N/A: Oie! *-*

Bem, aqui está o primeiro capítulo da fic!
Só para habituá-los na leitura:
~~ Itálico: flashbacks que, basicamente, definem a fic, já que são neles que será contado tudo o que aconteceu ao nosso queridíssimo Uchiha dramático Sasuke, para que ele chegue tão conflituoso e cheio de Ukeza ao presente momento, este que foi iniciado lá no - pobre :v - prólogo;
~~ Normal: momento presente, que sucede os infindáveis flashbacks que estão por vir, e que, já esclarecendo de antemão, representam um único dia.
Enfim...
Vemos-nos nas notas finais, não deixem de ler porque há coisa importante! u_u
Boa leitura!


Capítulo 1 - A culpa é do Kakashi!

Kakashi adentrou a sala, sentou-se na cadeira e esperou pacientemente os alunos se acalmarem e, enfim, notar que já estava em sala. Naruto fora o primeiro a se manifestar quanto à presença do mais velho. E, por ser o escândalo em pessoa, todos acabaram por se silenciar quando o hiperativo loiro se pronunciou.

Todos sentados em seus devidos lugares, dando a necessária atenção para si, Kakashi se levantou, postando-se em frente à turma, encarando cada um com extrema seriedade.

Os alunos sabiam que nada bom estava por vir, afinal, quando o mais velho agia daquela maneira, certamente um teste surpresa estava por vir ou um trabalho impossível de se realizar.

E, ah... Como eles queriam estar errados em suas conclusões nada precipitadas.

A aula de Literatura começou com um teste daqueles, onde noventa por cento da turma zera e o Hatake tem o prazer de esfregar a prova na cara de cada um, sorrindo maldosamente, mostrando o quando aquilo o agradava. Entregou prova por prova, mesa por mesa, encarando sadicamente cada aluno, deixando evidente em cada gesto o quão divertido – observar de camarote a aflição de cada um – aquilo lhe era. Depois, marcando quarenta minutos, sentou-se à mesa e esperou que todos terminassem no tempo limite, para, enfim, recolher um por um, dando uma breve olhada indiferente para o papel, antes de seguir para o próximo.

E, assim, foi por dez minutos, até que o grisalho já se sentava novamente e os alunos suspiravam aliviados pelo 'momento tortura', como costumavam denominar os testes surpresa e os trabalhos impossíveis que o mestre passava, ter acabado. No entanto, infelizmente, Kakashi parecia estar mais sádico aquele dia e, mais uma vez, a tensão tomou conta de cada um, quando o mesmo começou a falar.

– Como muito de vocês, aliás, como a maior parte da turma está com um imenso déficit em minha matéria, proporei um trabalho em dupla para que possam recuperar a nota. – Começou, andando por entre as fileiras. – Vocês poderão... – Fora interrompido por Karin que, tão logo, erguia um dos braços, chamando sua atenção. – Sim, Karin... – Parou frente a jovem ruiva, olhando-a entediado, como se já previsse a sua pergunta.

– Nós poderemos escolher as duplas, Kakashi-sensei? – Indagou com sua voz enjoada, olhando descaradamente para Sasuke; os olhos brilhando irritantemente esperançosos.

O Hatake teve vontade de rir, no momento, mas não o fez. Apenas deu as costas à outra, rumando para frente da sala.

– Bom... Eu iria falar justamente a respeito quando fui interrompido por suas tendências masoquistas, senhorita Uzumaki. – O tom usado fora puramente sarcástico, algo que arrancou comentários e risadas nada discretas da turma, enquanto que uma carranca do alvo de tais. – Enfim... Sim, poderão escolher sua dupla. Não estou com paciência para aguentar os resmungos dos demais masoquistas da sala... – Encarou Sakura e, por fim, Naruto, sorrindo discretamente por sob a máscara que usava. Recomeçou a andar novamente, parando ao lado do garoto Uchiha, este que ergueu a face, encarando-o friamente, quase o fuzilando com o olhar. – Por isso, aconselho que façam sábias escolhas. Talvez... – Encarou o garoto de olhos ônix, repuxando os lábios em um sorriso mordaz. –... Talvez... – Frisou. –... A melhor opção esteja sentada bem ao seu lado... – Virou-se, encarando os demais.

E, assim, Sasuke, tão rapidamente, virou-se para o seu lado esquerdo, dando de cara com nada mais, nada menos, que Karin, esta que lhe sorria com malícia; parecia renovada e completamente esquecida da provocação que o professor fizera há instantes; enaltecida, até, com a perspectiva de ser a escolha ideal de Sasuke, embora em seus devaneios, ela não se resumisse somente ao trabalho.

O Uchiha, por outro lado, não reagiu conforme a ruiva; muito pelo contrário! A única conclusão que pôde chegar com aquilo, evidentemente incrédulo, é que Kakashi, sem mais, estava zombado de si! Afinal, repudiava a presença da garota, igualmente de todas as demais irritantes presenças naquela sala, e isso não era segredo para ninguém, nem mesmo para o mais velho.

Emburrado, virou-se, então, para seu lado direito e... Tivera que repensar em sua generalização e na zombaria que o Hatake fizera. Repensar, não... Reconsiderar! Ao seu lado direito, atenta às palavras do professor e ignorante aos mirantes negros que lhe fitavam, havia uma jovem... Não, não era uma jovem, ao menos, não uma qualquer... Ao seu lado, havia Hinata. E constar a presença da mesma, ali, fizera-o arregalar os olhos ônix levemente em clara surpresa. Ponderou, por um único e rápido segundo, que talvez, somente talvez, até que não deveria ser tão irritante fazer um trabalho com ela, afinal, aparentemente, era uma garota tímida, compenetrada, inteligente e, sem dúvida, aquele rubor na face da jovem era deveras atraente aos olhos do Uchiha...

"É... Até que ela não é tão irritante e... O QUE?!", sobressaltou-se, rapidamente virando-se para frente. Sentiu a face queimar e, naquele instante, quis cavar um buraco e se enfiar lá o mais rápido possível.

O que diabos estava pensando?

"Esse Kakashi maldito! Se ele não tivesse começado com essa palhaçada...", respirou fundo, colocando os pensamentos em ordem, recompondo-se do recente colapso mental que tivera. "Se bem que... Talvez ele tenha razão...", ponderou mais uma vez, olhando de esguelha para a jovem Hyuuga que discretamente mirava algo que não era de seu conhecimento, até então. Pego pela curiosidade, seguiu o olhar da mesma surpreendendo-se ao notar que o alvo do evidente rubor da mesma era nada mais, nada menos que Naruto, seu "melhor" amigo irritante e cabeça oca.

"Hahaha... Como pude pensar que seria diferente? Claramente como as outras...", concluiu; um sorriso sarcástico moldando os lábios finos.

Igualmente a reação do Uchiha perante as palavras do grisalho, os demais alunos averiguaram instantaneamente o colega ao lado e, nisso, burburinhos inconformados e descrentes, muitos até mesmo zombeteiros, inundaram o recinto, fazendo o mais velho suspirar resignado.

– Oras, não sejam tão antissociais! Deem uma chance àqueles que não têm muito contato. – Voltou-se para frente, apoiando o quadril em sua mesa. –O desconhecido, nem sempre, é ruim... Um grande exemplo é... – Virou-se parcialmente, tateando a mesa a procura de algo e, quando o encontrou, ergueu o que tinha em mãos. – Isso!

– O seu livro pervertido? – Indagou uma Sakura pasma, observando a mais nova edição dos livros Icha-Icha nas mãos do professor.

E, para a surpresa de todos...

– Sim. – E encarando o olhar assustado, alguns maliciosos, dos demais alunos, tratou de explicar. – Não! Quer dizer... Sim... Mas só o que o livro retrata.

– Está falando que... Hã? O que sua perversão tem a ver com isso, Kakashi-sensei?

– Err... Esqueçam isso... "Como são inocentes..." – Suspirou.

– Mas, agora queremos saber o que...

– Não! Err... Alguma dúvida sobre o trabalho? – Perguntou, querendo mudar de assunto rapidamente.

– Como teremos duvida de algo que nem sabemos ainda... – Sakura murmurou para si, mas o Hatake acabara por escutar.

–Verdade... Ainda não falei sobre o que é o trabalho... Então... Vocês farão... ‒ E, assim, o mestre explicou passo a passo o trabalho que fariam, frisando que não lhe interessava, de fato, quem seriam as duplas, contanto que o trabalho fosse entregue no prazo e contendo o que ele exigia.

Sasuke conteve um suspiro resignado e, tão logo, voltou a sua atenção para Kakashi, contendo a vontade de amaldiçoa-lo eternamente.

[...]

Estranhamente, tudo que vinha o atormentando se iniciava naquela maldita aula de literatura, envolvendo aquele maldito professor; e sempre, sempre acompanhado daquela sensação que se apoderava de si, no momento...

Era tão comum, que já lhe era familiar...

Exceto pelo sentimento de esclarecimento que, mesmo indesejado e renegado, estava lá, se misturando ao turbilhão que o definia, hoje.

Sasuke era esperto, mas burro ao mesmo tempo. Era perspicaz, mas orgulhoso demais para deixar seu bom senso falar por si, naquela situação. Ele só sabia que... Alguém era culpado!

E Kakashi era o mais indicado, naquilo tudo! Principalmente por repassar todos os momentos que tivera com ele... E recordar que a sensação familiar era mais presente, na presença dele, do que a carranca que levava consigo há um mês, todos os malditos dias, sem descanso. Todas as aulas era uma chateação diferente, e o Hatake sempre era o grande causador dela.

Por que não desse caso, também?

Era óbvio... Tão óbvio que o semicerrar de olhos tornou-se insuficiente para expressar seu desagrado pela presença intragável de seu estimado professor. E, sem mais, simplesmente levantou-se. Caminhou lentamente até a porta.

‒ Onde pensa que vai, Sasuke?

Os dentes rangeram. A mão, sobre a maçaneta, fechou-se com força.

‒ Ao banheiro... ‒ Respondeu, entredentes e forçosamente.

‒ Não ouvi você me pedir... ‒ Kakashi andou até ele, parando há três passos de si; a voz era irritantemente calma, o olhar, como de praxe: indiferente, mas os lábios, por sob a máscara, sorriam com zombaria; Sasuke quis socá-lo por ser tão sarcástico, tratando-o como criança. Ele odiava aquilo...

‒ E nem vai! Não sou a porra de uma criança que pede permissão para usar a merda do banheiro!

E saiu. Correu pelos corredores, sentido vergonha de si mesmo, sentindo ódio, confusão e mais vergonha. Sentia-se um idiota por fazer tanta confusão por sentir aquilo! Mas era tudo tão novo... Era tudo tão recente. E, mesmo que não admitisse, ou que nem houvesse notado, ainda, era dramático em demasia e não sabia lidar com o que o tirava de sua zona de conforto.

Sasuke aprendera a ser assim, a ser egoísta, a se amar, a se colocar a frente de tudo e todos. Sasuke aprendera a agir de má fé, a colocar obstáculos em tudo, até nos mais simples atos da vida, como aquele.

E não havia um manual de instruções, nem orgulho para pedir ajuda para Itachi, menos ainda para Naruto, que era mais idiota que si por clamar aos quatro ventos que amava aquela que alegava o amar... Era humilhação demais! Irônico demais! E tudo parecia estar se revertendo contra si; tudo parecia o atingir em cheio, ao mesmo tempo, certeiramente.

Quando deu por si, estava no terraço do colégio. O vento forte envolvia os fios negros e o sobretudo azul marinho do uniforme. Em passos lentos, aproximou-se do parapeito, onde se debruçou com necessidade, mantendo os olhos atentos ao horizonte que se tornou seu fiel companheiro no último mês.

Fora ali que se refugiara nos seus dias de confusão, por mais que este fosse o mais crítico dos demais. Era um bom lugar... Solitário, quieto... Bom para pensar e se manter são.

Permaneceu ali por alguns minutos, observando as árvores que ladeavam o colégio, a forma como o vento levava as flores de sakura, naquele outono. Era algo tão natural, puro... Lembrava-o dela.

Sorriu.

Sincero, mas angustiado.

Sentiu-se cansado de ficar ali, observando, dos sentimentos, dos atos, da covardia... As pernas tremeram, as costas deslizaram pelo muro, até que se visse sentado, com a cabeça pendida para trás e os olhos fechados.


Resposta de review:

- Guest

Depois de um tempinho, cá está o capítulo novo! Espero que tenha gostado! :3 Obrigada por comentar! Beijinhos! ^.~


N/A:

- E aí? O que acharam? *-*
A fic é de um teor bem clichê, estilo comédia romântica, só que com mais drama, porque, mesmo querendo com todas as minhas forças, não consigo fugir dele! ;-;
E, bem... É aí que todos os problemas (?) do nosso queridíssimo emo começam, embora saibamos que não é bem assim... :v
O que será que ele aprontará, hein? :v
Enfim...
Espero que tenham gostado!

- Como eu disse nas notas finais do prólogo, os capítulos terão, em média, 1500~2000 palavras, talvez um pouco mais, mas nunca menos que isso!
Só que, dels... Eu me incomodo demais com capítulos tão curtos... e.e Por mim, eles teriam mais de 4000 palavras! Então, estava pensando...
Todos os capítulos que sucedem o prólogo terão a estrutura deste primeiro: um flashback acompanhado da atualidade, na fic. Embora eu tenha evitado postar a fic como uma oneshot justamente por isso, por conta dessa alternância de flashback e atualidade, se vocês quiserem, eu posso postar dois capítulos em um, tornando, assim, o próximo capítulo maior, e a fic mais curta, sendo finalizada em quatro capítulos. Mas, isso somente se não ficar confuso, nem nada, o entendimento da história, para vocês... Caso fique, continuarei postando capítulos como este primeiro, onde o número de palavras girará em torno de 1500~2000.
Enfim...
Se tiverem alguma dúvida a respeito dessa breve explicação, ou deste primeiro capítulo, podem me falar que tirarei imediatamente! :3
Tenho certa dificuldade em deixar as coisas mais simples, claras, quando vou explicar... Acabo falando e falando, mas nunca esclarecendo, de fato, a coisa toda... :v

- É isso, amadinhos!
Obrigada para quem leu até aqui! Aguardo, com exímia ansiedade, os reviews de vocês! Responderei a todos com muito prazer, sejam críticas, elogios ou comentários referentes ao desenvolvimento da trama.

ENFIM!
Já falei demais! :v
Aguardo o retorno de vocês! u_u
Beijinhos! ^.~