Cap. 48 – Salvando Ted
Morgana chegou à mansão Rostoff, exausta após sua visita ao avô e o encontro com o pai. A mansão estava tranquila, mergulhada na escuridão da noite, com apenas a lua iluminando seu caminho. Seu cansaço era evidente, e o desejo de um banho de banheira relaxante era quase irresistível.
Enquanto subia as escadas, a marca negra em seu antebraço ainda estava visível, com uma tonalidade vermelha ao seu redor e ocasionalmente emitindo uma sensação de queimação. Uma parte dela desejava apenas dormir, deixando para lidar com as implicações da marca negra na manhã seguinte.
Morgana ansiava por um banho de banheira quente para relaxar e aliviar a tensão em seu corpo, mas sabia que tinha tarefas a cumprir antes de poder descansar. Ela planejava encontrar Dumbledore em breve para informá-lo sobre a marca negra.
Enquanto Morgana se preparava para tirar a roupa e entrar no banheiro para um merecido banho, seu elfo doméstico pessoal, que estava encarregado de atender às necessidades de Andrômeda e Ted, apareceu de repente, agitado, na sua frente. A aparição inesperada do elfo a deixou imediatamente preocupada, pois ela havia instruído o elfo a ficar à disposição de Andrômeda e Ted para qualquer eventualidade.
Morgana observou com atenção o elfo, notando sua agitação e o olhar preocupado em seus olhos grandes e brilhantes. Ela se apressou em perguntar:
- O que aconteceu? Por que você está aqui? Andrômeda ou Ted precisam de alguma coisa?
O elfo doméstico, Pink, com sua aparência pequena e enrugada, olhou para Morgana com olhos cheios de preocupação e começou a relatar a situação em sua voz aguda e trêmula.
- Senhora Morgana, houve um homem na entrada da casa. Ele machucou o senhor Ted. Ted estava lá fora e o homem o atacou. Ted está sangrando e precisa de ajuda na frente da casa, senhora.
Morgana imediatamente sentiu uma onda de preocupação e raiva percorrer seu corpo.
A preocupação imediatamente tomou conta de Morgana. Ela abandonou seus planos de tomar um banho e, em vez disso, rapidamente vestiu uma roupa apropriada e seguiu Pink com pressa, correndo em direção à entrada da mansão Rostoff.
Morgana aparata na frente da casa, com um estampido característico. Seu coração dispara quando ela vê Ted deitado na entrada da casa, com sangue espalhado por sua roupa. Andrômeda estava ajoelhada ao lado dele, abraçando-o com uma expressão preocupada e aflita.
Morgana corre até eles, o medo tomando conta de seus pensamentos. Ela se ajoelha ao lado de Ted e pergunta rapidamente:
- O que aconteceu? Quem fez isso com ele?
Sua voz tremia de ansiedade enquanto examinava a gravidade dos ferimentos de Ted.
Morgana, em meio à agitação e à preocupação com Ted, percebeu algumas luzes se acendendo nas janelas das casas vizinhas. Ela sabia que precisava agir rapidamente para evitar qualquer intromissão indesejada.
Com habilidade, ela usou sua magia para levitar Ted com cuidado e o trouxe para dentro da casa. Seus movimentos eram precisos e silenciosos, garantindo que não chamassem ainda mais a atenção dos vizinhos trouxas. A segurança de Ted era sua prioridade naquele momento, e ela faria de tudo para garantir que ele recebesse os cuidados necessários.
Enquanto Morgana cuidadosamente levitava Ted até a mesa da cozinha, sua mente estava a mil por hora. Ela sabia que precisava agir rápido para estancar o sangramento e ajudar Ted. Enquanto fazia isso, virou-se para Andrômeda, seus olhos demonstrando preocupação e determinação.
- O que aconteceu, Andrômeda?
Andrômeda, nervosa, começou a explicar rapidamente:
- Nós estávamos voltando de um bar, Morgana. Um trouxa nos abordou na frente da casa, pedindo dinheiro e ameaçando. Ted tentou pegar a varinha para nos proteger, e o trouxa o machucou.
A expressão de Morgana endureceu. Ela sabia que essa situação era séria, e o sangue em suas mãos não era apenas figurativo agora. Ela estava pronta para usar toda a sua magia e conhecimento para salvar a vida de Ted.
Morgana agiu com extrema rapidez e determinação. Após sumir com a blusa de Ted e examinar as várias feridas de bala em seu peito, ela sabia que cada segundo contava. A situação era grave, e ela estava disposta a usar seus conhecimentos sombrios para salvá-lo.
Com o aprendizado adquirido com os mestres romenos, Morgana começou seu trabalho com magia negra. Ela retirou as quatro balas alojadas no peito de Ted, estancando as feridas à medida que avançava. Com maestria, ela começou a reparar os órgãos, tecidos e veias danificados pelo impacto das balas. A magia negra fluía através dela, e ela se concentrou intensamente, canalizando cada gota de sua habilidade sombria para manter Ted vivo.
Cada gesto era preciso, cada incisão mágica cuidadosamente calculada. Morgana não poupou esforços para deter a morte que ameaçava Ted.
Morgana trabalhou incansavelmente por várias horas, concentrando-se em cuidar da situação de Ted. Finalmente, quando terminou, ele não estava mais em perigo iminente de vida.
Ela pediu ao seu elfo doméstico, Pink, para trazer uma poção de reposição de sangue que ela mantinha em casa. Após administrar a poção a Ted, cuidadosamente levitou-o até o quarto para que ele pudesse descansar e se recuperar.
Ao olhar pela janela, Morgana notou que já havia amanhecido. Ela instruiu Andrômeda a se limpar e trocar de roupas. Morgana acalmou Andrômeda, assegurando-lhe que Ted ficaria bem. Enquanto Andrômeda seguia suas instruções, Morgana cuidou de limpar a entrada da casa, removendo qualquer vestígio de sangue para evitar chamar a atenção dos trouxas.
Morgana, exausta após uma noite intensa e repleta de acontecimentos sombrios, simplesmente fez um gesto de mão, e o sangue na mesa desapareceu, como se nunca tivesse estado ali. Com a área limpa, ela pegou uma cadeira e se sentou. Seu rosto exibia traços de cansaço e preocupação. As torturas, mortes e segredos revelados durante sua conversa com seu pai e avô, além da marca negra, haviam deixado sua mente e seu corpo pesados. A tarefa de salvar a vida de Ted apenas agravou sua exaustão.
Pink, o elfo doméstico pessoal de Morgana, logo percebendo o estado exausto de sua mestra, apressou-se em levar para Morgana uma poção revitalizante.
Enquanto isso, Andrômeda, após se trocar e limpar o sangue de Ted de suas roupas, entrou na cozinha com uma expressão apreensiva no rosto. Ela olhou preocupada para Morgana, que mostrava sinais evidentes de cansaço. Morgana, com um sorriso tranquilizador, fez um gesto para que Andrômeda se aproximasse.
Morgana sabia que as últimas horas haviam sido intensas e perturbadoras, não apenas para ela, mas também para sua amiga. Com a poção diante dela e Andrômeda ao seu lado, Morgana estava pronta para recarregar suas energias.
Morgana tomou a poção revigorante com sede, sentindo imediatamente suas energias retornarem. As forças que a tinham abandonado durante aquela longa noite de cuidados intensivos voltaram gradualmente. Ela sorriu para Andrômeda, que observava com preocupação.
Com um tom tranquilizador em sua voz, Morgana explicou:
- Ele vai ficar bem, Andrômeda. Graças a Merlin, conseguimos estabilizá-lo a tempo. Ted só precisa de alguns dias para se recuperar totalmente. Vai levar um tempo, mas ele vai se recuperar.
Andrômeda relaxou um pouco, aliviada ao ouvir essas palavras. A tensão em seus ombros diminuiu, sabendo que Ted estava fora de perigo imediato.
Andrômeda acendeu um cigarro, deixando que a fumaça ondulasse pelo ar da cozinha. Com uma expressão mais serena, ela estendeu outro cigarro para Morgana.
Aceitando o cigarro com um gesto de agradecimento, Morgana deu uma tragada profunda antes de soltar uma nuvem de fumaça. O gesto era um pequeno conforto, uma maneira de aliviar o estresse após aquela noite intensa.
Andrômeda observou Morgana atentamente, seus olhos percorrendo cada detalhe do rosto da amiga. Ela pôde notar a tensão nos ombros de Morgana, a marca da exaustão em seu semblante e a aura que emanava dela. Era uma aura diferente, mais sombria e poderosa do que Andrômeda já tinha sentido antes.
A aura de Morgana permanecia intensa e sombria, como uma tempestade prestes a desabar. Era a aura daqueles que haviam mergulhado profundamente nas trevas e experimentado o pior que a magia negra tinha a oferecer. Era uma aura que ainda carregava o peso das torturas, dos atos sombrios que ela havia perpetrado naquela noite.
Morgana, enquanto tragava o cigarro com tranquilidade, estava ciente da análise de Andrômeda. Ela sabia que sua amiga podia sentir a escuridão em sua aura, e isso não a incomodava.
Morgana tragava o cigarro lentamente, mantendo o olhar fixo em Andrômeda. Seu olhar era intenso, como se estivesse desafiando a amiga a romper o silêncio que pairava entre elas. A fumaça do cigarro subia em espirais, criando um cenário sombrio ao redor dela.
Morgana não quebrava o contato visual, deixando claro que estava pronta para ouvir qualquer coisa que Andrômeda tivesse a dizer, mas também disposta a compartilhar mais sobre sua própria jornada nas trevas, caso sua amiga estivesse disposta a ouvir.
Morgana, ainda sob a influência de seus sentimentos sádicos, deixou sua aura se intensificar, quase como se estivesse desafiando Andrômeda a confrontar a escuridão que a envolvia. Seus olhos, antes calmos, agora brilhavam com uma malícia inconfundível.
Andrômeda olhava para Morgana, observando-a atentamente enquanto sua aura sombria se intensificava. Ela sentia como era estar na presença de Morgana quando ela estava com sua aura escura sem restrições, e era uma experiência intensa e deliciosamente sombria.
Morgana estava consciente de que, para bruxos que se envolviam com as artes das trevas, estar na presença de uma aura escura poderia ser relaxante e até mesmo prazeroso. A energia sombria e carregada de poder que emanava de sua aura poderia exercer um fascínio sedutor sobre aqueles que tinham uma afinidade com a magia negra. Eles podiam encontrar conforto na escuridão e sentir uma conexão profunda com a natureza sinistra e misteriosa da magia das trevas.
Morgana observou atentamente enquanto Andrômeda fechava os olhos, sentindo as ondas de prazer que sua aura sombria provocava na amiga. Usando sua aura sedutora, Morgana sabia como afastar as preocupações de Andrômeda em relação a Ted, pelo menos temporariamente.
Ela canalizou sua energia sombria de maneira habilidosa, envolvendo Andrômeda em uma sensação de prazer e êxtase que a fez esquecer temporariamente as preocupações do mundo exterior. Era uma forma de acalmá-la, de fazê-la sentir outras coisas além da ansiedade e do medo.
Enquanto Andrômeda estava de olhos fechados, imersa na aura sombria de Morgana, uma série de sensações intensas a envolveram. Ela sentiu uma onda de calor percorrer seu corpo, como se estivesse sendo abraçada por uma escuridão aconchegante. Cada centímetro de sua pele parecia formigar com eletricidade, e uma sensação de êxtase tomou conta dela.
A aura de Morgana a envolveu como uma névoa densa e sedutora, e Andrômeda se sentiu irresistivelmente atraída por ela. Era como se a escuridão a acariciasse, despertando desejos profundos e ocultos. Ela se viu perdendo a noção do tempo e do espaço, entregando-se àquelas sensações proibidas.
A presença de Morgana a envolveu de tal forma que todas as preocupações e medos desapareceram por um momento. Era como se estivesse em um transe sombrio, onde apenas o prazer da escuridão importava. Era uma experiência avassaladora, e Andrômeda se deixou levar por ela.
Quando Andrômeda finalmente abriu os olhos e voltou a encarar Morgana, seu olhar estava carregado de uma mistura de fascínio e desejo. Havia um brilho nos seus olhos que revelava que ela havia sido profundamente afetada pela aura sombria da amiga. Seu olhar era agora mais intenso e cheio de curiosidade, como se ela quisesse explorar mais daquela escuridão que a havia envolvido.
Morgana observou a reação de Andrômeda com um sorriso malicioso e sombrio nos lábios. Ela podia ver claramente como a aura sombria a afetava, e isso lhe trouxe um prazer sádico. Com um tom provocativo, Morgana perguntou:
- Está se sentindo melhor, minha querida Andrômeda? Parece que a escuridão tem um efeito peculiar sobre você.
Ela olhou profundamente nos olhos de Morgana e confessou com uma voz carregada de satisfação:
- Morgana, sua aura é verdadeiramente deliciosa. É como se estivesse me envolvendo em um abraço sombrio e reconfortante.
Morgana sorriu maliciosamente, sentindo-se satisfeita com a reação de Andrômeda.
Andrômeda olhou profundamente nos olhos de Morgana, sentindo-se cada vez mais envolvida pela aura escura e sombria da amiga. Com um sorriso travesso, ela sussurrou:
- Se ficar sob o efeito da sua aura é assim, Morgana, então acho que preciso estar perto de você mais vezes quando isso acontece.
Morgana soltou um riso baixo e sombrio, cheio de malícia, enquanto respondia:
- Minha querida Andrômeda, você não gostaria de estar presente nesses momentos. Veria e ouviria coisas que não gostaria de presenciar.
Morgana, sentindo a energia sombria e pulsante ao redor de si, decidiu intensificar sua aura em volta de Andrômeda. A aura escura envolveu sua amiga, fazendo-a gemer involuntariamente sob a sensação intensa.
Quando Andrômeda, com a voz trêmula, perguntou o que ela veria e ouviria, Morgana respondeu com um tom sibilante e provocativo:
- Você veria os tormentos e prazeres que a escuridão pode oferecer, minha querida. O sussurro das sombras, os segredos mais profundos e proibidos. Você ouviria os suspiros daqueles que caíram no abismo e as risadas dos que dançam na beira dele. Mas lembre-se, Andrômeda, a escuridão é uma amante implacável. Ela seduz e devora, e nem todos podem suportar sua carícia.
Andrômeda sentiu uma mistura de fascínio e temor diante da aura de Morgana, mas algo nela a impedia de afastar-se.
Os olhos de Morgana brilharam com um lampejo maligno quando uma ideia sombria passou por sua mente. Seu sorriso sádico cresceu e, de maneira provocativa, ela perguntou a Andrômeda:
- Diga-me, minha cara amiga, o que você faria se eu encontrasse o trouxa que machucou Ted? O que faria para garantir que ele nunca mais ameaçasse vocês novamente?
A pergunta estava carregada de um desejo por vingança e, ao mesmo tempo, parecia desafiar Andrômeda a explorar os recantos mais escuros de sua própria natureza.
Ela acrescentou com uma voz carregada de malícia:
- Talvez, apenas talvez, eu deixe você sentir a minha aura quando entro em ação. Você experimentaria em primeira mão o que significa abraçar a escuridão com todas as suas facetas.
Morgana parecia disposta a explorar até onde Andrômeda estava disposta a ir em busca de justiça, ou talvez vingança, contra aqueles que machucavam seus entes queridos.
Andrômeda, instigada pela aura escura de Morgana, respondeu com um brilho nos olhos:
- Morgana, minha amiga, eu faria o que fosse necessário para garantir que ele nunca mais ameaçasse Ted ou qualquer um de nós. E quanto a sentir sua aura em ação... bem, eu estaria disposta a experimentar isso, a conhecer essa parte de você que é tão poderosa e implacável.
Havia uma curiosidade e uma atração sombria nos olhos de Andrômeda, como se ela estivesse ansiosa para explorar as profundezas da escuridão ao lado de Morgana.
Andrômeda olhou em direção à porta, preocupada com a possibilidade de Ted descobrir a aura escura de Morgana. Morgana percebeu sua apreensão e a tranquilizou com um sussurro sombrio:
- Fique tranquila, minha amiga. Ted não saberá disso. Apenas nós compartilharemos esse segredo obscuro.
Andrômeda assentiu, ainda sentindo a intensidade da aura de Morgana ao seu redor, mas confiando na promessa de sigilo.
Morgana fixou seus olhos penetrantes nos de Andrômeda e, com uma conexão mental fortalecida pela aura escura, ela viu a imagem do assaltante na mente de sua amiga. Um sorriso sombrio brincou em seus lábios quando a identidade do homem se formou claramente em sua mente.
Sem perder tempo, Morgana se levantou e disse decididamente:
- Vamos encontrá-lo, Andromeda.
Ela estendeu a mão para sua amiga, permitindo que a aura escura as envolvesse, criando uma sensação de poder e determinação no ar.
Com o amanhecer do dia, Morgana e Andrômeda começaram sua busca pelo trouxa que havia ferido Ted. Morgana estava determinada a encontrar o culpado, e para isso, utilizou um feitiço das trevas que permitia rastrear aqueles que haviam causado dano.
O feitiço lançado por Morgana mostrava uma trilha brilhante que revelava o caminho que o assaltante havia percorrido após o ataque. Era uma espécie de marcação sombria que apontava a direção a seguir.
Seguindo a trilha luminosa, elas passaram por vielas e ruas, observando como a marcação mudava de forma e intensidade, indicando o trajeto do trouxa.
Finalmente, a trilha os levou a um beco escuro onde a marcação estava particularmente forte. Morgana e Andrômeda se aproximaram com cautela, prontas para confrontar o assaltante.
Quando Morgana e Andrômeda finalmente encontraram o trouxa, Morgana não pôde evitar um sorriso sombrio e sinistro. Seus olhos brilhavam com a satisfação de ter localizado o agressor. Ela olhou para o homem com um ar dominante, revelando a aura escura que a envolvia. A presença de Morgana o fez tremer de medo, e ele se sentiu encurralado naquele beco sombrio.
No instante em que o trouxa fez menção de pegar sua arma, pensando em resistir, Morgana agiu rapidamente. Seus olhos brilhavam com uma intensidade sombria enquanto ela lançava um feitiço das sombras.
As sombras ao redor do homem se retorceram e se contorceram, como se tivessem vida própria, prendendo-o em um aperto implacável. Ele se viu paralisado, incapaz de mover um músculo, enquanto a magia negra de Morgana o envolvia, apertando-o cada vez mais.
Morgana não tinha piedade naquele momento. Ela mantinha o controle absoluto sobre o trouxa, deixando claro que não toleraria resistência.
Morgana, com seus olhos brilhando intensamente, avançou até o agressor paralisado, pegando sua arma. Com um gesto de suas mãos habilidosas, a arma do agressor começou a se desfazer no ar, envolta em chamas.
Os olhos arregalados de medo do assaltante acompanharam horrorizados enquanto sua arma se consumia em chamas desaparecendo por completo.
Morgana não conseguiu resistir a dar uma risada sombria e maliciosa, ecoando pelo local. Era uma risada que continha tanto triunfo quanto um toque de sadismo.
O assaltante, incapaz de se mover e testemunhando a exibição de poder de Morgana, estava agora completamente aterrorizado, entendendo que havia se envolvido com algo muito além de sua compreensão.
Andrômeda estava ao lado de Morgana no beco, ela não podia deixar de sentir a aura intensa emanando de Morgana. Era uma sensação poderosa e hipnotizante, como se estivesse imersa em um mundo de escuridão e controle absoluto.
A aura de Morgana era tão palpável que Andrômeda sentia arrepios percorrendo sua pele, e seu coração batia mais rápido, uma mistura de medo e excitação. Era uma experiência única, estar ao lado de Morgana quando sua aura sombria estava tão intensamente liberada.
Morgana agarrou firmemente o pulso do trouxa que estava paralisado, mantendo-o sob controle. Com sua outra mão, segurou Andrômeda, garantindo que ambas estivessem bem próximas. Em um movimento rápido e preciso, Morgana aparata com os dois, deixando para trás o beco sombrio e sinistro.
Em um piscar de olhos, eles apareceram na frente da porta da casa, retornando à segurança da residência. Morgana soltou o trouxa, que ainda estava paralisado, e ele caiu no chão, incapaz de se mover.
Andrômeda olhou para Morgana, apreciando a habilidade de sua amiga em lidar com situações perigosas. Era uma lembrança vívida de que, apesar da aura sombria que Morgana podia emanar, ela era uma bruxa poderosa e protetora quando se tratava de seus entes queridos.
