Parte 2: Collector Chega
3 dias atrás
Um gigantesco objeto desce a toda velocidade, seguindo em direção à Austrália. Em poucos segundos, um forte impacto é visto e ouvido ao norte do país.
2 dias atrás
Um jato das Industrias Plunder está se aproximando do local. Em seu interior, o Sindicato da Poluição e seus asseclas.
"Senhor Plunder. Estamos perto do objetivo." Avisou o piloto.
"Muito bom. Bem, meus amigos, falta muito pouco." Disse Plunder, desfrutando de um charuto.
"Incrível como conseguiu arrumar tudo, Plunder. Chegarmos aqui antes de qualquer outro e encobrir tudo com a desculpa de ser um festival com fogos e luzes." Argumentou Skumm.
"Ora. Nada que alguns telefonemas e uns milhões de dólares em suborno não ajeitassem."
"E já tenho o que precisamos para garantir que ninguém meterá o nariz. MAL, querido, está pronto?"
"Perfeitamente, querida doutora. O sistema de campo de força que projetou irá manter qualquer coisa do lado de fora e com capacidade de retrair e expandir, apenas não podendo afetar a vida vegetal devido a falta de um ajuste mais perfeito, o que é uma pena."
E com isso, o jato foi seguindo até o norte da Austrália.
1 dia atrás
"Comandante. Temos confirmação do ocorrido na Austrália."
O comandante pegou os documentos e checou o que estava escrito.
"Excelente. Que bom termos gente de total confiança que não se vende. Reúna os homens e entre em contato com nossos agentes aliados."
"Sim, comandante Clash."
Hoje
"Collector. É tão bom vê-la de novo. Parece muito bem para uma mulher de 70 mil anos." Disse Gi cumprimentando a amiga.
"Obrigada, Gi. Vindo de você é um elogio. E acho que não conheço seus novos amigos."
"Eu apresento." Falou Kwame. "Este são Ninja, Kunoichi, Kamaitachi, Yaksha e Raiden, o quinteto de androides ninjas."
"Não imaginei que a Terra possuísse tecnologia para criar seres tão avançados." Collector disse em admiração.
"Nunca subestime a capacidade humana, minha cara." Citou Kamaitachi. "E se me permite a curiosidade, como fala sem mexer os lábios?"
"Me comunico telepaticamente, já que minha língua nativa é incompreensível a maioria das espécies. Ouça." E Collector falou um pouco em sua língua.
Kamaitachi ficou pensativo e respondeu: "Não. De fato não acho que essa roupa te deixe acima do peso."
Collector olhou surpresa. "Mas, como conseguiu...?"
"Eu nunca disse, mas tenho um processador translingual que me permite entender qualquer idioma...claro, exceto o falar dos críticos de arte daqui."
Com certeza ninguém deixou de achar graça na resposta do esguio androide. "Mas devo dizer que me impressiona estar diante de um ser cuja capacidade telepática consegue se comunicar até com máquinas."
"Se a máquina tiver uma consciência, não é problema. Mas agora devo dizer o por quê de minha visita."
"Estamos ouvindo, ou melhor, pensando." Wheeler respondeu. "Diga."
"Farei melhor. Fechem os olhos." E todos fecharam e em seguida, uma imagem como se fosse de um filme de cinema, surgiu em suas mentes.
Collector conduzia a Arca Espacial pelos arredores da Via-Láctea em busca de novas espécies para preservar quando os sensores de vida detectaram sinais vitais vindos de uma nave a alguns quilômetros à frente. Ela se comunicou pelo rádio.
"Aqui é a Arca Espacial para a nave desconhecida, respondam, por favor." Nada. "Nave desconhecida. Alguém na escuta?" Collector decidiu averiguar melhor pelo monitor.
Pelo aspecto de danificação a nave parecia inoperante, mas se havia vida lá, Collector tinha que averiguar.
Preparando-se adequadamente para uma viagem no espaço, Collector se teleportou até a nave.
No interior, o aspecto era todo deteriorado e destruído, como se tivesse havido uma grande batalha. Penetrando cada vez mais a fundo, Collector buscava telepaticamente por sinais de qualquer coisa viva, quando sentiu uma primitiva presença. Um pouco depois, encontrou uma porta do tipo usada para áreas de segurança e a abriu, mas o que viu lhe congelou o sangue de pavor e horror.
Haviam corpos presos as paredes com um tipo de resina e uma espécie de ovo do qual nunca tinha visto, dos quais tinham dezenas, muitos abertos de um jeito estranho, quase que como cascas de banana. A maioria dos cativos jaziam mortos, como que tivessem tido seus peitos arrombados de dentro pra fora; uns tinham uma estranha massa de pele fixadas à seus rostos, agarrada com uma longa cauda, mas tinha um aparentemente inconsciente e sem a coisa no rosto, embora uma estivesse caída a seus pés. Collector se aproximou e o despertou.
"Ei. Você está bem? O que aconteceu?"
O homem acordou em súbito. Começou a falar descontroladamente.
"Não, não. Eles não podem sair. Não podem sair."
"Não entre em pânico, vou tirá-lo daí."
"Não, é tarde demais. Ele está em mim. Me mate, me mate antes que...ARGHHH." E antes de qualquer coisa pudesse ser feita, o peito do homem eclodiu, revelando uma espécie de larva com dentes. Quase que na mesma hora, estranhos seres com forma de mãos de 6 dedos e uma cauda de escorpião, similares as peles presas aos mortos, começaram a entrar na área, seguidas de criaturas negras de tamanho humanoide com um aspecto horrendo.
Suas cabeças lembravam canoas invertidas com uma parte lisa no fronte e grandes mandíbulas que apresentavam uma segunda boca interna e não ostentavam olhos. As mãos tinham um segundo polegar; nas costas, grandes tubos e uma longa cauda espinhosa.
Collector tentou se comunicar com os seres, mas nada achou além de uma forte selvageria e um desejo de servir aquela que os gerou. Collector se teleportou antes que pudesse ser pega. De volta a Arca, concluiu que aqueles monstros eram demasiadamente perigosos para serem resgatados e resolveu lhes dar um fim.
Acessando os bancos de dados da nave através de sue computador, Collector obteve os registros de bordo e iniciou um processo para ativar o piloto automático e enviá-la para algum lugar sem vida. Uma vez ativado o piloto automático, a nave começou a se movimentar e seguir pelas coordenadas inseridas, mas por acaso, uma chuva de meteoros chegou sem aviso e a acertou fortemente, causando-lhe um desvio.
Quando Collector notou o que acontecido, tratou de seguir a nave na esperança de tentar pará-la antes que seguisse pra algum lugar habitável.
Ao abrirem os olhos, todos incluindo o trio androide estavam abismados com o que viram, especialmente Kwame.
"Não pode ser. Os aliens são reais?" Kwame indagou chocado
"Você disse...aliens?" Perguntou Collector. "Mas como pode...?"
"Acredite ou não, Collector, mas aqui na Terra existe uma série de filmes de ficção chamada Alien, que retratam criaturas exatamente iguais a essas que você encontrou, tendo também o nome de xenomorfos. Por acaso chegou a encontrar a rainha deles?"
"A rainha? Com certeza, não. Deve ser a quem se referiram como a que os gerou. Ela é pior?"
Wheeler tratou de dizer: "Muito pior. Tem 3 vezes o tamanho dos machos, a cabeça ostenta um grande escudo de osso, quatro braços e um abdômen como de uma formiga, mas enorme que usa para botar os ovos. Claro que se precisar, ela se solta do abdômen e é mais difícil de encarar."
"E se o que os filmes mostraram dos aliens ou xenomorfos for verdade, eles além de tudo tem sangue ácido que permite viver sem comer, a parte lisa da cabeça age como radar, não necessitam respirar e são peritos em emboscadas, sem falar que podem usar mecanismos simples como botões, alavancas e elevadores." Comentou Kunoichi.
"A respeito desses detalhes não tenho como dizer, mas só pelo que vi já deixa bem claro o quão são perigosos, e precisam ser detidos."
"Só mais um detalhe, Collector." Falou Linka. "Sabe dizer se a nave tinha um logotipo ou nome de uma empresa?"
"Bem, agora que falou...lembro de um nome na porta da área onde achei os ovos. Como era? Waland, Wyland...AH, ISSO. Weyland Corporation."
Todos tinham ficados perplexos. Até o nome da corporação era o mesmo dos filmes. Ma-Ti tratou de falar.
"Precisamos achar logo essa nave. Gaia, tem como mostrar onde ela está?" Gaia balançou a cabeça afirmativamente e ativou o Planeta-Visão.
"Consegui achá-la. Caiu ao norte da Austrália numa reserva animal há pelo menos 3 dias."
"Gaia. Por que não nos informou?" Perguntou Gi.
"Deve ter sido quando eu estava no meu sono de recuperação anual. Sabem que aos menos 3 dias por ano devo ficar nesse estado pra restabelecer meus poderes e a ligação com a Terra."
"Então é hora de agirmos." Falou Raiden em tom de ordem. "Se aqueles ovos chocarem perto de onde aja hospedeiros em potencial, estaremos numa baita furada."
"Falou e disse, grandão. Todos pro Geo-Cruzador e já." Wheeler foi dizendo.
"Quero ir junto. Talvez possa ser de alguma utilidade."
"É bem-vinda a vir, Collector. Como dizem no Brasil, é vemos que vemos."
"É vamos que vamos, minha russinha, mas pegamos a ideia." Falou Wheeler.
Todos então embarcaram no Geo-Cruzador e seguiram em mais uma missão de grande risco. Gaia acenava para todos eles.
"Boa sorte, Defensores, e por favor, tomem cuidado. Ficarei rezando por sua segurança e seu sucesso."
Continua...
