Cap. 77 – a investigação
No início do ano letivo, Dumbledore recebeu uma carta do Ministro da Magia solicitando uma reunião urgente em seu escritório em Hogwarts. Dumbledore, calmo e sereno, aguardou a chegada do Ministro e dos aurores, curioso para entender a natureza dessa reunião.
O Ministro da Magia, acompanhado por seu séquito de aurores, adentrou o escritório de Dumbledore com uma expressão séria e determinada. Ele começou a explicar que o Ministério havia recebido uma denúncia anônima, alertando sobre uma professora em Hogwarts supostamente ligada à magia negra. O Ministro informou que, embora inicialmente fosse cético quanto à veracidade da denúncia, a evidência apresentada parecia substancial.
Dumbledore, sempre atento, ouviu atentamente as preocupações do Ministro. Ele concordou em colaborar completamente com qualquer investigação que fosse necessária para esclarecer a situação. O diretor de Hogwarts estava ciente da importância de manter a integridade e a segurança da escola, e estava disposto a cooperar de todas as maneiras possíveis.
A reunião continuou com uma discussão detalhada sobre as medidas que seriam tomadas para investigar a professora suspeita e garantir a segurança dos alunos em Hogwarts. Dumbledore enfatizou a importância de um processo justo e imparcial e prometeu cooperar plenamente com o Ministério para garantir que a verdade viesse à tona.
Os aurores, acompanhando o Ministro da Magia, fizeram uma série de reuniões com os professores de Hogwarts para investigar as alegações de magia negra na escola. Os encontros aconteceram de maneira organizada, com cada professor sendo chamado para uma sala onde podiam compartilhar suas informações e perspectivas com os aurores.
As conversas foram conduzidas com seriedade e respeito. Os aurores, munidos de perguntas detalhadas, buscaram informações sobre qualquer atividade suspeita que os professores pudessem ter notado. Cada professor teve a oportunidade de relatar suas experiências e observações, enquanto os aurores anotavam cuidadosamente todas as informações relevantes.
Os professores de Hogwarts compartilharam informações sobre suas aulas, seus alunos e qualquer coisa que achassem fora do comum ou digna de investigação. Muitos deles expressaram sua lealdade a Alvo Dumbledore e sua confiança nele como diretor da escola.
Durante essas conversas, os aurores foram cuidadosos em não acusar nenhum professor diretamente, reconhecendo a seriedade das alegações e a necessidade de uma investigação minuciosa.
Minerva McGonagall e Horácio Slughorn receberam os aurores para uma conversa separada. Ambos estavam cientes das alegações e das atividades suspeitas de Morgana. Eles também conheciam a verdadeira lealdade de Morgana, sua dupla identidade como espiã da Ordem da Fênix infiltrada entre os Comensais.
Os aurores olharam para eles com seriedade, cientes da influência de Dumbledore e do ambiente que envolvia Hogwarts. Minerva, com sua expressão rígida e postura firme, e Slughorn, com sua calma e confiança, estavam determinados a proteger Morgana.
No entanto, durante a conversa, eles não revelaram nada que pudesse incriminar Morgana. Eles responderam às perguntas dos aurores com habilidade, mantendo um ar de inocência sobre as atividades de sua colega professora. Eles enfatizaram a confiança que tinham em Alvo Dumbledore e a integridade de Hogwarts como uma escola segura para bruxos e bruxas.
Minerva e Horácio sabiam que qualquer revelação sobre o papel de Morgana como espiã poderia comprometer seriamente sua missão e colocar em risco sua vida. Portanto, eles escolheram protegê-la, mantendo seu segredo e agindo como um escudo entre os aurores e Morgana.
A conversa com esses dois professores apenas aumentou o mistério em torno de Morgana, deixando os aurores com poucas informações concretas para continuar a investigação.
Os aurores conduziram uma conversa séria e minuciosa com Morgana no escritório do diretor. Eles pareciam estar bem informados sobre sua história e origens. Abordaram o assunto com a intenção de obter informações substanciais.
Primeiramente, mencionaram seu pai e avô, uma tática para deixar claro que estavam cientes das associações de sua família com a magia das trevas no passado. Isso também serviu para pressioná-la, indicando que eles tinham olhos atentos sobre ela.
Quando os aurores mencionaram seus parentes, questionando sua conexão com atividades suspeitas, Morgana não hesitou em responder com convicção:
- Não posso ser responsável pelas ações de meus parentes, assim como vocês não podem ser julgados pelos atos de seus familiares. Sou uma bruxa independente e faço minhas próprias escolhas. Minha linhagem e minha história não determinam quem eu sou.
Em seguida, falaram sobre sua aprendizagem com mestres romenos. Isso mostrava que os aurores tinham investigado profundamente seu passado e estavam cientes de suas conexões com a magia negra. A intenção era deixá-la desconfortável e, talvez, esperar que ela pudesse se comprometer ou fornecer informações comprometedoras sobre sua própria associação com os Comensais.
Morgana, no entanto, permaneceu calma e impenetrável. Ela não deu nenhuma informação comprometedora e não cedeu à pressão dos aurores.
Morgana olhou diretamente nos olhos dos aurores, mantendo sua postura. Ela respondeu com confiança:
- Minha aprendizagem com os mestres romenos faz parte da minha educação mágica. Eles são considerados mestres muito respeitados no mundo bruxo, conhecidos por suas habilidades e conhecimento em magia das trevas, mas também em outras áreas mágicas. Minha formação com eles foi ampla e me proporcionou um entendimento mais profundo da magia.
Ela enfatizou a importância de sua educação e os recursos que tinha obtido dos mestres romenos, deixando claro que não via motivo para questionar sua integridade com base nessa formação. Morgana estava determinada a manter sua postura perante os aurores, defendendo sua educação e justificando sua escolha de instrutores respeitados.
Morgana observou o olhar penetrante de Alastor Moody, um dos aurores que a pressionavam, lembrando da situação do ataque ao prefeito nascido trouxa que tinha ocorrido algum tempo atrás. Era irônico que ele a confrontasse agora, sem a reconhecer, considerando que ela tinha interferido na sua execução.
Ela manteve sua postura, olhando diretamente nos olhos dele e respondeu de maneira firme:
- É interessante que tenha um interesse tão forte em minha pessoa, senhor Moody. Certamente, eu sou apenas uma professora em Hogwarts, buscando o bem da educação das jovens bruxas e bruxos. Talvez nossos objetivos coincidam mais do que imagina.
Morgana não revelou sua identidade, mantendo seu disfarce e sua aura misteriosa, enquanto continuava a responder às perguntas dos aurores. Ela sabia que teria que ser cuidadosa para não levantar suspeitas, especialmente diante de Moody.
Alastor Moody observou Morgana com olhos perspicazes, embora não pudesse ver além da máscara que ela usava. Ele respondeu em seu típico tom áspero:
- É meu trabalho investigar atividades suspeitas, professora. Estamos apenas seguindo um procedimento padrão, e se você não tem nada a esconder, não terá motivo para se preocupar.
Moody não parecia convencido com as respostas de Morgana, mas ele não podia fazer muito mais naquele momento.
Alastor Moody observou Morgana com um olhar vigilante, sua experiência como auror o tornava desconfiado por natureza. Ele respondeu com um tom áspero:
- Professora, não se engane. Nós, aurores, estamos sempre atentos a qualquer indício de atividades das trevas, e nossas suspeitas nos levaram a esta investigação. Se suas intenções são realmente benignas, espero que prove isso com suas ações.
Alastor Moody não parecia totalmente convencido pela resposta de Morgana, mas ele estava disposto a manter um olho atento sobre ela e suas atividades em Hogwarts. Ele sabia que a batalha contra as trevas exigia vigilância constante.
Morgana ergueu um sobrancelha com expressão confiante e respondeu a Alastor Moody:
- Não tenho nada a esconder, senhor Moody. Minhas ações em Hogwarts são guiadas pelo ensino e pela magia, e sempre estou disponível para colaborar com qualquer investigação que o Ministério deseje fazer. Minha lealdade é para com esta escola e seus alunos.
Ela manteve um olhar firme, transmitindo que estava tranquila em relação à sua integridade e suas atividades em Hogwarts.
Moody sentiu uma pontada de frustração diante da calma e tranquilidade de Morgana. Ele era conhecido por sua desconfiança e por sempre estar preparado para qualquer situação, mas Morgana não demonstrava nenhuma ameaça iminente ou medo. Sua postura desafiadora parecia provocar Moody, que decidiu não prolongar a conversa naquele momento.
Ele fez uma anotação em seu pergaminho e, com uma expressão rígida, disse:
- Vamos encerrar essa conversa por agora, Professora Morgana. Continuaremos nossa investigação e, se necessário, entraremos em contato novamente. Mantenha-se alerta e assegure-se de que suas atividades em Hogwarts estejam em conformidade com as leis mágicas.
Moody saiu do escritório de Dumbledore, deixando Morgana com uma sensação de que o Ministério ainda estava observando de perto.
Morgana, após a saída dos aurores, sentou-se no escritório de Dumbledore, aguardando uma conversa que sabia ser inevitável. Dumbledore olhou para ela com aquele olhar perspicaz que sempre o caracterizou.
- Morgana, eu entendo que essas investigações devem ser desconfortáveis para você. Mas também sei que a verdade pode ser complexa e que suas ações têm um propósito.
Morgana assentiu, sabendo que Dumbledore tinha uma compreensão mais profunda do que aparentava. Ela decidiu abordar o assunto de maneira cuidadosa.
- Professor, você sabe que a minha lealdade não está onde muitos imaginam. Minhas aulas secretas e conexões com os comensais são apenas uma máscara. Minha verdadeira devoção está com a Ordem e a luta contra as trevas.
Dumbledore sorriu, e seus olhos brilharam com uma faísca de aprovação.
- Morgana, eu sempre soube que você era mais do que aparentava. Sua tarefa não é fácil, mas você desempenha um papel importante em nossa luta. Continue agindo com cuidado, e lembre-se de que você tem meu apoio.
Morgana agradeceu a Dumbledore, sentindo um peso tirado de seus ombros. Saber que o diretor estava ciente de sua verdadeira lealdade a tranquilizou e a motivou a seguir em frente, cumprindo seu papel tanto em Hogwarts quanto na Ordem da Fênix.
Dumbledore olhou nos olhos de Morgana com uma expressão séria e cuidadosa.
- Morgana, tenha em mente que, embora eu saiba da sua verdadeira lealdade, o Ministério da Magia estará de olho em suas atividades. Portanto, seja cautelosa e mantenha-se vigilante em suas ações. Não posso protegê-la de todas as investigações.
Morgana olhou para Dumbledore com confiança em seus olhos.
- Não se preocupe, Dumbledore. Eles nunca conseguirão se aproximar o suficiente. Eu sou mais astuta do que eles imaginam. Além disso, tenho meus próprios métodos para garantir que minha verdadeira lealdade permaneça oculta. A Ordem e Hogwarts podem contar comigo.
Dumbledore assentiu, reconhecendo a resiliência de Morgana e sua dedicação à causa. Ele sabia que ela enfrentaria os desafios com determinação, protegendo sua verdadeira lealdade enquanto servia como espiã.
- Estarei aqui para apoiá-la no que for necessário, Morgana. Cuide-se e mantenha seus amigos por perto.
Morgana saiu do escritório de Dumbledore com sua determinação inabalada.
Durante as semanas seguintes, Morgana estava constantemente ciente da vigilância que o Ministério da Magia mantinha sobre ela. Ela percebia a presença de aurores nos corredores de Hogwarts, e até mesmo dentro de suas próprias aulas. Embora a pressão aumentasse, Morgana permanecia cuidadosa e mantinha sua verdadeira lealdade bem escondida. Ela tinha desenvolvido uma habilidade apurada para sentir os olhares dos aurores em suas costas, mas nunca dava motivo para que suas suspeitas se confirmassem. Morgana era perspicaz e, quando necessário, lançava feitiços sutis de dissimulação para manter sua verdadeira natureza oculta.
Morgana, ciente das crescentes pressões e vigilância do Ministério da Magia, tomou a decisão de adiar temporariamente suas aulas secretas de Artes das Trevas com os Sonserinos, o grupo que ela liderava nos assuntos sombrios. A professora sabia que era imperativo evitar qualquer atenção indesejada em relação a suas atividades mágicas obscuras. No entanto, Morgana manteve suas aulas regulares de Poções, nas quais Severo Snape era seu aprendiz pessoal. Ela dedicou tempo e esforço a aprimorar o talento do jovem bruxo nessa disciplina, já que ele compartilhava seu interesse e aptidão para as Artes das Trevas.
Enquanto Morgana auxiliava Severo Snape em uma sala deserta, preparada para a realização de poções, o silêncio era quebrado abruptamente quando o auror Alastor Moody entrou na sala sem bater, pegando ambos de surpresa. Morgana ergueu uma sobrancelha com uma expressão calma, não demonstrando surpresa. Sabia que a vigilância sobre ela estava aumentando, mas ainda assim, a chegada súbita do auror era um lembrete da constante pressão do Ministério da Magia. Severo, por sua vez, manteve-se em silêncio, observando com cautela. Moody olhou para Morgana com sua expressão tensa e desconfiada. Ele sabia que algo estava acontecendo, mas não conseguia provar nada.
Quando Moody entrou na sala, Morgana manteve a calma e perguntou de maneira polida e firme o que ele desejava. Moody olhou alternadamente para Morgana e Severo Snape.
- Tenho ouvido rumores de que você costuma dar aulas particulares para seus alunos. É verdade?
Morgana respondeu a Moody de maneira tranquila:
- Sim, é verdade, Alastor Moody. Eu também sou mestra em Poções e, como parte do meu trabalho aqui em Hogwarts, ocasionalmente dou aulas particulares sobre o assunto. Neste caso, meu aluno é Severo Snape, que demonstrou grande aptidão na matéria e se tornou meu aprendiz.
Ela olhou para Severo, que assentiu em concordância com a explicação. Morgana estava determinada a manter as aparências e não dar motivos para que suas atividades secretas fossem descobertas. Moody, com seu olhar desconfiado, permaneceu alerta, mas por enquanto, não tinha motivos concretos para acusá-la de nada.
Após Alastor Moody sair da sala, Morgana, que até então mantinha um semblante tranquilo, permitiu que seus olhos expressassem a frustração que estava sentindo. Seus olhos, antes serenos, tornaram-se sombrios, refletindo a raiva e a irritação que ela estava guardando. Com um suspiro audível, Morgana murmurou para si mesma:
- Esse maldito auror já está me irritando. Será que não posso ter um momento de paz e discrição?
Ela sabia que teria que continuar a lidar com a vigilância constante, mas aquilo não a impediria de continuar seus planos nas sombras.
Morgana entregou uma carta a Severo Snape, consciente de que sua correspondência estava sob vigilância. Ela sussurrou com determinação:
- Severo, entregue esta carta a Rabastan. Ele a encaminhará a Randolph, um leal comensal. Diga a eles que a situação se tornou mais arriscada com a crescente vigilância do Ministério. Precisamos agir com extrema discrição e garantir que a investigação seja interrompida sem levantar suspeitas adicionais.
Morgana confiava plenamente em Severo para cumprir essa tarefa delicada e importante, pois a segurança de todos dependia disso.
