Edward Cullen PDV

O celular despertou me acordando e eu gemi, me virando e desligando o som. Voltei a minha posição original abraçando minha esposa. Agradeci por acordar mais um dia.

Ela se aconchegou em mim e beijei seus cabelos cheirosos.

Sabendo que se ficasse ali não ia sair, levantei e fui para o banheiro, escovando os dentes e lavando o rosto.

Depois peguei uma roupa no closet e meu tênis.

— Amor, você não vai hoje? — sussurrei me sentando na beirada da cama. Inclinei e beijei seu rosto.

— Não, pode ir — murmurou de olhos fechados.

— Preguiçosa — dei um selinho em seus lábios e me levantei.

Antes de sair olhei para ela deitada na cama e quase voltei para ficar ali, mas suspirei e saí do quarto em silêncio.

Sorri enquanto caminhava pela casa.

Tinha se passado uma semana desde que conversamos sobre tudo e despimos nossos medos, sentimentos e desculpas um para o outro.

Bella estava cada dia melhor, as marcas em seu rosto tinham sumido e o local onde ela foi mordida, ainda estava arroxeado, porém por culpa minha. Ela quis que fosse minha marca nela ali.

Há três dias fomos para uma sessão de terapia, fiquei calado ouvindo Bella colocar para fora tudo que tinha vivido nas últimas semanas, respondendo só algumas perguntas quando me era dirigindo, sem soltar sua mão.

Me sentia ainda mais ligado que nunca a ela. Tudo parecia melhor, nossa coroação foi marcada de novo, dessa vez para daqui duas semanas.

Saí do quarto e desci as escadas indo para a academia, ela ficava em uma parte separada da casa.

Anthony estava lá correndo na esteira.

— Bom dia, mano.

— Bom dia — respondeu ofegante desacelerando.

Eu alonguei meus braços, depois as pernas, enquanto ele saiu da esteira e passou por mim em silêncio.

— Você está bem?

— É claro, por que não estaria?

— Não sei, você anda estranho ultimamente.

Respondi ligando a esteira e começando a correr. Ele deu três socos fortes no saco que tinha pendurado ali.

— Você que só anda viajando no mundinho da Bella.

Eu sorri.

— Não tenho culpa de ter uma esposa que amo. Sabe, estava pensando...

— Em que?

— Tem certeza que não quer uma esposa? Podemos achar uma mulher para você quando eu for Grand Chefão, afinal vai se tornar um subchefe e...

— Eu não quero mulher nenhuma, já falei — deu um soco mais forte.

— Eu também não queria e agora não me vejo sem a minha — retruquei.

— Nem todos tem sua sorte.

Franzi meu cenho, sentindo uma sensação estranha. Algo estava errado com ele.

— Eu vou indo, afinal não posso me dar o luxo como você de chegar a hora que quiser.

— É claro que pode, é filho do chefe.

— Mas você é o herdeiro — deu de ombros.

— Mesmo assim papai odeia atrasos, então não posso também.

— É, tem razão. Depois nos falamos, sim? Temos que nos reunir com aquele cliente novo de Nova Iorque.

— É claro. Estou vendo sobre isso. Tem certeza que está bem?

— Eu estou bem, mano, relaxa — ele piscou e se aproximou.

Eu desacelerei um pouco e demos nosso soquinho.

— Se lembre que to aqui, sempre que precisar — Anthony revirou os olhos e saiu rindo.

Respirei fundo, esperava que ele me falasse o que estava acontecendo. Aumentei a velocidade e corri na esteira.

Fiz vinte minutos antes de sair e ir para a barra.

— Olha quem resolveu aparecer hoje — sorri levantando o peso e Rosalie bufou.

Ela ficava mal humorada de manhã, quando nos esbarravamos na academia.

— Tenho que perder os cinco quilos que ganhei até o casamento. Não posso me casar assim.

— Para de neura Rose, você tá linda. Emmett não se importa com isso, além do mais tenho certeza que ele ganhou uns dez nesse último ano.

— 12 kg de músculos — ela ligou a esteira e começou a correr. — Tenho seis meses para ficar em forma.

— Dá tempo de sobra.

— Não, estou ansiosa e só penso em comida.

Eu ri.

Ficamos conversando um pouco até decidi que estava bom e voltar para o quarto.

Sorri ao ver que Bella tinha se levantado e a porta do banheiro estava aberta. Podia escutar o chuveiro.

Sorrateiro, me aproximei tirando a roupa suada. Ela estava de costas nua enxaguando o shampoo do cabelo. Se virou quando abri o boxer.

— Hoje você demorou mais — fez um biquinho.

— Ainda temos tempo — agarrei sua cintura puxando para mim.

— Não temos, nem começa — empurrou meu peito.

— Tem certeza que não? — deslizei minha mão em seu corpo e a toquei entre suas pernas.

— Tenho — arfou.

Eu ri.

— Tudo bem então — me afastei dela.

— Edward! — reclamou.

— O que? Você disse…

Bufou.

— Me faça gozar. Agora! — disse em seu tom autoritário que eu amava.

E como um bom menino, obedeci ao que ela queria, me ajoelhando no chão e deixando meu rosto entre suas pernas.

Obviamente chegamos atrasados para o café, porém todos ainda estavam na mesa.

— Bom dia — dissemos juntos ao chegar na sala e nos sentamos em nossos lugares.

Meu pai nos observou.

— Vocês tem que parar de chegar atrasados.

— Eu não disse — arqueei a sobrancelha para Anthony que revirou os olhos, mas sorriu bebendo seu café.

— Quem colocou esse bolo, perto de mim? — Rose reclamou.

— Passa para cá que quero um pedaço — Bella disse e eu sorri malicioso me lembrando de quando brincamos na cozinha.

O ruim de morarmos todos juntos era a falta de privacidade que tínhamos, morria de vontade de transar com ela na piscina, no jardim, na sala, nessa mesa, mas ainda não tive a oportunidade.

Um dia…

Quando fosse o Grand Chefão poderia mandar todo mundo pastar por um fim de semana e me divertir com Bella na casa toda. Ou poderia comprar um apartamento e fugirmos para sempre que quiséssemos um tempo sozinho.

Isso seria um ótimo presente para nosso aniversário de casamento.

— Senhor Cullen — um empregado apareceu carregando uma bandeja em cima tinha um envelope pardo grosso — Tem uma correspondência.

— O que é?

— Isso foi deixado na caixa do correio, está endereçado a Grand C.

— Como assim? — meu franziu o cenho e pegou o envelope.

Eu o encarei atento enquanto o abria lentamente.

Um papel deslizou para fora.

Depois foram seguidas de várias fotos que caíram na mesa.

— O que é isso? — peguei uma das fotos que chamou minha atenção, era de Bella saindo do Grand Hotel.

Tinha várias e várias fotos de todos da nossa família de Rosalie na universidade, de meu pai, Anthony e eu.

— Eu sei quem são vocês e o fim da Grand C está próximo — meu pai leu o recado que estava no papel em branco.

Fez um silêncio ensurdecedor.

Pelo jeito que aquela felicidade e paz não ia durar muito.

...

Parece que tínhamos saido de um pesadelo para entrar em um novo.

Uma reunião de emergência com o conselho foi chamada, mas não tinha muito a ser discutido, já que não havia pistas de quem poderia estar nos ameaçando.

Todos os seguranças a mais que tínhamos dispensados voltaram e papai começou a investir em sistemas de defesa pesados, para estarmos prontos para o quer que fosse acontecer.

A coroação foi confirmada para o dia 25, depois de ser remarcada duas vezes, todos não viam a hora de chegar o momento de eu e Bella assumirmos tudo.

Seu aniversário chegou e por causa dessa maldita ameaça não podemos comemorar como eu queria.

Então fizemos um almoço especial na piscina, um churrasco. Ela pareceu um pouco ciumenta quando seu pai trouxe uma namorada Senna, que trabalhava conosco há um ano e era prima de Laurent, sabia que no fundo estava feliz por ele. Bella nem conseguiu acreditar quando mostrei meu presente para ela: uma ferrari vermelha 812 superfast.

Brincamos de lutinha na piscina, eu e Bella contra Thony e Rosalie e claro que ganhamos.

Foi um dia divertido e relaxamos um pouco, só com nossa família, querendo esquecer que ainda não tínhamos descoberto quem estava nos ameaçando. Nós merecíamos um pouco de paz depois de tudo. Estávamos todos um pouco tensos e naquele momento mais que nunca a coroação precisava acontecer. A Grand C, mas que nunca precisava mostrar sua força.

— Ei preguiçosa, vai hoje? — eu perguntei depois do de sair do banheiro e tocar o rosto de Bella.

Tinha se passado três dias do seu aniversário.

Ela se espreguiçou na cama gemendo, fazendo o lençol escorregar de seu corpo, me dando uma visão estonteante de seus seios perfeitos.

Não havia nada mais lindo que ela nesse mundo.

— Eu já vou, vai arrumando lá que já vou descer— murmurou de olhos fechados.

— Não me deixa esperando, bruxinha — dei um aperto em sua bunda, um beijo na sua bochecha e me levantei.

Sai do quarto sorrindo ao ver a expressão fofa dela ao se levantar da cama.

Linda.

Estava chegando no topo da escada e vi Anthony também aparecendo.

— Bom dia, mano. Acordou mais cedo hoje.

— É, tenho muito trabalho e você?

— Também, temos que pegar logo o desgraçado que está ameaçando nossa família, isso não pode ficar assim — sua expressão era raivosa como a minha ficava sempre que pensava sobre isso.

Não termos descoberto nada nos deixava com muita raiva.

— Nós vamos pegar — concordei e saímos para fora indo em direção a academia.

Ele parou respirando o ar fresco matinal.

— O que acha da gente correr no parque? Tô começando a me sentir sufocado nessa casa, com esses tantos de segurança que não sai da nossa cola.

— Eles estão aqui para nossa proteção, sabe disso.

— Eu sei, eu só preciso de ar fresco, acho — deu de ombros.

— Precisa mesmo, você anda muito rabugento ultimamente. Está na seca?

Ele riu.

— Seu irmãozinho nunca fica na seca, Ed.

Eu revirei meus olhos, desde que escutou Bella me chamando assim começou a me chamar também, mas sempre zoando, pois sabia que nunca gostei de apelidos.

— Ah vai correr lá fora mesmo, vai te fazer bem. Vou deixar até ir na minha ferrari.

— Sério? — arfou surpreso.

— Sim, mas traga ela inteira e vê se não corre demais.

— Pode deixar, Ed — piscou.

— Ah vai logo vai — dei um soco em seu ombro e ele saiu rindo.

Se eu soubesse tudo que aconteceria, nunca teria deixado ele sair daquela casa.

Entrei na academia e percebi que naquele dia só teríamos eu e Bella ali. Sempre malhamos com Tony e Rose, mas se ela ainda não estava ali, tinha certeza que não iria.

Sorri malicioso planejando o que iria fazer.

Bella Cullen PDV

Eu encarei os olhos do homem que me encarava de volta, me preparando para dar o golpe.

Estávamos há poucos metros um do outro.

Ele se agachou um pouco, mas nenhum dos dois avançou.

Eu precisava esperar o momento certo. Me aproximei lentamente e quando ele estreitou os olhos e senti que daria o primeiro golpe eu avancei para cima dele dando uma rasteira.

Ele gemeu ao cair no chão com força. Caí em cima dele e soquei sua cara.

— Droga, Bella. Essa doeu — Edward colocou a mão no rosto.

— Desculpa, amor — beijei o local que tinha batido.

Desde que tudo aconteceu, eu havia pedido para ele me ensinar a lutar. Eu nunca mais queria ser pega com a guarda baixa, ninguém me machucaria de novo.

Com Jacob morto nossa vida tinha se acalmado muito e nossa relação só tinha melhorado apesar de tudo.

Eu e Edward nos entendíamos como ninguém.

Eu nunca pensei que fosse me sentir tão feliz e completa como me sentia com ele ao meu lado. Nosso amor era indestrutível, depois que tudo que tinha acontecido eu sabia que não importava o que fosse acontecer em nosso futuro ninguém ia conseguir nos separar e isso nos tornava imbatível para quando assumissemos de vez a Grand C.

A terapia estava me fazendo muito bem, com poucas sessões já me senti diferente com tudo. Era bom colocar tudo que sentia para fora e ouvir um opinião profissional.

Não via a hora de chegar a coroação, ainda mais com a ameaça que recebemos.

Estavam todos apreensivos, os números de soldados na casa tinha sido quadruplicado e em todo canto tinha um. Eu descobri que na casa tinha até um bunker secreto, onde deveriamos nos esconder se acontecesse uma invasão.

Carlisle, Edward e Anthony passavam o dia fora investigando quem poderia ter mandado aquela ameaça.

Eu tinha demorado alguns dias, mas consegui me lembrar do pouco da conversa que escutei de Jacob ao celular e isso serviu para eles terem a certeza que havia um traidor na Grand C. E estavam trabalhando em uma lista de suspeitos e fazendo algumas armadilhas.

Estavam confiantes de que o pegariam antes da coroação e era bom mesmo, eu não iria admitir uma traição bem debaixo do meu nariz quando assumisse tudo.

— Se eu falar onde tá doendo mais vou ganhar beijinho? — Ed franziu seus lábios me trazendo de volta ao mundo real.

— Talvez. Onde mais está doendo?

Eu estava em seu colo. Ele estava sem blusa e eu usava apenas um top e short curto da adidas.

Nós estávamos sozinhos no nosso ringue improvisado na academia da mansão Cullen.

— Aqui — apontou para seus lábios.

Eu sorri e dei um beijinho.

— No pescoço também — murmurou.

Eu desci meus lábios beijando seu pescoço, a barba para nascer ali.

— O corpo todo — murmurou.

— Isso são muitos beijos, é melhor eu começar logo — falei e tirei as luvas que usava.

Deslizei meus lábios para seu peito forte beijando e chupando sua pele quente, estava só um pouco suada. O corpo dele se arrepiou quando arranhei meus dentes em seu mamilo.

— Merda, Bella — ofegou.

— Para você ver o que eu sinto quando faz isso — continuei beijando e chupando sua pele, arrastando meus dentes.

Ele era tão gostoso, eu ficava cheia de desejo vendo-o assim depois de se exercitar. Eu beijei seu estômago malhado e dei uma mordida leve ao lado de seu umbigo, seu corpo tremendo e podia sentir seu membro excitado. Lambi o V delicioso ali.

— E aqui está doendo? — perguntei passando a mão por dentro da bermuda.

— Ah sim, aí é onde mais dói. Acho que vai precisar mais do que beijos.

Eu ri, puxando sua bermuda para baixo, seu membro soltou para fora, lindo e duro em minha direção como se aclamasse a rainha dele. Eu o agarrei e o massageei, amava vê-lo como ficava por mim.

Beijei sua virilha e coxas, antes de lamber sua extensão. Edward praguejou e enfiei o máximo que consegui em minha boca.

— Ah isso, sua bruxinha me chupa — mandou segurando em meu cabelo.

Eu tirei e o coloquei na minha boca indo e voltando com força.

Ele era tão gostoso, eu amava chupá-lo e nunca me cansava de fazer isso. Eu estiquei o braço e massageei suas bolas sabendo que ele gostava.

Edward gemeu e investiu na minha boca, relaxei a garganta para receber tudo dele. Seu braço esticou e ele me tocou por cima do meu short, eu o mordi.

— Ai Bella!

Eu ri.

— Você gosta que eu sei — o empurrei fazendo-o se deitar e lambi sua boca.

Edward fez força para nos virar e não sei como consegui segurar seus braços.

— Bella porra — tentou me beijar, mas eu o afastei.

— Quietinho, eu que mando aqui — falei rebolando em sua ereção. — Não se mexe.

Ele obedeceu e levantei para tirar o short ficando só com o top.

— Porra, eu estou tão molhada — falei enfiando um dedo em mim, sabendo que ele ficava doidinho quando eu me tocava em sua frente.

— Que merda, Bella! — seus olhos se arregalaram. — Senta aqui na minha cara, deixa eu comer essa boceta com minha língua — me puxou pela bunda.

Suas palavras me excitando ainda mais.

— Eu já disse que eu mando aqui — enfiei meu dedo melado em sua boca, Edward chupou e o mordiscou — Você ama mandar em todo mundo, mas o que você faz quando eu falo?

— Só obedeço você.

Eu sorri me sentindo poderosa.

Afastei para trás e segurei seu membro, brinquei com ele minha entrada.

— Você quer isso?

— Sim, baby, por favor.

E ele entrou dentro de mim, nós dois gememos.

Eu me movimentei forte, rebolando meu quadril para frente, para trás, para o lado, deixando ele me abraçar e beijar minha boca com força.

— Você gosta de mim, assim? — apertei seu rosto.

— Sim, não para — deu um tapa forte na minha bunda.

Nos beijamos com força e me movimentei ainda mais forte apoiando meus pés no chão emborrachado e rebolando escutando aquele barulho excitante do atrito dos nossos corpos.

Ele puxou meu pescoço para trás e mordiscou meu pescoço, o prazer tomou conta de mim e gozei mordendo meu lábio.

Edward conseguiu nos virar e levantou minhas pernas, dobrando meus joelhos e me invadiu com força.

— Sua bruxinha, você vai ver quem manda aqui — falou investindo fundo dentro de mim.

Eu estava excitada demais, meu sexo pulsava seu parar, sabia que gozaria de novo.

Seu membro deslizava bem fundo dentro de mim e eu senti meu corpo tremer. Edward pressionou meu clítoris e não aguentei, ele tampou minha boca e eu gritei minhas costas se arqueando enquanto eu gozava forte outra vez, tomada por ondas e ondas de prazer que pareciam que não iam parar nunca.

Senti seu corpo tremer em cima de mim e ele enterrou seu rosto em meu pescoço enquanto gemia e gozava dentro de mim.

— Caralho, você vai me matar um dia. — ofegou.

Eu ri.

— Só se for de prazer — lambi meus lábios, extasiada. Não tinha forças para mais nada, meu corpo ainda tremia e estava sensível. Edward saiu de dentro de mim e senti seu líquido escorrer, precisava tomar um banho, como ia subir para nosso quarto assim?

Encarei o teto, meus olhos se arregalaram então e dei um gritinho ao ver um olho preto me encarando.

— Edward! — apontei para câmera.

Ele riu.

— Não se preocupe, eu mesmo a desativei quando entrei aqui, tinha esperança que isso acabasse exatamente assim — piscou. — Só eu posso vê-la assim.

Eu soquei seu braço.

— Ai, seus tapas tão doendo mais — reclamou.

— Eu sei que você gosta de apanhar — puxei-o pelo pescoço.

— Só de você, bruxinha — nos beijamos sem pressa nenhuma para sair dali.

— Vamos, temos que nos arrumar para o café da manhã — ele disse saindo de cima de mim.

Fiz um biquinho.

Eu ainda estava cheio de desejo por ele.

— Vai me comer com sua língua no chuveiro?

— Se não demorar para vestir sua roupa. — passou sua língua vermelha em seus lábios, me provocando.

Eu pulei procurando meu short e ele riu.

Me limpei como dava e saímos da academia, caminhando pela área da piscina de mãos dadas.

Nós entramos na sala rindo como dois idiotas apaixonados e cheios de segredinhos.

E tinha sido muito bom.

— Onde vocês estavam? Sabe quantas vezes ligamos para vocês, merda? — Esme explodiu assim que nos viramos seu rosto tomado por lágrimas.

Eu e Edward estacamos. Ela nunca tinha falado assim.

— Edward — Rosalie soluçou e correu abraçando seu irmão.

Senti um aperto no peito, algo horrível tinha acontecido.

— O que foi? Papai está bem? — a voz dele tremeu um pouco.

Esme não conseguiu dizer sentando no sofá e voltando a chorar. Ela parecia desolada, como se seu coração tivesse sido arrancado do peito dela.

Só uma coisa podia ter acontecido para deixá-la naquela situação.

Morte.

Meu corpo se arrepiou e não foi uma sensação boa.

— Que merda é essa? O que aconteceu?

— Thony ele… ele…

— Ele saiu, eu emprestei meu carro para ele, disse que ia correr no parque. — Edward explicou depois franziu seu cenho. — Ele está bem não está? Por que estão assim? O que aconteceu?

— A polícia ligou, seu... irmão... ele... ele... — Esme disse com dificuldade, sua mão no peito.

— Não! — Edward caiu na poltrona, conforme entendia o que tinha acontecido.

— Nosso irmão morreu, Anthony morreu — Rosalie chorou.

Eu encarei meu marido vendo a dor transpassar em seus olhos ao entender que ele havia perdido seu irmão gêmeo.


Nota da Autora: