Notas do Autor

Queridos leitores, cá estou com mais um capítulo feito com muito carinho e dedicação, esperto que todos gostem.

UM AVISO IMPORTANTE: este capítulo em particular tem gatílho: sexo e violência; deixo aqui avisado para quem é sensível ao tema.

Para entenderem melhor o texto aqui vai uma elucidação:

- Frases em maiúsculo são de Inuyasha Youkai, ou seja, seu lado demoníaco no controle.
- Frases entre aspas " " são pensamentos.
- Frases entre aspas " " e em maiúsculo são pensamentos do lado Youkai.

Aproveitem a leitura!
# os personagens não me pertencem e sim a Rumiko Takahashi.
# as imagens não são de minha autoria.

Capítulo 6 - Fora de controle

KAGOME

Saí correndo daquela cozinha, sabia que se ficasse mais um pouco não iria conseguir esconder minhas reações diante de minha mãe e muito menos "dele". Não sei o que estava acontecendo comigo, de repente comecei a sentir coisas quando chego perto daquele hanyou, tudo bem não posso negar, ele é bem bonito. Não… muito bonito, apesar daquele cabelo diferente e aquelas garras. E também não posso deixar de pensar naquele corpo de causar arrepios e aqueles olhos, nossa, eram muito atraentes.

"Ahhhhh! Quando foi que comecei a deixar de vê-lo como um monstro, pois é isso que ele é, um meio-demônio, mas agora estou achando-o até sexy e atraente? Além de perder minhas memórias, devo estar enlouquecendo também? Só pode ser!"

Caminhei até a estação de trem mais próxima do templo e não demorou muito já estava a caminho do shopping, durante o trajeto me peguei pensando no quanto me sentia incompleta sem partes das minhas memórias, como se uma pedaço da minha vida tivesse se perdido e no lugar havia ficado somente um vazio, sem memórias e sentimentos, sem nada.

Acordei de meus devaneios assim que cheguei a estação próxima ao shopping, desci para me encontrar com minhas amigas, combinamos de nos encontrar na praça de alimentação, próximo a uma lanchonete que sempre gostamos de ir, e lá estavam elas; Eri, Ayumi e Yuka, sentadas ao redor de uma mesa, todas me esperando.

— Kagome! — acenou Eri assim que me viu — Que saudades! — disse se levantando e seguindo em minha direção, logo em seguida Yuka e Ayumi também vieram me abraçar e isso me deixou tão bem, estava feliz por poder me distrair e deixar um pouco as preocupações de lado.

– Amigas, estava com muitas saudades também! Como estão? Me contem tudinho! - perguntei juntando-me a elas na mesa.

– Temos muitas novidades desde que nos formamos, mas antes como você está se sentindo depois do acidente? Sua mãe nos contou o que aconteceu depois que fomos te visitar no hospital - disse Yuka.

"Hum, provavelmente mamãe inventou algum acidente para explicar a perda das minhas memórias."

– É verdade, sua mãe nos disse que perdeu parte da memória de anos atrás, que você estava andando com sua bicicleta e estabanada do jeito que é, não viu um buraco e caiu batendo a cabeça numa pedra. Deve estar tudo muito confuso para você né? - questionou Ari.

"Ai mamãe, desse jeito fica difícil manter a mentira".

— Bom, eu me lembro da minha família e da maioria de meus amigos da escola, de todo esse tempo que estudamos juntas, da nossa formatura, tem algumas partes que estão faltando, mas estou conseguindo lidar com isso — expliquei me sentindo inquieta.

– Mas Kah, e o seu namorado, aquele que você vivia dizendo que era agressivo, vocês estão juntos ainda? — perguntou Ayumi, note minhas outras amigas me olhando com curiosidade.

– Não somos namorados! Ele… ele faz parte das pessoas que eu não lembro - respondi, todas me olhando incrédulas.

– Sério isso? Você não lembra nadinha dele, o tempo que estiveram juntos? - Ari me indagou aparentemente descrente.

– Não Ari, nenhuma lembrança – respondi – Eu gostaria de conseguir me lembrar, ao menos para poder tomar uma direção em minha vida e colocar um ponto final em toda essa confusão.

– Nossa Kah, mas ele continua gato como antes? Porque amiga, dispensar um homem daqueles é uma heresia! – disse Yuka como uma insinuação em sua voz.

– Sim, ele ainda é muito bonito… – respondi me lembrando da noite anterior, suspirei – Meninas vamos mudar de assunto e me contem as novidades, mas antes disso, que tal pedirmos nossos lanches, estou morrendo de fome – mudei rapidamente o rumo de nossa conversa, pois não me sentia confortável falando de Inuyasha, eram sentimentos que eu não conseguia entender e neste momento achava melhor não me aprofundar neles.

Enquanto esperávamos nossos pedidos, a conversa girou em torno de minhas amigas, seus trabalhos, faculdades que tinham começado e seus romances, eu tentei não pensar nos meus problemas e em um hanyou que estava em minha casa quando voltasse.

Terminamos nossos lanches e fomos ao cinema no segundo andar, em cartaz estava o filme de um anime que amamos, era a história de um mundo 'shinobi', cheio de 'jutsus' e muitas batalhas, e de um grande lutador que através de seu 'nindo' não voltava atrás com sua palavra, fazendo com que as pessoas o seguissem, até mesmo os vilões. No final ele consegue resgatar seu amor recém descoberto, o que nos deixou extremamente feliz, o filme foi lindo e saímos de lá suspirando apaixonadas.

Quando estávamos perto da escada rolante, senti alguém me puxar pelo ombro.

– Higurashi, você por aqui! – ouvi me chamarem.

– Hojo! – exclamei reconhecendo meu amigo, levantei meus braços e ele retribuiu me abraçando fortemente, me senti estranha quando ele chegou próximo de meu ouvido sussurrando – Senti saudades, Higurashi.

Afastamo-nos em seguida, e eu o observei, nossa ele estava diferente, de terno escuro e gravata, parecia até mais alto, e muito charmoso, ele estava muito bonito e atraente – pensei.

– Olá meninas! - Hojo acenou para as três, que nos olhavam atentamente, e acenaram de volta – Estão passeando aqui no shopping?

— Já passeamos Hojo, almoçamos e fomos ao cinema, pena que não conseguimos entrar em contato com você antes, mas se quiser nos acompanhar, vamos a uma sorveteria aqui próximo ao shopping — convidou Ari.

– Mas é claro que sim, adoraria passar mais um tempo com vocês — disse me encarando entusiasmado.

– Ok, então vamos todos! – exclamou Yuka me puxando pelo braço.

A sorveteria era bem perto do shopping, em alguns minutos chegamos lá, escolhemos uma mesa maior para acomodar todos, assim que me sentei Hojo veio ficar ao meu lado, nisso ouço risadinhas vindo das meninas.

– Então… – olhei para elas seriamente, fazendo elas pararem – Vamos pedir, me passa o cardápio – pedi às meninas, mas quem me entregou foi ele – Obrigada... deixe-me ver, hum vou querer de pistache com cobertura de chocolate e vocês?

Enquanto todos faziam seus pedidos, eu me peguei pensando em um prateado de regata e lindos olhos amarelos… Por que eu não parava de pensar nele?

– Higurashi… Higurashi – senti tocar minha mão, olhei e era Hojo me chamando.

– Me desculpe, estava distraída – respondi, olhei para fora e percebi que começava a escurecer.

– Nossa, já está quase noite, melhor eu ir para não deixar minha mãe preocupada – disse Yuka levantando, logo em seguida Ayumi também se ergueu.

– Vou com você Yuka, é o mesmo caminho da minha casa, e você vem também Eri? – vi cutucando-a fazendo Eri se levantar também.

– Ah! É... é verdade, também preciso ir, esqueci que tinha um compromisso hoje, vou acompanhar vocês – concordou Eri.

– Mas Eri, a sua casa fica perto da minha, você não quer vir junto? – perguntei, "Estava desconfiando que elas estavam tramando algo".

– Então! – respondeu num gritinho – Vou dormir na casa da Yuka hoje, né? – vi Yuka assentir várias vezes.

– Kagome posso te acompanhar até sua casa ou tem algum problema? – perguntou Hojo.

– Não precisa, eu posso pegar um ônibus e chego lá rapidinho.

– Mas eu gostaria muito de te acompanhar, assim colocamos a conversa em dia, e vamos caminhando o que é mais saudável! – disse com os olhos brilhando em minha direção, não consegui recusar.

– Ok então vamos! – me despedi das meninas, combinando de logo mais nos encontrarmos novamente.

– Tchau Kagome! Tchau Hojo! Aproveitem! – gritou Yuka sorrindo ladino.

"Ai ai, sabia que elas estavam aprontando, agora havia entendido tudo."

Enquanto caminhávamos já há alguns minutos, Hojo me contou que havia ingressado na faculdade e estava fazendo Administração pela manhã e a tarde estagiava na empresa do pai dele. Fiquei muito feliz que ele estava bem e sua vida progredindo na direção certa. Contei sobre meu acidente e tudo o que resultou, lógico não contei sobre o meio-youkai que estava em minha casa e todos os problemas que nos envolviam.

Repentinamente, quando estávamos no meio do caminho, Hojo me fez parar e segurando minhas mãos disse:

– Higurashi, estou muito, muito feliz por ter te encontrado, estava muito apreensivo de não conseguir te ver mais quando terminamos o ensino médio – ele estava ainda segurando minhas mãos e me olhando tão intenso que cheguei a me arrepiar.

– Hojo, eu não sei o que te dizer… – respondi sincera.

– Não precisa me dizer nada Kagome… – foi a primeira vez que ele me chamou assim – Deixa eu falar tudo que preciso agora.

Eu assenti, sentamos em um banco perto e ele voltou a segurar minhas mãos.

– Kagome, eu te admiro desde o colegial, sua alegria de viver, seu jeito tímido e ao mesmo tempo sempre alegre, fazendo amizades facilmente, seu amor por sua família sempre tão unidos – suspirou – Este sentimento foi crescendo em meu peito, primeiro te considerava uma grande amiga, aquela que a gente pode contar quando precisar, mas com o tempo esse sentimento foi se tornando maior e mais forte, e quando me dei conta eu já gostava muito de você, estava apaixonado.

– Hojo, eu não sabia, me desculpe – me senti triste por nunca ter notado seus sentimentos.

– Tudo bem, acredito que tenho um pouco de culpa nisso, eu tentei contar meus sentimentos por você te convidando para sair comigo, ir ao cinema, mas você sempre se esquivava, ou não comparecia aos nossos combinados. Foi aí que minha ficha caiu, provavelmente você gostava de outra pessoa, e isso só confirmou quando eu ouvi suas amigas conversando sobre um garoto que você estava namorando. Logo depois ele apareceu naquela apresentação de teatro lembra? Aliás, havia pensado em me declarar depois já que eu estava vestido a caráter, como príncipe, mas aí 'seu namorado esquisito' ele te salvou de um jeito totalmente diferente, mas bem romântico, e eu vi o seu olhar brilhando por ele naquele dia, então desisti porque percebi que não tinha como competir contra aquilo.

– Hojo…

– Espere Kah – disse suspirando – Percebi seu olhar naquele dia e abri mão do meu amor por sua felicidade. Mas hoje, quando te vi no shopping, notei que estava diferente, pensei que de repente você não estivesse mais namorando, você está sozinha? – perguntou, seu olhar fixo no meu.

– Não estou namorando, mas estou confusa com meus sentimentos, eu… eu estou passando por um momento bem complicado, como te contei, tive a perda de memória, isso tudo me abalou muito e não consigo definir sobre meus sentimentos neste momento - respondi.

Vi seus olhos brilharem e seu rosto se aproximar do meu.

– Me deixa te tirar dessa confusão, Kagome… Deixe-me demonstrar meus sentimentos a você – disse cada vez mais próximo.

Seus olhos negros me encaravam com amor e devoção, ele tinha um rosto muito bonito, ele era muito bonito, charmoso e era um humano! Eu precisava sentir alguma coisa por uma pessoa normal, me sentia muito vazia, então me entreguei àquele momento beijando-o.

Senti seus lábios nos meus, eram quentes, suaves, ele aprofundou o beijo e introduziu sua língua explorando minha boca me enlaçando pela cintura, suas mãos me apertavam e abri mais minha boca e nos beijamos mais profundamente, seu beijo era bom, mas tinha a sensação de que um beijo podia ser muito mais do que bom, imediatamente me lembrei dos beijos quentes e vigorosos de um prateado e decidi me afastar, mas no mesmo momento senti uma energia muito forte e sinistra a minha volta, foi quando ouvi um rosnado seguido de um urro assustador.

– TIRE SUAS MÃOS SUJAS DE MINHA FÊMEA, SEU MALDITO!

Me afastei e vi Inuyasha se aproximando numa velocidade impressionante derrubando Hojo com um soco potente, logo em seguida ergueu-o pelo pescoço, sua respiração estava rápida e alterada, ele bufava e rosnava.

– IREI RETALHAR VOCÊ TODINHO HUMANO, PRA VOCÊ NUNCA MAIS COLOCAR AS MÃOS NO QUE É MEU! – ouvi Inuyasha berrando.

Vi ele abrir sua mão e mostrar suas longas garras em direção ao Hojo, instintivamente corri e me coloquei à frente dele.

— Inuyasha! Não o mate! — gritei, quando olhei em seus olhos assustei, estavam vermelhos como sangue e uma pequena íris amarela, haviam marcas roxas em seu rosto que o deixavam ainda mais selvagem — Me… me leva! – supliquei – Mas não machuque ninguém por minha causa! — segurei em seus punhos que estavam em riste, prontos para atacar.

Seus olhos me encararam furiosos, fazendo meu corpo estremecer antecipando o que viria em seguida. Soltando Hojo de suas garras, me ergueu em seus braços, então, numa velocidade sobre-humana, pulávamos entre os prédios e galhos das árvores até chegarmos próximos a uma área de reserva ambiental.

INUYASHA

Enquanto eu e a mãe de Kagome colhíamos várias flores, não conseguia parar de pensar onde ela estava e com quem. A senhora Higurashi me ajudou a colocá-las em um vaso e o resultado final ficou muito bonito, mas eu ainda me sentia ansioso por Kagome ter saído e não poder acompanhá-la, havia feito uma promessa de sempre protegê-la e não gostava nada de saber que ela estava longe e correndo perigo e eu aqui longe dela.

Sei que nesta era não havia tantos perigos como na que eu vivo, mas mesmo assim, meu coração não sossegava, as horas foram passando, eu ajudei o avô de Kagome com a organização no depósito dos pergaminhos e objetos que ele dizia serem relíquias. O tempo passou rápido e logo chegou a hora do jantar e nada de Kagome retornar. Sua mãe explicou que era normal ela voltar um pouco mais tarde quando saía com as amigas, mas eu já estava ficando angustiado, então após jantarmos resolvi ir atrás dela, disse a mãe de Kagome que iria dar uma volta para espairecer, e saí farejando o ar até encontrar um pequeno rastro de seu cheiro, foi quando comecei a correr em sua direção.

Apenas alguns minutos depois encontrei o cheiro dela mais forte, então disparei para alcançá-la, mas quando estava bem próximo senti outro cheiro junto ao dela, foi quando a vi e estanquei, meu coração parou por alguns segundos, me deixando em angústia.

"Kagome estava beijando outro homem?"

Senti meu sangue borbulhar, minha visão turvou, meu coração estava a mil e minha respiração descompassada, quando olhei novamente via somente vermelho, não conseguia controlar mais minhas ações, então soltei um rosnado.

"AGORA HANYOU VOCÊ VERÁ QUEM É QUE MANDA NESSA CACHORRA!"

"O que você vai fazer?!" – gritei em meus pensamentos tentando tomar meu controle de volta, mas quando percebi vi já estava em cima daquele humano que ousou tocar em Kagome, socando-o e a ponto de matá-lo.

— Não Inuyasha! Não machuque ele! — ouvi Kagome gritando.

"Não o mate, ou ela nunca o perdoará se fizer isso!" — Tentei impedir meu lado youkai de fazer uma tragédia.

Olhei em seus olhos, estava furioso, podia sentir tudo o que o youkai sentia, então larguei o traste humano e segurei ela em meus braços, levando para longe dali antes que fosse tarde demais e me arrependesse de minhas atitudes. Não sabia para onde 'ele' a estava levando, mas não era para a casa dela, isso notei quando começamos a chegar perto do parque de reserva florestal, comecei a ter alguma ideia do que pretendia fazer.

"Me deixe sair Youkai, esse corpo é meu!" — lutava para tomar meu controle de volta, mas minha energia demoníaca estava descontrolada e eu não conseguia ter acesso.

"CALE A BOCA HANYOU, ESSE É MEU CORPO TAMBÉM! JÁ ESTOU HÁ MUITO TEMPO ME SEGURANDO, TE PEDI PARA TOMÁ-LA COMO NOSSA, MAS VOCÊ NUNCA ME OUVE!"

Adentramos o parque cada vez mais fundo, até surgir um bosque praticamente intocado e de natureza virgem, então compreendi, ele queria privacidade.

Paramos, Kagome desceu rápido e o encarou.

— O que você pensa que está fazendo? Enlouqueceu? Você quase matou o Hojo! — gritou nervosa.

— SACERDOTISA… MELHOR MEDIR SUAS PALAVRAS, PORQUE VOCÊ NÃO ESTÁ FALANDO MAIS COM AQUELE HANYOU BONZINHO! — rosnei assustadoramente sem conseguir me controlar.

— Co… como assim? Inuyasha não é você? Por isso esses olhos vermelhos e essas marcas? – perguntou me olhando apavorada.

— INUYASHA… SIM! ESSE É MEU NOME! MAS AQUI É O LADO YOUKAI DELE QUE ESTÁ NO CONTROLE, E VOCÊ SABE O PORQUÊ?

– Lado youkai? Quer dizer a parte demoníaca dele? Por que você está no controle? — Questionou aflita.

"Percebi que ela estava nervosa e com medo, começou a recuar lentamente, mas eu não conseguia tomar o controle de volta, ainda tentei alertá-la. — Fuja Kagome!"

"NÃO ADIANTA GRITAR HANYOU, ELA NÃO PODE TE OUVIR, DAQUI PRA FRENTE SOU EU QUEM DITA AS REGRAS!"

— AQUELE MALDITO NÃO TE CONTOU QUE VOCÊ É NOSSA CADELA, KAGOME…? NOSSA FÊMEA?! — esbravejou.

— O queeee?! — seu grito saiu esganiçado.

Rapidamente colei meu corpo ao dela segurando-a pela cintura, cheirei seu pescoço lambendo em seguida.

– Ahhhh me solte! – tentou me empurrar, sem sucesso. Pude ouvir sua respiração irregular e seu cheiro se intensificando cada vez mais.

– SEU CHEIRO É DELICIOSO CADELA, E ADORO SEU GOSTO – rosnei, pois não conseguia me conter, puxei seu cabelo, fazendo o pescoço ficar totalmente à mostra – QUERO TE DEVORAR TODINHA, PROVAR CADA PEDACINHO DESSE SEU CORPINHO GOSTOSO – falei enquanto minhas mãos adentraram em sua blusa e lentamente fui rasgando com minhas garras de cima a baixo, deixando aqueles seios volumosos e seus mamilos já intumescidos totalmente à mostra.

– Ah! Pare com isso! – disse Kagome tentando se cobrir.

Rapidamente segurei suas mãos acima de sua cabeça e a empurrei até chegar próximo de uma encosta com pedras e muitas folhagens ao redor.

– XIII! QUIETINHA MINHA CACHORRA, CONSIGO SENTIR O ODOR DE SUA EXCITAÇÃO DAQUI, VOCÊ ME QUER TANTO QUANTO EU TE QUERO - segurando seu queixo forcei minha língua em sua boca, explorando e sugando seus lábios e saliva juntos até que o ar nos faltasse, mordendo aqueles lábios carnudos e saborosos desci lambendo o pescoço e chupando-os até chegar ao vale de seus seios, aqueles seios magníficos! E não perdendo tempo abocanhei-os, chupando com fome, saboreando aqueles bicos durinhos e dando pequenas mordidas enquanto puxava e torcia o outro, revezando entre eles.

– Ahhhh… humm… pare seu monstro….

Ouvia Kagome gemendo e apertando suas pernas, tentando ainda lutar contra sua excitação que seu corpo exalava.

– HAHAHA! QUE ENGANAR QUEM CADELA DELICIOSA! POSSO SENTIR SEU CHEIRO CADA VEZ MAIS FORTE E SEU INTERIOR ME CHAMANDO - disse enquanto abria suas pernas até encostar meu joelho em sua intimidade já totalmente encharcada.

— Ahhhhh… o que… o que você faz comigo? — perguntou angustiada, seu rosto era só desejo.

– NÃO FIZ NADA, VOCÊ É MINHA E SEU CORPO JÁ SABE DISSO, ELE RESPONDE AO SEU DONO! - sorri ardiloso.

"Pare Youkai! Deixe-a em paz!", eu tentava de todas as maneiras readquirir o comando de meu corpo, mas ver Kagome reagindo aos desejos dele não estava me ajudando, ao contrário me excitava cada vez mais.

Com uma das mãos segurei seus punhos e a outra cortei com minhas presas uma a uma das minhas garras, o tempo todo encarando seus olhos assustados e cheios de desejo, em seguida deslizei minha mão até suas coxas e lentamente subia até chegar a sua calcinha, encostei um dedo bem no meio de sua rachinha sentindo o quão encharcada estava. Pressionei ali seu pontinho duro, ouvindo mais um gemido saindo de seus lábios.

– Ahhhhh Inu… – gemeu se remexendo em meus dedos.

– VAMOS COMEÇAR A DIVERSÃO! - gargalhei rouco, enquanto segurava nas laterais de sua calcinha e a rasgava num puxão. Senti seu corpo assustar, mas antes que ela conseguisse raciocinar adentrei meus dedos em sua vagina, fazendo ela gritar e estremecer.

– ISSO! GRITE, ME MOSTRE TODO SEU DESEJO! - meus dígitos entravam e saíam daquela cavidade quente, fazendo seus líquidos escorrerem por suas coxas, eu golpeava com movimentos rápidos e fortes, enquanto observava seus olhos revirando e a saliva de sua boca escorrendo de tanto tesão. Sua intimidade queimava de tão quente e começava a pulsar freneticamente em meus dedos, enquanto Kagome gemia cada vez mais alto e suas pernas tremiam junto a um orgasmo intenso.

– Ahhhhh! Que deliciaaaaaa! – gritou, enquanto balançava seu quadril em direção aos meus dedos encharcados e melados de seu gozo.

– HUMM DELICIOSO, ESTOU TOTALMENTE VICIADO EM SEU SABOR MINHA FÊMEA - disse em deleite, enquanto lambia meus dedos lambuzados com seu gozo.

KAGOME

Estava totalmente em êxtase, nunca havia sentido algo tão magnífico em minha vida, não tive tempo de me recuperar, quando o vi estava abrindo o zíper da calça e se livrando delas e de todo o restante. Uma visão magnífica, foi isso que surgiu em minha frente, aquele corpo musculoso e bronzeado, aquela boca ligeiramente aberta praticamente babando e suas presas à mostra e por fim seu membro rijo apontando em minha direção.

– ESTÁ GOSTANDO DO QUE VÊ MINHA CACHORRA, POIS EU QUERO TE VER TODINHA TAMBÉM - rapidamente acabou de rasgar o resto do meu vestido me deixando nua à sua frente, nesse momento eu não sentia mais vergonha e sim um desejo incontrolável crescendo em meu interior cada vez mais intenso. Segurando em minhas nádegas fui erguida, minhas costas foram parar na parede rochosa atrás de mim, me segurei em seu pescoço circulando minhas pernas em sua cintura e num movimento único e forte senti seu membro entrando em mim, me preenchendo toda! Eu já sabia que não era mais virgem porque Inuyasha já havia me deixado bem claro que tínhamos dormido juntos nas conversas que tivemos, mas foi como se fosse a primeira vez, senti uma ardência em meu interior, seu membro era grande e grosso, pude senti-lo todo dentro de mim. Pensei que não conseguiria comportá-lo, mas após os primeiros movimentos e por estar bem lubrificada, meu interior começou a se acostumar.

– DELICIOSA, QUERO TE FODER A NOITE INTEIRA! AHHHH QUE APERTADA VOCÊ É! — ouvi o youkai grunhir ensandecido.

— Inuyasha… hummm — gemi.

– NÃO CADELA, AGORA SOU SEU DONO, ENTÃO ME CHAME DE SENHOR ENTENDEU! — ordenou, segurando em minhas nádegas com suas garras me pinicando, enquanto me levantava sobre seu membro sem nenhum esforço, entrando fundo até me preencher toda e saindo num ritmo cada vez mais alucinado.

— Sim… senhor… — disse sentindo meu corpo todo entrar num enorme frenesi incontrolável, enquanto meu interior era preenchido cada vez mais rápido e forte — Ahhhh! — gritei ensandecida, cravando minhas unhas em suas costas, meu ventre queimando e pulsando novamente a beira de enlouquecer.

— ISSO, GOZA NO SEU DONO! ME LAMBUZA TODINHO! — rosnou me estocando alucinadamente, onde não aguentei e mais uma vez me desmanchava num orgasmo violento.

— Ahhhhhhhhhhhhhh que loucuraaaaa! – gritei totalmente sem controle, enquanto sentia ele se afastar e sair de meu interior.

— FAREI VOCÊ SE ARREPENDER DE TER ENCOSTADO ESSA SUA BOCA EM OUTRO QUE NÃO FOSSE SEU DONO! — saindo de dentro, me soltou e fui parar ao chão, minhas pernas não se sustentavam, estavam trêmulas e pareciam gelatina, ainda sentia os efeitos do incrível prazer que tive.

— AJOELHA VADIA! — mandou, vi sua respiração ficar mais pesada e suas presas êmula, me ajoelhei a seus pés, enrolou meus cabelos em suas mãos enquanto segurava meu queixo e ordenou:

— ABRA SUA BOQUINHA E COLOQUE SUA LÍNGUA PARA FORA, ENQUANTO ENTRO NELA TODINHA — estremeci acatando.

INUYASHA

Ver Kagome toda submissa e com a língua esperando por meu membro, me deixou louco de desejo, senti ele entrando em sua boca se adaptando devagar, então comecei a estocar em movimentos lentos e profundos, chegando até o fundo daquela garganta deliciosa, fazendo-a engasgar a ponto de quase sufocar e logo em seguida saía. Fiquei nesse ritmo até que percebi meu membro endurecer e ficar, se isso fosse possível, ainda maior. As estocadas ficaram mais rápidas, a excitação era incrível, meu corpo todo vibrava de tanto tesão, olhei para baixo e vi seus olhos lacrimejando.

— CARALHO, QUE BOCA DELICIOSA, VOU FODER ELA AGORA! — gritei enquanto empurrava mais rápido e fundo, sentindo o fundo quente e molhada de sua garganta, sua boca me apertava e sentia aquela língua me acariciando em meu comprimento e também na cabeça. A safada aprendia muito rápido e isso foi o estopim para ver meu pau endurecer a ponto de doer de tanto tesão e logo depois expelia meus líquidos quentes e viscosos, jorrando em sua garganta, fazendo ela engolir tudo.

Ainda com seu membro na boca percebi que ela tentava respirar com dificuldade, dei um sorriso sádico e senti seu cheiro ficar mais forte me deixando mais excitado ainda.

— GOSTOU NÉ, CACHORRA! — disse enquanto tirava de sua boca — AGORA VEM AQUI, DEIXA EU SENTIR ESSA BOQUINHA GOSTOSA NOVAMENTE — num movimento rápido, enlacei sua cintura e a coloquei-a de pé, segurando em sua nuca, beijei-a sugando sua língua, misturando meu gozo em nossas bocas.

— CADELA VOCÊ QUER MAIS? SEU CHEIRO PICANTE TE DENUNCIA HAHAHA! — gargalhou, virei-a de costas, esfregando minha dureza em suas nádegas enquanto beliscava seus mamilos durinhos — HUM QUE FRAGRÂNCIA IRRESISTÍVEL! — disse enquanto lambia aquele pescoço macio e esfregava meus dedos em seu clítoris inchado e sensível.

— Mais… — murmurei gemendo

.

— MAIS, O QUE VADIA? — questionei rosnando excitado.

— Mais, por favor, senhor! — ronronou desesperada.

Enterrei meus dedos naquela cavidade extremamente molhada, eles entravam e saíam freneticamente enquanto beliscava aqueles belíssimos seios! Sentias seus fluidos escorrerem entre suas coxas grossas, me deixando mais enlouquecido de desejo.

Esfreguei meu membro entre aquelas nádegas alvas, sentindo o corpo de Kagome começar a tremer e se contorcer ante a expectativa do que viria depois. Agarrei sua cintura, esfregando meu comprimento em sua bundinha já avermelhada, separei suas metades vendo seu buraquinho pequeno e inexperiente, esfreguei meu polegar já todo melado de seus líquidos e entrei forçando aquele buraquinho muito apertado. Senti o corpo de Kagome enrijecer, então com a outra mão adentrei em sua bocetinha toda melada, esfregando sem parar, enquanto estocava meu dedo em seu orifício no mesmo ritmo. Seu corpo tremia descontrolado, seu quadris se remexiam num vai e vem se enterrando em meus dedos, frente e traz, sentia ela cada vez mais alucinada e gritando de prazer pedindo mais.

– Que magnífico! Mais… mais! Por favor!

Segurei-a fortemente, enfiando minha língua em seu ouvido, falando safadezas, enquanto fodia ela com meus dedos num ritmo alucinante

— Ahhhhhh Kami-sama! — ouvi minha cadela gritar e tremer, enquanto soltava jatos de um intenso orgasmo, para logo depois cair de joelhos aos meus pés, sem forças, seu corpo estremecendo de prazer.

— ISSO, DE QUATRO, CADELINHA! — disse me posicionando atrás dela.

Sem dar tempo dela se recuperar, enfiei minhas garras levemente em sua cintura e entrei sem pedir permissão, me afundando freneticamente em sua intimidade totalmente lubrificada enquanto estapeava aquelas maravilhosas nádegas totalmente expostas em minha direção.

— MINHA FÊMEA DELICIOSA, QUE MOLHADA VOCÊ ESTÁ! — continuei entrando e estocava incessantemente, meu membro novamente rijo e doído de tanto tesão. Segurei seus braços para trás, fazendo seu corpo arquear e ficar imóvel enquanto golpeava seu interior. Seus seios sacudiam na mesma velocidade que meus golpes, meus instintos começaram a ficar mais fortes e intensos e não conseguia controlar mais minhas emoções.

— Ahhhhhhhhhhh! – Kagome gritava enlouquecida.

Nesse momento minha energia sinistra aumentou muito, foi quando num segundo de sanidade soltei seus braços e segurei em meu relicário.

"NÃO! IREI FAZÊ-LA MINHA HANYOU, DEIXE-ME TOMÁ-LA!", rugiu furioso o youkai em minha mente, ainda estocando Kagome sem parar.

"Eu estava perdendo totalmente meu controle, me tornando um youkai completo! Não queria isso, ele iria machucá-la!", então numa força sobre-humana e segurando no kotodama apliquei as técnicas de respiração e os mantras que o monge havia me ensinado, quando me explicou a executar a meditação. Concentrei-me mesmo ainda não tendo o domínio total de meu corpo e depois de um tempo em meditação percebi a energia demoníaca diminuindo e fui gradualmente retornando ao comando de meu corpo.

– Ahhhh Kagomeeee! — Foi só o que consegui falar assim que consegui meus sentidos de volta, ejaculando intensamente em seu interior.

*Jutsus, Shinobi e Nindo - Referências ao anime Naruto.

Notas Finais

Quero pedir desculpa já de antemão, por qualquer desconforto que sentiram com esse capítulo, mas foi necessário para o desenvolvimento da trama.

Agradeço à todos os lindos e carinhosos comentários me incentivando a continuar, deixem essa que vos escreve feliz e continuem comentando, beijos no coração!