Não sou o autor das histórias ou personagens de Fate/stay night ou de Boku no hero academia, todos os direitos reservados aos seus respectivos criadores

"Falando"

"GRITANDO"

'Pensando'

"GOLPE ESPECIAL/FANTASMA NOBRE"


"Cof cof cof...!" Izuku tossiu tentando cuspir a considerável quantidade desagradável de areia que havia entrado na sua boca. Sua visão estava embaçada, ele não sentia bem as extremidades do seu corpo, o pouco que ele capaz de perceber era uma pequena, mas aguda e ardente, dor constante em todo lugar.

Conforme a sua mente se afastava cada vez mais da inconsciência, gradualmente ele foi recuperando o seu censo de direção, e graças a isso ele pode perceber que ele estava caído no chão. Mas não no chão duro de terra e pedras do mundo de Archer, mas um chão feito de uma areia fina e macia.

'O... quê...?' O jovem quase morto de cansaço pensou confundido ao se dar conta disso. Ele levantou um pouco a cabeça e piscou algumas vezes para focar a sua visão. Seus olhos cansados se abriram consideravelmente quanto ao invés do laranja e solitário mármore de realidade de Archer, tudo o que eles viram foi a paisagem da limpa praia de Takoba.

"...Espera... Mas eu estava..." Sua cabeça demorou mais alguns segundos para finalmente voltar a funcionar, então as peças se juntaram e a compreensão veio toda de uma vez.

"Essa não... Emiya-san! O mármore de realidade! EU PRECISO VOLTAR...!" Izuku exclamou assustado enquanto tentava se levantar. Porém, todo o seu corpo congelou enquanto ele se colou em uma posição ajoelhada e virou de costa. Agora na dele frente, a dois metros de distância, Archer estava parado de pé, virado de costas para ele, enquanto olhava para o mirante da praia.

"...!" Izuku tentou falar, mas a voz pareceu estar travada pela surpresa e somente agora ele notou como a sua garganta estava tão seca quanto um deserto.

O espirito heroico continuou de pé parado de costas sem dizer uma única palavra ou produzir um ruído. Izuku estava preste a tentar dizer algo novamente, mas ele perdeu o foco quando um estranho som chamou a sua atenção. Era o abafado som de um algo caindo em gotas contra o chão.

Ele abaixou um pouco o olhar e se surpreendeu a ver algumas manchas vermelhas na areia entre os pés de Archer. Outra mancha aparecendo conforme outra gota de um líquido vermelho caia na areia da praia. Mas a sua mente saiu do seu estado de divagação quando os seus ouvidos capitaram o som de um suspiro de cansaço e alivio veio da direção de Archer.

"Caramba, vou te conta uma coisa moleque. Você realmente deveria parar de me fazer te confundir comigo mesmo." Archer disse com uma voz relaxada enquanto se virava para olhar para Izuku com um honesto e calmo sorriso no rosto. Seu característico penteado havia se desfeito e agora o seu cabelo estava completamente caindo para baixo. Ele soltou Bakuya e a espada branca se desfez em partículas de luz azuis antes de encostar na areia.

"E fazer com que Kanshou explodisse no meio para que os seus estilhaços me acertassem primeiro foi uma boa ideia." Archer disse enquanto olhava para baixo, Izuku seguiu o seu olhar e os seus olhos se arregalaram quando ele viu a metade superior de uma lâmina negra com linhas vermelhas encravada bem no meio do abdome do espírito heroico. Uma pequena, porém constante, linha de sangue escoria da sua ferida e pingava na areia.

"Eu posso não me incomodar muito com a dor, mas... Teria como você desfazer a projeção? É que a sensação de ter uma espada atravessando o seu corpo não é uma das mais agradáveis." Archer disse de uma maneira tão estranhamente descontraída e sem jeito enquanto coçava a parte de trás da cabeça para alguém como ele, que Izuku ficou confuso sobre o que ele estava vendo. Ele lentamente olhou para baixo e viu como a parte inferior de Kanshou ainda estava em sua mão direita, a qual ainda estava apertando o seu cabo com força inconscientemente.

"AH!" Se assustando por demorar tanto para perceber isso, Izuku jogou a espada quebrada para longe em um movimento rápido enquanto cortava o seu abastecimento de mana. A mesma se desfez em partículas de luz verdes após cair na areia da praia.

"SI-SI-SINTO MUITO! E-EU NÃO...!" O começo das suas mil e uma maneiras diferentes de se desculpar nem teve e chance de começar apropriadamente quando ele se lembrou o que havia acontecido para ele fazer tau coisa com Archer em primeiro. A expressão de nervosismo no seu rosto morreu e deixou lugar a uma triste inexpressividade enquanto ele se deixava cair sentado no chão novamente.

"Bem... Então é isso, não é? Você bem que poderia ter tentado parecer que não queria me matar tanto assim, sabia?" Izuku questionou levemente irritado enquanto encarava a Archer com os olhos entre abertos.

"Não acho. Tanto porque isso não teria surtido o mesmo efeito quanto porque em nenhum momento eu realmente quis te matar." Archer proferiu a sua última frase como se ela não fosse nada enquanto colocava uma mão sobre a sua ferida. Todo o corpo de Izuku pareceu se enrijecer em um instante e o seu rosto lentamente se retorceu em uma expressão de pura indignação.

"COMO É QUE É!?" Tanto Izuku quanto All might, que estava de pé a alguns metros de distância deles, gritaram de raiva enquanto encaravam a Archer como se quisessem decapitá-lo.

"O QUÊ! COMO!? MAS...! MENTIROSO! VOCÊ ESTAR MENTINDO! EU VI COMO VOCÊ ESTAVA AO DIZER PARA EU COMETER SUICÍDIO OU QUE VOCÊ MESMO IRIA ME MATAR!" Izuku gritou, estando honestamente ofendido enquanto apontava com um dedo acusadoramente a Archer.

"Sempre me considerei um bom ator." Archer disse simplesmente enquanto dava os ombros.

"Ah! E... Sinto muito pela parte de cometer suicídio. Eu admito que fui longe de mais em comentar sobre um assunto tão sensível para você daquela maneira." Archer se desculpou e desviou o seu olhar, estando um pouco envergonhado das suas ações. Algumas partes do rosto de Izuku e suas mãos tremeram de raiva ao ouvir isso, mas ele deixou os seus braços caírem e suspirou cansado.

"Então qual foi o proposito disso tudo? AH!" Izuku questionou sem nenhuma força em sua voz enquanto levava uma mão até o rosto. Mas ele gritou logo em seguida quando um pouco de areia entrou nos seus olhos.

"Bem. Esse último "teste" nunca se tratou se você conseguiria acertar um golpe em mim ou não." Archer começou a dizer enquanto projetava um lenço e o oferecia a Izuku. O qual foi rapidamente aceito pelo jovem de pelo verde para limpar os seus olhos.

"Mas sim sobre como você reagiria ao ter a sua principal forma de se defender retirada e com alguém que você confiou dizendo palavras tão duras enquanto aparentava te odiar ao ponto de querer a sua morte. O que eu queria com esse teste não ver a sua força, pois isso eu já sabia muito bem. O que eu queria era saber como você ficaria apôs ficar sobre tanta pressão com alguém como eu apontando a verdade por trás do seu sonho. E olha só! Você superou todas as minhas expectativas." Archer disse em um tom de voz alegre tão estranho, que Izuku levantou a sua cabeça estranhado e forçou que os seus olhos se abrirem.

Ele se surpreendeu ao ver como o espirito heroico o olhava com uma expressão de puro alívio e orgulho no seu rosto. Archer desviou o seu olhar para a ferida do seu estomago por alguns segundos e tirou a sua mão sobre ela quando ele notou que o sangramento havia parado. Um leve reflexo de luz prateada emanava aonde o corte uma vez esteve.

"Ao invés de negar a verdade das minhas palavras, você a aceitou e a usou para encontrar um caminho um pouco melhor. Não perfeito ou isento de sofrimento, mas um caminho bom o bastante para eu reconhecê-lo como digno de ser seguido. Ha! Honestamente, me sinto envergonhado por você conseguir ser mais maduro do que eu na sua idade." Archer comentou divertido enquanto permitia que uma risada escapasse pelos seus lábios. Izuku viu isso estando ainda mais confuso enquanto ficava sem palavras.

"E... E o que você faria se eu não tivesse conseguido? E se eu tivesse escolhido me matar!?" Izuku questionou estando um pouco assustado pela possível probabilidade.

"Isso significaria que eu teria conseguido fazer com que você desistisse de ser um herói. Eu desfaria o meu mármore de realidade ou te pararia de tirar a própria vida, então terminaria de passar todos os meus poderes para você, os selaria e iria embora sabendo que você provavelmente não iria mais aceitar a peculiaridade do cadáver ambulante." Archer disse enquanto sinalava a All might com a cabeça.

"GO EAT SHIT ARCHER!" O esqueleto de cabelos loiros respondeu irritado o comentário do arqueiro de vermelho. O mesmo virou o rosto para o outro lado para esconder um sorriso debochado. Izuku apenas observou a estranha hostilidade entre as duas pessoas que estiveram o auxiliando nesses últimos dez meses e suspirou deprimido enquanto abaixava a cabeça.

"Então isso quer dizer que o momento finalmente chegou, não é?" O jovem de pelo verde disse calmamente enquanto encarava a areia. Archer notou essa anormal forma de falar de Izuku e passou da sua expressão divertida para uma mais seria enquanto olhava para o adolescente sentado no chão a sua frente.

"Sim. E você parece muito calmo sobre isso, Izuku." Archer comentou curioso enquanto levantava uma sobrancelha.

"Não faz diferença ter outro tipo de reação agora. Não são você e o All might que sempre dizem que eu preciso aprender a parar de chorar por tudo?" Izuku comentou indiferente enquanto olhava para outro lado. Archer suspirou enquanto negava com a cabeça em sinal de desaprovação.

"O que eu sempre quis dizer era que você precisava aprender a controlar melhor as suas emoções e não que você as reprimisse por completo. Sinceramente, por que você sempre leva tudo o que falamos ao pé da letra?" Archer perguntou enquanto cruzava os braços, mas apesar da sua postura, não havia uma gota de repreensão no tom da sua voz.

"Sua capacidade de sentir empatia pelos outros é algo raro e muito precioso nesse mundo hoje em dia, então não deixe que isso desapareça. Entendido?" Archer comentou enquanto continuava olhando a Izuku. Mas o seu sorriso vacilou um pouco ao ver como o corpo de Izuku começava a tremer e as lagrimas começavam a escorrer dos seus olhos.

"Mas aí é só alguém te dar uma brecha e você fico todo sentimental. Francamente, você precisa encontrar um meio-termo entre a emoção e a razão." Archer comentou e suspirou divertido enquanto descruzava os braços, e apoiava as mãos na sua cintura.

"Snif... Ca... Cala a boa...! Snif..." Izuku disse enquanto continuava secando as lagrimas com o mesmo lenço de antes. Mas ele parou por um momento quando ele viu como Archer se abaixava um pouco e o oferecia uma mão.

"Mas estar tudo bem. Então por que aproveitamos esse momento e não lembramos um pouco? Já que esse é o fim." Archer comentou enquanto olhava para Izuku com um sorriso gentil. O mesmo duvidou por apenas por um segundo para logo em seguida pegar a mão do espírito heroico. Com apenas um simples puxão, o arqueiro de vermelho levantou o jovem sujo de areia e sangue, e o colocou de pé.

Durante alguns segundos, nenhum deles disse nada e apenas o som das ondas do mar batendo contra maré pode ser ouvido. Izuku olhou para Archer, ele tentou dizer algo, mas as palavras simplesmente pareciam não saiam. Ele abaixou a cabeça e respirou profundamente para se acalmar.

"Eu... Snif..." Ele começou a falar ainda com a cabeça baixa.

"...Eu sempre quis ter um irmão ou uma irmã, mas tinha medo que eu acabasse me tornando um fardo para ele ou ela. Na verdade, acho que só queria ter alguém para me fazer companhia. Porém, você sempre esteve aqui, então acho que nós somos mais do que irmãos, já que estamos juntos desde que nasci." Izuku comentou enquanto levantava a cabeça e olhava a Archer, o qual estava com os olhos consideravelmente abertos pela surpresa. Então seu rosto rapidamente se suavizou e ele aproveitou esse momento para ser a sua vez de falar.

"Desde muito tempo, eu não passei de uma máquina com um monte de arrependimentos e ódio. E mesmo após incontáveis anos como um contra guardião, esse ódio que sentia nunca desapareceu, eu acabei o descontando em pessoas como você varias vezes." Archer admitiu enquanto desviava o olhar da direção de Izuku. O mesmo sabia que isso certamente era verdade, mas não se sentiu irritado por isso.

"Devido à falta de um poder, eu fui odiado por todos. Mas você também me ajudou com esses momentos mais difíceis e eu já perdi a conta de quantas vezes." Izuku disse enquanto sorria agradecido e Archer apenas suspirou divertido com a resposta.

"Para o mundo eu era um monstro, o sinal que a morte estava por vir. Para os magos eu não passava de uma arma, só o meu poder importava para realizar os seus desejos. Mas você é diferente, foi um dos poucos que se importou em saber o meu nome. Não para entender a extensão do meu poder, mas sim porque você queria verdadeiramente me conhecer melhor." Archer disse com um sorriso no rosto enquanto se lembrava de todas às vezes que Izuku tentou socializar com ele, apesar da sua personalidade não muito agradável.

"Eu já me envolvi em muitos problemas que eu teria acabado me dando mal se não fosse pela sua ajuda." Izuku disse a sua frase como se fosse um agradecimento disfarçado enquanto coçava a sua bochecha com a ponta de um dos seus dedos.

"Eu não queria continuar existindo como apenas um pião. Literalmente, Izuku, apesar de todos os problemas e discussões, eu adorei o tempo que passei com você." Archer disse enquanto erguia uma mão a bagunçava o cabelo verde do garoto na sua frente.

"Eu... Snif... Eu também adorei...!" Izuku disse ao mesmo tempo que as lagrimas voltavam a cair.

"Snif... Então... Snif... Vamos continuar juntos também..." Izuku desse entre soluços enquanto esfregava os olhos e Archer parava repentinamente de esfregar o topo da sua cabeça.

"Você esteve ao meu lado desde que nasci, então eu acho que continuar vivendo comigo não parece tão ruim, não é?" Ele tentou dizer da maneira mais confiante possível enquanto sorria e olhava para Archer, mas as suas lagrimas e seu sorriso tremulo não passavam nenhum sinal de confiança nas suas próprias palavras. Archer apenas o olhou de volta tristemente enquanto retirava a sua mão da sua cabeça.

"Esse não é o ponto. Eu sempre te disse que precisaria partir quando o processo de transferência terminasse, esse é o preço que preciso eu pagar para minha liberdade." Archer disse tranquilamente, mas ele sentiu como uma espada invisível apunhalava o seu coração quando ele viu como as suas palavras pareciam esmagarem os sentimentos de Izuku.

"Mas..." O pequeno garoto tentou argumentar com o contra guardião, porém o mesmo não permitiu que ele continuasse.

"Não tem mas. Espíritos heroicos não deveriam existir por tanto tempo no mundo material, não importando em qual realidade. Todos os procedimentos necessários para a transferência completa foram compridos com sucesso e eu estou satisfeito com a decisão que você tomou hoje. Izuku, esse é o nosso adeus." Archer disse e ele teve que conter a vontade de desviar o olhar quando viu como os olhos de Izuku o olhavam com uma mistura crescente de medo, tristeza, pânico e incredulidade.

"Vamos, não me olhe assim, você sabe que tenho que partir. Então tome cuidado e tenha uma boa vida, tubo bem?" Archer disse com um pequeno, porém ainda audível, tom de tristeza em sua voz.

"Nã-não... Por favor... es-espera... NÃO SE VÁ...!" Izuku tentou suplicar a Archer.

Ele sabia que tudo isso era verdade, ele sabia que esse era jeito como as coisas deveriam ser, ele soube disso desde o princípio, mas então por que ele não queria que isso acontecesse? O jovem de olhos verdes desesperados tentou alcançar o arqueiro de vermelho, mas ele não conseguiu dar nem um passo quando o próprio espirito heroico o parou colocando a sua mão contra o seu peito, bem em cima de onde estaria o seu coração.

"Eu não pude te fazer mudar de ideia e você me venceu em todas as formas possíveis. Apenas tente não se arrepender, ok? Então, eu apenas quero que você saiba, entre nós dois, quem merece se tonar um herói é você." Archer disse enquanto olhava a Izuku com um grande sorriso. Mas apesar disso, o mesmo não foi capaz de ver nada além de uma tristeza no rosto do arqueiro de vermelho.

"Emiya..." Izuku tentou dizer alguma coisa, antes mesmo de saber o que ele queria dizer, Archer havia o empurrado levemente com a mão no seu peito. Uma grande ando de mana atravessou todo o seu corpo em um instante e acendeu todos os seus circuitos mágicos. Ele nem notou a abundante que calor que eles produziam, sua mente não foi capaz de notar quase mais nada enquanto seu corpo caia de costas devido a um estranho e imensurável fator.

Informação, muita informação, informação quase ilimitada. Não! Era informação ilimitada, praticamente infinita. Imagens e mais imagens de espadas, adagas, facas, lanças, marchados, martelos e escudos de todos os tipos passavam pela sua mente, mas não apenas isso. Os conceitos de criação, as estruturas básicas, os materiais de composição, as habilidades para a fabricação, as experiências dos seus crescimentos, os anos de história acumulados e os processos de fabricações.

Todas essas informações de cada arma passavam pela sua mente, e quando terminavam, mais informações da próxima arma vinham e iam logo em seguida. Seu cérebro praticamente derreteu enquanto a sua mente caia em um túnel de inconsciência. E a última coisa que ele pode ver antes que tudo a sua volta se convertesse em espadas, foi o triste sorriso de despedida de Archer estava o dando.


All might rapidamente entrou na sua forma musculosa, se disparou na direção de Izuku em um grande borrão e conseguiu pegar o pequeno jovem maltratado no antes que ele caísse de costas contra a areia da praia. Não querendo desperdiçar o seu tempo como herói, o símbolo da paz rapidamente voltou a sua verdadeira forma apôs uma nuvem de vapor.

"Jovem Midoriya! JOVEM MIDORIYA!" All might gritou assustado enquanto sacudia levemente o adolescente em seus braços. Então ele se surpreendeu ao ver como praticamente todas as suas feridas também brilhavam da mesma maneira que as linhas espalhadas por todo o seu corpo.

Elas param de brilhar apôs alguns segundos e o herói número se sentiu aliviado ao ver como quase todos os cortes em seu corpo havia se fechado. Sendo em suas roupas manchadas de vermelho e o sangue seco na sua pele, sendo os únicos sinais que ele esteve gravemente ferido em algum momento. Porém, a sua atenção foi desviada do seu sucessor quando ele ouviu algo caindo na areia. All might olhou para baixo e levantou uma sobrancelha confundido ao ver o pingente vermelho do colar de Izuku caído no chão a alguns centímetros na sua frente.

"Eu usei toda a mana restante nisso para curar as feridas do garoto, mas como não sou habilidoso com nenhuma taumaturgia relacionada com cura, acabei desperdiçando maior parte da mana e não consegui curá-lo por completo. E o pingente não tem mais a capacidade de armazenar mana, então é praticamente inútil agora." All might ouviu a voz de Emiya e levantou a sua vista para ver o contra guardião que o encarava inexpressivamente.

"E por que ele desmaiou?" O símbolo da paz questionou com o rosto franzindo enquanto se agachava lentamente até se ajoelhar no chão para deixar o corpo de Izuku em uma posição mais cômoda.

"Eu terminei te transferir para ele tudo o que me definia como o espirito heroico Emiya, isso inclui todas as espadas no meu mármore de realidade. O cérebro dele deve ter se sobrecarregado pela quantidade de informação que recebeu de uma vez. Mas isso não vai causar nenhum dano ou efeito colateral, então não há com o que se preocupar." Ele respondeu indiferente enquanto dava os ombros.

"Entendo, eu acho. E agora, o que acontece...?" All might não pode terminar a sua pergunta quando ele viu como o corpo de Emiya começava expelir pequenas partículas de luz azul.

"Agora eu vou desaparecer para sempre. E se tudo realmente funcionar como foi teorizado, ao invés da contra força, a minha alma irá para a raiz apenas como mais uma alma qualquer e serei colocado de volta no ciclo de reencarnação. O espirito explicou enquanto caminhava em direção ao mar, seu corpo começando a ficar um pouco transparente pelas pontas das suas extremidades.

"Quando isso acontecer, todos as minhas memórias vão desaparecer para sempre e eu vou reencarnar como uma nova forma de vida em algum momento, isso se eu já não reencarnei. Não tenho muita certeza, é difícil tentar explicar um processo que transcende o tempo e espaço." Emiya continuou explicando, agora estando também um pouco confundido enquanto começa a entrar no mar. Porém, a água reagia a sua presença mesmo quanto ela já estava quase nos seus joelhos. Era como se ele nem estivesse ali.

"Bem... Levando em conta tudo o que você nos disse antes, acredito que isso algo bom?" All might perguntou enquanto continuava vendo como a mana que formava o corpo do espírito se desfazia e desaparecia no ar.

"Tá brincando comigo? Isso é melhor do que qualquer coisa que eu já sonhei!" Emiya respondeu de uma maneira tão estranhamente alegre, que o All might até si perguntou se aquela pessoa na sua frente era realmente o mesmo idioto ranzinza que ele tanto detestava ter que conversar, mesmo que por apenas um segundo.

Os seus olhos se arregalaram um pouco quando eles viram como os cabelos brancos de Emiya parecia tomar um tom alaranjado. Ele os esfregou por um instante caso isso fosse apenas algo da sua cabeça. Mas All might os abriu de novo, ele se surpreendeu ainda mais quando viu como o espirito de vermelho havia se virado um pouco para o olha. Seus cabelos até agora pouco completamente albinos, agora eram da cor de um ruivo vibrante, sua pele bronzeada agora era branca e seus frios olhos cinzas se converteram um castanho quase dourado.

"Eu não pedi que o garoto me prometesse nada, pois eu acredito que promessas são uma maneira de manter uma pessoa presa a algo, e eu não queria isso para ele. Mas eu não importaria fazer o mesmo com um idiota como você." Emiya disse sem se esforçar em evitar que um sorriso debochado aparecesse no seu rosto. All might não disse, ele apenas reprimiu a vontade de devolve a ofensa e continuou encarando o espirito com o rosto franzido.

"Como você já viu, Izuku decidiu que não quer mais ser um herói perfeito, mas o mesmo também admitiu que não pode garantir não vai voltar a mesmo maneira de pensar de antes. Então cuide dele por mim, ok? Izuku pode ser bem cabeça dura às vezes, por isso ele vai precisar de um ombro se apoiar quando aquela vontade suicida de salvar a todos voltar. Você pode fazer isso por mim?" Emiya perguntou seria mente enquanto encarava All might bem nos olhos. O mesmo se surpreendeu pela honestidade em suas palavras e sua avisou o seu rosto em uma expressão mais tranquila.

"Mas é claro que prometo tomar conta dele. Já havia me decido que estaria ali para o jovem Midoriya quando ele precisasse de ajuda há muito tempo antes. Então pode descansar paz, Emiya." O símbolo da paz disse tranquilamente enquanto dava um último sorriso de despedida ao primeiro fantasma mal-humorado que ele conheceu em vida.

"Obrigado, Yagi." Emiya respondeu com uma sensação de paz tão grande e pura dentro de si, que ele mesmo havia se esquecido que alguém como ele poderia sentir algo assim.

Um grande sorriso cheio de dentes foi o último o que o espirito foi capaz de mostrar a All might antes que o seu corpo terminasse de se desfazer por completo. Assim, finalmente concluindo a longa história de um sonhador herói da justiça.


'His body was made of swords.'

Estando à mercê da morte, tudo dele foi tirado gradualmente, suas memórias, seus sonhos, sua família, seu nome, aos poucos ele foi ficando cada vez mais vazio, cada vez mais em branco. Tudo dele estada sendo tomado aos poucos até que apenas a sua vida fosse o que restasse, para que então ela também fosse tomada.

'His body was iron and flame.'

Entre tanto, alguém não concordava com esse destino. Antes que sua vida pudesse ser tomada, uma pessoa sacrificou o único tesouro que poderia protegê-lo de um destino miserável para salvar alguém que ele nem conhecia. E assim, ele pode ter a chance de viver por mais um dia, uma chance que muitos não tiveram o privilégio de ter.

'Not choosing the battlefield.'

Com os anos, o vazio foi aos poucos sendo preenchido, sua essência modificada, sua origem e elemento trocados devido ao tesouro que lhe permitiu continuar vivendo. Mas o vazio nunca desapareceu, ele continuou lá, pedindo, clamando, exigindo para ser preenchido, que lhe fosse concedido o único que o tesouro de um rei não poderia dá-lo. Um proposito para existir.

'Never giving in, never accumulating anything.'

'Never knowing victory.'

Então aquele que o salvou foi o seu herói uma última vez antes de partir dos mundos dos vivos, ele lhe concedeu algo ainda melhor que um proposito, um ideal, um sonho. Um sonho tão belo que até parecia utópico, o qual ele estava determinado a seguir a todo custo.

'Thus, his life needed no meaning.'

Enquanto ele pudesse continuar seguindo e protegendo o seu ideal pelo máximo de tempo possível, então ele poderia continuar vivendo sem se preocupar com mais nada. Ele seria como o tesouro que salvou a sua via, ele protegeria o seu ideal a todo custo de qualquer coisa ou qualquer um que tentasse ir contra ele. Consecutivamente, ele negaria e destruiria o resto que ainda apresentasse uma ameaça ao seu sonho. Ele poderia fazer isso, afinal...

'That body was certainly made of swords.'

Foi assim como aquela pessoa decidiu viver, foi assim como aquela pessoa viveu e foi assim como aquela pessoa também morreu. A ele teria feito praticamente o mesmo que aquela mesmo pessoa, agora mais amargurada e não tão crente no seu ideal, não tivesse o alertado os perigos daquele sonho. Agora ele sabia, sua chance de viver algo diferente estava bem na sua frente, apenas bastava ele seguir.

Mas...

Mas então por que ele sentia que não merecia isso, independentemente do que ele já havia pessoa desde os seus quatro anos, isso não mudava que ele provavelmente foi a pessoa mais privilegia do mundo inteiro nesses últimos meses. E isso não era justo, ele não achava justo, aquela pessoa merecia muito mais ter alguém para o mostrar um caminho melhor do que ele.

Ele não havia feito nada para merecer isso, todo o seu esforço não parecia o suficiente, por mais que ele tentasse procurar, nada nele parecia digno de tau privilégio, ele realmente era merecedor de ter sido tão abençoado?


"Huuuuumn~" Izuku grunhiu de dor enquanto a sensação de poder sentir o seu corpo voltava aos poucos. Cada mínima parte do seu corpo parecia ter sido individualmente derretida e depois congelada repetidamente cem vezes. Conforme sua mente se acostumava com a dor, ele pode sentir como o seu corpo estava deitado sobre algo frio de duro como concreto.

Seus olhos abriram levemente e depois de piscar algumas vezes para aclarar a sua visão, o pequeno jovem quase morto pode ver como ele estava realmente deitado sobre um dos bancos de concreto que ficavam no mirante da praia de Takoba. Usando todas as quase inexistentes forças restante no seu corpo, Izuku usou os seus braços para se empurrar para cima até conseguir se colocar em posição sentada.

"OH! JOVEM MIDORIYA! Como você estar se sentido!? Algo se sente mal!? Precisa de um pouco de água!?" A exageradamente alta e preocupada voz de um All might sentado lago ao seu lado ecoou dentro da sua atual sensível mente forte o bastante que seu cérebro iria explodir.

O símbolo da paz estava preste a tentar dizer mais alguma coisa, mas o mesmo se calou quando o seu sucessor grunhia e esfregava a cabeça aparentado estar em dor.

"All might, an laghdódh tú do ghuth le do thoil?" Izuku disse cansaço enquanto continuava segurando a sua cabeça come se ele temesse que ela fosse cair. O herói número um se encontrou tão estupefato com o que ele havia acabado de ouvir que ele nem conseguiu gritar um "QUÊ!?" como resposta.

"Humn? Chto eto bylo? Zdes' chto-to ne tak, All might?" O jovem de pelo verde bagunçado perguntou apôs um tempo depois de não ouvir mais a voz do seu ídolo. Ele abriu os olhos e olhou confundido pela maneira surpreendida que o esqueleto de cabelos loiros o olhava.

"Aaaaaah... Jovem Midoriya... Como você estar se sentido?" All might o perguntou depois de mais alguns segundos de um silêncio constrangedor. Seu magro rosto agora demonstrando e uma grande preocupação.

"What do you mean? Aside from the tiredness and pain all over my body, I feel pretty normal." Izuku respondeu enquanto inspecionava o seu corpo em procura de qualquer ferida e se surpreendendo por não encontra praticamente nenhuma, fora algumas poucas que já estavam cobertas por ataduras.

"Ok, isso agora foi algo que consegui entender. Espera! Você realmente não percebeu que estar trocando de idioma a cada frase?" All might perguntou confundido enquanto coçava a lateral da sua cabeça.

"¿Qué? ¿Yo estoy?" Izuku perguntou enquanto apontava para si mesmo, estando ainda mais confundido.

O símbolo da paz assentiu com a cabeça e o jovem cansado tomou mais alguns segundos para permitir que a sua mente se ligasse por completo. E quando as engrenagens dentro da sua cabeça voltavam a girar na velocidade padrão, seus olhos se abriram tanto que pareceram quase saltarem para fora do seu rosto.

"DANNAZIONE! LO SONO DAVVERO!" Izuku exclamou enquanto se levantava e apertava a sua cabeça assustado. Porém, as suas pernas rapidamente perderam a força pelo movimento repentino, ele caiu de volta no banco de concreto e All might o ajudou a não acabar batendo a cabeça no corrimão atrás dele.

"Ok, muito calma agora jovem." O símbolo paz cochichou o mais baixo possível enquanto coloca uma mão nas costas do seu sucessor.

"Sem pânico. Apenas relaxe e tente se concentrar. Junto comigo, espire e inspire." All might disse enquanto respirava lentamente e esfregava as costas de Izuku em movimentos circulares para ajudá-lo a se acalmar. O mesmo seguiu a seu exemplo e começou a respirar a mesma velocidade, durante um pouco mais de três minutos ambos ficaram ali sentados enquanto o nervosismo do jovem de pelo verde diminuía.

"Eu... Acho que estou um pouco melhor, ai!" Izuku disse agora estando um pouco mais calmo e segurando novamente a cabeça quanto outra rápida onda de dor latejante passou pelo seu cérebro.

"Thank God! Esse foi um ótimo japonês, my boy." All might comentou aliviado enquanto puxava o seu sucessor para um forte abraço.

"All might! Senhor! Todo o meu corpo dói!" O jovem quase esmagado falou com dificuldade enquanto tentava se libertar do perto de urso do herói número um.

"AH! SINTO MUITO!" Ele gritou enquanto rapidamente solta a Izuku e pulava para um lado.

"Cof cof...! Tudo bem... o que foi... Cof...! Que aconteceu...?" O jovem de pelo verde conseguiu perguntar entre tosses, estando ainda confuso ao ponto de não conseguir se lembrar bem o que tinha acontecido antes dele ficar inconsciente.

"Bem, primeiro o Emiya terminou aquela coisa de processo de transferência ou sei lá o que. Ele usou àquela energia magica maluca para curar a maioria das suas feridas, conversamos um pouco e usei o kit de primeiros socorros que guardo dentro da minha caminhonete para cuidar do resto dos seus machucados. AH! E ele deixou isso para trás." All might comentou enquanto pegava alguma coisa no bolso da sua calça e a mostrava para Izuku.

O mesmo arregalou os olhos ao ver o seu pingente na grande mão magra do símbolo da paz, a joia vermelha agora estando com uma pequena rachadura na sua superfície. Lentamente, ele ergueu a sua própria mão e pegou o pingente de uma maneira como se essa simples ação fosse extremamente difícil.

"Emiya-san...! Ele... Ele...!?" Ele tentou perguntar enquanto encarava a joia entre os seus dedos, mas o medo da resposta que ele sabia que receberia não o permitia terminar.

"Sim, jovem Midoriya. Ele se foi, e com sorte, para um lugar melhor que ele normalmente iria." All might disse com a voz mais gentil que ele pode enquanto apoiava a uma mão no ombro do seu sucessor na tentativa de reconfortá-lo. Mas ele viu como isso não pareceu adiantar de nada quando Izuku apertou o pingente com força e começou a chorar em silêncio.

"Tudo bem my boy, acredite em mim quando digo que sei como você estar se sentindo agora, tome o tempo que precisar." O herói número disse claramente enquanto continuava apoiando o pequeno jovem de luto ao seu lado da melhor maneira que pode.

Durante quase dez minutos, Izuku passou por diferentes níveis de tipos de choro diferentes. Ele se sentia horrível, mesmo sabendo que ele deveria estar se sentido feliz por Emiya. Afinal, foi graças a ele que o espirito pode finalmente ter uma oportunidade de se liberta do seu contrato com a contra força. Mas mesmo assim, mesmo sabendo disso, ele não conseguia evitar sensação que ele havia perdido algo importante e o sentimento de solidão que cobria praticamente todo o seu ser.

"Quanto... Snif... Por quanto tempo eu fiquei inconsciente?" Izuku finalmente conseguiu dizer algo estando um pouco calmo agora. Seus olhos e rosto quase completamente vermelhos de tanto chorar.

"Por um pouco mais de duas horas, já são nove e vinte cinto da manhã." All might comentou tranquilamente enquanto olhava para o seu relógio de pulso.

"Snif... Caramba, minha mãe deve estar morrendo de preocupação agora." O jovem de pelo verde comentou preocupado enquanto o seu rosto empalidecia um pouco de medo por já saber da bronca que o esperava quando ele voltasse para casa.

"É o que as mães fazem. Quer uma carona até o seu apartamento?" O herói número um perguntou enquanto apontava para sua caminhonete estacionada perto deles.

"Hã? Espera, o senhor tem certeza!? Quero dizer, eu ainda tenho que fazer a minha caminhada de volta e tem todo aquele lixo que recolhi." Izuku comentou confundido enquanto apontava para a gigantesca pilha de entulho perto da entrada da praia.

"Sem problema, eu posso voltar mais tarde e recolher tudo. O importante agora é que você quase morreu de cansaço, figurativamente falando. Então como o seu treinado particular, eu digo que você precisa descaçar pelo resto do dia, entendido?" All might perguntou enquanto se levantava e esticava as costas.

"Si-sim senhor, eu entendo." Izuku respondeu enquanto também se levantava com cuidado para não acabar caindo novamente.

"Maravilha! Agora, você poderia me dizer o seu endereço?" O símbolo da paz perguntou enquanto ajudava ao jovem de olhos esmeraldas a se manter de pé e o levava até o seu veículo.

"Claro, mas, teria como o senhor me deixar uma quadra antes da minha casa? É que eu nunca contei do senhor para minha mãe e eu não quero que ela tenha alguma ideia errada se acabar vendo um estranho me levando para." Ele perguntou enquanto uma gota de suor escorria pela sua testa apenas por imaginar como sua mãe provavelmente chamaria a polícia antes de permitir que ele ou All might tentassem se explicar.

"Pode deixar." O herói número respondeu com um sorriso ao ver a clara preocupação no rosto do seu sucessor.

Com um pouco de dificuldade, ele conseguiu entrar na caminhonete velha, All might colocou o endereço do prédio de apartamentos de Izuku no GPS do seu celular e ambos foram embora da recém limpa praia de Takoba. Izuku olhou pela janela do banco do carona enquanto o seu ídolo dirigia pelas estradas de Musutafu, a maioria das lojas já tinham sido abertas e as pessoas saiam das suas casas para começar os seus dias. O ele nem se deu conta disso enquanto encarava o nada, sua mente estava distante enquanto ele se distrai com outra coisa. All might viu a expressão no rosto do seu sucessor e se preocupou um pouco por já ter visto essa mesma expressão no seu próprio rosto várias vezes.

"Estar tudo bem, jovem Midoriya?" O esqueleto de cabelo loiro perguntou quando eles pararam em frente a um semáforo vermelho.

"Hã? O quê? AH! Sim, acredito que sim. Por quê?" Izuku comentou depois de sair do seu estado de divagação e olhar confundido All might, o mesmo apenas franziu um pouco o rosto pela resposta do jovem ao seu lado.

"Bem, pode ser apenas impressão minha, mas você um pouco... Incomodado com algo." All might perguntou um pouco incerto de como conversar sobre qualquer assunto minimamente mais sério com um adolescente que acabou de perder uma pessoa próxima. Ele viu como a luz do semáforo passava de vermelho para verde e voltou a dirigir pelo caminho que o GPS mostrava.

"Não... É só que... Eu..." O garoto coberto por fachas também não soube bem como falar sobre o que estava em sua mente, ele respirou fundo uma vez e voltou a falar depois de um tempo.

"É só que... Eu não me sinto muito digno." Izuku finalmente deixou que as palavras que o incomodavam saíssem e não ouviu nenhum comentário por parte de All might, então ele tomou o seu silêncio como uma deixa para que ele continuasse.

"Mesmo depois desses dez meses de treino e conseguir enfrentar o Emiya-san, eu ainda não sinto que mereço nada disso. Quero dizer, ser reconhecido como o sucessor do One for all e da magecraft do Emiya-san, não perece... Justo. Eu não consigo parar de pensar que deveriam existir várias pessoas que eram mais dignas e... Eu não sei. Me sinto privilegiado de mais." Izuku desabafou enquanto parava de olhar pela janela e abaixava a cabeça envergonhado.

All might refletiu durante alguns segundos enquanto seguia dirigindo e virava em uma curva. Ele suspirou cansado depois de alguns segundos e finalmente escolheu as suas palavras.

"Jovem Midoriya, me permita te dizer algo que minha antecessora Nana uma vez me disse durante a minha juventude. Às vezes não se trata se você merece ser ou ter alguma, mas sim sobre querer e escolher o que fazer com isso. Mesmo com o All might, o mundo continua sendo tão injusto quanto era antes do símbolo da paz fazer a sua estreia. Muitas pessoas vivem as suas vidas inteiras se esforçando e esperando por uma oportunidade de brilhar, de ir Plus Ultra, mas essa oportunidade nunca chega, enquanto para outras pessoas sim." Toshinori disse enquanto se lembrava quando esteve na mesma posição do jovem ao seu lado.

"É inevitável que existem pessoas mais privilegiadas do que outras, seja por nascença ou simplesmente devido a um acaso do destino. Mas o importante é que nós, as pessoas tivemos um pouquinho de sorte nessa estrada maluca chamada de vida, continuemos dando o nosso melhor para fazer a diferença. Mesmo que isso seja algo simples e pequeno como ajudar uma senhora a carregar as suas compras até em casa ou resgatar um gato do topo de uma árvore. O que importa de verdade é o que decidimos fazer com esse privilégio, não se merecemos tê-lo mais do que uma pessoa ou outra. Faz sentido para você?" O magro adulto perguntou ao pequeno garoto ao seu lado enquanto virava em outra curva. O mesmo apenas olhou surpreso ao seu ídolo sem saber ao certo o que dizer.

"Bem... Sim. Sim senhor! Eu... Acho que entendi o que você quis dizer, obrigado." Izuku respondeu ainda um pouco chocado pelas palavras sabias do herói número. Ele para a familiar estrada aonde eles passavam e sentiu como o estranho peso sobre os seus ombros desaparecia aos poucos.

"A sua antecessora parece ter sido pessoa bem legal." Ele comentou agora estando um pouco menos tenso enquanto se relaxava no seu assento.

"Haha, sim. Ela era a melhor." All might respondeu com um grande sorriso no seu rosto ao lembrar da pessoa que chegou mais perto de ser uma figura materna para ele.

"Seu destino estar a trezentos metros a sua esquerda." Ambos ouviram a voz da IA do GPS falar e All might aproveitou esse momento para estacionar em uma vaga próxima.

"Bem, chegamos. Tem certeza que já se sente melhor o suficiente para conseguir andar por conta própria." All might perguntou enquanto olhava para a considerável longa escadaria na lateral do provável prédio de apartamentos de Izuku.

"Hehe, sim senhor e obrigado por te se dado o trabalho de ter me trazido até aqui." O jovem de pelo verde disse agradecido pela preocupação do seu herói enquanto coçava a parte de trás da cabeça.

"Então tudo bem. AH! Quase ia me esquecendo, aqui." O símbolo da paz disse enquanto arrancava um fio de cabelo da sua cabeça o oferecia a Izuku. O mesmo apenas encarou o fio loiro inexpressivamente durante alguns segundos para logo em seguida olhar para o seu ídolo completamente chocado.

"QUÊÊÊÊÊÊÊ!?" Ele gritou de uma maneira exageradamente cômica enquanto pulava para trás e batia com a cabeça no vidro da porta da caminhonete.

"O que foi? Você mudou de ideia em querer o One for all?" All might perguntou, estando honestamente confundido com a reação do seu sucessor.

"O QUÊ!? NÃ-NÃ-NÃ-NÃ-NÃ-NÃO! CLARO QUE NÃO É ISSO! É que bem, eu, o Emiya-san e com o que eu disse antes, eu achei que você não iria mais me querer como sucessor..." Izuku se explicou estando um pouco envergonhado por ter que dizer essas palavras em voz alta enquanto abaixa a cabeça com o rosto vermelho.

"My Jesus young Midoriya! Você realmente chega em conclusão muito antecipadamente sabia?" O alto adulto loiro comentou divertido enquanto bagunçava o cabelo do jovem ao seu lado.

"Me responda uma pergunta então. Sem contar comigo, quantos dos sete usuários anteriores do One for all chegaram pelo menos no top dez dos melhores heróis do Japão?" All might perguntou enquanto cruzava os braços e olhava para Izuku.

"Aaaaaah...?" O mesmo não soube como responder a essa pergunta, apesar do seu cérebro praticamente ser uma enciclopédia de heróis, e aparentemente de espadas também agora, então ele simplesmente deu os ombros quando ele não conseguiu pensar em nada.

"Nenhum deles. Caramba, a minha antecessora não estava nem entre os cem "melhores" e ela era apenas um pouco menos forte do que eu quando portava o One for all." O símbolo da paz comentou e fazendo o sinal de aspas com as mãos quando disse melhores. O garoto de pelo verde apenas o olhou a boca completamente aberta devido à incredulidade.

"Quê, quem, como, onde, quando e por quê?" Foi o único que Izuku conseguiu dizer enquanto continuava encarando a All might sem acreditar muito bem no que ele dizia. O mesmo apenas riu um pouco pela resposta do seu sucessor.

"Cada herói decide fazer a diferença da sua maneira e receber o One for all significa ser obrigado a ser o herói número um, graças aquele idiota eu entendo isso agora. Então você se tornar a sua próxima interpretação do símbolo da paz ou não é escolha sua. Mas saiba que não vou mais te forçar a ser algo que você não quer mais. Então, o que você me diz?" O magro homem loiro perguntou enquanto o oferecia o seu fio de cabelo novamente.

"Eu... Realmente preciso comer isso?" Izuku perguntou enquanto hesitantemente pegava e olhava com um pouco de nojo o pelo capilar do herói número um.

"Acredite em mim, se tivesse um jeito melhor de passar o meu poder, eu te contaria meu jovem." All might falou enquanto dava leves tapinhas no ombro de Izuku, o mesmo apenas engoliu em seco por ter que aceitar o que ele precisava fazer.


Apôs Izuku finalmente conseguir a coragem o suficiente para engolir o fio de cabelo All might, ele saiu da caminhonete e agradeceu mais uma vez por toda a ajuda do herói número, o mesmo apenas o respondeu com sorriso tranquilo enquanto ao jovem coberto de ataduras que era para ele tirar o restante do dia para descansar, algo que ele não estava nem um pouco contra.

E depois de finalmente conseguir subir o conjunto de escadas do seu prédio até o andar do seu apartamento com bastante dificuldade. Izuku Midoriya teve que tomar alguns segundos para recuperar o folego e se preparar para algo que o assustava muito mais do que enfrentar um contra guardião que tinha a intenção de matá-lo, sua mãe preocupada.

Quando ele entrou no humilde apartamento em que eles viviam e anúncio a sua chegada, Izuku se aliviou um pouco ao ouvir a Inko o respondendo tranquilamente do sofá da sala. Porém, os seus nervosos voltaram com tudo quando ele viu a sua mãe virar a cabeça para o olhar e como o seu rosto passava de uma tranquila felicidade para horror quando ele viu o estado em que ele se encontrava. E durante mais de quarenta minutos, um cansado Izuku teve que contar detalhadamente para sua mãe uma história que ele improvisou na hora de como ele acabou tão machucado simultaneamente enquanto a convencia que não necessária chamar uma ambulância.

Foi apenas apôs que a pequena adulta pareceu se calmar o suficiente para não aparentar que iria desmaiar a qualquer momento é que ele usou a desculpa de estar muito cansado para pode ir para o seu quarto. Izuku suspirou, estando extremamente exausto tanto mental quanto fisicamente enquanto trancava a porta do seu quarto e ia em direção da sua cama. Ele tirou as suas roupas sujas de suor e sangue seco, e as trocou por um dos seus pouco pijamas que não era praticamente uma fantasia do traje de herói do All might enquanto se deixava cair sentado na ponta do seu aconchegante colchão enquanto suspirava muito mais forte na tentativa de liberar o seu estresse.

Izuku abriu a palma da mão e olhou para o pingente vermelho que ele segurava com toda a delicadeza do mundo. Os seus olhos ameaçaram a derramar mais lagrimas por lembrar primeiro amigo que teve depois de tantos anos. Mas ele os fechou e os esfregou com força para evitar começar a chorar.

"Você poderia pelo menos ter se despedido direito." Ele reclamou para si mesmo enquanto colocava a pedra de vidro carmesim na ponta da sua escrivaninha e se deitava de costas na sua calma.

"Humn?" Ele estava preste e permitir que a sua mente descansasse um pouco para o exame de admissão amanhã. Mas ele abriu os olhos e virou a cabeça confundido quando ele sentiu como o seu braço direito repentinamente se estendia para o lado contra a sua vontade.

"Misericórdia, o que é agor...?" Izuku não conseguiu terminar a sua frase quando uma nostálgica e irritante sensação de dor e calor atravessava a sua extremidade erguida.

Os circuitos mágicos do seu braço rapidamente se acenderam e liberaram uma pequena onda de raios verdes que foram em direção ao meio do seu quarto. A eletricidade esmeralda rapidamente se acumulou e se moldou para dar origem uma grande espada de estila medieval, a qual foi rapidamente afetada pelas leis da gravidade e caiu no chão fazendo um alto chão metálico.

"Aaah! Mas que porr..." O pequeno jovem de pelo verde não pode terminar o xingamento enquanto apertava o seu braço dolorido quando ele ouviu alguém batendo na sua porta.

"IZUKU MIDORIYA! O QUE EU JÁ TE DISSE SOBRE USAR A SUA PECULIARIDADE DENTRO DE CASA!?" Inko gritou irritada do outro lado da porta.

"DESCULPA MAMÃE! FOI UM ACIDENTE, EU JURO!" Izuku respondeu assustando enquanto levantava assustado da sua cama em salto, mas se acalmou um pouco ao ouvir os sons dos passos da sua mãe se fastando enquanto resmungava alguma coisa para si mesma. Ele suspirou aliviado e virou o rosto para olhar a espada no meio do chão do seu quarto.

"Tomara que eu não comece ter projeções involuntárias como efeito colateral do processo de..." Izuku reclamou sussurrando para si mesmo enquanto se abaixava para pegar a espada que ele havia projetado involuntariamente, porém ele abruptamente parou a sua ação antes de pegar no cabo da arma ao ver algo consideravelmente estranho.

Havia alguma coisa escrita na parte plana da lâmina de mental, não algum tipo de encantamento rúnico antigo, mas um longo texto e mais estranho de tudo era que ele estava escrito em um legível kanji japonês. O jovem de pelo verde se ajoelhou no chão e inclinou a cabeça para um lado confundido enquanto começa a ler.

'Garoto, estou preparando essa espada uma semana antes da data do exame de admissão da U.A. e se você estar lendo isso agora, quer dizer você conseguiu de alguma forma me convencer a aceitar o seu sonho e passar os meus poderes as você sem selá-los no processo.

Se as coisas conseguiram terminar dessa maneira, então provavelmente já deve ter me desmaterializado e com sorte não voltei para Alaya se a minha alma tiver sido considerada uma totalmente nova pela raiz.

E como provavelmente não tivemos muito tempo para conversar e já imaginado como você com certeza estar se sentido agora, eu decidi deixar uma última mensagem de despedia minha. Mesmo que isso não faça o meu estilo.

Tudo o que queria era salvar as pessoas, independentemente se fosse uma vontade que não pertencesse a mim ou era egoísta, tudo o que queria era que ninguém mais chorasse. Eu pude salvar algumas pessoas, mas nunca tentei salvar mim mesmo e foi isso o que me condenou a ser quem sou hoje.

Eu lutei até o fim dos meus dias e continuei lutando apôs eles, tão amargurado e frustrado que tentei ao máximo me tornar em uma máquina para que pelo menos eu não sentisse mais essa dor. Mas não adiantou, as imagens dos rostos das pessoas que matei nunca sumiram da cabeça. Mesmo assim continuei tentando salvar os outros, até mesmo quando era mandado praticamente ao inferno. E precisei que a pessoa que mais odiei me lembrasse da beleza do meu sonho e que eu nunca deveria me arrepender apesar das consequências. Então, por favor, tente ao máximo não cometer os mesmos erros que eu e talvez assim você consiga alcançar um futuro melhor.

Eu não tenho muitos mais o que dizer, então quero que você sempre se lembre de algo a partir de hoje. Não é errado ficar feliz por cada vida que salva, mesma que seja apenas uma.

Tome cuidado, se cuide bem e boa sorte no exame de admissão, espero tudo de melhor para você, Izuku Midoriya.'

-Shirou Emiya, ex-contra guadião.

Izuku apertou os punhos enquanto fechava os olhos com força. As lagrimas já haviam começado a cair sem controle dos seus olhos desde o primeiro parágrafo. Ele respirou fundo dando o seu melhor para não começar a soluçar alto o suficiente para até que os seus vizinhos pudessem ouvi-lo.

"E-eu... Snif... Eu vo-vou tentar... snif... Não... Não posso prometer, mas... Mas eu vou dar o meu melhor...! Snif..." O jovem de pelo verde disse em sussurro quase inaudível para ele mesmo enquanto tentava secar os seus olhos. Como se o ouvisse, a espada com a mensagem de Emiya começou a lentamente se desfazer em pequenas partículas de luz.

Izuku tomou mais alguns segundos para finalmente conseguir controlar as suas emoções e se levantou. Ele caminhou até a sua cama e deixou o seu corpo cair sobre o seu colchão. Ele virou a cabeça para um lado e viu o seu pingente na sua escrivaninha.

"Obrigado por tudo... Emiya-san... Adeus..." Izuku se despediu por completo do seu amigo/irmão mais velho enquanto permitia que a sua mente cedesse ao cansaço e afundasse na inconsciência.

Mas sem que ele se desse conta, seus circuitos mágicos aos poucos forma se acendendo assim que ele esteve completamente dormido. E eles brilharam tão forte que conseguiram iluminar todo o quarto escuro de Izuku com um verde-esmeralda.


O primeiro que ele sentiu quando sua mente repentinamente recobrou a consciência foi a sensação de uma leve brisa com a areia batendo no seu corpo. Izuku abriu os olhos e pode ver como estava mais uma vez no solitário lixão de armas que estava tão acostumado. Ele apenas ficou lá de pé parado por alguns olhando horizonte, esperando que algo ao alguém aparecesse, mas ele suspirou triste por aceitar que o Emiya não ia simplesmente aparecer por algum milagre.

O jovem de pelo verde olhou ao redor e se surpreendeu ao ver que todas as gigantescas engrenagens do mármore de realidade ainda continuavam caídas no chão do deserto de infinitas espadas. Ele levantou uma sobrancelha, curioso ao se deparar com essa situação inusitada e decidiu matar um pouco de tempo indo em direção a uma das engrenagens mais próximas enquanto ele não acordava.

"Estranho, eu achei que elas já teriam voltado ao normal a essa hora." Izuku comentou para si mesmo depois de caminhar calmamente durante mais de trinta minutos e parar bem frente a grande peça de metal que facilmente superava o prédio em altura.

Olhando de perto a engrenagem, ele pode perceber como ela era de um marrom tão escuro que todo o metal que a formava deveria ter quase se convertido em pura ferrugem. Sem nem ao menos pensar, o jovem de pelo verde ergueu uma mão e encostou na superfície da engrenagem com a palma aberta.

No mesmo instante ele pode sentir uma estranha sensação de solidão e luto atravessar o seu ser. Segundo o que ele aprendeu com Emiya, não era difícil que existissem alguns objetos que portassem um certo tipo de consciência limita, a lança carmesim utilizada pela rainha das terras das sombras e o filho da luz, Gae Bolg, era um bom exemplo. Mas esse não era o caso dessas engrenagens.

As gigantes peças de metal eram uma manifestação/representação de como a mente de Emiya constantemente continuavam trabalho para criar mais e mais projeções de diferentes tipos de espadas. Porém, agora todas elas se encontravam perdidas por terem sido separadas daquele que foi o seu dono por um período incalculável de tempo. Como se elas tivessem perdidos algo que as desse significado.

"Acho que precisamos apreender a superar o passado e seguir em frente, não é mesmo." Izuku comentou tristemente enquanto tocava na engrenagem com mais cuidado e delicadeza, como se quisesse consolá-la. Ele fechou os olhos e seu rosto tomou uma expressão mais seria de total concentração.

"I am the bone of my sword." Graças a um amigo, um herói, um herói, ele pode ter um poder para chamar de seu, uma forma de realizar o seu sonho. Se tornando uma espada.

"Steel is my body and fire is my blood." Para isso, ele se fortaleceria e se reforçaria cada vez mais para estar pronto as adversidades que a vida jogaria nele.

"I have created over a thousand blades." Então ele projetaria, forjaria, reforçaria e melhoraria cada uma das infinitas armas nesse mundo junto consigo mesmo. Sempre aprendendo, sempre melhorando.

"Unaware of defeat. Nor know to victory." Persistindo em ajudar quem ele pudesse sem fraquejar, mas não almejando uma salvação absoluta. Porém, ainda sempre tentando a salvar a si mesmo.

"Walking alone among many weapons, waiting for the hero´s arrival." Foi um longo caminho até chegar aqui e muito mais o esperava pelo resto da sua vida, tudo devido a alguém que finalmente decidiu que ele valia a sua atenção e apoio.

"There will be no regrets, this is the path I chose follow." Ele seguiria tentando o seu melhor, seguindo o caminho que encontrou para si mesmo. Buscando a maneira de não se arrepender as suas escolhas.

"From now and forever." Esse não era uma promessa, mas sim um juramento. Não para aqueles o ajudaram, mas para si mesmo. Uma forma de sempre se lembrar.

"All my life will be an..." Apesar de tudo os fatores, ele ainda é e continuará sendo Izuku Midoriya. Ele se tornara no herói que escolheu ser, então...

"Unlimited blade works." Izuku terminou o seu encantamento e mesmo com os olhos fechados ele pode sentir como todo o mundo ao seu redor era coberto por um clarão de luz.

Depois esperar que esse repentino evento passasse, o jovem de pelo verde lentamente começou a abrir os olhos, mas logo ele os abriu de uma vez ao ver o que estava na sua frente. O que a sua mão estava tocando nesse momento não era mais o sujo e velho metal enferrujado. Agora o que a sua palma aberta estava tocando um metal prateado tão limpo de polido que ele podia ver o seu reflexo na grande peça de aço.

Porém, a sua admiração passou a surpresa quando o chão abaixo de dele começou a tremer. Ele se afastou da engrenagem dando alguns passos para trás, mas os tremores ficaram tão forte que ele acabou perdendo o equilíbrio e caindo sentado. Sua mandíbula praticamente caiu quando ele viu como a colossal engrenagem começava a sair levitando de dentro chão e ia em direção ao céu.

O qual, agora que Izuku olhava melhor, não estava mais nublado com grandes nuvens escuras iluminadas pela luz de um sol no entardecer. Agora ele poderia claramente ver um belo céu azul de meio-dia com vários conjuntos de pequenas nuvens brancas que seguiam em uma direção enquanto eram levadas pelo vendo. Ele olhou ao redor e pode ver como todas as outras engrenagens também havia mudado para uma aparência completamente limpa. Elas seguiram o exemplo da primeira e começaram uma por uma voltarem aos seus devidos lugares entre as nuvens.

O jovem de pelo verde se assustou um pouco novamente quando o chão voltou a tremer. Ele olhou para baixo e viu como o chão do mármore de realidade começa a se mexer para fechar as enormes fendas que as engrenagens deixaram quando elas saíram o chão. Quanto tudo terminou de tremer e as fendas desapareceram, algumas espadas repentinamente apareceram para cobrir os espaços vazios. Com o coração mais calmo, Izuku olhou com um pouco mais de atenção para o chão que ele estava sentado e se surpreendeu novamente.

"Grama...!?" Ele comentou chocado enquanto olhava para em baixo de dele e aos seus arredores. Todo o deserto com um chão de terra seca e poeira havia se convertido em uma infinita paisagem de uma grande planície e algumas poucas colinas cobertas com grama verde. Gerando uma paisagem muito mais reconfortante e relaxante em comparação com o antigo lixão de espadas. As quais ainda se mantinham todas nos mesmos lugares encravadas contra o chão.

"Humn?" Izuku sentiu uma estranha sensação de estar sendo observado e rapidamente se virou de costas. Mas tudo o que ele viu foram mais espadas e uma pequena colina solitária a vários metros de distância. Mesmo tendo certeza que ele havia sentido que alguém estava o observando, o jovem pelo verde deu os ombros chegando na conclusão que foi apenas um pressentimento dele e deitou no chão.

"Caramba, nunca achei que gostaria tanto desse lugar." Izuku comentou tranquilamente enquanto observava as nuvens que passavam voando entre as engrenagens. Ele fechou os olhos e se relaxou enquanto sentia a leve brisa balançar os seus cabelos verdes escuros, aproveitando esse tempo para descansar e deixar as suas preocupações de lado por enquanto.


"Huuuuuumn..." Izuku grunhiu com o rosto contra o seu travesseiro quando ele finalmente acordou e toda a dor dia anterior finalmente o atingiu como um trem-bala. De cada fibra do seu corpo até os confins da sua alma se sentia dolorido. Ele virou a cabeça um pouco para lado e abriu apenas um olho para ver que o seu despertado marcava serem cinco e sete da manhã. Um pouco menos de quatro horas até o horário do exame de admissão e mais que o suficiente para ele se preparar.

Utilizando toda a mínima força de vontade dentro do seu corpo, o jovem garoto ainda meio dormido se levantou e foi em direção a sua porta.

"Bom dia bebê!" Izuku ouviu a sua mãe falar da cozinha quando ele destrancou e abriu a sua porta.

"Bom~... Dia~..." Ele a respondeu de volta entre bocejos enquanto caminhava ainda sonolento até o banheiro. Ele abriu a porta com os olhos fechados devido ao cansaço e começou a sua rotina matinal de cuidado da sua higiene bocal.

Ainda com os olhos fechados, ele conseguiu pegar a sua pasta e escova por puro costume e começou a escovar os seus dentes lentamente. Ele abriu levemente os olhos e reconheceu silhueta embaçada da pessoa de pele bronzeada e cabelos albinos na sua frente.

"Bom dia~... Emiya-san~..." Izuku cumprimentou a Archer ainda estando com um pouco de sono. A sua mente cansada demorou longos dez segundos para finalmente se lembrar de um detalhe, Archer havia ido embora.

Ao se dar conta disso, o jovem garoto, agora um pouco assustado, hesitantemente abriu os olhos. Ele piscou algumas vezes para aclarar a sua visão e então seus glóbulos oculares quase saltaram para fora com o que ele viu. A pessoa com quem ele tinha confundido com Emiya estavam dentro do espelho do seu banheiro e se parecia muito com ele. Izuku olhou para baixo e seus olhos se arregalaram ainda mais ao ver que agora a cor da sua pele era exatamente com a de Emiya. Ele puxou uma mecha do seu cabelo para frente dos seus olhos, os fios de cabelos eram de um verde tão claro, mas tão claro que praticamente era branco.

Sua surpresa se converteu em pânico quando ele escutou a porta do seu banheiro abrindo.

"Izuku, bebê. Eu esqueci de te avisar que acabei esquecendo de comprar mais fio dental, tudo bem...!" Sua mãe começou a falar enquanto abria a porta do banheiro, mas ele travou quando viu o seu filho. Ambos se encaram em silêncio durantes segundos sem dizer uma única palavra.

"...".

"...".

"...".

"AAAAAAAAAAAAAAAAH" Os dois Midoriyas gritaram simultaneamente, um por surpresa e a outra por simplesmente não conseguir pensar em outra forma de reagir.


Pois é, nosso querido The bone of my sword deixando surpresas para Izuku mesmo apôs já ter partido desse mundo. Hahahaha.

Então, hoje eu tenho muita coisa para falar e alguns avisos importantes também. Mas antes de qualquer coisa, vamos primeiro para o nosso...

*Respondendo comentários*

Jeremy Siezar Briones:

que geniales cap.

oye pregunta que np usara izuku mas seguido en cambates sin contar a Kanshou y Bakuya.

Respsota:

Muito obrigado pelo elogio cara.

E bem, eu já tenho planejo em fazer com que o Izuku use uma variedade maior de fantasmas nobres fora as nossas tão queridas espadas casadas.

Tanto porque fora a habilidades delas se atraírem, as suas capacidades de aumentar a defesa mágica do usuário de quem as portas e causar mais dano em seres com a natureza de "monstro", como a Medusa, são praticamente inúteis no mundo de Boku no hero por não existirem outras pessoas ou seres que usam qualquer tipo de magecraft ou taumaturgia. No meu fanfic peculiaridades não tem sua origem relacionada a magia.

Quanto que eu quero fazer o Izuku usar mais do arsenal quase infinito de fantasmas nobres dentro do UBW.

alejandromoreira00:

Muy buen capitulo.

Resposta:

Muchas gracias amigo, espero que tengas um excelente dia :).

lucas-gilded:

É eu vou parar de acompanhar essa obra. Eu realmente n consigo achar a motivação pra ficar lendo capítulos desse tamanho, sem querer ofender, mas eu n acho sua forma de escrever e descrever interessante o suficiente pra passar mais de uma hora lendo esses capítulos. Originalmente eu queria esperar mais alguns capítulos antes de parar, mas eu percebi que as coisas só iriam ficar pior, pelo menos pra mim. Espero que vc ache sucesso e boa sorte na sua jornada.

Resposta:

Provavelmente você não vai ler isso, mas vou escrever essa resposta da mesma maneira.

Entendo completamente o que você quis dizer é tudo que posso te responder é que fico extremamente triste que eu tenho conseguido atender as suas expectativas que minha escrita não tenha podido manter a sua motivação viva por mais tempo para ler a minha história.

Agradeço muito por todas às vezes que você deixou um comentário dando a sua opinião de como eu poderia melhorar a minha história e quero que saiba que sou muito grato por toda a sua ajuda. Vou continuar dando o meu melhor para fazer com que a minha escrita continue ficando mais agradável de ser lida por mais pessoas.

Abrigado novamente e até outro dia :).

Mapo Tofu Lover:

Tenho muito a dizer, mas primeiro, obrigado, finalmente consegui meu Rasputin para NP3 na minha versão JP do FGO.

Em segundo lugar, ESTA LUTA É HYPE. Amo o fato de que realmente mostra como Izuku aprendeu com Archer, a empunhadura dupla, as táticas e até mesmo sua provocação característica.

Também adorei sua versão de seu próprio Unlimited Blade Works.

Sim, Izuku será realmente o mais forte de sua classe, não há outros argumentos. Vai ser muito legal vê-lo lutando como Emiya com Kanshou e Bakuya ao invés do usual Smash da Canon. Desde que Izuku aprendeu a cozinhar aqui, posso vê-lo totalmente cozinhando para sua classe.

Eu tenho uma pergunta, porém, como Izuku não sofreu os efeitos do uso excessivo de sua magia? Como o cabelo branco e o bronzeado da pele como Emiya? Em Canon, UBW Shirou tem seus olhos mostrados como dourados com partes de prata devido ao uso excessivo de magecraft.

Uma sugestão para o traje de Izuku. Que tal ele usar a roupa de Fate Shirou no Avalon Ending do mangá? Com uma camisa branca, calça preta, sobretudo preto e um lenço vermelho. Você também pode modificá-lo para Izuku, como dar ao sobretudo um capuz com orelhas de coelho (como no cânone)

Mais uma vez, obrigado pelo capítulo!

Resposta:

Ho boy! Vamos lá, que eu tenho muita coisa para responder. Vou separar a minha resposta em partes, como eu já fiz antes em outros respondendo comentários.

1º - MEUS PARABÉNS SHOUNEN! Espero ter essa mesma sorte daqui a dois anos no servido NA. Muramasa não veio para casa, F.

2º - Valeu, me esforcei considerável em fazer o Izuku ter um estilo parecido com o do Archer, mas ainda mantendo um jeito mais próprio de lutar. E você acredita que passei mais de meia hora para escrever a versão do UBW do Izuku!?

3º - Como eu disse antes em outra resposta, o Izuku ainda vai usar a Kanshou e Bakuya por estar acostumado com elas, mas também vou fazê-lo usar outros fantasmas nobres para ter mais variedade. E com certeza não perder a oportunidade de criar mais senas legais com Izuku e seu novo passatempo de cozinhar.

4º - Então... Caramba, que coincidência não é mesmo!? Ok, brincadeiras de lado. É realmente uma grande coincidência que você tenha comentado sobre isso das cores da pele e cabelo do Izuku antes de capítulo. Isso porque eu já tinha decido que faria isso acontecer depois da luta dele contra o Archer muito antes de eu começar escrever de verdade o fanfic. Uou :V.

5º - E sobre o traje do Izuku, eu também já tenho planeja há muito tempo de como ele seria, mas não vou dizer muito para não spoilers. Porém, o que posso dizer é que espero que vocês gostem do que tenho em mente.

6º - Mais uma vez, obrigado pelo comentário! COMENTE MAIS! ÙwÚ.

Iorweth (Pelo AO3):

Damn it man!

At such an important moment to end and for the second time!

At first I thought that as many as three chapters would take this fight and then I had to turn on the UBW and look, a whole one episode and 2 episodes of half.

You're a genius here, in places I could see scenes from the anime before my eyes, as for the VN I haven't read so I can't comment but I think that how you captured the anime is also the VN.

In the orginal passages I had thoughts that you were taking a bit from the Shirou vs Gilgamesh duel from UBW.

Now I'm damn curious what path Izuku will take. No other work that I've read has heavily implicated Izuku's psyche in his actions as a hero, even as he was learning about the Emiya histoir there was a passing of the torch like Shirou-Kiritsugu.

I was going to give a comment earlier but I forgot. Now I will comment here.

Advice from me, Next time post what song you want to play in a given sequence/scene. It will give the readers a better experience.

Resposta:

1º - Engajamento meu amigo, engajamento.

2º - Caramba cara, muito obrigado mesmo. Você não tem ideia de como eu fico com sorriso no rosto toda vez que leio que vocês gostaram do que escrevi. Isso não só me alegra como também me motiva ainda mais para continuar escrevendo.

3º - Obrigado novamente e sim, são poucas a história que abordam esse lado mais mental/emocional do Izuku. A primeira história que vem a minha mente e faz a mesma coisa, e quase perfeitamente bem, é um fanfic chamado "Thank You". Um fanfic de ship entre Izuku e Momo que faz um lindo trabalho em abordar sobre como os traumas de infância de Izuku ainda o afetam. E esse é um único fanfic que li até hoje que me fez perdoar de verdade o Bakugou pelas coisas que ele fez e até mesmo sentir um pouquinho de pena dele ao ver como ele ficou arrasado pela culpa quando a realidade foi finalmente jugada na cara dele. Recomendo a todos, 10/10.

*Fim do respondendo comentários*

Muito bem, antes de qualquer. Caso qualquer um de vocês tenha ficado confuso pelo jeito meio incerto de como eu escrevi algo partes, propositadamente. Vou afirmar aqui e agora com todas as palavras.

SIM, essa versão do Archer do meu fanfic conseguiu desfazer o seu contrato com Alaya e sua alma voltou ao círculo de reencarnação, pois ele foi considerado uma alma totalmente nova por Akasha/raiz.

E não, quando digo clico de reencarnação, não quero dizer que em algum momento ele vai voltar a aparecer na história. Infelizmente, esse Archer que acompanhamos até agora se foi para sempre. #descanceempazemiya nos comentários.

E também não, Izuku não tomou o lugar dele como contra guardião. Deus me livre que eu vou deixar isso acontecer.

Com isso dito, pergunto a vocês o que acharam dessa despedida entre irmãos de consideração? Consegui fazer emocionante ou apenas cringe? Diga o que vocês acharam.

AH! E quais são as suas críticas sobre a nova aparência do UBW agora ele pertence completamente ao Izuku? Admito que fiquei com medo de mexer em algo tão amado pelos fãs de Fate. Hehehe.

Agora vamos para notícias importante!

Primeiro:

Preciso avisar a todos vocês que logo as aulas da minha faculdade vão voltar, então é provável que eu tenha muito menos tempo para escrever novos capítulos. Eu sei, eu sei, também fico tão triste quanto vocês por ter que dizer isso. MAS NÃO SE PREOCUPEM! Farei o meu melhor para não ficar sumido por tanto tempo.

Segundo:

Agora que terminei essa primeira parte do fanfic, podemos dizer o arco de treinamento, vou aproveitar para reescrever o primeiro capítulo da minha história. O que consequentemente vai fazer com que os próximos capítulos demorem um pouco mais para sair.

Terceiro:

Os próximos dois capítulos vão pode ser considerados fillers, mas não como os fillers normais de anime. O primeiro vai se um interlúdio não focando no Izuku, dica: lembram do momento que o Izuku pensou estar sendo observado no UBW? E o segundo sairá exclusivamente no Wattpad. Agora esperem apenas um segundo antes de vocês invadirem a minha casa para arrancarem a minha cabeça, eu posso explicar!

O motivo disso se deve que esse capítulo extra, que não vai ter uma narrativa, vocês vão me entender, obrigatoriamente precisa de imagens para funcionar. O Wattpad é o mais fácil para isso e o método de fazer isso no AO3 é tão chato e difícil que nem vou me dar o trabalho de tentar aprender a como fazer.

Mas não fiquem tristes/bravos ao ponto de querem me matar, eu preparei um trailer do próximo arco desse fanfic. Que o intitulo como: Arco do Início das aulas.

E vocês vão poder vê-lo...

AGORA!


Aviso: Nada data que esse capítulo estar sendo postado, nenhuns dos capítulos em que as seguintes frases vão aparecer estão escritos. Então elas não só podem, como muito provavelmente tem a chance de mudarem nas versões finais. Espero que entendam e aproveitem o trailer.


"Eu te conheço?"

"COMEÇOU!"

"TIRA ELA DAQUI! EU CUIDO DISSO!"

"ONE LIFE... BLADE WORKS!"

"HELL YES! VOCÊ ESTÁ ME DEVENDO VINTE MIL IENES SHOUTA!"

"Não importa a sua intenção. Você iria obrigar alguém a te salvar de novo!"

"Trigger... Off."

"Ele vai vir direto tentar me matar... E eu estou contando com isso."

"Agora é a hora de uma vitória gloriosa!"

"Este é o único golpe que matou deuses caídos."

"Prove-o com esse corpo!"

"MAC AN LUIN!"

"KAATSUUUKIIIII!"

"DEEEKUUUUU!"

"Porque vocês votariam em mim?"

"LIDA! APOIO!"

"NÃO SE MOVAM! ELES SÃO VILÕES!"

"Comigo, juntos, venham..."

"BLASTED TREE!"

"Ei Nomu, o que você acha de conseguir um pouco de XP antes da luta com o chefão?"

"I am the bone of my sword..."

"HUUUAAAAAA!"

"RHO... AIAS!"

"ELE CONSEGUIU BLOQUEAR!?"

"GAE... BOLG!"

"NOOOMUUUUU!"

"Mi... doriya... corrar...!"

"EU NÃO POSSO! E EU NÃO VOU!"

"Eu... Eu realmente não queria morrer...!"


Bem acredito que era tudo isso que tinha para falar com vocês por hoje. Então procedimento padrão, comentem e compartilhem caso vocês queriam. E nos vemos novamente em um próximo capítulo.


Ps: Meu Deus faltam tão pouco para o novo lostbelt no servidor NA do FGO. EU QUERO TANTO A BARGHEST!

Pss: Quero ver quem descobre o que o Izuku disso na parte ele ficou trocando o idioma que falava a cada frase, hahaha.

Psss/Dica: Coloquem a música Goodbye Nostalgia do começa até o fim da mensagem de despedida final do Archer.