ATENÇÃO: Esse capítulo possui cenas fortes de violência física, multilação corporal, morte e tentativa de abuso sexual.
Bella Cullen PDV
— Me solta, daqui! Edward vai matar você — esbravejei com raiva, sem conseguir me defender.
Ou eu mesma o mataria, mas não tinha nada para me defender e ele era bem mais forte que eu.
Eu sabia que Edward me encontraria, eu sabia.
Ele iria me encontrar e iria me resgatar, eu só precisava de tempo.
Senti suas mãos asquerosas apertarem com força minha bochecha. Senti seu hálito fedorento próximo de mim.
— Fica caladinha, que agora você é minha.
Seus lábios vieram para cima dos meus, sem pensar duas vezes bati com força minha testa no rosto dele.
Doeu e me senti tonta de novo, meu rosto ainda doía de seu tapa.
A van deu um solavanco e acelerou com mais força.
— Sua vagabunda — Jacob falou e dessa vez ele não me bateu e sim, me deu um soco com o punho fechado no rosto com força.
Eu caí desacordada no chão do automóvel.
Pouco a pouco a consciência foi voltando para mim. Abri meus olhos encarando um telhado cinza, as madeiras que o sustentavam estavam sujas e no centro tinha duas lâmpadas tubulares.
Franzi meu cenho, confusa, tentando me lembrar o que tinha acontecido e como cheguei até ali.
— Foda-se o combinado, eu to com ela agora e não vou devolver — escutei Jacob gritar com alguém e me encolhi no chão lembrando de tudo que tinha acontecido.
Eu tinha sido sequestrada.
Edward? Onde ele estava? Quanto tempo tinha se passado?
Por que ele ainda não tinha chegado?
— Vou usar e abusar dela antes de matá-la.
Jacob riu de algo.
— Você que foi um otário por confiar em mim. Depois de matar ela, eu mato ele...
Queria escutar mais, saber com quem falava.
Mas minha cabeça ainda pesava, as minhas vistas começaram a falhar e fui puxada de novo pela escuridão.
— Anda, acorda sua vagabunda — senti ser puxada e abri meus olhos.
Ainda estava deitada no mesmo lugar e tentei me mexer quando vi que Jacob estava com o rosto colado no meu.
— Me tira daqui! Edward vai matar você — tentei me mexer, mas percebi que meus braços estavam presos em alguma coisa.
Pavor tomou conta de mim. Como iria escapar disso?
Ele riu.
— Não tem como ele nos achar aqui. Aquele filho da puta matou toda minha família, agora eu vou matar você.
— Não, não vai. Ele vai me salvar. Ele já deve tá vindo para cá. — eu sabia que ele estava vindo, eu sabia que Edward iria me encontrar. Nós tínhamos uma carta na manga que ninguém sabia.
Escutei um telefone vibrar, mas Jacob não parou.
Ele riu.
— Então é melhor apressar as coisas — puxou minha blusa com força e o tecido fino se rasgou no meio, ao ouvir o barulho meu corpo arrepiou de medo.
Ele não podia fazer isso.
— Não, não — me mexi tentando chutá-lo com a perna, agradeci mentalmente por meu jeans estar intacto.
Ele tentou me segurar, mas continuei o chutando e mexendo as pernas sem parar, mas impaciente Jacob puxou algo de suas costas e apontou para mim:
— Fica quieta sua vadia, você quer morrer?
Eu paralisei vendo a arma apontada em minha direção.
Um movimento de seu dedo e eu morreria.
Começou a passar um filme rápido da minha vida em minha mente.
Não! Isso tinha que ser um pesadelo, mas eu sabia que não era.
Eu não podia morrer ali, ainda mais por ele.
Edward, Edward gritei em meus pensamentos.
— Não, não por favor — implorei amedrontada.
Jacob sorriu malvado.
— E o que você vai fazer para não morrer? — senti o metal gelado da arma em meu queixo.
Engoli com dificuldade o medo que sentia dentro de mim. Meu coração bateu com força.
— O que você quiser. Eu faço o que você quiser — sussurrei.
E então a boca dele estava em cima da minha me beijando com força, ele parou e me encarou, pressionando a arma de novo em mim.
— Vamos Bella, você já beijou melhor que isso. Prefere morrer?
Não. Eu não podia fazer isso.
Mas eu tinha que fazer, eu precisava ganhar tempo. Eu precisava que Edward chegasse e me salvasse antes dele conseguir fazer o que queria comigo.
Então quando sua boca cobriu a minha de novo aceitei seu beijo engolindo o asco que senti, deixando sua língua brincar com a minha.
Me perdoa Edward, me perdoa.
Jacob quebrou o beijo e riu.
— Está vendo como sua esposinha é vagabunda, ela não consegue resistir a mim — falou olhando para o lado, foi só então que vi um tripé ali com uma câmera nos filmando.
Ah não. Isso não.
— Vai se foder, seu desgraçado — falei e cuspi em seu rosto com força.
— Sua puta! — sua mão estalou em minha cara de novo com força, meus olhos lacrimejaram. Sua boca foi para cima da minha e ele apertou minha bochecha me forçando a abrir a boca e enfiar sua língua nela.
Jacob quebrou o beijo e olhando para a câmera de novo.
— Sua esposinha vai ser minha e espero que se divirta assistindo esse vídeo depois.
Não. Não.
Tentei chutá-lo de novo com minhas pernas, mas ele pressionou outra vez a arma em mim.
— Fica quieta Bella, vai ser melhor para você. Eu sei que vai gostar.
Suas mãos imundas passaram por meu colo e ele puxou meu sutiã para baixo.
Eu tentava puxar meus braços em vão, tentando me soltar, sentindo meu pulso doer.
— Olha que peitinhos gostosos. Seu maridinho corno vai amar assistir isso depois. — dizendo isso mordeu com força o topo do meu seio esquerdo, puxando a pele próxima do meu mamilo.
Eu gritei de dor e nojo me debatendo.
Jacob riu alto e se levantou, começou a tirar sua roupa enquanto falava:
— Achou que ia escapar de mim, é? Ficou se fazendo de santinha e me enrolando por meses, eu só não te comi porque precisava ficar perto de você se não teria te comido bem antes, mas não podia assustá-la. Queríamos nos aproximar de Charlie e precisávamos de você. Mas agora vou comer você e depois te matar, seu maridinho não vai ter mais nada e ele vai ser o próximo. Mal sabe ele o que o espera.
Jacob soltou um riso estranho, que parecia mais um uivo de lobo e voltou para cima de mim abrindo minha calça.
— Não, não — tentei me mexer, mas não consegui. — Para com isso!
Tentei lutar, mas foi em vão. Ele conseguiu tirar minha calça.
Por que Edward ainda não tinha chegado? Por que estava demorando tanto?
Eu não iria aguentar muito aquilo.
E se não tivesse funcionado? O que iria fazer?
Jacob me olhou e começou a se tocar, quis vomitar.
— Agora vamos cuidar disso — voltou a se deitar por cima de mim, eu me debati, mas me segurou com facilidade imobilizando minhas pernas.
Tentei pensar em qualquer coisa, no celular que não parava de tocar, no barulho forte de uma moto.
Edward? Onde ele estava?
— Vou te fazer minha, agora — sua mão começou a deslizar pela minha calcinha.
Eu já não tinha mais forças para lutar, mas eu precisava. Gritei com toda força que tinha esperando que alguém pudesse nos ouvir. Eu não podia deixá-lo fazer aquilo comigo. Ele colocou a mão em minha boca e mordi seu dedo.
Jacob me deu outro tapa e com a força mordi a parte interna da minha bochecha, senti gosto de sangue em minha boca.
Ouvi um estrondo forte e o local onde estávamos se iluminou com a luz do sol. Era dia ainda. Graças a Deus.
— É melhor você tirar as mãos da minha mulher, filho da puta — escutei uma voz cortante dizer e sentir Jacob paralisar em cima de mim.
Edward Cullen PDV
— Como vocês ainda não conseguira, encontrar a porra desse cara? Ele está brincando com a gente há semanas, rindo da nossa cara, isso é inadmissível — eu gritei exaltado para Isaac, Félix e todos os outros que estavam ali.
— Calma, mano — meu irmão colocou a mão em meu ombro.
— Calma é o caralho! — tirei sua mão de cima de mim. — A gente conseguiu descobrir onde ele estava se escondendo e mesmo assim Black conseguiu fugir, isso não pode acontecer na Grand C.
Eu já estava impaciente sobre isso com Jacob, ele tinha ameaçado a vida da minha mulher. Eu não iria ficar calmo até saber que estava morto.
— Edward está certo, temos que dar um basta nisso agora. Agora vão todos descobrir onde esse fodido se meteu, se não vai começar a sobrar para vocês — meu pai ameaçou e não precisou repetir para todos saírem da sala de reuniões.
Eu respirei fundo com raiva.
— Isso já está passando dos limites, Black ameaçou a vida da minha esposa, está brincando com a gente há tempos.
— Eu sei, meu filho, mas vamos conseguir pegar ele, Jacob não fará mais mal a ninguém.
Eu queria acreditar, mas naquele dia eu estava com a sensação tão ruim.
Era como se eu soubesse que algo iria acontecer.
— Eu vou para casa, me atualizem sobre isso — decidi.
Precisava de Bella, precisava saber que estava segura e bem.
...
Estava deitado na cama de olhos fechados imaginando como seria as novas lingeries que Bella tinha comprado. Mal via a hora de tê-la aqui em nosso quarto em cima de mim.
Ah sim, Bella me cavalgando era a cena mais linda e excitante que tinha.
Meu celular tocou de novo e atendi assim que vi seu apelido, Bruxinha com um coração. É eu estava arriado demais por ela.
— Prontinho, já estou indo para o estacionamento, mas uns vinte minutos estarei aí — eu sorri ouvindo a voz da minha mulher.
— Ainda bem, estou morrendo de saudades.
— Nós nos vimos essa manhã.
— Vou reformular: estou com saudades de te comer.
Ela soltou um risinho.
Porra. Eu precisava dela aqui, comigo.
— Acho que não vamos jantar com nossa família hoje.
Nossa família. Sorri ainda mais apaixonado por ela.
— Hoje você vai ser minha janta.
Iria saboreá-la lentamente, lambê-la inteira e depois comer sua boceta gostosa.
Isso sim era vida.
— Jacob — escutei um arfar.
— Bella, o que? — senti um frio na espinha.
— Jacob está aqui.
— Como aqui? Onde você está? — pulei da cama.
— No estacionamento — podia escutar o medo em sua voz,
— O segurança está com você? Onde está Rosalie? — perguntei sentindo um aperto em meu peito.
— Olá, Bella — escutei uma voz dizer e apertei meu celular com mais força saindo correndo do quarto.
— O que você faz aqui?
— Vim pegar o que é meu.
— Eu nunca…
A voz dela sumiu.
— BELLA — gritei em vão descendo as escadas.
— Não, não, não!
Assim que cheguei na entrada vi Thony entrando com o capacete.
— Me dá essa merda — falei puxando o capacete.
— Ei, calma cara o que…
— Bella foi sequestrada avisa a todos.
— O que? — gritou chocado, mas não tinha tempo para explicar.
Abri o aplicativo de rastreio e achei o sinal do celular dela.
Corri pegando a moto, montei nela, colocando o capacete e acelerei com força. O portão ainda estava abrindo quando passei por ele.
A moto alcançou 200 km rapidinho e acelerei, cortando os carros rezando para que não morresse antes de salvá-la.
Entrei pelo estacionamento subterrâneo e segui o sinal.
Freei bruscamente quando vi a Ferrari estacionada e saí da moto arrancando o capacete. Alice estava apanhando algumas sacolas do chão e o celular de Bella.
— Edward, Edward — Rosalie gritou e correu até mim seguida por Alice e o segurança. — Anthony ligou, cadê a Bella, onde ela está?
— Eu não sei, eu não sei — então olhei para o segurança, peguei ele com força e o empurrei em um outro carro que tinha ali.
— Por que não estava com ela? Você sabia disso, sabia? — gritei apertando seu pescoço com força, podia sentir seu pulso batendo acelerado.
— Não, chefe não. Ela que me mandou que ficasse com Rosalie — seu olhar estava desesperado e falou com dificuldade.
— Você deveria ficar com minha esposa — rugi e apertei ainda mais forte.
— Edward, solte-o. — Rose mandou. — Alguém tá vindo.
Eu o soltei e ele tossiu. Depois cuidaria dele.
— Vão embora daqui — falei e montei na moto acelerando.
Eu precisava de um computador. Merda.
Por que não tinha feito isso antes?
Como esse infeliz tinha chegado perto de Bella?
Eu nunca ia me perdoar se algo acontecesse a ela.
Que tipo de marido eu era, se nem conseguia proteger a esposa?
Voltei para casa rápido, recebendo várias buzinas. Derrapei com a moto na entrada para parar e sair correndo de cima dela.
Mamãe veio me abraçar, mas a empurrei.
Isso não iria me confortar em nada e eu não podia perder tempo.
— Edward, Félix está indo até o shopping, vai invadir as câmeras de segurança e descobrir como aconteceu. Não se preocupe, filho. Vamos pegar o desgraçado que fez isso. — Meu pai falou.
— Sim, mano. Bella vai ficar bem, você vai ver. — Thony apertou meus ombros.
— Não precisa de nada disso, caralho — empurrei seu braço — só preciso de um computador.
Subi correndo para o escritório.
Papai, mamãe e Thony me seguiram.
O notebook de papai estava ligado e coloquei no site.
— O que está fazendo? — mamãe perguntou.
— Rastreando, Bella.
— Como?
— Ela está com o celular? — Thony perguntou.
Todos da família tinham um celular rastreado.
— Não, mas ela está com um micro chip de rastreio implantado. Fizemos isso semana passada.
— Um chip? Como assim? — meu pai franziu o cenho confuso.
— É no braço dela, fizemos de teste, ela só deixou se eu fizesse também. Eu queria testar, para sugerir isso depois que me tornasse Grand Chefão.
Peguei o código no meu celular e coloquei no site, infelizmente não abria no celular. O aplicativo ainda estava em teste.
Todos ficaram apreensivos aguardando os três segundos que a página demorou para carregar.
Anotei o endereço na mão assim que vi o ponto brilhando no mapa.
— Edward filho, vamos agir com calma e…
— Mano, temos que... — Anthony e papai falaram juntos e tentaram me segurar.
Eu puxei meu braço e corri deles.
Desci as escadas correndo e montei na moto de novo, saindo acelerando para a pista.
O sinal de Bella dava que ela estava em uma casa em Compton.
Eu cheguei a duzentos com a moto, ouvindo os motoristas buzinarem atrás de mim, um sinal ficou no amarelo e acelerei ainda mais. Ultrapassei depois dele ficar vermelho e por um triz uma van não me pegou, ela freou com força e bateu em um carro parado ao lado. Acelerei ainda mais.
Eu só iria parar depois que chegasse, eu tinha que salvar Bella, nada podia acontecer com ela.
Depois do que pareceu uma eternidade cheguei na rua deserta, as casas todas pareciam velhas. Vi o local do endereço, era uma casa de um andar, que parecia abandonada. Uma grade enferrujada ao seu redor, era baixa e pulei no mesmo momento escutei um grito.
Bella.
Eu sabia que era ela.
Corri para os fundos da casa, arrancando o capacete e jogando no chão. Ali tinha um pequeno galpão.
Meti o pé com força e a porta se abriu.
O que vi ali me paralisou.
Jacob nu em cima da minha esposa.
Não.
A raiva borbulhou dentro de mim e senti meu corpo todo tremer, apertei meu maxilar com força.
— É melhor você tirar as mãos da minha mulher, filho da puta — falei percebendo pela primeira vez que não tinha levado uma maldita arma comigo.
Porra. Porra.
Ele se levantou nu e não consegui nem olhar para Bella, com medo do que veria ali.
Meu estômago embrulhou.
Lembrei do canivete em meu bolso, isso bastaria para matá-lo.
— Sua mulher? Ela era minha.
— Ela nunca foi sua, não como foi minha. — falei e ele fez o que imaginei que faria.
Veio para cima de mim.
Com agilidade me desviei de seu golpe e o empurrei pela cintura, peguei seu braço e dobrei com força, ele gritou quando o osso se quebrou.
Eu puxei o canivete do meu bolso com a outra mão e o engatilhei, enfiei em sua costela.
— Isso é pela minha esposa, seu filho da puta — torci a faca dentro dele e tirei.
— Você... você não im.. — disse com dificuldade.
Agindo dominado pela raiva e vingança passei o canivete afiado em sua virilha.
O grito horripilante dele foi como música para meus ouvidos.
Eu ri e espetei a faca naquele troço pequeno que ele tinha, que caiu no chão.
— Isso é por mim e por todos que já machucou — enfiei seu membro decepado na boca dele que gritava.
Depois enfiei a faca de novo em seu queixo, para que ficasse ali.
Ele se debateu desesperado no chão, numa poça que se formava do seu sangue sujo.
Ouvi passos atrás e percebi Anthony correndo com vários soldados.
— Mano, mano a Bella — me virei para minha esposa.
Ela estava encolhida no chão, tentando se tampar, estava só com sua calcinha e seu sutiã para baixo. Percebi uma marca vermelha em seu seio. Eu me aproximei e soltei o nó das cordas em seu braço, percebi que minhas mãos sujas de sangue.
Meu irmão me estendeu um pano.
— Tira ela daqui, eu cuido do resto.
Eu me aproximei dela lentamente.
— Bella, Bella, amor sou eu — falei e ela se encolheu, o cabelo tampando seu rosto.
— Não, não, por favor — sussurrou.
— Você está bem, sou eu amor, sou eu — coloquei o lençol ao redor dela e erguendo seu rosto. — Sou eu, o Edward, seu Ed.
Bella me encarou seus olhos sem vida, mas me abraçou e chorou.
A ergui do chão e saí dali, vendo Anthony jogando gasolina no corpo de Jacob que ainda se debatia mais devagar no chão e logo depois jogou o isqueiro.
Entrei dentro da van carregando Bella em meu colo. Thony depois iria na moto.
Bella chorava e chorei junto com ela.
— Eu estou aqui, me desculpa amor, me desculpa — beijei sua testa.
Ela apenas engasgou chorando e eu rezei para que não a perdesse de vez.
Afastei seu cabelo do rosto, para vê-la, seu rosto estava vermelho e machucado.
Eu iria no inferno atrás daquele miserável e matá-lo de novo.
— Ele fez mais alguma coisa com você? Precisa ir para um hospital?
— Só me leva para casa, por favor — falou e assenti.
— Para casa, Peter.
...
— Como ela está? Ah meu Deus, Bella você vai ficar bem — mamãe falou rápido se aproximando quando entrei em casa com Bella em meus braços.
Estavam todos na sala. Rosalie e Alice com cara de choro
— Vou mandar chamar o dr. Grandy. — meu pai quem falou — Você está machucado?
— Não preciso dar um banho nela, deixa-nos sozinhos.
— Cuida dela, por favor — Charlie disse com pesar.
— Você matou o filho da puta? — me surpreendi com a raiva que estava na voz de mamãe e assenti.
Ela deu um suspiro de alívio.
— Qualquer coisa é só me chamar, querido. — sua voz saiu mais suave.
Subi com Bella para o nosso quarto e abri a porta com uma mão, segurando seu corpo com firmeza. Entrei no quarto, colocando-a sentada no sofá. Mas assim que percebeu onde estava ela pulou, o pano a deslizou de seu corpo.
Ela correu para o banheiro e bateu a porta. Escutei o barulho do chuveiro.
Respirei fundo, eu precisava me acalmar, estava nervoso demais e não podia deixar isso acontecer.
Eu tinha falhado com minha esposa, eu tinha falhado como homem e marido, eu não a tinha protegido.
Eu não a merecia. Não merecia, nada mais.
Eu encarei minhas mãos vermelhas. Eu estava contaminado com o sangue dele.
Eu era um monstro.
Ouvi o grito de Bella e corri para o banheiro. Ela estava ajoelhada no chão esfregando seu peito sem parar.
Abri o box do chuveiro e entrei a segurando.
— Não, não me solta! — se debateu, tentando se livrar de mim.
— Eu nunca vou fazer isso, nunca — a apertei com mais força e beijei sua testa.
Bella parou de lutar e me abraçou chorando. Ficamos ali abraçados em silêncio, a água morna caindo por cima da gente e esperei que toda nossa sujeira escorresse pelo ralo.
NOTA DA AUTORA:
Aii amores, esse foi um dos capítulos mais pesados que já escrevi.
Mas espero que tenha ficado bom
O próximo vai demorar um pouquinho mais para sair, a fic está entrando em reta final e ainda estou escrevendo direiro os último capítulos, então comentem muito e me deixem saber o que acharam.
Se alguém quiser entrar no meu frupo do whats para conversar sobre a fic é só me mandar o número e o DDD por mensagem ou no comentário. Só não vale ameaças kkk
Beijos e um boa semana
