Ébrio
Desafio dos 100 temas: 15 – sobre "tudo o que alguém queria ter dito e não disse"
Beta: Slplima querida amiga, não sei como agradecer todo o carinho, paciência em me ajudar. Obrigado, obrigado de coração! Minha amizade e lealdade forever and ever!
Notas da Beta: Minha amiga querida.
Seja bem-vinda de volta!
Fico muito feliz que sua inspiração tenha lhe dado um sopro de alívio. Afinal, ela nos cura de tantos males, não é?
E Mask bêbado foi um deleite.
De palavrão em palavrão ele foi mostrando seus verdadeiros sentimentos.
Tanto os bons quanto os maus.
Mas, acima de tudo, mesmo ébrio, ama loucamente nosso Afrodite. E isso é tão encantador!
Parabéns pelo texto sucinto, porém, bem escrito, divertido e claro.
Só posso agradecer muitíssimo sua confiança em meus 'pitacos'. kkk
Amei!
Fique bem, Coelha.
Bjinhos.
Notas da Coelha: Sempre imaginei esse tema sendo usado de uma outra forma, claro que não evitando a embriagues, que seria o estopim de toda a trama. Confesso que até tinha feito algo diferente, com personagens OP, mas achei que poderia usar o Mask aqui! Espero que gostem, e perdoem, pois estou bem enferrujada!
oOoOoOo
As horas haviam passado em um piscar de olhos.
Ao redor do homem alto e austero, tudo parecia ser apenas um borrão disforme.
Entendiado, abusara da bebida mesmo sabendo que não seria de bom tom fazer isso.
Começava a se sentir zonzo!
Sim! Estava zonzo!
Tudo girava ao seu redor e, mesmo com o desconforto de sentir-se assim, aquela sensação por deveras acabara se tornando libertadora. Afinal, ninguém queria, ou gostaria, de estar a perder tempo com um ser carrancudo e ainda mais bêbado.
Realmente, verdade fosse dita; estava literalmente fora de seu normal.
Bêbado, bêbado! Ébrio feito um gambá!
E por mais que quisesse se sentir mal por conta de toda a situação, não conseguia. Claro, tirando, diga-se de passagem, a agitação ao seu redor.
Já havia buscado por um lugar mais calmo para apreciar sozinho sua bebedeira, mas fora em vão e inevitável não se sentir mais tão confortável.
A festa parecia ganhar mais pessoas, e para desgosto do italiano, muito em breve, quem sabe, não poderia mais curtir sua embriagues como antes.
O som alto incomodava. O barulho do som eletrônico parecia igual, ou pior que um daqueles bate-estacas utilizados na construção cível.
A cabeça parecia que explodiria a qualquer momento e, mais uma vez, em meio a essa balburdia toda, ele se questionou o que estava fazendo ali? O que o havia feito aceitar estar em um lugar rodeado de pessoas que, para ele, não valiam um vintém?
Eram apenas rostos, e nada mais! Não tinham importância. Não valiam a pena! Mas ele tivera que ceder aos apelos do único ser que valia a pena chamar de amigo; e pronto, ali estava ele, entendiado, chateado e bêbado igual a uma vaca.
Ao voltar seus olhos azuis escuros por toda a sala, não esperava encontrar seu desafeto logo ali.
Com um sorriso de escárnio, sentiu vontade de rir de si próprio, mas não era necessário.
Não, não seria. Afinal, logo ali, do outro lado da sala de estar, sentado como um rei e com a cara mais deslavada, estava seu eterno dissabor. Bufando, revirou os olhos. O arrogante Minos, com seu bordão de 'tudo posso, faço e aconteço' parecia alheio a tudo, e como se não ligasse para nada ao seu redor, a não ser, é claro, para seu próprio umbigo.
Ah! Como sempre ele deveria estar pensando que era o Supra Sumo da festa!
A última bala do baleiro!
O tal que se achava o maioral, mas que de maioral, e moral, não entendia uma vírgula.
Um pulha! Um Zé Ruela, queima rosca, fura olho do caralho!
Ah! Como ele queria poder dar-lhe uns belos sopapos.
Seria tão bom!
Minos sempre se achara o tal, apenas por ter pais com situação financeira um pouco melhor que a dos outros colegas. E todo mundo sabia que ele era um pulha. Por ter sido tão mimado não tinha noção de limites, e 'respeito' não deveria fazer parte de seu diminuto vocabulário.
"Grandessíssimo Figlio di puttana!"- pensou Enzo ao revirar os olhos.
Ah! Se ele tivesse coragem para dizer tudo o que pensava, e um pouquinho mais. Mas tinha que pensar que ainda fazia parte do laboratório em que o pai daquele pulha era o responsável.
Ninguém jamais esqueceria a forma como Milo fora dispensado, apenas por proteger o namorado das investidas baratas daquele monstro. Como diziam as más-línguas: Milo havia sido apenas um tira gosto! Uma lição para quem mais quisesse enfrentar o filho mimado do dono da North Star Farmacêutica.
Como Enzo queria lhe quebrar os dentes, não… remodelar a cara de Minos, por ter ousado querer se aproveitar de sua linda flor. Afrodite não era para o bico dele, e nem nunca seria.
Nunca mesmo!
Voltando a olhar para todos os lados, Enzo buscou pelo dono de seu coração. Se Afrodite e ele soubessem que Minos estaria presente na festa proporcionada por Saga, nunca teriam vindo.
Era por Afrodite, a pessoa especial, o amigo, confidente, amante e prometido que ele resolvera sair de sua "toca". Mas agora, ébrio, como sentia ganas de dizer tudo o que pensava a respeito daquele pária da humanidade.
Enfurecido, Enzo levantou de onde estava observando o outro homem. Talvez, quem sabe, com os gorós para a cabeça, tivesse a coragem necessária pra ir até Minos, e lhe dizer poucas e boas.
Seria seu momento de deixar a onça beber água!
Sim!
Assim, com um passo lá, e outro cá, a casa toda girou.
A bile lhe subindo pela garganta fez com que o italiano levasse mais um tempo para se estabilizar, e enquanto isso tudo acontecia não reparou e nem prestou atenção no que era dito pelo platinado, só percebeu que algo não estava como ele vira minutos antes ao escutar a comoção local.
Um furacão loiro havia passado ao seu lado, quase o derrubando. O barulho alto de um tapa, seguido de palavras, as quais ele gostaria de ter sido o primeiro a proferir, foram vomitadas pelo lindo e maravilhoso Afrodite.
Como se orgulhava daquele homem! Aos olhos dos desconhecidos, um gentleman, um doce, a criatura mais carismática que poderiam querer conhecer, mas também uma pessoa letal, que não pedia para ser ouvido duas vezes.
Ah! Se Enzo pudesse assinar embaixo de tudo o que Dite estava derramando sobre Minos, que emudecido, parecia ouvir tudo com muita atenção.
Alguém finalmente havia tido a coragem suficiente para dizer àquele serzinho o que ele realmente era, e a Enzo, mesmo com a sensação de perda, algo havia estalado em seu peito.
"Minos é um tremendo calhorda!"- pensou – Uma pena que não fui eu a despejar tudo sobre ele. - ciciou para si mesmo, antes de notar que o tal partiria para cima de seu bem mais precioso.
Puxando o loiro para trás de seu corpo, - e não que Afrodite não soubesse se defender, diga-se de passagem, - desferiu um golpe certeiro, fazendo seu punho ir de encontro com o rosto bonito daquele boçal.
-Se eu fosse você, Minos, ficaria bem quietinho ai onde está. - apontando a mão que o socara em punho fechado, continuou. - Se se meter de novo com mia fiore (minha flor), - e puxando o loiro para trás de novo, prosseguiu. - você irá se encontrar com meu punho novamente, seu merda, projeto de gente! - rosnou antes de ser puxado para longe por um Afrodite afogueado e um tanto nervoso.
Sentia-se bem, com a alma lavada, mesmo que não tivesse dito nada do que gostaria.
- Ah! Enzo… sabe que poderemos enfrentar uma barra pesada no trabalho, não? - Afrodite perguntou ao abraçar o namorado, sem importar-se por este ainda estar ébrio.
-Sim, fiore (flor), mas valeu a pena, non? - sorrindo deixou-se ser guiado para fora daquele lugar.
Porque pelo bem ou pelo mal, estava muitíssimo vingado!
"Há coisas que melhor se dizem calando"
Machado de Assis
oOoOoOo
Momento Coelha Aquariana no Divã:
*ouvindo Demons do Imagine Dragons enquanto arruma a fanfic. As orelhinhas de gato do headphone piscam desvairadamente*
Kardia: Gelo, vem cá! *chama o ruivo que está lendo um livro de aspecto velho e estranho*
Dégel: Kar, já aviso de antemão que a Coelha não está em seu melhor dia, assim deixa passar que ela voltou a escrever novamente depois de meses a fio sem nada sair da caçoleta dela.
Kardia: Mas puxa, Dedé, você falando assim da até medo! E você sabe que não sou de termer nada!
Dégel: Sim, eu sei, Kar, mas ela ainda é a dona do Kit Fic, sendo assim, manda quem pode e obedece quem tem juízo! *voltando a sua leitura, deixa o loiro ruminar seu humor difícil sozinho.
*volvendo os olhos com curiosidade na direção do casal*
Estranho… muito estranho! Mas… melhor assim!
Olá para você que chegou até aqui! Agradeço muito por perder um pouco de seu tempo para ler essa minha fic! Sei que está longe de ser uma de minhas fics mais trabalhadas, mas depois de tudo que me aconteceu, voltar a escrever é como um balsamo e até mesmo alívio!
Espero que gostem dessa ficlet, e que me perdoem por qualquer coisa!
Beijocas e até meu próximo surto!
Theka Tsukishiro
Kardia: Tomara que não demore muito!
Kaaarrdiaaaa! ^^
