Cap. 46 – Visitando vovô
Morgana deixou a mansão Lestrange sob o manto escuro da noite, a lua cheia lançando sua luz prateada sobre os terrenos da propriedade. A Marca Negra recém-tatuada em seu braço era uma presença constante, quase pulsante, lembrando-a do compromisso sombrio que havia assumido.
Assim que saiu da mansão sabia que precisava falar com seu avô, que estava preso em Nurmengard por ter sido um seguidor fiel de Grindelwald.
Usando uma chave de portal ela desapareceu das imediações da mansão.
Quando Morgana chegou na prisão, os aurores de plantão sentiram a aura sombria que a acompanhava, mas não ficaram surpresos com sua presença. Eles a conheciam bem das visitas que ela fazia quando seu pai estava preso na mesma prisão. Assim, embora observassem com cautela, não a impediram de seguir seu caminho.
A medida que ela se aproximava, Morgana lançou um saco recheado de galeões em direção aos aurores. Era uma forma de suborno, uma tentativa de fazê-los virarem o rosto para sua aura escura e imponente que se espalhava pelo local.
Morgana avançou pelos corredores sombrios de Nurmengard, sua aura escura derramando-se pelo ambiente como uma sombra densa. Cada passo dela ecoava com autoridade, e os aurores que guardavam a prisão sentiram a presença opressiva da bruxa à medida que ela se aproximava.
Ao chegar em frente à cela de seu avô, Morgana notou que o auror de guarda era um amigo de seu pai. Os olhos do auror se iluminaram momentaneamente com reconhecimento, mas logo se nublaram com desaprovação ao perceber a aura escura que a envolvia. Ele lembrava-se da Morgana criança, inocente e feliz, mas o que via agora era completamente diferente. O auror lançou um olhar de reprovação a Morgana, mas, após um momento de hesitação, permitiu que ela passasse.
Morgana adentrou a cela de seu avô, e imediatamente ele percebeu sua presença. Antes mesmo dela entrar, ele fechou os olhos, como se saboreasse o gosto da aura escura que emanava dela. Era como se ele estivesse absorvendo a escuridão que a envolvia, algo que ele tinha conhecido em sua juventude, durante seus dias como seguidor de Grindelwald.
O velho bruxo estava sentado em um banco de pedra, vestindo o uniforme simples de prisioneiro de Nurmengard. Seu olhar era cansado, mas carregava consigo uma intensidade de experiência e sabedoria. Havia um reconhecimento profundo em seu olhar, misturado com tristeza e preocupação.
Morgana permaneceu de pé, sua aura escura preenchendo a cela com uma atmosfera carregada de tensão. Era um encontro marcado pela intensidade das emoções e pela aura sombria que a rodeava, como se a própria escuridão tivesse adentrado a prisão de Nurmengard naquele momento.
Houve um longo momento de silêncio, no qual eles apenas se observaram, como se a escuridão de suas auras estivesse se comunicando em segredo. Finalmente, Vladimir quebrou o silêncio com um suspiro pesaroso, seu olhar fixo na neta.
- Morgana... Sua aura está ainda mais escura do que da última vez que nos vimos.
Morgana, ainda imersa nas sensações sombrias que a marcaram ao receber a Marca Negra, soltou uma risada baixa e sombria, quase como um sussurro arrepiante.
- Vovô, eu vivi muitas coisas desde então. Escolhi meu caminho, como você escolheu o seu no passado.
- Morgana, eu entendo que a vida pode nos levar por caminhos inesperados, mas é importante lembrar que, uma vez que você escolhe seguir o caminho das trevas, ele pode ser difícil de abandonar.
Morgana apenas riu baixinho, seu riso ecoando pelo ambiente opressivo da prisão.
- Vovô, você sabe tão bem quanto eu que a escuridão pode ser irresistível. Ela oferece poder, controle, sensações que poucos ousam experimentar.
A aura de Morgana começou a provocar a aura negra de Vladimir, como se desafiasse o próprio passado dele. Vladimir suspirou profundamente, seus olhos encontrando os dela.
- Sim, eu sei, Morgana. Eu já fui jovem e seduzido pela escuridão também.
Vladimir sentiu a intensidade da aura de Morgana e a encarou com seriedade.
- Morgana, tome cuidado. A escuridão é sedutora, mas também é destrutiva. Não se deixe consumir por ela. Mantenha o controle.
Morgana olhou nos olhos de seu avô, sua risada sombria desaparecendo aos poucos. Ela estava consciente do perigo que representava sua própria escuridão.
- Eu sei, vovô. A escuridão é como uma lâmina afiada, corta aqueles que a empunham com imprudência. Mas também é uma ferramenta poderosa.
A medida que as auras de Morgana e seu avô, Vladimir, se apertavam uma contra a outra, uma tensão carregada no ar era palpável. Vladimir fechou os olhos como se estivesse se deliciando com aquela escuridão que emanava de sua neta. Seu rosto demonstrava um prazer sombrio enquanto a sensação de suas auras colidindo o envolvia.
Quando Morgana perguntou sobre seu passado como um seguidor de Grindelwald, uma expressão nostálgica se espalhou pelo rosto de Vladimir. Ele abriu os olhos, fixando-os nos dela, com um olhar que carregava o peso das memórias antigas.
- Eu fui mais do que um simples seguidor. Fui um dos comandantes leais a Grindelwald, lutando ao seu lado por uma visão que, na época, acreditávamos ser a correta.
A aura de Morgana pulsava com prazer enquanto ouvia as palavras de seu avô, relembrando as próprias atrocidades que havia cometido. Ela queria compartilhar essa conexão sombria com ele, e sua aura intensificava sua pressão sobre a aura dele, como se estivesse desafiando-o a reviver aqueles momentos sombrios. Os olhos de Vladimir brilhavam com o mesmo fogo sombrio que os dela, e ele se deixou levar pelas memórias.
- Minha querida, ser um comandante de Grindelwald era como estar no ápice do poder sombrio. Torturar e matar trouxas era um ato de lealdade a ele. Cada grito, cada lamúria, só fortalecia nossa conexão com as trevas.
A aura de Vladimir começou a vibrar em resposta à aura de Morgana, como se estivesse dançando com ela na dança proibida das trevas.
- E quando me via imerso naquela escuridão, minha neta, era como se eu me tornasse uma extensão das trevas. Eu me alimentava do sofrimento que causava, e minha aura se tornava mais sombria, mais poderosa. Era um prazer indescritível.
A conversa entre Morgana e seu avô, Vladimir, mergulhava cada vez mais fundo na escuridão enquanto compartilhavam suas experiências sombrias. Vladimir, com um brilho malicioso nos olhos, perguntou com curiosidade e uma pitada de fascínio:
- Morgana, você sentiu isso quando torturou e matou, não é? A sensação de poder, de prazer, que só as trevas podem oferecer.
Morgana, com sua aura escura envolvendo-a, olhou nos olhos de seu avô e respondeu com um tom sombrio e carregado de satisfação.
- Sim, vovô, eu senti. Cada grito, cada suspiro de agonia, era como música para os meus ouvidos. As trevas me proporcionaram um prazer indescritível.
Vladimir, revelando um sorriso sombrio, continuou a sondar sua neta, sabendo que havia algo mais.
- Você está seguindo um lorde das trevas, Morgana?
Ele fez a pergunta com malícia, como se já soubesse a resposta e estivesse provocando-a.
Os olhos de Vladimir brilharam com a confirmação, e ele acenou com a cabeça, como se estivesse satisfeito com a resposta. Eles compartilhavam um segredo sombrio, e Morgana sabia que seu avô entendia sua jornada em direção às trevas, pois ele mesmo havia trilhado um caminho semelhante no passado.
Morgana, com um prazer sombrio e quase desdenhoso, respondeu afirmativamente à pergunta de seu avô e, em seguida, acrescentou com um ar de provocação:
- Você não sabe quanto sangue derramei antes de receber esta marca.
Ela ergueu sua manga, expondo a Marca Negra tatuada em sua pele pálida. Um sorriso sádico curvou os lábios de Vladimir ao ver o sinistro símbolo. Ele encontrou ironia no fato de que Valentin, o pai de Morgana, havia enviado sua filha para a Inglaterra com a esperança de mantê-la longe das trevas, mas, em vez disso, ela havia abraçado sua escuridão de forma tão profunda e intensa. Seu riso ecoou pelas paredes de pedra da prisão, ecoando com um prazer sombrio.
Com olhos cintilantes de malícia, ele pediu a Morgana que compartilhasse os detalhes de seus atos cruéis.
O olhar de Vladimir, brilhando com um malicioso prazer sombrio, fitou intensamente Morgana quando ele expressou sua satisfação em saber que sua neta havia mergulhado profundamente nas trevas. Era como se ele visse nela uma herdeira verdadeira do legado sombrio da família.
Com uma voz repleta de perversidade, ele pediu a Morgana que compartilhasse os detalhes de como ela havia feito suas vítimas gritarem e o que havia sentido durante esses atos cruéis. Morgana, imersa na escuridão de suas próprias memórias e prazeres sombrios, começou a narrar seus atos brutais em detalhes arrepiantes.
Morgana estava imersa em sua narrativa sombria sobre os atos de tortura que havia cometido, compartilhando o deleite que sentira enquanto suas vítimas gritavam em agonia. Seus olhos brilhavam com uma excitação sombria enquanto ela falava, e seu avô, Vladimir, parecia estar completamente envolvido em suas palavras, exibindo um sorriso sombrio de satisfação. No entanto, no ápice da conversa, quando Morgana estava expressando seu prazer nas trevas, a voz de seu pai, Valentin, surgiu atrás dela. O som repentino fez com que Morgana se virasse em choque, e seu avô também se surpreendeu com a interrupção inesperada.
Valentin havia entrado na cela de Nurmengard sem que Morgana percebesse, sua presença surgindo como uma sombra nas profundezas do cárcere. Seu olhar estava fixo em sua filha, um misto de choque e desaprovação visível em seus olhos. Vladimir, por outro lado, permaneceu sentado, observando a súbita aparição de Valentin com um sorriso sombrio nos lábios. Ele estava claramente ciente da presença de seu filho, mas não parecia perturbado.
