeira de flores claras, que contrastavam na folhagem verde.
Ele não sorria, mas seus olhos verdes me encaravam como se pudessem enxergar minha alma e não se desviaram de mim, por nenhum segundo. Sua roupa era um fraque muito bonito e por cima usava um manto todo dourado e bordado, mostrando que era um membro de alta linhagem da Grand C.
Eu não consegui desviar os olhos dele. Tentei escutar uma voz dentro de mim falando para eu correr, para fugir enquanto dava.
Mas não havia nada, apenas o som do meu coração batendo mais forte a cada passada que ficava mais próxima dele.
Até que cheguei a Edward, ele deu o braço e tive que enlaçar o meu nele.
Carlisle usava um fraque também e percebi um grande medalhão em seu pescoço, com o brasão da família junto seguro por um lenço azul com tiras finas vermelhas entrelaçadas e alguns bordados dourados. Ele também usava um manto dourado igual ao de Edward.
— Estamos reunidos aqui nesta tarde para celebrar a união de Edward Cullen, subchefe da Grand C e Isabella Swan. Dois membros que renunciaram às suas próprias vontades para estar aqui hoje — eu o encarei com curiosidade — mostrando como a Grand C está acima de tudo. O caminho de vocês não será fácil e com certeza encontrarão muitos empecilhos, mas sei que superaram tudo e farão a Grand C, ainda mais grandiosa do que é hoje. Edward Cullen, você aceita Isabella Swan como sua esposa, para amá-la e respeitá-la, na saúde e na doença, na vitória ou na derrota, honrando todos os princípios da Grand C, até que a morte os separe?
— Sim — Edward respondeu alto e forte.
— E você Isabella Swan, aceita Edward Cullen como seu esposo, para amá-lo e respeitá-lo, na saúde e na doença, na vitória ou na derrota, honrando todos os princípios da Grand C, até que a morte os separe?
O meu sim escapou baixo, mas firme.
— Se essa é a vontade dos dois, uní vossas mãos.
Fiquei surpresa por isso.
Edward se virou de frente para mim e unimos nossas mãos esquerdas e ele me envolveu com seu manto com a outra mão. Carlisle se aproximou e tirou uma fita vermelha de seu medalhão, enrolou em nossas mãos juntas e deu um laço.
Rosalie se aproximou abrindo um livro grande e percebi que era a Bíblia Sagrada.
— Em Eclesiastes 4, versículo 9 a 12 está escrito: "Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará? E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa." Aqui neste dia de hoje, Edward Cullen e Isabella Swan se tornaram uma só carne. Neste momento, vocês já não são duas pessoas, mas são um só. Se tornam marido e mulher, quando um cair o outro levantará, quando um chorar o outro fará rir, quando um tiver sofrendo, o outro salvará. Nunca mentirão um para o outro, serão fiel, se respeitarão e se amarão. Vocês prometem serem honrados um com o outro e juntos fazerem de tudo pela Grand C?
— Sim — respondemos em uníssono.
Senti uma sensação estranha, porém boa percorrer meu corpo que se arrepiou. Como se o calor da mão de Edward e o poder das promessas que estavam fazendo me envolvesse e fizesse todo meu corpo e até a alma formigar.
Ele tirou sua mão sem quebrar o laço e depois o pegou da minha, guardando a fita vermelha no bolso. Anthony se aproximou estendendo nossas alianças. Edward colocou em meu dedo com suavidade e coloquei a dele no seu. Depois assinamos o papel do Estado, tendo Anthony e Rosalie como testemunhas.
Carlisle voltou a falar com uma voz forte:
— Com o poder que tenho em minhas mãos e sabendo que Deus abençoa esta união, eu vos declaro marido e mulher. E poder de inimigo nenhum, será capaz de destruir isso. Pode beijar a noiva.
Edward me puxou e antes que eu pudesse resistir ou negar, seus lábios macios estavam nos meus, selando as promessas que tínhamos acabado de fazer.
Eles foram exigentes, mas suaves ao mesmo tempo. Edward me beijou como um homem apaixonado beija uma mulher que acabou de casar. Me curvando como se fosse me deitar no chão. Não me lembrava de nenhum beijo de Jacob ser tão intenso como aquele, mesmo que não houvesse nenhum pingo de paixão ou amor entre nós.
Sua língua encontrou a minha e a aceitei, deslizando minha língua em sua boca, explorando devagar. Eu retribui ao beijo hesitante segurando-o com firmeza.
Fui salva com a voz de Carlisle falando.
— Apresento Edward e Isabella Cullen.
Eu era uma Cullen, mas ainda não me sentia assim.
Cornetas foram ouvidas e salvas de palmas, Edward me soltou e sorriu para os convidados que nos olhavam, sua mão se entrelaçando a minha.
— Tinha que dar aquele show no beijo? — murmurei forçando um sorriso enquanto saíamos do altar.
— Eu só a beijei como um homem beija uma mulher que acabou de se casar.
Eu bufei.
— Que isso nunca mais se repita.
— Não se preocupe, da próxima vez estará implorando para me beijar.
Eu ri com isso.
— Nunca.
Edward não falou nada, apenas se virou me encarando e seu olhar me deixou de pernas bambas.
Antes que pudesse dizer algo Anthony apareceu.
— Finalmente um homem casado — eles se abraçaram rindo.
Eu suspirei e virei para receber felicitações de Esme, Rose, Alice e de outras pessoas que não conseguia sequer lembrar o nome. Percebi que Tanya se manteve um pouco distante conversando com sua mãe e um rapaz, que lembrei ser seu irmão, mas ela me olhava parecendo com raiva e cheia de inveja.
Depois do casamento, Esme organizou a recepção no pequeno salão aberto que tinha ali. Tudo estava decorado nas cores, azul claro, verde e branco. O clima era fresco, sem aquele sol escaldante.
A recepção seguiu como qualquer outra, tivemos uma primeira dança que sem querer pisei seus pés, dancei com seu pai e até com Carlisle. Joguei o buquê de flores em Rosalie e me senti um pouquinho feliz, pela sua alegria ao pegá-lo. Eu sabia que não demoraria muito para Emmett pedir sua mão.
Apesar de não ter me casado com um homem que eu amava, eu teria para sempre aquele momento em minha memória. O casamento tinha sido perfeito e muito mais do que sonhei um dia.
Edward era meu marido, mas não tornaria as coisas mais fáceis para ele, de jeito nenhum.
…
— Onde nós vamos? — perguntei sem aguentar mais, quando estávamos dentro do carro em direção ao aeroporto.
Eu nem tinha ideia que iriamos viajar em lua de mel. Esme só me chamou avisando que estava na hora e deveria trocar de roupa para a viagem.
— Maldivas.
— Oh — eu arfei. — Isso é fora do país. Eu nunca saí dos Estados Unidos.
Apesar de nunca ter saído eu tinha passaporte, que havia feito alguns anos atrás, na esperança de um dia poder viajar para fora.
Desde a nossa mini discussão após nosso casamento, Edward estava mais frio e distante, tanto que quando dançamos juntos ele não falou nada, nem quando pisei em seu pé.
Sabia que a culpa era toda minha.
— Você já saiu? — Não sei porque mais queria conversar, aquele silêncio todo me consumia.
— É claro.
— Para onde foi?
— Itália, Japão, Brasil, China, Colômbia, Inglaterra, México, Canadá, Emirados Árabes e alguns outros, a maior parte das viagens foi para fazer negócios pela a Grand C.
— Ó — falei surpresa.
— Já foi para onde vamos?
— Não, mamãe achou que era um local perfeito para uma lua de mel.
Balancei a cabeça. E realmente era, mas não para um casal como a gente.
— Não pense que vai acontecer algo nessa viagem — tratei de esclarecer logo.
— Não pensei nisso, mas papai bancou tudo e mal lembro das minhas últimas férias, não podia dizer não.
— Hum — empinei meu nariz e encarei a janela.
O voo até o Qatar foi longo e eu aproveitei para tentar dormir, enquanto estavam sentados confortável na primeira classe. Porém, era a primeira vez que viajava de avião e fiquei nervosa, então dormi bem pouco. Edward ao contrário dormiu boa parte da viagem todo esticado na poltrona ao meu lado. Quando estava acordado nós pouco falávamos, e não parecíamos em nada um casal em lua de mel.
Quando chegamos a Doha desembarcamos e tivemos que pegar outro avião pequeno para a Maldivas, e depois um barco. Estava de noite e mal conseguia manter meus olhos abertos, não tinha dormido quase nada no voo, apesar de ter tentado e o jet lag acabou comigo.
Assim que chegamos no bangalô que ficava flutuando na água eu não consegui observar nada, só me deitei na cama confortável e apaguei.
…
Acordei com o sol batendo no meu rosto e a primeira coisa que vi foi uma janela aberta onde mostrava a água cristalina de um mar azul, que se fundia a um céu do mesmo tom, não soube dizer onde começava um e terminava outro.
Me levantei da cama e olhei ao redor.
Estava em um quarto enorme, a cama ao meu lado estava um pouco bagunçada e imaginei que Edward teria dormindo ali.
Espreguicei meu corpo e vi minha mala, caminhei até ela pegando um biquíni e indo para o banheiro. O biquíni era branco e lindo, com um shortinho curto e folgado combinando. Coloquei uma blusa florida cumprida por cima e arrumei uma bolsa.
— Olha quem finalmente acordou — Edward falou quando cheguei à área da varanda onde tinha uma piscina.
A paisagem ali me tirou o fôlego e não tinha nada a ver com o céu azul e a água cristalina atrás. Ele estava dentro da piscina com o peito nu e molhado, usando um óculos de sol.
Era a primeira vez que o via sem blusa e senti minha boca ficar seca.
Seu peito era forte e malhado de um modo natural, nada exagerado, mas bem definido na medida certa e aquele V que descia por baixo da água.
— Eu dormi muito, por que não me acordou? — mudei rápido o rumo dos meus pensamentos.
Eu não podia desejá-lo daquela forma.
— Você parecia cansada. Pedi um lanche, chegou a pouco tempo, fiquei à vontade — e voltou a olhar para o horizonte.
Eu comi me deliciando com tudo que estava gostoso.
— O que vamos fazer?
— O que quer fazer? — virou o rosto em minha direção.
— Podemos andar por aí? Não vi nada do hotel ontem.
— É claro, mas já vai anoitecer. Pensei que podíamos ir para uma festa mais tarde.
— Ah, tudo bem — concordei dando de ombros.
Parecia divertido.
Ele mergulhou na piscina uma última vez, submergiu mais perto da onde eu estava. Saiu da piscina com a água escorrendo do seu corpo e minha boca se abriu.
Ele usava somente uma bermuda preta e eu nunca imaginei que ele pudesse ficar ainda mais gostoso. Eu não conseguia parar de encará-lo. Subiu seus óculos e se aproximou de mim dando um sorriso arteiro. Colocou seu indicador fechando minha boca.
— Gosta do que ver?
Meu sangue ferveu, mas eu não sabia de raiva ou excitação?
Com certeza era raiva.
— Já vi muito mais bonito — menti me virando.
Escutei-o ri baixo.
Minutos depois nós saímos do quarto. Tinha vários bângalos flutuando em cima da água, sustentada por um caminho de madeira.
Tudo era lindo. A água cristalina, o céu azul, o sol brilhando.
Fiquei apaixonada pelo lugar.
Chegamos em uma área social do hotel, tinha um restaurante e uma piscina. O lugar estava bem vazio e apreciei isso. Dava para ver a praia lá na frente, a areia branca e o mar tranquilo.
— Nossa, aqui é muito lindo e calmo.
— É mesmo — concordou.
— Vou pegar um sol ali.
— Vou pedir uma bebida, quer algo?
— Por enquanto não.
Vi ele caminhar até o bar e sorri para uma garçonete, conversando com ela. Mordi meu lábio com força, não gostando disso.
Virei de costas e escolhi uma mesa perto da piscina que tinha uma cadeira de sol.
Edward se aproximou e tirou a blusa lentamente e me encarou.
Eu sabia que o idiota estava me provocando.
Bem. Dois podiam jogar esse jogo.
Eu puxei o shortinho e abri os botes da blusa, dei uma ajeitadinha na parte debaixo. Senti os olhos dele arderem em meu corpo mesmo usando o óculos de sol, seu pomo-de-adão se mexendo.
Eu o ignorei e deitei na cadeira de sol.
Aquele lugar era tão reconfortante. Perfeito para ficar sozinha e me reconectar comigo mesma. Ainda doía quando pensava em Jacob, mas eu sentia mais raiva de mim por ter sido tão cega em relação a ele.
Era um infeliz e esperava nunca mais vê-lo na minha vida.
Rodei a aliança em meu dedo.
Eu era mulher de outra pessoa agora. Edward não estava agindo nada como imaginei que agiria. Ele estava me dando espaço e também parecia aproveitar o silêncio, sem querer ficar forçando uma conversa.
— Aqui, senhor, sua bebida — a garçonete chegou colocando um copo com gelo e limão na frente dele.
Ela abriu a garrafa e o serviu. Edward subiu seus óculos de sol e sorriu para ela.
Aquele canalha.
— Obrigado, querida — piscou e sorriu torto.
— Se precisar demais é só chamar — ela disse parecendo meio atordoada.
Edward bebeu um gole de sua bebida.
— O que foi? — me encarou.
— Nada — revirei meus olhos para ele e coloquei meus óculos de sol.
Xinguei-o mentalmente.
….
— O que é isso que está vestindo? — ele disse parecendo sair do torpor que ficou quando me viu saindo do banheiro.
— Um vestido, já ouviu falar? — respondi sarcástica e ainda dei uma voltinha.
— Isso mostra suas costas toda e mal cobre sua bunda. — sua voz saiu mais alta.
— Cobre tudo que tem que cobrir e quer saber mais? Ganhei da sua mãe, deveria reclamar com ela se não gostou — acusei.
O vestido era lindo, de frente única, curto e sexy.
— Tire — mandou.
Eu ri.
— Eu uso o que eu quiser, você não manda em mim.
— Você não entende, porra.
— Não entendo o que?
Ele se aproximou de mim.
— Você está muito gostosa, com certeza algum cara vai olhar para você e não quero ter que arrancar os olhos de ninguém aqui.
— Ah, os homens não podem olhar para mim, mas você pode ficar de papinho com a garçonete no restaurante, é isto?
Ele parou e de repente riu.
— Você ficou com ciúmes — não foi uma pergunta.
— Claro que não. Pode ficar com quem quiser, eu não ligo — dei de ombros e me virei.
Edward me puxou pelo braço e me fez girar de novo para ele. Eu arfei com a intensidade de seu olhar.
— Ah, mas eu ligo muito bem. Eu casei com você e é você que eu quero, entendeu isso?
— Pois você nunca vai me ter — puxei meu braço e me afastei dele.
— Isso nós vamos ver. Agora troque de roupa.
Eu me virei e peguei minha bolsinha fazendo questão de dar uma reboladinha.
Sai do quarto e Edward me seguiu parecendo bravo. Eu apenas ri, sabendo que ele não poderia ver.
A festa estava acontecendo em uma tenda improvisada na praia, era fechada e um pouco escura. Estava bem cheia quando chegamos e a música estava alta.
Edward caminhou até o bar me puxando pelo braço.
Ele pediu uma cerveja e bebeu quase tudo de uma vez.
Eu pedi um drink e virei para dançar.
Edward não me impediu de ir.
Fiquei dançando e pulando junto com as outras pessoas quando uma mulher se aproximou de mim. Já a tinha visto na piscina mais cedo.
— Oi, eu sou a Keli. Fala inglês?
— Sim, sou a Bella.
— Você é muito linda, quer uma? — colocou a ponta da sua língua para fora me mostrando um comprimido amarelo, com uma carinha.
— Ah não, obrigada — tentei ser educada.
Ela deu de ombros e pareceu engolir.
— Você está aqui sozinha?
Antes que eu pudesse responder, senti uma mão forte na minha cintura e um corpo quente se colar no meu.
— Ela tá acompanhada — Edward disse com uma voz que me deixou trêmula.
— Uma pena, mas se quiserem podemos nos divertir a três — piscou.
— Dispenso — ele respondeu.
A desconhecida deu de ombros e saiu, passando pelas pessoas.
— Que porra, Bella você é minha, entendeu? — apertou seu braço em mim.
— Eu não sou de ninguém, entendeu? — me afastei dele.
— Então prefere ir com ela?
— Não — respondi apenas.
Edward me fez virar para ele. A pista parecia estar mais cheia e nós ficamos bem colados, de frente um para o outro. Sua mão me segurou na lateral do meu corpo com firmeza.
— Você pode negar o quanto quiser, mas sei que me deseja — subiu sua outra mão pelo meu braço até meu ombro nu, afastou o cabelo do meu rosto. Sua mão deslizou para meu pescoço, cobrindo-o quase todo.
Meu corpo arrepiou e minha boca se entreabriu.
Eu não deveria sentir nada disso por ele.
— Eu sei que me quer — inclinou sua boca e beijou próximo ao meu ouvido, sua mão apertando levemente meu pescoço.
Um fogo tomou conta de mim e segurei em seus ombros fortes com medo de cair.
— Nunca — arfei.
— Nunca? — seus lábios úmidos arrastaram pelo meu maxilar até minha orelha, ele mordiscou meu lóbulo e sua mão na minha cintura deslizou pelas minhas costas nuas, descendo e subindo bem devagar.
Seu corpo estava tão colado ao meu e ele era tão forte… tão másculo… tão sexy… tão cheiroso...
Sem querer pensar nas consequências do que iria fazer, puxei-o para mim e colei nossas bocas.
Aquele beijo foi diferente de todos os outros que nós demos, pois me entreguei por completo, puxando-o pela nuca. Ele soltou meu pescoço e me envolveu com seus braços fortes, sua mão segurando minha bunda e aprofundando nosso beijo.
O calor se intensificou no meu corpo e nossas línguas se encontraram, se acariciando e duelando, uma luta que os dois ganharam. Nossos lábios se esfregaram um nos outros, os dele eram tão macios e senti o gosto do álcool neles, apenas me deixou com mais vontade.
Mas eu não podia.
Quebrei o beijo ofegante e olhei em seus olhos.
Que merda estava acontecendo comigo?
Sem dizer nada, me afastei, virei e fui para o bar tomar a bebida que eles tinham mais forte.
Nota da Autora:
eitaaaa, esses dois hein!
O que acharam do capítulo?
O casamento deles? Bella babando pelo ed sem blusa? E esse beijão na festa?
Será que vem aí?
Façam suas apostas hahahaha se a maioria acertar quem sabe eu volto com maia ;)
Ansiosa para saber o que vão achar
Beeeijos e continuem comentando!
