Não sou o autor das histórias ou personagens de Fate/stay night ou de Boku no hero academia, todos os direitos reservados aos seus respectivos criadores
"Falando"
"GRITANDO"
'Pensando'
"GOLPE ESPECIAL/FANTASMA NOBRE"
Era um dia ensolarado na cidade de Musutafu, o céu estava aberto com apenas algumas poucas nuvens, o sol brilhava belamente e uma leve brisa que balança as árvores, deixando o clima muito agradável para todos os cidadãos da cidade. Não havia acontecido nada de muito relevante durante todo o dia, sem ataques de vilões ou uma chuva inesperada devido a um poderoso soco de All might.
Ou seja, um dia perfeito para qualquer um estar em um estado de pura tranquilidade.
Inko Midoriya não se sentia nem um pouco tranquila.
Já havia passado uma semana desde o dia do exame de admissão da A.U., e contra todas a suas expectativas, o seu nervosismo e ansiedade não diminuíram nem um pouco desde então.
É claro que ela já esperava que um pouco da sua preocupação como não diminuiria apôs Izuku voltar para casa. Ele sabia muito bem como era ficar ansiosa apôs fazer um teste tão importante e ter que esperar dias para saber o resultado. E conhecendo o seu filho melhor do que qualquer um, sua mente já havia imaginado como o seu pequeno bebê ficaria. Ela só não imaginou o nível que isso escalaria.
'Cinco, quatro, três, dois, um e...' Inko, sentada no sofá na sala de estar, contou enquanto pegava uma xícara de chá na mesinha de centro. Como se seguisse as ordens da pequena mulher, o som de um estalo veio da cozinha atrás dela.
"Finalmente!" Um animado Izuku disse enquanto saia andando rapidamente do seu quarto e ia até a cozinha. O jovem de pela bronzeada colocou um par de luvas térmicas e tirou um tabuleiro de metal de dentro do forno logo em seguida.
"Mais uma fornada de brownies quentinhos, mamãe!" Ele comentou alegremente enquanto colocava o tabuleiro cheio de um largo bolo marrom na bancada da cozinha.
Inko normalmente ficaria extremamente alegre em pode experimentar mais da maravilhosa comida que o seu filho podia cozinhar, ela ainda se surpreendia como ele tinha se tornado um bom cozinheiro em quase todos os tipos de pratos em tão pouco tempo. Porém, tudo que ela pode fazer foi olhar preocupada a Izuku.
"Bebê, você tem certeza que estar se sentindo bem?" Ela perguntou enquanto o olhava de cima para baixo.
"Humn? Claro que sim, mamãe, eu me sinto ótimo. Por que a pergunta?" O garoto de cabelo albino perguntou inocentemente, estando verdadeiramente confuso pela pergunta da sua mãe enquanto cortava o brownies em vários quadrados.
"É que essa já é sexta fornalha de hoje." Ela comentou honestamente preocupada enquanto olhava para enorme piramide de cubos marrons no meio da mesinha de centro.
"Ah...!" Foi tudo o que ele disse ao terminar de corta o brownie e olhar para o que a sua mãe se referia.
"E quando você não estar cozinhando, você estar ou se exercitando ou meditando no seu quarto." Inko disse enquanto olhava para os pares de pesos presos nos antebraços e nas panturrilhas do seu filho.
"Ah! Hahaha, bem... É verdade. Mas eu estou bem mamãe, é só o nervosismo devido a minha antecipação sobre o resultado do exame de admissão, não precisa se preocupar." Izuku comentou estando um pouco envergonhado por não conseguir se um pouco sutil sobre os seus sentimentos enquanto se virava para lavar o tabuleiro.
A pequena mulher olhou preocupada para o seu filho durante alguns segundos, ela queria dizer mais algumas coisas, mas preferiu deixar esse assunto de lado por enquanto para não pressionar o pequeno amante de heróis.
'Sinto muito mãe.' Izuku pensou para si mesmo enquanto o seu rosto se retorcia em uma expressão de pura vergonha. Ele terminou de lavar a tabuleta e voltou para dentro o seu quarto, trancando a sua porta, ele se sentou o meio do chão do seu quarto com as penas cruzadas e fechou os olhos.
Nos últimos de dez meses, Izuku tem feito uma das coisas que ele mais detesta com muita frequência, mentir para a sua mãe. Ela provavelmente foi a única pessoa que continuou se importando com ele após a descoberta da segunda articulação no seu dedo mendinho. Apesar de se preocupar mil vezes mais do que qualquer outra mãe no mundo, ela nunca deixou de amá-lo nem por um segundo, e isso fazia ele se sentir pior ainda.
Não apenas sobre treinar com All might, mas ele também nunca havia comentado sobre a existência de Archer. Não era que Izuku não acreditasse que sua mãe poderia guardar segredos, ele apenas não achava certo ele contar algo que o herói número um se esforçou tanto para manter guardado a sete chaves.
E sobre Archer, o espírito heroico havia pedido a Izuku que nunca contasse sobre a sua existência ou da verdadeira natureza das suas habilidades únicas para outra pessoa sobre hipótese alguma. Ao seu ver, um mundo aonde o conhecimento sobre todos os tipos de taumaturgia haviam desaparecidos deveria continuar assim. O jovem garoto entendia o porquê disso e concordou com a escolha do arqueiro de vermelho.
Mesmo assim, apesar de todas essas razões e justificativas, Izuku não conseguia se sentir menos pior por ter que ocultar tantas coisas da sua mãe.
Balançando um pouco a cabeça para afastar os pensamentos negativos antes que eles tomassem um lugar na sua mente, Izuku franziu o rosto enquanto tentava pensar em outra coisa.
'Eu não acho que fui ruim no teste escrito, mas com tantos candidatos fazendo o exame todos os anos e o número pequeno de vagas, a nota mínima para aprovação é extremamente alta!' Izuku começou a divagar enquanto ascendia e desligava os seus circuitos mágicos repetidas vezes.
'E desde o dia do exame, eu não consegui mais falar com o All might. Ele não atende as minhas chamadas e não visualiza as minhas mensagens. Nada sério aconteceu com ele, o noticiário local ainda fala das suas ações como herói nos últimos dias. Então o que pode ser? Alguém de dentro da escola o contou sobre o meu desempenho durante o exame prático?' Izuku pensou para si mesmo enquanto parava o seu exercício magico e olhava para os seus braços.
Por alguma razão que ele não entedia, apesar de ele ter feito ao pé da letra o treinamento do sonho americano nos últimos dez meses, seu corpo ainda sofreu um enorme efeito colateral quando ele o ativou One for all inconscientemente ao mesmo tempo com One live brade works.
Quando o jovem de pelo branco acordou algumas horas depois do fim do exame prático, ele teve o prazer de conhecer em primeira mão a heroína da maior idade, Recovery girl. E o desprazer de receber a notícias que a sua "peculiaridade" tinha feito com que os seus ossos quebrarem em vários pontos deferentes e os seus músculos haviam se rompidos. Sendo a poderosa peculiaridade da heroína a única razão dele ainda poder andar e comer sem ajuda de outra pessoa.
E ele se sentiu um pouco envergonhado quando ele saiu do colégio e viu que ainda estava chovendo um pouco.
Com essa pequena possibilidade tendo passado pela sua mente, Izuku não conseguia parar de pensar nela. Ele pode ter se saindo bem, mas isso não importava se no fim ele não soube como controlar o poder que o símbolo da paz estava tão seguro que ele merecia herdar. Bem, isso ao ver dele.
'Mas o que foi que deu de errado? Eu o usei da maneira errada!? O dano que recebei foi uma reação da One for all com a minha taumaturgia? Ou eu simplesmente não consegui me tonar um receptáculo adequado?' Izuku começou a se questionar enquanto encarava a sua mão e a fechava com força.
'Eu sinto muito, All might, eu gastei o seu tempo em vão.' Ele pensou envergonhado enquanto abaixava a cabeça frustrado.
"I-I-I-I-I-IZUKU!" Porém, sua divagação foi interrompida quando um grito desesperado da sua mãe ecoou pelo apartamento. Não tomando um segundo sequer para pensar, Izuku reforçou todo o seu corpo ao máximo e disparou como uma bala em direção da sua porta. Ele apertou a maçaneta ao ponto de amassá-la e a puxou com toda a força, arrancando-a do restante da porta por acidente.
"MÃE!?" Um horrorizado Izuku gritou enquanto parava no meio ao corredor de entrada, Kanshou e Bakuya já projetadas e sendo seguradas com força.
A sua mente desesperada, que já tinha pensado em trinta formas de lidar com qualquer um ou coisa que tivesse atacado a sua mãe, se acalmou um pouco a ver como a pequena mulher na sua frente aparentava não estar ferida. A mesma o olhou inexpressiva durante alguns segundos, então ela olhou para as espadas em sua mão, a sua porta com um buraco onde deveria estar a maçaneta e voltou o seu olhar para ele logo em seguida.
Só que dessa com uma expressão que fez Izuku ficar tão assustado que ele acabou desfazendo as suas projeções sem perceber.
"Izuku Midoriya...!" Inko disse seriamente enquanto uma veia saltava da sua testa e parecia brilhar em vermelho. E nesse momento, Izuku sentiu o maior e mais profundo medo de toda a sua vida ao se dar conta do que ele acabado de fazer.
"E-e-eu... Não... Vo-vo-você... Grito... Eu... Me-me-medo... Co-co-corri assustado... Desculpa..." Izuku tentou se explicar em meio a gaguejos e sua mãe suspirou ao não ser totalmente capaz de ficar irritada ao ver o seu filho nesse estado.
"Falamos disso depois. Mais importante, aqui!" Inko comentou enquanto erguia suas mãos e mostrava uma carta a Izuku. O mesmo sentiu como se o seu coração tivesse parado quando ele olhou para o selo vermelho com o logo da U.A. que selava o envelope.
O jovem de pele bronzeada lentamente levantou as suas próprias mãos e segurou a carta com tanta delicadeza que era como se ela fosse desaparecer no mais mínimo sinal de força. Em contraste a isso, o restante do seu corpo tremia como se estivesse acontecendo um terremoto. Sua mãe sorriu levemente ao ver isso e começou a ir em direção ao seu próprio quarto.
"Independentemente de qualquer coisa, quero que saiba estou muito orgulhosa de você bebê." Ela disse tranquilamente enquanto parava ao de Izuku para dá-lo um breve abraço e entrar no seu quarto logo em seguida. Deixando um jovem adolescente em choque sozinho para lidar com os seus sentimentos por contra própria.
Apôs cinco minutos em estado de completo choque, Izuku finalmente conseguiu recobrar a consciência, ele rapidamente entrou no seu quarto e usou um pouco de reforço para consertar a sua maçaneta. Era muito mais difícil tentar modificar a estrutura de dois objetos diferentes para uni-los em um único quando eles não eram espadas, o que exigia muita mais mana e concentração. Mas no fim ele conseguiu um resultando bom o suficiente para parecer que a sua porta nunca esteve quebrada a princípio.
Agora o jovem de pelo branco estava sentado em frente a sua escrivaninha, encarando a carta de U.A. com tanta intensidade que era como se ele quisesse que o envelope de abrisse por conta própria. Decidindo que pensar nas mil e umas maneiras que ele poderia receber uma negação do colégio dos seus sonhos não adiantaria de nada, Izuku pegou a carta e a rasgou no meio de uma vez.
E ele se surpreendeu quando tudo que saiu de dentro do envelope foi um pequeno disco de metal, antes que ele tivesse a oportunidade de usar análise estrutural por instinto, o estranho objeto repentinamente emanou um forte feixe de luz.
"ÃH!?" Izuku exclamou confundido enquanto se levanta pelo susto e fechava os olhos.
A desvantagem de ter uma visão super-humana era que ele poderia ser facilmente "segado" se fosse pego por um forte clarão desprevenido. Superando facilmente a sua surpresa, o jovem de pelo branco rapidamente abrigou a sua visão a se ajustar a claridade. Ele abriu os olhos e se surpreendeu ao ver como a luz do disco de metal estava se focando em um único ponto no ar e parecia forma uma tela.
"EU ESTOU AQUI, COMO UM HOLOGRAMA!" Um alto grito de All might veio do disco de metal ao mesmo tempo que o alegre rosto do herói número um aparecia extremamente da tela de luz projeta.
"ALL MIGHT!? HÃ!? Mas isso é uma carta da U.A.! O QUÊ!?" Izuku gritou confundido enquanto alternava olhar entre o holograma do herói número e o selo da U.A. na carta na sua mesa.
"Demorei um pouco para resolver algumas pendências burocráticas, devido a isso fiquei sumido durante esses dias. MIL PERDÕES!" All might comentou enquanto dava alguns passos para trás e fazia uma pequena reverência.
"Mas bem, esclarecendo alguns detalhes antes. Eu, na verdade, vim para essa cidade porque vou ser o mais novo professor da U.A." O símbolo da paz informou apôs uma leve tosse enquanto apoiava ambas as mãos na cintura.
'All might!? Como um professor!? NA U.A.!?' Izuku pensou incrédulo enquanto arregalava os olhos e o seu queixo caia até o chão. All might parecia querer dizer mais alguma coisa, mas foi interrompido quando uma mão apareceu na imagem do holograma e começou a fazer alguns sinais.
"O quê? Preciso resumir e ir mais rápido!? Mas eu tinha até preparado um discurso e... Como assim estamos sem tempo? Tem mais mensagens para gravar depois!? Ok, ok, tudo bem..." O herói número um falou com um tom de voz um pouco indignado enquanto tossia um pouco na sua mão e gaguejava para recuperar a voz.
"Começando pelo menos emocionante, mas não menos importa..." All might comentou com um tom de voz mais animado enquanto dava um passo para o lado para mostrar uma televisão que estava de trás dele.
"MEUS PARABÉNS JOVEM MIDORIYA! VOCÊ FICOU EM SEXTO LUGAR NO TESTE ESCRITO!" Ele gritou orgulhoso enquanto a televisão ligava e mostrava a lista oficial das dez melhores notas do teste escrito. Com o seu nome realmente estando em sexto lugar com noventa e seis virgula três porcento de aprovação. Izuku teve que se segurar na sua cadeira para não cair quando as suas pernas perderam um pouco da força e se dobraram.
"Que alegria saber que você é um pequeno gênio na sua idade, ao contrário de mim. Fiquei em quadragésimo lugar na época que fiz o exame de admissão. HA HAHAHAHA!" All might riu divertido apôs sussurrar a última parte da sua frase. E a piada teve o efeito desejado, já que Izuku se recuperou um pouco do choque e também riu um pouco divertido.
"Agora indo para o grande show...!" O símbolo da paz comentou ainda mais animado do que antes enquanto a imagem da televisão mudava e a mesma mão de antes aparecia novamente e sinalava para que All might resumisse.
"Somando todos os vilões falsos que foram destruídos por você durante o exame prático... SUA PONTUAÇÃO FINAL FOI DE SESSENTA E UM PONTOS DE VILÃO!" All might gritou com orgulho e dessa vez Izuku conseguiu manter a sua compostura por esse valor bater com o que ele tinha contado durante o exame.
"UMA NOTA MAIS PERFEITA PARA SER ACEITO NA U.A! Porém..." O holograma de All might comentou antes que Izuku pudesse ter a oportunidade de começar a gritar e pular de alegria, o mesmo sentiu o seu sangue gelar ao ouvir a palavra adversativa do herói número um.
"O exame prático não tinha como único objetivo acumular pontos de vilão!" All might comentou estranhamente animado, o que apenas contribuiu para a confusão de Izuku.
"Diga-me my boy, pode um curso de heróis reprovar uma pessoa que fez o certo!? É CLARO QUE NÃO! Você acha que é só um curso bonito!? Um clichê!? ENTÃO SAIBA QUE EU ADORO CLICHÊS! Afinal, essa é a definição do nosso trabalho como heróis, FAZER O SEU MELHOR PARA AJUDAR O PRÓXIMO ENQUANTO FAZ DISCURSOS CLICHÊS!" All might gritou a todo pulmão enquanto erguia os braços para o alto.
"E isso é representado pelos RESCUE POINTS! Pontos de ações relacionadas a resgate! São pontos conferidos pela avaliação da banca examinadora. Outra capacidade básica propositalmente escondida dos estudantes para avaliar a moral de um candidato em meio a momentos de crises simuladas." O símbolo da paz explicou e Izuku sentia como a força nas suas pernas começava aos poucos a ceder novamente.
'Espera! Então isso que dizer...!?' O jovem de pelo branco não pode terminar a sua linha de pensamento quando All might voltou a falar.
"E AQUI ESTÃO OS SEUS!" O holograma de herói número um comentou enquanto apontava novamente para a televisão de trás dele.
"Impedir que vilões falsos atacassem outros candidatos: GANHOU VINTE E CINCO PONTOS! Salvar uma candidata ferida do zero ponto e impedir que ele fizesse mais vítimas no processo: GANHOU SESSENTA PONTOS! Dando um total final de cento e quarenta e seis pontos! FALTANDO APENAS SEIS PONTOS PARA SUPERAR O MEU RECORDE QUANDO EU FIZ O EXAME DE ADMISSÃO NA SUA IDADE, HAAA HAHAHAHAAA!" All might afirmou em um estado de pura alegria. Tanto pelo orgulho do seu sucessor, quanto por ainda poder manter o seu recorde por mais um ano.
"Isso... Isso não pode ser sério..." Izuku pensou em um estado de incredulidade tão grande que o seu celebro era fisicamente e biologicamente incapaz de aceitar as palavras que lhe eram ditas como verdadeiras.
Seu sonho sempre foi entrar na U.A., o mesmo colégio que o seu maior ídolo tinha ido para ser o maior herói do mundo, apenas ele e Archer sabiam quantas vezes ele sonhou com ser aceito nela. Mas nem mesmo nas suas fantasias mais perfeitas e felizes ele nunca tinha conseguido um resultado como esse. Até mesmo um Deku inútil que todos odiavam tinha que saber quando algo já era estupido.
"Em outras palavras, você está mais do que aprovador." O holograma de All might comentou apôs alguns segundos, trazendo a mente de Izuku de volta para a realidade.
"Eu já imaginava que se sairia bem, mas nunca pensei que tanto assim. E é por isso que eu me sinto honrado em pode dizer as seguintes palavras. Seja bem-vindo, Izuku Midoriya! Pois a U.A... SERÁ A SUA ACADEMIA DE HERÓIS!" O herói número disse gentilmente para logo em seguida gritar com toda a felicidade, alegria e orgulho do mundo.
Com a gravação finalmente concluída, a tela holográfica se apagou, deixando habitação em um completo silêncio durante alguns segundos até que o som dos joelhos de Izuku caindo contra o chão ecoou.
Ele estava chocado, perplexo, incrédulo e todas as outras palavras que poderiam descrever o seu estado atual. Durantes longos segundos, o jovem de pelo branco apenas encarou o espaço vazio do ar em que a tela holográfica esteve, esperando que ela se acendesse novamente e o avisassem que, na verdade, isso tinha sido um engano e que essa mensagem era para outro Izuku Midoriya. Quando ficou claro que isso não aconteceria, o garoto de olhos esmeraldas abaixou o seu olhar e olhou para as suas mãos tremulas, as suas bronzeadas e tremulas mãos.
"Eu... consegui..." Ele comentou ainda sem acreditar nas suas próprias palavras.
"Eu consegui...!" Ele falou dessa vez mais firmemente, suas palavras começando a atravessar a barreira de negação que cobria o seu celebro.
"Eu consegui!" Ele disse enquanto apertava as suas mãos com força, as lagrimas começavam a cair conforme a realidade finalmente atingia a sua mente como um trem-bala.
"EU CONSEGUI, EMIYAAAAAAAA!" Izuku gritou o mais alto o que pode sem reforçar a sua garganta enquanto erguia os braços para o alto, sem nem se importar que mais alguém poderia poder escutar o seu rugido de alegria.
"EU CONSEGUI! EU CONSEGUI! EU CONSEGUI! Eu consegui! Eu consegui...! Eu... consegui... Eu... Eu... Ah... Aaah... AAAAAAAH!" Izuku começou comemorando, então ele passou de gritos para um choro de alegria. Ele cobriu o rosto com as suas mãos enquanto chorava sem parar.
A sua mente estava uma verdadeira bagunça de emoções, mas de alguma maneira, ele ainda podia imaginar como todo o seu mundo ao seu redor desaparecia e convertia em um vazio branco. Archer vinha andando até a sua direção, ele se agachou ao seu lado, deu alguns tapinhas nas suas costas enquanto sorria, se levantou, virou de costas e começou a andar para longe.
"Obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado." Izuku agradeceu repetidas vezes para a alucinação do seu irmão mais velho enquanto continua chorando, a mesma apenas bufou divertida enquanto continuava se afastando. Uma breve risada ecoou pela sua mente, sendo essa a última vez que Izuku pode ouvir a voz da pessoa que mais fez diferença na sua vida.
E ele continuou lá chorando e chorando, permitindo que todo o estresse acumulado nesses últimos dias fosse liberado na forma de lagrimas e murmúrios incompreensíveis. O jovem de pelo branco estava tão emocionada, que ele nem se deu conta que em algum momento a sua mãe havia entrado no seu quarto e se ajoelhou ao seu lado para o abraçar.
Ele sempre foi assim, sem a ajuda de outras pessoas ele nunca teria chegado a lugar nenhum, afinal, ele não tinha talentos ou dons naturais. Mas ele não tinha vergonha disso, muito pelo contrário, Izuku Midoriya se orgulhava por ter tido o voto de confiança de tantas pessoas, então ele se lembraria. Ele se lembraria de cada pessoa responsável pôr o fazer levantar e lhe dar forças para continuar, e estaria eternamente grato por cada uma delas. Sua mãe, All might, Emiya e qualquer um que ele fosse conhecer no futuro.
Pois foi apenas graças a forças do demais que ele pode se fortalecer, era isso o que One for all significava, era isso o que o seu Unlimited blade works significava, era isso o que Izuku Midoriya queria significar. E foi graças a essa ajuda que a sua vida dos sonhos como um estudante de colegial pode começar.
Toshinori Yagi deu uma forte respiração com cuidado com o seu único pulmão que restava enquanto sentia o frio vento da praia de Takoba bater contra o seu corpo. Mesmo com o seu tempo como herói por dia limitado a poucas horas, ainda eram raras as ocasiões em que ele pode simplesmente aproveitar um momento de paz como esse.
O símbolo da paz em forma de esqueleto vivo havia recebido a notificação do diretor Nezo que todos os candidatos aprovados enviaram e-mails afirmando terem recebido as suas respectivas cartas, então ele finalmente pode mandar uma mensagem para o seu sucessor e pedir que se encontrasse com ele. Já eram as oito da noite, e foram apenas ele mesmo e um casal de adultos que se encontravam na praia em um mirante a alguns metros de distância, então eles provavelmente não seriam um problema.
E enquanto o seu discípulo ainda não chegava, ele aproveitou a tranquilidade que lhe estava sendo proporcionada.
"ALL MIIIIIGHT!" Isso até que um gritou emocionado de Izuku terminar com essa paz.
"QUEEEEEM!?" Ele gritou assustado enquanto fingia estar confundido por ter sido chamando pelo nome de herói número um e cuspia um jorro de sangue. O jovem de pelo branco correu até a sua direção e parecia estar para dizer algo quando outro par de vozes se fez presente.
"ALL MIGHT!? SÉRIO!? CADÊ!?" As pessoas no mirante perguntaram animadas por poderem talvez conhecer o símbolo da paz em pessoa.
"Repita comigo: Desculpa, foi engano." All might cochichou enquanto olhava inexpressivamente para o seu sucessor, um jato constante de sangue sendo expelido da sua boca.
"DESCULPA! FOI ENGANO!" Izuku gritou desesperado enquanto balançava os braços freneticamente, o que pareceu surtir efeito o suficiente quando o casal pareceu perder o interesse neles e redirecionou a sua atenção em outra coisa. Izuku viu isso e suspirou de alívio enquanto se apoiava sobre os seus joelhos.
"Desculpa, Ya... Yagi-san." Ele disse um pouco envergonhado enquanto olhava para outra direção.
"Tudo bem." All might disse tranquilamente enquanto terminava de limpar o sangue da sua boca, então ele levantou uma sobrancelha enquanto olhava Izuku de cima para baixo.
"Não que isso seja um problema, mas esse foi uma grande mudança de visual, não acha, jovem Midoriya?" O símbolo da paz disse, sem saber muito bem como fazer o seu comentário não acabar soando grosseiro enquanto coçava a parte de trás da sua cabeça. Izuku levantou a sua cabeça e olhou confundido para o seu ídolo por alguns segundo até olhar para si mesmo.
"Ah, sim! Bem... Como eu posso explicar isso...? Usar a magecraft do Emiya-san repetidas vezes tem o efeito colateral de "queimar" a pessoa que a usa, o que acaba mudando a cor dos cabelos e pele. Mas eu acho que o Emiya-san estava retardando esse efeito apenas para fazer a minha surpresa fosse maior quando tudo mudasse de uma vez." Izuku explicou a sua teoria enquanto olhava para as suas mãos.
"That little asshole." All might comentou com o rosto franzido de raiva enquanto facilmente imaginava a Archer rindo debochadamente e fazia o sorriso mais irritante do mundo.
"Bem, de qualquer maneira. Aqui, pegue isso." O herói número disse enquanto pegava algo do seu bolso e oferecia para Izuku.
"O que é isso?" O mesmo perguntou enquanto pegava o objeto que parecia um papel enrolado em o abria.
"Seu presente pela sua aprovação." O alto homem magro comentou com sorriso no rosto ao mesmo tempo que Izuku olhava para o papel em suas mãos.
Era uma cópia do jornal local da cidade de Musutafu, o qual tinha como título "QUEM FOI!? Parque municipal Takoba é limpo e vira ponto de encontro para casais." com uma foto da mesma praia limpa durante o dia e com vários casais felizes juntos. O jovem de pele bronzeada arregalou os olhos enquanto voltava a olhar para o seu ídolo.
"Parabéns! Você nem se tornou um herói e já saiu no jornal." All might comentou divertido enquanto erguia uma mão na direção do seu sucessor.
"Muito obrigado!" Izuku agradeceu enquanto também erguia a sua mão e fazia um high five com o herói número um, mais um sonho da sua lista realizado.
"E aviso desde já que não falei nada sobre a nossa relação para o colégio. Afinal, você provavelmente seria do tipo que ficaria pensando que isso é favoritismo, não é mesmo?" O herói número um disse enquanto bagunçava o cabelo de Izuku.
"Sim... Sim senhor...!" O mesmo respondeu envergonhado por ser alguém tão fácil de ler e corava um pouco. Mas ele balançou a cabeça logo em seguida e sorriu ao lembrar de uma das várias notícias que ele havia recebido hoje.
"Eu... Eu nunca imaginei que o senhor seria um professor na U.A., Yagi-san... Então foi por isso que o senhor veio para Musutafu em primeiro lugar, o que faz sentido, afinal, asuaagenciaficanodistritodeMinato,Tóquio,número06-12-..."
"Acho que vou parar você por aí mesmo, jovem." All might comentou um pouco estranhado, evitando que o seu sucessor entrasse no seu modo de murmúrios enquanto uma gota de suor escoria da sua cabeça comicamente. Ele tossiu uma vez, se virou em direção ao mar aberto e continuou.
"De qualquer forma, eu não pude falar nada antes de ter um pronunciamento oficial do colégio. A U.A. me fez o convite na época em que eu ainda estava procurando um possível sucessor." O herói número um disse calmamente enquanto continuava observando as ondas do mar, e Izuku abriu um pouco os olhos ao ouvir isso.
'Entendi...! Haveria muitos candidatos perfeitos entre os alunos da U.A. e entre todas as pessoas com grandes peculiaridades...' O jovem de pelo verde pensou um pouco enquanto erguia uma mão e encarava desanimado.
"Por alguma razão... O meu corpo ainda não pôde suportar o poder do One for all depois da primeira vez que o usei, mesmo depois de dez meses... Eu ainda não me tornei bom o bastante." Izuku disse desapontado consigo mesmo enquanto fechava a sua mão em um punho e a apertava com força. All might viu essa ação estando um pouco preocupado com autoestima do seu sucessor e então suspirou enquanto coçava a parte de trás da cabeça.
"Bem, isso é verdade. Apesar que ter um poder completamente novo seria algo para se acostumar com tempo, eu nunca imaginei que o One for all se aprimoraria tanto após ser passado para você." All might refletiu para si mesmo, estando honestamente confuso com essa situação, mas ele se desesperou um pouco ao ver como isso só fez o humor de Izuku piorar mais ainda.
"MA-MA-MA-MAS ESTAR TUDO BEM, JOVEM MIDORIYA!" O símbolo da paz se corrigiu rapidamente e Izuku levantou a cabeça para olhá-lo, estando bastante estranhado e confundido com o seu comentário. Vendo que ele não havia estragado com as coisas, o herói número um tossiu na sua mão e elaborou melhor.
"Por enquanto, você só consegue usar cem ou zero por cento do One for all, mas não tem problema, afinal, esse é um dos motivos de você estar indo para a melhor escola de herói de todo o Japão. Não vou cobrar que você seja perfeito desde o começo, mas conhecendo você do jeito que é, jovem Midoriya, tenho certeza que você vai fazer algo incrível o suficiente para fazer o meu queixo cair." All might comentou mais tranquilo enquanto pegava um par de latas de metal da areia da praia.
"Então, por enquanto, foque em fortalecer ainda mais o seu corpo e essa sua magia de espadas. Conforme mais você treinar, mais o One for all se adaptará com o seu corpo e a sua magia, e então, você finalmente poderá tirar total proveito do nosso poder livremente! EXATAMENTE ASSIM!" O herói número um gritou enquanto entrava na sua forma musculosa e amassava as latas até se tornarem em uma minúscula bola de metal.
Izuku arregalou os olhos e se emocionou ao ouvir as palavras de confiança de seu herói.
"Como eu pude esquecer?" Foi o que ele se perguntou naquele instante, ele ainda tinha o poder que aquele que foi como um irmão mais velho deixou para ele.
Izuku Midoriya ainda tinha dificuldade de acreditar que tudo que estava acontecendo na sua vida era real, então ele queria tentar sempre fazer um com o máximo de perfeição possível.
Mas como ele pode deixar que isso o fizesse esquecer das palavras ditas a Archer, ele não queria cometer os mesmos erros do espírito heroico, foi apenas necessário que um problema acontecesse e ele se deixou voltar a mesma mentalidade de antes.
Se tornar um herói, mas evitar se converter em um herói da justiça a todo custo, sempre utilizando o força das pessoas ao seu redor para conseguir isso. E ele ainda precisava se lembrar que ele era humano e ele ainda tinha o privilégio de pode errar.
Izuku sentiu como o seu ânimo melhorava aos poucos ao se lembrar como ele não queria e não precisava fazer tudo sozinho, ele podia depender das outras pessoas, e All might era uma delas. O jovem de pelo verde ergueu a sua cabeça e olhou o seu herói nos olhos com a vida no seu olhar revigorado, o que fez o grande homem musculoso sorrir ao ver isso. Izuku estava preste a agradecer ao símbolo da paz pelas palavras gentis, mas...
"MEU DEUS! AQUELE É O ALL MIGHT! QUANDO ELE FOI QUE ELE APARECEU!?" Uma das pessoas do mesmo casal de antes gritou emocionado ao ver a chamativa figura do herói número um em meio a praia.
"Oh não!" Ele disse enquanto uma gota de suor escorria da sua testa ao se dar conta do seu erro.
"Aaah... All might...?" Izuku perguntou um pouco nervoso enquanto usava o próprio All might como uma forma de se esconder do casal.
"Beeem... Lição número um para quando você acaba se revelando em uma situação em que não deveria!" O símbolo da paz comentou estando um pouco nervoso enquanto se abaixava para estar na altura do seu sucessor e erguia um dedo.
"CRIE UMA DISTRAÇÃO E FUJA O MAIS RÁPIDO QUE PUDER!" All might exclamou enquanto se virava rapidamente e dava um peteleco no chão, resultando em uma nuvem de areia grande a suficiente para cobrir a ambos. Ele pegou o jovem de pelo branco pela gola da sua camisa e pulou com força o suficiente para ir até o outro extremo da praia.
Após alguns breves segundos de voo, o herói número pousou em segurança no local desejado, ele instantaneamente voltou a sua verdadeira forma e olhou preocupado ao seu redor apenas para suspirar aliviado por não haver ninguém por perto.
"Essa foi por pouco." Ele ouviu o seu sucessor comentar e virou a sua cabeça para ver como Izuku calmamente batia nas suas roupas para tirar a areia restante.
A imagem de jovem de pelo verde quase desmaiado por voar por apenas alguns segundos agarrado na sua mente passou pela sua mente e o símbolo da paz sorriu divertido por lembrar mais uma vez como Izuku cresceu tanto nos últimos dez meses.
"Sim, hehehe. E sinto muito por isso, jovem, é que às vezes eu esqueço que sou uma das maiores celebridades do mundo." All might se desculpou um pouco envergonhado enquanto coçava a parte de trás da cabeça.
"Sem problemas." Izuku comentou despreocupado enquanto também sorria ao notar a estranha alegria no seu ídolo.
"Obrigado, mas voltando ao que estávamos falando antes. Mesmo que você decida focar nas habilidades que você já domina, acho que tenho uma dica para melhor o seu uso com o One for all." O homem esquelético comentou enquanto arrumava a sua postura e apoiava as suas mãos na cintura.
"Sério mesmo!?" Izuku perguntou com os olhos brilhando pela animação.
"Acredito que sim, ao meu ver, você precisa sentir o... FEEEEELING!" O símbolo da paz gritou dramaticamente enquanto erguia as mãos para o lado e olhava com o olhar sério mais idiota que Izuku tinha visto na sua vida.
"Pfsss! Não esperava menos do senhor, All might! HAHAHA!" O garoto de olhos esmeraldas comentou enquanto tentava evitar rir e falhava no processo. E o herói número um apenas sorriu orgulhoso por suas piadas ainda serem divertidas para algumas pessoas.
"Você já conseguiu usar o cem por cento do nosso poder. O próximo passo agora é sentir o feeling, o que acha?" All might perguntou enquanto socava o ar algumas vezes.
"A sensação do One for all, você diz...?" Izuku perguntou pensativo enquanto apoiava uma mão no seu queixo, então uma lâmpada se acendeu no topo da sua cabeça.
"AH! Foi como se os meus membros fossem ovos explodindo dentro de um micro-ondas!" O jovem de pelo branco comentou enquanto batia uma mão na outra e olhava para o seu ídolo.
"HAHAHA! VOCÊ ACABOU DE COMPARAR A MINHA PECULIARIDADE COM UM OVO! HAHAHAHAHA!" All might riu como nunca enquanto um jorro de sangue era continuamente era expelido da sua boca. E Izuku se envergonhou ao ver a reação do herói número um e, por alguma razão, sentir que outras pessoas também estavam rindo o seu comentário.
"Hahaha... Desculpa, eu não consegui me segurar. Mas bem, se você for imaginar dessa maneira, então foque em tentar diminuir a potência e reduzir o tempo de cozimento do ovo... Pfsss! Haha! Sinto muito, não consigo evitar." O alto homem loiro se desculpou enquanto fazia o seu melhor para não rir, se Izuku continuasse desse jeito, ele acabaria o matando de rir antes do fim do seu primeiro ano na U.A..
"Eu... Acho que faz um pouco de sentindo..." O jovem de pelo branco comentou um pouco preocupado sem conseguir encontrar muito sentido nas palavras do herói número um.
All might poderia não ser um professor ruim, mas a sua forma de ensinar a Izuku sobre como usar os seus poderes era diferente da maneira que Archer fazia e ele estava acostumado.
"Hehehe, mas não se preocupe muito com isso agora, jovem Midoriya. Você ainda tem muito tempo até o seu primeiro estágio em uma agência de heróis profissionais." All might comentou com tanta confiança nas suas palavras que era como se fosse um fato que o seu sucessor conseguiria um estágio sem problemas.
"Obrigado, Yagi-san." Izuku comentou enquanto um pequeno sorriso se formava no seu rosto a ter um pouco do ânimo recuperado.
"Bem, que tau comemoramos a sua entrada na U.A. com um pequeno banquete? Descobri recentemente que tem um restaurante aqui perto que dizem fazer uma tigela de udon tão boa que chega a ser divino." O símbolo da paz comentou estando um pouco animado enquanto começava a andar em direção as escadas da praia.
"Ãh? AH! Claro, sim senhor! Mas estar tudo bem para você comer esse tipo de comida?" Izuku comentou inocentemente enquanto começava a seguir o alto homem loiro, mas ele se estranhou um pouco ao ver como o seu ídolo congela no meio do seu passo.
"Aaaaah... Vamos apenas concordar em nunca comentar isso com a Recovery girl, capisco?" O símbolo da paz comentou com a sua voz estando com um estranho tom de medo e o seu rosto coberto de suor.
Izuku não soube como reagir ao ver o maior herói de todos os tempos literalmente suar frio de medo, então ele simplesmente assentiu com a cabeça sem dizer nada. O que pareceu acalmar um pouco a All might, já que o mesmo suspirou um pouco aliviado enquanto secava o suor do rosto com o braço.
"Thank God! Mudando completamente de assunto! Falta pouco para a fim das suas aulas no seu colégio, não é mesmo? Ira ter alguma cerimônia de graduação ou algo do tipo?" All might perguntou enquanto tentava fingir que não havia quase tido um ataque de pânico na frente do seu sucessor e falhava miseravelmente.
"Bem, agora que o senhor comentou...!" Izuku não pode terminar a sua frase, pois agora foi a sua vez de congelar no seu lugar no topo da escadaria da praia. Seus olhos se arregalaram e as suas pupilas encolheram até quase desaparecerem.
"Jovem Midoriya?" O herói número perguntou um pouco preocupado ao notar a mudança de repentina do seu sucessor. O mesmo se curvou um pouco a segurou a cabeça com ambas as mãos.
"Eu esqueci completamente que eu ainda tenho aula." Foi tudo o que ele conseguiu dizer enquanto os sons de explosões irritadas que exigiam pelo fim da sua vida ecoavam pela sua mente.
Era uma manhã de segunda-feira qualquer na cidade de Musutafu, os carros passavam pelas ruas, os metros percorriam as linhas férreas e vários jovens caminhavam até as suas respectivas escolas. E entre esses muitos grupos de adolescentes, um com a pele bronzeada e de cabelo albino estava suando tanto que parecia que o mesmo havia cometido um crime e tinha medo de ser descoberto.
Izuku Midoriya sentia como se ele estivesse preste a vomitar o café da manhã que ele tinha ajudado a sua mãe a preparar. Diferente de todos os dias da sua vida desde os seus quatro anos, ele nunca havia conseguida andar entre os grupos de alunos da sua escola sem ser reconhecido pelos mesmos e sentir como todos o olhavam com olhares de pura diversão e falam pelas suas costas.
Agora ele estava simplesmente caminhado em meio a uma multidão dessas mesmas pessoas, algumas delas sendo seus colegas de classe, e nenhum deles pareciam notar a sua presença. Não porque eles queriam fazer com que ele se sentisse excluído propositalmente, mas sim porque eles não reconheceram que ele era.
Normalmente, uma pessoa se sentia aliviada por esse momento de paz, tendo chegado bem perto do fim das suas aulas, mas não para Izuku. Ele mesmo não se permitia tentar aproveitar essa oportunidade para fingir ser outra pessoa, pois o jovem de pelo branco sábia que isso não duraria muito tempo. E era essa noção que toda essa falsa paz logo acabaria que fazia ele encharcar o seu uniforme de suor.
Lutar contra um contra guardião e um robô gigante? Muito fácil. Mas agora, lidar com a com qualquer situação que um certo adolescente loiro poderia gerar? Isso, sim, era um verdadeiro inferno para ele.
Izuku continuou andando da maneira mais tranquila que ele pode enquanto passava pelo portão da escola e ia em direção a entrada principal. Ele foi até o armário com o seu nome e começou a trocar os seus tênis vermelhos pelos calçados padrões que a sua escola dava.
"Eh...!?" O garoto de olhos esmeraldas nem precisou se virar para saber o porquê de alguém próximo dele ter aparentemente se surpreendido. Consecutivamente, ele pode ouvir como vários passos paravam repentinamente e se apressou em amarrar os seus cadarços para andar o mais rapidamente possível até a sua classe enquanto encarava o chão.
Izuku parou em frente a porta da sua sala e ficou ali durante alguns segundos se preparando para todos os mil e um cenários possíveis que poderiam acontecer em poucos segundos, ele suspirou já se sentido mentalmente exausto e finalmente abriu a porta corrediça para enfrentar o seu inevitável destino.
Quando ele abriu a porta e entrou, o jovem de pelo branco pode ver como todos os seus colegas de classe paravam o que estavam fazendo e o olhavam estranhados por alguém aparentemente desconhecido ter aparecido. Izuku abaixou um pouco a cabeça enquanto fechava a porta da sala e ia em direção da sua mesa.
Quando ele finalmente se sentou e começou a tirar as suas coisas para a primeira aula, pouco a pouco, cada um dos seus colegas de classe foi arregalando os olhos em incredulidade por seus cérebros não conseguirem processar o que estavam vendo.
O seu professor entrou já dizendo para todos irem aos seus lugares e se estranhou um pouco ao ver como todos obedeciam ao seu pedido sem reclamar e encaravam o nada inexpressivamente. Ele olhou para essa estranha situação com uma sobrancelha e notou como Bakugou era o único que continuava com os pés sobre a sua mesa e olhava para trás com a boca completamente aberta.
O professor olhou para mesma direção e abriu um pouco ao ver como um aluno desconhecido sentava no lugar de Midoriya. Mas antes que ele pudesse chamar a atenção do garoto, a sua voz morreu na sua garganta quando ele olhou mais atentamente para o jovem de pele bronzeada, sua mente somou dois com dois e chegou na resposta.
Ele ficou mais alguns segundos ali de pé sem mover um músculo até finalmente fechar a porta da sala e caminhar em direção a sua mesa e começar a arrumar as suas coisas, estando o tempo todo com o rosto em branco. O professor começou a fazer chamada e os alunos foram um por um respondendo, porém, as suas vozes tinham uma estranha falta de qualquer emoção. Então o homem adulto chegou em um nome em específico e ficou um pouco nervoso por não saber como continuar.
"Humn... Ah... Izu... Izuku Midoriya...?" Ele chamou e, lentamente, todos os alunos presentes se viraram para encarar o garoto de pelo branco que se encolhia no seu assento, tentando fingir que não estava ali.
"...Pre... Presente..." Izuku respondeu ainda com a cabeça baixa enquanto erguia uma mão, e ele sentiu o seu estomago se revirar ao apenas escutar um incômodo silencio como resposta por parte de todos. Ele levantou um pouco a cabeça e viu que o seu professor e seus colegas classe o encaravam, todos com diferentes expressões de puro choque.
"EEEEEEEEEEH!?" Foi o que todos gritaram simultaneamente enquanto os seus olhos se arregalavam de tal maneira que pareciam saírem das suas cabeças. A única exceção foi Bakugou, o qual encarou Izuku com um olhar totalmente injetado de sangue ao seu celebro finalmente aceitar quem era essa pessoa que ele já tinha visto antes.
Depois de uma longa seção de variadas reações dos seus colegas de classe, o professor de Izuku finalmente conseguiu se recuperar a sua compostura e fez que todos voltassem a atenção no que realmente importava e finalmente deu início a aula.
Durante as aulas subsequentes, o garoto de olhos esmeraldas sentiu como vários olhares eram direcionados a sua pessoa o todo tempo, os sussurros vinham de todas as direções e algumas risadas soavam entre eles uma vez ou outras. Izuku nunca pensou que haveria um momento que ele iria querer tanto que Archer estivesse ali para fazer um dos seus comentários sarcásticos, isso pelo menos poderia melhorar um pouco o seu ânimo.
O sinal que indicava o intervalo do almoço ecoou por toda a instituição e Izuku nunca se sentiu tão feliz por ouvi-lo, ele pegou o seu bento e estava preste a se levantar para poder ir para qualquer lugar aonde o número máximo de pessoas fossem um, isso contando com ele.
"Ah! Bakugou, Midoriya, vocês poderiam vir comigo até a sala dos professores por um instante?" O seu professor comentou enquanto terminava de recolher as suas coisas e ia em direção a porta já aberta pelos outros alunos.
Izuku sentiu um arrepio passar pela sua espinha e hesitantemente olhou para Bakugou, o qual nem se deu o trabalho de olhá-lo e apenas seguiu o seu professor, com o seu rosto claramente franzido em sinal da sua raiva apenas contida. O jovem pelo branco engoliu em seco e começou a se mover, se mantendo alguns passos atrás do adolescente loiro literalmente explosivo durante todo o caminho.
Ambos chegaram até a sala dos professores e continuaram seguindo o seu professor até a sua mesa, Izuku sentiu o seu nervosismo aumentar consideravelmente quando ele se encontrou abrigado a ter que ficar de pé ao lado de Bakugou enquanto o seu professor começava a organizar as suas coisas para a próxima aula.
"Antes de qualquer coisa, não há motivo para se preocuparem, nenhum de vocês fez nada de errado." O seu professor disse em um tom estranhamente suave para Izuku enquanto erguia uma mão em sinal de que não havia nada para ambos temerem. Ele assentiu um pouco a cabeça sem se sentir o mais mínimo tranquilizado e Bakugou apenas grunhiu como resposta.
"Na verdade, queria parabenizá-los. Nunca imaginaríamos que a nossa escola teria não só um, mas dois aprovados para o colégio U.A.! Principalmente um milagre ambulante como você, Midoriya! Hahahaha!" O homem adulto comentou tranquilamente e Izuku sentiu como o seu coração parava quando ele pode ver pelo canto da sua visão como Bakugou lentamente se virava para encará-lo, seu rosto estando indeciso entre expressar incredulidade ou raiva.
"Mu... Mu-muito obrigado, sensei." Foi o único que o jovem de pelo branco conseguiu dizer enquanto fazia rápida uma reverência e apertava as suas mãos com força para elas parassem de tremer de medo.
Ele poderia não estar verdadeira agradecido com nenhum dos seus professores que praticamente fizeram nada por ele durante anos, mas Izuku sabia que enquanto ele ainda fosse aluno dessa escola, ele ainda teria a obrigação de demonstrar o mínimo de respeito a todos os funcionários que nela trabalhavam.
"Haha, não há de quê! Mas se possível, gostaria que vocês dois se lembrassem de comentar na U.A. sobre como nossa instituição foi um fator primordial para as suas aprovações, certo?" O seu professor perguntou com um sorriso forçado no rosto enquanto esfregava as mãos, expectante pela resposta dos jovens na sua frente.
"Sim... Sim senhor..." Izuku respondeu um pouco menos animado do que o homem um pouco calvo na sua frente enquanto desviava o olhar para o outra direção e Bakugou bufou irritando enquanto finalmente parava e encará-lo como se fosse o explodi-lo a qualquer momento.
"Que maravilha! Bem, com isso resolvido, podem ir agora." O seu professor disse alegremente enquanto se virava e voltava a organizar as suas coisas. Bakugou apenas se virou de costas no mesmo instante e foi em direção da porta, Izuku fez mais uma reverência e também se retirou.
O adolescente loiro abriu a porta e continuou andando com as mãos nos bolsos, Izuku se virou e a fechou. Ele estava preste a ir na direção oposta que Bakugou estava indo e pegar o caminho mais longo para a sua sala de aula, mas seu corpo travou quando uma voz ecoou pelo corredor vazio.
"Me encontre atrás da escola depois da última aula." A ordem de Bakugou soou em um tom assustadoramente calmo enquanto o mesmo seguia andando nem se virar.
Izuku não conseguiu dizer algo ou se mexer, ele apenas ficou parado ali, encarando a porta corrediça na sua frente. Depois de tanto tempo ignorado por Bakugou, ele tinha esquecido como era ter que lidar o adolescente de olhos carmesins. Ele colocou uma mão sobre seu peito para ter certeza o que seu coração ainda estava batendo e suspirou quando ele finalmente sentiu a tensão abandonar o seu corpo.
"Porcaria!" Ele xingou em um sussurro enquanto se apoiava sobre o seu joelho com uma mão e encarava como a outra continuava tremendo.
"Por que...!? Por que eu continuo travando toda vez que ele está na minha frente!?" O jovem de pelo branco comentou enquanto apertava a sua mão com ainda mais força.
Ele não tinha que ir, Izuku sabia disso.
Ele e Bakugou já não mais amigos, Izuku sabia disso.
Ele não o devia qualquer coisa, Izuku sabia disso.
Ele não tinha que o obedecer, Izuku sabia disso.
Bakugou não tinha nenhum controle sobre ele, Izuku sabia muito bem disso.
'Eu me odeio.' Izuku pensou para si mesmo enquanto saia da sua escola, mas ia em direção a parte de trás do prédio principal ao invés do portão.
'Emiya-san tinha razão, eu realmente sou um idiota!' Ele pensou para si mesmo enquanto a sombra do seu colégio o cobria e a luz alaranjada do sol da tarde se enfraquecia.
Imaginar como quem foi o seu irmão concordava sarcasticamente com ele foi o único que o fez se sentir melhor o suficiente para que um pequeno sorriso se formar no seu rosto. Mas o mesmo morreu em um instante quando ele curvou mais uma vez pelo o prédio da sua escola e viu como Bakugou já estava lá, encostado de costas contra a parede, seu rosto franzido enquanto ele encarava o nada na sua frente.
Izuku respirou profundamente para se acalmar e voltou a andar, a sua pequena caminhada de doze segundos parecendo ter durado muito mais tempo depois que ele parou a dois metros de jovem loiro. Ele ficou parado ali, olhando para todas as direções, menos onde Bakugou estava, o qual ainda se mantinha em silêncio. O garoto de olhos esmeraldas estava preste a dizer algo, mas no mesmo momento, Bakugou avançou contra ele.
O enfurecido adolescente explosivo agarrou a gola do seu uniforme e o puxou para batê-lo contra a parede, mas o mesmo se surpreendeu ao sentir como o seu corpo parava no meio da ação. Bakugou olhou para trás e sentiu a sua fúria aumentar ainda mais quando ele viu como apesar de estar puxando o pequeno nerd com toda a sua força, o mesmo não se movia no mais mínimo.
"QUE TRAPAÇA VOCÊ FEZ PARA SER APROVADO SEU PORRA, HEIN!?" O garoto de olhos carmesins berrou a todo pulmão enquanto desistia da ideia de colocar Izuku contra a parede.
"Se... Se eu tivesse trapaceado, a U.A. teria descoberto e me reprovado... Bakugou." Izuku respondeu tentando se manter calmo e desviou o olhar para outra direção, o que era difícil com o seu agressor de anos estando e vinte centímetros de distância do seu rosto.
"VOCÊ ESTÁ TENTANDO ME CORRIGIR SEU MERDA!?" Ele gritou novamente, mas então o seu rosto expressou um pouco de confusão junto com a sua irá ao se dar conta de algo.
"Do que raios você me chamou?" O jovem loiro perguntou ameaçadoramente enquanto tentava puxar Izuku para mais perto, mas era ele quem se aproximava.
"Ba... Ba-bakugou..." O jovem de pelo verde respondeu um pouco vacilante, agora se arrependendo da sua escolha, mas não disposta a retroceder.
"MAS QUE CARALHOS!? VOCÊ NUNCA ME CHAMOU PELO MEU NOME! É O QUE, ISSO É UMA PIADA PARA VOCÊ!? VOCÊ TÁ RINDO DA MINHA CARA, SEU PEQUENO FILHO DA PUTA!?" Bakugou gritou ainda mais alto, seu rosto se retorcendo em uma irá tão grande que parecia tomar a expressão de um demônio. Izuku não disse nada e tentou desviar o olhar novamente, o que fez com que o adolescente explosivo estivesse mais perto de ultrapassar o seu limite.
"OLHA PARA MIM, PORRA!" Ele exclamou enquanto tentava balançar Izuku para chamar a sua atenção, mas o mesmo continuou imóvel no mesmo lugar.
"O PRIMEIRO E ÚNICO ALUNO DESSA ESCOLA MEDÍOCRE EM SER APROVADO NA U.A. ERA PARA SER EU! ESSE ERA O PLANO, E VOCÊ FODEU COM TUDO! EU NÃO TE FALEI PARA ESQUECER A U.A.!?" Bakugou exigiu uma resposta enquanto continuava apertando a gola de nerd na sua frente, mas o mesmo ainda se negava respondê-lo, como se ele estivesse esperado que isso acabasse de uma vez.
Era isso, ele já tinha chegado ao limite, se o desgraço na sua frente não iria o responder por estar ocupado tentando não rir da sua cara, então ele o abrigaria o falar.
Bakugou estava preste e desencadear uma explosão no abdome de Izuku, mas sua atenção foi momentaneamente redirecionada para outra coisa quando ele sentiu a sensação de algo pequeno e duro através do tecido do uniforme de adolescente de pelo branco.
Seus olhos vermelhos como o sangue perderam um por cento da sua raiva quando ele viu algo parecido a uma pequena corrente de metal ao redor do pescoço de Izuku. Ele usou a sua outra mão e puxou a corrente para perto dele junto com o que ela segurava, e essa foi a primeira vez que Izuku pareceu se exaltar um pouco em toda a conversa quase unilateral.
"HA! Que porcaria é essa? Você tá usando bijuteria barata agora, hein!?" Bakugou comentou enquanto olhava com um sorriso de debochado para o pingente de vidro vermelho triangular com o que parecia ter algo parecido com uma cruz no centro e uma rachadura na superfície.
Porém, o seu sorriso se desfez ao sentir uma repentina pressão no seu antebraço. Ele se virou e abriu um pouco os olhos ao ver que era Izuku quem o segurava com uma mão e o olhava diretamente nos olhos. Mas havia algo estranho naquele olhar, não era o mesmo que o pequeno desgraço sempre tinha, ainda havia um pouco do medo que ele tinha desde os quatro anos, porém tinha algo há mais, algo como... Raiva.
"Kachan, solta isso." Izuku disse com a sua voz estando em um tom estranhamente frio para ele, mas isso pareceu apenas enfurecer ainda mais a Bakugou.
"Como é que é? Você estar tentando me dizer o que fazer!? REPETE ISSO NA MINHA CARA, SEU PEQUENO...!" O adolescente explosivo interrompeu a sua explosão novamente quando ele sentiu como o parto de Izuku no seu antebraço aumentava cada vez mais, chegando até mesmo a doer.
'Que... QUE PORRA É ESSA!? De onde o Deku tirou tanta força?' Bakugou pensou estando honestamente confuso, ele tinha visto como a peculiaridade de Izuku fazia ele criar alguma porcaria como espadas, então como ele poderia ter tanta força no seu aperto?
"Kachan...!" Ele ouviu Izuku o chamar pelo apelido que ele tanto detestava e ergueu a sua visão, e ele sentiu querer socar a sua própria cara quando o mais mínimo sentimento de medo passou a sua mente ao ver aqueles irritantes olhos verdes que sempre estiveram em todo lugar em toda a sua vida. Olhos os quais já não tinham a mais mínima gota de medo ou pânico, apenas seriedade e raiva.
"Eu disse... para soltar o meu pingente, agora!" Izuku disse, estando ainda mais sério do que antes enquanto o aperto sobre o antebraço do jovem loiro aumentava. Bakugou devolveu o olhar com o seu próprio injetado em sangue, mas ele apertou os dentes quando a dor continuou aumentando cada vez mais. Ele queria explodir a cara do idiota de pelo branco na sua frente, mas ele não conseguiu mais aguentar e soltou a gola e pingente de Izuku.
O mesmo parou de apertar o antebraço do garoto de olhos carmesins e ambos de afastaram um do outro dando alguns passos para trás, um segurando o seu braço com dor e o outro o seu pingente com cuidado que ele pudesse quebrar com o movimento mais minimamente brusco.
"Você... Você realmente ganhou uma arrogância de merda... Depois de conseguir a sua peculiaridade medíocre. Hehehehe, não é mesmo, Deku?" Bakugou proferiu as suas palavras com tanto ódio que como se elas tivessem banhadas em veneno.
Ele estava levemente curvado enquanto segurava o seu braço e encarava Izuku com um sorriso que poderia ser descrito apenas como maníaco. Mas o garoto de olhos esmeraldas apenas continuou olhando para o pingente em suas mãos com um olhar assustado.
"Eu deveria saber que parar de te mostrar a realidade ia acabar dando em merda. Então... ACHO QUE PRECISO TE LEMBRAR QUAL É O SEU MALDITO LUGAR! DEEEEEKU...!"
"EU CANSEI!" Izuku interrompeu o rugido de Bakugou com o seu próprio grito, ele segurou o seu pingente com força, e pela primeira vez em toda a sua vida, ele olhou para Bakugou sentindo nada além de pura raiva. Sem respeito, admiração e nem nada semelhante, tendo isso sido o bastante para fazer adolescente explosivo o olhar um pouco chocado.
"EU CANSEI DISSO! EU CANSEI DESSE LUGAR! EU CANSEI DE VOCÊ! E EU CANSEI! DE TODA! ESSA! MERDA!" Izuku gritou o mais alto que ele podia, não apenas para a pessoa em sua frente, mas para que todo o mundo ouvisse as suas frustrações acumuladas durante anos.
"EU NUNCA TE FIZ NADA! EU NUNCA TENTEI TE PREJUDICAR OU ATRAPALHAR O SEU SONHO! E MESMO ASSIM, VOCÊ SEMPRE ME TRATOU COMO SE EU FOSSE ALGUM TIPO DE MONSTRO! PORRA KACHAN!" Ele continuou gritando sem parar, seus olhos parecendo brilharem de uma luz verde enquanto ele encarava a Bakugou.
"TUDO...!" O jovem de pelo branco tentou continuar gritando, mas a sua repentina raiva começou a diminuir quanto ele se deu conta do que ele estava fazendo. Ele respirou fundo enquanto apertava os punhos com força, ele repetiu isso mais algumas vezes e voltou a olhar para Bakugou.
"Tudo o que eu queria... Era me tornar um herói junto com você." Ele admitiu enquanto deixava a sua cabeça e fechava os olhos, toda a sua raiva de antes agora tendo sumido por completo.
"Eu queria ser o seu melhor amigo, que fossemos juntos para U.A. e que salvaríamos pessoas juntos quando nós tornássemos heróis." Izuku disse tristemente enquanto memorias dos dias que ele sonhava com a futuro passavam pela sua mente. Mas então ele se lembrou da verdade que ele havia aprendido e seu rosto voltou a uma expressão mais seria enquanto ele encarava a Bakugou. O qual o olhava com uma expressão de confusão e incredulidade simultaneamente.
"Mas isso foi com o Kachan que eu conhecia a dez anos atrás, você já não é aquela pessoa, Bakugou. E eu cansei de esperar que você voltasse a ser ele." Izuku comentou enquanto endireitava a sua postura e seu olhar se enxia de terminação.
"Uma pessoa disse que eu poderia ser um herói e outra que eu merecia o ser um. Eles sabiam quem eu era e da minha história, e mesmo assim, eles me ajudaram a estar pronto para U.A. e a amadurecer os meus ideais." Izuku disse e se virou de costas.
"Essas pessoas são quem realmente importam para minha vida e são as palavras delas que eu escolho dar ouvidos. Mas mesmo assim, apesar disso tudo, eu ainda quero que voltemos ser amigos..." Ele parou por um segundo e virou um pouco a cabeça para olhar o adolescente loiro pelo canto da sua visão.
"Mas eu não vou ficar esperando sentado que você milagrosamente virar outra pessoa. Quando você quiser, eu vou estar disposto a te dar uma última chance, mas até esse dia chegar..." O garoto de pele bronzeada parou de falar, uma expressão de tristeza e vergonha tomou lugar no seu rosto e ele começou a ir embora.
"Tchau, Bakugou." Izuku se despediu ao terminar de falar tudo o que ele queria e continuou a andar sem estar disposto a olhar para trás.
Após alguns segundos, Bakugou percebeu que ele tinha ficado esse tempo todo sem proferir uma única palavra, as veias saltaram por todo o seu corpo e ele explodiu, mas no sentido figurado da palavra.
"É MESMO É!? ENTÃO PODE IR SE FODER! E ENFIA ESSA SUA AMIZADE BEM NO FUNDO DO SEU CU! QUEM VOCÊ PENSA QUE EU SOU!? VOCÊ ACHA QUE EU PRECISO DA SUA GENEROSIDADE OU EMPATIA SEM VALOR, DEKU!? EU SOU KATSUKI BAKUGOU, EU NÃO PRECISO DE NENHUMAS DESSAS PORCARIAS INÚTEIS IGUAL A VOCÊ E A SUA PECULIARIDADE! VOCÊ VAI VER! TODO MUNDO VAI VER! EU VOU LIMPAR O CHÃO A SUA CARA COM TANTO FORÇA QUE VOCÊ VAI DESEJAR NUNCA TER NASCIDO! EU VOU ME TORNAR O HERÓI NÚMERO UM E VOCÊ UM INÚTIL DE MERDA! PORQUE EU SOU O PROTAGONISTA DESSE MUNDO, CARALHO! ALÉM DO MAIS QUE...!"
Izuku continuou ouvido como Bakugou continuava gritando mesmo após ele curvou no prédio da escola e continuou andando. Sua mente era uma tempestade de sentimentos confusos, apesar de ele ter tido completa noção e ter sido completamente sincero sobre as suas palavras, ele ainda se sentia mal por ter as dito.
'NÃO! Sem voltar atrás!' Ele pensou para si mesmo enquanto balança a sua cabeça e aclarava sua mente.
Ele não iria se arrepender de nada do que ele disse, ele não iria mais ser como os outros e beijaria o chão que Bakugou pisava como se fosse algo sagrado. Ele era Izuku Midoriya e ele tinha o seu próprio caminho e vida para seguir e viver, e nenhum desses seria sobre o seu antigo amigo, mas sim sobre si mesmo crescendo junto com os seus ideais.
Mas mesmo assim, apesar disso tudo, a esperança que eles poderiam ser como eram antes se recusava a desaparecer por completo.
Bem, depois de tanto tempo, finalmente estamos de volta aqui. Oi pessoal, como vocês estão? Seu garoto, MorivatedGuy aqui e eu não morri.
E bem, caramba, já faz um tempo desde que escrevi essas minhas anotações de final de capítulo, mas vamos continuando que daqui a pouco eu volto a pegar o jeito.
MAS UM AVISO IMPORTANTE: Finalmente aconteceu o que eu temia a um tempo, eu estou recebendo muitos comentários por capítulos, infelizmente não vou poder responder todos na seção de respondendo comentários, porque senão ela ficaria muito longo.
Mas não se desaminem, apesar disso, quero de todos vocês saibam que eu sempre leio todos os comentários de vocês sempre eu lanço um novo capítulo, honestamente, essa é minha parte favorita de poder escrever a minha história. E apesar que vou ser obrigado a escolher alguns poucos para responder, tenham em mente que eu valorizo todos os seus comentários e avaliações igualmente.
Com isso dito, sem mais enrolações, vamos para o seu, o meu, o nosso...
*Respondendo comentários*
Demon dark mezzo sangue:
A fantastic chapter. I can't imagine what Bakugo's face will be like and the reactions of the class to Archer Deku
Resposta:
Muito obrigado, e pode esperar expectante, pois o Bakugou só descobriu que Izuku passou no curso de heróis quando o professor deles comentou, ele não faz ideia qual foi a classificação ou o que Izuku fez durante o exame prático. Tanto é que ele ainda acha que o Izuku fez algum tipo de trapaça e logo ele vai descobrir a verdade.
Jeremy Siezar Briones:
Gran cap, sin duda se nota el cariño que le pones a los caps, y eso de aser np originales es increible pero bueno ahora las preguntas:
Cuantas estrellas seria izuku como servants? 2, que nps seria tus favoritos y cuales serian los de Izuku?
Y mucha suerte en fgo ojala consigas lo que quieres.
Resposta:
Muito abrigado, eu realmente me dou o trabalho de tentar pôr o máximo de esforço nessa história que eu amo tanto escrever.
E sobre as suas perguntas, se eu tivesse que escolher, eu diria que os meus dois NPs favoritos seriam o Tsubame Gaishe do Sasaki e o The Dynamics of an Asteroid do Moriaty, gosto muito daquele velhinho do mal.
Os do Izuku seriam todos os que Archer mais usava, isso mais pela relação de irmãos deles, e todos os tipos de NPs que o permitem neutralizar um inimigo sem precisar matar.
E acredito que que Izuku seria um personagem de cinco estrelas com NP Buster, uma carta Quick, duas Arts e duas Busters, sendo o seu gameplay algo equilibrado em sobreviver no campo de batalha, gerar estrelas críticas e dar bastante dano crítico.
Mapo Tofu Lover:
Bom capítulo.
Um show e tanto para Izuku e como ele é dominado. Então isso significa que Izuku usou OFA subconscientemente aqui? Isso significa que Izuku não recriou totalmente a força de Heracles? Nine Lives Blade Works é uma técnica de matar com nove golpes. Izuku conseguiu fazer apenas um. Até agora, Izuku ainda não quebrou sua promessa a Archer, buscando salvar, mas não busca a salvação absoluta. Bom trabalho com isso. O problema que tenho com outros escritores é que eles tornam Izuku diferente de Canon e ainda assim o escrevem para fazer as coisas que ele faz em Canon.
E aí está, o outro efeito colateral do UBW. Izuku está a caminho de ser um corpo de espadas lol.
"Eu sou o osso da minha espada, mas eu já sabia disso" -HF Shirou e agora, Izuku Emiya lol.
Resposta:
Novamente, muito obrigado.
E sim, inconscientemente, Izuku acabou conseguindo usar o OFA sem dar conta na hora, e um detalhe que eu deixei meio que "escondido" foi que diferente da contraparte dele na história original, esse apenas teve os ossos quebrados em vários pontos diferentes ao invés de completamente esmigalhados.
Sobre o One life blade works, sim, Izuku conseguiu replicar a força do Héracles, mas apenas de ter feito isso e somado o poder de todos os ataques em um, esse único ataque ainda não é tão destrutivo quando a sua versão original. Tanto é que Izuku acreditava que ele apenas conseguiria danificar superficialmente a cabeça do zero ponto o suficiente para causar um mau funcionamento.
E eu também noto com considerável frequência como alguns autores de fanfics acabam seguindo um caminho quase idêntico ao da história. No meu caso, eu precisava que algumas coisas no começo fossem parecidas para fazer o Izuku e o All might se encontrarem, mas a partir daí eu tentei ser o mais "original" possível sem fazer nada muito maluco e/ou sem sentido.
Iorweth (Pelo AO3):
Another gripping and nourishing chapter for my soul!
Just when you published it I was waiting in hospital for an operation and this chapter helped to dissipate the fear a little. I was a bit forgetful with the writing of the review, getting used to the nerves working and reading other stories to occupy the brain for the healing time.
Beautiful, Izuku imbued with Archer's character with still his own character is brilliant. Ilda got punched , somehow I always have problems with this particular scene and in some stories I like how they antagonise Ilda (when the prestige and family history come in too strong).
The beauty of the exam as individuals like Izuku can complete it easily and many have difficulty or cannot physically complete it. Nemuri in form and Toshinori got memories of Vietnam, another white haired one with many powers XD. I was most surprised by the OFA on weapons, I'm a bit scared of your idea of combining UBW with OFA but at the same time I know it will be interesting and exciting.
I almost forgot the "body of blades " as a treatment, I can already see the faces of his colleagues as they see his multifunctional Quirk (especially Detective Todoroki) and some will have competition. Here Ilda interestingly found out that he is no longer the fastest, his family is only Toshinori can surpass.
Now I just look forward to possibly meeting a schoolmate in the nurse's office or after school. Recovery Girl will have a dilemma of what to do with him, Izuku can fix himself and not need help but the fact that he is healing himself and not using a doctor will annoy her.
I am most excited about the new format with the music, + 20 to the feel of the reading. Especially the moment with "ONE LIFE... BLADE WOKS.". A shiver and goosebumps went through me as I read it and also I am a fan of Nine Lives Blade Works (I always see it as one of the solutions in USJ but the fact remains that this NF can destroy and kill people behind Nomu in the flood zone).
May it continue and successful roles in gacha.
Resposta:
Já faz um tempo que não conversamos cara, então vamos nessa.
1º - Caramba amigo, talvez vocês achem que eu esteja exagerando, mas eu realmente me emocionei um pouco pelo tanto que fiquei feliz lendo o seu comentário. Não a palavras para descrever como me sinto ao saber que a minha história pode ter te ajudado a se sentir um pouco melhor em um momento de tensão/nervosismo como esse, então tudo o eu posso dizer é abrigado, muito obrigado mesmo.
2º - Se você gostou da maneira que Izuku agiu no capítulo anterior, então pode ficar feliz, pois eu planejo em fazê-lo agir dessa maneira mais vezes em várias outras situações. E sobre o Iida, eu também estranho um pouco o do porquê ele estava agindo dessa maneira no começo da obra, não sei se o Korei tinha planeja em fazê-lo um segundo "rival" para Izuku ou algo assim ou mudou de ideia depois, mas aqui ei interpretei que ele estava apenas nervoso devido ao exame prático e essa foi a maneira dele lidar com isso.
3º - Sim, depois que o Shinso aparece pela primeira vez na história, eu me dei conta como o exame prático da U.A. é muito injusto, pois até pessoas como o Aizawa ou a Midnight simplesmente não conseguiriam um único ponto de vilão, talvez alguns pontos de resgate, mas mesmo assim. É pode ficar expectante sobre futuras interações entre UBW e OFA, elas iriam demorar um pouco para acontecer de novo, mas quando chegarem, vou tentar fazê-las serem o mais entretidas possível.
4º - Acho que podemos concordar que a visão de ver os ossos quebrados de um colega de classe seu sendo lentamente colocados no lugar não deve ser nada agradável. E o Todoroki vai ficar tipo: "Tem algo um pouco sus nisso aí, hein.".
5º - Fico feliz que esse modelo ajudou na sua imersão durante a leitura, e isso graças a sua dica que você me deu alguns capítulos atrás, muito por isso novamente.
6º - Que todas a divindades de todas as religiões do mundo escutem as suas palavras, meu amigo. É sério! Eu estou quase morrendo de tanto esperar o Lostbelt seis, EU JÁ JUNTEI MAIS DE SEISSENTOS QUARTIZOS SÓ PARA A BARGHEST!
*Fim do respondendo comentários*
Bem, a quanto tempo pessoal :V.
Antes de qualquer coisa, eu apenas quero me desculpar caso eu tenha deixado vocês esperando pôr esse novo capítulo, eu fico triste em avisar de devido a minha faculdade, e outros fatores, eu vou acabar demorando novamente para começar a escrever o próximo. Mas não se preocupem, pois isso não me fara desistir de continuar escrevendo, então apenas posso pedir pela paciência de todos e muito abrigado pôr estarem me acompanhando até aqui.
Agora falando sobre o capítulo em si.
Hoje não aconteceu nada de muito relevante ou emocionante, diferente do capítulo anterior, o que pode ser realmente destacado é a conversa/discussão entre Izuku e Bakugou.
E para deixar isso claro, sim, Izuku não vai mais tentar recuperar a antiga amizade deles com a forma que o Bakugou é agora, ele vai estar disposto dá-lo uma nova chance caso o adolescente explosivo queria verdadeira mudar a sua atitude. Até isso acontecer, Izuku não vai permitir que Bakugou tenha qualquer tipo de influência ou controle sobre a sua vida. Em resumo, digam não a relacionamentos abusivos.
E o nosso pequeno protagonista quase perdeu a compostura pelo medo de Bakugou ter quase explodido o seu pingente.
Vocês acreditam em mim se eu dissesse que eu sentia falta de escrever as falas do Bakugou!? Preciso pesquisar diferentes tipos de xingamentos, hahaha.
Mas fora isso, não há mais nada que eu queira comentar aqui no momento, apenas fiquem ligados, pois no próximo capítulo teremos o primeiro dia de aula de Izuku na U.A. e é como dizem, o primeiro dia é inesquecível.
Com tudo isso dito, eu me despeço, novamente, muito obrigado a todos que continuam lendo a minha história, compartilhem e comentem caso vocês queiram, que vocês tenham um ótimo dia e até logo.
Ps: Consegui o Aŋra Mainiiu NP nível quatro, mais um pouco e o Avenger mais forte vai liberar o seu poder total, hahahahaha.
Pss: Izuku não usou reforço ou o One for all na hora que ele apertou o braço do Bakugou, apenas a força "normal" dele.
