Parte 3: A Origens Dos Ninjas


1 dia atrás

O jato dos eco-vilões enfim chegou até a Austrália. De dentro dele pode-se ver a nave caída, tão grande quanto um campo de futebol, como definiu MAL. O jato faz um pouso bem ao lado da embarcação.

"Então é isto?" Perguntou Greedy. "Não tem cara de parecer um nave de outro planeta.

"E de fato, não é." Exclamou Plunder. "É sim ma espaçonave, mas de uma de minhas subsidiárias, a Weyland Corporation." Sly Sludge olhou um tanto irritado.

"Que dizer que voamos tudo isso para recuperar um lixo deste planeta?"

"Isso não quer dizer que não tenham conseguido algo. Talvez possam ter obtido algo valioso. Lembro no último relatório, antes de perderem contato, sobre terem encontrado algo como uma nova forma de vida, que poderia ser empregado como recurso ou arma biológica." Plunder disse um tanto pensativo.

Dra. Bright concordou. "Então o que estamos esperando pra entrar? Duke, querido. Faria as honras?"

"Geralmente não atendo pedidos, mas neste caso..." Duke Nukem apontou contra a parede da nave e atirou um raio de calor que cortou o metal como papel. Uma vez aberto, os vilões trataram de entrar. Dra. Bright se dirigiu a MAL antes de adentrar.

"MAL, querido. Providencie que ninguém se aproxime num raio de 10 km."

"Imediatamente, doutora." E dito isso, MAL sobrevoou um pouco acima da nave a liberou um estranho feixe de energia, cobrindo a área ao redor.


Hoje

O Geo-Cruzador cortava os ares em grande rapidez à caminho da Austrália, juntamente com o Geo-Cóptero pilotado pelos Ninja Warriors e Raiden, que devido a sua proporção física ser grande e pesada demais pra embarcar, vinha na retaguarda em seu módulo voador.

Collector está apreciando e muito as paisagens da Terra.

"A Terra é um planeta como poucos que já vi. Quase impossível de crer que muitos seres tratem esse mundo como descartável, porém o que me conforta é que muitas outras pessoas como os Defensores se importam e buscam fazer a diferença."

"Collector, Está tão pensativa. Preocupada com a crise dos aliens?" Perguntou Kwame, notando o quanto sua amiga espacial parecia quieta.

"Hã? Oh, não, Kwame. Apenas contemplando a paisagem da Terra. Não sei se citei anteriormente, mas poucos planetas se igualam a este em termos de vida e um ótimo ecossistema. É bom haver gente como vocês que lutam pela preservação deste mundo."

"Damos o nosso máximo pela defesa do mundo, Collector. Isso também foi um incentivo pros nosso amigos cibernéticos após tê-los conhecido."

"E como foi que sua equipe ganhou sua própria turma de androides?" Collector perguntou como que fazendo brincadeira e assim, afastar os pesares.

"Olha, eu posso contar em detalhes. Pronta pra um flashback?" Wheeler se dirigiu à coletora de espécies, vendo um sim de sua parte.


Tudo se deu há poucos meses. Estávamos regressando de uma missão na Europa e devido a turbulências climáticas com direito a furacões, pegamos um atalho por outro extremo do continente, mas Linka notou que a energia solar do Geo-Cruzador estava baixa e fomos obrigados a pousar pra esperar pelo recarga.

O lugar onde pousamos não era nada demais, exceto que ao longe, avistamos uma cidade bem caída, parecendo que havia sido pega por bombas. Fomos pra lá em busca de auxílio e de início, tudo era calmo, mas sem aviso algum, um exército de soldados veio como por mágica. Vários armados de facas, outros com rifles e tinha no meio vários metidos a ninjas, uns baixinhos, outros de máscaras e até umas bonitonas. Até robôs pintaram na parada.

Nos identificamos e dissemos vir em paz, mas não deram bola e avançaram ligeiro. Sem escolha, buscamos nos defender sem feri-los, mas mesmo com nossos poderes, não conseguíamos resultado suficiente e daí, caras mais embaçados como cuspidores de fogo e uns grandões de armaduras entraram na briga. Tentamos chama o Capitão, mas terminamos subjugados e separados. Parecia nosso fim que a cavalaria entrou em ação.

Do alto de um edifício arruinado, 3 silhuetas encapuzadas surgiram ao melhor estilo super heróis e compraram a briga. Lutaram com raça contra o exército sem descanso e quebraram até os robôs só com as mãos. Dava pra ver que não eram pessoas comuns.

Depois de tocarem os inimigos pra longe, os encapuzados vieram e nos libertaram. Daí, pudemos ver quem eram e para nossa surpresa, eram androides habilitados em ninjustu. Se apresentaram como Ninja, Kunoichi e Yaksha e se mostraram bem corteses. dizendo saber quem éramos e nos levaram para sua base.

Lá, conhecemos o general Mulk, líder da resistência do país que buscava libertá-lo das garras sofríveis do atual ditador, Banglar, um hediondo ser que pela cara, deve ter vindo de outra galáxia e decidiu iniciar sua dominação global naquele país, implementando lavagem cerebral nas tropas e usando tecnologia pra criar robôs e monstros mutantes como parte de seu exército e dizem que ele recebe apoio de investidores desonestos. Com muito custo, Mulk organizou a resistência pela libertação, mas a ajuda mais importante veio por meio dos androides cibernéticos encontrados num laboratório secreto. Mulk os ativou e ficou boquiaberto pelo potencial deles, inclusive de manifestarem consciência e sentimentos humanos, sem contar suas habilidades de luta. Também conhecemos os outros dois membros, Kamaitachi e Raiden.

Não vendo outra saída, pois nem pedir ajuda às NU podíamos, sendo que as comunicações externas do país inteiro havia sido vedada, nos oferecemos pra lutar pela causa e por pura conveniência, veio a chance de derrubar o ditador monstrengo, graças a uma mensagem interceptada pelos serviço secreto, dizendo que um suprimento vital iria ser levado pra fortaleza e de caminhões, grandes o bastante pra um pequeno grupo entrar de penetra. Assim, nós e os Ninja Warriors nos unimos pra dar a cartada final contra o ditadorzinho de meia tigela.

Pondo o pé na estrada, achamos o trecho secreto onde os caminhões iriam passar. Com um bom esforço em conjunto, detemos os guardas e nos passamos por eles, levando as caixas contendo uma nova surpresa: a gente, era evidente. Chegamos a fortaleza, entramos sem dificuldade e foi bem fácil passarmos a perna na segurança. Pra ser bem honesto, fácil até demais e logo, nossos temores se realizaram.

Acabamos cercados pelo exército de Banglar e junto dele, vimos Plunder e Duke Nuken, os tais colaboradores do cara. Te digo, o tal Banglar parecia mais um goblin saído de RPG de aventura medieval trajando um terno. Ele soube de nossa chegada graças a um dos robôs que escapou de ser despedaçado e registrou tudo. Por pura coincidência, seus sócios do estrangeiro eram justamente os eco-vilões motivados por lucros e uso de energia nuclear, que aliás era a base de vida dos nossos amigos de metal. Nos mobilizamos pra enfrentá-los, mas Banglar tinha um armadilha de antemão. Pra gente, uma nuvem de fumaça tão tóxica que anulou nossos anéis. Já os Ninja Warriors, foram envoltos em um potente campo magnético criado pela Dra. Blight, quase que os desativando por completo. A fumaça era tão sufocante que desmaiamos.

Ao acordarmos, estávamos numa cela e sem os anéis, colocados numa prateleira do outro lado da sala. Num canto da sala, Kunoichi e os outros estavam empilhados como ferro velho e notamos que seus peitorais foram abertos. Da porta principal, Banglar, Plunder e Nuken entraram, gargalhando em vitória. Eles contaram que tinham retirado as baterias nucleares dos ninjas para estudá-las e depois, replicá-las pra vender mundo afora. Nuken mal se aguentava da vontade de absorver a radiação delas, mas o nanico nojento lhe disse pra se acalmar que depois de pesquisar, lhe daria as baterias. Plunder se vangloriou em achar que tinha nos derrotado e nada agora pararia seu negócio de vender mais armas pro ditador e estender mais destruição e desgraça mundo afora. Daí, se foram.

Era urgente sairmos de lá, mas a grade era controlada eletronicamente e levaria um tempão pra saber a senha. Ma-Ti olhava da cela os nossos amigos eletrônicos jogados ao canto como peças quebradas. Ele falou que tinha sentido neles muito mais do que sua programação básica que imitava comportamento humano. Era como se fosse vivos mesmo e fez um apelo pra eles tentarem se levantar.

Subitamente, notamos um mexer entre eles e era Yaksha, conseguindo com um resquício de força sobrando esticar seu braço até a cela e num solavanco, puxou a porta, nos dando a liberdade. Fomos até eles e vimos que estavam funcionando com carga de reserva, mas não iam durar se não recebessem suas baterias de volta. Retomando nossos anéis, nos veio uma ideia de como salvá-los e pra tanto, chamamos o Capitão Planeta.

Contamos ao Capitão o que se deu e dizendo que como o Homem de Lata, eles mereciam um coração. Utilizando umas peças jogadas por lá, o Capitão refez novas baterias pros Ninja Warriors, abastecidas por luz solar, cortesia dele por sinal. Graças a Deus, deu certo o negócio e eles despertaram, mais fortes e determinados do que nunca. Uma vez unidos e felizes por estarmos juntos de novo, era hora de chutar bunda de vilão.

Plunder, Nuken e Banglar discutiam algo sobre contratos de compra e venda quando entramos com tudo, usando um dos grandões de armadura como aríete pra derrubar a porta do escritório, que por sinal, parecia uma cópia da sala oval da Casa Branca. Era de lascar: o povo faminto e desabrigado e o atarracado viva como nababo às custas de um povo oprimido. O tampinha só deu risada e falou que era hora de botar o lixo pra fora e apertando um botão de alarme, a parede sul se abriu, revelando um grupo de capangas que mais lembrava uma legião de super vilões, tendo dois androides gigantescos parecidos com os guardas robôs mas com capacetes, um esquisitão armado de motosserra, um ninja capaz de ficar invisível, um caolho armado de bengala laser, um carateca que lança chamas verdes e um cover de Piccolo cheio de tubos.

Era uma turma da pesada, mas daríamos conta. Claro, nem todos quiseram entrar na farra. Plunder fugiu pela janela e o danado tinha um helicóptero na espera. Banglar escapou por uma passagem secreta. O Capitão falou pra irmos atrás dele que ele dava conta do Nuken e dos demais bandidos, embora Ninja, Raiden e Kunoichi tenham insistido em ficar pra descer a porrada. Nós, junto com Kamai e Yaksha, pegamos a trilha pra caçar Banglar, mas uma trupe de soldados entrou no meio do caminho, obrigando a nos dividir. Como estávamos sem nosso poderes, Kamai e Yaksha nos mandaram sair da fortaleza e que dariam conta do recado. Não gostamos da ideia de os deixar com o trabalho pesado, mas não houve saída.

Do lado de fora, bem longe da fortaleza, reencontramos Mulk e sua resistência, terminando de derrubar os últimos soldados de Banglar. Contamos sobre nossa missão e ele nos parabenizou, restando-lhe assim, em suas próprias palavras, dar o toque final. Ligando um laptop, ele localizou por meio de uma das câmeras de segurança da base e achou o que queria: Banglar, não sabendo se estava morto ou desmaiado, mas pra ele nada disso importava e apertando um determinado botão, vimos ao longe a fortaleza sumir numa majestosa explosão. Ele falou ter dado aos androides uma bomba de poder tão devastador que varreria tudo num raio de um quilômetro. Era radical, mas só assim pra te certeza de que Banglar não escaparia, pois duvidava que fossem acreditar que ele era um ser do espaço.

Temíamos pelo pior, mas bem ao alto, o Capitão Planeta apareceu, segurando um grande cilindro de chumbo num braço onde ele lacrou o Duke Nuken e na outra mão, os capangas mais poderosos exceto pelos robôs, todos presos em correntes e entregues aos homens de Mulk. Ele contou que estava deixando a base e assim que se afastou meio quilômetro, ela se evaporou por inteira. Perguntamos dos Ninja Warriors e ele falou que não os tinha mais visto, mas sentia que eles haviam conseguido escapar. Depois de largar Nuken e os bandidos aos cuidados da resistência, o Capitão retornou pros nossos anéis.

Nos reunindo com Mulk no novo palácio do governo, perguntamos como o país iria seguir agora, se ele promoveria eleições e etc.. Mulk disse que haviam muitos seguidores de Banglar espalhados e precisavam capturar cada um pra consolidar a paz na terra e uma vez feito, em até no máximo 3 ou 4 meses, promoveria as eleições pra presidente. Algo nos dizia que não devíamos levar muita fé nessa promessa dele, mas como a maior ameaça já tinha sido exterminada, nos despedimos dele, com os devidos agradecimentos de sua parte e tratamos de regressar pra Ilha da Esperança.

Com as células solares carregadas, a viagem foi tranquila e segura, embora parecesse que levávamos uma carga extra. Linka tinha a impressão de não estarmos voltando de mãos vazias e assim que chegamos na ilha, a suspeita dela bateu.

Agarrados ao trem de pouso, Ninja, Kunoichi, Kamaitachi e Yaksha vieram pendurados por toda a viagem e Raiden, graças ao seu sistema de voo a jato com silenciador, foi capaz de sustentar o Geo-Cruzador, evitando o gasto extra de energia. Quando perguntamos o que faziam ali, contaram que após derrotarem Banglar, se recordaram que Mulk instalou um mecanismo de autodestruição neles, uma garantia de que não falhariam na missão. Não querendo desistir de suas vidas, antes da invasão a fortaleza, localizaram os mecanismos em seus corpos e os extraíram, sem afetar o resto de seus sistemas cibernéticos. Ajustaram uma câmera da base pra focar no sinal que Mulk iria enviar pra presenciar o fim do ditador, largaram as bombas e deixaram o lugar a toda. Nos seguiram até o palácio e quando viram que iríamos partir, aproveitaram a carona.

Aquilo era o fim. Ajudamos a depor um ditador e pusemos outro no lugar e o tratante tentou se livrar de seus mais fortes aliados como se não fossem nada senão máquinas de briga e bombinhas de festa. Eles nos seguiram porque viram como nosso trabalho de proteger o mundo da poluição e deterioração era nobre e justo, os motivando a buscar uma nova meta. Tava na cara o que rolou depois. Gaia notou que eram mais do que meros androides, pois tinham mais calor humano e consciência do que muita gente por aí e valeriam uma grande mão na defesa da Terra. Daí, os acolhemos em nossa louca família.


"Estou pasmada, Wheeler. De fato, foi muita generosidade os acolher em sua casa. Também noto certo grau de humanidade neles, independente de serem formas artificiais. Quem os construiu era um gênio e tanto. Não sabem quem os projetou?"

"Nenhuma pista, Collector." Respondeu Linka. "Nem mesmo eles sabem coisa alguma de seu criador. Pode ser que aja algo oculto em suas mentes eletrônicas, mas por hora, é só teoria. Seja como for, são nossos amigos agora e não queremos que seja diferente. De sua parte, se sentem motivados e felizes em poderem salvar a Terra junto de nós."

"Pessoal, Austrália bem à frente." Avisou Gi, cortando a conversa de Collector e da loira russa.

Do céu, já podia se avistar a espaçonave, mas segundo os sensores do Geo-Cruzador, havia algo como um tipo de campo de energia que envolvia tudo num raio de 10 km a partir da nave.

Na mesma hora, uma chamada de rádio foi recebida. "Atenção, naves desconhecidas. Estão voando em área restrita. Identifiquem-se ou abriremos fogo."

"Não atirem." Respondeu Ma-Ti. "Somos os Defensores. Estamos aqui para ajudar."

"Você disse...os Defensores? Aguarde, por favor. Vou passar para o comandante."

Alguns minutos se passaram até que ouviram outra voz no rádio, desta vez uma voz conhecida.

"Defensores. Aqui é o comandante Clash. Na escuta?"

Todos ficaram contentes em ouvir a voz de seu velho amigo. Wheeler foi o primeiro a responder.

"Comandante. Como vai, velho de guerra?"

"Estou indo bem, Wheeler. Suponho que estão aqui por causa do meteoro que caiu."

Linka se adiantou. "Na verdade, comandante, é bem mais do que um meteoro. Explicaremos tudo quando nos encontrarmos."

"Está bem, então. Tem permissão para aterrissar. Mandarei alguém orientar o local de pouso. Câmbio e desligo."

E as duas aeronaves e o robô voador seguiram em frente.

Continua...


Quando conclui o conto, prometi explicar a origem dos Ninja Warriors numa futura história, mas com tanta coisa que veio passando pela frente, resolvi escrever a origem aqui, aproveitando pra dar a atualização em 'Infestação', já que quando a elaborei, desconhecia a versão de PS contendo os novos heróis.