Não sou o autor das histórias ou personagens de Fate/stay night ou de Boku no hero academia, todos os direitos reservados aos seus respectivos criadores

"Falando"

"GRITANDO"

'Pensando'

"GOLPE ESPECIAL/FANTASMA NOBRE"


Esse poderia se tornar facilmente o pior dia da vida de Izuku Midoriya. Tudo começou com o seu estranho e tedioso sonho de ficar caminhando durante horas em um deserto em meio a uma tempestade de areia. Então ele quase se atrasa para aula por perder o seu tempo assistindo os heróis em ação, por consequência, o seu professor o humilha na frente de todos dizendo como ele era um aluno irresponsável e todos não deveriam seguir o seu exemplo.

Seu antigo melhor amigo da infância e todos os seus colegas de classes riram da sua cara e o intimidaram quando descobriram que ele queria entrar na U.A. para se tornar um herói. Bakugou destruiu o seu diário de análise de heróis e disse para ele se suicidar.

Quando parecia que ele já estava no fundo do poço, um vilão o ataca tentando roubar o seu corpo e ele quase é morto no processo, mas tudo parecia ter finalmente começado a melhorar quando o maior herói de todos, All might, o salvou de uma morte certa. A sua alegria naquele momento foi imensurável.

Mas todo foi jogado pela janela quando ele viu que seu herói, na verdade se encontrava em um estado de constante agonia por feridas de uma batalha antiga. E ele ainda mais além do fundo do poço quando o seu maior ídolo negou o seu sonho, usando as mesmas palavras que ele havia ouvido durante toda a sua vida até hoje.

O pequeno jovem de pelo verde agora estava andando pelas ruas da cidade com o olhar caído enquanto segurava o seu diário queimado, ele nunca tinha se sentindo tão mau desde o dia que ele descobriu que ele nunca teria uma peculiaridade.

'JÁ ESTAR NA HORA DE COMEÇAR A LEVAR A SÉRIO O FUTURO DE VOCÊS!'

'Ele tá no terceiro ano do ginásio e ainda vive no mundo dos sonhos. É só um coitado que não consegue encarar a realidade.'

'É melhor começar a enxergar a realidade como ela realmente é, jovem. Sonhos são apenas sonhos.'

As todas essas palavras ainda se repetiam sem para na sua mente sem para, mas de alguma forma, elas soavam diferentes. Como se somente agora ele realmente estivesse as ouvindo de verdade e isso as faziam doerem ainda mais.

'Eu realmente disse a mim mesmo que chegaria ao topo do mundo dos heróis profissionais...?' Pela primeira vez, pensar sobre o seu sonho soava como uma piada sem sentido e perceber isso a fazia querer chorar ainda mais.

'NÃO! Não chore! Apenas esqueça!' Mesmo fazendo o seu melhor, ele não conseguiu evitar que algumas poucas lagrimas escaparem dos seus olhos.

'Eu sempre soube que isso era apenas uma fantasia... Mas nunca pude aceitar a verdade...' Izuku pensou enquanto tentava esfregar os seus olhos e nariz para limpar o seu rosto de qualquer evidência do seu recente choro, ele não queria que sua mãe tivesse um ataque de pânico achando que algo tivesse acontecido com ele.

'Apenas ignore tudo, apenas ignore tudo, apenas...' A mente de Izuku parou de divagar quando ele ouviu o som do que parecia ser uma explosão estranhamente familiar.

'Mas o quê?' ele virou a cabeça para esquerda para ver uma grande multidão se acumulando na entrada de um centro comercial.

'O som da explosão, eu devo ter vindo pelo meu hábito... Para ver os heróis.' Inconscientemente ele começou a andar em direção ao acumulado de pessoas. Sua mente se encontrava tão distante que ele nem percebeu como o seu subconsciente parecia ter se exaltado um pouco por também não ter percebido isso.

'O Que eu estou fazendo aqui? Eu deveria desistir. É inútil agora.' Agora que ele também acreditava que o seu sonho impossível, já não fazia mais sentido tomar notas para ajudá-lo a ser tornar um herói no futuro se ele nunca poderia entrar em uma escola de herói, não importasse qual fosse, U.A. ou não.

'Só vou conseguir ficar mais deprimi...?!' Sua divagação auto deprimente parou de imediato quando ele viu quem era o responsável por toda essa confusão. Em meio as chamas de um centro comercial agora parcialmente destruído, uma grande massa do que aparentava ser um líquido verde-escuro se destacava, a mesma pela qual ele quase foi morto mais cedo.

'Mas por que ele...?!' A expressão de tristeza e desilusão de Izuku passou para uma de espanto e confusão em apenas um segundo.

'O All might não tinha capturado ele?! Será que ele conseguiu fugir?! Ou a garrafa caiu...?! Nesse caso...' A sua mente aos poucos juntou as peças desse quebra cabeça confuso e encontrou possível resposta mais plausível, a qual o assustava até a alma o assustava muito.

"A culpa... é minha...!".

"Ei, por que os heróis estão fazendo nada?" Uma das pessoas em meio à multidão perto de Izuku perguntou a ninguém em específico.

"Parece que aquele vilão pegou uma criança de refém e eles não conseguem chegar perto por causa da sua peculiaridade. Então eles estão esperando que algum herói mais apto para situação apareça." Outro homem perto do que perguntou antes o respondeu sem desviar o olhar da sua frente.

'Ele pegou uma criança! Como alguém pode conseguir aguentar toda aquela dor durante todo esse tempo!?' Ele pensou enquanto lembrava do horrível evento que ele tinha passado a menos de uma hora.

E isso fez o peso da culpa já presente triplicar, o som das pessoas discutindo que esse, na verdade, era o vilão que All might estava perseguindo mais sedo apenas passava pela sua cabeça, mas sua mente só podia focar em uma única coisa nesse momento.

'É tudo minha culpa...! O refém não vai conseguir sair sozinho e o All might já atingiu o seu limite de tempo por minha causa!' Ele se culpou enquanto todo o seu corpo tremia descontroladamente, o tremor era tanto que ele precisou segurar a boca com os ambas as mãos para os seus dentes parassem de bater.

"E agora o vilão não pode ser capturado até que herói com uma peculiaridade que funcione com ele chegue!" O seu estomago se revirava de tanta agonia que era como se ele estivesse a vomitar.

"Eu sinto muito! Me desculpe! Alguém virar para te salvar em breve... Alguém... Algum herói virá...!?" Izuku não pode continuar a se lamentar quando o refém do vilão de lodo se sacudiu na tentativa de se livrar do seu sequestrador. O que fez ele ficar para mais visível para todos, e quem estava lá fez a espinha de Izuku gelar.

Era Katsuki Bakugou, a pessoa que mais se esforçou em fazer a sua vida uma miséria, aquele o chamava pelo nome que significava inútil. O seu antigo amigo de infância estava sendo feito de refém por um vilão, mas o seu olhar sempre arrogante e furioso em relação a tudo e todos não estava presente, mas sim uma expressão de completo horror, pânico e medo.

E no mesmo dia, Izuku teve provavelmente a segunda ideia mais idiota da sua vida. Nesse estante ele imaginou que o seu subconsciente iria de alguma forma fazer a sua cabeça explodir em dor por sequer cogitar tamanha estupidez. Mas não, estava tudo quieto na sua mente, ele não sabia o porquê disso, mas ele não deixaria essa oportunidade passar. E antes mesmo que o pequeno adolescente decidisse que ele faria isso com toda a certeza, as suas pernas já haviam começado a correr.

Todos se assustaram quando repentinamente um garoto vestindo com uniforme escolar e uma mochila amarela começou correr em direção ao vilão de lodo. Mas o mais chocado entre todos da multidão era um homem alto, porem magro, loiro de olhos azuis, encurvado e escondido no estremo direito do acumulado de pessoas. Ele se surpreendeu tanto com a ação absurda do garoto que ele havia conhecido, salvado e acabado com os sonhos a somente alguns minutos atrás, que as dores da sua antiga ferida chegaram a sumir por alguns estantes.

Aquele era Yagi Toshinori, mas popularmente conhecido como o herói número um, All might, e agora, assim como os demais, ele assistia como um menino corria para a sua provável morte, incapaz de fazer qualquer coisa, afinal, ele já tinha consumido todo o tempo que ele poderia se manter na sua forma musculosa.

Enquanto isso, Izuku Midoriya começou a entrar em pânico apenas agora, só quando a imagem de umas das pessoas que ele mais admirava sendo sufocado por um vilão começou a ficar cada vez maior, ele notou que estava correndo.

A surpresa desapareceu no mesmo instante que ela surgiu, dando espaço ao pânico pela realização da sua atual situação, ele estava se dirigindo até o vilão que quase foi o responsável da sua morte sem ter a menor ideia do que ele iria fazer, mas afinal, o que ele poderia fazer? Ele era apenas um garoto, um garoto sem uma peculiaridade, como ele poderia fazer qualquer coisa para salvar outra pessoa?

Mas antes que sua mente pudesse entra em um estado de divagação com velocidade muito próxima a do som. Sua visão começou a embaçar e escurecer pelas laterais, vários flashs negros consecutivos atrapalharam a sua vista, parecia que o mundo ao seu redor se volvia totalmente escuro por um momento. E no instante seguinte, ele se encontrou rodeado por areia, um vento forte empurrava o seu corpo para trás enquanto ele corria e várias estranhas silhuetas com formatos de cruzes aparecia e sumiam ao seu redor.

"QUÊÊÊÊÊ!?" Ele gritou de confusão enquanto colocava os seus braços na frente do seu rosto e continuava correndo.

"DROGA! POR QUE AGORA!?" Sua confusão era imensurável, ele nunca tinha tido esse sonho enquanto estava acordado, então como era possível que isso estivesse acontecendo logo agora? Mas a resposta do porquê disso não importava para Izuku nesse momento, ele tinha que achar uma forma de sair dessa alucinação e voltar para a realidade, ele tinha que salvar uma pessoa.

Porém, repentinamente, uma luz, como a do fim de um túnel, de formou a alguns metros na sua frente e com ela a característica silhueta de um homem alto com o cabelo penteado para trás de costas para ele que sempre a acompanhava veio junto. Vendo o objetivo que ele buscava conseguir quando ele tinha esse mesmo sonho, Izuku tentou correr mais rápido, mas agora ele sentia como se isso era muito mais difícil.

Não era a sensação de cansaço que ele tinha dentro desse sonho após horas caminhando sem rumo por várias horas, dessa vez era diferente. Foi como se todo o seu corpo estivesse coberto por um grosso camada de pedra que fazia com que o mais mínimo movimento fosse extremamente mais difícil do que o anterior.

Ele tentou aplicar mais força nos seus músculos, na tentativa de romper seja lá o que estava forçando o seu corpo a parar de se mexer, mas não importava o quanto ele tentasse, era como se essa estranha casca o cobrindo fosse uma segunda camada de pele. Ele estava preste a gritar em mais uma ação desesperada de conseguir liberar mais força, porém, antes que ele tivesse a chance, uma voz ecoou por todo aquele deserto.

"Você realmente vai ir até ele mesmo depois de tudo?" Izuku arregalou os seus olhos ao ouvir isso.

Ele nunca tinha escutado uma voz que não fosse a dele quando ele estava no seu sonho. Ela parecia ser muito familiar, tão familiar como a do All might que ele sempre ouvia por assistir tudo que estava relacionado a ele. Essa voz foi alta o bastante para ressoar por todo o mundo ao seu redor, entretanto, não tinha sido um grito, estava mais para uma séria pergunta de um adulto direcionada a uma criança.

Izuku podia sentir como essa voz estava calma, porém imponente, exigindo uma resposta, mas, por alguma razão, para ele havia mais estava escondido nessas palavras, como tristeza, medo, pena e receio por saber qual seria a resposta.

Todo a sua atenção foi direcionada a misteriosa silhueta que por alguma razão ele sempre queria tentar alcançar, seja lá quem ou o que fosse essa pessoa. Uma lembrança antiga que ele não conseguia recordar, a manifestação do seu próprio subconsciente ou apenas uma alucinação causada pelo seu medo de morrer pelo vilão de lodo. Isso não importava, se ele que o impedia de seguir em frente queria era apenas uma confirmação sua, então daria o que ela queria com tudo o prazer.

"SIIIIIM!" Ele gritou a sua resposta com todo o ar dos seus pulmões, sem dúvida ou questionamento, ele não podia perder o seu tempo pensado nas mil e um possíveis explicações para o que estava acontecendo, o que ele precisava se concentrar primeiro era chegar no seu objetivo atual, ir até o vilão e salvar a Bakugou de alguma maneira.

Apenas por um instante a silhueta parecia refletir sobre a sua resposta imediata, ele abaixou um pouco a cabeça enquanto soltava um suspiro de aceitação forçada.

[Tocar: Fate/Extra OST: theme of Archer / Unlimited Blade Works]

"Bem..." A silhueta começou a dizer enquanto se virava e dava um passo para direita, liberando o caminho em direção a luz em frente de Izuku.

"Se você quer tanto assim salvá-lo..." A sua visão se ajustou aos poucos devido à nova claridade, quando sua vista se acostumou por completo, ele pode ver o que tinha do outro lado.

"Pare de ficar enrolando aí!" Do outro lado estava o cenário do distrito comercial em chamas, com o vilão de lodo o olhando com um olhar irritado. E dentro dele estava um Bakugou preso pelo líquido que cobria o seu corpo, o olhando com uma expressão de completo medo e pânico pela sua possível morte.

"E VÁ DE UMA VEZ!".

Izuku já havia deixado de prestar atenção quando ele viu que Bakugou estava a só mais alguns metros a frente, e ver como ele se debatia freneticamente tentando se libertar do seu sequestrador deu a Izuku a única motivação que ele precisava para sair dessa tempestade de arei na sua mente. Uma vontade que ele tinha desde que descobriu o que significava ser um herói, a vontade de salvar todos.

Tendo uma razão pela qual avançar, pela qual dar tudo de si, uma chama para acender o motor do seu corpo, Izuku forçou cada fibra de músculo a atingir o seu limite e ir além. A camada de pedra que o cobria começou a quebrar, rachaduras surgiram primeiro nas suas articulações e se espalharam pelo restante do seu corpo. Então ela foi completamente estilhaçada, libertando Izuku para se mover livremente.

E ele escolheu correu, correu mais rápido do que ele tinha corrido em toda a sua vida, conforme mais próximo ele chegava da saída do seu sonho, os sons do mundo real começavam a se manifestar novamente. Quando ele estava a um passo de sair daquele maldito lugar, Izuku estava bem do lado da estranha silhueta que ele tentou ver como ela realmente se via por tantos anos.

Mas ele nem sequer prestou atenção nela enquanto estava correndo, a sua prioridade agora era chegar até Bakugou, depois ele poderia se arrepender por não ter virado um pouco a cabeça para o lado. No instante em que ele estava passado do lado dessa pessoa misteriosa, tudo que ele pode notar é que ela não havia se movido desde o momento em que ele começou a correr. Ele ainda estava olhando para o mesmo lugar que Izuku esteve a alguns segundos.

O último de o jovem de pelo verde pode notar da estranha figura que parecia vestia um conjunto de roupas pretas e vermelhas foi um sussurro quase inaudível.

"Apenas não se arrependa quando chegar no inferno...".


Agora que sua mente estava de volta na realidade, a cabeça de Izuku voltou ao frenesi de antes. Ele superou a sua alucinação e o tempo não aparentava ter passado desde que ela começou, mas havia uma pequena questão que ele precisava responder o mais antes possível.

'O que eu faço!? O que eu faço!? O QUE EU FAÇOOOOO!?' Ele ainda não tinha um plano, tudo o que ele estava fazendo era correr até um vilão sem nem mesmo ter uma peculiaridade, o que ele deveria fazer agora?

"AQUELE PIRRALHO!" E agora o vilão tinha o reconhecido.

"EU VOU TE FAZER EM PEDAÇOS!" E afirmou enquanto agora também estava indo em sua direção.

A mente do jovem de pelo verde estava trabalhando tanto em achar uma forma de tirar Bakugou das garras liquidas do vilão, e fazer isso sem morrer no processo, que não tinha notado como a antiga sensação de barras de ferro sendo aquecidas dentro do seu corpo surgia novamente. Mas dessa vez não se sentia como se sua carne estivesse sendo queimada por dentro, a sensação lembrava mais o calor acolhedor de um edredom durante uma noite de inverno.

Estando alheio ao que acontecia dentro de si, sua a mente puxou uma das lembranças desse mesmo dia, era umas das suas anotações sobre o confronto dos heróis e o vilão gigante nas linhas de trem essa manhã, mais especificamente o golpe final Prisão preventiva: Jaula de carvalho de Kamui Woods.

Em si, era um ataque que focava em assustar e distrair o inimigo disparando projéteis na direção do seu rosto, enquanto ele dirigia outro ataque focando atingir o vilão enquanto ele estava distraído. Izuku não poderia fazer com que raízes brotassem do seu corpo, mas ele poderia aproveitar o que ele tinha ao seu alcance. Ele precisaria se desculpar com sua mãe por usar o seu material escolar dessa forma mais tarde.

Tirando a sua mochila das costas e a arremessado com toda pouca força que ele tinha no único ponto fraco visível do vilão de lodo, os seus olhos, Izuku aproveitou a breve oportunidade para se jogar bem encima onde Bakugou estava preso e começar a tirar o máximo que líquido verde de perto dele que ele podia.

"KACCHAN!" Ele gritou em meio do seu desespero por achar que sua distração não duraria muito. E quando Bakugou teve a sua boca liberada, a primeira coisa que ele fez foi gritar com ódio de Izuku

"VOCÊ! MAS POR QUÊ!?" Izuku tentou responder da melhor madeira possível enquanto os seus braços continuavam a se mexerem descontroladamente tentando ajudar o jovem loiro irritado.

"EU NÃO SEI POR QUÊ! QUANDO EU PERCEBI, EU JÁ ESTAVA CORRENDO! MAS...!" Nessa hora Izuku poderia dizer muitas coisas para justificar as suas ações.

'A culpa é minha.'.

'Eu também vou ser um herói.'.

'Estou no mesmo nível que o seu.'.

'É o meu sonho.'.

'Tenho que dar o meu melhor.'.

'Vou te salvar com sorriso.'.

'Preciso enxergar a realidade como ela realmente é.'.

Mas a verdade só havia uma única verdadeira razão pela qual ele tinha posto a sua vida em risco.

"O SEU ROSTO, PARECIA O DEU ALGUÉM PEDINDO SOCORRO!" Izuku gritou a sua única motivação que fez ele tomar uma decisão como essa enquanto tinha um sorriso de pânico em seu rosto.

E o que foi só mais um grito desesperado para quase todos na multidão, teve um sentido completamente diferente para o desnutrido herói número a alguns metros de distância. se esse garoto estivesse falando a verdade, ele talvez, apenas talvez, tenha encontrado aquilo que o fez vir para essa cidade em primeiro lugar.

"PAAA... PAREEEEE...!" A pouco sorte de Izuku finalmente parecia ter se esgotado quando o vilão de lodo saiu de sua pequena confusão. Vendo que o garoto de cabelo verde não tinha o atacado com sua peculiaridade depois dele ter arremessado a sua mochila, ele não fazia mais sentido ficar na defensiva e cobriu a Bakugou com mais do seu corpo do que antes e ele balançou o seu braço contra o outro menino de pelo verde

"SÓ FALTA UM POUCO! NÃO ATRAPALHE!' Apesar de ser forte, o garoto explosivo que ele tinha como refém, já não iria aguentar muito mais tempo, então ele só precisava de mais alguns segundos para tomar o controle do corpo por completo.

Izuku viu como uma enorme mão verde se aproximava até ele cada vez mais, o seu pânico tinha chegado no seu ápice, o calor do seu corpo não parava de aumentar e ele não tinha mais nada para tentar se defender. Ele não podia saber o quão forte um ataque do vilão de lodo poderia ser, mas se ele conseguiu resistir as explosões de Bakugou até esse momento, então ele não deveria ser fraco, principalmente contra alguém como Izuku.

'Essa não! Ele vai me acertar! E agora!? E agora!? E agora!? E agora!? E agora!? E ago...!? Humn?' Seu pânico passou a confusão quando ele notou como a grande mão do vilão se movia muito devagar, quase parando no ar.

Agora que ele prestava mais atenção, as chamas do incêndio, os heróis finalmente decidindo pararem de ficar apenas assistindo e começavam a correr em sua direção e até os seus braços a caminho de se colocarem na sua frente para tentar reduzir o dando que ele receberia do ataque do vilão se moviam muito devagar. Antes que ele pudesse sequer pensar sobre o que estava acontecendo agora.

'Ţ̶͞r̷̨͠ace̴͋͆͜͠ o̷̽̕͜n'

As mesas palavras de antes ecoaram mais uma vez por toda a sua mente, ele não sabia o porquê, mas algo o dizia que ele deveria dizer essas palavras. Todos os pensamentos de medo ou dúvida restantes desapareceram, o calor das barras de ferro dentro de si chegou ao seu ápice, sua mente se focou por completo no objetivo de salvar quem estava na sua frente.

E na forma de um sussurro, porém sem murmurar ou hesitar, Izuku Midoriya disse pela primeira vez as palavras que mais marcariam a sua vida.

"Trace... On." E por alguma razão, a imagem de um par de lâminas idênticas veio em sua mente de imediato.

Sem o menor aviso, uma grande explosão de raios esmeralda estourou de ambas as mãos de Izuku por todos os lados, por meio segundo eles se moveram descontroladamente acertando tudo em um alcance de um pouco mais de dois metros de distância. No meio segundo seguinte, a eletricidade esmeralda começou a se mover de forma mais uniforme, redirecionando a seu caminho no ar e se acumulando em frente as palmas das mãos de Izuku.

De alguma maneira os raios pareciam se juntar e tomar a forma de um objeto, e como se fosse por instinto, suas mãos se fecharam com força em volta de onde ele achava que elas deveriam segurar. Era como se fosse um abito, como se ele tivesse repetido esse mesmo movimento incontáveis vezes.

Quando todos se deram conta, a mão de líquido verde que uma hora ameaçou acertar um pequeno menino com uniforme de secundária agora estava dividida em quatro pedaços diferentes, os quais caíram inofensivamente no chão. Todos viram aquilo chocados sem compreender como isso havia acontecido, porém, quando o som de eletricidade se espalhando pelo ar soou mais uma vez, todos direcionaram os seus olhares ao menino de cabelo verde.

Ele estava de pé, um pouco agachado, a quatro metros de distância aonde ele se encontrava anteriormente, ele olhava para frente, aparentado estar tão confundido sobre o que acabava de acontecer quanto qualquer outra pessoa presente, mas o mais impressionante era o que ele estava segurando.

Em suas mãos se encontravam um par de grandes espadas, muitos semelhantes de uma mão, sendo somente as cores dos metais das lâminas a única diferença entre elas. A da sua mão direita era completamente branca, como mármore polido, e a que se encontrava na sua mão esquerda era negra como o carvão e possuía múltiplas finas linhas vermelhas formando o desenho de vários hexágonos por toda a lâmina. Ambas ainda soltando ocasionalmente pequenas faíscas de eletricidade que chocavam contra o chão.

'O... O que aconteceu...?' Izuku pensou confundido enquanto olhava para o vilão com uma mão a menos. Ele notou o grande peso adicional em suas mãos e abaixou a cabeça para notar que ele estava segurando duas grandes espadas de aparência estranha.

'Eu... Eu fiz isso...?' Ele já havia aceitado que ele nunca despertaria nenhum tipo de poder. Então, pensar que do absolutamente nada ele conseguiria fazer duas armas aparecerem nas suas mãos após causar uma mini explosão de raios, aparentava ser uma bela loucura.

Tanto os heróis quanto os civis estavam de boca aberta por finalmente perceberem que um garoto conseguiu ser forte, rápido e experiente com a sua peculiaridade o suficiente para atacar o vilão de maneira que nenhuns dos presentes puderam ver. Porém, os verdadeiramente chocados com tudo aquilo eram os dois loiros presentes que conheciam a sua verdadeira situação.

O mais velho estava se questionando se o garoto havia mentido sobre não ter nenhuma peculiaridade e por qual motivo ele teria feito isso, enquanto o mais novo e mais irritado por estar sendo feito de refém, estava tão confuso que não conseguia sequer pensar direito no que os seus olhos estavam vendo. A pessoa que ele mais odiou em sua vida por tentar se igualar a ele mesmo sendo um inútil, de alguma forma, estava usando uma peculiaridade.

"Seu...!" Antes que Izuku pudesse desperdiçar mais tempo contemplando o que acabava de fazer, a voz enfurecida do vilão de lodo chamou a sua atenção. Os seus olhos saíram do espanto e tomaram um aspecto como que eles estivessem injetados de sangue pela raiva.

"SEU PIRRALHO DE MERDA! EU JÁ DISSE... PARA NÃO ATRAPALHAAAR!" Agora ele tinha finalmente perdido a paciência, ele já foi capturado por um herói devido ao garoto antes, ele não deixaria isso se repetir. Formando um novo braço ainda maior do que o anterior, ele o balançou novamente em direção do pequeno moleque responsável por fazer o seu dia um inferno.

Vendo aquela grande massa líquida se dirigir novamente contra ele, Izuku achou estranho como sua mente não travou dessa vez, podia ser indiscutível que ele estava em pânico pelo medo de ser morto lutando ilegalmente contra um vilão. Mas de alguma maneira a sua mente ainda conseguia trabalhar para achar a melhor maneira de evitar que ele morresse e a melhor ideia que ele pode ter agora foi desviar do ataque pulando para esquerda. Izuku saltou e quase tropeçou quando seus pés encontraram o chão novamente.

'DROGA!' Seja lá o que ele fez para que essas espadas aparecessem nas suas mãos, sendo sua peculiaridade ou não, isso estava dando a ele nenhuma vantagem significativa.

O vilão ainda tinha Bakugou na sua posse e a cada segundo que passava, menos tempo ele tinha até que o seu antigo amigo perdesse a consciência pela falta de ar. Ele olhou para atrás do vilão de lodo, as chamas tinham aumentado a um ponto que os heróis não conseguiam se aproximar mais e o herói Backdraft, com sua peculiaridade de criação de água, não era o bastante para controlar as chamas.

'Preciso achar algo e logo, essas espadas não vão ajudar se eu não sei como as usar!' seus olhos percorreram por todas as direções possíveis procurando algo que ele pudesse usar.

'Ali!' Izuku pensou quando ele viu duas grandes caixas d'águas cilíndricas de metal no topo de diferentes prédios, um em cada lado da rua do distrito comercial.

'Talvez se eu usar elas...' A ideia parecia boa por um instante até ele notar um detalhe.

'Não, elas estão muito longe e o vilão vai perceber no mesmo instante que eu tentar chegar perto...'

'ARREMESSE-AS!' Sua divagação foi repentinamente interrompida quando ele ouviu a mesma voz quando ele estava na tempestade de areia.

"O QUE...?!" Izuku gritou assustado e confuso simultaneamente por achar que ele tinha finalmente ficado louco de vez. Mas ele teve que deixar o medo de lado quando ele precisou esquivar de outro ataque do vilão de lodo.

'EU DISSE, ARREMESSE-AS!' A voz de um adulto gritou mais uma vez dentro da sua cabeça, dessa vez soando irritado.

"HEIN?!" Izuku gritou mais uma vez ainda sem intender do que a voz dizia até que ele olhou para o par de espadas na sua mão e depois para as caixas d'água, e então a compreensão o atingiu.

"O QUÊ!? VOCÊ ESTÁ MALUCO!? EU NÃO POSSO ACERTÁ-LAS DAQUI!" Ele gritou enquanto esquivava de mais um golpe.

'Você não tem muitas opções e se não quiser que aquele idiota explosivo morra sufocado. ARREMESSE-AS DE UMA MALDITA VEZ!' Izuku sabia bem da sua situação, ele estava perdendo muito tempo sem fazer nada de útil e Bakugou era quem estava pagando o preço por isso. Mesmo que essas espadas de desenho exótico fosse a única maneira de se defender, isso não adiantaria de nada se ele não conseguisse salvar a pessoa em perigo na sua frente.

Aceitando que a voz na sua cabeça tinha razão, Izuku se preparou para um arremesso com quase cem por cento de chance de falhar. Seus pés se posicionaram para manter o equilíbrio, em vez de levar as mãos com as espadas para atrás da cabeça, por alguma estranha razão, ele cruzou os braços, levando as mãos para as laterais do seu corpo, estando um pouco abaixo de cada um dos seus ombros. Essa não era a maneira que ele deveria jogar qualquer tipo de objeto para longe, mas ele sentia que era assim que ele deveria fazer.

Seus músculos se enrijeceram pela força que se acumulava, e sem a sua notar, isso pela sua concentração/pânico. A partir das pontas dos seus dedos, uma luz verde começou a cobrar vida e se espalhou na forma de várias linhas que cresciam e se espalhavam de maneira muito semelhantes a circuitos elétricos por ambos os seus braços.

Sentido que já estava pronto, Izuku descruzou os seus braços enquanto jogava as espadas gêmeas na direção das caixas d'água com toda a força possível. Mas para a sua surpresa elas não caíram só a alguns metros na sua frente, mas saíram voando em grande velocidade enquanto giravam no próprio eixo.

E em menos de dois segundos elas atingiram os seus alvos bem em suas laterais, mas não pararam por aí. A força aplicada no seu arremesso foi tanta que continuaram seguindo cortando o metal até o atravessarem por completo. Deixando assim ambas das caixas d'água com dois grandes cortes, as espadas continuaram voando livremente no ar até que repentinamente se desfizerem em pequenas esferas de energia verde.

O que veio logo em seguida foi uma pequena chuva artificial se formando em uma parte do distrito comercial em chamas, fora o som da água caindo no chão e o barulho do fogo sendo aos pouco apagado. Tudo ficou em completo em silêncio devido a todos estarem surpresos pelo feito de força realizado por aquele pequeno garoto de cabelo verde. E, novamente, Bakugou e All might eram os que mais estavam sem palavras por tau façanha. No caso de Izuku, ele também estaria surpreendido se não estivesse concentrado em algo mais importante no momento.

'MEUS BRAÇOS!' Ele estava ocupado de mais lutando com tudo que tinha para não começar a gritar pela dor nos seus membros. Eles não pareciam quebrados. Mas eles se sentiam como se todos os seus músculos estivessem rasgados e embaralhados entre si por dentro. Izuku tinha quase certeza que os seus cotovelos quase tinham se deslocados, mas fora isso, ele estava bem.

O silêncio finalmente se quebrou quando a multidão gritou de alegria achando que Izuku estava vencendo o vilão de lodo. Os heróis ainda não tinham se mexido por estarem surpresos com a desempenho dele, mas logo toda a comemoração sessou quando o vilão rugiu como se fosse um monstro descontrolado.

"CHEGAAA! EU JÁ ESTOU DE SACO CHEIO DESSA PORCARIA! AGORA...! AGORA EU VOU TE MATAR DE UMA MALDITA VEZ! MOLEQUEEEEE!" Tendo o suficiente de tudo isso, o vilão de lodo arrebatou todo o seu corpo contra Izuku.

"ESSA NÃO! ELE JÁ NÃO CONSEGUE SE MOVER!" Um dos civis gritou assustado, todos os heróis saíram do seu espanto e começaram a correr quando viram o vilão descontrolado ir a toda velocidade contra Izuku. O mesmo só podia ficar olhando ali em pé como a sua morte estava cada vez mais próxima.

'Eu vou morrer! Eu vou morrer e nem mesmo consegui ajudar o Kacchan. Eu realmente não consigo ser nada além do que um Deku.' Ele abaixou a cabeça e fechou os olhos com as lagrimas já se formando pela vergonha de não poder ter feito nenhuma diferença,

'Não, você não vai morrer. Pelo menos não hoje.' Os olhos de Izuku se abriram novamente ao escutar mais estranha voz dentro da sua cabeça. Mas antes que ele pudesse questionar quem ou o que aquilo era, um grande borrão branco e verde se colocou entre ele e o Vilão de lodo.

"Realmente, sou patético! Como eu posso falar uma coisa e fazer outro?!" All might, em sua forma musculosa, disse enquanto o seu corpo soltava vapor e suas veias estavam saltando da pele pelo esforço de tentar se manter nessa formo por mais tempo.

"UM HERÓI SEMPRE PÕE A VIDA EM JOGO PELOS DEMAIS!" Ele gritou enquanto movia um braço para frente para agarrava um dos braços de Bakugou e o outro para trás preparando um golpe.

"DETROIT...! SMAAAAASH!" All might gritou claramente enquanto cuspia mais sangue e direcionava o seu punho fechado ao chão. Mas parando antes de, porém, a massiva corrente de ar causada pelo seu soco não perdeu nem um pouco da força.

O vilão de lodo explodiu em múltiplos pedaços em todas as direções pela segunda vez nesse dia, a pequena chuva falsa causada pelo ataque anterior de Izuku foi interrompida, todas as chamas foram apagadas de uma única vez e por alguns segundos, parecia que um tornado havia aparecido no meio do distrito comercial, apenas para desaparecer logo em seguida.

[Fim da música]

O silêncio de todos devido a terem visto em primeira mão feito de força inimaginável realizado por All might desapareceu quando o som de chuva tomou conta do local. Não era a água que caia em decorrência dos cortes nas caixas d'água, agora praticamente vazias. Mas sim o som vindo da queda de gotas provenientes de uma chuva de verdade, a pressão do soco do herói número um pôs sobre o ar havia sido tão grande que conseguiu afetar o clima, criando nuvens de chuva no céu da cidade de Musutafu em apenas alguns segundos.

Devido a estar bem de trás de All might, Izuku estava protegido de ser sido acertado em cheio pela onda de choque resultante do seu golpe. Sua mente só podia ser descrevida como um verdadeiro caos, haviam tantas dúvidas do que no inferno tinha acabado de acontecer que provavelmente seria assunto o suficiente para ele ficar murmurando e teorizando por horas. Mas quando ele viu que Bakugou estava caído no chão inconsciente, mas respirando e sem nenhum machucado, o seu celebro sentiu que ele finalmente podia descansar um pouco, se desligando por completo.

Antes dele desmaiar, Izuku pode ouvir estranhos ruídos que provavelmente eram os gritos de vitória e incredibilidade das pessoas que assistiam tudo de uma distância segura. Entre tanto, no último segundo antes do seu mundo envolver em completa escuridão, ele pode escutar mais uma vez a mesma voz de antes ecoar na sua cabeça.

'Exibido...'.


Conforme as coisas foram se acalmando, os outros heróis recolheram os pedaços restantes do vilão de lodo que caíram junto com a chuva e logo puderam conduzi-lo em segurança à polícia. A qual o levaria para a prisão de maior segurança de todo o Japão, o Tartarus.

Quando Izuku despertou alguns minutos depois e os paramédicos que chegaram para tratar os feridos e asseguraram que ele estava sem nem ferimento. Os heróis fizeram questão gritar todos os motivos do porquê as suas ações foram imprudentes, como poderiam colocar não apenas ele, mas também outras em pessoas em risco e que se ele fosse pego novamente tentando atuar como um herói sem licença, ele seria parado pelas autoridades e teriam que chamar os seus pais.

O que foi efetivo o suficiente para fazer Izuku nunca não tentar ser um vigilante se ele não conseguisse entrar em uma escola de heróis. E em contra ponto a isso, Bakugou foi elogiado por alguns dos heróis presentes pela sua resistência contra a tentativa de controle do vilão e pelo poder da sua peculiaridade. Tendo sido até convidado por uns dos heróis a se juntar a sua agência quando se formasse, quando todos terminaram de liberar suas frustrações no jovem de pelo verde, ele foi permitido a voltar para casa.

Agora Izuku se encontrava caminho a passo lento por uma zona residencial até o seu apartamento, com uma aura de negatividade ao seu rodeando.

'Acabei não pedindo desculpas para o All might... Talvez eu possa deixar uma mensagem no seu site ou...' Izuku não pode continuar pensando quando uma voz familiar se fez presente.

"DEKU!" Era Bakugou.

"EU..." Ele parou para tomar um pouco de ar por correr por todos os lados tentando alcançar a Izuku.

"EU NUNCA PEDI PARA SER SALVO, MUITO MENOS POR VOCÊ...!" Seu rosto possuía uma expressão de raiva nunca vista antes, seus dentes rangiam uns contra os outros e todo o seu corpo tremia tentando se controlar para não atacar a Izuku ali mesmo com uma explosão.

"E NEM FUI SALVO POR VOCÊ! EU PODIA TER ME VIRADO! EU NUNCA DEIXARIA UM DEKU IMPRESTÁVEL COMO VOCÊ FICAR ACIMA DE MIM! VOCÊ QUER QUE EU FIQUE TE DEVENDO?! QUER QUE EU TE AGRADEÇA?! ENTÃO PODE IR TOMAR NO BEM NO MEIO DO SEU CU!" Tendo terminado o que ele tinha vindo fazer, Bakugou se virou e foi embora dando as suas últimas palavras de despedida a Izuku.

"E POUCO ME IMPORTA SE VOCÊ TEM UMA PECULIARIDADE MEDÍOCRE AGORA, ISSO NÃO MUDA PORRA NENHUMA! SEU NERD DE MERDA DO CARALHO!" Sem mais nenhuma palavra para Izuku, Bakugou continuou o seu caminho sem olhar para trás. E Izuku só pode ficar ali olhando como seu antigo amigo ia embora batendo os pés no chão.

'Ele realmente nunca muda' Ele pensou enquanto via Bakugou desaparecer apôs virar em uma esquina.

'Mas ele está certo, é claro. Não é como se eu tivesse feito algo. Mas ainda assim... Eu estou feliz.' Para si mesmo já o suficiente saber que Bakugou estava a salvo, ele tinha certeza que seu amigo de longa data seria um grande herói no futuro e conseguir que isso não fosse impedido por um vilão antes mesmo dele ter a chance de tentar, era o bastante para colocar um sorriso no seu rosto. E agora ele tinha mais um motivo para se estar feliz.

'Eu tenho... Eu tenho a minha... a minha própria peculiaridade.' O jovem de pelo verde pensou enquanto olhava para as suas mãos, as mesmas que foram responsáveis de crias um par de espadas por meio de uma explosão de raios verdes.

Agora que Izuku lembrava desse fato, ele sentia como poderia chorar de alegria durante dias, mas antes ele precisava chegar em casa para contar as boas notícias para sua mãe. Ele ainda queria intender como isso era possível, sua segunda articulação no dedo mindinho do pé não havia sumido, mas de alguma maneira ele conseguiu manifestar um poder, um completamente diferente dos seus pais ainda por cima.

Balançando a cabeça, Izuku decidiu deixar suas infinitas teorias para mais tarde. A sua mãe provavelmente já estava começando a ficar preocupada por ele estar demorando tanto para voltar.

'Bem... Agora eu preciso focar em um futuro mais realista para mim.' Mesmo que agora ele tivesse, de alguma estranha maneira, a sua própria peculiaridade, o seu confronto com o vilão de lodo mostrou que isso não fazia diferença em uma situação de risco de verdade, em sua mente, as palavras de Bakugou tinham razão. Se não fosse por All might, ele teria sido morto com muita facilidade, pelo menos ele esperava que as outras pessoas parassem de tratar ele como se merecesse ser ridicularizado em público a cada minuto do seu dia.

'Mas será que eu deveria tentar...?" Sua linha de pensamento foi interrompida quando uma grande e musculosa figura loira emergiu, aparentemente do nada, da próxima esquina a sua frente.

"EU ESTOU AQUI!" Um All might em sua forma musculosa disse enquanto sai de uma esquina logo me frente de Izuku e possava em uma pose extravagante.

"QUÊÊÊ!? ALL MIGHT! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI...!? VOCÊ NÃO ESTAVA LIDANDO COM A IMPRENSA!?" Foi tudo o que Izuku conseguiu dizer devido ao seu espanto.

"HAHAHA!" All might riu divertido ao ouvir as suas palavras.

"Para mim é muito fácil escapar dos repórteres! AFINAL EU SOU O ALL MI-BLEEERHG!" All might não pode terminar a sua fala quando ele cuspiu mais um jarro de sangue devido ao excesso de esforço por fazer o seu corpo ficar mais tempo em sua forma musculosa. O seu corpo liberou uma grande nuvem de valor, e no instante seguinte, um magro e fraco All might era quem estava presente. Ele usou o braço para limpar o sangue na sua boca e então continuou.

"Garoto." Sua voz agora evidentemente mais séria, porém, comparado a sua forma de falar mais cedo, ele estava falando de uma maneira muito mais leve.

"Eu vim até por três razões. Para o agradecer, esclarecer algumas dúvidas minhas... E também fazer uma proposta." Ele disse enquanto olhava seriamente para Izuku.

"Eh?" Agora o pequeno jovem estava confundido pelas palavras do seu herói. All might, de todas as pessoas, queria agradecê-lo? Ele ainda estava desmaiado no chão no centro comercial e logo acordaria ou o quê?

"Primeiramente, se você não estivesse lá... Se eu não tivesse ouvido a sua história... Eu continuaria apenas como um marombado hipócrita. Então, muito obrigado!" All might disse com toda a sua sinceridade e Izuku sentia que essas palavras estavam mal, não só a parte que o herói número um se referia a si mesmo como um marombado hipócrita, mas sim que elas estavam sendo dirigidas a eles.

"Mas agora vem uma dúvida minha." All might disse seriamente enquanto passava a olhar Izuku de maneira mais crítica.

"Quando conversamos no terraço mais cedo, você me perguntou se uma pessoa sem peculiaridade ainda poderia se converter em um herói, dando a intender que esse era o seu caso." Ele comentou e levantou uma sobrancelha interrogativamente.

"Mas tendo em vista tudo o que você fez para salvar aquele outro jovem, acabo ficando consideravelmente confuso em relação a tudo isso." Ele abaixou o olhar pensativamente do porquê um garoto se daria o trabalho de perguntá-lo tau coisa quando ele evidentemente tinha peculiaridade.

"Então..." All levantou novamente a vista para observar um Izuku pálido com todo o corpo tremendo.

"Antes que eu possa tirar qualquer conclusão por conta própria, você acha que poderia me esclarecer as coisas, jovem?" All might fez sua pergunta esperançoso que o menino de pelo verde não tivesse simplesmente mentido para ele com a intenção de fazer uma piada ou algo muito pior. Algo que fazia ele ter uma dor fantasma de estômago só de pensar, mas era impossível, aquele monstro em forma de homem estava morto a cinco anos, ele se assegurou que ele estivesse.

Izuku podia sentir como suor frio escorria por todo o seu corpo, ele já podia ter ideai do que All might estava pensando, que ele era apenas um adolescente sem nada melhor o que fazer depois de quase ser atacado por um vilão e decidiu fazer uma piada idiota com o símbolo da paz no meio do seu trabalho. Não só fazendo o vilão fosse liberado do seu confinamento, como causando vários danos a propriedade privada de múltiplas pessoas e colocando a vida de civis em perigo por consequência.

Não importasse como, Izuku tinha que achar uma maneira de se explicar, ele poderia viver sabendo que todos o adiavam por ser como era, mas ele não poderia viver com o fato que All might passou a velo com um idiota tentando ser engraçado.

"E-E-Eu..." Ele murmurou a sua primeira palavra pelo nervosismo, tentando colocar a sua mente ao mesmo nível de velocidade da sua boca. Izuku engoliu em seco, respirou profundamente e liberou tudo.

"EUREALMENTENUNCATIVEAINTENÇÃODEMENTIRPARAVOCÊALLMIGHT!EUNAVERDADENÃOMENTIPARAOSENHOREMNENHUMMOMENTO!QUERODIZER!EUFUIDIAGNOSTICADOCOMONÃOPECULIARQUANDOTINHAQUATROANOS,DESDEENTÃOEUVIVISENDOINTIMIDADOPORTODOSOSDIMAIS,POREMQUANDOEUVIKACCHANNAQUELASITUAÇÃOMEUCORPOSEMOVEUANTESDEPENSAR,NÃOTENHOAMENORIDEIADECOMOEUFIZAQUELEASESPADASAPARECEREMDONADA,EUSIMPLESMENTEOUVIUMAVOZNAMINHACABEÇAEFIZTUDOOQUEPODIAPARATENTARAJUDAR,MASINTENDOQUEMINHASAÇÕESESTAVAMERRADASPORMEINRTOMETENOTRABALHODOSHERÓIS!EUSINTOMUITOEPORFAVORNÃOMEODEIE!" Izuku soltou tudo o que veio na sua mente para se explicar tudo da melhor maneira possível.

Quando o jovem de pelo verde terminou, ele se apoiou nos seus joelhos, ofegante depois de todo o seu ataque de murmúrios. Com sua respiração voltando a se estabilizar, Izuku hesitantemente levantou a cabeça sem saber se o silêncio de All might era um bom ou mau sinal.

E tudo o que ele viu quando levantou o olhar foi um All might muito surpreendido, com os olhos arregalados e com a boca levemente aberta por Izuku ter conseguido falar uma oração tão grande de uma única vez tão rápido.

"Eu... Eu não sei se consegui pegar tudo, mas..." All might apoiou uma mão o queixo enquanto apontava com a outra para Izuku sem ter certeza do que dizer em continuação.

"Te disseram que você nunca iria ter uma peculiaridade e foi assim até hoje, certo...?" All might perguntou ainda incerto se ele havia conseguido retirar a informação mais importante de todo o seu mar de palavras. Porém, havia mais alguma coisa que o incomodava.

'O que foi aquilo de intimidação?' Não poderia ser a maior prioridade no momento, mas mesmo que essa conversa não terminasse da mesma maneira que ele planejava, esse pequeno tópico não parecia algo para se deixar de lado. Izuku também não parecia saber como prosseguir.

"Bem... Sim..." Ele respondeu um pouco envergonhado, esse poderia ser o resumo mais simples, mas não deixava de ser certo. All might deixou de apontar para Izuku e apoiou a sua mão na cintura enquanto a outra se mantinha no seu queixo

"Humn, curioso. Um despertar tardio talvez?" All might sugeriu sem nenhuma ideia melhor em sua mente.

"Não sou do tipo que passa o tempo lendo sobre as peculiaridades... Mas já ouvi de alguns amigos que existem pessoas que demoram mais para manifestar as peculiaridades suas em comparação a outras pessoas." All might disse enquanto se lembrava de uma conversa que teve com um amigo de longa data que entendia bastante sobre peculiaridades.

"Porém, se me lembro bem, o caso com a maior idade foi de oito anos." All might revirou os olhos, incerto se lembrava bem os detalhes da sua conversa com seu amigo David a alguns anos.

"FOI O CASO DE UMA GAROTA NA NIGÉRIA!" Izuku gritou animado e acidentalmente liberando o seu lado fanático de peculiaridades por esquecer por um segundo o porquê e com quem estava conversando sobre isso.

"SI-SI-SINTO MUITO! QUERO DIZER...! E-eu sei do que o senhor estar se referindo, pesquisei sobre muitos casos assim, mas..." A voz de Izuku se apagou quando ele chegou nessa parte.

"Mas?" All might perguntou enquanto levantava uma sobrancelha inquisitivamente.

"Mas... Em todos os casos que isso aconteceu e chegaram a detalhar a esse ponto... Todas as crianças tinha apenas uma articulação no dedo mindinho do pé e... Eu tenho duas..." Izuku corou de vergonha quando foi obrigado a explicar ao seu ídolo porque ele creia que não tinha uma peculiaridade.

O rosto de All might se arrugou ainda mais pela confusão, balançando a cabeça, ele decidiu deixar esse assunto para depois, se nada disso estava relacionado àquele homem, então era apenas mais saldo positivo para agregar a conta.

"MAS NADA DISSO IMPORTA AGORA!" All might exclamou repentinamente.

"DE TODAS AS PESSOAS QUE ESTAVAM LÁ, FOI VOCÊ! VOCÊ, A PESSOA COM MAIS RAZÃO DE ESTAR ASSUSTADA! VOCÊ, O SUPOSTO GAROTO NÃO PECULIAR! VOCÊ FOI O ÚNICO QUE DEU UM PASSO PARA FRENTE NAQUELA HORA PARA AJUDAR QUEM ESTAVA EM PERIGO!" All might disse as suas palavras com grande paixão e entusiasmos em relação às atitudes de Izuku, o próprio só podia ficar ali de pé com os olhos arregalados pela surpresa.

"FOI VOCÊ QUEM ME MOTIVOU A AGIR!" Ele parou por um momento para recuperar um pouco de ar e continuou.

"Isso é algo que grande parte dos maiores heróis disseram quando ainda eram estudantes..." O herói número suspirou mais uma vez tomando ar.

"O início da maioria das suas histórias como heróis estar ligada à seguinte frase:...". Izuku não intendia muito bem porque, mas ele sentia uma grande pressão sobre o seu peito nessa hora. Ele não conseguia explicar bem, mas era como se uma grande sensação invadisse o seu coração.

Não poderia ser o que ele estava pensando, poderia? Não, isso era impossível, Bakugou e todos os outros estavam certos, ele era apenas um Deku, um inútil e ter uma peculiaridade agora não fazia diferença, então All might não poderia estar preste a dizer as palavras que ele pensava que ele diria, poderia?

"QUANDO ME DEI CONTA, EU JÁ ESTAVA ME MOVENDO!" All might gritou novamente, e a sensação no seu peito crescia ainda mais, a força dos seus joelhos começava a ceder, e por alguma razão as palavras da sua mãe daquele fatídico dia vieram a sua mente.

'ME DESCULPA IZUKU! POR FAVOR, ME DESCULPA! EU SINTO MUITO BEBÊ!' Ele não queria criar falsas esperanças, toda vez que ele achava que alguém finalmente diria o que ele queria ouvir ele se decepcionava com as suas respostas, elas eram sempre mesmas palavras de pena, consolo, indiferença e burla em relação ou seu sonho.

Por isso ele não queria se iludir, mas tudo o que All might estava dizendo não podia deixar de fazer a sua mente imaginar o que ele estava preste a falar. As únicas palavras que ele necessitava para poder seguir em frente, em direção ao seu sonho. Izuku abaixou a cabeça quando as lagrimas começaram a se derramarem.

"ME DIGA! ACONTECEU A MESMA COISA COM VOCÊ, NÃO FOI!?" All might gritou mais uma vez, motivando a Izuku responder a sua pergunta.

"SIM!" Ele gritou com a sua voz quebrada.

Seus joelhos já estavam no chão nesse momento, seus olhos encharcados de lagrimas e em sua mente, a única coisa que ele conseguiu pensar foi pedir para qualquer Deus que o estivesse ouvindo para que tudo isso não fosse ser apenas um sonho, que ele logo não acordaria mais uma vez no distrito comercial para se novamente criticado pelos heróis.

"Então jovem..." All might acalmou a sua voz e deu mais um longo respiro para recuperar mais um pouco de folego.

"Mesmo se você não tivesse despertado a sua peculiaridade hoje, amanhã ou nem mesmo no último dia da sua vida, isso não mudaria o fato que eu me dei conta naquela hora..." Ele fez uma pausa enquanto endireitava a sua postura para ter uma melhor visão do adolescente na sua frente.

"Você pode se tornar um herói." All might afirmou sem hesitar, suas palavras eram firmes e sua certeza no que ele dizia era absoluta.

E pela segunda vez nesse mesmo dia, Izuku Midoriya chorou, ele chorou como nunca na sua vida, mas não foi pelo fato que o seu maior ídolo disse para encarar a realidade e desistir. Mas sim porque o mesmo se deu o trabalho de se desculpar pelo que havia dito.

Se corrigindo, dizendo que ele estava errado, que poderia realizar o seu sonho. Logo de todas as pessoas, foi All might, o herói mais admirado de todos no mundo, foi o primeiro a dizer as palavras que Izuku tanto queria ouvir. Ele se manteve ali, ajoelhado e chorando igual a uma criança em frente ao seu herói, agora em mais de uma maneira.

Izuku podia sentir levemente como o seu subconsciente parecia estar confuso, era como se ele quisesse se opor a conversa, mas, simultaneamente, aparentava estar um pouco feliz e triste em relação a tudo, então preferiu apenas permanecer discreto dentro de sua mente.

A alegria que Izuku estava sentindo nesse momento não poderia ser expressa em palavras, o que parecia estar ser tornando o novo pior dia da sua vida acabava de se tornar o melhor. Ele quase chegou atrasado por ver os heróis lutando, foi humilhado pelos seus professores e colegas de classe, seu antigo melhor amigo disse para ele se matar, quase foi morto sufocado por vilão, mas foi salvo pelo seu herói favorito apenas para o mesmo dizer que ele não poderia ser um herói.

Mas acabou de alguma maneira despertando o seu poder para tentar salvar a vida da mesma pessoa que disse que ele deveria tirar a sua vida e o seu herói voltou para se desculpar dizendo que mesmo sem uma peculiaridade ele poderia ser um herói, depois de tudo isso Izuku tinha certeza que mais nada de surpreendente do que tudo isso poderia acontecer.

"E por isso..." All might começou a dizer enquanto andava para mais perto de Izuku com os braços levantados em sua direção.

"Você é digno de herdar o meu poder!" As lagrimas pararam no mesmo instante, a mente de Izuku ficou em branco por alguns segundos tentando processar as palavras que acabam de sair da boca de All might, quando até mesmo com a ajuda do seu subconsciente não foi o bastante para entender, tudo que ele pode fazer nesse momento foi levantar a cabeça expressando total confusão.

"Hein...?".

"O QUE A COM ESSA CARA?! EU DISSE QUEM TAMBÉM VIM FAZER UMA PROPOSTA, NÃO FOI?!" O magro homem exclamou ao mesmo tempo que agitava os braços de maneira dramática.

"Agora escute bem. A MINHA PROPOSTA É SE VOCÊ ACEITA HERDAR O MEU PODER OU NÃO!?" All might gritou mais uma vez enquanto apontava para Izuku e cuspia mais um jorro de sangue involuntariamente.

'Herdar... O seu poder...? Do que você estar falando, All might?' A cada palavra que era dita, menos Izuku compreendia do que o herói número um estava falando, a hipótese que tudo isso, na verdade, não passava de um sonho parceria ter mais sentido a cada segundo que passava.

"Estou falando da minha peculiaridade, jovem." All might disse enquanto limpava o sangue da sua boca novamente.

"A mídia sempre descreve a minha peculiaridade como apenas um genérico impulso de superforça. E nas entrevistas, eu sempre desvio o assunto com uma piada." All might continuou enquanto levantava a cabeça para cima e passava as mãos pelo seu cabelo.

"Afinal, All might, o símbolo da paz, não ia funcionar se ele não fosse um "herói de nascença"!" All might tirou as mãos da cabeça e as esticou para os lados enquanto continuava olhando para o céu.

"Mas a minha peculiaridade... É como um fogo sagrado de uma tocha. Um fogo passado de geração a geração.".

"Uma... Peculiaridade... Que pode ser... Passada!?" Izuku perguntou incrédulo. Agora o jovem de pelo verde acreditava que receber resposta de All might em relação ao seu sonho causou um impacto tão grande ao seu cérebro que ele deveria estar delirando pela emoção.

"Isso mesmo jovem. E eu o escolhi como o seu próximo portador." All might afirmou ao mesmo tempo que uma pequena brisa de vento levanto um pouco a sua camisa o suficiente para mostrar a cicatriz do seu estomago.

"Es-espera, dá um tempo, apenas, o quê? Espera um pouco, por favor, espera só um segundo..." Agora que a realidade estava finalmente entrando na sua cabeça, a mente de Izuku estava o mais rápido possível tentando processar toda a informação dada de um vez. O seu subconsciente já havia deixado de tentar ajudar na sua linha de raciocínio e deixou que os pensamentos de Izuku corressem soltos. E assim eles fizeram.

"Defato,apeculiaridadedoAllmightéconsideradoumdossetesgrandesmistériosdomundoeexistemuitadiscursãoeespeculaçã ão,épossí ,paracomeçodeconversa,oqueseriapassarumpoder?Eunã , ás,ningué équeessahipótesenuncasurgiuemnenhumgrupodediscussã ,issosignificaqueumapeculiaridadecomoessanuncafoiregistradanahistó ,aspeculiaridadestambémsãochamadasdeindividualidade,exatamenteporqueéalgoquenascecomapessoaequepodeserdesenvolvidoparasediferenciasdosdemais.E,e,e..." Izuku teria continuado murmurando teorias na velocidade do som pelo resto do dia se All might não tivesse tido a suficiente disso.

"MY GOD, JÁ CHEGA GAROTO! A sua atitude é sempre de negar tudo o que não entende?! QUE TOLICE!" All might exclamou enquanto posava comicamente pela capacidade de Izuku falar tanto e tão rápido simultaneamente.

"Até posso guardar segredos comigo, MAS EU NÃO CONTO MENTIRAS!" All might recuperou a sua compostura depois de um momento e continuou a sua explicação.

"Esse é o poder d transferir poder... Essa é minha peculiaridade! E o nome dela é... One For All." Ele disse enquanto erguia mão na frente de Izuku, como se tau poder estivesse na sua palma, ansioso para ser passado ao seu próximo usuário.

"One for... All...?" Izuku acabou inconscientemente repetindo o nome inspirado na característica frase da história do famoso trio de mosqueteiros escrita por Alexandre Dumas.

"Uma pessoa desenvolve a sua força e a transmite à próxima, que a desenvolve mais e a transmite à seguinte. É um poder que se tornar mais forte a cada grito de socorro. É UMA PECULIARIDADE QUE BRILHA MAIS INTENSAMENTE A CADA ATO DE CORAGEM PARA ENFRENTAR O MAL!" All might gritou com paixão a última parte da sua explicação para enfatizar a grandiosidade e o orgulho que ele sentia pelo significado que seu poder carregava.

"M-mas por que o senhor... Por que eu mereceria receber o seu poder? Existem tantas pessoas com peculiaridades muito mais poderosas que seriam melhores opções e..." Izuku parou de divagar novamente quando All might começou a negar com o seu dedo indicador.

"Essa não é a questão para eu encontrar um sucessor jovem. E JÁ CHEGUEI À CONCLUSÃO DE QUE VOCÊ MERECE HERDÁ-LO!" E mais uma vez o símbolo da paz gritou para enfatizar o seu ponto, mas dessa vez ele também escolheu elaborar mais a sua explicação.

"Você supostamente não tinha uma peculiaridade!? Você não passava de mais um fã de heróis!? E DAÍ!?" Ele disse enquanto se lembrava do momento em que ele viu Izuku correr em direção ao perigo para salvar uma pessoa.

"NAQUELE MOMENTO, FOI VOCÊ QUEM MOSTROU A TODO MUNDO O QUE SIGNIFICA SER UM HERÓI!" E ele levantou o dedo mais alto para demonstrar que ainda havia um último detalhe para acrescentar.

"E acredito que com bastante treinamento e um pouco de prática, o trabalho em conjunto entre a sua peculiaridade recém-desperta e a minha podem fazer você alcançar primeiro lugar no ranking de heróis em tempo recorde!" All might afirmou enquanto apontava para os céus e Izuku sentia as lagrimas ameaçando caírem novamente.

"Mas enfim! É claro que depende de você aceitar ou não! O que me diz!" All might estava preste a rir por notar que ele praticamente estava começando a devagar igual ao jovem na sua frente, mas acabou tossindo mais um jorro de sangue.

'Shit' ele tinha que tentar evitar forçar o seu corpo a se manter na sua forma musculosa por mais tempo do que ele realmente conseguia suportar. Izuku ergueu a cabeça e esfregou com força o seu braço contra os seus olhos para secar as lagrimas.

'Depois de me contar tudo isso. Após me revelar até seu grande segredo. Tenho algum motivo para dizer não...?' Izuku se questionou e sentiu como o seu subconsciente se agitava em desacordo por dentro em resposta.

'Tenho algum motivo para ficar em dúvida...?' Mais uma vez seu subconsciente se fez presente dentro da sua mente, mandando uma onda de emoções tão grande que era como se ele estivesse gritando o sim mais alto possível sem proferir uma palavra em todo a sua existência.

'Não! É claro que não!' Ele chegou na sua conclusão e o seu subconsciente parecia estar ao ponto de finalmente explodir de raiva. Izuku não sabia bem como, mas nesse momento parecia que ele poderia imaginar como se ele jogasse os braços para cima em sinal de frustração e se retirava para o fundo da sua mente. Como se dissesse 'Que saber?! Não me importo!' sem proferir nenhuma palavra. Izuku retirou o braço do seu rosto e olhou para All might com um olhar de pura determinação.

"Eu aceito! COM TODA A CERTEZA!" All might sorriu satisfeito enquanto limpava mais uma vez o sangue dos seus lábios.

"Que reposta rápida, não esperava menos de você." E em um instante, o sorriso de All might desapareceu, dando lugar a uma expressão totalmente seria no lugar.

"Bem, agora precisamos tratar de dois últimos tópicos." Izuku pode sentir a seriedade que as suas palavras transmitiam, ele se colocou de pé e endireitou a sua postura.

"Jovem..." O símbolo da paz disse e Izuku engoliu em seco devido ao nervosismo e antecipação da situação.

"Qual é mesmo o seu nome?" Toda a seriedade do momento foi morta pela pergunta de All might, o mesmo agora estava com uma expressão envergonhada enquanto coçava a parte de trás da cabeça com uma mão.

Izuku caiu de costa comicamente por perceber que ele em nenhum momento havia se apresentado corretamente, se apoiando no chão com os braços e com o rosto levemente corado pela vergonha, ele respondeu.

"I-Izuku, Izuku Midoriya." All might sorriu mais uma vez enquanto estendia a mão para ajudar o jovem a se levantar.

"Muito prazer Izuku Midoriya, meu verdadeiro nome é Yagi Toshinori." Ele disse enquanto colocava Izuku novamente de pé, então ambos se cumprimentaram.

"E a partir de hoje eu te reconheço como meu sucessor." Izuku expressou o maior sorriso da sua vida e respondeu.

"SIM ALL MI-QUERO DIZER! Yagi-san. Es... Estarei sobre os seus cuidados a partir de hoje." Sua voz tremeu e as lágrimas apareceram novamente dos seus olhos, ele tinha que lidar com o seu costume de chorar toda vez que ele se emocionava. Separando-se do seu cumprimento, All might apoiou ambas as mãos na cinturam e suspirou.

"Tudo certo, agora. Estaria tudo bem se você me desse o seu número?" All might perguntou um pouco incerto se isso poderia soar um pouco intrusivo da sua parte, o que ele não esperava era que ter o seu número de telefone compartilhado com o símbolo da paz era uns dos maiores sonhos de todo a vida de Izuku.

Abrindo a sua mochila amarela o mais rápido o que podia, Izuku retirou um lápis do seu estojo com temática de All might e escreveu o seu número na última página no seu caderno explodido por Bakugou essa manhã, ele arrancou a página do caderno e a entregou para All might.

"A-AQUI ESTAR!" Izuku estendeu os braços que seguravam a folha e fez uma reverência de noventa graus perfeita, All might riu pela atitude sua de fã e pegou a folha ao mesmo tempo que dada leves tapinhas na cabeça de Izuku.

"Muito bem. Com tudo isso resolvido, só vou precisar resolver algumas coisas, então eu devo entrar em contato no máximo amanhã pela tarde para avisar quando começamos o seu treinamento." All might disse enquanto verificava o número escrito na folha e a guardava no seu bolso.

"SIM SENHOR!" Izuku respondeu a todo pulmão enquanto se endireitava e batia continência para All might.

"HAHAHAHA, VOCÊ REALMENTE TEM ESPIRITO, JOVEM MIDORIYA!" Ele riu mais uma vez, porém sem tossir mais um litro de sangue pela boca.

"Bem, já está ficando tarde." O símbolo da paz disse ao mesmo tempo que começava a andar e passava ao lado de Izuku.

"Talvez seja melhor você voltar logo para casa antes que os seus pais acabem ficando preocupados." Ele levantou o dedo e apontou para Izuku de maneira acusadora.

"E apesar de tudo que falei antes, sem mais lutas contra vilões, entendido?" Izuku novamente se indireto e respondeu ao seu mais novo treinador.

"SI-SIM SENHOR ALL MIGHT-SENSEI! Eu prometo não atuar como um herói até conseguir a minha licença!", All might sorriu novamente pela sua atitude e levantou o polegar em sinal de aprovação.

"Tudo bem, mas pode me chamar apenas de Yagi-san quando estivemos sozinhos ou eu esteja na minha fraca em público, não há necessidade para tanta formalidade entre nós dois, jovem Midoriya." All might olhou para cima pensativamente antes de lembrar de um último detalhe.

"Ah, e não se esquece de conversar com os seus pais para te levarem a um pediatra o mais sedo o possível para atualizarem o estado não peculiar.".

"Sim senhor, Yagi-sensei! Vou falar com eles o mais sedo possível!" O herói número um assentiu com a cabeça e se virou para continuar andando.

"Nos falamos logo, jovem Midoriya." Ele disse enquanto andava e acenava o braço se despedindo.

"Nos vemos logo All mi-QUERO DIZER! YAGI-SENSEI!" Izuku respondeu com a sua própria despedida envergonhada, o que ele ouvir como All might ria mais uma vez e antes de virar em uma esquina. Mas ele ainda pode escutar o que parecia muito a um All might tendo mais uma crise de tosse.

Izuku ficou mais alguns segundos parado no mesmo lugar, ainda um pouco desacreditado com tudo que acaba de acontecer, quando ele beliscou a própria bochecha e não acordou na sua cama dentro do seu quarto, o maior e mais puro sorriso de alegria surgiu no seu rosto e ele correu a toda velocidade para casa. Hoje simplesmente parecia o dia mais incrível da sua vida, ele não só finalmente conseguiu a sua própria peculiaridade, como o herói número estava se oferecendo a dar a sua e ajudá-lo a se tornar um herói, com certeza mais nada, nem mesmo Bakugou ou outro vilão poderia estragar esse dia.

Quando Izuku finalmente chegou no seu prédio de apartamentos, ele subiu as escadas a toda velocidade e destrancou a porta o mais rápido possível pode para entrar em casa e procurar a sua mãe dar as boas notícias. Claro, sem antes errar o buraco da fechadura da porta algumas vezes pela emoção.

"ESTOU DE VOLTA!" Izuku anunciou a sua chegada enquanto tirava os seus sapatos vermelhos preferidos. Mas parou repentinamente, estando um pouco estranhado quando ele não ouviu nenhuma resposta por parte de sua mãe. O que era muito fora do normal, já que nessa hora Inko já teria saído do trabalho e chegado em casa. Terminando de tirar os seus calçados, Izuku andou pelo corredor da entrada do apartamento e foi em direção até a sala de estar.

"Mamãe?" Izuku chamou, mas não houve nenhuma resposta.

Quando ele finalmente chegou na sala de estar, ele se aliviou ao ver como a sua mãe simplesmente sentada no sofá. Mas o jovem de pelo verde imediatamente se preocupou novamente quando ela se virou para ele com a maior expressão de espanto e choque que já havia visto no seu rosto. Sua boca estava completamente aberta, as pupilas e as íris dos seus olhos encolheram tanto que faziam parecer que seus olhos estavam completamente brancos.

Antes que Izuku tivesse a oportunidade de perguntar o que tinha acontecido, o ruído prevenindo da televisão atraiu o seu olhar, e por um instante o que ele viu quase o fez ter um ataque do coração quando ele viu o que era.

A Televisão estava no canal de notícias locou da cidade de Musutafu, o apresentador estava relatando um dos incidente mais recente entre vilões e heróis que havia acontecido. E ao seu lado, uma pequena tela que mostrava um clipe em repetição de uma gravação feita por celular. A qual mostrava nitidamente como Izuku corria em direção a um vilão de lodo, fazia um par de espadas aparecer das suas mãos, desvia dos ataques do vilão, arremessava as mesmas espadas contra duas caixas d'água criando uma mini chuva artificial e era salvo no último segundo pelo All might.

Izuku voltou o seu olhar para a sua mãe novamente, a qual passou a sua expressão de antes para uma mais séria e irritada. Ele começou a tremer no seu lugar e levantou as mãos em sinal de rendição enquanto tentava dizer as únicas palavras que vieram na sua mente naquele momento.

"Eu posso explicar...".


A uma hora e meia seguinte foi um revezamento de Izuku tentando acalmar a sua e explicar o porquê por trás das suas ações e sua mãe tendo que o acalmar toda vez que ele começa o chorar igual a uma criança quando chegava na parte da história em que ele tinha finalmente conseguido a sua própria peculiaridade. Ele havia explicado tudo que tinha acontecido, deixando de lado apenas a parte que ele conheceu a All might e como agora ele era o futuro sucessor do seu poder.

Sua explicação em conjunto a emoção dele finalmente ter o seu próprio poder, conseguiram ter efeito o bastante para que a sua mãe apenas o deixa-se o seu tempo na internet limitado a apenas uma hora por dia e sem mesada até o fim do mês como forma de castigo pela sua imprudência. O que já foi muita generosidade por parte dela ao seu ver.

Izuku preferiu pular o jantar e ir direto tomar um banho para depois ir deitar, sua mãe não parecia de acordo com isso, mas acabou concordando quando percebeu o quão esgotado o seu filho estava pelo dia.

Após se limpar e escovar os dentes, Izuku desejou boa noite a sua mãe caiu de costa na sua cama com temática de All might, ele suspirou de alívio por ter finalmente chegado no fim desse dia esgotador.

Levando a sua mão direita até a frente do seu rosto, ele a encarou por alguns segundos para logo levantá-la para o alto em direção ao teto. O jovem de pelo verde se concentrou na mesma sensação quando ele estava preste a ser atingido, ele tentou lembrar o mais detalhadamente o possível, a aparecia de umas das espadas que havia criado, mais especificamente a lâmina escura. O peso que ela tinha na sua mão, a textura do cabo, como a eletricidade verde se movia no ar antes de formá-la. Mas nada, essa tinha sido a primeira vez que ele usou uma peculiaridade na vida e ele não tinha a menor ideia de como ela funcionava.

Ele se virou frustrado pela sua tentativa falha e ficou deitado de lado sobre a sua cama. Mas mesmo cansado, a sua mente continuava a mil por hora tentando intender como, porque e o que a sua peculiaridade era.

'Porqueseráqueelademoroutantoparasemanifestar?Mascomoelepodetersemanifestadoseuaindatenhoaminhaarticulaçãoextranomeudedomindinho?Equetipodepeculiaridadeelaéafinal?Bem,comcertezaelaédotipodecriação,masnãotemnadaparecidocomadosmeuspais,seráqueeuacabeiherdandoapeculiaridadedealgummembrodistantedaminhafamília?Eseéassim,seráqueesseéomotivoqueeuaindasoucapazdemanifestaraminhapeculiaridade?Mastalvezelaprecisavadealgumfatoresternoparasemanifestarou...?' Izuku poderia continuar se questionando sobre o seu novo poder ilimitadamente durante dias. Mas conforto de estar deitado a sua cama cobrou tudo o cansaço decorrente do dia. E aos poucos ele foi adormecendo enquanto um sorriso se formava no seu rosto, definitivamente, nada mais de surpreendente aconteceria durante um bom tempo.


O primeiro que Izuku sentiu quando ele finalmente recobrou a consciência foi o característico chão duro e arenoso contra as suas costas que ele já estava tão acostumado. Ele se perguntou se o seu sonho passaria a acontecer diariamente de agora em diante, o que sinceramente seria uma verdadeira desgraça na sua opinião se fosse verdade.

Mas um segundo depois ele reparou algo estranho, o vento não estava se movendo em velocidades absurdas contra o seu corpo, ele não era nada mais do que uma suave brisa que batia contra o seu rosto.

Abrindo a seus olhos lentamente, Izuku se surpreendeu por não se ver em meio a gigantesca e escura nuvem de areia, mas ao invés disso, tudo que ele viu foi um céu nublado e alaranjado do fim de uma tarde, porém ele se deu conta de um pequenino detalhe.

"Aquilo é uma engrenagem?" Izuku perguntou em voz alta para ninguém em particular, e apesar que a sua pergunta soasse sem sentido, os seus olhos não estavam mentindo sobre o que ele estava vendo. Não apenas uma, mas várias engrenagens gigantescas, algumas sendo tão grandes ou senão até maiores do que o edifício em que ele morava, flutuavam e giravam inofensivamente no céu entre as nuvens.

Se apoiando para uma posição sentada, Izuku se surpreendeu ainda mais com o que ele viu em seguida. Ele estava no topo de uma pequena colina em meio um deserto rochoso que se estendia até o horizonte. Mas isso não era o que realmente chagava ser a parte mais estranha, ao seu redor e por toda parte, o jovem de pelo verde viu um número incontável de espadas, das mais variadas formas e estilos possíveis.

Todas estavam com um pouco menos da metade das suas lâminas cravadas contra o chão, E assim como o deserto em que elas se encontravam, o mar de armas se estendia até aonde a visão conseguia alcançar. E antes que Izuku pudesse entrar em pânico sobre o que estava acontecendo, uma voz desconhecida, mas de alguma maneira extremamente familiar, soou de trás dele.

"Finalmente. Já estava pensando que você nunca iria dormir." Izuku levantou assustado em um pulo e se virou para ver quem era a pessoa que estava se referindo a ele e o que ele viu o deixou bastante confuso.

Era um homem adulto sentado em uma rocha que ele usava como acento e estava com os braços apoiados nas suas pernas. Sua pele era morena e seu cabelo branco estava penteado para trás, sua roupa era em uma armadura negra que consistia em uma camisa preta justa e sem mangas com detalhes em prata que delineavam seus músculos e uma placa de metal em um colarinho, uma calça preta com duas tiras pretas nas coxas e outras duas presas na canela, separadas uma da outra.

Ele calçava sapatos chapeados de metal, que parecem estar presos às calças, seu casaco vermelho, na verdade, era duas mangas separadas conectadas por uma placa de metal nas costas que cobriam os seus braços e era cortada meio mostrando parte do seu peitoral, com um nó agemaki perto de cada um dos seus ombros. Ele tinha uma saia vermelha aberta na frente que terminava na sua panturrilha.

E essa pessoa o encarava com um olhar inexpressivo, mais por alguma razão Izuku podia sentir uma tensão crescendo aos poucos no ar.

"Acredito que temos muito para colocar em dia, não concorda, Izuku Midoriya?".


Nome: All might (Yagi Toshinori)

Peculiaridade: One for all

Capacidades: Permiti que ele acumulasse uma enorme quantidade de energia bruta, permitindo que ele aumente enormemente todas as suas habilidades físicas a um nível além sobre-humano. Isso resulta em níveis inacreditáveis de força, velocidade, agilidade e durabilidade.

Nome: Izuku Midoriya

Peculiaridade: Contra guardião/Espirito heroico arqueiro.

Capacidades: Atualmente desconhecidas.


Caramba, mais um capítulo reescrito com sucesso e esse provavelmente vai ser o último.

Como os meus três primeiros capítulos pareciam os piores em termo de qualidade de escrita, acho que os seguintes a partir desse não vão precisar de nenhuma edição.

Bem, com tudo isso dito, agradeço a todos que deram uma chance a minha história e a leram até aqui. Até a próxima e adeus.

:)