Sinopse

É a continuação dos eventos acontecidos no ritual da floresta com a música Dogma.

Qual deles foi escolhido para ser o primeiro pai da criança da Escuridão?

"Vamos nos tornar escuridão e trazer

A morte mais perfeita

Eu vou envolver esse mundo em escuridão

A escuridão desse mundo

Começa hoje a noite... " (Dogma)

Capítulo 1 - O Aeroporto

"O voo de volta para o Japão estava marcado para às 18h, eles dormiram quase o dia todo. Já passava das 15h e nenhuma mala ainda estava arrumada, foi uma confusão só, se eles não se apressassem iam perder o voo. Apesar de ser outono, estava fazendo muito calor e todos optaram por uma regata que deixava os ombros bem amostra e carregavam uma blusa de frio no braço por causa do ar do avião. Cada um carregava sua mochila de carrinho, eles também estavam com seus óculos escuros, chapéu e não podemos esquecer de suas máscaras cirúrgicas, o elevador que os levava para o térreo era repleto de espelhos.

Um deles olha para as costas do outro.

Nossa! O que é isso no seu ombro? — Ele se vira para se olhar.

Parece ser uma tatuagem — diz o outro.

Com certeza você não tinha isso ontem! — Mais alguém nota.

Gente, o que tinha naquele ponche? — pergunta mais um dos membros sobre a tatuagem.

Deveríamos estar muito bêbados ontem à noite, eu não me lembro de fazer uma tatuagem com o símbolo do pentagrama do álbum, na verdade não lembro de nada!

A porta do elevador se abre e eles seguem em direção a van que os levará ao aeroporto."

(...)

Todos entram na van e se acomodam de modo que cada um também coloque suas malas perto de si. O trajeto do hotel até o aeroporto foi um pouco demorado, então eles ficam nervosos porque estão atrasados e talvez não cheguem a tempo do voo.

Os dois câmeras e o tradutor também estão juntos com eles na van, juntamente com o staff americano que está na direção.

Quebrando o silêncio que se faziam na van, o tradutor perguntou o que aconteceu na noite passada, pois eles ficaram horas sumidos e apareceram assustados.

— Eu estava de boa bebendo e comendo encostado na mesa, mas fiquei preocupado quando vi o Kai falando com você — comenta Ruki.

— O Ruki não queria deixar o rapaz ir fumar, vê se pode! — exclama Kai rindo.

— Nós estávamos dançando e aproveitando a festa, tinha algumas mulheres acenando para o Reita chegar mais perto — explica Uruha.

— E nós acenamos para elas, para que se aproximassem. Estavam muito lindas usando vestidos longos — disse Reita com carinha de assanhado.

— Até agora não sei o que houve de verdade, tinha um pessoal sinistro na festa — comenta Aoi.

O tradutor fica intrigado com a resposta de Aoi e então pergunta "Como assim? Pessoas sinistras na festa?" Ele não parecia entender o que queríamos dizer.

Eles se entreolham e resolvem falar a verdade do que se lembravam. Contaram sobre os padres suspeitos que ficaram encarando eles assim que chegaram na festa.

— Sério, senti até um arrepio na espinha. Eram esquisitos como aqueles serial killers — explica Reita olhando para os pelos do braço que se mantinham eriçados.

— Assim que os vi, eu senti um mal pressentimento — relata Aoi.

— Mesmo depois que entramos, eles ficaram em volta sempre nos observando — comenta Kai um pouco sério.

— Até brinquei que eles eram adoradores do filme exorcista, mas morri de medo quando um deles grudou no meu braço e começou a me arrastar pelo salão afora — exclama Uruha, passando a mão no braço se lembrando daquele momento.

— Bem que eu avisei que não devíamos ter ido, ainda mais quando eles se juntaram e vieram atrás de nós. Corremos para fora a sua procura, porque esses dois aqui. — Aponta para os câmeras — Tinham sumido das nossas vistas na festa — resmunga RukI.

Os câmeras dão uma risada de lado e abaixam as cabeças, o que significa que eles aprontaram na festa. O tradutor fica pasmo com o que eles relatam e perguntam porque não usaram os telefones para localizar os outros e avisarem que estavam em apuros.

Respondemos que a porcaria do celular estava sem sinal e foi então que tentamos nos esconder, já que não estávamos encontrando ele do lado fora do colégio.

Procuramos pela van, mas como estava escuro e tinha muita gente não conseguimos encontrar. Muito menos o staff que está dirigindo agora.

A conversa continuou fluindo entre eles e o porquê de estarem tão assustados. Depois de quase 1 hora de viagem, chegamos ao aeroporto. O tempo não estava dos melhores, o céu estava bem escuro, via-se nuvens pesadas com clarões e o estrondo do trovão estava tão perto que fazia tudo em volta tremer.

(...)

Por fim a van parou e todos descemos em direção ao guichê para fazer o check-in. Por sorte, chegamos a tempo pois já eram 17:30 e nosso voo só sairia às 18:00hrs. Mas talvez, por alguma obra do destino a nossa correria e toda nossa pressa tenha sido em vão, pois por causa do mau tempo e do temporal que estava se formando, o nosso voo foi adiado.

Uma moça muito simpática do aeroporto nos levou até uma sala vip da companhia, para que pudéssemos sentar e descansar até que nosso voo fosse liberado. Estávamos famintos, porque dormimos quase o dia todo e saímos às pressas do hotel, então não comemos nada até agora.

Era hora do jantar e nossos amigos foram para um restaurante que tinha no aeroporto. Não sei porque, mas nossos corpos estavam muito doloridos, uma sonolência tão intensa e havia muita dificuldade de manter os olhos abertos. Mesmo tendo dormido o dia todo, nos sentíamos cansados até para sair e ir até o restaurante. Então o staff americano se ofereceu para trazer a comida e as bebidas até a sala vip. Ficamos muito agradecidos por ele ainda estar cuidando da gente.

A moça da recepção da sala, trouxe o cardápio de um restaurante de comida japonesa que tinha no local. Cada um escolheu o que queria comer e decidimos não pedir bebidas alcoólicas, porque parecia que ainda estávamos de ressaca, então foi só refrigerante e chá gelado. Pedidos feitos lá se foi o staff buscar nossa comida.

Apesar de fazer apenas trinta minutos que o staff saiu, demorou muito tempo para a comida ficar pronta. O staff retornou com umas bandejas e um atendente do restaurante o ajudou.

Veio uma tigela de yakissoba que foi entregue para o Ruki e um refrigerante de cola. Reita pediu uma tigela de lámen com um refrigerante de limão e um kit kat. Uma porção de korokke, um salgado japonês frito que foi escolhido pelo Uruha e um chá de bolhas. Kai escolheu uma bandeja de sushi com suco de maçã. Aoi escolheu o dango, um bolinho japonês feito de mochiko e momiji manjū (pasta de feijão) e um chá verde para acompanhar.

Nos acomodamos na mesa que tinha um sofá em volta começando a devorar a comida imediatamente, já que a fome era mais que evidente. O staff pediu licença e saiu para falar ao telefone. Estávamos tão distraídos conversando e comendo que nem vimos quando ele entrou novamente. Seu celular tocava uma música com áudio bem baixo mas a melodia era inconfundível, ele escutava Dogma.

A moça da recepção não estava mais na sala, foi então que ele aumentou o som, mas uma coisa muita estranha começou a acontecer conosco como se fosse hipnose coletiva, entoamos a música juntos de modo mecânico.

Fuhai shita bakenokawa

Tsumi wa suitai no yo ka

Obitadashiku korogaru douzoku wa yoku no shigai

I deny everything

I deny all of it

I deny everything

Yami o matoi koko

wa gi ni mukau

Soko ni shinjitsu ga aru to

Sem saber o que estava acontecendo, todos ficaram parados em um estado semelhante ao sono. Assim que param de recitar o último verso da música, a possessão é ativada e eles novamente estão com os olhos inteiramente pretos e suas feições estão maliciosas, com ar de maldade e desejo assim como na floresta diante da fogueira. Dogma é o gatilho. Nesse momento, o escolhido vira a cabeça na direção do staff e lhe dirige a palavra.