Notas do Autor
Dessa vez eu me atrasei demais né? Me desculpe queridos leitores, mas não é tão fácil conciliar todos as tarefas do dia a dia e ainda sobrar tempo para escrever.
Agradeço de coração à todos que comentaram, e favoritaram, fiquei muito feliz.
Aproveitem a leitura! # os personagens não me pertencem e sim a Rumiko Takahashi. # as imagens não são de minha autoria.
Capítulo 8 - Seja feliz
KAGOME
Quando olhei para a porta e não vi mais Inuyasha, uma estranha angústia se abateu em meu interior, ainda tentava pensar numa resposta à pergunta dele, refletindo no que perguntas que tinha me feito: "Se eu estava fazendo planos para ficar na minha era? E se eu não pretendia voltar com ele para a nossa casa!". Mas como assim? Ele… ele achava que eu deveria voltar mesmo com ele? Largar tudo, minha casa, família, meus amigos, meus estudos e carreira? Mas, porque me parecia que eu já havia feito essa escolha, porque parecia que não era tão absurdo assim?!
Então me lembrei das conversas que tivemos eu e minha mãe, onde ela me contou desde quando comecei a viajar no tempo e lutar contra youkais, e depois a decisão de ficar por lá com Inuyasha, mas no momento tudo me parecia um conto de fábulas da era medieval, não conseguia entender como uma pessoa largava tudo para ficar em uma era totalmente diferente, sem recursos nenhum, tendo que batalhar para sobreviver e com certeza uma vida muito diferente do que tenho hoje.
Minha cabeça parecia explodir, então resolvi descer e ir até a farmácia resolver a situação mais urgente, que era tomar a pílula do dia seguinte, eu não podia tomar uma decisão dessas de ter um filho agora, principalmente de um hanyou que eu mal conhecia.
Desci as escadas mais silenciosa possível e saí em direção à farmácia, após comprar o que precisava, voltei e subi direto para meu quarto, não queria ter que encarar Inuyasha novamente e não ter respostas para as perguntas que ele me fez, como estava próximo do jantar então resolvi tomar outro banho, mas dessa vez foi na banheira, coloquei alguns sais calmantes para relaxar minha pele. Por sinal, eu tinha um ótimo de sálvia com alecrim, era excelente e foi o que acabei usando.
Estava já há uns 20 minutos curtindo meu banho de imersão, estava mesmo precisando, porque ainda sentia meu corpo dolorido e uma leve ardência em minha intimidade, quando ouço baterem na porta, era minha mãe que dizia haver trazido meu jantar e deixado no quarto, eu agradeci, me enxaguei e sequei, abri a porta e o quarto estava escuro, já havia anoitecido.
Terminei de me trocar e peguei meu jantar, nem havia notado, mas estava com muita fome, e comi tudo rapidinho, nossa estava excelente, como sempre, minha mãe era uma cozinheira maravilhosa. Enquanto respondia algumas mensagens no celular de minhas amigas, ouvi baterem na porta:
– Filha, posso entrar?
– Sim mamãe, não precisa nem perguntar - respondi e a vi entrar sorrindo, ela sempre era assim, tinha sempre um sorriso acolhedor para mim.
– Já terminou seu jantar? Percebi que estava no banho e que não queria descer, então trouxe para você, estava bom? - disse já pegando o meu prato para levar.
– Como sempre estava maravilhoso… – respondi – Mãe, você pode ficar aqui um pouquinho? - ela assentiu, colocando o meu prato na mesinha e sentando-se ao meu lado.
– Diga filha, o que está acontecendo? Eu percebi que você e Inuyasha chegaram tarde ontem e depois ficou um clima estranho entre vocês, aconteceu algo grave?
– Nós saímos para conversar e as coisas passaram um pouco dos limites - contei, tentando não entregar tudo o que havia acontecido para minha mãe – Mas depois ele me trouxe aqui e conversamos, e foi depois dessa conversa que discutimos e ficou tudo confuso.
– Kagome, tem que entender a sua situação, há poucos meses você sofreu ataque de um youkai, quase morreu e ficou em coma por três meses, e o resultado foi a perda de sua memória e vivências de tudo o que aconteceu no Sengoku Jidai*. Muitas mudanças aconteceram e agora você precisa se adaptar, então não se cobre tanto. Ainda irá sentir-se insegura, cometer erros, mas nunca se esqueça que sempre tem um aprendizado em tudo aquilo que vivemos, sejam nas coisas boas ou ruins, no final restara só o amadurecimento.
Enquanto minha mãe falava ia assimilando suas palavras e cheguei a conclusão que estava me cobrando demais por tudo que passei, que o tempo iria acabar me dizendo o que preciso para acalmar meu coração. Um pouco depois mamãe saiu e fiquei só, e a minha frente a caixa do comprimido que deveria tomar, mas não conseguia! Meu coração acelerava toda vez que pensava se poderia estar grávida. Minha família eram descendentes de sacerdotisas e monges que trabalhavam no templo e em prol dos necessitados, havia sido criada nessas mesmas crenças, meu interior estava em um conflito terrível, aos mesmo tempo que sabia que o melhor era tomar para que não surgisse nenhum problema futuro, por outro lado, tinha minha fé que não suportava a ideia de interromper uma vida, não qualquer vida, um filho meu, se é que eu estivesse esperando um. Então lá se foi a caixa para o lixo, havia tomado minha decisão. Fui dormir tentando não pensar muito a respeito do que acarretaria essa decisão.
...
Nas duas semanas seguintes, como havia prometido a mim mesma, não pensei muito a respeito do que decidi e me concentrei nos meus problemas atuais, eu precisava ir atrás da papelada para fazer minha inscrição para a faculdade, procurar um trabalho, porque precisava ajudar minha mãe, agora que já tinha idade suficiente para isso.
Tentei interagir o menos possível com Inuyasha nesse tempo, não sabia o que falar e nem como agir perto dele. Não contei que não havia tomado a pílula, eu não sabia como conversar sobre isso, resolvi esperar e ver se realmente eu estivesse grávida, aí sim, teríamos essa conversa.
Me encontrei com minhas amigas ainda algumas vezes, mas não vi mais Hojo. Achei melhor assim, por não queria ter que explicar o que aconteceu naquela noite, não saberia o que dizer. Quando retornava para casa, reparei que Inuyasha estava sempre me esperando com um olhar triste, como se quisesse me dizer algo, mas depois ele voltava a continuar o que estava fazendo. E por falar nele, era uma presença constante, ajudando vovô com seu estoque de pergaminhos sagrados e itens raros do templo, também estava o tempo todo auxiliando mamãe em casa, seja para arrumar alguma coisa quebrada ou até para estender as roupas no varal, tirar o pó e até lavar o banheiro! Fiquei admirada como ele aprendia rápido as coisas que não sabia fazer, aprendeu até a jogar vídeo game com o Souta e pelo jeito jogava bem, notei após ver meu irmão brigar com ele quando perdeu.
Era somente comigo que a distância se fazia presente entre a gente, mas sabia que era por minha causa, eu quem estava sempre me esquivando, fazia minhas refeições rápido e ficava no meu quarto, ou saía com minhas amigas, também fui atrás da minha inscrição na faculdade, mas sempre mantive a distância dele. Não queria me apegar, mas ficava cada vez mais difícil, todos gostavam muito dele, houve um dia que minhas amigas vieram me visitar e ficaram encantadas em vê-lo novamente, pois é, eu não me lembrava desse momento anterior, mas elas lembraram de quando passaram a tarde aqui conversando com ele, claro que ele estava o tempo todo de boné para esconder suas orelhas. Tomamos chá com biscoitos, elas fizeram todas as perguntas mais inconvenientes possíveis para ele, e no final do dia saíram de casa animadas e sorridentes, dizendo o quanto Inuyasha era gentil e educado, como ele tinha olhos lindos e um cabelo que era diferente, mas belíssimo, que o deixava muito sexy!
– Meninas! Chega de falar do Inuyasha, vocês gostaram mesmo dele ein! - reclamei depois que saímos de casa.
Havia acompanhado elas até a estação do metrô perto de casa.
– Kagomeee! Como vocês não estão namorando mais? Me conta como isso aconteceu? - desta vez foi Ayumi quem perguntou toda curiosa.
– Pois é amiga, você vai deixar esse gostoso a solta assim? Não vai demorar muito pra alguém laçar ein?! - Yuka falava com os olhos brilhantes e sonhadores.
– Yuka! Desse jeito a Kagome vai pensar que você está interessada nele? - ralhou Eri.
– Calma meninas, estávamos namorando quando aconteceu o acidente, e agora não me lembro de mais nada, nem dele e nem do nosso namoro, então resolvemos ficar amigos por enquanto, pelo menos até que eu consiga minhas memórias de volta, se voltarem - expliquei.
– Nossa amiga, que barra essa sua situação não?! Mas você não sente nada por ele, não lembra de nadinha?
– Não Ayumi, não me lembro de nada. Sobre sentir algo por ele… tenho sentimentos por ele sim, mas não sei se são tão fortes para voltarmos a namorar ou algo assim. Também o acho muito bonito e ele mexe comigo, mas estou muito confusa com tudo o que aconteceu, é muito recente.
– Mas isso de não ter sentimentos pra namorar é só da sua parte, né Kagome? - Questionou Eri – Porque amigaaa! Ele só tem olhos pra você, o tempo todo ele ficava te encarando e seus olhos chegavam a brilhar de tão apaixonado!
– Eu também percebi! Só faltava ele babar em cima de você!
– O quê? Para com isso Yuka, não é pra tanto assim?! - estava muito constrangida com tudo que elas falavam.
– Kagome, sabe que somos suas amigas e praticamente irmãs, e não falaríamos nada para você ficar triste ou sentir-se mal. Mas amiga, não demore muito para ter certeza sobre seus sentimentos, porque eu percebi que o amor dele é imenso, mas nada, nada mesmo aguenta a indiferença, nem o amor, ok? - Olhei e todas concordaram.
Depois de Eri dizer isso, me deu um abraço e correu, pois seu trem havia chegado, logo após Yuka e Ayumi também pegaram suas respectivas conduções e eu voltei para casa com mais essa conversa em minha mente a me atormentar.
Estava subindo as escadas do templo quando olhei e vi Inuyasha lá parado encostado de braços cruzados, nossa como estava lindo, tentei me segurar e não babar.
– Inuyasha você está bem? - perguntei, percebi que seu semblante estava triste.
– Não Kah, não estou nada bem… - me olhou profundamente suspirando – Precisamos conversar.
– E… eu não acho uma boa ideia, quem sabe outro dia?
– Eu posso esperar, mas não muito - disse após me olhar seriamente, virou-se e entrou cabisbaixo.
Percebi que a conversa deveria ser séria, ele deve estar querendo saber sobre a pílula, acha que tomei, e isso! Melhor conversarmos mesmo, esclarecer isso, para as coisas não piorarem. Mas antes precisava comprar um teste de farmácia. Iria amanhã sem falta e dependendo do resultado a conversa será agradável ou não, entrei em casa pensando que amanhã esse assunto seria resolvido e isso me deixou mais angustiada ainda.
...
Acordei cedo no dia seguinte e desci para tomar meu café da manhã, estavam minha mãe toda arrumada preparando nosso desjejum com vovô e Souta, Inuyasha não havia descido, achei estranho.
– Filha, que bom que já acordou! - disse mamãe enquanto colocava os alimentos na mesa.
– Obrigado mamãe, mas onde a senhora vai toda arrumada assim? - perguntei enquanto abocanhava um oniguiri*, estava delicioso - Hummm que delícia senhora Higurashi, já pode casar de novo! - brinquei, e todos na mesa riram.
– Pare com isso filha, casamento para mim é um só, e foi com seu pai que eu amava e ainda amo - comentou sorrindo – E sobre a roupa, seu avô recebeu um telefonema de um primo do interior avisando que o mesmo faleceu, e parece que ele tem uma parte de uma herança para receber.
– Sinto muito vovô… – viu seu avô dar um pequeno sorriso triste, mas não comentou nada.
– Nós iremos acompanhar seu avô para os preparativos do funeral, e provavelmente só voltaremos amanhã.
– Nós? – perguntou Souta.
– Sem reclamar Souta! Tome seu café, aliás vovô também, terminem logo, precisamos sair para não perder o trem expresso - nisso todos pararam de falar e continuaram a tomar o café-da-manhã, nossa minha mãe sabia comandar as coisas aqui em casa.
Terminados de comer e disse a mamãe que eu lavaria a louça, então todos se arrumaram e despediram, antes de sair minha mãe me chamou num canto para conversar.
Dei um abraço em todos, em especial ao meu avô.
– Minha netinha, se a herança for um dinheirinho bom, prometo que substituo sua bicicleta por um carro, o que acha? - disse vovô todo eufórico.
– Uau vovô, obrigada! Isso que é presente, e não aquela mão mumificada de um Kappa* que me deu no meu aniversário de 15 anos, lembra? - Todos caíram na gargalhada, menos vovô claro!
– Filha, Inuyasha hoje não desceu para comer, achei ele bem tristinho ontem, leve o café da manhã para ele, por favor, ok?
– Tudo bem mamãe, pode deixar eu levo - nos despedimos com um abraço e todos saíram deixando a casa silenciosa.
Terminei de lavar a louça e guardar os mantimentos da mesa, não antes de separar os que levaria para Inuyasha, coloquei numa bandeja e subi até o quarto do meu irmão.
Toc, toc, toc…
– Inuyasha, está aí? - não tive resposta – Se estiver por favor abra a porta… - continuei sem resposta – Vou deixar o seu café-da-manhã enfrente a porta ok? Por favor, coma, se não irá deixar minha mãe triste - "E eu também", pensei. Então deixei a bandeja no chão enfrente a porta e enquanto subia senti uma pequena pontada em minha barriga…
INUYASHA
Estava deitado em meu futon quando ouvi Kagome batendo na porta, naquele momento não queria vê-la então ignorei as tentativas dela tentando me chamar, mas quando ela disse que a mãe dela tinha mandado o Asahogan* e que ficaria triste, decidi comer, lógico esperei ela sair primeiro, quando não ouvi mais nenhum ruído fora, abria a porta e peguei a bandeja, e nossa, na mesma hora despertou meu apetite.
Tudo era muito diferente desse lado do poço, principalmente a facilidade que eles tinham em se alimentar bem todos os dias, e com diversos alimentos deliciosos. Confesso que no começo, quando Kagome começou a trazer essas comidas diferentes eu estranhei muito, menos as batatinhas hahaha, eram deliciosas. Mas agora depois de tanto tempo aqui e comendo todos os dias, aprendi a apreciar diversos tipos de alimentos e hoje posso dizer que gosto muito de todos, e por incrível que pareça, os apimentados também!
Sentei na cama, olhei a bandeja, tinha arroz, sopa de missô, peixe grelhado, tamagoyaki (omelete), tsukemono (conservas), pickles japoneses, nori (alga seca) e chá-verde. E claro, não podia faltar minhas batatinhas favoritas! Será que foi Kagome quem colocou? - pensei animado, mas logo voltei a realidade, ela não se lembrava do que gosto e de nada do nosso passado.
Grrrrrr… Isso já estava me deixando louco, muito irritado e também triste, pensei enquanto comia. Sentia que já estávamos mais íntimos desde quando ela saiu do hospital, hoje ela nem me acha mais um monstro, mas cada vez mais perco minhas esperanças de que suas memórias irão voltar, e quando constato isso, aí sim meu coração dói porque se ela não se lembrar da gente, e não quiser mais voltar, o que irei fazer?
Continuar aqui tentando? Vendo ela sair, estudar e como ela mesma disse, trabalhar, ou seja, eu vou ficar aqui, só esperando que ela volte para casa e se lembre de nós? E se ela começar a gostar de outro, formar uma família com esse tal e me esquecer totalmente…
Não! Eu não aguentaria isso, seria insuportável! Meu lado youkai poderia até tomar o controle de novo e machucar mais alguém, ou pior, até machucá-la! Não suportava mais essa sensação, me sentia um inútil! Eu não tinha nascido nessa era, eu não era daqui!
De repente sinto cheiro de sangue e Kagome gemendo, meus instintos de proteção afloraram me fazendo subir correndo até o quarto dela e abri a porta sem bater, assim que entrei a vejo deitada encolhida na cama, o cheiro fica mais forte, caminho até ela, está de olhos fechados, parecendo com dor, me ajoelho ao seu lado e passo a mão em seu rosto.
– Kagome, você está bem? - pergunto acariciando sua bochecha.
– Inuyasha? - ela murmurou no meio de um gemido.
– Sim, você se machucou? Sinto cheiro de sangue.
Devagar ela abriu os olhos e sentou-se na cama, mas colocou a mão em cima da barriga, apertando o local. O que estava acontecendo?
– Eu estou bem Inuyasha… só com muitas cólicas, cólicas menstruais - murmurou – Você sabe o que é isso né?
Fitei seu rosto. Que raios seria isso?
– Não Kah, não tem a menor ideia, mas sei que você sangra e sente dor - respondi, estava preocupado com ela - Também sei que todas as mulheres, humanas ou youkais, sangram todos os meses, me lembro de perguntar a minha mãe quando era pequeno e ela somente me explicar que todas as mulheres sangravam e que não era educado comentar com elas sobre isso - vi Kagome me olhar e balançar a cabeça sorrindo.
– Isso mesmo, acontece todo mês, somente com as mulheres, por isso não precisa se preocupar.
Vendo a expressão em meu rosto ainda em dúvidas continuou.
– Bom, quando a mulher não fica grávida, o corpo dela expeli o que não foi fecundado, ou seja, uma parte do meu corpo saí e por isso eu sangro, mas não é nada perigoso e nem fatal, ok? Mas isso causa dor abdominal, são as cólicas, nos primeiros dias dói bastante - terminou sua explicação.
– Quer dizer que você não está grávida, é isso? - acho que tinha compreendido.
– Sim, eu ia até fazer o teste hoje para ter certeza, porque você queria conversar comigo e eu queria esclarecer tudo, mas não precisou porque eu sangrei.
Me levantei indo até a janela, respirei fundo, será que foi o remédio que ela disse que ia tomar que fez isso? Não pode ser!
– Kagome, eu preciso perguntar - falei me virando de frente para ela, olhando-a seriamente – Foi devido ao remédio que isso aconteceu?
Vi ela abaixar a cabeça, enquanto ainda comprimia a barriga, e respirar profundamente.
– Não, eu não tomei a pílula… - disse me encarando.
Arregalei meus olhos, meu corpo todo tremeu, num ímpeto estava ajoelhado à frente entre suas pernas, minhas mãos segurando seu rosto.
– Por quê? Me diga? Você teria um filho nosso se estivesse grávida? – eu não aguentava mais de tanta ansiedade e saudades de tocar a mulher que eu considerava minha.
– Sim, teria… - seus olhos tremeram - Eu… eu nunca conseguiria tirar uma vida inocente, ainda mais sendo um filho que eu estivesse gerando, eu já estava até me acostumando com a ideia sabe, mas… - abaixou a cabeça, as lágrimas caindo de seus olhos molhando minhas mãos.
– Obrigado! Obrigado por me dizer isso, você não sabe como é importante que não me rejeite e nem ao um filhote que poderíamos ter, porque eu já fui tão rejeitado de todas as maneiras em minha vida… - encostei minha testa na dela, eu estava muito feliz!
– Inuyasha, por favor não confunda as coisas, eu só disse que não tiraria um filho se estivesse grávida, independente se fosse seu, ou de outra pessoa, iria contra minha fé e convicções, entende?
Me senti um idiota, ela tinha tomado essa decisão, não por mim e nem por ser um filho meu, mas sim por sua crença, por ela! E não por amor! Cada vez mais eu fazia papel de imbecil, achando que ela teria sentimentos por mim. Quando eu iria aceitar que ela não me amava mais? Eu precisava me conformar para depois tentar suportar a situação. Mas meu coração não queria ceder, eu a amava tanto! Como conseguiria fazer esse sentimento aqui dentro sumir? Era tão grande e infinito.
– Ei? O que foi? - perguntou me encarando – Você ficou de repente tão sério e pensativo. Inuyasha, por favor, se coloque no meu lugar, o que você faria? Eu sei sobre nós no passado, minha mãe me contou, mas me desculpe se hoje sou uma pessoa diferente do que você espera, estou me esforçando para aceitar tudo isso.
– Kagome…
– Tente me entender! Aqui - apontou para sua cabeça - Em minhas memórias, nunca fui para lá, pra era feudal. Não me lembro de você e nem do seu mundo de meio milênio atrás! Está tão difícil pra mim, ter perdido essas lembranças de tantos anos, eu me sinto incompleta. Mas eu não posso parar de viver, sou nova e tenho toda uma vida pela frente, o que são alguns anos perto de uma vida toda que posso desfrutar?
– Tem toda razão quando diz dessa maneira, mas como fica o meu lado Kah, os meus sentimentos, você não se lembra, mas foi muito difícil me abrir e deixar alguém entrar aqui - apontei para o meu coração - e quando isso acontece, que finalmente descubro meus sentimentos por você e os aceito, tendo que passar por anos à sua espera por causa daquela maldita joia. Aí o destino brinca comigo novamente e você perde todas as suas memórias! Mas as minhas estão aqui! Intactas, vívidas e dói tanto…
– Inu… - Kagome levantou-se e veio até mim, me abraçando. Ahhhhh como seu cheiro me acalmava e me deixava feliz, como eu iria sobreviver sem isso?
Antes que percebesse puxei-a num abraço forte e não consegui conter o turbilhão de sentimentos, beijando aqueles lábios que eu amava. Peguei-a em meus braços levando até sua cama, ainda a beijando até o ar nos faltar, então desci minhas mãos até as laterais e tirei lentamente sua blusa, seus seios ficaram expostos e seus bicos arrepiados. Olhei em seus olhos e vi a luxúria e a excitação, segurei em seu shorts enquanto descia.
– Inu eu estou…
– Shiiii… - coloquei meu dedo em seus lábios – Eu não me importo, tudo em você é perfeito e belo, até o cheiro do seu sangue me inebria e me deixa louco de tesão, veja - peguei sua mão e coloquei para que ela sentisse meu membro em minha calça, que nessas horas já estava dolorido de tão duro.
– Ahhhh Inuyasha... - gemeu apertando minha ereção.
– Isso, deixa eu ouvir você me chamar, seu corpo todo implorar por meus toques, meus beijos… - terminei de despi-la e rapidamente minhas roupas também foram parar no chão.
Novamente estava lambendo aqueles bicos duros que clamavam por minha língua e me deixava enlouquecido por eles, então suguei tudinho com muita fome, enquanto minhas mãos apertavam as coxas e cintura deixando minha marca naquela que eu tanto necessitava estar o mais próximo possível.
– Ahhh que delícia… mais… - Kagome agora suplicava.
– Mais é? Me diz o que mais você quer minha fêmea… - vi os olhos dela levemente arregalar e nublar de desejo.
– Quero você dentro… agora… por favor! - implorou, sua voz rouca de tanta excitação que chegava a tremer, suas mãos apertavam os lençóis tamanha expectativa.
Segurei suas pernas e as posicionei em meus ombros, tive a visão de sua boceta brilhante e babando de tanto tesão, seu cheiro chegou mais intenso turvando todos os meus sentidos. Ela sempre me fazia sentir assim, fora de meu controle, totalmente a sua mercê. Me posicione em sua entrada, roçando a cabeça de meu pau em seu pontinho que neste momento já estava duro e latejante, me esfregando em seus lábios quentes e muitos molhados, misturando seus fluidos de tesão e seu sangue, olhar aqui me deixou alucinado e sem pedir permissão me afundei nela todinha, chegando até o fundo numa só estocada.
– Grrrrrhhhh… - rosnei – Como sua bocetinha está quente e toda meladinha para mim ein Kah! Ahhhh que cheiro delicioso você tem! - rosnava ao mesmo tempo, em que entrava e saída forte e fundo daquela cavidade extremamente molhada, eram muitas sensações, minha cabeça girava e o seu cheiro forte me deixava enlouquecido.
Senti ela colocar suas pernas em minha cintura, aproximando nossos sexos, conseguia sentir todo seu interior escorregando em meu membro, me melando e enlouquecendo, deixando meu corpo todo arrepiado, fervendo de tantas sensações. Estar com Kagome era sempre diferente, uma surpresa de emoções delirantes que me traziam paz e felicidade.
– Eu não estou aguentando… vou gozar… - gemeu, percebi seu corpo começar a tremer, então com o meu polegar toquei em seu ponto inchado, apertando e girando, para cima e pra baixo, enquanto fodia ela intensamente.
– AHHHHHHHHHHHHH! - ouvi Kagome gritar enquanto seu corpo se contorcia e apertava ainda mais meu membro que já estava chegando no limite, senti endurecer e pulsar, jorrando toda a minha semente dentro dela chegando juntos ao orgamo.
– Grrrrrrraaaaaaahhhhhhh Kagomeeeeee! - não sabia se gritava ou grunhia enquanto ainda terminava de estocar dentro daquela gruta já toda melada com meu gozo, meu corpo caiu ao seu lado enquanto minha mente estava num redemoinho de êxtase e prazer infinitos…
Kagome ainda tinha a respiração descompassada e seus olhos fechados, um sorriso surgiu em seus lábios.
– Foi sensacional… - sussurrou ainda ofegante.
Abracei seu corpo e depositei um singelo beijo, enquanto sucumbimos num sono profundo e prazeroso.
...
— Não… pare…
Acordei com Kagome se remexendo na cama, ela parecia inquieta…
— Me deixe... — Choramingava… parecia estar apavorada
— Kagome, acorde… — tentei chamá-la para que acalmasse.
— Não! — gritava ainda no pesadelo.
Me sentei e tentei novamente acordá-la.
– Kah, você está tendo um pesadelo… acorde… — eu falava baixo para não assustá-la enquanto tocava em seu ombro.
— Não me toque! Ahhhh seu monstro!
Eu me afastei encostando na parede, meu peito subia e meu ar faltava, as lembranças de toda minha vida sendo perseguido e chamado de monstro, besta, anormal surgiam na minha mente sem parar.
— Pare!... Inuyashaaaa! — Quando ouvi meu nome com tanto terror na voz dela não aguentei, peguei minhas roupas e num pulo estava próximo à porta, não aguentava aquilo sendo falado da boca de minha amada, era demais para mim.
...
Algum tempo depois, não sei precisar quanto, mas já era noite, pois havia escurecido, ouvi vozes subindo as escadas do templo, eram a senhora Higurashi com Souta e seu avô. Após sair do quarto em agonia, desci até o quarto de Souta onde estava dormindo também e fui tomar um banho tentando me livrar do cheiro dela de minha pele, não suportava manter distância depois do que tínhamos feito, ela estava impregnada em mim, em minha pele, então resolvi ficar na parte externa, sentado ao pé da Goshinboku* pensando o que fazer, sabia que estava ficando cada vez mais difícil e insustentável nossa situação. Algum tempo depois ouvi a mãe de Kagome chegar, junto com Souta e seu avô.
— Inuyasha? Querido, o que está fazendo aqui fora? — perguntou a mãe de Kagome vindo em minha direção.
— Estou pensando na vida… nas decisões que preciso tomar — respondi, logo depois olhei para o céu, não havia estrelas, muito diferente do céu de lá.
— Sabia que Kagome adorava o céu do meu tempo? Ela sempre dizia ser lindo, que aqui nesse período não haviam tantas estrelas como lá, e não é que ela estava certa… — respondi melancólico.
— Deve ser mesmo lindo em sua era, eu queria poder ver também…
Eu sorri, percebi que Souta e o vovô já haviam entrado na casa, então me levantei e fui até aquela que hoje eu sentia tanto carinho, olhei em seus olhos, ela sorriu serenamente e me abraçou.
— Tomei minha decisão… - falei próximo a seu ouvido.
— Eu sei… — ouvi ela suspirar, ainda ficamos algum tempo sentindo aquele abraço, quando ela se afastou me olhando com lágrimas nos olhos — Sentirei sua falta, filho! — voltando a me abraçar.
Eu não conseguia falar nada, minhas lágrimas também caíam junto, enquanto apertava meus lábios tentando controlar minhas emoções.
KAGOME
Acordei me sentindo muito bem, meu corpo ainda estava dormente, mas era uma sensação leve — sorri — nunca imaginei que sexo fosse tão bom, me relaxava e deixava tão calminha hihihi…
Algumas flashes da madrugada surgiram, me lembrei que tive um pesadelo, algumas imagens de lugares e pessoas desconhecidas, me vi em situações perigosas que pareciam tão reais, me deixando realmente com muito medo. Também tive visões de lutas e Inuyasha junto, batalhando e numa delas se machucando muito. Lembro de ter gritado chamando-o preocupada. Mas logo voltei a escuridão e ao sono mais tranquilo.
Sacudi minha cabeça, tentando me livrar desses pesadelos, olhei ao redor e já era noite, nossa dormi demais! Ouvi meu estômago roncar e notei estar faminta, também percebi estar tudo silencioso, levantei-me e fui tomar um banho, pois estava toda melada e grudando de suor e outras coisas mais… Pensei enquanto entrava no box. Após um banho demorado e relaxante voltei ao meu quarto para me trocar, olhei para minha cama toda revirada e me lembrei do que havíamos feito, fazendo meu corpo esquentar novamente. Estava me tornando uma pervertida, e nossa! Minhas cólicas haviam sumido! Ri alto. Que remédio maravilhoso!
Desci as escadas e devagar abri a porta do quarto de Souta, meu irmão estava lá, então quer dizer que todos já haviam retornado, mas estranhei que Inuyasha não estava. Continuei descendo e fui até a cozinha, também estava vazia, peguei um pouco de cereais e leite, coloquei em uma Owan*, e comi encostada na pia mesmo, estava com muita fome.
"Onde será que ele estava?" Pensei enquanto comia. "Será que Inuyasha estava lá fora?", terminei e coloquei a tigela na pia, sai porta afora para procurá-lo. A noite estava escura e sombria e um vento frio fez minha pele arrepiar, olhei para o céu e não haviam estrelas me remetendo a uma estranha sensação, onde me lembrava de já ter visto um céu lindo e cheio de estrelas brilhantes, mas onde?
Foi quando olhei a minha frente e avistei Inuyasha sentando próximo à entrada do poço, estava com os olhos fechados e com uma roupa estranha, parecia com um quimono vermelho, me aproximei e notei uma espada em sua cintura.
— Inuyasha? O que está fazendo aqui? — disse chegando próximo.
— Kagome… — disse levantando-se — Estava te esperando.
Ele me olhou e seu rosto estava sério, a luz da lua iluminava seus cabelos e seus olhos estavam brilhantes, como ficava lindo nessa roupa, seu olhar se fixou no meu um tempo antes dele começar a falar:
— Estou indo embora… mas antes, preciso te dizer algumas coisas — chegou mais perto, mas não encostou em mim.
— Embora? Como…
— Preciso que me ouça sem me interromper — disse sério, eu me silenciei para ouvi-lo.
– Há um pouco mais de 50 anos, fui lacrado naquela mesma árvore sagrada em frente ao templo, e quando acordei senti meu corpo e coração vibrarem intensamente. Num primeiro momento pensei ser uma pessoa que conhecia, pois a aparência e o cheiro eram parecidos, mas depois quando olhei novamente vi ser alguém diferente… — respirando fundo continuou, notei que ele tremia.
— Aliás, era muito diferente! Uma menina doce, gentil e de coração puro estava à minha frente — seus olhos brilhavam enquanto falava — Descobri depois que também era bem geniosa e até irritante, até esse kotodama ela ativou, para me conter nos meus dias de decisões ruins e de descontrole — disse segurando seu relicário. — Pois é, tive muitos dias ruins durante muito tempo, mas por causa dessa menina que entrou em minha vida me libertando do 'sono da morte', comecei a ter dias bons e até felizes. Convivemos por um tempo sob batalhas entre a vida e a morte, entre as confusões de meus sentimentos de culpa, por uma pessoa que pensei amar. Mas só depois que descobri o amor verdadeiro é que vi que o sentimento por essa outra pessoa era, de amizade e uma grande gratidão.
— Inu… eu… eu… — estava muito emocionada com tudo o que ele estava falando, as palavras não saíam trancando minha garganta.
— Depois que me libertei daquele sentimento de culpa — me interrompeu e continuou suas divagações — Consegui sentir o amor por inteiro em meu coração, um sentimento imenso e maravilhoso, não consigo expressar em palavras a grandeza deste. Mas o destino sempre está pronto a nos empurrar abismo abaixo e nos colocar em provação. Então foi quando após destruir uma joia poderosa, a mesma nos separou por três anos privando-nos de nosso amor — respirando fundo continuou — Mas isso só nos fortaleceu, foram três anos de trevas e solidão, mas no fim valeu a pena! Nosso reencontro foi, deixa eu encontrar uma palavra… PERFEITO! — exclamou.
Olhei, ele estava trêmulo, arfando. Uma das mãos segurava a espada apertando, e a outra estava fechada, se controlando, eu tentei ir até ele, mas ele se afastou, balançando a cabeça.
— Não Kah… eu não posso mais. Depois que te trouxe para cá, você ferida à beira da morte, a culpa me consumia a cada dia que te via naquela cama no hospital e saber que não consegui te defender. Desesperado, pedia a Kami que você acordasse, que voltasse para nós, e me perdoasse da minha omissão em não conseguir protegê-la. Daí você acordou, mas não me reconheceu e eu pirei! Não acreditava que o destino novamente estava pregando essa peça em nós… em mim! Mas infelizmente estava… — fechou seus olhos e respirou profundamente várias vezes até se acalmar. — Em partes fiquei feliz, você parecia saudável e bem, sua mãe disse que suas memórias estavam falhando, pensei que seria passageiro e que logo você se lembraria de nós. Cheguei até me iludi quando ficamos juntos, pensando que suas lembranças haviam voltado, mas não! Elas não voltaram e nunca voltarão!
— Inu, me deixa falar… não tem…
— Eu não terminei — disse sério, e se afastou um pouco mais — Quero que saiba que ainda te amo, amo como a minha vida! Te amo tanto, que desejo que você faça o que te deixa feliz. Quero que faça sua faculdade, que saia com suas amigas, arranje um trabalho naquilo que você se sinta satisfeita e realizada, e até que encontre alguém que você ame… — sua voz falhou nesse momento e fechou os olhos — e que te ame também.
— Mas eu não conseguiria ver isso tudo acontecendo à minha frente, seria demais para mim! Tenho medo de te forçar novamente, como daquela vez… — parou de falar, engolindo em seco, abriu a porta da entrada para o poço e virou-se me olhando desolado.
Seus cabelos balançavam contra o vento, seus lindos olhos brilhavam, mas eu via o sofrimento neles.
— Você sabe onde me encontrar, amor da minha vida… SEJA FELIZ! — desejou e logo após pulou no poço.
* SENGOKU — O período Sengoku (japonês: 戦国時代, sengoku jidai) foi uma das fases mais conturbadas e instáveis da história do Japão, marcada por constantes guerras, ocorreu entre a metade do século XV e o final do século XVI.
* ASAHOGAN — A palavra Asagohan [朝ご飯] não significa café da manhã como no Brasil, significa literalmente "arroz da manhã", esse nome faz todo sentido porque no Japão é comum comer Arroz no café da manhã.
* GOSHINBOKU — Árvore muito antiga, que existe há mais de 500 anos no quintal do Templo Higurashi, devido à sua idade, também existe na Era Feudal para a qual Kagome é transportada. Segundo crenças xintoístas, árvores muito velhas são a morada de espíritos e deuses importantes para a manutenção da natureza e da vida. A Goshinboku do Templo da família de Kagome seria uma dessas "divindades", recebendo o respeito dos visitantes e os cuidados do Templo.
Significado do Nome: ご神木 (Goshinboku)
ご — "go" = prefixo que se coloca em alguns substantivos, de respeito e polidez.
神 — kanji de "kami" = deus, divindade
木 — kanji de "ki" = árvore
* OWAN — é um recipiente, estilo tigela, muito utilizado pelos japoneses para servir o arroz japonês "Gohan", caldos como o "Misso-shiru" e muitos outros pratos japoneses. No caso aqui, Kagome usou para comer o cereal.
* ONIGIRI — O onigiri é um bolinho de arroz bem tradicional na gastronomia japonesa, simples, fácil de fazer e delicioso! Esse é um lanchinho japonês que também pode acompanhar o prato principal, sendo servido somente com a alga nori ou recheado com peixes, furikake, umeboshi (ameixa salgada em conserva) ou outros legumes em conserva. Ele é preparado com arroz de sushi e, tal como mencionado, é bem simples de fazer!
* KAPPA — É um espírito anfíbio do folclore japonês. Quando plenamente desenvolvido, um kappa tem o tamanho de uma criança de dez anos e ele é hermafrodita. Sua pele é escamosa e verde-amarelada; tem cara de macaco, costas de tartaruga; as mãos e os pés têm membranas, para nadar mais facilmente. Talvez seu traço físico mais característico seja uma depressão em forma de pires no topo da cabeça, que deve sempre conter água, para que o kappa possa conservar seus poderes sobrenaturais e sua força extraordinária quando está em terra.
Notas Finais
Obrigado por lerem e até o próximo! Beijos no coração!
