Cap. 72 – Os três órfãos
Morgana acordou na cama na mansão Lestrange, os raios de sol penetrando pelas cortinas entreabertas. Ela estava deitada nua, e ao seu lado repousavam igualmente despidos Bellatrix, Igor e Rodolfo. A pele de Morgana estava adornada com marcas e arranhões, lembranças da noite anterior de prazer e luxúria. Morgana olhou para seus comandados, e um sorriso sombrio tocou seus lábios. Eles haviam se entregado à escuridão daquela noite, e Morgana sabia que estavam mais ligados do que nunca a ela.
Morgana apreciou a visão dos seus comandados na cama, cada um deles trazendo memórias da noite anterior. Ela deslizou os dedos pelas curvas de Bellatrix, sentindo o toque suave de sua pele. Morgana suspirou, relutante em deixar aquele momento, mas sabia que tinha assuntos importantes para resolver. Com cuidado, ela se levantou da cama, deixando seus comandados descansando enquanto se preparava para enfrentar as obrigações que aguardavam.
Após um banho revigorante, Morgana se vestiu com um elegante vestido azul escuro de mangas compridas. Ela complementou o traje com uma capa pesada para enfrentar o mundo exterior. Seu elfo doméstico havia preparado tudo com presteza. Com sua aparência impecável, Morgana aparatou em frente à casa de Andromeda.
Morgana entrou na casa de Andromeda, abraçando-a calorosamente. Ela perguntou com carinho sobre as crianças e Andromeda respondeu que estavam dormindo, aproveitando a tranquilidade na casa. Morgana sorriu e agradeceu a Andromeda por cuidar tão bem deles.
Andrômeda conduziu Morgana até a cozinha e preparou uma xícara de chá para elas. Enquanto preparavam o chá, Andromeda percebeu a aura escura de Morgana e as marcas em seu pescoço. Com um olhar curioso e malicioso, Andromeda perguntou:
- Morgana, minha querida, o que aconteceu? Essas marcas e essa aura... me parece que você se divertiu muito. Algum novo interesse amoroso?
Morgana tomou um gole do chá antes de responder a Andromeda:
- Ontem, na festa anual do seu pai, as coisas ficaram um pouco... animadas. E depois da festa, decidimos continuar a celebração em outro lugar.
Ela deixou uma pausa, permitindo a Andromeda imaginar o que isso implicava.
Andromeda olhou para Morgana, claramente curiosa, e perguntou com um sorriso malicioso:
- E quem foram os sortudos que a acompanharam nessa festa tão... interessante?
Morgana deu um sorriso misterioso para Andromeda, inclinando a cabeça levemente para o lado, revelando ainda mais as marcas em seu pescoço.
Morgana deixou um sorriso brincalhão enfeitar seu rosto e disse a Andrômeda que ela conhecia muito bem seus acompanhantes. Ela a provocou com um olhar travesso e incentivou Andromeda a pensar e adivinhar quem eram seus companheiros naquela noite. A cumplicidade entre as duas era evidente.
Andrômeda, enquanto saboreava a ideia de tentar adivinhar quem eram os acompanhantes de Morgana, começou a ponderar sobre as possibilidades com um sorriso crescente e malicioso. Cada minuto que passava, seu sorriso se ampliava à medida que sua imaginação a levava a explorar diferentes cenários.
- Não me diga que Bellatrix finalmente conseguiu te levar para a cama, essas mordidas e arranhões são típicos dela.
Morgana sorriu, revelando sua surpresa pela astúcia de Andrômeda.
- Ah, você está quase lá, minha querida amiga. Bellatrix realmente teve um papel nesses arranhões e mordidas... Mas foi acompanhada por Igor e Rodolfo, bem, ele também não ficou apenas observando.
Andrômeda riu com um sorriso malicioso, revelando um segredo do passado.
- Bellatrix sempre teve um fascínio por você. Na verdade, todos nós tivemos. Você sempre soube como chamar a atenção, Morgana.
Andrômeda brincou, lembrando dos tempos em que faziam parte do mesmo círculo, antes das escolhas que os separaram.
Morgana olhou para Andrômeda com um brilho malicioso nos olhos e questionou:
- Até mesmo você, Andrômeda?
Andrômeda riu e admitiu:
- Morgana, acredite, todos nós, inclusive eu, tivemos muitas vezes vontade de agarrá-la durante nossas aulas secretas. Você sempre teve uma aura cativante, e a atração por sua força e escuridão sempre foi um imã para nós.
Morgana continuou provocando Andrômeda, deixando sua aura escura fluir ainda mais intensamente. Andrômeda, sentindo a aura mais forte, não resistiu a um sorriso e fez um comentário provocante:
- Parece que a noite de ontem fez muito bem para a sua aura, Morgana. Tão escura e carregada de malícia. O que mais aconteceu que a deixou assim?
Morgana olhou fixamente nos olhos de Andrômeda, revelando com ousadia:
- Sexo misturado com gritos agonizantes, minha cara amiga, é uma combinação que faz minha aura se inflamar dessa forma. A escuridão e a malícia se alimentam disso.
Andrômeda levantou uma sobrancelha com curiosidade e questionou com um tom de incredulidade:
- Gritos agonizantes? Morgana, o que você estava fazendo exatamente ontem à noite?
Morgana sorriu maliciosamente enquanto contava a Morgana sobre a extensão de suas atividades após a festa.
- Depois da festa, Bella estava querendo mais diversão, então levei todos nós até um grupo de trouxas abusadores. Passamos a noite ouvindo gemidos de prazer misturados com gritos agonizantes. Foi uma noite incrivelmente excitante.
Ela falou com um brilho nos olhos, claramente relembrando os eventos da noite anterior.
Andrômeda fez a conexão entre as atividades de Morgana e a descoberta das crianças, perguntando:
- Então, foi assim que você acabou encontrando essas crianças, não é? Eles estavam com esses terríveis trouxas.
- Andrômeda, você se lembra do ataque aos trouxas que tinha indignado tanto Ted a pouco mais de um ano? Pois bem, eu estava participando daquele ataque, encontrei um trouxa e li a mente dele, ele era primo de um dos trouxas que peguei ontem. Foi através dessa memória dele que soube dos abusos que essas crianças sofriam.
Andrômeda assentiu, recordando o ataque e o escândalo que se seguiu. Ela estava atenta às palavras de Morgana e percebeu a complexidade das conexões que levaram a descobrir o abuso das crianças.
Morgana explicou a Andrômeda o longo e meticuloso processo de encontrar os trouxas abusadores. A paciência e a determinação que levaram meses de observação e planejamento até a oportunidade final se apresentar.
Andrômeda admirou a dedicação de Morgana, reconhecendo que não era uma tarefa fácil, mas vital para proteger aqueles que não podiam se proteger.
Morgana, com um brilho nos olhos e uma pitada de malícia, explicou a Andrômeda como se sentia satisfeita por saber que esses trouxas não representariam mais uma ameaça para as crianças. Ela enfatizou a sensação de alegria que sentiu ao ouvir os gritos dos abusadores, mostrando que, apesar de seus métodos sombrios, seu objetivo era proteger aqueles que precisavam. A conversa entre as duas amigas continuou, compartilhando histórias e experiências em seu mundo mágico.
Morgana compartilhou mais detalhes sobre o sofrimento das crianças com Andrômeda. Ela explicou como os pais abandonaram os filhos em um abrigo quando a menina demonstrou sinais de magia aos cinco anos, por medo de suas habilidades. A tristeza e crueldade que essas crianças enfrentaram eram difíceis de compreender.
Morgana explicou a Andrômeda que as crianças eram irmãs, elas eram nascidas-trouxas, o que levou ao abandono delas. A origem mágica dessas crianças havia sido um fardo que suas famílias trouxas não estavam dispostas a suportar.
- E se não fosse o bastante elas serem abandonadas, foram adotadas por trouxas que não se importavam nem um pouco com elas, que só estavam atrás do auxílio de governo. Gritavam, Batiam, deixavam eles sem comer. E viviam cercados por drogas. Trouxas negligentes e cruéis, que abusavam delas.
Morgana deixou claro que seu ataque aos abusadores trouxas era uma forma de justiça para aqueles que não tinham voz.
Andrômeda olhou com preocupação para Morgana e perguntou:
- Morgana, o que você pretende fazer com essas crianças agora? Como podemos ajudá-las?
Morgana explicou a Andrômeda sua preocupação com os Comensais e o Lorde das Trevas, que considerariam traição adotar nascidos-trouxas. Ela então revelou seu plano:
- Pretendo levá-los para morarem com minha avó na Grécia. Lá, tenho certeza de que estarão seguros.
Andrômeda concordou com a decisão e expressou seu apoio, reconhecendo a importância de manter as crianças a salvo.
Conforme as horas passavam, as crianças finalmente acordaram e apareceram na sala. Morgana notou que elas estavam quietas, mas demonstravam ter um espírito forte, o que era promissor para o que viria a seguir. Ela e Andrômeda estavam prontas para explicar a situação e o que aconteceria a partir dali.
Andrômeda convidou as crianças a se sentarem e falou que elas deviam estar com fome. Ela chamou Pink, o elfo doméstico, para trazer algo para as crianças comerem. Pink fez uma reverência tímida para as crianças antes de sair para preparar algo para eles.
Andrômeda perguntou gentilmente pelos nomes das crianças. Os dois meninos se apresentaram como Lucas e Marcus, e a menina como Sarah.
Morgana percebeu a surpresa nos olhos das crianças ao verem um elfo doméstico. Ela então decidiu explicar um pouco sobre o mundo bruxo, mencionando que era um lugar onde pessoas como eles tinham habilidades especiais.
Morgana também perguntou às crianças se elas já tinham feito algo que não conseguiam explicar, como coisas estranhas acontecendo ao redor delas.
Sarah perguntou com olhos curiosos se aquilo que ela conseguia fazer era magia. Morgana olhou para a menina e perguntou o que exatamente ela conseguia fazer. Sarah explicou que conseguia fazer os livros que estavam em prateleiras altas se moverem em sua direção, e quando ficava brava, as luzes piscavam.
Morgana sorriu gentilmente para Sarah e disse:
- Isso é mágica, Sarah. Você está fazendo magia espontânea. Você tem habilidades mágicas dentro de você, assim como as bruxas e os bruxos. Apenas precisa aprender a controlá-las e usá-las de maneira segura. É algo incrível.
As palavras de Morgana pareciam deixar Sarah maravilhada com a ideia de que ela tinha poderes mágicos.
Andrômeda olhou para os meninos, percebendo a tristeza em seus olhos, e perguntou se eles também tinham feito magia. Os meninos negaram com um olhar triste. Andrômeda, com um sorriso caloroso, tentou acalmá-los, dizendo:
- Não se preocupem, meninos. A magia pode se manifestar em momentos diferentes para cada bruxo ou bruxa. Talvez a magia de vocês ainda esteja adormecida e possa surgir mais tarde. O importante é que agora estão em um lugar seguro.
As palavras de Andrômeda pareceram reconfortar os meninos, que olharam para ela com um pouco mais de esperança.
Sarah olhou para Morgana e Andrômeda com olhos brilhantes e perguntou:
- Vocês são bruxas, não são?
Morgana assentiu com um sorriso e disse:
- Sim, somos bruxas.
Lucas e Marcus ficaram empolgados, olhando entre elas com entusiasmo, e pediram:
- Vocês podem fazer magia? Por favor, mostrem pra gente!
As crianças estavam ansiosas para ver a magia em ação.
Andrômeda pegou sua varinha e fez várias borboletas saírem dela. Morgana sem varinha fez surgir fogo em suas mãos. As crianças ficaram impressionadas com as demonstrações e perguntaram porque andrômeda tinha usado varinha e Morgana não.
Andrômeda sorriu enquanto as borboletas voavam em torno das crianças, e ela respondeu:
- Eu usei uma varinha porque é a maneira tradicional de fazer magia para bruxos e bruxas. Morgana, por outro lado, é uma bruxa muito talentosa e pode fazer magia sem o uso de uma varinha.
Morgana acrescentou:
- Isso é chamado de magia sem varinha, e nem todos os bruxos conseguem realizá-la. É um talento especial.
As crianças observaram com admiração, fascinadas pela demonstração de magia.
As crianças continuaram fazendo perguntas sobre o mundo bruxo e magia, e Morgana e Andrômeda responderam pacientemente a todas elas. Conversaram sobre as diferentes escolas de magia, criaturas mágicas, quadribol e muito mais. Até o início da tarde, após um almoço delicioso preparado por Pink, as crianças já tinham uma noção melhor do mundo bruxo e estavam encantadas com as histórias e conhecimento compartilhados por Morgana e Andrômeda.
Morgana e as crianças chegaram à mansão de sua avó na Grécia com Pink. Sua avó ficou surpresa ao vê-los, mas Morgana explicou a situação e a necessidade de proteger as crianças. Sua avó concordou em cuidar das crianças e as boas-vindas foram calorosas. Enquanto os tios de Morgana levaram as crianças para conhecer a mansão, Morgana e sua avó se sentaram na sala para conversar. A avó estava interessada em saber tudo o que aconteceu e ouviu atentamente enquanto Morgana compartilhava a história.
Elas passaram algum tempo conversando e planejando o futuro das crianças na Grécia, onde estariam seguros e poderiam aprender mais sobre o mundo bruxo. Morgana se sentiu aliviada por ter encontrado um lugar seguro para as crianças e sabia que sua avó cuidaria bem delas. Eventualmente, Morgana se despediu de sua avó, pronta para voltar às suas responsabilidades no mundo bruxo.
