Ato 1

Primeiro ato fala sobre a chegada de um detetive em sua casa e a percepção de algo anormal, sua irmã, que com ele morava, havia sumido. Apois o choque, suspeitas precisam ser levantadas e respostas obtidas.

Cheguei em casa a noite, apois um dia intenso de trabalhos, pendurei as chaves, tirei meus sapatos e segui para ver minha irmã. Rapido fui ao quarto dela e a sua porta estava meio aberta, bati e abri, porém, ela não estava. Estranhei a princípio e vejo algumas gotas de sangue, mas não parecia haver sinais de briga. Segui aos demais comodos gritando seu nome e não tive resposta. Na cozinha vejo que uma janela estava arrombada, presumo que ela pode ter sido sequestrada e ali certamente foi uma rota de entrada.

Apois esse choque inicial e com a cabeça mais no lugar percebo alguns detalhes. Todos os crucifixos estavam virados e as estacas de madeira haviam sido mexidas, conclui o obvio, vampiro, mas antes mesmo de fechar o meu pensamento noto o gato atrás de mim que começa a fugir. Saio em disparada atrás dele, consigo alcançar seu rabo, agarro e arremesso ele para trás.

— "Grangel seu imundo" — Grito e logo o gato toma forma humanoide se revelando um vampiro e continuo.

— "VOCÊ só tinha uma obrigação, a porra de UMA obrigação e não consegue fazer, inferno, vampiros não valem uma moeda"

— "Opa calma aí amigão, primeiro que nosso pacto é sobre vigiar, o resto não está incluso no pacote" — O Grangel se defende.

— "Eu sei que te devo, mas tu poderia ter escolhido outra pessoa, já que a tarefa era tão pertinente. A proposito, a minha parte eu fiz muito bem e vigiei ela, sei para onde foi e o que rolou." — Complementa.

— "Otimo, prossiga então, quando eu contra-lá eu fecho o pacto, não quero vampiros comigo, especialmente Grangels"

— "Certo Sr. Van Helsing. Ela foi abraçada, um Toreador, invadiu e fugiu, levando ela na direção do centro" — E segue — "O Principe não deu permisão e do jeito que os Nosferatus tem ouvido até no teu rabo, ele certamente vai querer a cabeça dele. Bom, porém o problema é" — Antes que terminasse a frase, eu interrompo.

— "Que ele vai querer a cabeça dela também, eu sei como funciona a Mascara" — Eu completo.

Nesse momento eu já estava bastante preocupado, todavia eu precisava fazer de tudo para achar ela. Tive que cavar o passado mais do que eu gostaria, sabendo que eu não tinha muito tempo. Ordenei o vampiro rondar os Nosferatus em busca de alguma informação e logo fui atrás dos meus livros antigos de magia buscando algo que me ajudasse.

Ato 2

No segundo ato o nosso detetive vai atrás de ajuda para encontrar sua irmã. Ele utiliza do seu conhecimento de magia, até então adormecido, buscando invocar um antigo parceiro chamado Cecidit.

Nos meus empoeirados livros, encontro aquele que me fez quase perder minha humanidade, o livro de invocações e artes demoníacas. Abro e busco a pagina exata para invocar meu velho amigo.

— "Imitator Lucifes, invo, miserere" — Utilizo das palavras no livro escrito e ele venho até mim

— "O Vate, O Mago, O Detetive do Sobrenatural, agora nada mais que um homem carnal. Aquele que outrora lutava contra quem fizera o mal, agora só se esforça com o real. Est vero? Isso que você chama de factivel? William?" — Cecidit aparece e faz sua entrada

— "Cecidit, você me chama de Vate, mas o poeta aqui é você. Sim, agora esse é a minha realidade, não quero estar mais brigando com coisas que não são desse mundo mortal, tenho coisas mais importantes para se preocupar" — Faço uma pausa refletindo sobre o acontecido e sigo.

— "Em verdade gostaria de não estar mais, todavia minha irmã foi sequestrada e preciso de sua ajuda para encontrar" — Finalizo

— "Tu some por uma grande parte de tempo humano e repetinamente me invocas em busca de minha ajuda? Por a caso Ego sum meretrix tua? Pois bem, creio que esse é um problema exclusivo seu"

— "Você tem razão Cecidit, mas eu imploro e te prometo o que quiser por essa ajuda"

— "Bom, errare humanum est. Então te ajudarei, mas você deverá voltar a suas atividades na ordem" — Cecidit finaliza e logo pois pergunta — "O que acontecera?"

— "Segundo a cria de Cain, um Toreador levou ela"

— "Cria de Cain? O Grangel gatinho? Daquele pacto antigo?" — Cecidit ironiza e rir

— "O proprio"

— "Cogitavi que odiasse vampiros, ele estava a vigiar sua irmã? Ora, de fato sendo um gato passa invisivel, mas, um Toreador sequestrando? Essa é mais nova para mim. Para onde eles foram? O gato de cain te disse?"

— "Em direção ao centro e precisamos achar ele antes do Principe"

— "Certamente, assumirei minha forma humana e seguiremos para uma investigação como nos bons tempos."

Apois nosso rapido dialogo seguimos para o centro da cidade, me equipo com o necessário para deixar um vampiro em torpor e assim fomos.

Ato 3

No terceiro ato William e Cecidit chegam ao centro com o Grangel passando a informação que o Toreador foi encontrado e estava se escondendo no subsolo de um shopping abandonado, um local que já foi esconderijo de Nosferatus.

Chegando no centro da cidade vejo novamente o gato e de pressa ele se aproxima se revelando como o vampiro.

— "Mais que caralho, Cecidit! Porra como é bom te ver em, tá em forma fi, o inferno tá te fazendo bem em." — o Grangel direciona a palavra a Cecidit com um tom gaiato, porém aflito.

— "Ave Mario, o Gato, estais aflito, então o que trazes?" — Responde

— "Sim, Grangel, qual a novidade? achou minha irmã?" — Me dirijo mais firmemente ao Grangel.

— "Teu cu cai se tu me chama de Mario? Mas sim, tenho novidade. Os Nosferatus já compreenderam que alguém foi abraçado sem a permissão e que há uma criança da noite por aí dando sopa. O Toreador tá no velho QG dos Nosfera, no subsolo do Shopping abandonado." — Ele responde e continua — "No entanto, sem sinal da criança da noite. Recomendação? A gente precisa apertar os passos e achar logo o Toreador."

— "Perfeito, vamos correr e tentar chegar nele antes do Nosfetarus, não to muito afim de arrumar briga com a Camarilla"

Concluo minha frase e logo vamos ao Shopping. Chegando, utilizo de uma magia de revelação e vejo que não há ninguém, sorte, chegamos antes dos vampiros.

Seguimos pelos escombros do Shopping abandonado em direção ao subsolo, o mais rapido possível, sabendo que não haveria muito tempo tempo até vampiros chegarem com vontade de matar o Toreador. Assim que entramos no subsolo, Cecidit percebe a presença do vampiro e envia um rastro até ele.

Em pouco tempo achamos o sequestrador que tenta utilizar se sua super velocidade para fugir de nós.

— "ACCIO!" — Utilizo uma magia para trazer o vampiro até nós.

Ao chega, Cecidit e o Grangel seguram ele e aproximo a estaca em seu peito. Começo a interrogar-lo, todavia não coopera e não diz onde está a minha irmã, então não tive muita escolha se não atravessar a estaca em seu peito deixando ele em torpor.

— "Vamos deixar ele aqui e seguir pelo subsolo, essa é a nossa unica chance de encontrar minha irmã" — Encerro a frase e seguimos.

Ato 4

Quarto ato, a entrada no subsolo acontece, mas na visão de Cecidit.

No subsolo do shopping pressentir o vampiro que procurávamos e utilizei de meus conhecimentos para rastreá-lo. Um rastro se formou, rapido sequimur e em pouco tempo o-achamos. William parecia bem furioso, justificável. Para impedir a fuga do Toreador ele utilizou da magia para puxar-lo.

— "ACCIO!" — Gritou e assim que o vampire veio, ele disse — "Segurem ele pelos braços" — E assim fizemos, eu e o Grangel, Mario.

— "MALDITO SEJA VOCÊ E PARA SUA GERAÇÃO, DESGRAÇA! VOCÊ SEQUESTRA E MANTÉM EM CÁRCERE UMA PESSOA E AINDA DIZ QUE A..." — Antes que o Toreador pode-se terminar sua fala, William atravessa uma estaca em seu peito fazendo-o ficar em torporem.

— "Vamos deixar ele aqui e seguir pelo subsolo, essa é a nossa unica chance de encontrar minha irmã" — William diz.

Uma cena bastante estranha, olho para Mario e vejo rosto de espanto, nem eu e nem ele compreendia o dito e o ocorrido. Jamais outrora William teria apenas cessado uma fala assim e o que esse vampiro quis falar? Eu estava com muitas duvidas.

Mas antes mesmo de eu conseguir indagar-lo sobre, a cúpula dos Nosferatus da Camarilla chegou.

— "Em qualquer outro momento eu te mataria William, mas estamos com uma missão maior e vejo que parte dela você já auxiliou, sumam!" — Disse o dux do grupo dos vampiros.

— "Eu não tenho duvidas, mas não é esse aqui que me importa, façam o que quiser com ele e vou seguir meu caminho." — William responde.

— "Busca a criança da noite? Já está nas mãos do Principe e setenciada a execução. Se quiser implorar pela vida dela, você sabe onde fica o patio" — O líder do grupo responde e complementa — "Grangel! Malo mortem quam hoc pacto"

Logo depois de suas falas de pressa saímos e seguimos ao pátio de execução da Camarilla. No caminho eu pergunto a William o porquê ele não deixou o vampiro falar e o que ele quis dizer com sequestro e cárcere, quando ele que era o sequestrador. Ele afirma que o Toreador estava usando de fallacia e apenas queria desmoralizar para escapar, com a raiva acumulada, William deferiu o golpe.

Ato 5

No quinto ato, o diário da irmã de William é revelado, trazendo à luz a sua perspectiva. Aqui, veremos a dinâmica de seu relacionamento com William e a sequência de eventos que levaram ao seu sequestro e momentos depois do abraço.

Já perdi a noção do tempo que estou preso nesta situação angustiante. Embora tenha encontrado uma esperança, duvido seriamente da minha sobrevivência. Assim, decidi registrar tudo neste diário, caso alguém o encontre e consiga compreender a terrível criatura que meu irmão se tornou.

Bom, meus pais morreram a uns anos atrás e por muito tempo eu fiquei sem saber o motivo da morte, descobri depois quando eu soube que toda minha familia era inclusa em questões sobrenaturais. Meus pais eram de um grupo que caçavam criaturas e certo dia foram emboscados por alguns vampiros, não conseguiram lutar e morreram.

Depois desse fato eu tinha ido morar com meus tios, que não estavam envolvidos com esse mundo. Um dia William surtou, me sequestrou e desde então me mantém trancada nessa maldita casa. Ele fala que me ama, que é para meu bem e evita ao máximo o meu contato com o mundo. Admito que o conceito de amor dele é um tanto doentio.

Eu tentei diversas vezes fugir, ou achar como fugir, mas nada feito, até que um dia um estranho começou a rondar minha casa e se aproximar de mim. De certa forma eu sentia ele falar em minha mente e assim conversávamos e passamos alguns dias falando, contei tudo da minha história.

Então, após alguns dias, acordamos que ele me ajudaria a escapar deste pesadelo hoje. Ele me forneceu algumas orientações e estou pronta para segui-las. De verdade, sinto que seu amor por mim, é genuíno e pedi que ele me ensinasse suas habilidades.

Não sei que dia é hoje, não sei onde estou, sinto um frio extremo, um frio que vem de dentro, tenho fome e o que me deu prazer até agora foi um pouco de sangue do pulso de Capti. Qualquer sofrimento que esteja passando agora não é nada, estou livre! livre daquela prisão doentia do meu irmão lunático.

O lugar que estou agora é bem escuro e Capti estar bem angustiado com algo, ele me disse que a qualquer momento eu iria precisar fugir, que tem chances do meu irmão vim atrás de nós. Ele mostrou uma rota de fuga rapida e disse que me avisaria quando fosse necessário correr.

Meu Deus, pegaram Capti e estão atrás de mim, estou escrevendo isso o mais rapido possível, estou na rua e alguém quer me matar. Senti algo me vigiando e creio que mais de um, estou em pânico.

Vi algo.

O diário se encerra com um risco na última palavra escrita.

Ato 6

No último ato, acompanharemos todo o fim dessa busca pela irmã de Wiliam, ele confrontará o Principe e o que tava oculto será revelando. Tudo isso será narrado pela perspectiva de Mario, o Grangel.

Até que fim chegamos na porra do pátio, onde a irmã do William estar e tudo nos conformes, a entrada sem guardas, apenas um lindo grande portão nos separa do fim dessa saga maldita.

Os portões se abrem e lá estar o Principe e Caroline com uma estaca em seu peito, clássica forma de travar um vampiro, quem faz isso nunca esteve em torpor, inferno!

Entrando no pátio a primeira ação do Principe faz é levantar a mão e rogar.

— "Vade Vetro Satana"

Imediatamente Cecidit é puxando de volta para o inferno e espanta William que logo entra em posição de combate e segue o dialogo.

— "Principe da Camarilla, vim em busca da minha irmã, lutei, fiz o máximo para tirar ela da linha de vocês monstros e não será agora que irei perde-la para vocês" — Diz William

— "William, William, sua raiva irracional te cega. Nos acusa de matar seus pais e com isso dedicou sua vida a caçar monstros, todavia, ao contrario de seus pais, você é sanguinario e brutal. Não era justo e manipulava as coisas para seu prazer de matar." — Fala o Principe e segue seu monologo.

— "Não haveria motivos da Camarilla matar seus pais, já te falamos que isso é obra dos Sabbat, mas não importa mais, você já fez sua cova, tão lunatico é que sequestrou a propria irmã e a mantia presa"

— "EU FIZ ISSO PARA SALVAR ELA DE VOCÊS!" — William afirma.

— "VOCÊ VEZ ISSO POR EGO! Você não sabe diferenciar o joio do trigo e seu ódio nos colocou na mesma caixa que aquelas bestas, fazendo assim uma caça a todos. Você tem a mesma linha de pensamento dos fanáticos religiosos, se junte a eles e não a ordem." — O Principe responde e logo depois me chama — "Mario, venha para cá e vou dar um fim nesse mortal"

— "O Grangel tem um pacto comigo, ele não pode te obedecer" — Diz William.

— "Não mais, sua visita ao shopping foi planejada para quebrar o pacto. Ah é, você não sabe, porém, tudo aqui foi orquestrado para tocar na sua ferida, te tirar do conforto e doer! Você voltará para o inferno, mas dessa vez para ser julgado."

— "Maldito Grangel, me conduziu para uma armadilha e MALDITOS VAMPIROS USARAM MINHA IRMÃ PARA ME ATINGIR!" — Exclama William.

— "PAGUE POR SEUS PECADOS WILLIAM"

Nesse momento William lança uma magina em direção ao Principe com toda força, mas ele apenas bloqueia ela com um selo infernal, logo depois lança o selo em baixo de William invocando demônios e começam a agarrar-lo e levar para o inferno. Ele certamente não irá mais matar mais nenhum caralho de vampiro e sua irmã tá livre dele.

— "Principe, menos um inimigo para a Camarilla e ela? O senhor terá misericórdia e deixará ela viver no mundo dos vampiros, certo? Eu faço questão de ajudar-la. Ora, ela sofreu bastante e como foi um instrumento de importância, acho que mereça uma chance." — Imploro para o Principe.

— "Mario, você possui uma grande razão, admiro sua sagacidade, mas não, ela morre." — O Principe se vira e segue para dentro deixando a Caroline no pátio e no aguardo do nascer do sol.

Nada posso fazer, por mais que me pareça justo, entro no prédio e de dentro assisto o sol nascer fazendo ela virar cinzas.