Notas do Autor
E temos mais um ep para vocês meus queridos leitores, quero agradecer à todos os comentários carinhosos, estou muito feliz que estajam gostando, é gratificante!
Um aviso, quando estiver tudo em maiúsculo é o lado YOUKAI dele falando ou pensando.
Quando usar | antes das palavras são mensagens no celular.
Aproveitem a leitura!
# os personagens não me pertencem e sim a Rumiko Takahashi.
# as imagens não são de minha autoria.
Capítulo 5 - Memórias e desespero
INUYASHA
Acordei ainda aos pés da árvore após aquele colapso e notei que havia anoitecido, só agora havia dado conta do quão cansado e esgotado estava. Levantei-me e lentamente retornei ao hospital, quando estava chegando próximo à porta ouvi mãe e filhas conversando, percebi que Kagome estava agitada, estava quase entrando quando a senhora Higurashi saiu e me viu, fechando a porta veio até mim.
– Inuyasha, por onde esteve até agora filho?! – olhando para mim ela percebeu meu estado, eu somente abaixei meus olhos para não chorar mais, seria muito vergonhoso. Então ela me abraçou, aquele abraço quente e amável, e eu me deixei acolher nele, neste momento precisava muito disso – Não se preocupe querido, ela vai se lembrar, tenha paciência e não perca a esperança.
– Ela… ela está com medo, medo de mim! – balbuciei em seu abraço – Ela nunca sentiu o ínfimo receio de mim, eu achava isso tão… tão belo! Ela confiava em mim totalmente, mesmo quando eu me tornava youkai ela não sentia medo, todos fugiam mas ela… ela me abraçava, e até me detinha, mesmo que fosse com o kotodama. E eu nunca senti nada, nem um tremor de receio dela perto de mim, desde o primeiro dia em que a vi, onde estava lacrado na árvore sagrada, mas eu só sentia um sentimento puro e sereno partindo dela.
– Por isso mesmo Inuyasha! Você acha todo esse sentimento e esse amor que ela tinha por você pode ser desfeito assim?! Eu sei que será difícil para você, está só no começo dessa nova jornada, mas eu estarei aqui, você não está sozinho, nunca mais! – disse ainda me abraçando forte.
Depois disso ela me deu o boné que tinha eu havia na cama e pediu para que eu ficasse na casa dela e esperasse até Kagome ter alta do hospital para conversarmos, respirei fundo e concordei. E a partir desse dia eu fiquei olhando-a pela janela na árvore à frente, ouvindo ela conversando com sua mãe, logo depois vieram seu irmão e avô visitá-la, todos choraram vendo que ela estava bem, então eu me senti feliz porque ela estava viva, isso era o mais importante.
Quando anoitecia alguém sempre ficava com ela, ou a mãe ou irmão, até alguma das amigas da época de escola vieram visitá-la e passaram a noite com ela, eu tentava ficar lá o máximo de tempo possível vigiando-a para protegê-la de qualquer perigo que surgisse, mas tiveram alguns dias que não suportei de cansaço e ia para a casa de Kagome, entrava pela janela do quarto e me deitava na cama dela, sentia o cheiro que eu tanto amava que estava impregnado no quarto todo e só assim eu conseguia dormir, já exausto.
No dia que ela viria para casa eu me descuidei, não aguentava mais de saudades e pulei silenciosamente na janela, ela estava de costas e seu cheiro estava maravilhoso, seus cabelos balançavam brilhando, estava entretido com essa visão belíssima quando senti o corpo dela estremecer, instintivamente eu pulei para fora até o telhado, vi ela se apoiando ao parapeito e me procurando – Ela me sentiu, preciso ser mais cuidadoso – pensei.
Decidi ir pra casa de Kagome logo após, sabia que elas estavam voltando então seria melhor esperará-las por lá. Em pouco tempo, pulando de galho em galho cheguei até o templo, fiquei na árvore em frente a janela dela aguardando chegarem, queria muito poder esperá-la no quarto, mas como a mãe dela disse, era melhor antes elas conversarem e eu ter um pouco mais paciência.
Estava absorto em meus pensamentos quando ouço-as chegando, ufa ainda bem chegaram em segurança, de repente ela abre a porta e entra no quarto, e depois vai para o banheiro, ouvi a água caindo enquanto isso fui até a janela, a cortina estava levemente aberta, me escondi nela ainda apoiado na beirada, assim que Kagome saiu do banheiro seu cheiro chegou até mim como um solavanco e minha visão turvou, tive que me agarrar a janela pra não cair, seu aroma me fez lembrar de nossa primeira noite, instintivamente puxei a cortina e a vi nua no meio do quarto, ela estava de costas, aqueles cabelos compridos que chegavam o meio de suas costas, e aquela visão de sua bundinha arrebidata e a pele branquinha fizeram minha respiração acelerar, meu coração estava a mil, minhas garras começaram a crescer. "Que fragrância insuportavelmente deliciosa", pensei.
Precisava sair dali, mas não conseguia me mexer, meu corpo todo eram só sensações descontroladas junto com as lembranças o que me deixavam sem reação, foi quando notei sua pele arrepiar e estremecer, não sei como, acho que foi meu instinto youkai, pulei pela janela chegando até os galhos da árvore à frente, e depois outro e mais outro, parando somente no parque que sempre ia para me acalmar.
Desci e me encostei em uma árvore que pelo tamanho e aparência percebi ser muito antiga, fazia uma enorme sombra refrescante mas que naquele momento não diminuia em nada o ardor que estava meu corpo, tentei acalmar minha respiração mas o cheiro delicioso dela estava impregnado em meu nariz e as lembranças apareciam uma atrás da outra, minha respiração estava num ritmo alucinante e meu sangue corria fazendo meu corpo fever, e sem me conter abri minhas calças e coloquei a mão em meu membro e o senti duro – Ahhhh… – instintivamente começei a ditar o ritmo, para cima e para baixo, meus olhos fecharam e a imagem dela surgiu na minha frente, "Aqueles seios deliciosos" – Hummm… – aumentei a velocidade fazendo meu corpo borbulhar – "Aquelas coxas grossas e sua umidade com sabor viciante, eu me enterrando naquela cavidade quente…" – as lembranças vinham sem parar, me fazendo rosnar de tanta saudade.
– Kagome… ahhhhh – O ritmo ficou alucinante, quase não conseguia respira tamanha agonia em meu peito. Lembrei dela toda aberta e entregue a mim, gemendo e pedindo mais… e isso foi meu fim, minha boca se abriu e gemi descontrolado, sentindo-me enrijecer e soltar todos os sentimentos que estavam aprisionados desde que cheguei num gozo forte e quente em minhas mãos.
– Grrrrrrrrrrrrrrrrr ahhhh! – desabei ainda tremendo, eu ainda iria enlouquecer!
...
Algumas horas depois, sentindo que estava novamente no controle de meu corpo, me lavei num lago próximo e retornei ao templo. Lá me sentei ao pé da árvore sagrada e fiquei meditando sobre tudo o que aconteceu em minha vida, havia adquirido essa prática com meu amigo monge, que sabia acalmaria meus pensamentos e emoções. Pelo menos algo benéfico aquele pervertido me ensinou, lembrei e a saudade deles apertou meu coração.
Meus pensamentos estavam confusos, não sabia mais o que fazer e como reverter toda essa situação, estava em meus conflitos internos quando via a mãe de Kagome se aproximando, ela estava com uma tigela nas mãos e um cheiro gostoso vinha dela.
– Trouxe para você comer querido, fiz ramen, sei que você adora – disse entregando o prato com um aroma apetitoso.
– Obrigado senhora… – comecei a comer em silêncio, meus olhos estavam baixos.
– Inuyasha… sei que está sendo difícil para você, mas não se esqueça, estamos todos juntos, aos poucos as memórias retornarão, tenho fé! – sua voz continha tanta esperança que me acalmou.
– Eu vou tentar não me desesperar, mas confesso que a cada dia que ficamos separados sinto que ela está mais distante de mim, eu tenho tanta saudades! É doloroso demais! – Ergui meus olhos e ela me olhava com uma emoção muito grande, era amor, só tinha visto isso de uma pessoa e havia sido de minha mãe.
– Filho… – segurando nos meus ombros disse firmemente – A partir de hoje você fica dentro da casa. Não quero te ver mais dormindo em árvores e nem sozinho, e quando precisar desabafar é só me chamar que estou aqui por você também, você faz parte desta família agora e sempre! – finalizou estendendo a mão para levantar e me dando um abraço amoroso em seguida.
– Obrigado… mãe! – a abracei de volta e senti o cheiro salgado de suas lágrimas.
– Posso saber o que está acontecendo aqui? – ouvi Kagome dizer atrás da mãe dela.
Nos soltamos do abraço, ainda recebi rapidamente um pequeno sorriso da senhora Higurashi, olhei Kagome ela estava de braços cruzados, com um vestido de alcinhas azul escuro curto e batendo um dos pés, me fulminando com os seus olhos muito bravos. Como ela estava linda! E sem perceber eu estava sorrindo com a lembrança desta cena tão recorrente quando estávamos juntos.
– Do que está rindo hanyou? – questionou ácida.
– Kagome! – a mãe dela ralhou – Já conversei com você agora há pouco, certo? Então quero que trate o Inuyasha com respeito em minha casa!
– Tudo bem senhora Higurashi, é isto mesmo o que sou, um hanyou, um meio-youkai que hoje se orgulha de sua origem – me voltei para Kagome olhando-a profundamente e continuei — Tudo isso graças a você meu amor! — dei um passo em sua direção — Você foi a primeira pessoa, depois de minha mãe, a me aceitar do jeito que sou, até quando eu mesmo não aceitava minha natureza. Graças à sua paciência, força e dedicação comigo, pude abrir meus olhos e enxergar que não preciso ser nada além do que minha essência verdadeira — peguei em suas mãos sentindo-a estremecer.
– Não me toque! — gritou puxando sua mão — Minha mãe já me explicou tudo! Que agora você ficará morando com a gente, mas não quer dizer eu concordo com isso, entendeu? Eu não sei quem é você, não te conheço e por último, não confio em você! – saiu apressada em direção à casa.
– Vamos Inuyasha! Não se deixa abater somente por palavras jogadas ao vento, tente perceber, não tinha emoção nelas e nem eram verdadeiras, eu conheço a minha filha! – enlaçou meu braço me puxando pra dentro da casa.
Naquele dia eu não vi mais Kagome, ela resolveu jantar em seu quarto, também ficou combinado que eu dormiria junto com o seu irmão Souta, que ficou muito feliz e o tempo todo ficou me chamando de "irmãozão", se não fosse por todo esse carinho dispensado a mim dessa família sensacional, eu sei, não aguentaria por muito tempo.
Após o jantar fui tomar meu banho e coloquei um moletom para dormir, no quarto de Souta me arrumaram um colchão no chão muito confortável mas mesmo assim nessa noite não conseguia dormir, todos os sons pareciam me incomodar, era o coração e a respiração dela em seu quarto, que eu conseguia ouvir e só assim me deixava mais calmo.
E assim passaram-se alguns dias, eu acordava cedo, isso quando conseguia dormir, tomava o café da manhã com todos, menos Kagome, que insistia em fazer suas refeições no quarto, eu ouvia ela conversando com as amigas, e a senhora Higurashi me explicou que era no celular que ela falava, ela estava muito feliz e se recuperando bem, isso me tranquilizava e deixava feliz também, mas em contra partida, ficar tão próximo dela e não poder tocá-la, estava sendo penoso para mim.
Numa dessas noites onde o calor me deixava suado e ficava difícil para dormir me levantei e fui até a cozinha tomar água, já estava me acostumando bem com todos os objetos da casa. Como estávamos no verão eu dormia somente com a calça do agasalho, resolvi ir assim mesmo, pois estavam todos dormindo, mas quando cheguei na porta imediatamente minha orelhas se agitaram, aquela fragrância doce e também picante chegou em mim me fazendo estancar.
Neste momento tive a visão mais erótica de toda minha existência, Kagome estava com uma das pernas apoiadas no balção da cozinha, onde se encontrava encostada, ela vestia uma roupa muito pequena, branca com flores e era semi-transparente, eu podia ver seus mamilos arrepiados, com um copo nas mãos, ela revezava entre beber a água e encostar o copo gelado em seu rosto descendo até o pescoço e entre os seios, que estavam suados, meu membro neste momento já estava duro e latejante, não pude conter meus instintos e sem perceber, rapidamente estava à frente dela.
– Kagome… – rosnei, olhando seu corpo de alto a baixo, aqueles seios quase totalmente à mostra encostados em mim, me deixando louco.
Assim que ela me viu, percebi que iria gritar, então em fração de segundos girei-a, colocando a mão em sua boca e encostando meu corpo em suas costas, ela soltou o copo mas rapidamente com a outra mão peguei no ar e o coloquei no balcão, enlacei sua cintura enquanto cheirava seus cabelos e pescoço.
– Que cheiro maravilhoso você tem mulher! Estou enlouquecendo de saudades de te beijar e lamber todinha — minha voz saiu grave e rouca, percebi que meu lado youkai estava tentando tomar o controle — Eu vou soltar minha mão ok? Não grite! — ordenei, ela resmungou assentindo, virei-a de frente para mim e retirei a minha mão de sua boca, ela me olhava de olhos arregalados.
— O… o que você disse? — sua voz estava trêmula, pude ouvir seu coração muito acelerado.
— Isso mesmo que ouviu, não se lembra né? Quer que eu refresque a sua memória, ein? Porque quando estávamos lá, em nossa casa, você adorou tudinho que fizemos e ainda pediu mais — Vi ela piscando sem parar e sua respiração descompassada — Não adianta mentir Kagome, sinto o cheiro delicioso de sua exicitação e o seu corpo me chamando — minha voz estava cada vez mais grave e minha consciência se perdendo.
– Você quer dizer que nós já fizemos…? – colocou a mão em cima de seu coração apertando a roupa, sua voz saiu num sussurro.
– Keh! Qual o problema minha doce fêmea, você quis tanto quanto eu, quer tirar a prova? — cheguei perto dela, meu peito subia e descia com a respiração já sem controle, segurei em seu queixo descendo até seu pescoço, passando a língua subindo até seu queixo — Ahhhh que deliciosa é você! — sem me conter segurei em sua mandíbula beijando sua boca e adentrando minha língua, sugando e beijando forte e descontrolado, que saudades dessa boca! Sabia que estava sendo precipitado, mas meu controle neste momento era pouco.
– Hummm… — ouvi ela gemendo e se esfregando em mim. Não acreditei, ela está gostando?!
Animado segurei em sua cintura e a sentei no balcão me colocando entre suas pernas, ainda beijando-a segurei em sua nuca, peguei a fina alça de sua roupa e abaixei vendo seus lindos seios surgirem à minha vista, me afastei de sua boca, estávamos sem fôlego.
— Que visão dos deuses! — salivei abocanhando um dos seios, sugando aqueles bicos durinhos e excitados, enquanto o outro apertava entre meus dedos, que ficaram duros esperando para prová–los. Alternava entre um seio e o outro, minha língua contornando e mordendo levemente, eu amava esse sabor divino! Ouvi Kagome gemer e se contorcer segurando em meus ombros — Eu te quero tanto meu amor, diga… diga que me quer também… que irei te dar tudo o que quiser, diga…
Senti Kagome enrijecer e me empurrar, descendo do balcão correndo em direção a porta enquanto arrumava sua roupa, sua respiração acelerada.
— Não… eu não te quero… — olhou para mim enquanto se encolhia, seus olhos escorriam lágrimas — Isso foi um erro, um terrível erro! — disse enquanto subia correndo para seu quarto.
Aquela maldita voz em minha mente não me deixava em paz, "— TOME-A AGORA!", eu não aguentava mais isso! Erro, ela disse que somos um erro? — resolvi sair e me sentei ao lado da árvore sagrada enquanto me acalmava.
– Maldição! Eu não entendo, ela me beijou, eu senti seu corpo todo corresponder, como isso pode ser um erro? — Praguejei totalmente aturdido.
E mais uma noite fiquei à beira do desespero e sem conseguir ver a luz para a resolução de meus problemas.
KAGOME
Subi correndo para o meu quarto, meu ar faltava e meu corpo todo tremia. Nunca tinha sentido nada igual, minha cabeça rodopiava, eu estava muito excitada, minha intimidade estava quente e úmida, as lembranças e sensações do que aconteceu na cozinha faziam meu corpo todo tremer. Encostei na porta e fui escorregando até sentar no chão com a cabeça entre as pernas.
– O que acontece comigo? Eu quase transei com um estranho! E na cosinha da minha mãe! Mal conheço ele, não me lembro de nada! – minha mente estava uma confusão, sentia com se pequenos choques e flashes surgissem à minha frente… " – Kagome, vêm, preciso te mostrar uma coisa – estendeu sua mão para mim sorrindo…". Mais e mais flashes vinham, minha cabeça latejava e uma dor aguda deixou minha visão turva "– Entra Kah, venha conhecer nosso lar …".
– Ahhhhh! O que é isso? E esse lugar onde será? – respirei fundo, precisava me acalmar. Me levantei e deitei em minha cama encolhida, tentando acalmar minha respiração e a dor excruciante em minha cabeça, estava muito cansada e excitada ao mesmo tempo. Não queria pensar em mais nada, então adormeci entre lembranças angustiantes que não se encaixavam em minhas memórias, e sentimentos que faziam meu coração doer a ponto de me fazer chorar, sem saber porquê tudo isso estava acontecendo, me entregando à escuridão de meus pesadelos.
Acordei com o corpo todo dolorido e percebi que já havia amanhecido fazia algum tempo, o sol estava alto, olhei no relógio ao lado da minha cama que marcavam 11 horas! Nossa dormi demais! Levantei e fui até o banheiro, tinha dormido muito mal com tantos pesadelos, olhei no espelho e assustei com minha aparência, minhas olheiras estavam profundas e meu rosto abatido.
Não vou me deixar afetar, tenho que voltar a viver minha vida novamente, e deixar o passado onde ele deveria estar, esquecido! Me troquei e decidi voltar a tomar meu café com minha família, apesar de ter que encontrar "ele".
– Bom dia… – disse entrando na cozinha onde estava somente minha mãe.
– Filha, bom dia! – disse vindo em minha direção me dando um afetuoso abraço – Já está um pouco tarde você vai querer tomar o café ainda? Faço fresquinho para você.
– Sim mãe, obrigado – me sentei olhando ao redor – Onde estão todos?
– Souta foi pra escola, e Inuyasha está ajudando o vovô na organização de seus objetos do templo, sabe como seu avô já não tem mais a mesma disposição né? E ele adora quando tem uma ajudinha – disse sorrindo.
Graças a Kami não o verei agora! Enquanto tomava meu café recebi uma mensagem no meu celular:
| Ayumi — Kagome, bom dia, está bem? ≧◠ᴥ◠≦
| Kagome — Sim, estou bem, somente entediada ( ˘︹˘ )
| Ayumi — O que acha de chamarmos as meninas e irmos ao cinema? (‿◠)
| Kagome — Adorei a ideia! Preciso mesmo sair e refrescar minha cabeça!(◠‿◠)
| Ayumi — Combinado, nos encontramos no shopping às 15 horas, ok? (˘◡˘ )
| Kagome — OK! ٩(●̮̮̃●̃)۶
Levantei super animada, subi para meu quarto e enquanto tomava um banho demorado tentando relaxar um pouco, e após me enxugar decidi colocar um vestido de alças finas azul claro com saia rodada e a borda toda com pequenas flores vermelhas. Coloquei minha sapatilha azul e prendi meus cabelos num rabo de cavalo alto com uma fita vermelha. Passei uma maquiagem leve para cobrir minhas olheiras, um gloss de morango nos lábios e por último e não menos importante, um perfume suave no pescoço e pulsos. Peguei minha pequena bolsa, coloquei meu celular dentro, com minha carteira e chaves.
Descia as escadas e na cozinha encontrei minha mãe, mas infelizmente dessa vez ela não estava sozinha, aquele meio-demônio estava lá, ajudando-a com algo embaixo da pia, ele estava com uma regata branca e uma bermuda curta mostrando suas coxas… Seus braços estavam suados e podia-se ver como era musculoso e forte… aquelas pernas eram bem morenas e… Nem percebi minha mãe me chamando, estava vidrada naquela imagem.
— Filha, você vai sair? — perguntou balançando as mãos em minha frente — Filha tudo bem?
— Oi… hã? Ahhh sim… sim! — pisquei várias vezes para voltar a realidade. Inuyasha havia levantado e estava me encarando e uau que lindo! — os cabelos presos num coque e alguns fios soltos, seu pescoço e testas cheios de suor, como seria o seu gosto…
"Aahhh! Preciso me controlar, estava literalmente babando, não sei o que acontecia comigo, mas precisava me afastar".
— Vou ao cinema com minhas amigas, por isso não se preocupe mãe, vamos comer alguma coisa por lá e depois iremos à sorveteria — respondi desviando meu olhar dele e saindo rapidamente.
INUYASHA
Estava ajudando a senhora Higurashi a arrumar alguma coisa embaixo da pia seguindo suas instruções, quando ouvi Kagome entrar, me levantei sentindo o cheiro delicioso dela que estava mais doce neste momento. Ela estava belíssima naquele vestido, aqueles cabelos presos só me faziam sentir vontade de lamber aquele pescoço, percebi ela me encarando e seu olhar desejoso em mim, mas quando ela disse que iria sair com suas amigas, isso me deixou irritado. "Ela vai sair e me deixar aqui? Pensei. Mas também eu queria o que? Que ela me chamasse para ir junto? Maldição!"
– Inuyasha, você está bem? – Perguntou a mãe dela.
– Ela está feliz né? Mesmo sem mim… – Respondi cabisbaixo.
– Não querido, isso é só aparência, eu pude perceber toda a confusão e conflitos que estão alojados em seu coração, você terá que ser paciente e tentar reconquistá-la – Respondeu me indicando um caminho por onde começar.
– Obrigado por seus conselhos sempre tão sábios, será que eu poderia colher algumas flores dos jardim para quando ela voltar? – Questionei ansioso.
– Ótima idéia! Vamos eu vou te ajudar a escolher as mais belas e para quando ela chegar você vai surpreendê-la – Disse, então à segui até o jardim com um sorriso confiante no rosto.
"Sim! É isto o que tenho que fazer, reconquistá-la! Mostrar a ela o tamanho do meu amor e o quanto me apaixonei esperando por ela todos esses anos! Vou tê-la de volta, minha Kagome!"
Notas FinaisAgradeço por estarem acompanhando minha fanfic e aguardo ansiosamente pelos comentários, até o próximo capítulo!
