Edward Cullen PDV
— Nosso irmão morreu, Anthony morreu — Rosalie chorou.
Nosso irmão. Anthony. Bomba.
— Não, não, você está doida! É claro que não — eu ri nervoso.
— Edward, meu filho — mamãe fungou.
— Para! — pulei do sofá. — Onde está o papai?
— Ele foi para o IML da polícia, fazer o reconhecimento do corpo e…
Eu nem esperei ela terminar de falar e já corri descendo as escadas e indo em direção a garagem.
Peguei a chave pendurada da ferrari de Bella e entrei dentro.
— Edward! — ela gritou abrindo a porta e entrando com o carro já em movimento.
Eu acelerei saindo correndo dali.
….
Eu freei de qualquer jeito na frente do IML, onde meu pai e Emmett tinham ido. Meu corpo todo tremia e sendo bem sincero nem sabia como tinha conseguido chegar dirigindo até ali.
Isso tinha que estar errado. Isso não podia ter acontecido. Não com meu irmão, não com ninguém da minha família.
— Senhor, onde pensa que está indo? — uma funcionária veio atrás de mim, mas nem liguei entrando no local.
— Edward, espere! — Bella falou, mas não consegui parar.
Eu precisava ver, eu precisava mostrar que não era verdade.
Tinha alguma coisa de errado naquela história.
Não podia ser possível.
Não. Ele não.
Uma porta se abriu e vi meu pai, Emmett e Charlie.
As expressões sérias me quebraram.
— Não, não, me diz que é mentira, por favor — supliquei.
— Sinto muito filho, sinto muito — disse meu pai e me abraçou com força.
Eu chorei engasgado sem conseguir colocar para fora toda aquela dor que sentia em meu peito.
— Não, não — tentei entrar na sala que eles tinham saído, mas Emmett me segurou.
— Não, é melhor você não ver.
— Eu preciso ver, eu preciso. Eu sei que não é meu irmão, ali.
— O corpo explodiu Edward, não sobrou muitas partes intactas, eu mesmo não consegui ver — Carlisle falou sua voz tremendo.
— Eles estão fazendo um exame de DNA, só para ter certeza, vai sair em menos de uma hora — Charlie explicou.
Balancei a cabeça.
— Então há chance de não ser ele ali? Porque eu sei que não é ele ali. Eu sei que Thony está vivo, ele nunca faria isso comigo — senti um fio de esperança nascer em mim.
Ele estava vivo, eu podia sentir isso.
Meu irmão não me deixaria assim. Eramos nós dois juntos, do útero até a morte.
Meu pai suspirou e colocou a mão em meu ombro apertando com força, depois abriu a palma de sua outra mão.
— Eles conseguiram pegar isso.
Era o A de sua pulseira, a pulseira que nunca tirávamos, a pulseira que nos diferenciava.
— Não, não — eu peguei o pingente e caí no chão chorando.
— Eu sinto muito amor, eu sinto muito — senti Bella me abraçando.
Foi como se um buraco se rompesse no meu peito, a dor era imensurável.
Meu peito estava tão pesado e sentia um aperto sufocante.
— Edward, filho, você tem que ser forte, me escutou? Temos que sair daqui.
— Forte? Meu irmão morreu, eu o vi hoje de manhã ele... ele…
Parei e arfei.
— Ele saiu no meu carro. Eu dei a chave para ele, isso é tudo culpa minha.
Carlisle suspirou.
— Estamos suspeitando que colocaram a bomba quando ele saiu para correr e que pensaram que era você.
Anthony tinha morrido no meu lugar, era para ser eu ali.
Era para eu ter morrido e meu irmão estar vivo.
Aquele dor poderia ainda ficar pior?
— Vocês tem que sair logo, os policiais podem voltar — Charlie falou.
— Vamos Edward, vamos sair daqui. — Emmett falou me dando a mão para levantar.
Não sei como conseguir ficar de pé, meu mundo tinha ruído.
— Eu aviso assim que sair o exame de DNA e o que descobriram na investigação.
Senti a mão de Bella apertar a minha e depois mais nada, além de uma dor que parecia que nunca passaria.
...
Eu encarava o caixão descendo no túmulo sem conseguir mexer. Eu não conseguia acreditar ainda.
Anthony tinha morrido.
O exame de DNA confirmou o que eu mais temia, era meu irmão ali.
Eu não conseguia sequer imaginar algum momento que vivemos separados.
Tentei me lembrar de algum momento da minha vida eu ter vivido sem meu irmão.
94 segundos. Os 94 segundos que nasci antes dele. Desde então sempre estivemos juntos, compartilhamos não só um útero mais duas vidas inteiras.
Sempre brincamos que éramos como os gêmeos Weasley e tivemos o mesmo final deles. Um morto e outro vivo.
…
— Olha só nós somos iguaizinhos mesmo — falei encarando meu irmão.
Estávamos vestidos com a mesma fantasia na festa do nosso aniversário do Homem Aranha, nosso herói favorito.
— Não somos não, eu sou muito mais bonito — ele deu a língua para mim.
Eu fiz barulho de peido colocando a língua para fora.
— Não é não, eu sou mais bonito.
Começamos a implicar um com outro.
— Ei meninos, parem! Já vai começar a festa — mamãe falou.
Eu parei de correr e me virei para meu irmão.
— Tudo bem Thony, nós dois somos os mais bonitos.
— Tanto faz, agora vamos para o pula-pula.
E então corremos para o jardim.
….
Aquele foi nosso último aniversário sem saber sobre a Grand C, quando ainda éramos crianças inocentes e puras.
— Então, eu vou ser que nem o senhor? — arfei surpreso, tentando entender sobre o que era tudo aquilo que meu pai falava.
— Sim, meu filho, você vai ser como eu um dia, será o rei de tudo. É como se nós fossemos uma realeza secreta e protegemos a cidade dos verdadeiros inimigos, mas vocês não podem contar para ninguém isso.
Fiz uma careta, sem saber o que sentir sobre aquilo.
— Isso é tão legal! Todos vão ter que nos obedecer, Edward. Nós vamos ser os donos de tudo — Anthony falou animado.
Meu pai bagunçou seu cabelo.
— Não, querido. Edward é o mais velho, ele que vai herdar tudo, mas você vai poder trabalhar com o papai e quando ele assumir tudo, você vai se tornar o subchefe, até que um herdeiro dele nasça.
— Eu vou poder ter uma arma? — perguntou.
Papai riu.
— Sim, mas não agora.
Eu e Thony nos olhamos.
— Que maneiro! — dissemos juntos.
….
— Você tem que chupar ela com vontade, mano. Não pode ter frescura.
— Eu não tenho frescura — falei terminando de me olhar no espelho.
Ele riu.
— Você tá todo nervosinho que vai ter a primeira vez.
— É claro que to, você sabe que sou mais tímido que você.
Thony tinha perdido a virgindade com 15 anos, com uma menina mais velha. Eu demorei mais alguns meses, depois do nosso aniversário de 16 para ter coragem e começar a ficar com uma menina da nossa sala que eu gostava.
— Se quiser posso tomar seu lugar e fazer para você.
— Não, tenho que passar por isso — respirei fundo e endireitei a postura.
— Parece que tá indo para guerra. — zoou.
Eu bufei.
— Ah fica calado! — empurrei seu braço e ele riu.
…
— Thony, o que aconteceu? Você está bem? — tínhamos 17 anos e estávamos em uma festa na casa de um amigo. Ele tinha ido acompanhado de uma garota, mas estranhei quando a vi beijando outro garoto, um amigo nosso e fui procurar por ele.
Ele estava sentado sozinho e bebendo.
— É claro, por que não estaria?
— Eu vi Jessica ficando com Mike, sinto muito.
— É tanto faz.
Franzi meu cenho confuso e sentei ao seu lado.
— Jessica é uma vadia, sabe disso. Vamos entrar eu vi duas gêmeas da Valley chegando. Aposto que a gente consegue pegar elas.
Seus olhos se arregalaram e ele se levantou.
— Gêmeas? Vou querer a mais bonita.
Eu ri e voltei com ele para dentro de casa.
...
— Por que eu não posso trabalhar que nem o Edward? — Thony reclamou quando papai mostrou o Clube Oculto o local onde eu iria trabalhar.
— Se quiser pode ficar, eu não me importo — dei de ombros.
— Não, nem pensar. Edward é o subchefe agora, ele quem assumirá tudo depois que eu me aposentar ou morrer. O trabalho dele tem mais papelada que o meu, achei que iria preferir ir para algumas operações comigo.
Os olhos do meu irmão brilharam.
— Legal, vou botar todo mundo para moer — puxou a arma que finalmente tínhamos ganhado de papai.
Carlisle riu e deu um tapinha em suas costas.
— É assim que se fala, filho.
...
A ligação que tínhamos poucas pessoas poderiam compreender.
Ele não podia ter me deixado assim.
Era como se faltasse algo meu, uma parte minha e nem a presença de Bella estava conseguindo suprir isso.
Mas ele não estava e eu tinha que aceitar isso, por mais que doesse, meu irmão nunca mais iria voltar.
Ele tinha partido para sempre.
— Eu te amo, sempre vou estar com você — joguei nosso pigent entrelaçados no caixão, que descia.
Eu nunca mais seria confundido com ele.
Pouco a pouco as pessoas começaram a sair. Recebi mais abraços de minha família e alguns conhecidos. Aceitei tudo mecanicamente, só balançando a cabeça e agradecendo.
— Eu sinto muito, Edward — James se aproximou estendendo sua mão.
Minha mãe nem aguentou ficar até o final e foi embora mais cedo com meu pai.
— Eu sinto muito também James, eu sei como vocês eram grandes amigos — o abracei.
— Sim, nós éramos.
Tanya estava ao lado dele usando um óculos de sol.
— Meus sentimentos Edward, posso te dar um abraço?
Eu apenas assenti, no fundo tinha esperança que ela superasse nosso caso e fosse feliz. Eu sabia que ela não era uma pessoa ruim.
Tanya me abraçou rápido, mas apertado. Depois encarou minha esposa ao meu lado.
— Eu sinto muito — estendeu sua mão.
Bella a encarou por um momento antes de elas trocarem um aperto de mãos.
— Obrigada pela presença — disse apenas.
Tanya acenou e saiu com o irmão.
Mais algumas pessoas vieram nos cumprimentar, não teria a recepção em nossa casa como era costume fazer. Não tínhamos o menor clima para isso.
— Ah Edward — Rose falou e me abraçou com força chorando.
— Não chore assim, ele nunca gostou de te ver chorar.
— Eu sei, eu sei — ela fungou.
— Cuida dela — foi tudo que consegui dizer para Emmett, ele só assentiu.
— Edward, amor nós temos que ir — senti Bella me puxar suavemente.
Eu a encarei, lembrando ainda que tinha por quem viver.
Ela era minha família e tinha meus pais, minha irmã.
Era isso que Thony iria querer.
— Bella, meu irmão ele... — não consegui falar e ela só me abraçou com força.
Eu chorei fungando, de repente nada mais importava.
Eu iria pegar quem fez isso com meu irmão e o destruiria.
— Vamos para casa.
Eu assenti e peguei em sua mão.
…
Dias depois…
Eu acordei aquele dia sentindo uma mão passar em meu cabelo suavemente. Estava tão bom o carinho que recebia, a cama quentinha, o corpo de minha mulher me abraçando com seus braços e pernas, mesmo sendo bem menor que eu, de alguma forma ela conseguiu me abraçar todo.
Eu queria ficar ali para sempre.
A vida tinha sido tão generosa comigo e…
Senti um aperto no coração sufocante, por um momento tinha me esquecido de tudo.
Abracei Bella com força.
— Bom dia, Ed — beijou minha bochecha.
Eu passei a mão em seu rosto e abri meus olhos.
Já tinha uma semana do enterro de Anthony e a dor parecia só ter aumentado.
Ontem foi a missa de sétimo dia dele e a igreja estava lotada, foi estranho porque eu podia sentir que ele estava ali com a gente. E eu sabia que de alguma forma ele estava, olhando e cuidando de nós de longe.
— Bom dia — murmurei com a voz rouca e pigarrei.
Bella deu um pequeno sorriso.
— Não vai levantar hoje?
— Que horas são?
— 10h e 12
— Merda, porque não me acordou antes?
— Você dormiu tão bem, precisa descansar.
Eu suspirei era verdade, eu não tinha acordado nenhuma vez à noite. Ao contrário das noites anteriores que rolava na cama sem conseguir dormir direito.
— Eu tenho que parar com isso, preciso ver como estão as investigações, preciso pegar e matar quem fez isso com meu irmão. Ele não pode mais fazer nada com minha família.
— Nós vamos pegar, quem fez isso. Você vai ver.
Eu esperava que sim. Precisando mais dela a puxei e beijei seus lábios, seu hálito refrescante de menta me invadiu e enfiei a língua em sua boca. Bella retribuiu o beijo lentamente. Era o primeiro que dávamos mais profundo depois de tudo que aconteceu.
Mas quando ela me empurrou e subiu em cima de mim, eu a parei.
— Amor, eu... eu não estou ainda no clima para isso. — disse logo.
Bella encostou sua testa na minha ofegante.
— Desculpa, pensei que queria…
— Eu só preciso de mais um tempo, está tudo tão recente.
— Eu sei, Ed. Vamos esperar o tempo que for preciso.
Eu sorri e beijei a ponta de seu nariz.
— Eu te amo, obrigado por estar ao meu lado sempre.
— Eu te amo, nunca vou sair do seu lado.
Nós ficamos ali, alguns minutos abraçados, sua presença me confortava de uma forma que nada mais fazia.
Minha vontade era não sair dali nunca, mas eu tinha que levantar, precisava pegar de uma vez por todas quem fez isso com meu irmão.
E quando o pegasse ele iria saber do que Edward Cullen era capaz.
...
— Edward, filho, não sabia que viria aqui hoje — meu pai parou de escrever no papel e levantou o rosto em minha direção.
Eu me aproximei de sua mesa e sentei na cadeira.
— Mamãe disse que estaria aqui, já se passou uma semana pai, precisamos pegar quem fez isso. Como anda as investigações?
— Não muito boas, conseguimos alguns vídeos do seu irmão dirigindo depois que saí de casa, sabemos que ele foi para o Echo Park correr, mas estacionou em um ponto cego das câmeras de vigilância, então não podemos ver quem colocou a bomba.
Ele virou o notebook para mim.
— Mas está vendo aqui nessa câmera? Mostra o momento da explosão, o carro estava atrás dela.
— Merda — vi um estacionamento com alguns carros e tudo ficou mais claro de repente, a imagem tremendo um pouco.
— Isaac me mandou isso ontem a noite.
Ele apertou uma tecla e vi uma van preta passando por uma rua.
— Essa van…
— É a mesma que sequestrou Bella no shopping.
— Então a pessoa que nos ameaçou é a mesma que estava ajudando Jacob? — arfei ligando os pontos.
— Sim. Achamos que a pessoa que colocou a bomba estava nessa van, ela só ficou dois minutos no estacionamento, tempo mais que suficiente para colocar um explosivo no carro e sair, depois de cinco minutos ocorre a explosão.
Eu apertei com força meu maxilar.
— Temos que descobrir quem fez pai, alguém está nos traindo.
— Eu sei filho, não pode contar isso para ninguém. Só Isaac e Félix sabem, ainda não mostrei para ninguém do conselho.
— O senhor acha que pode ser algum deles?
— Bem... se eliminasse você e eu, nesse momento, um deles teria que assumir.
— Ainda teria Rosalie. Ela é a próxima depois de mim e Anthony. — era difícil dizer o nome dele.
— Você sabe que sua irmã nunca iria querer isso, os conselheiros fariam uma votação e um deles seria o novo Grand Chefão.
— E quem acha que ganharia? Eleazar?
— Jeremy.
Arfei.
— Acha que Tanya pode ter se unido a Jacob para se vingar de Bella? E Jeremy se aproveitou disso? Ele nunca ficou feliz por não ter casado com sua filha — surtei com a teoria que se formava em minha cabeça. — Mas como eles poderiam saber sobre Jacob e chegar até ele?
— Não sei filho, não temos provas de nada sobre isso, mas vamos descobrir e pegar o desgraçado.
— Quando pegá-lo, eu quero matar ele. Quero vê-lo sofrer como ninguém mais sofreu nesse mundo.
— Ele vai ser nosso, por Anthony e a Grand C — meu pai se levantou e fez o gesto com o braço.
— Por Anthony e a Grand C — prometi.
— Sobre a coroação...
— Não — balancei a cabeça.
Não tinha a menor condição de fazer isso.
— Tudo bem, vou cancelar mais uma vez e decretar um período de luto, depois veremos uma nova data.
Eu só assenti, meu pai estava tentando ser forte, mas eu percebia como estava abtido.
A única coisa que estava nos movendo era a sede de vingança que estávamos sentido pelo miserável que fez isso.
Eu não teria um pingo de pena pessoa quando descobrissímos quem era.
...
Sai do escritório sede e fui direto para o Clube Oculto, pedi para meu pai me mandar todos os arquivos e iria analisá-los ver se não tinha deixado passar nada. Precisava pegar quem fez isso e acabar com o filho da puta.
Era tarde e minha cabeça já doía de ficar vendo as imagens e tentando ligar Jeremy e Tanya nisso, se ela estivesse envolvida nisso tudo… eu tinha certeza que minha esposa iria gostar de acabar com ela.
Meu celular tocou e encarei a tela. Era um número não identificado, eu sabia que a ligação não deveria ser boa. Mas poucas pessoas tinham meu número de confiança.
Atendi e não falei nada.
— Edward Cullen, está me ouvindo? — uma voz masculina estranha disse. Senti um frio na espinha.
— Quem está falando? — exigir saber.
— Se quiser saber a verdade sobre a morte do seu irmão venha me encontrar.
— Quem é? Quem está falando? — me levantei.
— Vou mandar o endereço por mensagem, venha me encontrar e venha sozinho. Do contrário nunca saberá o que aconteceu.
— Não vou enquanto não me dizer quem é? Acha que eu sou otário?
— Se quiser vingar seu irmão, vai ter que confiar em mim. Não conte a ninguém e acredite se contar eu vou descobrir. Eu tenho olhos e ouvidos onde você nem imagina.
— Acha mesmo que vou fazer isso? Como posso saber se não é uma armadilha?
— Vai ter que correr o risco para ver, estarei te esperando.
A linha ficou muda.
Merda. merda. O que iria fazer?
Eu não podia ir assim, mas eu precisava saber a verdade.
E quem quer que fosse eu daria um jeito, iria protegido e ainda tinha o micro chip de rastreio no meu braço.
Eu poderia matar sozinho quem fez isso.
O celular apitou com a localização e puxei minha arma conferindo minhas balas.
Era hora de dar um fim nisso tudo.
…
Eu parei o carro no prédio abandonado. As paredes estavam pichadas e tinha muito mato ao redor.
Um homem saiu pelo portão, ele usava uma máscara e tinha a roupa toda preta.
Ele se aproximou e vi outro homem surgindo atrás dele com uma arma pendurada.
Merda, meu sangue gelou.
Caralho, como eu fui burro.
Peguei meu celular para mandar uma mensagem a Bella, mas no mesmo momento um deles se aproximou e bateu com força no vidro da janela.
— Sai do carro — mandou e reconheci a voz do homem que falou comigo.
Saí do carro, guardando o celular.
O homem me imprensou de costas e começou a me revistar, ele tirou minha arma, o canivete e um revólver que escondi na panturrilha.
Eu praguejei.
— O que está fazendo? Isso não foi combinado.
— Silêncio e me siga — eu o segui e entramos no galpão. Analisei todo o local em busca de uma saída.
Havia mais dois homens ou mulher, não sabia dizer pela roupa folgada e preta. Todos usavam máscara, um tinha o porte ligeiramente familiar.
— E então? Quem foi que me ligou? Vai mostrar a cara ou não? — perguntei agoniado.
A pessoa do meio deu um passo à frente e tirou a máscara.
— Olá, Edward — sorriu.
Bella Cullen PDV
Já tinha se passado uma semana, mas o clima de tristeza tomava a mansão Cullen, que nunca mais foi a mesma e parecia pior toda vez que Edward aparecia.
Rosalie não conseguia olhar para o irmão sem chorar, se lembrando do outro. Esme até olhava, mas estava sofrendo demais com a perda do filho.
Carlisle era o que mais parecia se manter são, ou apenas escondia suas emoções muito bem, porém estava mais abatido e as olheiras ao redor do seu rosto mostrava como estava cansado.
A missa de sétimo dia reuniu quase todos integrantes da Grand C, a Igreja estava toda lotada, uma foto de Anthony estava próximo ao altar.
Foi uma cerimônia muito bonita e o padre deu uma bela homilia sobre perda e superação.
…
Nós estavamos abraçados na cama, era tão bom ficar assim com ele, eu sabia que mais que nunca eu tinha que ficar ao seu lado e mostrar o tanto que o amava.
Perder alguém era sempre difícil e nem conseguia imaginar pelo que Edward estava passando, perdendo seu irmão gêmeo.
Eu sabia o tanto que ele amava e tinha consideração pelo irmão.
— Acho que vou trabalhar hoje — ele sussurrou me apertando.
— Isso é ótimo, Ed. Vai ser bom você distrair a cabeça com alguma coisa.
— Preciso pegar o filho da puta que colocou a bomba Bella, não vou conseguir ter paz enquanto não fizer isso.
— Nós vamos pegá-lo amor e vamos vingar Thony — apertei sua mão. — Só promete para mim que vai tomar cuidado por favor, não fique sem os seguranças e pelo amor de Deus, verifica o carro antes de entrar e usa o colete também.
— Eu vou ter cuidado, não se preocupe.
— Eu vou para o hotel hoje também.
— Não Bella, por favor. Não quero você andando sozinha e para lá, pelo menos não enquanto não pegarmos quem fez isso. Preciso que você fique com minha mãe também, não quero que ela fique sozinha.
— Tudo bem — beijei sua bochecha. — Mas não demora muito para voltar para mim, ok?
— Ok, vou voltar o mais rápido possível.
Eu dei um pequeno sorriso e beijei seus lábios.
….
— Esme, oi — falei, quando a encontrei sentada na mesa de frente a piscina.
— Ah Bella, sente. Rose estava aqui, mas subiu para tirar um cochilo. — Onde está Edward?
— Ele foi até a sede, depois ia para o clube, achei bom ele trabalhar e ocupar a cabeça com alguma coisa.
— Sim, sim, isso é ótimo. Carlisle não vai sossegar enquanto não pegar quem fez isso.
— Mas e você… eu sei que não tem como estar bem, mas precisa de alguma coisa?
— Não querida, uma parte do meu coração foi arrancado do peito e nunca mais vai estar bom de novo. É tanta dor que nem consigo colocar para fora. Meu Thony, meu menino, ele sempre foi tão diferente de Edward, era tão serelepe e vivia aprontando —fungou. — Sinceramente, não sei como vou conseguir continuar vivendo sem meu filho, é uma dor maior do mundo, não desejo para ninguém essa perda.
Eu apertei sua mão.
— Acho que seria bom, você visitar a Dra. Whitlock, ela pode ajudar nesse processo de perda.
— É tem razão, querida. Obrigada.
— Já pensou o que pretende fazer com o quarto dele? Se quiser posso pedir para os funcionários limparem e e guardarem tudo.
— Ah não, aindz não sei — ela fungou. — Vou conversar com Carlisle e decidir.
— Tudo bem, mas o que precisar eu estou aqui, posso supervisionar tudo.
— Obrigada, minha filha — nós nos abraçamos com força.
Depois ficamos ali sentadas, sem dizer nada.
Eu sabia que naquele momento tudo que ela só estava precisando era de alguém ali com ela.
…
Eu estava deitada na cama, relaxando e esperando meu maridinho. Estava tão preocupada com ele.
A porta se abriu e pulei da cama.
— Edward! Estava começando a ficar preocupada, onde estava? — ele tirou a jaqueta que usava.
— Tivemos um problema com uma entrega e tive que resolver.
— Só estávamos esperando você, para servirem o jantar — falei caminhando até ele.
— Desculpe amor, estava resolvendo um problema. Vou tomar um banho e já desço. Pode pedir para irem começar.
Ele me deu um selinho, seus lábios estavam frios.
Meu corpo se arrepiou e estranhei,
Eu dei um sorriso triste, passando a mão em seu cabelo.
— Tudo bem, mas vou esperar você, não pode ficar sem comer.
— Tá bom — disse apenas, enquanto ia para o banheiro.
Eu suspirei, me matava por dentro ver ele daquele jeito.
Desci as escadas, Esme e Carlisle estavam ali e o silêncio era torturante.
— Bella, Edward está vindo?
— Sim, só foi tomar banho, pediu para começarem a comer.
—Oi, família — Rose apareceu, sua expressão triste.
Fiquei surpresa dela aparecer, estava evitando esses momentos, tinha admitido que achava difícil olhar para o irmão e se lembrar de Anthony.
Ela deu um beijo no pai e outro na mãe. Antes de se sentar em seu lugar que era ao lado da cadeira de Thony.
Ninguém nunca tinha ousado mexer ou tirar ela dali.
Os funcionários vieram carregando as bandejas com nosso jantar.
Eles colocaram tudo na mesa e quando saíram ninguém se mexeu.
— Vamos gente, temos que comer — falei.
— Dói tanto — Esme sussurrou fungando.
— Thony não ia querer que ficasse mais triste assim, mamãe.
— Não, vamos superar isso como a família que somos — Carlisle falou e começou a se servir.
O silêncio voltou, mas fiquei feliz por eles comerem mais do que nos outros dias.
— Boa noite — Edward chegou na sala.
Ele parou por um momento encarando a cadeira vazia de Anthony antes de balançar a cabeça e se sentar ao meu lado.
Respirei fundo sentindo a fragrância de seu perfume, que sempre me acalmava.
Ele começou a se servir.
— Algum novidade papai, de quem fez isso? — Rose perguntou.
— Ainda não, conseguimos algumas imagens da câmera de segurança e estamos analisando, não é Edward?
— Sim, não vai demorar muito e vamos pegar o maldito.
— Nunca quis tanto ver alguém morto. Meu menino, não merecia nada disso, era para ele estar aqui — Esme começou a chorar.
Carlisle suspirou apertando a mão dela por cima da mesa.
Ficamos um momento em silêncio.
— Pai, andei pensando sobre a coroação e acho que devemos manter a data no domingo — Edward falou.
Franzi meu cenho.
— Você concordou em adiar.
Edward suspirou, sua expressão triste.
Eu coloquei minha mão em sua perna por debaixo da mesa.
— Eu sei, mas andei pensando melhor. Anthony sempre quis que eu assumisse tudo, e já adiamos a data tantas e tantas vezes, não quero adiar mais, quero assumir tudo logo e fazer o desejo de meu irmão. E com essa ameaça, mas que nunca precisamos reestabelecer nossa força, mostrar que nada vai ser capaz de nos destruir.
Esme fungou.
— Ele estaria tão orgulhoso de você meu filho.
— É com certeza estaria — senti um tom diferente nele e estranhei, o observando com atenção.
Alguma coisa parecia errada nele. Algo tinha acontecido, eu sabia. Ele estava me escondendo algo e teria que me contar.
— Vamos manter a data então, domingo você se tornará o Grand Chefão. — Carlisle proclamou.
Pela primeira vez vi Edward sorrir desde a morte do irmão. E isso confortou meu coração.
Seria difícil, mas tudo entraria de volta nos eixos.
...
— Caralho você é tão cheirosa — Edward me puxou para ele assim que me deitei na cama.
Eu sorri ficando por cima dele.
— Você também é, eu amo seu cheiro — dei uma fungada em seu pescoço, sentindo o cheiro do perfume que ele usava. — Amo você Edward. Sinto sua falta.
— Eu estou bem aqui.
— Eu sei, eu só... sei que está.
Ele me puxou pela nuca e colou sua boca na minha, seu beijo parecia desesperado, sua língua se enfiou em minha boca de um jeito diferente.
Foi então que algo estalou em mim.
Alguma coisa estava errada.
Eu estava ignorando aquela sensação desde cedo, desde quando o tinha visto. Mas naquele momento, aquele beijo…
Meu coração bateu forte em meu peito, as mãos dele subiam e desciam pelo meu corpo.
Eu quebrei o beijo e o olhei atenta.
Não. Eu deveria estar errada. Sabia que ele tinha mudado desde a morte do irmão, era só isso.
— Você quer fazer isso?
— É claro que sim.
— Mas você disse que queria esperar mais e…
— Eu sei o que eu disse mais, só quero esquecer essa dor que sinto, bruxinha. Não aguento mais.
Eu sorri.
Era meu Edward afinal. Ele só estava triste e eu daria todo amor do mundo para ele.
Voltei a beijá-lo, rebolando em seu colo.
Eu deslizei minha mão por dentro de sua blusa, tocando seu peito forte, ele parecia ainda mais malhado.
Edward levantou seus braços e puxei a blusa, arranhando minhas unhas em seu estômago, ele não soltou o gemido de sempre. Desci minha boca por seu pescoço beijando e chupando sua pele.
Foi quando lambi sua clavícula que parei de novo olhando seu ombro.
A fina cicatriz da bala não estava ali.
Então eu estava certa afinal.
Ele realmente estava estranho, porque aquele não era meu Edward e se não era ele, só podia ser uma pessoa. Paralisei por um momento.
— Bella?
— Espera, deixa eu só pegar nosso brinquedinho — me estiquei ainda em cima dele, abrindo a gaveta ao lado da cama.
Sua boca foi beijando e lambendo o topo dos meus seios.
A ânsia me atingiu. Respirei fundo ao sentir o cabo prata.
— Cadê meu marido? — agi rápido colocando a faca em seu pescoço.
Nota da Autora:
Geeeeente a Bella endoidou de vez, socorrooooo
Tadinho do Edward com a faca no pescoço dele pela mulher... ou não é o Edward? Será que são trigêmeos? Edward e Thony aprontaram algo? aaaaaaaaah não to entedendo mais nada hahahaha
Ainda estou escrevendo o próximo capítulo, vou tentar postar no mais tardar na sexta que vem, ok?
Comenteeeem muuuuuito e não matem essa querida autora hehe
Beeijos
