Capítulo 2 - Nosso lar
KAGOME
Divagava ainda em minhas lembranças quando percebi o ambiente começando a clarear, deduzi que Inuyasha havia saído há algum tempo, pois não senti mais o aconchego do seu corpo junto ao meu.
"Por que será que saiu tão cedo assim? "Será que não havia gostado da nossa primeira noite juntos?"
Ah… não seja paranoica Kagome! A noite que tivemos foi maravilhosa para ambos, disso tenho certeza! Pude sentir em seus beijos e na intensidade de seu olhar, no amor e na emoção que demonstrou, e como havia sido cuidadoso e carinhoso o tempo todo.
"Será então havia acontecido algum problema com nossos amigos?"
Com esses pensamentos me levantei para comer algo, pois estava faminta, senti meu corpo cansado da noite anterior, pensei em ir mais tarde tomar um banho nas águas termais para relaxar meus músculos e tratar minha área íntima ainda bastante dolorida, mas apesar do incômodo me sentia extasiada e muito feliz!
Com um sorriso no rosto, vesti as mesmas roupas que havia chegado no dia anterior quando consegui finalmente passar pelo poço e voltar para a era feudal e para os braços de meu amado. Precisava urgente conseguir roupas desta época, pois viveria agora neste período, então não poderia mais usá-las, neste tempo eram consideradas inapropriadas. Quando atravessei o poço, não consegui trazer nenhum item pessoal, tamanha minha ansiedade para pular logo naquele poço e ver meu hanyou amado, e havia também o medo do poço fechar e nunca mais eu ter outra oportunidade como aquela, então somente abracei minha mãe e pulei! Agora teria que providenciar mais roupas e pediria a Sango para me ajudar nessas questões.
Olhei a minha esquerda e lá estava, em uma pequena mesa no canto. Um cesto repleto de frutas e flores.
— Inuyasha quem diria que você era um romântico, ein? — falei para mim mesma, enquanto pegava uma fruta no cesto. Pude observar agora que o quarto estava melhor iluminado ser um cômodo simples, até um pouco menor que o quarto na casa de minha mãe. Havia um futon muito fofo no chão, tão confortável quanto o colchão de casa, provavelmente Inuyasha fizera um pouco melhor para me agradar, suspirei.
Estava amando esse lado atencioso e por que não dizer, romântico dele. Todo esse tempo e carinho que dedicou a construir essa casa enchia meu peito de tanta emoção, um verdadeiro sonho que a cada minuto eu me conscientizava ser real… e não mais um devaneio, no qual fiquei os últimos três anos, sonhando e imaginando meu futuro aqui junto dele.
Segui até o cômodo à frente onde havia uma Irori* com uma chaleira pendurada, acendi o fogo e coloquei água para ferver, decidindo fazer um chá. Terminei de comer minha fruta, estava tão fresca e docinha, humm… Era tão difícil achar frutas assim em meu tempo, e o sabor então! Não se comparava com as frutas cultivadas por adubos químicos e agrotóxicos, para termos a ilusão de um fruto saudável e belo, mas é de conhecimento que isso não existia mais no mundo que vivia.
Enquanto esperava Inuyasha voltar, resolvi sair e conhecer o exterior e assim que coloquei meus pés para fora o fôlego me faltou com tamanha beleza que se mostrava diante de mim. Quando me trouxe ontem percebi que o lugar era muito bonito, mas estava longe disso, era deslumbrante! Um paraíso!
À minha frente havia um caminho feito cuidadosamente com grandes pedras, e um suave aroma se espalhava no ar pelas flores de diversos tamanhos e cores que se estendiam nas laterais, era simplesmente encantador! Nem acreditava haver sido Inuyasha quem teve a ideia de fazer esse jardim maravilhoso bem defronte de nossa casa.
"Nossa casa…"
Ainda não conseguia acreditar, olhei mais adiante e vislumbrei um belíssimo vale, todo verde que se estendia até frondosas árvores onde cercava praticamente toda a extensão, e pelo tamanho delas, provavelmente eram árvores centenárias! Era tanta beleza que cheguei a me emocionar, não sabia que sentia tanta saudade desse lugar.
Uma brisa fresca vindo da minha esquerda me fez continuar caminhando até chegar a um rio com águas cristalinas que passava próximo a lateral da casa. Sentei-me à margem molhando meus pés, a água era fria, mas era verão, então estava deliciosa. Peguei com as mãos um pouco e provei, era maravilhoso o gosto da água translúcida e pura, nem nas garrafinhas mais caras encontrei um sabor igual.
Fiquei ainda um bom tempo curtindo a paisagem e aquela paz imensa, mas depois de um tempo, notei o sol já alto, então resolvi voltar. Segui pela lateral esquerda da casa e encontrei várias árvores frutíferas, que provavelmente seria onde Inuyasha havia colhido elas fresquinhas ontem.
"Ele pensou em tudo mesmo!" — sorri apaixonada, enquanto voltava para casa na esperança de Inuyasha retornar logo.
INUYASHA
Seguia ao lado do monge já há algum tempo absorto em minhas recentes lembranças da noite anterior que nem havia notado que estava sorrindo.
— Então Inuyasha, não tem nada pra me contar? — Miroku perguntou chegando mais próximo com aquele sorrisinho característico.
— O que eu teria pra te contar monge? — respondi, continuando a caminhada, tentando me livrar das perguntas constrangedoras que sabia viriam dele.
— Pelo jeito, você seguiu meus conselhos e sua noite com a senhorita Kagome correu tudo bem, estou certo? — continuou insistente com o interrogatório.
— Keh! Miroku, era isso que você queria saber?! — respirei fundo — Então sim! Foi tudo ótimo na nossa primeira noite juntos, não poderia ter sido melhor, e bem… Obrigado pelos conselhos, ajudou muito — resmunguei constrangido, sem conseguir conter um sorriso.
— Ah! Não me faça implorar, me dê mais detalhes?! Vocês fizeram né? Chegaram nos "finalmentes"? Como foi? Você gostou? Ela gostou? — prosseguiu questionando ansioso, me encarando com aquele olhar curioso, já conhecido por mim.
— Você não está pensando que vou te contar minha intimidade com a Kagome né seu pervertido? — Parei de caminhar o encarando.
— Mas… mas e aquele "probleminha", você conseguiu controlar? Deu certo sobre o que havíamos discutido o que fazer? — Percebi o semblante preocupado e notei que realmente ele estava falando sério, então lembranças antigas, da época em que foi resgatado pelos amigos, retornaram a minha mente…
...
— Inuyasha está tudo bem com você? — perguntou Miroku após perceber fazer dias que o amigo estava com o semblante triste e desanimado — Anda muito quieto, o que é estranho para você que é sempre tão agitado. Sabe que pode conversar comigo sobre qualquer assunto né? — disse angustiado — Sou seu amigo já há muito tempo, não tem que se constranger ou ter vergonha de falar qualquer coisa para mim certo?
Estava sentado em um galho de árvore fitando o horizonte, suspirei e resolvi descer.
— Monge… é um assunto bem difícil pra mim certo? Você sabe que eu não sou de falar sobre meus problemas e piorou sobre intimidades — sentei-me ao seu lado, cruzando os braços.
— Que é isso, justo comigo que sou o mestre da intimidade! Pode se abrir comigo, prometo que não vou rir nem zombar de você — respondeu também sentando-se ao meu lado e fazendo o característico sinal de promessa.
— Keh! Provavelmente estou perdendo minha sanidade por estar me abrindo justo com um pervertido, mas tudo bem — respirei tomando coragem — Como você mesmo viu e inclusive está me ajudando, estou construindo uma casa para quando Kagome voltar. Porque hoje, com minhas esperanças renovadas, tenho certeza que ela irá encontrar uma maneira de voltar e ficaremos todos bem, e isto é o que me faz suportar diariamente a falta que ela me faz — comecei contando e as emoções que me afligiam.
— Certo, certo, isso eu já compreendi amigo. Acompanho de perto o quanto você melhorou desde quando te trouxemos aquele dia, depois que te encontramos à beira da morte, e hoje vejo como tem se esforçado para manter-se bem. Mas o que te está deixando você tão angustiado? — perguntou colocando a mão em meu ombro como sinal para continuar.
— Eu… hrum… eu fico pensando no depois monge… — respondi tão baixo parecendo um sussurro.
— O que, como assim no depois? Quando Kagome voltar, você quer dizer? — questionou sem entender.
— Maldição! Sim! Eu não sei como vou conseguir me comportar com ela em nossa primeira noite! — expus rapidamente com medo de perder a coragem — Pretendo me casar com ela, entendeu? Tê-la como minha companheira pelo resto de minha vida. Mas como monge?! Como ire controlar meu lado youkai, se quando perco o controle das minhas emoções, meu instinto sobressai me dominando? — juntei as mãos em meus cabelos em agonia.
Ergui meus olhos e notei que Miroku me encarava, olhando especificamente para meu pescoço, como se tivesse tido uma revelação.
— Por Buda! Inuyasha acredito que sei como resolver ou pelo menos ajudar com seu problema! — falou esperançoso.
— Diga monge! Como poderei conter meu lado youkai? — perguntei, com minha respiração descompassada.
— O colar! Seu Kotodama* é a resposta, Inuyasha! — expressou apontando para a peça em meu pescoço.
— Não entendo… — segurei meu relicário, tentando compreender — Como isso, esse colar que só me faz dar de cara no chão, vai me controlar?
— Acalme-se e sente-se aqui comigo, vamos ter uma longa conversa — disse mostrando ao seu lado para me sentar.
Ansioso, sentei-me próximo a meu amigo, enquanto o mesmo começava sua explicação:
— Veja bem Inuyasha, esse colar que você carrega todos os dias é um kotodama, mas o que você não sabe é que ele é um colar mental, significa "palavra da mente/alma/espírito", ou seja, ele é ligado tanto à sua mente, alma e espírito, e tenho quase certeza que controla também o seu lado youkai, ou seja, parte de você — explicou.
— Mas monge, só quem pode dizer a palavra para este colar ser ativado é a Kagome, e… bom, seria muito constrangedor se quando estivermos em nosso momento íntimo eu ter que pedir para ela me controlar, não acha? — questionei envergonhado.
— Ha ha ha! — Miroku não se aguentou imaginando a situação e começou a rir, mas parou logo em seguida vendo a face do hanyou se fechar e vindo em sua direção com o punho em riste — Calma, calma amigo! Não será preciso ela dizer nenhuma palavra para te dominar, explicarei.
Parei de avançar, mas estava muito irritado, nunca em minha vida imaginei estar tendo uma conversa tão humilhante e vergonhosa como agora. Se esse monge não explicasse logo iria arrebentar sua cara, isso sim!
— Fale logo, está me deixando impaciente com essa história — estava me sentindo muito agitado.
— Vou falar com todo o respeito, certo, então se acalme… — pediu o monge receoso — Quando estiver naquele momento íntimo com a senhorita Kagome, próximo de você a tomar para si — parou ouvindo-me rosnar — Amigo, estou falando com todo o respeito! Aquieta-se!
Somente em imaginar a situação meu coração disparou, pensar que o monge também estava imaginando nós… Kagome… me senti quente, fervendo… muito irritado.
— Monge pervertido, termine isso logo antes que minha paciência, que neste momento já é pouca, se esvaía de vez! — senti meu sangue ferver e minha respiração alterar.
— Inuyasha, aproveite a situação e faça o teste! — falou enfático o monge, se distanciando percebendo que seu amigo começava a perder o controle — Coloque sua mão no colar e pense na senhorita Kagome, controle sua respiração e seus sentimentos, sua coração é seu guia, você tem que querer ficar em paz, acalmar sua "mente/alma/espírito".
Entendi o que pretendia, respirei fundo e tentei fazer o que meu amigo pedia, fechei os olhos segurando em no meu colar com muita força, pois percebi meu instinto youkai querendo dominar-me.
Era difícil, pois somente pensar em Kagome me descontrolava, deixava meus sentidos instáveis, mas lembrei-me do sorriso dela, dos momentos que vivemos juntos procurando a joia, quando estava na casa dela junto de sua família. Todos os momentos encantadores que tivemos, em nosso beijo, quando nos vimos a última vez, e foi então que comecei a sentir o colar vibrar em meu pescoço e meu coração se acalmar, assim como minhas emoções.
— Deu certo monge! — abri meus olhos e vi que o colar brilhava em minha mão.
— Graças a Buda! — o monge se aproximou nitidamente aliviado e colocou suas mãos em meus ombros — Eu sabia amigo, sabia que você poderia controlar seu lado demoníaco, sempre acreditei em você!
— Keh! Isso não foi nada! — me afastei feliz para que o monge não percebesse meus olhos brilhantes de emoção.
...
Ouvir o monge falando me fez retornar de minhas lembranças…
— Vamos Inuyasha, conte para seu amigão aqui, não me deixe remoendo de curiosidade sobre à volta de sua amada e sua tão sonhada primeira noite juntos ein!? — meu amigo me encarava com aquele olhar indecente.
— Sim Miroku… — bufei, sabendo que era melhor tirar toda a curiosidade dele logo ou não me daria sossego — Eu consegui controlar meu instinto youkai! Pronto já está sabendo agora! E foi por isso que nossa noite foi sensacional, não… foi perfeita! — respondi colocando a mão no ombro do meu amigo — E novamente obrigado irmão! Sei que nada disso estaria acontecendo sem vocês, meus amigos por perto, que me resgataram, me acolheram e cuidaram de mim esse tempo todo. Vocês são minha família que eu tanto quero bem — confessei emocionado.
Miroku, com os olhos arregalados e trêmulos num ímpeto, me abraçou.
— Inuyasha, conte comigo sempre que precisar irmão! — nos separados daquele abraço instantes depois, pois era raro essa demonstração de afeto.
Um tanto constrangidos, seguimos na busca pelo youkai, desta vez os dois em silêncio, mas não um silêncio desagradável e sim de cumplicidade entre amigos.
KAGOME
Aguardava Inuyasha na varanda há algum tempo, eu já havia até tomado meu café da manhã, porque ninguém é de ferro, depois da noite que tivemos estava com muita fome, sorri.
"Nossa que lugar deslumbrante, como tudo aqui é lindo e inspirador!"
Inu tinha razão quando escolheu este lugar maravilhoso, ao redor a grama verdinha se estendia até próximo de um rio, que passava perto dali, o qual, aliás achei muito conveniente para lavar roupa, para conseguirmos água para nossa casa, tomarmos banhos juntinhos.
— Ah Kagome, para de pensar nessas coisas! Mal tive minha primeira noite e já me tornei uma pervertida! — ri como uma boba apaixonada e continuei fitando o horizonte aguardando meu hanyou.
Agora eu podia me acalmar, depois de todos esses anos de angústia e solidão, estava em minha nova casa e faria de tudo para tornar um lar repleto de muito amor.
Lar… nosso lar. Essa palavrinha que enchia seu coração de tanta felicidade, porque neste lar estava a pessoa que tinha o meu coração e meu amor, Inuyasha… Que eu amava mais-que-tudo nessa vida, um amor puro e transcendental, sentia ser eterno, independente do que acontecesse, sempre o encontraria, porque o 'Akai ito'* nos ligaria eternamente.
Era o que havia sentido ontem, uma ligação tão forte que não consegui colocar em palavras o quanto fora sido maravilhoso, entreguei meu corpo, coração e alma ao meu parceiro e amor para toda a vida. Sem notar, as cenas da noite anterior, ainda tão recentes, surgiram intensamente, fazendo meu corpo todo aquecer e meu coração acelerar…
...
— Entra Kah, venha conhecer nosso lar — disse Inuyasha com um lindo sorriso em seu rosto, após estender sua mão e me convidar para entrar naquela casa à minha frente, respirei fundo, segurei em sua mão e entramos.
Logo a minha frente havia um cômodo grande, com uma lareira no centro e uma pequena mesa na lateral, onde algumas almofadas estavam lá como assentos. Pequenos potes com velas estavam espalhados pela casa iluminando tudo, deixando uma atmosfera romântica, suspirei.
Senti um delicioso cheiro misturado com flores, semelhantes com aquelas na frente da casa, então notei em cima da pequena mesa um cesto repleto de frutas e flores em pequenos vasos.
— Você está com fome Kagome? Temos frutas frescas e também água na jarra ao lado, mas caso queira posso pegar algo com mais sustância, como peixes ou o que preferir — me perguntou segurando em minha cintura e fazendo um leve carinho em meu rosto.
— Inuyasha eu… eu, você fez tudo isso para nós? Essa casa, esse lugar maravilhoso? — olhei em seus olhos que estavam tão serenos. Eu me encontrava sem palavras de tanta emoção, atordoada com tudo aquilo a minha frente.
— Como te falei, pensei em tudo esse tempo todo para lhe agradar, eu fiz tudo isso para você Kah! — disse tudo isso me encarando e segurando em minhas mãos.
Minhas pernas fraquejaram e Inuyasha me segurou — Kagome! Você está bem?
— Sim, estou tão feliz! E tudo está sendo tão intenso e maravilhoso, parecendo um sonho irreal! — me segurei em seus braços.
— Mas é real Kagome… tudo isso é tão verdadeiro como o que sinto por você! — me segurando pela cintura, ele encostou seu nariz em meu pescoço — Você não tem ideia do quanto senti falta de você, do seu cheiro doce que me acalmava sempre, de sua voz suave e ao mesmo tempo excitante, do seu olhar que estava a todo momento me seguindo onde eu fosse, me fazendo sentir que nunca estava sozinho.
— Também senti tanto sua falta Inu… porque estar perto de você fazia meu coração se encher de felicidade, eu não precisava de mais nada, apenas você.
— Kagome… — ergueu meu rosto segurando em meu queixo — Eu te amo tanto! Te amo mais que a mim mesmo! Você é minha vida! Eu… eu preciso saber…
Estava com meu coração batendo desesperadamente em meu peito, meus olhos não conseguiam desviar daqueles sóis que agora brilhavam intensamente para mim: — Saber o que Inuyasha?
— Eu preciso… preciso saber se quer ser minha? — perguntou trêmulo.
— Sua? Sua o quê? — já não aguentava mais de ansiedade, enlacei seu pescoço vendo seu rosto enrubescer, achei tão lindo! — Me diga Inuyasha, sua o quê?
— Minha Kagome… — sussurrou perto… senti seu hálito quente próximo aos meus lábios — Minha companheira, minha mulher Kagome… totalmente minha!
Meu corpo todo estremeceu e arrepiou-se, não consegui responder, beijei-o logo em seguida, enlacei seu pescoço, sentindo sua língua adentrar minha boca num beijo urgente e afoito, como se dependêssemos desse beijo para viver.
— Sempre fui sua, meu amor! Sou somente sua! — respondi ainda com minha boca colada na dele.
Notei o corpo de Inuyasha estremecer e rapidamente ele me pegou em seus braços enquanto ainda nos beijávamos, a saudade era tanto que não queria no separar. Me levou ao próximo cômodo à frente. Com uma das mãos empurrou a porta entrando no que parecia ser um quarto, com um enorme futon e muitas velas e flores, notei em um canto uma pequena mesa.
Desci de seus braços e admirei o local — Que lindo Inuyasha!
— Tudo para você minha vida — me enlaçou, beijando meu rosto descendo até meus lábios, selando-os com paixão, senti seus lábios descendo até meu pescoço lambendo-o, fazendo meu corpo todo arrepiar — Que gosto delicioso você tem — notei sua voz ficar mais rouca.
— Inu… eu te amo! Sempre te amei, quero que esta noite você me faça sua! — disse e senti Inuyasha enrijecer e sua energia em torno aumentar.
— Eu te quero tanto… — seus dedos tremiam tentando abrir minha blusa, ergui meus braços enquanto sentia a peça sair rapidamente, ouvi sua respiração se alterar… — Me desculpe Kagome — não entendi o porquê ele estava se desculpando, quando senti sua garra rasgando o centro de meu sutiã, deixando meus seios à mostra — Como são lindos, como você cheira bem…
Vi seus olhos queimarem, aproximou sua mão que estavam trêmulas, acariciando e roçando levemente seus dedos em meus mamilos que já se encontravam intumescidos de excitação.
— Humm… — gemi ao seu toque, cada vez mais sentia meu corpo inflamar e me arrepiar toda, sentia a umidade entre minhas pernas aumentar, não conseguia controlar minha respiração que se acelerava a cada toque dele.
Estendi minhas mãos até Inuyasha para auxiliá-lo a tirar seu manto de rato de fogo, deslizei-o por seus braços deixando cair aos nossos pés, e após tirá-lo comecei abrindo seu kosode, movi minhas mãos em seu peito musculoso, me deixando cada vez mais extasiada. Sua pele queimava, assim como a minha, senti minha excitação aumentar a ponto de explodir de tanto desejo, escorreguei minha mão até o cós de sua hakama* e comecei a baixá-la.
— Espere Kah… — segurou minhas mãos, o que me deixou desconcertada — Quero te ver primeiro — disse me fazendo deitar naquele futon macio e muito confortável, suas mãos foram para minha saia, fazendo-a descer devagar, deslizando-a por minhas pernas, me deixando somente com a calcinha.
— Você é tão linda! — deitou-se me beijando, enquanto suas mãos me acariciavam. Sua boca foi descendo por meu pescoço, lambendo-o, deixando meu corpo todo arrepiado. Chegou até meus seios e senti sua áspera língua chupando e mordendo levemente meus mamilos, e voltando a sugá-los num ciclo enlouquecedor. Sua língua era quente e, ao mesmo tempo, áspera e firme, sentia suas presas rasparem levemente em meus bicos que neste momento já se encontravam duros, me deixando cada vez mais excitada. Eu me contorcia, apertando minhas pernas tentando inutilmente diminuir a quentura que se instalava no interior entre as mesmas.
Sem me dar conta estava gemendo e muito excitada, a ponto de sentir meus fluidos encharcando minha calcinha, de repente Inuyasha parou, ele fechava os olhos e apertava os dentes, como para se controlar.
— Seu cheiro ahhhhhh… seu cheiro está me deixando louco — rosnou baixo arrepiando meu corpo todo. Foi descendo lentamente e cheirando por minha barriga, chegando até entre minhas pernas, notei sua respiração se acelerar e ficar mais pesada, tentei fechá-las envergonhada, mas rapidamente ele segurou em minhas coxas, erguendo seus olhos que notei estarem levemente avermelhados, mas sua íris amarela ainda continuava lá, ele estava no controle.
— Kagome… Não me negue isso, eu te desejo há tanto tempo e de tantas maneiras que você não faz ideia, é muito doloroso conseguir me controlar, eu preciso sentir o seu sabor, preciso te sentir… — sua voz saiu grave, suas mãos que estavam em minhas coxas abrindo-as, eu tremia de excitação e ansiedade ante ao que estava por vir, num rompante ele segurou nas laterais da peça enfiando suas garras, que neste momento já estavam maiores, rasgando facilmente e arrancou-a, me deixando totalmente nua e exposta. Meu ar faltou!
— Maldição mulher, que fragrância enlouquecedora você tem! — sem esperar mais um segundo, abriu caminho com seus polegares em minha vulva, e enfiou sua língua dura lambendo e sugando várias vezes meu líquido que escorriam cada vez mais.
— Ahhhh Inu… ahhhhh que delícia! — eu gemia e mexia meus quadris em direção à sua boca instintivamente cada vez mais rápido, meu corpo se movia sem eu perceber, tudo era novo e neste momento muito intenso para mim.
— Que sabor divino você tem! — disse e continuou envolvendo sua língua entre meus grandes lábios e adentrando minha vulva, alternando entre movimentos às vezes rápidos, e mais lentos, sugando e dando mordidinhas, me enlouquecendo. Olhei-o e vi ele mordendo suas garras e depois escorregar seu dedo em meu interior, enquanto continuava lambendo e chupando meu pontinho que já se encontrava duro e inchado, sugava e mordia, lambia e voltava a sugar, hora rápido, hora mais devagar, me deixando alucinada.
Percebi o prazer de Inuyasha por estar ali, sentindo meu sabor mais íntimo, se deleitando com minha excitação e meu prazer. Num dado momento, que não sei explicar quando, tudo começou a ficar mais intenso, meu corpo aqueceu mais e meu ventre queimava e tremia de desejo, e quando eu não esperava, me sugou fortemente fazendo meu interior estalar em milhares de sensações fantásticas, meu coração disparar a níveis estratosféricos, meu ar faltar e minha mente se esvair. Meu ventre começou a contrair e eu já não conseguia mais respirar normalmente, minha consciência começou a se perder, minha mente nublar e então tudo ficou intenso, e brilhante, senti-me como estivesse chegando as estrelas rapidamente, e tudo explodiu!
— Ahhhh Inuyashaaaa! — gritei não conseguindo me controlar, agarrei-me em seus cabelos sem controle, ainda me esfregando, para aplacar aquela enorme sensação em meu interior!
Desabei no futon e por um tempo não sabia onde estava, e enquanto estava recuperando minha respiração e tentando voltar ao planeta terra. Pude sentir Inuyasha ainda sorvendo o restante de meus líquidos, me fazendo ter ainda pequenos espasmos devido à sensibilidade ainda presente no local.
— Hummm… Inu…
— Que gosto viciante você tem… O que foi Kagome, já está cansada hum? — ouvi ele falando.
Olhava para o teto ainda completamente alheia ao que se passava ao meu redor. "Então isso que era um orgasmo?" Já tinha ouvido falar muito, na escola, nos livros, nas conversas com minhas amigas, mas nada se comparava a essa sensação formidável, aliás nem sabia se existia palavra para descrever tamanha sensação maravilhosa!
Senti um movimento no futon e quando olhei tive a visão mais escandalosamente perfeita à minha frente, Inuyasha havia tirado sua hakama e estava completamente nu à minha frente, meu corpo entrou em combustão, abaixei meus olhos e vi seu membro ereto e pronto para mim, era grande e grosso, meu rosto devia estar um pimentão, mas não conseguia parar de olhá-lo. Como era lindo!
— O que foi Kah? — enquanto falava o vi se abaixar engatinhando em minha direção, silenciosamente como um felino, seus olhos estavam vidrados nos meus e reluziam como ouro! — Está do seu agrado minha fêmea? — disse sorrindo malicioso.
— Si… sim… muito — sussurrei sentindo sua mão segurando em minha nuca enquanto a outra me apertava na cintura.
— Já pude sentir seu cheiro maravilhoso e provar seu sabor divino… — disse seus lindos olhos dourados fixos nos meus — mas agora quero seu corpo, quero sua alma e seu coração, porque você é minha, assim com sou seu, todo seu!
Meu coração pulou desenfreado, minhas mãos tremiam, meus olhos estavam embaçados, era muita emoção, não consegui me conter deixando algumas lágrimas cair.
— Não chore meu amor, eu só quero te fazer feliz! — falou me beijando com voracidade, meu corpo vibrava e num ímpeto o enlacei com minhas pernas, ainda nos beijando sem cessar senti seu membro roçando minha entrada — arquejei muito excitada.
— Tome-me! Sou sua por inteiro! — intimei-o.
Uma pequena ardência, foi o que senti e Inuyasha estava pouco a pouco dentro de mim, uma sensação de preenchimento e de pertencimento, era o meu sentimento.
— Eu te amo meu hanyou, meu homem e meu youkai! — exclamei, senti-o dentro de mim cada vez mais fundo — Ahhhhhh…
INUYASHA
Sentir Kagome toda entregue, gemendo e me chamando, me deixou alucinado! Com os olhos em brasas, não suportei mais e comecei a entrar e sair daquela cavidade apertada e muito, muito molhada, as sensações eram incríveis, os cheiros se misturavam, o aroma de excitação dela junto ao meu cheiro era enlouquecedor.
Sabia que ela iria sangrar, porque o pervertido do monge tinha feito questão de me "orientar' nisso também, para que eu não me assustasse pensando estar machucando-a. E sim, havia sido realmente de muita serventia, pois senti meu coração se apertar quando senti o cheiro do sangue dela, mas olhei-a e só vi deleite. Pude confirmar que ela não estava sentindo dor e sim prazer, seus gemidos me chamando eram a prova.
Então continuei a penetrá-la mais fundo e mais forte, sentindo seu interior quente e encharcado, me engolindo e lambuzando todo meu membro, ouvia o som dos nossos corpos se tocando, me deixando cada vez mais excitado, nossos corações acelerados, as respirações sem fôlego, todos os meus instintos estavam aflorados! Nunca havia sentido uma sensação tão intensa e arrebatadora como a que estava neste momento.
— Deliciosa, você é incrivelmente deliciosa Kagome! — grunhi, minha cabeça rodopiava sentindo meu lado youkai tentando tomar o controle, foi quando ouvi uma voz em minha mente: "— TOME-A HANYOU! TOME NOSSA FÊMEA!".
Meu sangue começou a ferver e senti meus olhos arderem, minhas prezas ficarem maiores e num instante de descontrole abri meus olhos e vi vermelho! Um medo me abateu, olhei e me vi segurando Kagome pela cintura apertando-a fortemente, minhas garras estavam maiores e arranhavam a pele dela, comecei a rosnar sem controle, sabia que se não colocasse em prática os ensinamentos do monge agora não conseguiria mais me controlar. Então revivendo os conselhos de Miroku, rapidamente segurei no colar, tentando controlar minha respiração e focar nos pensamentos de nós juntos, seu sorriso lindo, sua doce voz que sempre me acalmava dizendo que me aceitava do jeito que eu era, sempre me orientando o que era certo a fazer. Pensava nisso enquanto ainda a penetrava, senti lentamente minhas emoções se acalmarem e minha respiração regulando, ainda estava com os olhos fechados quando notei que aquela voz em minha mente havia sumido, abri novamente meus olhos e viu o colar que estava segurando brilhando.
— Ahhhh Inuyasha… que gostoso, mais! — olhei para a mulher à minha frente, deitada nua, as pernas totalmente abertas para mim, com os cabelos espalhados, o rosto corado, gemendo e me chamando, fazendo me esquecer de todas as preocupações.
— Mais o que hum? Assim? Diga o que você quer minha fêmea? — continuei saindo e entrando dela lentamente, aquela visão me deixava embasbacado com tamanha beleza em vê-la toda nua e entregue a mim, seu corpo correspondendo às minhas investidas, me deixando cada vez mais duro e excitado. Olhar e ver meu membro se movendo naquela entrada extremamente úmida e apertada me deixou alucinado, nunca imaginei uma sensação como essa, não queria nunca mais sair de dentro dela, se isso fosse possível.
— Mais… mais rápido, Inu… mais forte, por favor! — gemendo e sem fôlego, Kagome implorava.
E foi o que fiz, mas desta vez, trouxe-a para meu colo, fazendo ela soltar um gritinho de surpresa — Vem minha mulher, monte em mim, sou todo seu! — disse sorrindo entregue.
Kagome segurou em meus ombros, ajeitando-se em meu colo, senti todo o meu membro ser engolido.
— Ahhhhhh… — gemeu e como se o seu corpo já soubesse o que fazer começou a se mexer para cima e para baixo, para frente e para trás, alternando entre algumas reboladas, enquanto eu mordiscava e lambia seu pescoço extremamente excitado, cheirava seus cabelos, minhas mãos desceram até seus seios acariciando e apertado, e depois suguei aqueles mamilos deliciosos, deixando eles cada vez mais sensíveis e túrgidos.
— Que delícia minha fêmea… seu interior está me devorando…
Todo esse conjunto fez com que Kagome começasse a se mexer cada vez mais rápido cavalgando em meu membro que sentia cada vez mais endurecer, a enchendo de tremores que vinham cada vez mais rápidos e com mais intensidade.
— Kagome, não estou aguentando mais… — grunhi segurando em suas nádegas, enquanto entrava e saía rapidamente daquele lugar paradisíaco totalmente inundado de pré-gozo, preenchendo o ambiente com nossos gemidos e o som de nossos corpos se movimentando freneticamente.
— Inuyashaaaaaa! — gritou, senti seu interior contraindo sem parar e seu corpo sendo atingido por vários espasmos, enquanto era lançada mais uma vez a um intenso orgasmo.
— Ahhhhhh gostosa! — urrei quando senti o interior de minha amada esmagando meu membro, me levando à loucura, fazendo-me estocá-la loucamente mais algumas vezes até sentir meu membro inchar e meus jatos quentes preenchê-la, nossos corpos tremerem, chegando juntos a um orgasmo transcendental!
Ficamos ainda um tempo unidos, tremendo e nos deliciando com aquelas sensações maravilhosas, sem vontade de nos separarmos, degustando das novas emoções experimentadas e nos recuperando do arrebatamento em que estávamos.
— Kami-sama! Eu nunca… nunca imaginei que seria assim — disse com a voz rouca falha, ainda recuperando o fôlego.
— Também não imaginava que seria tão mágico — ela concordou enquanto aninhava sua cabeça em meu peito, tentando regular sua respiração — Eu te amo tanto Inuyasha — sussurrou.
Abracei-a sentindo o cheiro de frutas que vinha de seus cabelos os acariciando por um tempo enquanto nossos corpos se acalmavam até ouvir um leve ressoar, olhando para baixo vi que minha amada estava dormindo apoiada em meu peito — "Deve estar cansada", pensei sorrindo.
Bem devagar a deitei no futon, saindo do seu interior, causando um pequeno gemido em ambos, como se não quiséssemos quebrar aquela conexão, me aconcheguei junto a ela enlaçando sua cintura, beijando seus cabelos enquanto nos cobria com um fino tecido, que servia como lençol, pois ainda era verão e estávamos muito suados e aquecidos, sorri.
— Eu também te amo meu amor… — disse enquanto afastava as mechas de seu cabelo e acariciava seu lindo rosto — Não tem noção do quanto você é importante, minha vida! — sussurrei, dando um beijo em sua testa, vendo ela sorrir mesmo dormindo.
Continuei admirando-a ainda não acreditando estar junto de minha amada, após tantos anos separados e cheios de dor, mas agora o meu sonho estava se realizando…
E foi assim que adormeci também, com meu coração em paz e um sorriso apaixonado no rosto, junto de minha Kagome…
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* Irori — O irori (囲 炉 裏, 大 炉 裏 ou い ろ り) É um tipo de lareira tradicional japonesa . É usado para aquecer a casa e cozinhar principalmente, e consiste em um buraco quadrado no solo encimado por um gancho, ao qual prendemos os utensílios de cozinha (panelas, chaleira, etc.). O gancho para levantar a panela é geralmente feito de um tubo de bambu oco contendo uma barra de ferro, conectada a uma alavanca (geralmente em forma de peixe), permitindo que a panela ou chaleira seja levantada ou abaixada.
* Akai ito — Akai ito é uma lenda originaria da China, que ao longo de gerações foi modificando-se. No Japão também é comum ouvirmos contos sobre a lenda. Akai ito significa fio vermelho do destino, pois pode acontecer de passar anos, mesmo assim quando a pessoa é destinada a outra, nada poderá separar as almas gêmeas. No Japão esse tema é recorrente em animes e alguns seriados.
Origem: Lenda Akai Ito (Fio vermelho do destino)
A lenda aborda um conto sobre casais destinados através de um fio vermelho invisível, que ficam preços por um fio no dedo mindinho, dos que estão predestinados a serem almas gêmeas. Segundo a história, os deuses após o nascimento das crianças amarram um fio invisível naqueles que estão destinados a serem almas gêmeas e essas pessoas podem ter outros relacionamentos, mas não serão felizes, pois no momento ainda não está com o seu pretendente escolhido pelo destino.
"Um fio invisível conecta os que estão destinados a conhecer-se… Independentemente do tempo, lugar ou circunstância… O fio pode esticar ou emaranhar-se, mas nunca irá partir."
* Hakama — Hakama (袴, hákámá) é um tipo de vestimenta tradicional japonesa. Cobre a parte inferior do corpo e se assemelha a uma calça larga.
Existem dois tipos de Hakama:
Inteiriço — como uma saia, utilizado sobre Quimono longo e especialmente em cerimônias formais;
Dividido — como calças, o umanori (馬乗り, "Hakama de equitação").
Originalmente eram usados por samurais para proteger as pernas enquanto andavam a cavalo. A pé, o Hakama esconde as pernas, dificultando prever a movimentação, dando assim vantagem em combate.
Hoje em dia, Hakamas são usados apenas em situações extremamente formais, como a cerimônia do chá, casamentos e funerais; também por atendentes de templos xintoístas e por praticantes de certas artes marciais japonesas, como aikido, iaido, kenjutsu, kendo, kyudo.
