Olá Nazarins, hoje trago outro interludio curto antes de começar o próximo arco que será bem grande na minha fanfic Aquele que Voltou
Remédios tem outra conversa esclarecedora.
Com vocês
Aquele que Voltou
Interlúdio 11
— Então, a Teocracia caiu.
— 'Sim.'
— Perdemos então mais um reino para os mortos. Logo ficaremos sem aliados.
— 'Para mim parece uma oportunidade.'
— Oportunidade? Para o quê? Os Teocratas eram uma das maiores forças contra o feiticeiro morto-vivo.
— 'E agora estão sem casa e sem liderança.'
— Como se alguém sobrevivesse a aquilo.
— 'Áh! Eles sobreviveram, as escrituras são mais fortes do que você pensa, e mais inteligentes, eles devem ter percebido a batalha perdida, agora eles procurarão refúgio, nunca iriam até Argland, aquele antro de Demi-humanos.'
— E você acha que virão até nós? Como irão nos achar? Estamos escondidos a meses, sempre nos mudamos e estamos usando proteções divinas continuamente, como eles farão isso?
— 'Ah! Minha irmã, eles virão direto para nós, eles devem ter tantos espiões infiltrados aqui, como nós temos no Palácio do "Rei Santo".'
— Miseráveis, eles estão espionando seus próprios aliados.
— 'E nós fazemos o mesmo, como acha que a informação da queda de Kami Miyako chegou tão rápido, somente um tolo como Caspond não usaria esses recursos.'
— Então só precisamos esperar eles chegarem com suas súplicas.
— 'Talvez eles nos tragam presentes.'
— Isso seria ótimo, eu gostaria de uma espada. - Disse Remédios Custódio para a cabeça dentro da jarra.
A Paladina caída tem falado sozinha desde a morte de sua irmã, e parece que a coisa só piorou depois que recuperou a cabeça dela. Mesmo com muitas tentativas, foi impossível a ressurreição da maga por ter sido corrompida pelo demônio.
Mas algumas semanas atrás, algo incrível aconteceu, durante um de seus vários momentos sozinhos, enquanto realizava outro monólogo, sua irmã respondeu, dentro de sua cabeça, isso já havia acontecido antes, mas na época era apenas sua imaginação, agora era a voz dela, alta e clara falando exatamente como faria quando viva.
Nada mais surpreendia Remédios, então a alma de sua irmã retornar como um espírito não foi uma surpresa, agora ela podia conversar sempre com sua irmã morta. Foi em uma dessas conversas que uma pequena rebelião dentro de seu acampamento foi descoberta e uma tentativa de envenenamento evitada.
A voz dentro da cabeça de Remédios poderia ser um fantasma ou ser sua própria perspicácia, seu subconsciente enganando sua mente, tudo poderia não passar de sua própria loucura, mas nada importava, pois os conselhos de sua "irmã" a levaram a tomar boas decisões.
Afinal, sua irmã nunca mentiria, Remédios afirmava para si mesma enquanto acariciava o jarro com a cabeça morta de Kelart Custódio.
