Notas do Autor
Me atrasei um pouquinho, mas aqui estou meus queridos leitores, com mais um capítulo feito com muito carinho e dedicação, esperto que todos gostem.
Agradeço de coração à todos que comentaram, deixando esta que vos escreve muito feliz!
Aproveitem a leitura!
# os personagens não me pertencem e sim a Rumiko Takahashi.
# as imagens não são de minha autoria.
Capítulo 7 - Coração desprezado
INUYASHA
Acordei não conseguindo me localizar onde estava nos primeiros instantes, olhei ao meu redor e viu o corpo nu de Kagome ao meu lado, me sobressaltei e em seguida verifiquei se ela não estava machucada, constatei que só haviam alguns arranhões na cintura, coxas e seios, e alguns hematomas em seu pescoço, provavelmente decorrente das chupadas que "ele" deu nela. Por que estava falando "ele"? Não havia sido ele e sim eu quem fez aquilo! Eu a subjuguei! Kami! A que ponto cheguei! Como irei olhar para ela agora? Será que iria me odiar? Observei-a e dormia tranquilamente, mas e quando ela acordasse? Coloquei minha calça e como suas roupas estavam todas rasgadas a vesti com minha camiseta.
– Humm… não Inuyasha… – resmungou dormindo, enquanto colocava minha camiseta nela.
Como fica linda me chamando, sorri abobado. Peguei-a em meus braços, senti ela encostando a cabeça em meu peito e suspirando.
É… ela deve estar cansada, pensei, então comecei a pular os galhos e prédios, evitando ao máximo as pessoas, pois não estávamos devidamente vestidos. Cheguei ao templo rapidamente, sendo que o parque não era tão longe, saltei até a janela do quarto dela entrando e fazendo menos barulho possível.
Coloquei Kagome deitada em sua cama e me ajoelhei ao seu lado observando seu lindo rosto, estava tão sereno, o que era muito raro isso nela, sempre tão nervosa e bravinha, ri internamente. Mas, ao mesmo tempo, era carinhosa e se preocupava comigo e todos ao redor, ajudando aos necessitados sem fazer distinções, se era abastado ou necessitado, humano ou youkai, Kagome era sem dúvida uma mulher de coração puro e bondoso.
"E mesmo assim ela quis ficar comigo?" Me questionei. Um hanyou sem nada! Não tinha família, nem posses. Fui rude e insensível com ela, a desprezei logo quando nos conhecemos, e a fiz sofrer muito com minha culpa e ações com a Kikyou, até tentar matá-la eu tentei, sei que foi no início, mas como? Como ela conseguia me perdoar sempre?!
E agora, como ela vai aceitar isso que aconteceu? Meu lado youkai praticamente forçou a se entregar! Eu não entendia, por que só agora estava perdendo o controle tão facilmente? Seria devido aos meus sentimentos, como o monge tinha me falado? Ahhh como eu queria o Miuga agora para me ajudar a entender. Sim, o youkai pulga era um covarde irritante, mas não podia negar, era muito inteligente e sabia das coisas, tudo relacionado aos youkais e especificamente sobre o meu clã Inu era um conhecedor nato. Queria muito poder tirar essas dúvidas sobre o meu lado youkai querendo tomar o controle quando se tratava de Kagome, por que isso agora? Ficamos tanto tempo juntos e com tantas situações perigosas e isso nunca aconteceu.
Eu poderia ir até meu tempo e tentar resolver essas questões, mas o meu medo era muito maior, medo de não conseguir voltar mais através do poço e não vê-la nunca mais, não sei se aguentaria novamente aquela tortura que foi esperá-la por três anos, e o pior, se fosse definitivo e nunca mais conseguisse vê-la.
Estava ainda remoendo meus pensamentos e notei Kagome ainda dormia profundamente, então a cobri e fui até o quarto de Souta, onde estavam minhas roupas e logo após fui tomar um banho, a noite havia sido exaustiva, mas apesar de tudo tinha gostado muito de poder ter lhe tocado novamente, sentir sua pele, seu cheiro, beijar aqueles lábios tentadores, seu corpo perfeito e delicioso… ah mulher não sabe como senti sua falta, pensei enquanto ligava o chuveiro.
KAGOME
Hummm, que sensação boa, pensei enquanto acordava. Olhei em volta e reconheci meu quarto, ainda sonolenta me levantei esticando meus braços sentindo meu corpo dolorido.
– Nossa que sede, mas preciso ir ao banheiro antes - falei comigo mesma.
– Ahhhhh! - gritei assustada assim que me olhei no espelho, e as lembranças começaram a chegar uma atrás da outra.
Meu pescoço cheio de hematomas, minhas nádegas e coxas toda arranhada, minha intimidade tinha uma leve ardência e podia sentir os fluidos que escorriam… – Kami! O que eu fiz?! – pensei.
Liguei o chuveiro e comecei a me ensaboar – Aí… – estava ardendo e tudo dolorido, minha intimidade estava inchada e assim que coloquei minha mão lá, as imagens começaram a surgir, eu e Inuyasha naquele bosque, nus e transando, e como tinha sido tudo excitante ao extremo, vê-lo daquele jeito rude e com aqueles olhos vermelhos, e garras maiores, aquelas marcas em seu rosto deixando muito feroz, não sei o porquê, mas me deixou totalmente a mercê dele, eu tinha gostado e muito!
Sem perceber estava gemendo e me tocando.
– Humm… ahhhh… - Não consegui parar, essas lembranças me excitavam muito. Eu tinha feito sexo com um hanyou, mas que parecia até um youkai! Será que ele fica sempre assim quando transa? – Ôhnnn… aaaahhh! - Meus dedos se movimentavam instintivamente, pra cima e pra baixo, forte e fraco, minha outra mão subiu até um dos meus seios apertando e puxando o mamilos já duro, como "ele" havia feito comigo, e quando encostei em meu pontinho que já estava sensível e agora inchado de tanta excitação, um orgasmo forte e intenso veio! Meu corpo tremeu e minhas pernas amoleceram, tive que me escorar na parede para não cair.
— Ah! O que foi que me tornei?! — gemi assustada.
Com a respiração ainda desregulada, terminei meu banho, me enxuguei e sai para meu quarto enrolada na toalha, dando de cara com Inuyasha encostado na janela.
– O que está fazendo aqui?! - perguntei trêmula. Nossa, como ele estava lindo! O vento balançando seus cabelos ainda úmidos trazendo um maravilhoso cheiro, provavelmente ele acabou de sair do banho, uma regata branca mostrando seus braços e uma bermuda vermelha justa agarrada em suas coxas, nem sei quando comecei a suar e morder meus lábios.
– Keh! Melhor parar com isso mulher, caso contrário vou ter que te beijar agora mesmo se continuar mordendo esses lábios tentadores — disse enquanto caminhava em minha direção, com aquele olhar que me desestabilizava toda. Percebi ele cheirando o ar — O que estava fazendo no banheiro ein Kah? — perguntou sorrindo malicioso.
— E… eu não estou fazendo nada — Seu olhar me hipnotizava, esses olhos amarelos — Pare onde está! - Ergui minha mão que foi parar em seu peito, quente e firme, pude sentir seu coração acelerado.
– Kagome, precisamos conversar - disse segurando minha mão levado aos seus lábios, beijando-a, me fazendo arrepiar – Depois do que aconteceu essa noite… eu… preciso me desculpar! - disse angustiado.
– Não …
– Me deixe falar por favor! - pediu, agora segurando minhas duas mãos, em seguida vi seu olhar em meus seios que estavam parcialmente à mostra por causa da toalha – Eu… é… nós precisamos falar sobre ontem, eu perdi o controle e meu lado youkai assumiu e eu… eu tentei me controlar, mas quando te vi beijando aquele maldito cara foi demais, meus instintos falaram mais alto e infelizmente aconteceu… errr… o que fizemos - seu rosto estava ruborizado enquanto encarava o chão.
– Inuyasha… acho que… está tudo bem - seus olhos me encaravam arregalados – É sério, eu percebi o seu descontrole, seus olhos estavam vermelhos e nem lembrava você falando - agora era meu rosto que estava rubro lembrando das palavras que o youkai dizia, enquanto transávamos como loucos, eu aceitando tudo.
– Você não está com raiva de mim? - murmurou constrangido – Não sentiu medo?
Respirando fundo, puxei ele até minha cama sentando e sinalizando para ele sentar ao meu lado.
– Olha, eu não posso dizer que não senti um pouco de medo, foi mais um receio sabe, porque a sua raiva eu vi que estava direcionada toda ao Hojo e não a mim, e também porque para mim era como se fosse a primeira vez, porque não me lembrava de nada anteriormente. E depois que você me pegou no colo, não foi rude nem agressivo, então senti que não iria me machucar - respondi olhando para minhas mãos em meu colo.
- Sobre sentir raiva de você - continuei – Já faz um tempo que não tenho mais esse sentimento, eu estive te observando esse tempo em que esteve perto e sei que não é um monstro, eu queria muito me desculpar por aquele dia no hospital e pelas outras vezes que fui grosseira e te ofendi, tive uma ideia muito errada sobre você.
– Kagome, você não tem ideia como suas palavras me deixam feliz - disse se ajoelhando à minha frente segurando novamente em minhas mãos – Eu sofri tanto longe de você, todos esses meses te esperando, claro eu estava feliz que você não estava mais correndo risco de vida, mas não poder chegar perto, te abraçar e te beijar, eu te amo tanto…
– O quê?! - gritei e num pulo me soltei e ficando em pé – Eu acho que você não me entendeu Inuyasha, eu disse que não sinto mais raiva e medo, mas acho que está confundindo as coisas, eu não falei de ficar junto e nem de amor…
Inuyasha levantou-se lentamente e me olhou, pude perceber seus olhos confusos e trêmulos.
– Você quer dizer que transamos, mesmo no meu modo youkai, e que você gostou, porque, ahhh! Eu pude sentir que você gostou! - começou falando cada vez mais agitado – Mas que você não quer nada comigo, o que quer dizer com isso? É por causa daquele cara que você estava beijando? Você tem sentimentos por ele? - perguntou, senti a angústia em sua voz.
Recuei alguns passos, estava me sentindo desprotegida somente com aquela toalha e aquele olhar acusador.
– Eu não sei! Eu gostei, sim, gostei muito do que fizemos, mas você está falando de amor, de querer estar perto, está me deixando confusa, porque eu não tenho lembranças de nós e mal te conheço, então como posso falar em amor! Isso é muito sério e eu não posso me envolver assim, não consigo! - minha mente estava um caos, não conseguia pensar direito, eram muitas informações ao mesmo tempo — E sobre Hojo, foi ele quem me beijou, eu fiquei muito abalada com a declaração que ele fez pra mim, foram muitas coisas que aconteceram nesse pouco tempo, eu estou muito confusa com tudo o que tem acontecido com a minha vida, não sei mais o que fazer dela!
– Está querendo dizer não quer ficar comigo, mas do sexo você gostou? É isso?! - disse já alterado – E que outra pessoa te beijou e você não sabe se gostou? Acho que vou enlouquecer! - Inuyasha andava de um lado para o outro, com as mãos em suas cabeça muito arisco.
– É melhor você sair, a gente conversa isso depois, ok? - falei ofegante, não queria que as coisas ficassem mal – Eu preciso me trocar e sair pra resolver uma coisinha - disse, eu tinha a questão da pílula que não saia da minha cabeça, precisava resolver isso hoje sem falta.
– Que coisas você tem mais urgente para resolver que nosso assunto?! - perguntou muito irritado agora.
– É sobre não termos usado preservativo quando fizemos sexo, eu preciso resolver isso ok! - respondi nervosa.
– Preservativo? O que é isso? - questionou.
Foi quando percebi que provavelmente ele não deveria saber nada sobre isso, é lógico que não, ele vive na era feudal!
– Então, preservativo é um maneira de fazer sexo sem ter perigo de engravidar, ou seja, ter filhos - Inuyasha me olhava aturdido enquanto explicava – E como não usamos o preservativo, e você sabe… hãn… Ejaculou dentro de mim, eu corro risco de engravidar.
– Kagome, você pode estar grávida de um filhote meu? - murmurou, seus olhos me encaravam fixamente.
– Tem uma maneira de evitar isso, uma pílula, é um remédio que faz com que isso não aconteça, você entende Inuyasha? - tentei explicar.
Seus olhos estavam ainda fixos em mim, agora levemente arregalados, percebi um tremor neles.
— Estou entendendo errado ou você quer livrar da possibilidade de estar grávida de um filho nosso? É exatamente isso que estou ouvindo?! — notei sua expressão perplexa.
Não conseguia encará-lo, percebi que ele não iria sair do quarto, então fui até o guarda-roupa, separei umas peças e me direcionei até o banheiro.
— Espere aqui, vou me trocar — informei sem me virar.
Quando voltei, Inuyasha estava andando de um lado para o outro, suas mãos balançavam como se falasse sozinho.
— Inuyasha? Você está bem? — questionei.
Ele parou vindo em minha direção, seu rosto estava tenso.
— Me responda à pergunta que te fiz… — disse sério.
Respirando fundo, olhei em seu rosto sofrido, eu tinha que ser cem por cento sincera com ele.
— Sim! — respondi, olhando profundamente — Eu não posso ter um filho agora! Eu… eu… tenho minha faculdade, preciso de tempo para me dedicar aos meus estudos e minha carreira, e eu não conseguiria tudo isso com um filho agora Inuyasha, tente compreender… — disse tentando segurar em suas mãos.
— Você… você está planejando ficar aqui na sua era? É isso que está dizendo? — perguntou soltando minhas mãos.
Seus olhos estavam atordoados e tristes, pareciam que iria me perfurar a alma, suspirando profundamente, se virou e caminhou em direção à porta, sua mão trêmula segurou na maçaneta, percebi que sua cabeça estava baixa, mas antes de abrir a porta ele parou.
— Kagome? Você não voltará a me amar novamente né? — Questionou ainda de costas para mim — Não… não pretende vir para nossa casa comigo em minha era certo? — Ouvi quase um sussurro.
Fechei meus olhos pensativa enquanto ouvia o quanto sua voz estava aflita e triste.
"Mas como poderia responder àquela pergunta? Amar?"
"Eu perdia o controle de meu corpo quando ele me tocava, mas eu não tinha sentimentos por ele… certo? Ele quer que eu vá para a era feudal com ele?!"
"Deixar tudo, minha família, meu lar, amigos, escola, uma carreira, deixa tudo isso para segui-lo?!"
Meus pensamentos estavam embaralhados, meu coração oprimido, eu não conseguia dar uma resposta neste momento a ele. Foi quando ouvi a porta batendo, olhei a minha frente e não o vi mais.
— Ele foi embora?! — murmurei triste.
INUYASHA
Esperei ansioso por sua resposta, ainda com esperanças que ela dissesse que me amava e que voltar comigo para nosso lar. Quando percebi que ela não tinha respostas para minhas perguntas resolvi sair, me senti sufocado e um desespero crescente começou a se instalar em meu coração. Nunca pensei que estaria numa situação dessas, não sabia o que fazer! Ela não quer vir comigo, mas eu a entendia… ela não se lembra, de nosso lugar, de mim, de nada! Ela não tem culpa! Somente eu sou o culpado dessa situação, eu não pude protegê-la daquele maldito! – sem perceber eu já estava socando a parede do corredor, eu socava sem parar, descontando minha raiva e frustração.
– Inuyasha, querido! - Senti braços acolhedores me envolvendo, eu já sabia quem era, e sem me importar com minha condição me virei abraçando àquela que sempre tinha um colo para me confortar.
– O que aconteceu filho? - sua voz preocupada.
Como era bom ter alguém para me acalentar e dar carinho sem julgamentos ou repreensões.
– Kagome, ela não quer voltar, ela não retribui mais meus sentimentos - respondi ainda no aconchego de seu abraço – Eu a perdi…
– Vamos para a cozinha, vou te fazer um chá calmante e iremos conversar ok? Me conte tudo e tentaremos resolver juntos - a mãe de Kagome falava enquanto me puxava pela mão.
Após algum tempo conversando e tomando seu chá consegui me sentir melhor e um pouco mais calmo, estava olhando aquela mulher forte à minha frente que em muitas coisas lembravam minha mãe. Seu carinho e dedicação a família, mulher lutadora que se empenhava em manter todos bem e com conforto, gentil e de bom coração, que sorte a família de Kagome tinha em, desde sempre terem-na.
– O que foi meu filho, está distante? - me perguntou, sempre preocupada e atenciosa.
– Estava pensando em como teria sido minha vida seu eu ainda tivesse minha mãe, ou uma mãe como a senhora… acho que teria sofrido menos e hoje eu poderia ser mais acessível, menos rude e insensível - tentei me ver sem todos os meus medos e traumas de uma infância e de uma vida sozinho sendo perseguido, me escondendo o tempo todo para não me pegarem.
– Não pense nisso agora, "o passado já está distante e é imutável, você tem o agora e o futuro para viver e ser feliz!" - sentenciou.
Eu fiquei pensando naquelas palavras ainda um bom tempo depois que saímos da cozinha e fui para sala, lá estava Souta que me chamou todo animado para jogar um tal de vídeo game com ele, depois te tanto ele me pediu desde que mudei para cá, acabei aprendendo e gostando muito desse jogo, que parecia uma batalha. Estávamos há algum tempo jogando, e eu, por incrível que pareça, estava ganhando. Então ouço passos na escada e depois fecharem a porta, pelo cheiro era Kagome havia saido.
Será que ela foi atrás do remédio que disse antes? Pensei arrasado.
(...)
Havia passado duas semanas após nossa discussão, naquele dia Kagome voltou logo e subiu direto para seu quarto e não desceu para jantar, eu sabia que era por minha causa e quis ir conversar com ela, mas a senhora Higurashi me disse para deixá-la descansar e se acalmar, concordei, sabendo que era o melhor a se fazer.
Depois disso, não falamos mais a respeito do que aconteceu e do desentendimento que tivemos. Os dias passavam arrastados para mim, eu a via somente quando tomávamos o café da manhã, almoço ou jantar, ela evitava me olhar ou falar comigo, somente o necessário. No restante do dia Kagome ficava em seu quarto ou saía para encontrar com suas amigas, quando ela voltava eu notava que ela não tinha o cheiro daquele "amigo" Hojo nela, então ficava mais tranquilo.
Aliás, sobre esse maldito, fiquei sabendo que no dia que levei Kagome, ele ligou para a mãe dela, dizendo que alguém havia levado ela, que parecia um animal, ele disse que ia chamar a polícia, mas a senhora Higurashi pediu a descrição de quem a levou e após constatar que só poderia ser eu, disse que estava tudo bem, que não precisava chamar a polícia, que "a pessoa que a levou" não iria fazer mal a sua filha.
Ela me disse que foi um pouco difícil convencê-lo de que Kagome estava bem porque a pessoa que a levou era na descrição dele, um animal com garras, presas e olhos vermelhos, me senti envergonhado por ela saber o que aconteceu, mas depois disso ela não tocou mais no assunto.
Eu também podia ouvir as conversas com a mãe dela, sobre ela entrar em uma "faculdade", não sabia bem o que era, mas depois descobri que eram sobre os estudos.
A cada dia que passava eu percebia que ela refazia sua vida, estava feliz e seguindo em frente. E eu cada vez mais me sentia deslocado e fora da realidade que estava vivendo, mesmo com todo o carinho que recebia daquela amorosa família.
Mas o que mais me afetava era essa distância entre nós, que me enlouquecia, não sabia mais o que fazer e como agir, aliás, até sabia, mas não queria admitir, eu sabia o que deveria fazer.
– Já deveria ter tomado essa decisão, mas sabia o quanto seria difícil…
